PROTOCOLO DE IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO DE CONTACTANTES DE CASOS DE DOENÇA PELO VÍRUS EBOLA (DVE)

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1 PROTOCOLO DE IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO DE CONTACTANTES DE CASOS DE DOENÇA PELO VÍRUS EBOLA (DVE) Versão 1 atualização em 09 de outubro de INTRODUÇÃO A detecção de casos em tempo hábil e a resposta rápida e apropriada, juntamente com a participação ativa de todos os setores responsáveis, são fundamentais para evitar a sustentabilidade da transmissão da doença pelo vírus ebola (DVE). A identificação de contactantes é utilizada para controlar a disseminação da DVE. As pessoas que tiveram contato próximo com casos de DVE (vivos ou mortos) terão risco de contrair a doença. O presente documento oferece orientações para a identificação e o monitoramento dos contactantes frente a um possível caso suspeito, provável ou confirmado de DVE. Definições de caso se encontram no endereço Considerando que esta emergência está em curso, este documento poderá sofrer alterações a partir de novas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do cenário epidemiológico vigente. 2. INFORMAÇÕES SOBRE A DOENÇA A DVE é causada por vírus da família Filoviridae, gênero Ebolavirus. Quando a infecção ocorre, os sintomas geralmente começam de forma abrupta e ocasiona febre, cefaleia, fraqueza, diarreia, vômitos, dor abdominal, inapetência, odinofagia e manifestações hemorrágicas. O período de incubação da doença pode variar de 2 a 21 dias, sendo que não ocorre transmissão nesse período. Após o aparecimento dos sintomas a transmissão pode ocorrer por meio do contato com sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos infectados (incluindo cadáveres), ou do contato com superfícies e objetos contaminados. 3. IDENTIFICAÇÃO DE CONTACTANTES A identificação de contactantes começa a partir de um caso. Deverão ser considerados como contactantes todas as pessoas que tiveram contato com caso suspeito/provável/confirmado (vivo ou morto) de DVE. A identificação dos contactantes deverá ser realizada no momento da investigação epidemiológica do caso. As atividades realizadas pelo caso desde o início dos sintomas devem ser coletadas por meio de um questionário. Estas informações também poderão ser obtidas por pessoas próximas ao caso. Neste momento é importante verificar que tipo de contato ocorreu para a avaliação do grau de exposição do contactante, o que irá definir as condutas para o monitoramento.

2 Indivíduos e locais que devem ser considerados para elaboração da lista dos contactantes: a. TODAS as pessoas que moram no mesmo ambiente (casa, hotel e outros) do caso (vivo ou morto) desde o início dos sintomas; b. TODAS as pessoas e locais visitados pelo caso, desde o início dos sintomas. Buscar familiares e amigos visitados, meios de transporte utilizados, igrejas, hotéis, mercados e outros locais frequentados; c. TODOS os profissionais de saúde que tiveram contato ou realizaram algum tipo de procedimento com o caso (vivo ou morto) em TODAS as unidades de saúde visitadas pelo caso, desde o início dos sintomas; d. TODAS as pessoas que tiveram contato com o cadáver de um caso suspeito/provável/confirmado de DVE durante a preparação do corpo, em cerimónias fúnebres ou outros; e. Indivíduos que foram atendidos no mesmo ambiente de unidade de saúde em que foram tratados casos suspeitos/prováveis/confirmados, antes do início das rigorosas medidas de isolamento e de prevenção até o momento da desinfecção do local Observação: Todas essas pessoas e locais devem ser considerados pela equipe de investigação para a identificação dos contactantes e do grau de exposição. 4. LISTA DE CONTACTANTES Para a elaboração da lista dos contactantes é necessário aplicar um questionário ao caso e listar todas as pessoas e lugares com os quais teve contato. Todas as pessoas que tiveram algum contato com o caso (descritas nas categorias acima) devem ser incluídas na lista de contactantes de casos de DVE (Anexo 1). Todos os contactantes da lista deverão ser identificados pessoalmente e receberão informações da equipe de investigação sobre sua condição de contactantes. 4. CLASSIFICAÇÃO DA EXPOSIÇÃO Para auxiliar na classificação da exposição de risco deverá ser seguido o roteiro padrão para investigação de contactantes dos casos de Doença do Vírus Ebola (Anexo II). Para fins de monitoramento os contactantes serão classificados de acordo com a exposição em maior ou menor risco (Anexo III). Indivíduos com maior risco são aqueles que: Tocaram nos fluidos corporais (sangue, vômito, saliva, urina, fezes e outros) do caso; Tiveram contato físico direto com o corpo do caso (vivo ou morto);

