IV Encontro da ANDHEP

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "IV Encontro da ANDHEP"

Transcrição

1 1 IV Encontro da ANDHEP GT 1: Teoria e História Título do Trabalho: Boa Cidadania Internacional? Avaliando a Política Externa do Governo Lula para os Direitos Humanos Autor: Emerson Maione de Souza

2 2 Boa Cidadania Internacional? Avaliando a Política Externa do Governo Lula para os Direitos Humanos Emerson Maione de Souza 1 Resumo Este artigo usa o conceito de "Boa Cidadania Internacional" para investigar a dimensão ética da política externa do governo Lula. Tal conceito provê um quadro conceitual para uma avaliação normativa da atuação dos governos enquanto eles procuram equilibrar suas responsabilidades com o Estado e a sociedade internacional. Conforme destacado por vários analistas, a boa cidadania internacional se afasta da tradicional abordagem realista para a política externa porque rejeita a afirmação de que o interesse nacional está sempre na direção oposta da promoção dos direitos humanos. Além disso, em contraste com o idealismo, que enxerga uma subjacente harmonia de princípios morais, defensores da boa cidadania internacional reconhecem a necessidade do uso da força e de decisões baseadas na ética da responsabilidade. Resumindo, Estados que são bons cidadãos internacionais não necessitam sacrificar seus interesses vitais de segurança devido à lealdade com as instituições da sociedade internacional. Entretanto, para se qualificar como bom cidadão internacional um Estado cumpridor de normas deve não apenas colocar a manutenção da ordem à frente da perseguição de vantagens comerciais e políticas de curto prazo, como também deve abrir mão destas vantagens quando elas conflitarem com os direitos humanos. Nesse sentido, a pergunta que guia a análise deste artigo é até aonde o Brasil sob o governo Lula se qualifica como um bom cidadão internacional. O artigo também examina se a atual política externa age de acordo como o princípio constitucional de "prevalência dos direitos humanos". Em seu discurso de posse o presidente Lula afirmou que "a ação diplomática do Brasil estará orientada por uma perspectiva humanista". O artigo visa analisar os limites e as possibilidades da "perspectiva humanista" da atual política externa brasileira. Palavras-chave: Boa Cidadania Internacional; Política Externa do Governo Lula; Direitos Humanos; Ética; Escola Inglesa. Introdução A Escola Inglesa: ordem e justiça A Escola Inglesa de Relações Internacionais é identificada por sua ênfase ao conceito de sociedade internacional. Conforme desenvolvido por Hedley Bull (1995, p. 13), tal conceito pressupõe a existência de um grupo de Estados que se consideram ligados por certos valores e interesses comuns. Seu relacionamento acontece, por um conjunto comum de regras e instituições. Essa ênfase demonstra as preocupações 1 Mestre em Relações Internacionais pelo IRI/PUC-RIO e professor de Relações Internacionais no Centro Universitário Metodista do Rio (Bennett), na Universidade Estácio de Sá (UNESA) e pesquisador do Grupo de Pesquisa sobre Política Internacional da UFRJ. Trabalho em progressão (ainda não é para ser citado; caso queira uma versão mais desenvolvida deste trabalho, basta enviar-me um ), comentários são bem vindos:

3 3 normativas dos membros da Escola Inglesa com as regras, normas, leis e princípios de legitimidade que sustentam a ordem mundial. 2 Nesse sentido, ao se analisar um determinado contexto internacional a Escola procura focar na prática, ou seja, os significados e as justificações que os agentes dão para suas ações. E ao mesmo tempo em que procura enxergar a historicidade de tais práticas, busca apoio na teoria política internacional para informar sobre as bases dos julgamentos morais destas ações e sobre o estado em que estamos (Dunne, 2005a, p. 170). A sociedade internacional reflete um ordenamento precário e difícil de ser mantido, mesmo quando suas instituições funcionam adequadamente. Ela varia não somente de acordo com as mudanças na distribuição de poder, mas, principalmente, com as mudanças dos princípios de legitimidade que estão em sua base. Um ponto importante a se levantar sobre as análises e comentários feitos sobre a Escola Inglesa é que a centralidade das questões morais contida em seus escritos foi pouco apontada pelos comentadores. Talvez porque focalizaram em demasia a questão da ordem, não dispensando a devida atenção a outros pontos fundamentais da Escola Inglesa, como, por exemplo, a ênfase em estruturas intersubjetivas, ao invés de estruturas materiais. Apesar disso, recentemente, com a proeminência das chamadas teorias normativas, o quadro tem mudado, relativamente: leituras mais acuradas de seus trabalhos têm sido feita e, consequentemente, mais atenção tem sido dada a tais aspectos da Escola Inglesa (Souza, no prelo). 3 Para analisarmos os aspectos normativos que a Escola Inglesa destaca, em primeiro lugar, temos que fazer referência ao debate entre as concepções pluralista e solidarista da sociedade internacional, distinção esta feita por Hedley Bull (1966). Estas 2 Sobre o desenvolvimento da Escola Inglesa e análise dos trabalhos de seus autores, ver Souza (2003 e 2006) e Dunne (1998). 3 Para Bull (1991, p. xi), a centralidade das questões morais também era uma das características dos escritos de Martin Wight: Wight colocava estas questões no centro da sua pesquisa. Um exemplo de comentador atual que destaca o lado normativo da Escola Inglesa é Reus-Smit (2002 e 2005). Para este autor, as questões normativas ocupam lugar central na Escola Inglesa. Por isso destaca que falar da Escola Inglesa sem mencionar este aspecto central é apenas reproduzir estereótipos empobrecedores. Aqui não é o lugar para uma revisão da literatura, empreendi uma análise dos trabalhos que destacam esses pontos da Escola Inglesa, ver Souza (2003 e 2008).

4 4 duas concepções representam duas visões sobre a possibilidade da promoção da justiça na política global e pontuam a maioria dos debates sobre tais pontos na Escola Inglesa. Normalmente os termos do debate dentro da Escola Inglesa são os seguintes: o pluralismo descreve sociedades internacionais "tênues" (thin) onde são poucos os valores compartilhados e onde o foco principal é desenvolver regras de coexistência dentro de um quadro de soberania e não-intervenção; o solidarismo, por sua vez, descreve sociedades internacionais "densas" (thick) onde uma maior gama de valores é compartilhada e as regras não são apenas de coexistência, mas também sobre a busca de ganhos comuns e o gerenciamento de problemas coletivos (Buzan, 2004, p. 58-9). Barry Buzan (2004, p. 59) destaca que para evitarmos concepções dicotômicas deveríamos pensar sobre o pluralismo e o solidarismo como pontas de um mesmo espectro. Se o solidarismo é compreendido como sendo sobre a densidade das normas, regras e instituições que os Estados decidem criam para gerenciar suas relações, então pluralismo e solidarismo simplesmente ligam posições em um espectro e não são necessariamente contraditórios. Dessa forma, eles representam diferenças de grau e não posições contraditórias. Dando continuidade à tradição de teorização normativa dentro da Escola Inglesa, Andrew Hurrell quer explorar a relação entre ordem e justiça. Para ele, a estrutura normativa da sociedade internacional desenvolveu-se de modo em que há agora uma cada vez mais densa e integrada rede de instituições e práticas compartilhadas em que as expectativas sociais de justiça e injustiça globais tornaram-se mais estabilizadas. Mas, ao mesmo tempo, nossas principais instituições sociais internacionais continuam a constituir uma ordem política deformada, principalmente por causa das extremas disparidades de poder que existem tanto na sociedade internacional quanto na mundial. Essa combinação de densidade e deformidade molda o modo como pensamos a relação entre ordem e justiça (2003, p. 36). Se, por um lado, a densidade nos impede que retrocedemos à ordem minimalista do pluralismo; por outro, a deformidade somada às "qualidades hegemônicas da ordem internacional contemporânea não necessariamente marcam o fim dos comprometimentos com princípios cosmopolitas, mas podem ter um efeito negativo de longo prazo na sua consolidação" (Linklater e Suganami, 2006, p. 195).

5 5 Hurrell observa que conforme a ordem jurídica no pós-guerra Fria tem se desenvolvido em direção ao solidarismo, uma importante ambigüidade começa a surgir sobre a visão dos Estados como os principais agentes da ordem mundial: No mundo pluralista, os Estados podiam ser entendidos como "agentes" apenas no sentido daqueles agindo, exercendo poder e fazendo algo para si mesmo: "O direito das nações é o direito dos soberanos", como Vattel afirmou. Mas a expansiva agenda normativa do solidarismo trouxe um segundo e diferente significado de agência: a idéia de um agente como alguém que age por, ou em benefício de, outrem. Dentro da ordem solidarista os Estados não agem mais para si mesmos como soberanos, mas antes, em primeiro lugar, como agentes para os indivíduos, os grupos, e as comunidades nacionais que eles supostamente devem representar - daí a mudança em direção à soberania como responsabilidade - e, em segundo, como agentes ou intérpretes de alguma noção de bem público internacional e algum conjunto de normas centrais contra as quais o comportamento do Estado deve ser julgado e avaliado (2003, p. 40). Hurrell argumenta ainda que a mudança envolveu não apenas instituições interestatais mas também presenciou a emergência de estruturas transnacionais de governança. Como exemplo cita o crescente papel das firmas e ONGs no processo de criação das normas internacionais. Sobre as possibilidades de justiça internacional nos tempos atuais, Hurrell, baseado em seus estudos sobre a globalização, destaca a necessidade da diminuição da desigualdade econômica e a formação de um contexto em que os mais necessitados percebam alguma vantagem no sistema. Faz alguns apontamentos. Primeiro, parece muito improvável que uma única ideologia ou visão de mundo poderá prover um quadro englobante ou meta-narrativa para os valores e a ética no século vinte e um - liberalismo global, por exemplo. Ao invés disso, debate, deliberação e contestação sobre questões de justiça terá lugar em uma ampla gama de esferas e domínios envolvendo uma miríade de atores: Estados, ONGs, firmas, organizações internacionais. Segundo, os participantes continuarão a vir de uma variedade de contextos culturais, religiosos e lingüísticos. Você não precisa acreditar em choques de civilização ou em incomensurabilidade para acreditar que a diversidade humana e conflitos de valores permanecem importantes e que perspectivas sobre questões de ordem e justiça internacional variam enormemente de uma parte do mundo para outra. Complexidade cultural e histórica também torna difícil generalizar leis universais a partir de casos

