Estudos de risco: Delineamento (desenho) da coorte

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Estudos de risco: Delineamento (desenho) da coorte"

Transcrição

1 EPI3

2 Estudos de risco: Delineamento (desenho) da coorte investigador População elegível Exposto Não exposto (controle) desfecho Sem desfecho desfecho Sem desfecho

3 Risco Risco = Probabilidade de ocorrer um evento Qual a probabilidade de uma mulher que realiza cesariana eletiva ter um bebê que precise internação em UTI? A exposição a fatores (cesariana)pode determinar a ocorrência (maior ou menor probabilidade) destes desfechos (UTI)

4 Villar et al. Maternal and neonatal individual risks and benefits associated with caesarean delivery: multicentre prospective study. BMJ. 2007;335(7628):1025 OBJECTIVE: To assess the risks and benefits associated with caesarean delivery compared with vaginal delivery. DESIGN: Prospective cohort study within the 2005 WHO global survey on maternal and perinatal health. SETTING: 410 health facilities in 24 areas in eight randomly selected Latin American countries; 123 were randomly selected and 120 participated and provided data PARTICIPANTS: deliveries reported during the three month study period, with data available for 97,095 (91% coverage).

5 exposição desfecho

6 Expostas: CESARIANA ELETIVA TEMPO Estudo de coorte Não-expostas: PARTO VAGINAL TEMPO

7 Estudo de coorte: desenho observador População : PUÉRPERAS com feto único, cefálico com escolha do tipo de parto Expostos Cesariana eletiva Não expostos Parto vaginal Internação em UTI 7dias alojamento Internação em UTI 7dias alojamento tempo = horas/dias pós-parto

8 Quiroz et al. Scheduled Cesarean Delivery: Maternal and Neonatal Risks in Primiparous Women in a Community Hospital Setting. Am J Perinatol April ; 26(4): We compared the short-term maternal and neonatal outcomes of women who deliver by cesarean without labor compared with women who deliver by cesarean after labor or by vaginal birth. This was a retrospective cohort study of women delivering a first baby from 1998 to Hospital discharge diagnostic coding identified unlabored cesarean deliveries (UCDs), labored cesarean deliveries (LCDs), and vaginal births (VBs). Medical records were abstracted and mode of delivery confirmed. The three outcomes of interest were maternal bleeding complications, maternal febrile morbidity, and neonatal respiratory complications. Using logistic regression for each outcome, we investigated whether mode of delivery was associated with the outcome, independent of other factors. The study groups included 513 UCDs, 261 LCDs, and 251 VBs.

9 Estudo de coorte: desenho observador População : Primíparas com feto único, a termo com escolha do tipo de parto Expostos Cesariana eletiva Não expostos Parto vaginal Complicações respiratórias Sem CR Complicações respiratórias Sem CR tempo = horas/dias pós-parto

10 início do estudo CONCORRENTE Coorte concorrente Início da observação Exposição Desfecho tempo NÃO-CONCORRENTE Exposição Início da observação Coorte histórica Desfecho início do estudo tempo

11 Como medir o risco? Qual a probabilidade? Qual o risco? Qual a frequência? No estudo de coorte podemos medir incidência

12 Medida de frequência Estudo 1 UTI A.C. Total Incidência Cesariana eletiva (expostos) Parto vaginal (não expostos)

13 Estudo de coorte: medidas de freqüência diferentes formas de avaliar incidência Incidência acumulada IA(t 0,t) = I N0 (quando o follow-up é completo) I = n. de casos incidentes t 0 e t N = população de onde originam os casos, constituída por indivíduos não doentes em t 0. Quando o follow-up não é completo Função Hazard (Kaplan-meier)

14 Estudo de coorte: medidas de freqüência diferentes formas de avaliar incidência Taxa de incidência ou densidade de incidência (também aplicável quando o follow-up não é completo, mede a força da morbidade) TI(t 0,t) = I PT I = n. de casos novos entre t 0 e t PT = pessoa tempo acumulada durante o estudo

