Preparação do Brasil para o manejo de caso suspeito de Ebola no país

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1 II Seminário de Integração sobre Saúde e Segurança na Área Portuária Preparação do Brasil para o manejo de caso suspeito de Ebola no país Preparação Para o Exercício de Mesa e Simulado do Ebola Marcus Quito Secretaria de Vigilância em Saúde

2 Vírus Ebola Família Filoviridae, gênero Ebolavirus A primeira espécie de vírus Ebola foi descoberta em 1976, onde atualmente é a República Democrática do Congo, próximo ao rio Ebola. Desde então, os surtos têm ocorrido esporadicamente. 5 subespécies identificadas Ebola (Zaire Ebolavirus); Sudão (Sudan Ebolavirus); Taï Forest (Floresta Ebolavirus Taï); Bundibugyo (Bundibugyo Ebolavirus) Reston (Reston Ebolavirus) não causou doença em seres humanos Doença zoonótica: transmisão de animais selvagens para humanos hóspede natural: morcego da fruta

3 Informações sobre a doença Período de incubação (tempo decorrido entre a EXPOSIÇÃO a um organismo patogénico e a manifestação dos PRIMEIROS SINTOMAS) Pode variar de 2 a 21 dias Transmissão Não há transmissão durante o período de incubação Ocorre após o aparecimento dos sintomas e se dá por meio do contato com sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos infectados (incluindo cadáveres), ou do contato com superfícies e objetos contaminados.

4 Informações sobre a doença Sintomas Febre Cefaleia Fraqueza Diarreia Vômitos Dor abdominal Inapetência Odinofagia Manifestações hemorrágicas Tratamento Pacientes graves necessitam de cuidados intensivos Ainda não existe nenhum tratamento específico nem uma vacina aprovadas para o uso em seres humanos ou animais. Terapia de apoio genérica: Reposição de fluidos Analgésicos

5 Definições CASO SUSPEITO Indivíduo procedente, nos últimos 21 dias, de país com transmissão disseminada ou intensa de Ebola* que apresente febre, podendo ser acompanhada de diarreia, vômitos ou sinais de hemorragia, como: diarreia sanguinolenta, gengivorragia, enterorragia, hemorragias internas, sinais purpúricos e hematúria. Serão considerados também suspeitos os indivíduos que relatem contato com pessoa com suspeita ou com diagnóstico confirmatório para DVE que apresentaram os sinais e sintomas citados acima. * Libéria, Guiné e Serra Leoa CONTACTANTE OU COMUNICANTE Indivíduo que teve contato com sangue, fluido ou secreção de caso suspeito ou confirmado; ou que dormiu na mesma casa; ou teve contato físico direto com casos suspeitos ou com corpo de casos suspeitos que foram a óbito (funeral); ou teve contato com roupa ou roupa de cama de casos suspeitos; ou que tenha sido amamentado por casos suspeitos (bebês).

6 Situação Atual do surto de DVE África Ocidental Figure 3: Geographical distribution of new and total confirmed cases in Guinea, Liberia, and Sierra Leone Não deve haver nenhuma restrição de viagem ou comércio internacional Os Estados que implementaram medidas restritivas de viagem e de transporte que vão além dessas recomendações temporárias devem encerrar essas medidas até ao final de Outubro de 2015.

7 MEDIDAS IMPLEMENTADAS Instalado o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES) com participação de diversas áreas do Ministério da Saúde Reuniões 2 vezes por semana Discussão de fluxos, procedimentos, definição de necessidades e busca de alternativas com o intuito de fortalecer a resposta rápida do Brasil frente a um caso importado de Ebola no país CENTRO DE OPERAÇÕES DE EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA (COES)

8 MEDIDAS IMPLEMENTADAS Convocado o Grupo Executivo Interministerial para Emergências em Saúde Pública Realizadas videoconferências semanais com todos os Estados para divulgação dos materiais técnicos elaborados e retirada de dúvidas

9 MEDIDAS IMPLEMENTADAS Definidos os hospitais de referência nacionais e estaduais para doenças infectocontagiosas para onde seriam encaminhados inicialmente os pacientes suspeitos de Ebola Hospitais de referência nacional: Instituto Nacional de Infectologia (INI)- Rio de Janeiro para todos os estados, exceto SP Emílio Ribas São Paulo para o estado de SP Todos os hospitais de referência foram supridos com testes rápidos para malária e caixas de padrão NB3 para transporte de amostras biológicas de suspeitos de ebola.

10 Elaboração do Plano de contingência para Doença pelo Vírus Ebola (DVE)

11

12 Documentos técnicos Protocolo de vigilância e manejo de casos suspeitos Protocolo de identificação e monitoramento de contactantes Orientações sobre uso de equipamentos de proteção individual Plano de comunicação de risco Procedimento Operacional Padrão para equipe de resposta Orientação sobre atendimento e remoção de pacientes Orientações para manejo de pacientes com suspeita Ebola Manejo de cadáver

13 MEDIDAS IMPLEMENTADAS Definido laboratório de referência para realização de teste diagnóstico Instituto Evandro Chagas IEC /PA Todos os LACEN possuem profissionais certificados pela OMS para condicionamento de amostras de risco biológico de nível 4

14 MEDIDAS IMPLEMENTADAS Envio de kits de Equipamentos de Proteção Individual para os SAMU das capitais Ativação de central telefônica gratuita 24/7 para recebimento de notificações e orientação técnica

15 MEDIDAS IMPLEMENTADAS Monitoramento de viajantes provenientes dos países afetados ou que tenham tido contato com caso suspeito ou confirmado de Ebola Implantado em Guarulhos/SP (30/10) e Galeão/RJ (25/11) Aeroportos de Brasília e Fortaleza - implantação até 05/12

16 Investigação do único caso suspeito no Brasil Nacionalidade: Guiné Idade: 47 anos PCR: negativo (2 amostras) Diagnóstico diferencial Malária não reagente Dengue não reagente HIV não reagente INVESTIGAÇÃO DE CONTATOS Possível exposição nos dias 08 e 09/ contactantes 131 indivíduos que passaram pela UPA (sala de espera e internados) 19 que dormiram no albergue 51 profissionais (UPA e albergue) - 3 de maior risco Todos monitorados e sem febre até o descarte do caso

17 Realização de exercício de simulação no Rio de Janeiro e São Paulo Simulado completo envolvendo chegada de caso suspeito no aeroporto e manejo do paciente no hospital de referência

18 SIMULAÇÃO Aeroportos Guarulhos/SP Galeão/RJ Fronteira seca Rio Branco/AC

19 SIMULAÇÃO Porto de Santos/SP

20 Detecção, notificação e registro O Ebola é uma doença de notificação compulsória imediata (deve ser notificada em até 24h) de acordo com a Portaria Nº 1.271, de 6 de junho de 2014 A notificação deve ser realizada pelo profissional de saúde ou pelo serviço que prestar o primeiro atendimento ao paciente, pelo meio mais rápido disponível. Telefone , preferencialmente; Formulário eletrônico no site da Secretaria de Vigilância em Saúde

21 Fluxogramas no manejo de caso suspeito

22 Exit screening Em locais com transmissão de Ebola Manejo de viajante com doença febril

23

24 (continuação)

25

26 Por fim Simulação permite a analise detalhada sobre o plano de ação e amplia a qualidade dos ajustes em seu conteúdo Contribui para a integração dos serviços e atores responsáveis na implementação de respostas Promove a comunicação e a identificação dos pontos que não estão alinhados na resposta Aumenta a eficiência e eficácia da resposta

27 Obrigado

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