6 6 particulares: uma grande parte dos debates sobre valores e ética no século vinte e um será necessariamente rico em análise de contextos e interpretativo (2003, p. 44). Por fim, para Hurrell justiça e eqüidade em relação ao processo e aos procedimentos é mais importante do que justiça e eqüidade em questões de substância pelo fato de ser o mais provável para se alcançar acordos substantivos dado a profundidade dos conflitos de valores e, ainda, a facilidade com que o direito internacional e as instituições são contaminados pelos interesses e valores dos mais poderosos. A forma mais viável de comunidade moral global continuará a ser aquela construída em torno de alguma noção mínima de processo justo. Por quê? Ele responde que, em primeiro lugar, o quadro de entendimentos e cultura moral compartilhado que realmente conseguiu desenvolver-se foi criado dentro da sociedade internacional; segundo, e mais fundamental, por causa da universalidade das idéias sobre eqüidade no processo: ouvir o outro lado, prover argumentos para suas ações, encontrar algum mecanismo para julgar reivindicações morais conflitantes. Afirma, portanto, que a "justiça global não é algo que pode ser deduzido de princípios racionais nem pode ser resultado de uma única visão de mundo, religiosa ou secular; é, ao contrário, um produto negociado do diálogo e de deliberação e, portanto sempre sujeito a revisão reavaliação" (2003, p. 44). 4 Para resumir os argumentos sobre os desenvolvimentos normativos da Escola Inglesa e como isso impacta em sua análise dos problemas políticos atuais. Com a perspectiva solidarista ganhando cada vez mais terreno dentro da Escola suas análises: têm uma noção holística de agência analisando a interação de atores estatais com os não-estatais (Buzan 2004; Hurrell, 2003; Dunne e Wheeler, 2004); enfatizam a indivisibilidade entre segurança e direitos humanos (Dunne e Wheeler, 2004); afirmam a necessidade de se analisar o conteúdo moral da política externa dos Estados (Linklater e Suganami, 2006; Wheeler e Dunne, 1998, 2001 e 2003; Dunne 2004 e 2008). 4 Afinal, como nos ensina o filósofo cosmopolita Kwame Anthony Appiah sobre os desacordos morais: "Se vamos encorajar um engajamento cosmopolita e um diálogo moral de pessoas através de sociedades, nós devemos esperar tais desacordos: afinal de contas, eles ocorrem dentro das sociedades. (...) Porque a linguagem moral é um texto aberto e essencialmente contestável, mesmo pessoas que compartilham um vocabulário moral têm muito sobre o que brigar" (2006, p. 46 e 60 ênfases no original).

7 7 Boa Cidadania Internacional: Uma abordagem da Escola Inglesa para a análise da agência ética em política externa Desde o fim da guerra fria tem havido uma proliferação de discursos de cunho internacionalista por parte de ministros das relações exteriores. Isso coloca, de forma preeminente, a necessidade de se analisar as justificativas morais que os Estados dão para as suas ações na política mundial. Alguns autores da Escola Inglesa, como Tim Dunne, Nicholas Wheeler e alguns com fortes ligações com ela, como Andrew Linklater, destacam que o conceito de boa cidadania internacional é capaz de prover um quadro conceitual que permita analisar a dimensão ética da política externa. O que se segue é uma explicação sobre tal conceito e como ele tem sido usado por autores da Escola Inglesa. Na próxima seção analisaremos a política externa brasileira a luz deste conceito. O conceito de boa cidadania internacional foi desenvolvido por Gareth Evans, ministro das relações exteriores australiano de Para Evans, a boa cidadania internacional se afasta da tradicional abordagem realista para a política externa porque rejeita a afirmação de que o interesse nacional está sempre na direção oposta da promoção dos direitos humanos. Além disso, em contraste com o idealismo, que enxerga uma subjacente harmonia de princípios morais, defensores da boa cidadania internacional reconhecem a necessidade do uso da força e de decisões baseadas na ética da responsabilidade (Dunne e Wheeler, 1998, p.848). Pelo fato de tal conceito destacar a possibilidade de transcender doutrinas rivais que muitos autores afirmam que a idéia de boa cidadania internacional pode claramente ser colocada dentro da tradição da sociedade internacional ou Escola Inglesa (ibid., p.856). Contudo, a Escola inglesa, como vimos na seção anterior sobre as diferenças entre as concepções pluralista e solidarista, é dividida sobre até onde as preocupações com os direitos humanos devem fazer parte da diplomacia. Pelo fato de, em sua maioria, autores solidaristas usarem e desenvolverem o conceito ele pode muitas vezes ser visto como um conceito solidarista. Entretanto, os solidaristas não estão sós em ter desenvolvido, ou serem capazes de desenvolver, uma explicação sobre o que significa para um Estado ser um bom cidadão internacional (Linklater e Suganami, 2006, p. 227). Um exemplo de abordagem pluralista para a política externa dentro da Escola inglesa são os trabalhos de Robert

8 8 Jackson (2000, especialmente os capítulos 6 e 7). Posteriormente serão comparados princípios solidaristas e pluralistas da boa cidadania internacional. Tim Dunne e Nicholas Wheeler usam o conceito para analisar a política externa da Grã-Bretanha. Uma vez que no poder, em 1997, o novo governo trabalhista, liderado por Tony Blair, procurou colocar em prática os preceitos da Terceira Via, somados a uma nova concepção da identidade britânica agora voltada para uma imagem progressista baseada, não em seu passado imperial ou na sua atual potência militar, mas nos valores de uma sociedade confiante, criativa, tolerante e inclusiva. Robin Cook, seu ministro das relações exteriores, destaca que esses valores têm de ser refletidos na política externa. Por isso, na visão de Dunne e Wheeler (1998) ele introduziu uma mudança significativa na política externa britânica ao trazer uma nova linguagem destacando que a política externa teria uma dimensão ética e colocou os direitos humanos no centro de sua diplomacia. Os autores chamam atenção que esse é um dos aspectos da boa cidadania internacional, ou seja, a forte ligação entre política externa e doméstica. Pois a política externa origina-se dos princípios da democracia, direitos humanos e boa governança. Nessa questão eles apontam duas conclusões tiradas por Gareth Evans. Primeiro, um governo que defende esses valores no exterior deve ter bons antecedentes sobre essas questões em casa. Estados que usam a linguagem da boa cidadania internacional serão desacreditados senão defenderem os princípios da governança democrática internamente. Segundo, Estados que praticam a boa governança internamente tendem a se comportar da mesma forma externamente. Nesse sentido, bons cidadãos internacionais têm um interesse de segurança de longo prazo em promover os direitos humanos em suas políticas externas. Eles chamam a atenção de que não estão colocando uma conexão automática entre valores democráticos internos e bom comportamento no exterior, mas argumentam que há uma forte ligação entre como os Estados tratam os seus cidadãos e como tratam os cidadãos de outros Estados (1998, p. 856). Sobre os critérios para se avaliar se a Grã-Bretanha é um bom cidadão internacional eles destacam que partirão do princípio solidarista de que os governantes, além de serem responsáveis pela segurança e bem estar de seus cidadãos, são responsáveis pela proteção dos Direitos Humanos em qualquer lugar (Bull, 1966, p ). Dunne e Wheeler argumentam que esse comprometimento é o teste final para se

9 9 julgar a Grã-Bretanha como um bom cidadão internacional. 5 De modo geral, tais autores solidaristas nos anos 1990 enfatizavam excessivamente a questão da intervenção humanitária. Defendiam, e ainda defendem, apesar de mais cautelosos, que em situações de emergências humanitárias supremas os Estados devem intervir mesmo que não consigam a autorização da ONU. Ao discutir a questão do progresso e seus limites, Andrew Linklater destaca um ponto importante do contexto internacional pós- onze de setembro com relação aos anos 1990 ao comentar que depois do otimismo cauteloso dos últimos anos, que é evidente em Wheeler (2000), provavelmente a tendência dominante na Escola Inglesa será enfatizar a escala de obstáculos para a criação de uma sociedade internacional solidarista (Linklater e Suganami, 2006, p. 146). Linklater (ibid., p. 145), argumenta que o fim da era bipolar pode ter removido alguns dos constrangimentos para o desenvolvimento de uma ordem mundial solidarista, mas uma clara conseqüência é a preponderância dos ideais políticos e econômicos do ocidente liberal inseridos em uma era de hegemonia americana quando a decisão de fazer uma guerra preventiva e de deslocar a ONU no processo, tem efetivamente restringido as fronteiras da sociedade internacional. Linklater apresenta um conjunto de princípios é relevante em uma condição em que rivalidades entre as grandes potências sugerem que um acordo sobre regras pluralistas de coexistência, ou algumas convenções básicas sobre a questão do dano internacional, é tudo o que se pode esperar, ou seja, dentro das condições da concepção pluralista da sociedade internacional: (1) os Estados são os membros básicos da sociedade internacional; (2) todas as sociedades têm o direito de uma existência separada sujeita à necessidade de manter o equilíbrio de poder; (3) é proibida a intervenção nos assuntos internos de Estados membros para a promoção de uma visão 5 Os autores fazem análises de alguns casos. De modo geral, apesar de suas análises apontarem o que acreditam que sejam pontos positivos (como a intervenção no Kosovo para salvar os kosovares albaneses, apesar de criticarem os meios usado bombardeio aéreo e não intervenção terrestre) e negativos (vendas de armas para a Indonésia que foram usadas para a repressão no Timor Leste; o apoio praticamente incondicional aos EUA no Iraque em 2003; a necessidade de uma cobrança mais contundente por parte da Grã-Bretanha em seu diálogo diplomático com a China na questão dos direitos humanos), eles aprovam a coragem do governo trabalhista de estabelecer padrões de direitos humanos na sua política externa através do quais ele pode ser julgado pela sociedade. O destaque dado pelo governo trabalhista ao que chamou de dimensão ética da política externa gerou um amplo debate sobre a relação entre ética e política externa na Grã-Bretanha. Ver, entre outros, Booth (1997); Frost (1997); Brown (2001); Curtis (2004); Williams (2002); Smith e Light (2001).