3 Tocaram ou limparam a roupa de cama ou o vestuário do caso; Dormiram ou comeram na mesma casa que o caso; Foram amamentados por um caso; Ou: Profissionais de saúde que prestaram cuidado direto ou que processaram amostra biológica de caso sem o uso adequado do Equipamento de Proteção Individual (EPI) ou que tiveram acidente com material biológico procedente de caso; Indivíduos com menor risco são aqueles que: Tiveram contato com caso sem exposição direta à secreções e fluidos corporais (meio de transporte, trabalho, unidade de saúde, eventos sociais e outros); Ou Profissionais de saúde que prestaram cuidado ao caso, mas não tiveram exposição a secreções e fluidos corporais e fizeram uso adequado de EPI; As informações sobre a exposição deverão ser verificadas e confirmadas, a fim de garantir que todas as cadeias de transmissão sejam identificadas e monitoradas. 5. MONITORAMENTO DOS CONTACTANTES Os indivíduos considerados contactantes deverão ser monitorados pela equipe de investigação até 21 dias após o último contato com o caso. Os contactantes com exposição de maior/alto risco deverão receber prioridade durante o processo de investigação e as seguintes medidas são recomendadas: Aferição de temperatura axilar duas vezes ao dia e repasse dos parâmetros à equipe de investigação; Restrição de deslocamento: não realizar viagem com meios de transporte coletivo (avião, ônibus, táxi, navio e trem). Outros deslocamentos durante o período de monitoramento deverão ser avaliados pela equipe de investigação. Solicitar ao indivíduo que entre IMEDIATAMENTE em contato com a equipe de investigação se apresentar febre ou outros sintomas, que orientará quanto à condução do caso. Para os outros contactantes, com menor risco de exposição, às seguintes medidas são recomendadas:

4 Orientar que o próprio indivíduo monitore sua temperatura axilar e fique atento para o aparecimento de febre ou outros sintomas, em até 21 dias após o contato; Consultar a equipe de investigação caso necessite realizar viagens; Solicitar ao indivíduo que entre IMEDIATAMENTE em contato com a equipe de investigação se apresentar febre ou outros sintomas, que orientará quanto à condução do caso. O contactante que apresentar febre, podendo ser acompanhada de cefaleia, fraqueza, diarreia, vômitos, dor abdominal, inapetência, odinofagia e manifestações hemorrágicas, será imediatamente considerado caso suspeito e deverá seguir as mesmas recomendações para conduções de casos, iniciando-se também a busca de seus contactantes. Outras informações referentes à conduta frente a um caso suspeito estão disponíveis no link: 6. INSTRUÇÕES PARA A EQUIPE DE MONITORAMENTO DOS CONTACTANTES A vigilância epidemiológica será a responsável pela identificação dos contactantes e deverá reunir uma equipe capacitada, constituída por profissionais das esferas municipal, estadual e federal do Sistema Único de Saúde (SUS). As equipes de monitoramento dos contactantes devem estar familiarizadas com as informações básicas sobre a DVE, procedimentos e instrumentos para a identificação de contactantes e as necessárias precauções de biossegurança. Estas informações devem abranger: Informações básicas sobre a DVE, sua transmissão e medidas preventivas; Procedimentos para a identificação/monitoramento de contactantes; Instrumentos para a identificação/monitoramento de contactantes, aferição da temperatura, notificação, etc.; Instrução para contactantes (Anexo IV); Depois de recebidas as orientações, as equipes de monitoramento dos contactantes devem estar equipadas com todos os instrumentos necessários, incluindo: V); Formulários para listas de contactantes e formulário para monitoramento dos contactantes (Anexo