15 Como medir associação entre exposição e desfecho? UTI AC Incidência Cesariana eletiva 5% Parto vaginal 1,9%

16 Medida de associação Risco relativo RR (ou razão de riscos)

17 Medidas de associação em estudo de coorte Medidas do tipo razão de incidência Risco Relativo (ou razão de riscos ou razão de incidências): RR= incidência de casos em expostos sobre incidência de casos em não expostos (relative risk or risk ratio) Razão de Taxas (ou razão de densidade de incidência) IDR=taxa nos expostos sobre taxa nos não-expostos (rate ratio) Razão de Hazard (Hazard Ratio) HR = hazard nos expostos sobre hazard nos não-expostos Medidas alternativas: OR (odds ratio ou razão de chances) Correlação linear

18 Interpretando o RR RR= 1 Indica que a taxa de incidência da doença nos grupos de expostos e não expostos são idênticas indicando que não há associação observada entre exposição e doença RR> 1 Indica associação positiva ou risco aumentado entre os expostos ao fator estudado em relação aos não expostos RR< 1 Indica que há uma associação inversa ou um risco diminuído entre os expostos ao fator estudado é o chamado fator de proteção

19 COMO CONHECER O EFEITO DE UM FATOR DE RISCO? ATRAVÉS DO CÁLCULO DAS MEDIDAS DE EFEITO Quantos casos a mais da doença decorreram do fator? Risco atribuível Proporcionalmente, em quanto foi aumentada a incidência da doença? Risco atribuível percentual As medidas de efeito encontradas indicam em que medida o efeito observado se deveu à exposição. 19

20 Medidas de efeito em estudo de coorte 1. Risco Atribuível (RA) RA = I e -I ē É o número de casos entre expostos atribuídos exclusivamente à exposição. Só pode ser utilizada em estudos de coorte ou estudo experimentais, onde se pode estimar de forma mais precisa a incidência da doença 2. Risco Atribuível Percentual (RAP) RAP=I e -I ē / I e *100 É o percentual de casos expostos atribuídos exclusivamente exposição à 3. Risco Atribuível Populacional

21 Incidência Cesariana eletiva 5,0% Risco atribuível (à exposição) ou excesso de risco Parto vaginal 1,9% RA = I e -I ē RA = 5,0% - 1,9% = 3,1% De cada 100 mulheres com cesariana, 3 bebês a mais ficarão em UTI, comparadas com mulheres de p. vaginal 21

22 Risco atribuível percentual RAP=I e -I ē / I e *100 RAP = 3,1/5,0%= 62% Nas mulheres com cesariana, 62% das internações de bebê em UTI são atribuíveis à cesariana 22

23 Estudo de coorte Ameaças à validade interna Os resultados do estudo podem estar comprometidos por interferências que podem conduzir a um aumento (superestimativa) ou diminuição (subestimativa) indevida da associação observada. Tais interferências podem ser de duas naturezas: * viés * confundimento

24 Tipos de vieses O viés é um erro sistemático oriundo da estratégia adotada no desenho ou na condução do estudo. Podem ser: de seleção Quando indivíduos têm diferentes probabilidades de serem incluídos/perdidos na amostra do estudo, no que se refere à exposição, em referência à população de estudo. A verdadeira associação exposição/desfecho pode ser distorcida. de informação ou classificação ou aferição Erro sistemático de mensuração de um evento (exposição ou desfecho), quando os resultados podem ser imputados à maneira como as variáveis são conceituadas ou medidas.

25 Viés de seleção em estudos de coorte Durante o acompanhamento, algumas pacientes têm alta e não é possível recuperar os dados de mãe e bebê. Se a perda for seletiva...

26 Viés de informação em estudos de coorte Supondo que fosse uma coorte retrospectiva e eu aferisse o desfecho com interesse diferente UTI, perguntando mais pelas mães com cesariana...