10 10 sobre decência humana ou justiça humana; (4) os Estados devem abandonar o objetivo de adquirir um poder preponderante no sistema internacional; (5) todos os Estados têm o dever de cooperar para manter um equilíbrio de poder; (6) os esforços diplomáticos para reconciliar interesses divergentes devem proceder baseados na suposição de que cada Estado é o melhor juiz de seus próprios interesses; (7) uma concepção inclusiva em oposição a uma concepção exclusiva do interesse nacional deve ser buscada para que outros Estados, e a sociedade a que eles pertencem, não sofram danos em nome de vantagens nacionais triviais; (8) devido às suas capacidades militares únicas as grandes potências devem assumir responsabilidades especiais que são determinadas por consentimento mútuo para a preservação da ordem internacional; (9) um objetivo essencial de uma política externa inclusiva é fazer mudanças na sociedade internacional que satisfaça os interesses legítimos de potências ascendentes e de novos Estados membros; (10) o uso da força é justificado em auto-defesa e em resposta a Estados que buscam um poder preponderante; e (11) a proporcionalidade na guerra deve ser respeitada ao lado do princípio de que as potências derrotadas devem ser readmitidas como iguais na sociedade internacional (ibid., p ). O autor afirma que os princípios de boa cidadania internacional em uma sociedade internacional pluralista são preocupados em criar e preservar convenções internacionais sobre o dano internacional que trabalham em benefício das grandes potências. Mas chama atenção para o fato de que por ser uma via media entre o realismo e o revolucionismo, a Escola Inglesa tem a obrigação de destacar não apenas as realidades persistentes da política internacional, mas também expor os Estados que fazem uma exagerada reivindicação de necessidades (seja de segurança, comércio ou de outra natureza) para justificar decisões que subordinam responsabilidades internacionais e humanitárias a imperativos nacionais. Nesse ponto, Linklater (ibid., p ) destaca um dos principais objetivos de suas análises: É aqui que o solidarista pode desenvolver uma abordagem distinta para a análise de política externa, uma que tente verificar se os Estados poderiam ter feito - ou podem fazer mais diante das evidências disponíveis para promover objetivos cosmopolitas mesmo nas mais difíceis circunstâncias. Para ele, o solidarismo, como um arcabouço institucional realmente viável na política mundial, está destinado a ser visto como prematuro caso não se produza reflexões sobre o tipo de contribuição que se pode esperar de bons cidadãos internacionais para o desenvolvimento de uma sociedade internacional mais ética.

11 11 O Brasil e a Boa Cidadania Internacional Apesar das reiteradas afirmações de continuidade e isso se retém em um nível genérico de princípios que guiam a conduta externa brasileira (não-intervenção, solução pacífica de controvérsias, multilateralismo) 6, no governo Lula a mudança tem predominado sobre a continuidade A inclusão da agenda social como um tópico importante de política externa foi uma das primeiras e mais importantes inovações (Lima e Hirst, 2006, p. 22). Dentro desta agenda social três exemplos trazem elementos que revelam a inauguração desta nova política externa por parte do Brasil (Seitenfus et al. 2007, p. 15). O primeiro é o perdão de dívidas estrangeiras. 7 O segundo é a liderança brasileira na missão de estabilização do Haiti (MINUSTAH). O terceiro é a resposta da diplomacia brasileira a nacionalização do gás na Bolívia. Analisarei o exemplo boliviano. Foram muitas as reações no Brasil à nacionalização do gás na Bolívia. Com razão, o fato foi grave e a sociedade deve estar atenta à política externa de seu país. A mídia, os políticos, boa parte do meio acadêmico de relações internacionais e mesmo diplomatas aposentados criticaram a resposta brasileira, tachando-a de fraca e que não foi à altura do acontecimento. Colocou-se, entre outros pontos, que o Brasil não poderia aceitar tal ato vindo de um país mais fraco e que, por isso, deveria impor sua superioridade. Para entendermos a resposta brasileira temos que analisar quais foram as razões que levaram a ela. A prioridade dada à América do Sul certamente deve figurar entre as respostas. Tal prioridade não advém de uma suposta afinidade ideológica da cúpula do governo, mas se encontra na diplomacia brasileira desde, pelo menos, Juscelino Kubitscheck e a sua principal iniciativa diplomática, a Operação Pan-Americana. A 6 Este conjunto de princípios que enfatiza o respeito ao direito internacional na ação exterior do Brasil, foi caracterizado como uma tradição grotiana na política externa brasileira. Ver Goffredo Júnior (2005). Para uma análise crítica da questão da continuidade, ver Lima (2000). 7 Desde o início de seu mandato, o presidente Lula perdoou as dívidas de Bolívia (US$ 52 milhões), Cabo Verde (US$ 2,7 milhões), Gabão (US$ 36 milhões), Moçambique (US$ 331 milhões, equivalentes a 95% da dívida deste país com o Brasil) e Nigéria (US$ 84 milhões), entre outros. Em si, esses países sustentam em comum a condição de estarem entre as nações com os menores índices de desenvolvimento mundiais 1 (Seitenfus et al. 2007, p. 15).

12 12 prioridade ao entorno geográfico é facilmente entendida por todas as questões diretas que envolve. Dado este objetivo, o Brasil visa a manter um diálogo franco e aberto com seus vizinhos. Isto exclui, obviamente, tratativas hostis para com estes. Assim, mesmo diante deste grave fato, a diplomacia brasileira buscou evitar os arroubos nacionalistas que inflamavam de todas as partes para buscar uma solução amistosa, negociada e que atenda a ambos, sem que com isso descuidasse dos interesses brasileiros. É nesse contexto que devemos situar o discurso diplomático brasileiro: não agir de maneira que pudesse piorar ainda mais a situação. Tanto que dias depois, em Viena, na Cúpula América Latina e Caribe-UE, após insinuar que a Petrobras agiria de maneira ilegal na Bolívia e chegar até mesmo a levantar a questão do Acre, dizendo que o Brasil o havia trocado por um cavalo, o presidente boliviano recuou destas declarações. Para isso, colaborou a reação firme do chanceler brasileiro que chegou mesmo a cogitar a hipótese de retirar o embaixador brasileiro de La Paz. Mas, além da resposta mais dura, como demandava a situação, o chanceler, oportunamente, destacou que tal atitude não ajudava em nada a situação. Ou seja, mostrou, pelas vias diplomáticas adequadas, que a vontade negociadora brasileira tem um limite e que o preço a ser pago pelas boas relações bilaterais não pode exceder às boas expectativas de ambas as partes. Com a mesma disposição negociadora e conciliatória, o chanceler visitou a Bolívia para negociar. E, dessa maneira, conseguiu negociar a retirada das tropas do exército das refinarias da Petrobras. A desnecessária utilização do exército boliviano foi uma das questões que mais tocou os brasileiros em todo o episódio. Após a visita do chanceler os canais negociadores estão abertos e desimpedidos. A diplomacia brasileira agiu certo ao optar pela visão de longo prazo e não responder com vistas a resultados imediatistas e eleitorais. Ambos os países precisam conduzir suas relações bilaterais sob a égide do diálogo diplomático. No mínimo, os interesses assim o determinam, dado toda a pauta de assuntos que envolve os dois países. Desde um grande volume de exportação de soja da Bolívia para o Brasil, passando por problemas mútuos de imigrantes ilegais, combate ao narcotráfico, até uma reforma agrária que poderá atingir brasileiros na Bolívia. Tudo isto demonstra o quão prudente é não tomar atitudes apressadas que possam colocar abaixo anos e anos de

13 13 esforços diplomáticos. Por isso, vejo a resposta brasileira como mais adequada do que costumam apontar. Se houve um erro por parte do Brasil e da Petrobras esse foi a não renegociação dos contratos após a eleição de Evo Morales. Este era um ponto que certamente seria levado a cabo pela nova administração. Recentemente dois presidentes caíram na Bolívia por estas questões e o assunto era pauta de todos os candidatos às eleições presidenciais. A única saída para estabilizar o país socialmente era rever os contratos. Algo, aliás, já estabelecido na lei de 2005 que aumentou de 18 para 32% o imposto pago pelas empresas de hidrocarboneto estrangeiras. Nenhuma empresa apresentou a sua proposta de renegociação. Ter sentado à mesa de negociação no início do governo Morales, certamente teria sido uma boa opção. Pelo menos melhor ao que assistimos no dia primeiro de maio. Ao invés disto, preferiu-se sentar e esperar. A atitude negociadora da diplomacia brasileira após a nacionalização do gás na Bolívia deve ser vista como expressão do discurso da prioridade dada à América do Sul e a visão de longo prazo que isto pressupõe. Em vista destas questões optou-se, a nosso ver corretamente, por uma "saída diplomática". No caso da nacionalização do gás na Bolívia, assim como nos dois casos citados, o Brasil teve uma atitude compatível com a boa cidadania internacional. O Princípio da não-indiferença O ministro Celso Amorim (2005, p. 8) afirma que em muitos dos casos, como os descritos acima, o governo Lula se move por uma solidariedade ativa: o princípio que costumo chamar de não-indiferença, a meu ver tão importante quanto o da nãointervenção. Ele explica o princípio: É muito importante que todos nós sejamos capazes de praticar a não-indiferença, isto é, um engajamento no auxílio sempre que solicitado, para a consolidação democrática dos países. Mas, ao mesmo tempo, também é importante nos abstermos de interferir em processos internos. É isso que tem guiado a política do Presidente Lula, baseada na integração, baseada na amizade, baseada na nãoindiferença, mas também na não-intevenção (Amorim, 2006, citado em Seitenfus et al. 2007, p. 19).