5 Canetas; Termômetros (de preferência digitais); Solução à base de álcool a 70⁰ GL para esfregar as mãos; Luvas descartáveis; Telefones celulares ou outros dispositivos para comunicação. Os passos que se seguem constituem orientações para a realização do monitoramento diário dos contactantes: Todos os dias, o investigador responsável pelo monitoramento prepara a lista de contactantes, com o itinerário a ser percorrido e número de pessoas a ser visitadas, numa determinada área; Depois de receberem a lista dos contactantes, as equipes dirigem-se as respectivas áreas para proceder às visitas domiciliares; A equipe devera evitar contatos físicos diretos, como aperto de mãos ou abraços. Deve explicar a família que essas restrições foram recomendadas para evitar a propagação da DVE; Entrevistar e avaliar os contactantes, perguntando sobre sintomas e utilizando o formulário de monitoramento de contactantes. Aferir a temperatura do corpo, se o contactante não tiver apresentando sintomas; Se o contato não estiver em casa a equipe deve informar imediatamente ao responsável pelo monitoramento de contactantes, enquanto tenta determinar o seu paradeiro; Depois de finalizada a entrevista/avaliação, deve-se perguntar se existe mais alguém na casa que não tenha se sentido bem e apresentado algum sintoma (mesmo que essa pessoa não seja um contactante). Isso servirá para identificar qualquer pessoa doente - um processo conhecido como busca ativa de casos; No fim da investigação diária a equipe de monitoramento dos contactantes deve preparar um relatório resumido dos resultados; O responsável pelo monitoramento de contactantes deverá analisar todas as fichas dos contactantes seguidos nesse dia e preparar um relatório-síntese. Esse relatório deve incluir todos os problemas encontrados durante as visitas domiciliares; Um relatório consolidado de todos os contactantes acompanhados deve ser construído no final do dia e fará parte do relatório de vigilância apresentado no COES. 7. PROCEDIMENTOS EM RELAÇÃO AOS CONTACTANTES COM SINAIS E SINTOMAS

6 A equipe de identificação/monitoramento de contactantes é, normalmente, a primeira a saber quando um contactante desenvolveu sintomas. Isso pode ser feito de forma voluntária, através de um telefonema do contactante, ou pela descoberta da equipe de identificação/monitoramento, durante as visitas domiciliares. As equipes de monitoramento dos contactantes não devem medir a temperatura dos contactantes com sintomas. Se um contactante desenvolver sinais e sintomas a equipe local deve notificar imediatamente ao responsável pela investigação no campo e ao Ministério da Saúde por meio de telefone: , preferencialmente; ou formulário eletrônico no site da SVS. Após a notificação, imediatamente uma equipe deverá efetuar a avaliação e encaminhamento do sintomático para o hospital de referência. 8. SUPERVISÃO DO MONITORAMENTO DOS CONTACTANTES Os investigadores responsáveis devem acompanhar as equipes de monitoramento dos contactantes periodicamente, para se certificarem de que essas entrevistas estão acontecendo na frequência e forma adequadas. A verificação da qualidade pode também ser feita através de telefonemas aleatórios a alguns contactantes, para saber se foram acompanhados. 9. ALTA DOS CONTACTANTES Os contactantes que completarem o período de 21 dias de monitoramento devem ser avaliados no último dia. Na ausência de sintomas, os contactantes devem ser informados de que receberam alta do monitoramento e podem retomar as suas atividades normais e as suas interações sociais. O monitoramento dos contactantes de caso suspeito, que tenha resultado negativo nos exames laboratoriais, deve ser interrompido. 10. PRECAUÇÕES DE SEGURANÇA RECOMENDADAS PARA AS EQUIPES DE MONITORAMENTO DE CONTACTANTES Diante da possibilidade de novos casos de DVE, as equipes de identificação de contactantes devem tomar medidas de precauções para se protegerem durante as visitas domiciliares. As equipes devem seguir as seguintes recomendações: Evitar contato físico direto, como os apertos de mão ou os abraços; Manter uma distância de segurança (mais de 1 metro) em relação à pessoa; Evitar entrar na casa; Evitar sentar-se nas cadeiras que lhe são oferecidas; Evitar tocar ou encostar-se em objetos potencialmente contaminados; Não aceitar alimentos e bebidas enquanto visitam os contactantes; Utilizar luvas descartáveis;