27 Confundimento ocorre quando os resultados de uma associação entre dois fatores podem ser imputados, total ou parcialmente, a um terceiro fator não levado em consideração; este terceiro fator, que está presente na base populacional, é a variável de confundimento. a existência de fatores de confundimento torna os grupos não-comparáveis. É um outro fator que, de forma independente, é risco ou proteção para o desfecho. Este fator está relacionado com a exposição (maior ou menor frequência entre os expostos) Este fator não faz parte da cadeia causal entre a exposição e o desfecho

28 Confundimento exposição Cesariana eletiva desfecho Internação UTI fator IDADE

29 Confundimento? O RR bruto para cesariana eletiva foi 2,6 e, após ajuste para idade materna, idade gestacional, doença hipertensiva, passou para 2,11 Significa que a variável cesariana eletiva estava confundida (neste estudo, levando à superestimação do RR), por estes fatores.

30 Controle da validade interna Vieses. Não há como resolver na análise. A condução do desenho do estudo deve ser cuidadosa para evitá-los. Pode-se avaliar a direção e a magnitude do viés e as possíveis influências no resultado. Confundimento. Pode-se controlar: No desenho (tentando evitar) restrição e pareamento Na análise (tentando ajustar o resultado) estratificação análise multivariada (por regressão) faz ajuste da medida de associação

31 Estudo Coorte: Inferência estatística e precisão do estudo OR = 2,1 (IC 95% 1,75-2,55, P = 0,01) Qual a faixa de valores do resultado (OR), numa probabilidade de 95%? Intervalo de confiança Para haver significância estatística, o IC de uma razão não pode incluir o 1 Qual probabilidade de encontrar um resultado (OR), a partir de uma amostra aleatória, e rejeitar a hipótese nula? p-valor Para haver significância estatística: O p-valor deve ser inferior a 0,05 (5%) ou outro valor pré-fixado pelo investigador 31

32 Análise multivariada por regressão logística UTI AC Cesariana a b a/b c/d Parto vaginal c d

33 Coortes de nascimento

34 Coorte de nascimento Componente de uma população nascida em determinado período de tempo (p.ex. ano de 1950) e identificada por este período (coorte de 1950), de forma que suas características (eventos, número de participantes) vão sendo acompanhadas à medida que a coorte atravessa outros períodos de tempo e sua população envelhece.

35 Coortes de nascimento no Brasil No caso do Brasil, podemos citar dois grandes estudos deste tipo: as três coortes de nascimento de Pelotas (RS) 1-2 e as coortes de Ribeirão Preto (SP) e São Luís (MA). 3 O número de nascidos vivos acompanhados nestas coortes variou de 2444 a 9067 e os tempos de acompanhamento já se aproximam de três décadas para as primeiras coortes de Ribeirão Preto e Pelotas. As coortes mais recentes têm se preocupado também com efeitos de longa duração de exposições pré-natais e perinatais na saúde de adolescentes e adultos.

36 Coortes de nascimento no Brasil 1. Barros FC, Victora CG. Maternal-child health in Pelotas, Rio Grande do Sul State, Brazil: major conclusions from comparisons of the 1982, 1993, and 2004 birth cohorts. Cad Saude Publica. 2008;24 Suppl 3:S Santos IS, Barros AJ, Matijasevich A, Domingues MR, Barros FC, Victora CG.Cohort Profile: The 2004 Pelotas (Brazil) Birth Cohort Study. Int. J. Epidemiol. (2010) dyq130 first published online August 11, 2010 doi: /ije/dyq130. Acesso em agosto de Cardoso VC, Simões VM, Barbieri MA, et al. Profile of three Brazilian birth cohort studies in Ribeirão Preto, SP and São Luís, MA. Braz J Med Biol Res. 2007;40(9):

Epidemiologia. Profa. Heloisa Nascimento

Epidemiologia. Profa. Heloisa Nascimento Epidemiologia Profa. Heloisa Nascimento Medidas de efeito e medidas de associação -Um dos objetivos da pesquisa epidemiológica é o reconhecimento de uma relação causal entre uma particular exposição (fator

Leia mais

Capítulo 7 Estudos sobre Causalidade e Etiologia

Capítulo 7 Estudos sobre Causalidade e Etiologia L E I T u R A C R í T I C A D E A R T I G O S C I E N T í F I CO S 105 Capítulo 7 Estudos sobre Causalidade e Etiologia 7.1 Introdução Relembrando o que foi dito no capítulo 1 os estudos randomizados,