14 14 Se perguntarmos, o princípio da não-indiferença é um quadro conceitual seguro e claro a partir do qual podemos julgar e cobrar as ações da política externa brasileira? Parece prematuro responder afirmativamente. Ao fazerem uma análise do conceito Seitenfus et al destacam que por ser muito novo e por ainda carecer de uma institucionalização o princípio vem conformar e legitimar uma prática que já vem sendo adotada : O passo seguinte seria a institucionalização do Princípio. No entanto, a transformação da práxis em Direito deve levar em conta aspectos que definam sua abrangência e seus limites, para que assim, consiga-se delimitar critérios de operacionalização da Não- Indiferença, de modo que ela possa constituir-se em efetivo agente da solidariedade, e não apenas em mais uma bela roupagem para a ingerência dos mais fortes sobre os mais fracos. (...) Este Princípio dialoga para além do Estado, pois se dirige à Humanidade. Por ser jovem, carece de uma teorização e de uma prática que o torne geral e constante, para que se transforme em Direito. Se por um lado o conceito e a juridicidade da nãointervenção estão consolidados, há um longo caminho a ser trilhado até se consolidar como conceito e se tornar realidade o Princípio da Não-Indiferença (2007, p. 22). 8 No entanto, como se sabe, há os princípios constitucionais que regem as relações internacionais do Brasil: 8 Seitefus et al.(2007, p ) citam cinco feições do princípio da não-indiferença: 1. ORIGENS Tem suas origens no caráter diferenciado impresso pela Política Internacional do governo do Presidente Lula, e se coaduna com suas iniciativas e discursos no âmbito internacional, relativas à redução das desigualdades sociais; 2. ÂMBITO DE CONCEPÇÃO 3. ÂMBITO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO Está concebido dentro de uma cultura de solidariedade internacional e responsabilidades compartilhadas; Não está institucionalizado, aparecendo apenas nos discursos de agentes politicamente ativos, como o Presidente da República e o Ministro de Relações Exteriores do Brasil; 4. ÂMBITO DE ATUAÇÃO Atua de modo a orientar a atuação internacional do país. Até agora, se coaduna com a postura do governo frente aos perdões de dívida concedidos a países pobres, o reconhecimento de nacionalizações em países nos quais empresas brasileiras têm forte participação econômica, o envio de tropas brasileiras ao Haiti, etc; 5. OUTRAS INSPIRAÇÕES Está intimamente ligado a uma Teoria de co-responsabilidade, seguida por um forte apelo à solidariedade ativa dos países em desenvolvimento em relação àqueles menos desenvolvidos (Diplomacia Solidária). Inspira-se ainda na lógica do Direito Internacional do Desenvolvimento e de uma Nova Ordem Econômica Internacional, forjados nas décadas de 60 e 70, ambos calcados na busca de justiça social.

15 15 Desse modo, a política externa do Brasil em relação aos direitos humanos deve obedecer aos princípios fundamentais estabelecidos pela própria Constituição para a condução da política externa, com prevalência dos direitos humanos, além de obedecer aos tratados internacionais ligados aos direitos humanos, dos quais o Brasil é parte. Em suma, a política externa tem conteúdo, tem regras, é submetida ao direito e a princípios. Uma aproximação entre política externa e as políticas públicas domésticas levam à conclusão de que formulação e controle da política externa não são privativos do Poder Executivo (na figura do MRE), pois deve ser acompanhada efetivamente pelo Congresso Nacional, e também por atores não-estatais ligados à sociedade civil. Assim, institucionalmente, seu processo de formulação deve evoluir para ser participativo e mais democrático. Sobretudo em matéria de direitos humanos, a política externa não se desvincula da política doméstica, pois essa fronteira sofreu uma diluição, que conforme aponta Maria Regina Soares de Lima, pode ter efeitos democratizantes (...) em particular naqueles países cuja história política e a tradição constitucional têm concentrado o poder de decisão no âmbito do Executivo (PAPEDH, 2005; ênfase no original). Uma vez que mesmo tais princípios constitucionais estão sujeitos às interpretações, ênfases e preferências que cada governo, cabe a sociedade civil ao lado das instituições políticas dos Estados cobrarem para que as decisões tomadas pelo executivo esteja sempre sob escrutínio público. Considerações Finais O conceito de boa cidadania internacional busca analisar como os Estados lidam com a questão de conciliar suas responsabilidades nacionais, internacionais e humanitárias (Linklater e Suganami, 2006). O conceito, aplicado por autores próximos à Escola Inglesa, recusa a afirmação de que haja uma dicotomia irreconciliável entre essas responsabilidades. Conforme destacado por Hedley Bull (1995), os Estados devem agir de forma a fortalecer as instituições da sociedade internacionais. Bem como eles têm obrigações jurídicas com a humanidade destacadas em tratados de direitos humanos e no direito humanitário. A questão é quando acontecem situações em que a prioridade ao nacional é revindicada pelos governos por questões de necessidade (seja de natureza de segurança, comercial, etc). Nesses casos, o fardo da explicação e justificativa cabe ao governo. É necessário avaliar se os governos não estão exagerando suas reivindicações de segurança para fugirem de suas obrigações internacionais e humanitárias (Linklater e Suganami, 2006; Wheeler e Dunne, 2001). A guerra ao terrorismo baseada na doutrina

16 16 Bush de ataques preventivos tem proporcionado vários análises nesse sentido para os autores da Escola Inglesa (ver, Hurrell, 2002 e Wheeler, 2002). A política externa do governo Lula reivindica guiar-se, além dos tradicionais interesses nacionais, por uma perspectiva humanista (Silva, 2003). O engajamento e ativismo de sua política externa na área social mostrou-se ser a outra face de sua ênfase no combate à pobreza e à má distribuição de renda no plano doméstico. A ligação entre política externa e política doméstica nunca esteve tão forte quanto agora (Lima e Hirst, 2006, p. 40). O governo desenvolve mais na prática do que na teoria o que chama de não indiferença e por isso ainda não oferece um quadro seguro para a avaliação baseando-se nesse critério. Nem por isso deixa de agir com o que chama de solidariedade ativa quando é convidado a colaborar principalmente em questões de estabilização regional. O governo tenta dar um novo significado ético para suas ações no plano internacional. Apesar das sabidas cobranças e dificuldades que isso trás, tal tentativa pode acabar não sendo uma mudança negligenciável.

17 17 Referências Bibliográficas AMORIM, Celso. Política Externa do Governo Lula: os dois primeiros anos. Análise de Conjuntura OPSA (nº4, março, 2005). APPIAH, Kwame Anthony. Cosmopolitanism: Ethics in a World of Strangers. New York: Norton, BOOTH, Ken. Exporting ethics in place of arms. 7 November 1997 (Times Higher Education Supplement). (acessado no dia 08/09/08). BULL, Hedley. The Grotian Conception of International Society, in H. Butterfield and M. Wight (eds.), Diplomatic Investigations: Essays in the Theory of International Politics. London: Allen and Unwin, p Martin Wight and the Theory of International Relations, in Martin Wight, International Theory: The Three Traditions (Edited by Gabriele Wight and Brian Porter). London: Leicester University Press, p. ix-xxiii.. The Anarchical Society A Study of Order in World Politics. 2 nd ed., London: Macmillan, 1995 [1977]. BUZAN, Barry. From International to World Society?: English School Theory and the Social Structure of Globalisation. Cambridge: Cambridge UP, CURTIS, Mark. Britain s Real Foreign Policy and the Failure of British Academia International Relations, Vol 18(3): DUNNE, Tim. "Society and Hierarchy in International Relations", International Relations, vol. 17, nº 3, p "'When the shooting starts': Altanticism In British security strategy", International Affairs, vol. 80, nº5, p "System, States and Society: How Does It All Hang Together?". Millennium, vol.34, nº1, p Good Citizen Europe, International Affairs, vol. 84, nº1, p

18 18 FROST, Mervyn. Putting the World to Rights: Britain's Ethical Foreign Policy. Trabalho apresentado na conferência da International Studies Association, Minneapolis, Março, GOFFREDO JÚNIOR, Gustavo Sénéchal. Entre Poder e Direito: a tradição grotiana na política externa brasileira. Brasília: Funag, HURRELL, Andrew. "'There are no Rules' (George W. Bush): International Order after September 11", International Relations, vol. 16, nº2, p "Order and Justice in International Relations: What is at Stake?", in Rosemary Foot et al (eds.), Order and Justice in International Relations, New York: Oxford UP, p JACKSON, Robert. The Global Covenant: Human Conduct in a World of States. New York, Oxford University Press, LIMA, Maria Regina Soares de. Instituições Democráticas e Política Exterior. Contexto Internacional, vol. 22, n.2, e HIRST, Mônica. Brazil as an intermediate state and regional power: action, choice and responsibilities. International Affairs, 82, 1, LINKLATER, Andrew e SUGANAMI, Hidemi. The English School of International Relations: a contemporary reassessment. Cambridge: Cambridge UP, Programa de Acompanhamento de Política Externa em Direitos Humanos PAPEDH. Política Externa e Direitos Humanos: O Brasil na Comissão de Direitos da ONU. Informe, n. 1, Abril p. REUS-SMIT, Christian. "Imagining Society: Constructivism and the English School". British Journal of Politics and International Relations, vol. 4, nº3, p "The Constructivist Challenge after September 11", in Alex J. Bellamy (ed.) International Society and its Critics. New York: Oxford UP, p SEITENFUS, Ricardo et al. O Direito Internacional repensado em tempos de ausências e emergências: a busca de uma tradução para o princípio da não-indiferença. Rev. Bras. Polít. Int. 50 (2): SILVA, Luiz Inácio da et al. A Política Externa do Brasil. Brasília, IPRI/FUNAG, p.