7 Ao verificar a temperatura: Pedir ao contato que se vire de costas e medir-lhe a temperatura na axila; Evitar tocar no contactante e recuar, enquanto espera pelo termômetro; Se o contato estiver visivelmente doente não aferir a temperatura, mas sim informar o investigador responsável imediatamente; Como parte das medidas gerais de segurança da equipe de resposta, todos os membros da equipe de monitoramento de contactantes devem aferir a sua própria temperatura, todas as manhãs. 11. ESTIMATIVAS DAS NECESSIDADES E RECURSOS PARA A IDENTIFICAÇÃO DE CONTACTANTES Criar um sistema funcional da identificação de contactantes exige consideráveis recursos humanos e logísticos. As sugestões abaixo constituem uma base para estimar os recursos necessários para a identificação de contactantes. Cada equipe de monitoramento deverá ser constituída por dois investigadores, os quais deverão visitar um número determinado de contactantes por dia (a definir); As equipes de monitoramento dos contactantes devem ser supervisionadas por um investigador responsável; Meios de transporte disponíveis e adequados para as visitas domiciliares; EPI, materiais e equipamentos necessários à execução dos procedimentos indicados.

8 ANEXO I - LISTA DE CONTACTANTES DOS CASOS DE DVE Informação sobre o caso Caso índice (nome) Data de início dos sintomas Procedência (país) Exposição de risco Local de Residência Localização atual do caso identificada Informação sobre os contactantes Nome Sexo (M/F) Idade (anos) Relação com o caso Data do último contato com o caso Tipo de contato (1,2,3,4)* listar todos Local de Residência (endereço) Número de telefone Profissional de saúde (S/N) Em caso afirmativo, em que unidade? * Tipos de contatos: 1 = Tocou em fluidos corporais do doente (sangue, vómito, saliva, urina, fezes) 2 = Teve contato físico direto com o corpo do doente (vivo ou morto) 3 = Tocou ou limpou roupa de cama, vestuário ou louça do doente 4 = Dormiu ou comeu na mesma casa que o doente Ficha de contactante preenchida por: Nome: Telefone:

9 ANEXO II - ROTEIRO PADRÃO PARA INVESTIGAÇÃO DE CONTACTANTES DOS CASOS DE DOENÇA DO VÍRUS EBOLA ID indivíduo: Entrevistador: Data da entrevista: / / DADOS IDENTIFICAÇÃO 1.Nome: 2. Endereço: 3.Município 4. Ponto de referência 5. Telefone: 6. Sexo: ( ) (1) Masculino (2) feminino 7. Data de nascimento: / / 8. Profissão/Ocupação: 7. Se profissional de saúde, local de trabalho: 8. Tipo de relação com caso suspeito: ( ) (1) familiar (2)amigo (3) profissional (4)sem relação (5)Outros: ANTECEDENTES EPIDEMIOLÓGICOS 9.Tipo de contato com o caso suspeito: ( ) (1) físico (2) roupas (3) mesmo ambiente (4)manipulou amostras do suspeito Outros: 10. Exposição a algumas destas situações? -Contato direto com sangue, tecidos ou fluidos corporais de suspeitos? ( )(1)Sim (2)Não - Data de exposição: / / - Contato com superfícies ou objetos contaminados por casos suspeitos? ( ) (1)Sim (2)Não - Data de exposição: / / -Viajou para local com transmissão de Ebola?( ) (1)Sim (2)Não Se sim, Data de ida / / País: Estado: Município: Data de retorno: / / - Viajou em aeronave com caso suspeito?(1)sim (2)Não Data do vôo: / / Assento: nº do vôo Empresa aérea - Foi hospitalizado? (1) Sim (2) Não, Se Sim, Data: / / Local: - Trabalha no hospital? (1) Sim (2) Não Se Sim, Local: -Participou de funerais ou rituais fúnebres de suspeitos? (1) Sim (2) Não, Se Sim, Data de exposição: / / -Teve febre após contato com o suspeito? (1) Sim (2) Não 18. Data do início da febre: / / 12. Apresentou algum sinal ou sintoma clínico após contato com suspeito?(1) Sim (2) Não Se sim, quais? OBSERVAÇÕES

