Vigilância Epidemiológica de casos suspeitos de Doença do Vírus Ebola DVE e Atividades do CIEVS/Goiás

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1 Vigilância Epidemiológica de casos suspeitos de Doença do Vírus Ebola DVE e Atividades do CIEVS/Goiás

2 Definição dos Casos de DVE segundo OMS Caso Suspeito: Indivíduos procedentes, nos últimos 21 dias, de país com transmissão o disseminada ou intensa de Ebola (Libéria, Guiné e Serra Leoa) que apresente febre de início súbito, podendo ser acompanhada de sinais de hemorragia, como: diarreia sanguinolenta, gengivorragia, enterorregia, hemorragias internas, sinais purpúricos e hematúria. Embora existam casos na Nigéria, todos são secundários a um caso proveniente da Libéria. No contexto atual, a Nigéria não é considerada como possível origem de casos que venham para o Brasil. Caso Provável: caso suspeito com histórico de contato com pessoa doente, participação em funerais ou rituais fúnebres de pessoas com suspeita da doença ou contato com animais doentes ou mortos. Caso Confirmado: Caso suspeito com resultado laboratorial para Reação de Polimerase em Cadeia (PCR) conclusivo para Ebola realizado em laboratório de referência.

3 Definição dos Casos de DVE segundo OMS Caso Descartado: Caso suspeito com dois resultados laboratoriais para Reação de Polimerase em Cadeia (PCR) negativos para Ebola realizados em Laboratório de Referência definido pelo Ministério da Saúde, com intervalo mínimo de 48 horas entre as duas colheitas. Contactante ou Comunicante: Indivíduo que teve contato com sangue, fluido ou secreção de caso suspeito ou confirmado; ou que dormiu na mesma casa; ou teve contato físico direto com casos suspeitos ou com corpo de casos suspeitos que foram a óbito (funeral); ou teve contato com roupa ou roupa de cama de casos suspeitos; ou que tenha sido amamentado por casos suspeitos (bebês).

4 Fluxo de Informações e Notificação de Casos O ebola é uma doença de notificação compulsória imediata. A notificação é realizada pelo profissional de saúde ou pelo serviço que prestar o primeiro atendimento ao paciente, utilizando o meio mais rápido disponível (Portaria nº 1.271/2014). Todo caso suspeito deve ser notificado imediatamente às autoridades de saúde das Secretarias Municipais, Estadual e à Secretaria de Vigilância em Saúde, por um dos seguintes meios: telefone, , (62) (horário comercial) ou (62) (feriados e finais de semana); ou formulário eletrônico no site da SUVISA. Para notificação de casos e óbitos suspeitos serão utilizadas: Ficha Individual de Notificação - FIN e Ficha Individual de Investigação - FII, as quais serão preenchidas inicialmente pelas unidades de saúde de atendimento e posteriormente complementadas pela equipe técnica do Núcleo de Vigilância Epidemiológica - NVEM. Os NVEM serão orientados a repassar a FII de forma imediata, via fax, para a Regional de Saúde e desta para o CIEVS estadual (Protocolo de Vigilância e Manejo de Casos Suspeitos de Doenças pelo vírus Ebola).

5 Investigação Epidemiológica ETAPAS 1. Colher informações detalhadas sobre o histórico de viagem para áreas afetadas pelo vírus, a fim de identificar possível local provável de infecção (LPI). 2. Buscar no histórico de viagem as atividades de possível exposição ao vírus, como contato com indivíduo suspeito (vivo ou morto); animal (vivo ou morto); e tecidos, sangue e outros fluidos corporais infectados. Adicionalmente, recomenda-se registrar detalhadamente asmanifestações clínicas apresentadas. 3. Monitorar por 21 dias após a última exposição conhecida, os contatos de casos suspeitos identificados. 4. Acompanhar os contatos assintomáticos, sem a necessidade do uso de EPI pelos profissionais de saúde. A partir da manifestação de sintomas compatíveis com DVE os contactantes deverão ser tratados como casos suspeitos.

6 Ficha de Investigação Epidemiológica de Caso Suspeito de DVE

7 Ficha de Investigação Epidemiológica de Caso Suspeito de DVE

8 Ficha de Investigação Epidemiológica de Contato do Caso Suspeito/Comprovado de DVE

9 Ficha de Investigação Epidemiológica de Contato do Caso Suspeito/Comprovado de DVE

10 Monitoramento dos Contatos do Caso Suspeito de Ebola Os profissionais de saúde das unidades básicas deverão aplicar o check list e repassar para o Núcleo de Vigilância Epidemiológica Municipal imediatamente (ficha de investigação para contato do Caso Suspeito de Ebola); O CIEVS/ Secretaria Municipal de Goiânia realizará o monitoramento dos contatos dos casos suspeitos de Goiânia durante o período de 21 dias; O CIEVS/ Estadual em conjunto com as Regionais de Saúde apoiará o Núcleo de Vigilância Epidemiológica Municipal na realização do monitoramento dos contatos dos casos suspeitos dos municípios do interior durante o período de 21 dias; As Regionais de Saúde atuarão como apoiadoras em todo o processo de monitoramento dos contatos do caso suspeito de Ebola.

11 Monitoramento dos Contatos do Caso Suspeito de Ebola O Núcleo de Vigilância Epidemiológica Municipal acompanhará o contato do Caso Suspeito de Ebola por meio de visitas/contato telefônico para o levantamento de sinais e sintomas da DVE. E o CIEVS/ Estadual Monitorará a situação por meio de contato telefônico junto à Regional de Saúde e o município em questão apoiando na tomada de decisões em todo período da investigação epidemiológica. Para a elaboração da lista dos contactantes é necessário aplicar um questionário ao caso e listar todas as pessoas e lugares com os quais teve contato.

12 Lista de Contactantes dos Casos de DVE

13 Formulário para monitoramento dos contactantes

14 Atividades do CIEVS frente a DVE Realizar da busca ativa de casos de DVE por meio da coleta de informações via notificação telefônica, eletrônica e por busca nos principais meios de comunicação. Apoiar a divulgação oportuna das informações epidemiológicas e de protocolos elaborados pelo Ministério da Saúde e ANVISA (material educativo, manuais, guias, notas informativas). Acionar o Secretário de Estado da Saúde mediante caso suspeito de DVE e, posteriormente, as demais áreas envolvidas. Orientar os Municípios quanto a obrigatoriedade da Notificação Imediata, assim como a investigação epidemiológica de casos suspeitos. Realizar o monitoramento diante aos casos suspeitos de DVE e dos contatos do caso suspeito e apoiar a resposta. Realizar o monitoramento da aplicação dos protocolos definidos para vigilância, detecção e resposta, juntos as ARS e NVEM.

15 CONTATOS Gerência de Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis GVEDT/SUVISA - Responsável: Huilma Alves Cardoso - Telefones: (62) Endereço Eletrônico: Centro de Informações Estratégicas e Reposta em Vigilância em Saúde CIEVS/GVEDT/SUVISA - Responsável: Ana Carolina de Oliveira Araújo - Telefone: (62) ; - Plantão noturno, feriado e finais de semana: (62) Endereço Eletrônico:

16 Referências Bibliográficas 1- BRASIL, Protocolo de Vigilância e Manejo de casos suspeitos de Doença do Vírus Ebola (DVE); Brasília DF. 2- BRASIL, Plano de Contingência para Contingência para Emergência em saúde Pública Doença pelo Vírus Ebola; Brasília DF. 3- Brasil, Protocolo de Identificação e Monitoramento de contactantes de Casos de Doença pelo Vírus Ebola (DVE); Brasília DF..

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