19 19 SMITH, Karen E. e LIGHT, Margot. (eds.), Ethics and Foreign Policy. Cambridge, Cambridge UP, SOUZA, Emerson Maione de. A Contribuição e o Desenvolvimento da Escola Inglesa de Relações Inernacionais. Dissertação de Mestrado, IRI/PUC-Rio, 2003 (Disponível no endereço eletrônico: html).. "A Escola Inglesa no Pós-Guerra Fria: Fechamento, Tradicionalismo ou Inovação?", Cena Internacional, vol. 8, nº 2, p "Re-evaluating the Contribution and Legacy of Hedley Bull". Brazilian Political Science Review, vol.2, nº 1, p WHEELER, Nicholas. Saving Strangers: Humanitarian Intervention in International Society. New York: Oxford University Press, "Dying for 'Enduring Freedom': Accepting Responsibility for Civilian Casualties in the War against Terrorism", International Relations, vol. 16, nº 2, p e DUNNE, Tim. "The Good International Citizen: A Third Way for British Foreign Policy". International Affairs, vol.74, nº4, p e. Blair s Britain: a force for good in the world?, in Karen E. Smith e Margot Light (eds.), Ethics and Foreign Policy. Cambridge, Cambridge UP, e "Moral Britannia? Evaluation: the ethical dimension in Labour's foreign policy". London, Foreign Policy Center, march, e. "'We the Peoples': Contending Discourses of Security in Human Rights Theory and Practice". International Relations, vol.18, nº1, p WIGHT, Martin. International Theory: The Three Traditions. London: Leicester University Press, WILLIAMS, Paul. The Rise and Fall of the Ethical Dimension : Presentation and Practice in New Labour s Foreign Policy. Cambridge Review of International Affairs,Volume 15, Number 1, 2002.

Revista Brasileira de Política Internacional ISSN: 0034-7329 rbpi@ibri-rbpi.org.br Instituto Brasileiro de Relações Internacionais Brasil

Revista Brasileira de Política Internacional ISSN: 0034-7329 rbpi@ibri-rbpi.org.br Instituto Brasileiro de Relações Internacionais Brasil Revista Brasileira de Política Internacional ISSN: 0034-7329 rbpi@ibri-rbpi.org.br Instituto Brasileiro de Relações Internacionais Brasil Maione de Souza, Emerson Ordem e Justiça na Sociedade Internacional

Leia mais

A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições

A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições I. Informações preliminares sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ( Rio+20 ) De 28 de maio

Leia mais

A PARADIPLOMACIA: CONCEITO E INSERÇÃO DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS

A PARADIPLOMACIA: CONCEITO E INSERÇÃO DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS A PARADIPLOMACIA: CONCEITO E INSERÇÃO DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS Ana Carolina Rosso de Oliveira Bacharel em Relações Internacionais pela Faculdades Anglo-Americano, Foz do Iguaçu/PR Resumo:

Leia mais

A Escola Inglesa de Relações Internacionais e o Direito Internacional

A Escola Inglesa de Relações Internacionais e o Direito Internacional 38 A Escola Inglesa de Relações Internacionais e o Direito Internacional 30 Emerson Maione de Souza 30 Resumo O objetivo deste artigo é analisar a visão da Escola Inglesa sobre o Direito Internacional.

Leia mais

RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Carlos Henrique R. Tomé Silva 1 Durante dez dias, entre 13 e 22 de julho de

Leia mais

Um dos grandes desafios para tornar o Brasil mais condizente com os anseios da sua população é a "modernização" da vida política.

Um dos grandes desafios para tornar o Brasil mais condizente com os anseios da sua população é a modernização da vida política. Apesar dos problemas associados à má distribuição de renda, o Brasil- ingressa no século XXI com uma das maiores economias do mundo e um compromisso com a paz mundial e o sistema democrático e sem conflitos

Leia mais

A ATUAÇÃO BRASILEIRA EM ESTADOS FRÁGEIS COMO NICHO DIPLOMÁTICO DE UMA POTÊNCIA EMERGENTE

A ATUAÇÃO BRASILEIRA EM ESTADOS FRÁGEIS COMO NICHO DIPLOMÁTICO DE UMA POTÊNCIA EMERGENTE A ATUAÇÃO BRASILEIRA EM ESTADOS FRÁGEIS COMO NICHO DIPLOMÁTICO DE UMA POTÊNCIA EMERGENTE Introdução Aluno: Enzo Mauro Tabet Cruz Professor: Kai Michael Kenkel O Brasil vem crescentemente ganhando destaque

Leia mais

Análise de discurso como ferramenta fundamental dos estudos de Segurança Uma abordagem Construtivista

Análise de discurso como ferramenta fundamental dos estudos de Segurança Uma abordagem Construtivista Análise de discurso como ferramenta fundamental dos estudos de Segurança Uma abordagem Construtivista Guilherme Frizzera 1 RESUMO A Análise de Discurso (AD) é uma ferramenta essencial para os estudos de

Leia mais

1. Introdução. 1 Segundo Seitenfus: apesar das escassas relações, são numerosos os laços que unem o Brasil ao

1. Introdução. 1 Segundo Seitenfus: apesar das escassas relações, são numerosos os laços que unem o Brasil ao 1. Introdução O objetivo deste trabalho é analisar o posicionamento brasileiro perante as normas internacionais relacionadas a intervenções humanitárias e missões de paz no período pós-guerra Fria, e como

Leia mais

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4 ANEXO 4 RELATÓRIO PRELIMINAR DO CEED AO CONSELHO DE DEFESA SUL- AMERICANO SOBRE OS TERMOS DE REFERÊNCIA PARA OS CONCEITOS DE SEGURANÇA E DEFESA NA REGIÃO SUL- AMERICANA O é uma instância de conhecimento

Leia mais

O organizador. Thesaurus Editora 2008. Revisão: Fundação Alexandre Gusmão - FUNAG

O organizador. Thesaurus Editora 2008. Revisão: Fundação Alexandre Gusmão - FUNAG Thesaurus Editora 2008 O organizador Amado Luiz Cervo Professor emérito da Universidade de Brasília e Pesquisador Sênior do CNPq. Atua na área de relações internacionais e política exterior do Brasil,

Leia mais

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global (texto extraído da publicação IRVING, M.A.; BOTELHO, E.S.; SANCHO, A.; MORAES, E &

Leia mais

HIERARCHY IN INTERNATIONAL RELATIONS 1

HIERARCHY IN INTERNATIONAL RELATIONS 1 .. RESENHA Bookreview HIERARCHY IN INTERNATIONAL RELATIONS 1 Gustavo Resende Mendonça 2 A anarquia é um dos conceitos centrais da disciplina de Relações Internacionais. Mesmo diante do grande debate teórico

Leia mais

Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global

Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global Este Tratado, assim como a educação, é um processo dinâmico em permanente construção. Deve portanto propiciar a reflexão,

Leia mais

Cooperação Internacional no Âmbito das Nações Unidas: solidariedade versus interesses nacionais

Cooperação Internacional no Âmbito das Nações Unidas: solidariedade versus interesses nacionais Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública Cooperação Internacional no Âmbito das Nações Unidas: solidariedade versus interesses nacionais RELATÓRIO Samira Santana de Almeida 1 1. Apresentação

Leia mais

DOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO (ODM) PARA OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS)

DOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO (ODM) PARA OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS) DOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO (ODM) PARA OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS) INTRODUÇÃO A Organização das Nações Unidas (ONU) está conduzindo um amplo debate entre governos

Leia mais

Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável

Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável Este artigo é cópia fiel do publicado na revista Nu e va So c i e d a d especial em português, junho de 2012, ISSN: 0251-3552, . Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável

Leia mais

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS 7.PROJETO PEDAGÓGICO 1º SEMESTRE DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À ECONOMIA EMENTA: Conceitos Fundamentais; Principais Escolas do Pensamento; Sistema Econômico; Noções de Microeconomia; Noções de Macroeconomia;

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 36 Discurso por ocasião do jantar

Leia mais

Francisco José Carvalho

Francisco José Carvalho 1 Olá caro leitor, apresento a seguir algumas considerações sobre a Teoria da Função Social do Direito, ao qual considero uma teoria de direito, não apenas uma teoria nova, mas uma teoria que sempre esteve

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS ESTUDOS REGIONAIS, TEMAS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS E TÓPICOS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS 2 /2015 TURNO MANHÃ

EMENTAS DAS DISCIPLINAS ESTUDOS REGIONAIS, TEMAS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS E TÓPICOS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS 2 /2015 TURNO MANHÃ EMENTAS DAS DISCIPLINAS ESTUDOS REGIONAIS, TEMAS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS E TÓPICOS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS 2 /2015 TURNO MANHÃ Temas em Relações Internacionais I 4º Período Turno Manhã Título da