10 ANEXO III - FLUXOGRAMA PARA MONITORAMENTO DE CONTACTANTES OU DE INDIVÍDUOS PROVENIENTES DE PAÍSES AFETADOS PELO DVE CONTATO DE CASO SUSPEITO OU INDIVÍDUO QUE VEIO DE PAÍS AFETADO Apresentou sintomas? NÃO SIM CONDUTA DE CASO SUSPEITO VERIFICAR CENÁRIO DE EXPOSIÇÃO Cenário-1: Tocaram nos fluidos corporais (sangue, vômito, saliva, urina, fezes e outros) do caso; Tiveram contato físico direto com o corpo do caso (vivo ou morto); Tocaram ou limparam a roupa de cama ou o vestuário do caso; Dormiram ou comeram na mesma casa que o caso; Foram amamentados por um caso; OU Profissionais de saúde que prestaram cuidado direto ou que processaram amostra biológica de caso sem o uso adequado do Equipamento de Proteção Individual (EPI) u que tiveram acidente com material biológico procedente de caso; Cenário-2: Tiveram contato com caso sem exposição direta à secreções e fluidos corporais (meio de transporte, trabalho, unidade de saúde, eventos sociais e outros); Ou Profissionais de saúde que prestaram cuidado ao caso, mas não tiveram exposição a secreções e fluidos corporais e fizeram uso adequado de EPI; Exposição direta a secreção e/ou fluídos corporais: Maior Risco Sem comprovação de exposição direta a secreção ou fluídos corporais: Menor Risco C O N D U T A Monitoramento pela equipe de investigação até 21 dias após o contato; Aferição de Temperatura duas vezes/dia; Não realizar viagem com meios de transporte comerciais (avião, ônibus, navio e trem) e viagens pessoais (táxi e carro próprio) deverão ser avaliadas pela equipe de investigação; Solicitar ao indivíduo que entre IMEDIATAMENTE em contato com a equipe de investigação se apresentar febre ou outro sintoma, e procure diretamente o Hospital de Referência no atendimento a casos suspeitos de Ebola. Monitoramento pela equipe de investigação até 21 dias após o contato; Orientar que o próprio indivíduo monitore sua temperatura e fique atento para o aparecimento de outros sintomas em até 21 dias; Solicitar ao indivíduo que entre IMEDIATAMENTE em contato com a equipe de investigação se apresentar febre ou outro sintoma, e procure Hospital de Referência no atendimento a casos suspeitos de Ebola.

11 ANEXO IV - INSTRUÇÕES PARA CONTACTANTES A transmissão do vírus Ebola ocorre a partir do início dos sintomas que podem ser: febre, dor de cabeça, fraqueza, vômitos, diarréia entre outros. A infecção ocorre por contato direto com fluidos e excreções corporais (suor, saliva, lágrima, sangue, urina, vômito, fezes), ou indireto a partir de objetos contaminados por fluidos e excreções corporais. Deve-se: 1. Permanecer em casa, tanto quanto possível, e limitar contato próximo com outras pessoas; 2. Evitar locais com muitas pessoas, reuniões sociais e o uso de transportes públicos. 3. Não realizar nenhuma viagem com meios de transporte comerciais (avião, ônibus, navio e trem) e viagens pessoais (táxi e carro próprio) deverão ser avaliadas pela equipe de investigação, garantindo acesso a um serviço de saúde de referência oportunamente caso desenvolva sintomas. 4. Em caso de desenvolvimento de sintomas: Informar imediatamente ao investigador, ou ao serviço de saúde local; Não usar medicamentos sem prescrição médica; NÃO usar aspirina, ibuprofeno nem diclofenaco: estes medicamentos podem piorar as hemorragias.

12 ANEXO V - FORMULÁRIO PARA MONITORAMENTO DOS CONTACTANTES Nome do investigador:... Nome do Caso Suspeito/confirmado... Nome do Contactante: Telefone: Endereço Data do último contato com caso Tipo de contado com o caso Data da visita Dia do monitoramento Introduzir 0, se o contactante não teve febre, dor de cabeça, fraqueza ou vómitos, nem diarreia Introduzir X, se o contactante morreu ou teve febre e/ou hemorragias (preencher o Fo rmulário de Notificação de Casos e, se o doente estiver vivo, encaminhá-lo para o hospital).

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