Leia mais

CONCEITOS BÁSICOS EM EPIDEMIOLOGIA

CONCEITOS BÁSICOS EM EPIDEMIOLOGIA CONCEITOS BÁSICOS EM Jussara Rafael Angelo São José dos Campos 30 de Junho de 2011 CONCEITOS BÁSICOS EM Concepção do processo saúde doença Tipos de estudo Intervenção Seccional Coorte Caso-controle Ecológico

Leia mais

Estudos de Coorte: Definição

Estudos de Coorte: Definição Estudos de Coorte: Definição São estudos observacionais onde os indivíduos são classificados (ou selecionados) segundo o status de exposição, sendo seguidos para avaliar a incidência de doença. São conduzidos

Leia mais

CURSO DE EPIDEMIOLOGIA BÁSICA PARA PNEUMOLOGISTAS

CURSO DE EPIDEMIOLOGIA BÁSICA PARA PNEUMOLOGISTAS CURSO DE EPIDEMIOLOGIA BÁSICA PARA PNEUMOLOGISTAS Ana M.B. Menezes 1 e Iná da S. dos Santos 2 1 Prof a Titular de Pneumologia Faculdade de Medicina UFPEL 1 Presidente da Comissão de Epidemiologia da SBPT

Leia mais

Antes da hora. Cesarianas desnecessárias contribuem para o nascimento de bebês imaturos

Antes da hora. Cesarianas desnecessárias contribuem para o nascimento de bebês imaturos 18 fevereiro DE 2015 capa Antes da hora Cesarianas desnecessárias contribuem para o nascimento de bebês imaturos Alice Giraldi e Ricardo Zorzetto ilustração mariana zanetti No início de janeiro o Ministério

Leia mais

Seminário Métodos em Epidemiologia: ESTUDOS DE COORTE

Seminário Métodos em Epidemiologia: ESTUDOS DE COORTE Seminário Métodos em Epidemiologia: ESTUDOS DE COORTE Cesar Victora, UFPEL Rio, agosto de 25 Tópicos Tipologia e exemplos de coortes Coortes de Pelotas Metodologia Análise Por que fazer coortes no Brasil?

Leia mais

Análise Exploratória de Dados

Análise Exploratória de Dados Análise Exploratória de Dados Profª Alcione Miranda dos Santos Departamento de Saúde Pública UFMA Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva email: alcione.miranda@gmail.com Introdução O primeiro passo

Leia mais

INFORMATICA PARA A VIGILANCIA E GESTAO DE INFORMACOES EM SAUDE: Prof. Dr. Joao Bosco Siqueira

INFORMATICA PARA A VIGILANCIA E GESTAO DE INFORMACOES EM SAUDE: Prof. Dr. Joao Bosco Siqueira INFORMATICA PARA A VIGILANCIA E GESTAO DE INFORMACOES EM SAUDE: Epi-INFO Prof. Dr. Joao Bosco Siqueira No nosso exercício, vamos investigar um surto de gastroenterite aguda ocorrido após um jantar. Vamos

Leia mais

Estudos Epidemiológicos. José de Lima Oliveira Júnior

Estudos Epidemiológicos. José de Lima Oliveira Júnior Estudos Epidemiológicos José de Lima Oliveira Júnior Estudos Epidemiológicos Para se conhecer melhor a saúde de uma população, os fatores que a determinam, a evolução do processo da doença e o impacto

Leia mais

Declaração da OMS sobre Taxas de Cesáreas

Declaração da OMS sobre Taxas de Cesáreas Declaração da OMS sobre Taxas de Cesáreas Os esforços devem se concentrar em garantir que cesáreas sejam feitas nos casos em que são necessárias, em vez de buscar atingir uma taxa específica de cesáreas.