Leia mais

COOPERAÇÃO SUL SUL INSPEÇÃO DO TRABALHO. Brasília, 7 de dezembro de 2010

COOPERAÇÃO SUL SUL INSPEÇÃO DO TRABALHO. Brasília, 7 de dezembro de 2010 COOPERAÇÃO SUL SUL SEMINARIO BOAS PRÁTICAS NA INSPEÇÃO DO TRABALHO Brasília, 7 de dezembro de 2010 ESQUEMA DA APRESENTAÇÃO 1. O que se entende por Cooperação Sul-Sul 2. Princípios da Cooperação Sul-Sul

Leia mais

Primeira Reunião de Cúpula das Américas Declaração de Princípios

Primeira Reunião de Cúpula das Américas Declaração de Princípios Primeira Reunião de Cúpula das Américas Declaração de Princípios A seguir inclui-se o texto completo da Declaração de Princípios assinada pelos os Chefes de Estado e de Governo que participaram da Primeira

Leia mais

Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico:

Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico: 1 Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico: Uma breve aproximação Clodoveo Ghidolin 1 Um tema de constante debate na história do direito é a caracterização e distinção entre jusnaturalismo e positivismo

Leia mais

Mestrados ENSINO PÚBLICO. 1. ISCTE Instituto Universitário de Lisboa

Mestrados ENSINO PÚBLICO. 1. ISCTE Instituto Universitário de Lisboa Mestrados ENSINO PÚBLICO 1. ISCTE Instituto Universitário de Lisboa Mestrado em Ciência Política O mestrado em Ciência Política tem a duração de dois anos, correspondentes à obtenção 120 créditos ECTS,

Leia mais

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995)

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) 1. Nós, os Governos, participante da Quarta Conferência Mundial sobre as

Leia mais

Cooperação Sul-Sul: África e China em busca do desenvolvimento

Cooperação Sul-Sul: África e China em busca do desenvolvimento Cooperação Sul-Sul: África e China em busca do desenvolvimento Análise Ásia Raysa Kie Takahasi 17 de Março de 2012 Cooperação Sul-Sul: África e China em busca do desenvolvimento Análise Ásia Raysa Kie

Leia mais

As Mudanças na Política Externa do Governo Dilma e a Multipolaridade Benigna

As Mudanças na Política Externa do Governo Dilma e a Multipolaridade Benigna BRICS Monitor As Mudanças na Política Externa do Governo Dilma e a Multipolaridade Benigna Maio de 2011 Núcleo de Análises de Economia e Política dos Países BRICS BRICS Policy Center / Centro de Estudos

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA UNICURITIBA FACULDADE DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS

CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA UNICURITIBA FACULDADE DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA UNICURITIBA FACULDADE DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DANNIELE VARELLA RIOS DEBORAH DONATO DE SOUZA FELIPE PENIDO PORTELA PÂMELLA ÀGATA TÚLIO ESCOLA INGLESA CURITIBA 2009 DANNIELE

Leia mais

As Nações Unidas e as Políticas de Redução da Desigualdade Racial

As Nações Unidas e as Políticas de Redução da Desigualdade Racial As Nações Unidas e as Políticas de Redução da Desigualdade Racial Introdução Este documento foi elaborado e aprovado pela Equipe de País do Sistema das Nações Unidas no Brasil em resposta ao interesse

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Prof. Claudimar Fontinele Em dois momentos a ONU reuniu nações para debater

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº 4.385, DE 2008

PROJETO DE LEI Nº 4.385, DE 2008 COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL PROJETO DE LEI Nº 4.385, DE 2008 ( Do Poder Executivo) Autoriza o Poder Executivo a doar área para a instalação da Embaixada da Delegação Especial Palestina

Leia mais

Declaração de Santa Cruz de la Sierra

Declaração de Santa Cruz de la Sierra Reunião de Cúpula das Américas sobre o Desenvolvimiento Sustentável Santa Cruz de la Sierra, Bolivia, 7 ao 8 de Dezembro de 1996 Declaração de Santa Cruz de la Sierra O seguinte documento é o texto completo

Leia mais

Direitos dos povos e comunidades tradicionais na Constituição Federal como direitos fundamentais

Direitos dos povos e comunidades tradicionais na Constituição Federal como direitos fundamentais Direitos dos povos e comunidades tradicionais na Constituição Federal como direitos fundamentais Paulo Gilberto Cogo Leivas Procurador Regional da República. Mestre e Doutor em Direito pela UFRGS. Coordenador

Leia mais

A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL. Fábio Konder Comparato *

A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL. Fábio Konder Comparato * A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL Fábio Konder Comparato * Dispõe a Constituição em vigor, segundo o modelo por nós copiado dos Estados Unidos, competir

Leia mais

I REUNIÃO DE MINISTROS DA ENERGIA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA. Cascais, 23 de junho de 2015. Declaração de Cascais

I REUNIÃO DE MINISTROS DA ENERGIA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA. Cascais, 23 de junho de 2015. Declaração de Cascais I REUNIÃO DE MINISTROS DA ENERGIA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Cascais, 23 de junho de 2015 Declaração de Cascais Os Ministros responsáveis pela Energia da Comunidade dos Países de Língua

Leia mais

DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA

DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA Os Governadores e Governadoras, Intendentas e Intendentes, Prefeitas e Prefeitos do MERCOSUL reunidos no dia 16 de julho de 2015, na cidade de Brasília DF, por meio do Foro Consultivo

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA CURSO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS

CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA CURSO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA CURSO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS ANDRÉIA BARCELLOS DIEGO MOREIRA FERNANDA OGASAWARA GIOVANNA TOMASI TEORIA NORMATIVA CURITIBA/PR Outubro/2009 CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA

Leia mais

Os BRICS e as Operações de Paz

Os BRICS e as Operações de Paz Os BRICS e as Operações de Paz Policy Brief #3 Núcleo de Política Internacional e Agenda Multilateral BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisa BRICS Maio de 2011 Os BRICS e as Operações de Paz

Leia mais

Desenvolvimento e Desigualdades: cenários e perspectivas para a saúde no mundo

Desenvolvimento e Desigualdades: cenários e perspectivas para a saúde no mundo Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública Desenvolvimento e Desigualdades: cenários e perspectivas para a saúde no mundo Samira Santana de Almeida 1 RELATÓRIO 1. Apresentação O presente

Leia mais

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião plenária dos Ministros da Fazenda do G-20 Financeiro

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião plenária dos Ministros da Fazenda do G-20 Financeiro , Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião plenária dos Ministros da Fazenda do G-20 Financeiro São Paulo-SP, 08 de novembro de 2008 Centrais, Senhoras e senhores ministros das Finanças e presidentes

Leia mais

EUNEDS INTRODUÇÃO FINALIDADE E OBJECTIVOS

EUNEDS INTRODUÇÃO FINALIDADE E OBJECTIVOS EUNEDS INTRODUÇÃO O mandato para desenvolver uma Estratégia para a Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS) decorre da declaração apresentada pelos ministros do ambiente da CEE/ONU na 5ª Conferência

Leia mais

Sistema Político Globalizante e a Questão Ambiental segundo David Held

Sistema Político Globalizante e a Questão Ambiental segundo David Held Sistema Político Globalizante e a Questão Ambiental segundo David Held sheyla rosana oliveira moraes(ufpa) Cientista Social, Especialista em Educação Ambiental, Estudante do Curso de Pos Graduação em Ciencia

Leia mais

A Declaração de Jacarta. sobre Promoção da Saúde no Século XXI

A Declaração de Jacarta. sobre Promoção da Saúde no Século XXI A Declaração de Jacarta sobre Promoção da Saúde no Século XXI * * * * * * * * * * * * * * * * * ** * * * * * * * * * A Declaração de Jacarta sobre Promoção da Saúde no Século XXI * * * * * * * * * * *

Leia mais

4. Trata-se de uma estratégia complementar à cooperação Norte-Sul e que não tem o objetivo de substituí-la.

4. Trata-se de uma estratégia complementar à cooperação Norte-Sul e que não tem o objetivo de substituí-la. VI REUNIÃO PARDEV 17/5/2012 Fala abertura Laís Abramo 1. A Cooperação Sul Sul é um importante e estratégico instrumento de parceria (partnership) para o desenvolvimento, capaz de contribuir para o crescimento

Leia mais

Desenvolvimento Local: Um processo sustentado no investimento em capital social

Desenvolvimento Local: Um processo sustentado no investimento em capital social Desenvolvimento Local: Um processo sustentado no investimento em capital social 1 Resumo por Carlos Lopes Nas próximas paginas, apresento uma fundamental estratégia para o estabelecimento de relacionamento

Leia mais

Carta da Responsabilidades Humanas Novos desafios: novas dimensões da responsabilidade

Carta da Responsabilidades Humanas Novos desafios: novas dimensões da responsabilidade Version 13 11 2007 Carta da Responsabilidades Humanas Novos desafios: novas dimensões da responsabilidade A inegável evolução das relações internacionais pode ser atribuída principalmente ao reconhecimento

Leia mais

CURSO EXTENSIVO 2014**

CURSO EXTENSIVO 2014** Temos unidade em São Paulo e Campinas e nossas aulas são presenciais. *Lançamento de nosso curso on-line de exercícios com material exclusivo - última semana do mês de FEV/13. Índice de aprovação de 15

Leia mais

The Globally Responsible Leader A CALL FOR ACTION

The Globally Responsible Leader A CALL FOR ACTION The Globally Responsible Leader A CALL FOR ACTION O líder globalmente responsável Uma Chamada para a Ação A competitiva economia de mercado, nosso atual modelo de desenvolvimento, vem demonstrando uma

Leia mais

Mestrados ENSINO PÚBLICO. 1-ISCTE Instituto Universitário de Lisboa

Mestrados ENSINO PÚBLICO. 1-ISCTE Instituto Universitário de Lisboa Mestrados ENSINO PÚBLICO 1-ISCTE Instituto Universitário de Lisboa *Mestrado em Ciência Política O mestrado em Ciência Política tem a duração de dois anos, correspondentes à obtenção 120 créditos ECTS,

Leia mais

O respeito dos direitos humanos e a integração: uma concordância garantida?

O respeito dos direitos humanos e a integração: uma concordância garantida? DIREITOS HUMANOS O respeito dos direitos humanos e a integração: uma concordância garantida? Síntese das conferências e discussões da sexta-feira, 19 de setembro de 1997 Presidente: Sr. Carlos Baraibar

Leia mais

Steinmeier, MNE da Alemanha: Sabemos que o caminho tem sido difícil

Steinmeier, MNE da Alemanha: Sabemos que o caminho tem sido difícil ESPECIAIS Steinmeier, MNE da Alemanha: Sabemos que o caminho tem sido difícil 27 Maio 2015 Nuno André Martins MNE alemão diz que Portugal "é um exemplo para a Europa", admite que só a negociação deu à

Leia mais

FEC 25 anos: Qual o papel das sociedades civis no desenvolvimento internacional? Iremos lembrar 2015 como um ano chave no setor do desenvolvimento?

FEC 25 anos: Qual o papel das sociedades civis no desenvolvimento internacional? Iremos lembrar 2015 como um ano chave no setor do desenvolvimento? SEMINÁRIO INTERNACIONAL REPENSAR O DESENVOLVIMENTO REINVENTAR A COOPERAÇÃO ENQUADRAMENTO : Qual o papel das sociedades civis no desenvolvimento internacional? Lisboa, 19 de novembro de 2015 Iremos lembrar

Leia mais

ABORDAGENS DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS EM DIREITO INTERNACIONAL * Ana Lucia Guedes **

ABORDAGENS DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS EM DIREITO INTERNACIONAL * Ana Lucia Guedes ** ABORDAGENS DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS EM DIREITO INTERNACIONAL * Ana Lucia Guedes ** Resumo Este artigo apresenta uma análise teórica acerca das interfaces entre as disciplinas de Direito Internacional

Leia mais

ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA

ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA Marconi Pequeno * * Pós-doutor em Filosofia pela Universidade de Montreal. Docente do Programa de Pós-Graduação em Filosofia e membro do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos

Leia mais

Da coexistência internacional à cooperação multilateral: o papel da ONU e da OMC nas relações internacionais

Da coexistência internacional à cooperação multilateral: o papel da ONU e da OMC nas relações internacionais Da coexistência internacional à cooperação multilateral: o papel da ONU e da OMC nas relações internacionais A Cooperação Internacional tem por objetivo conduzir o conjunto de atores que agem no cenário

Leia mais

Estratégia UNESCO para a Educação 2014-2021

Estratégia UNESCO para a Educação 2014-2021 Estratégia UNESCO para a Educação 2014-2021 Maria Rebeca Otero Gomes Coordenadora do Setor de Educação da Unesco no Brasil Curitiba, 02 de outubro de 2015 Princípios orientadores (i) A educação é um direito

Leia mais

DECLARAÇÃO FINAL Quebec, 21 de setembro de 1997

DECLARAÇÃO FINAL Quebec, 21 de setembro de 1997 DECLARAÇÃO FINAL Quebec, 21 de setembro de 1997 Reunidos na cidade de Quebec de 18 a 22 de setembro de 1997, na Conferência Parlamentar das Américas, nós, parlamentares das Américas, Considerando que o

Leia mais

Eleições dos EUA: possíveis cenários e impactos mundiais

Eleições dos EUA: possíveis cenários e impactos mundiais Eleições dos EUA: possíveis cenários e impactos mundiais Análise Segurança / Desenvolvimento Vinícius Alvarenga 29 de outubro de 2004 1 Eleições dos EUA: possíveis cenários e impactos mundiais Análise

Leia mais

IACR ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL PARA O REALISMO CRÍTICO XII CONFERÊNCIA INTERNACIONAL da IACR Texto de Priscila Silva Araújo.

IACR ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL PARA O REALISMO CRÍTICO XII CONFERÊNCIA INTERNACIONAL da IACR Texto de Priscila Silva Araújo. IACR ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL PARA O REALISMO CRÍTICO XII CONFERÊNCIA INTERNACIONAL da IACR Texto de Priscila Silva Araújo. Rorty e o realismo como instrumento da emancipação humana Alguns filósofos 1

Leia mais

Agenda 21 e a Pedagogia da Terra

Agenda 21 e a Pedagogia da Terra Agenda 21 e a Pedagogia da Terra A Carta da Terra como marco ético e conceito de sustentabilidade no século XXI Valéria Viana - NAIA O que está no início, o jardim ou o jardineiro? É o segundo. Havendo

Leia mais

UIPES/ORLA Sub-Região Brasil

UIPES/ORLA Sub-Região Brasil 1 A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE NO MUNDO GLOBALIZADO 1 Introdução Área de atuação. A Carta de Bangkok (CB) identifica ações, compromissos e garantias requeridos para atingir os determinantes

Leia mais

ESTRUTURA CURRICULAR

ESTRUTURA CURRICULAR ESTRUTURA CURRICULAR Referência: 2015 Curso: Bacharelado em Relações Internacionais DURAÇÃO IDEAL: 08 SEMESTRES 1 o semestre Aula Trabalho Semestral Anual DFD0125 Instituições de Direito EAE0110 Fundamentos

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 81 Discurso no jantar oferecido pelo

Leia mais

DIPLOMACIA Introdução

DIPLOMACIA Introdução DIPLOMACIA Introdução Ao longo dos tempos, o pensamento político e o pensamento jurídico sempre foram o reflexo das relações entre os homens, os povos, os Estados e as Nações. Foram se operando constantemente

Leia mais

AEDB CURSO DE ADMINISTRAÇÃO AULA 1 GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS

AEDB CURSO DE ADMINISTRAÇÃO AULA 1 GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS AEDB CURSO DE ADMINISTRAÇÃO AULA 1 GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS * NEGÓCIOS INTERNACIONAIS: Definição: Por negócios internacionais entende-se todo negócio realizado além das fronteiras de um país.

Leia mais

Estatuto do Fórum Internacional de Plataformas Nacionais de ONGs

Estatuto do Fórum Internacional de Plataformas Nacionais de ONGs Estatuto do Fórum Internacional de Plataformas Nacionais de ONGs Preâmbulo O Fórum Internacional de Plataformas Nacionais de ONGs (FIP) foi criado em outubro de 2008, em Paris, pelo conjunto de 82 plataformas

Leia mais

PROTEÇÃO DOS BENS AMBIENTAIS: PELA CRIAÇÃO DE UMA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE (OME). Brasília, 20/04/2012 Sandra Cureau

PROTEÇÃO DOS BENS AMBIENTAIS: PELA CRIAÇÃO DE UMA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE (OME). Brasília, 20/04/2012 Sandra Cureau XII CONGRESSO BRASILEIRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE MEIO AMBIENTE PROTEÇÃO DOS BENS AMBIENTAIS: PELA CRIAÇÃO DE UMA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE (OME). Brasília, 20/04/2012 Sandra Cureau FUNDAMENTOS

Leia mais

Novas Dimensões da "Segurança Internacional"

Novas Dimensões da Segurança Internacional Novas Dimensões da "Segurança Internacional" Luciano Martins Texto disponível em www.iea.usp.br/artigos As opiniões aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor, não refletindo necessariamente

Leia mais

Declaração Política do Rio sobre Determinantes Sociais da Saúde

Declaração Política do Rio sobre Determinantes Sociais da Saúde Declaração Política do Rio sobre Determinantes Sociais da Saúde Rio de Janeiro, Brasil - 21 de outubro de 2011 1. Convidados pela Organização Mundial da Saúde, nós, Chefes de Governo, Ministros e representantes

Leia mais

A nova lei anti-secessão e as relações entre a China e Taiwan. Análise Segurança

A nova lei anti-secessão e as relações entre a China e Taiwan. Análise Segurança A nova lei anti-secessão e as relações entre a China e Taiwan Análise Segurança Bernardo Hoffman Versieux 15 de abril de 2005 A nova lei anti-secessão e as relações entre a China e Taiwan Análise Segurança

Leia mais

Governança Sustentável nos BRICS. Resumo executivo

Governança Sustentável nos BRICS. Resumo executivo Governança Sustentável nos BRICS Resumo executivo Sumário executivo A rapidez com que, nos últimos anos, as economias emergentes do Brasil, da Rússia, da Índia, da China e da África do Sul vêm se aproximando

Leia mais

Especialização em Gestão Estratégica de Projetos Sociais

Especialização em Gestão Estratégica de Projetos Sociais Especialização em Gestão Estratégica de Apresentação CAMPUS COMÉRCIO Inscrições Abertas Turma 02 --> Início Confirmado: 07/06/2013 últimas vagas até o dia: 05/07/2013 O curso de Especialização em Gestão

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2014

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2014 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2014 Disciplina: Direito Internacional Departamento IV Direito do Estado Docente Responsável: Fernando Fernandes da Silva Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo: Anual

Leia mais

Os Desafios da Cidadania nas Sociedades Contemporâneas

Os Desafios da Cidadania nas Sociedades Contemporâneas Os Desafios da Cidadania nas Sociedades Contemporâneas Emília Cristine Pires Neste texto, discutiremos o conceito de cidadania, analisando sua concepção tradicional elaborada por T. H. Marshall, como também

Leia mais

O DIREITO CONSTITUCIONAL NO BRASIL E NA CHINA: ANÁLISE COMPARATIVA

O DIREITO CONSTITUCIONAL NO BRASIL E NA CHINA: ANÁLISE COMPARATIVA SÃO PAULO RIO DE JANEIRO BRASÍLIA CURITIBA PORTO ALEGRE RECIFE BELO HORIZONTE LONDRES LISBOA XANGAI BEIJING MIAMI BUENOS AIRES O DIREITO CONSTITUCIONAL NO BRASIL E NA CHINA: ANÁLISE COMPARATIVA DURVAL