Leia mais

FATORES DE RISCOS OBSTÉTRICOS E NEONATAIS PARA OCORRÊNCIA DE PREMATURIDADE NO MUNICÍPIO DE MARINGÁ-PR

FATORES DE RISCOS OBSTÉTRICOS E NEONATAIS PARA OCORRÊNCIA DE PREMATURIDADE NO MUNICÍPIO DE MARINGÁ-PR 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 FATORES DE RISCOS OBSTÉTRICOS E NEONATAIS PARA OCORRÊNCIA DE PREMATURIDADE NO MUNICÍPIO DE MARINGÁ-PR Willian Augusto de Melo 1 ; Francislaine Men Castellini

Leia mais

Impacto dos polimorfismos dos receptores da progesterona (PGR) e do hormônio folículo estimulante (FSHR) na ocorrência de parto prematuro.

Impacto dos polimorfismos dos receptores da progesterona (PGR) e do hormônio folículo estimulante (FSHR) na ocorrência de parto prematuro. VII Congresso Catarinense de Ginecologia e Obstetrícia II Congresso Catarinense de Perinatologia Impacto dos polimorfismos dos receptores da progesterona (PGR) e do hormônio folículo estimulante (FSHR)

Leia mais

IESC/UFRJ Mestrado em Saúde Coletiva Especialização em Saúde Coletiva Modalidade Residência Disciplina: Epidemiologia e Saúde Pública

IESC/UFRJ Mestrado em Saúde Coletiva Especialização em Saúde Coletiva Modalidade Residência Disciplina: Epidemiologia e Saúde Pública Avaliação de Programas de Rastreamento: história natural da doença, padrão de progressão da doença, desenhos de estudo, validade e análise de custo-benefício. IESC/UFRJ Mestrado em Saúde Coletiva Especialização

Leia mais

UNIDADE DE PESQUISA CLÍNICA Centro de Medicina Reprodutiva Dr Carlos Isaia Filho Ltda.

UNIDADE DE PESQUISA CLÍNICA Centro de Medicina Reprodutiva Dr Carlos Isaia Filho Ltda. UNIDADE DE PESQUISA CLÍNICA Centro de Medicina Reprodutiva Dr Carlos Isaia Filho Ltda. Avaliação do risco de viés de ensaios clínicos randomizados pela ferramentada colaboração Cochrane Alan P. V. de Carvalho,

Leia mais

AVALIAÇÃO DE IMPACTO NA PRÁTICA GLOSSÁRIO

AVALIAÇÃO DE IMPACTO NA PRÁTICA GLOSSÁRIO 1 AVALIAÇÃO DE IMPACTO NA PRÁTICA GLOSSÁRIO Amostra aleatória. Também conhecida como amostra probabilística. A melhor maneira de evitar uma amostra enviesada ou não-representativa é selecionar uma amostra

Leia mais

Tabagismo e Câncer de Pulmão

Tabagismo e Câncer de Pulmão F A C U L D A D E D E S A Ú D E P Ú B L I C A D E P A R TA M E N T O D E E P I D E M I O L O G I A U N I V E R S I D A D E D E S Ã O P A U L O Série Vigilância em Saúde Pública E X E R C Í C I O N º 3

Leia mais

Método epidemiológico

Método epidemiológico Método epidemiológico Prof. Samuel Jorge Moysés, Ph.D. 14/4/2014 17:47 1 Problema comum: causalidade Epidemiologia social determinantes sociais do processo saúde-doença Epidemiologia clínica (fatores de

Leia mais

PESQUISA NASCER NO BRASIL Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento. Coordenação Maria do Carmo Leal

PESQUISA NASCER NO BRASIL Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento. Coordenação Maria do Carmo Leal Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento Coordenação Maria do Carmo Leal Financiamento: CNPq -Chamada/Edital MCT/CNPq/CT-Saúde/MS/SCTIE/DECIT nº 57/2009 -Parto Cesáreo Processo: 557366/2009-7 MS-SCTIES

Leia mais

TABAGISMO E CÂNCER DE PULMÃO *

TABAGISMO E CÂNCER DE PULMÃO * 1 05/06 TABAGISMO E CÂNCER DE PULMÃO * OBJETIVOS Este exercício utiliza o estudo clássico de Doll e Hill que demonstrou a relação entre tabagismo e câncer de pulmão. Depois de completar este exercício,

Leia mais

Projeto de indução da qualidade e segurança dos serviços de saúde no setor suplementar Jacqueline Alves Torres

Projeto de indução da qualidade e segurança dos serviços de saúde no setor suplementar Jacqueline Alves Torres Projeto de indução da qualidade e segurança dos serviços de saúde no setor suplementar Jacqueline Alves Torres Objetivo Principal Promover o intercâmbio e a cooperação técnica e operacional relacionados

Leia mais

Projeto Supervisionado

Projeto Supervisionado Projeto Supervisionado Caio Almasan de Moura ra: 095620 Indice 1. Introdução 2. Principal Projeto: Modelo de Score 2.1. Objetivo... pg 3 2.2. Agentes Envolvidos... pg 3 2.3. Contextualização... pg 3 2.4.