Leia mais

Nações Unidas A/RES/64/236. 31 de março de 2010

Nações Unidas A/RES/64/236. 31 de março de 2010 Nações Unidas A/RES/64/236 Assembleia Geral Sexagésima quarta sessão Agenda item 53 (a) Resolução adotada pela Assembleia Geral [sobre o relatório do Segundo Comitê (A/64/420/Add.1)] Distr.: Geral 31 de

Leia mais

Emerson Maione de Souza. A Contribuição e o Desenvolvimento da Escola Inglesa de Relações Internacionais DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

Emerson Maione de Souza. A Contribuição e o Desenvolvimento da Escola Inglesa de Relações Internacionais DISSERTAÇÃO DE MESTRADO Emerson Maione de Souza A Contribuição e o Desenvolvimento da Escola Inglesa de Relações Internacionais DISSERTAÇÃO DE MESTRADO INSTITUTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS Programa de Pós-Graduação em Relações

Leia mais

AMERICAN ASSOCIATION OF SCHOOL LIBRARIANS PARÂMETROS PARA O APRENDIZ DO SÉCULO 21

AMERICAN ASSOCIATION OF SCHOOL LIBRARIANS PARÂMETROS PARA O APRENDIZ DO SÉCULO 21 AMERICAN ASSOCIATION OF SCHOOL LIBRARIANS PARÂMETROS PARA O APRENDIZ DO SÉCULO 21 CONVICÇÕES COMPARTILHADAS A leitura é uma janela para o mundo. A leitura é uma competência fundamental para a aprendizagem,

Leia mais

O Complexo Jogo dos Espaços Mundiais

O Complexo Jogo dos Espaços Mundiais O Complexo Jogo dos Espaços Mundiais O Mundo está fragmentado em centenas de países, mas ao mesmo tempo, os países se agrupam a partir de interesses em comum. Esses agrupamentos, embora não deixem de refletir

Leia mais

As Nações Unidas e as Políticas de Redução da Desigualdade Racial

As Nações Unidas e as Políticas de Redução da Desigualdade Racial As Nações Unidas e as Políticas de Redução da Desigualdade Racial Introdução Este documento foi elaborado e aprovado pela Equipe de País do Sistema das Nações Unidas no Brasil em resposta ao interesse

Leia mais

OS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO MOVIMENTO INTERNACIONAL DA CRUZ VERMELHA E DO CRESCENTE VERMELHO

OS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO MOVIMENTO INTERNACIONAL DA CRUZ VERMELHA E DO CRESCENTE VERMELHO OS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO MOVIMENTO INTERNACIONAL DA CRUZ VERMELHA E DO CRESCENTE VERMELHO FOLHETO CICV O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho O Movimento Internacional

Leia mais

Resenha. Informar não é comunicar (WOLTON, Dominique. Porto Alegre: Sulinas, 2011).

Resenha. Informar não é comunicar (WOLTON, Dominique. Porto Alegre: Sulinas, 2011). Resenha Informar não é comunicar (WOLTON, Dominique. Porto Alegre: Sulinas, 2011). Bruno Ribeiro NASCIMENTO 1 Dominique Wolton costuma nadar contra a corrente: quando os críticos da indústria cultural

Leia mais

NOSSOS PRINCÍPIOS ORIENTADORES

NOSSOS PRINCÍPIOS ORIENTADORES NOSSOS PRINCÍPIOS ORIENTADORES Por cerca de 50 anos, a série Boletim Verde descreve como a John Deere conduz os negócios e coloca seus valores em prática. Os boletins eram guias para os julgamentos e as

Leia mais

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE ASSUNTOS ESTRATÉGICOS PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE ASSUNTOS ESTRATÉGICOS PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE ASSUNTOS ESTRATÉGICOS PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO EDITAL 035/2010 - PROJETO BRA/06/032 CÓDIGO: QUESTÕES INSTITUCIONAIS O Projeto BRA/06/032

Leia mais

Política externa alemã: continuidade, mudança e a sombra do passado

Política externa alemã: continuidade, mudança e a sombra do passado Política externa alemã: continuidade, mudança e a sombra do passado Análise Desenvolvimento Vinícius Tavares de Oliveira 01 de Julho de 2010 Política externa alemã: continuidade, mudança e a sombra do

Leia mais

Documento referencial: uma contribuição para o debate

Documento referencial: uma contribuição para o debate Documento referencial: uma contribuição para o debate desenvolvimento integração sustentável participação fronteiriça cidadã 1. Propósito do documento O presente documento busca estabelecer as bases para

Leia mais

Introdução às relações internacionais

Introdução às relações internacionais Robert Jackson Georg Sørensen Introdução às relações internacionais Teorias e abordagens Tradução: BÁRBARA DUARTE Revisão técnica: ARTHUR ITUASSU, prof. de relações internacionais na PUC-Rio Rio de Janeiro

Leia mais

Os vetos de China e Rússia no caso da Síria: Interesses humanitários ou políticos?

Os vetos de China e Rússia no caso da Síria: Interesses humanitários ou políticos? Os vetos de China e Rússia no caso da Síria: Interesses humanitários ou políticos? Análise Ásia Luciana Leal Resende Paiva Márcia de Paiva Fernandes 31 de Março de 2012 Os vetos de China e Rússia no caso

Leia mais

DISCURSO DO SECRETÁRIO-GERAL DA ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS, JOSÉ MIGUEL INSULZA, NA SESSÃO DE ABERTURA DA QUARTA CÚPULA DAS AMÉRICAS

DISCURSO DO SECRETÁRIO-GERAL DA ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS, JOSÉ MIGUEL INSULZA, NA SESSÃO DE ABERTURA DA QUARTA CÚPULA DAS AMÉRICAS DISCURSO DO SECRETÁRIO-GERAL DA ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS, JOSÉ MIGUEL INSULZA, NA SESSÃO DE ABERTURA DA QUARTA CÚPULA DAS AMÉRICAS Mar del Plata, 4 de novembro de 2005. Senhor Presidente da Nação

Leia mais

ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS Conselho Interamericano de Desenvolvimento Integral (CIDI)

ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS Conselho Interamericano de Desenvolvimento Integral (CIDI) - 1 - ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS Conselho Interamericano de Desenvolvimento Integral (CIDI) ANEXO I PRIMEIRA REUNIÃO INTERAMERICANA DE MINISTROS OEA/Ser./XLIII.1 E ALTAS AUTORIDADES DE DESENVOLVIMENTO

Leia mais

O justo como proposta de superação aos desafios do pluralismo nas sociedades contemporâneas

O justo como proposta de superação aos desafios do pluralismo nas sociedades contemporâneas O justo como proposta de superação aos desafios do pluralismo nas sociedades contemporâneas The concept of Just as proposed overcoming the challenges of pluralism in contemporary societies Marco Aurélio

Leia mais

#ElesPorElas. Movimento ElesPorElas (HeForShe) de Solidariedade da ONU Mulheres pela Igualdade de Gênero Impactando Universidades

#ElesPorElas. Movimento ElesPorElas (HeForShe) de Solidariedade da ONU Mulheres pela Igualdade de Gênero Impactando Universidades #ElesPorElas Movimento ElesPorElas (HeForShe) de Solidariedade da ONU Mulheres pela Igualdade de Gênero Impactando Universidades ElesPorElas Criado pela ONU Mulheres, a Entidade das Nações Unidas para

Leia mais

Conferência na London School of Economics (LSE) Londres, 14 de julho de 2003

Conferência na London School of Economics (LSE) Londres, 14 de julho de 2003 1 Conferência na London School of Economics (LSE) Londres, 14 de julho de 2003 É uma honra ser convidado pela LSE, uma Escola que teve importante papel na história do socialismo na Inglaterra e continua

Leia mais

Grêmio em Forma: o fomento à participação dos jovens na escola como estratégia de prevenção da violência

Grêmio em Forma: o fomento à participação dos jovens na escola como estratégia de prevenção da violência Grêmio em Forma: o fomento à participação dos jovens na escola como estratégia de prevenção da violência (Artigo publicado no livro Violência & Juventude, editora Hucitec, 2010) Este texto pretende apresentar

Leia mais

UNESCO Brasilia Office Representação no Brasil Declaração sobre as Responsabilidades das Gerações Presentes em Relação às Gerações Futuras

UNESCO Brasilia Office Representação no Brasil Declaração sobre as Responsabilidades das Gerações Presentes em Relação às Gerações Futuras UNESCO Brasilia Office Representação no Brasil Declaração sobre as Responsabilidades das Gerações Presentes em Relação às Gerações Futuras adotada em 12 de novembro de 1997 pela Conferência Geral da UNESCO

Leia mais

A importância da História na Escola Inglesa de Relações Internacionais

A importância da História na Escola Inglesa de Relações Internacionais Sérgio Ricardo da Mata, Helena Miranda Mollo & Flávia Florentino Varella (org.). Caderno de resumos & Anais do 2º. Seminário Nacional de História da Historiografia. A dinâmica do historicismo: tradições

Leia mais

INSERÇÃO INTERNACIONAL: FORMAÇÃO DE CONCEITOS BRASILEIROS 1

INSERÇÃO INTERNACIONAL: FORMAÇÃO DE CONCEITOS BRASILEIROS 1 RESENHA Bookreview INSERÇÃO INTERNACIONAL: FORMAÇÃO DE CONCEITOS BRASILEIROS 1 Diego Marques Morlim Pereira 2 Em Inserção internacional: formação de conceitos brasileiros, o professor Amado Cervo aborda

Leia mais