Leia mais

"ODDS RATIO": ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

ODDS RATIO: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES "ODDS RATIO": ALGUMAS CONSIDERAÇÕES Davi Rumel * RUMEL, D. "Odds ratio": algumas considerações. Rev. Saúde públ., S. Paulo, 20 : 251-6, 1986. RESUMO: Tem sido grande o número de estudos retrospectivos

Leia mais

Analisar a sobrevida em cinco anos de mulheres. que foram submetidas a tratamento cirúrgico, rgico, seguida de quimioterapia adjuvante.

Analisar a sobrevida em cinco anos de mulheres. que foram submetidas a tratamento cirúrgico, rgico, seguida de quimioterapia adjuvante. Estudo de sobrevida de mulheres com câncer de mama não metastático tico submetidas à quimioterapia adjuvante Maximiliano Ribeiro Guerra Jane Rocha Duarte Cintra Maria Teresa Bustamante Teixeira Vírgilio

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE NA LINGUAGEM R PARA CÁLCULO DE TAMANHOS DE AMOSTRAS NA ÁREA DE SAÚDE

DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE NA LINGUAGEM R PARA CÁLCULO DE TAMANHOS DE AMOSTRAS NA ÁREA DE SAÚDE DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE NA LINGUAGEM R PARA CÁLCULO DE TAMANHOS DE AMOSTRAS NA ÁREA DE SAÚDE Mariane Alves Gomes da Silva Eliana Zandonade 1. INTRODUÇÃO Um aspecto fundamental de um levantamento

Leia mais

Análise de Regressão. Tópicos Avançados em Avaliação de Desempenho. Cleber Moura Edson Samuel Jr

Análise de Regressão. Tópicos Avançados em Avaliação de Desempenho. Cleber Moura Edson Samuel Jr Análise de Regressão Tópicos Avançados em Avaliação de Desempenho Cleber Moura Edson Samuel Jr Agenda Introdução Passos para Realização da Análise Modelos para Análise de Regressão Regressão Linear Simples

Leia mais

Participação em atividades de lazer e funcionamento cognitivo. São Paulo Ageing & Health Study (SPAH)

Participação em atividades de lazer e funcionamento cognitivo. São Paulo Ageing & Health Study (SPAH) Participação em atividades de lazer e funcionamento cognitivo São Paulo Ageing & Health Study (SPAH) Vanessa Di Rienzo * Departamento de Psiquiatria Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo * Bolsista

Leia mais

Vigilância epidemiológica da mortalidade neonatal em RNMBP: análise de 4 anos

Vigilância epidemiológica da mortalidade neonatal em RNMBP: análise de 4 anos 1 Vigilância epidemiológica da mortalidade neonatal em RNMBP: análise de 4 anos Resumo Introdução: A mortalidade neonatal representa 67% da mortalidade infantil no RS. Os RNMBP contribuem com uma parcela

Leia mais

Como calcular a amostra na pesquisa odontológica?

Como calcular a amostra na pesquisa odontológica? Como calcular a amostra na pesquisa odontológica? Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu Universidade Federal de Minas Gerais 2010 Referências 1. Babbie, E. Métodos de pesquisa de survey. Belo Horizonte:

Leia mais

MOVIMENTO BH PELO PARTO NORMAL

MOVIMENTO BH PELO PARTO NORMAL MOVIMENTO BH PELO PARTO NORMAL Histórico Comissão o Perinatal Belo Horizonte SMSA-BH Comissão Perinatal de Belo Horizonte Secretaria Municipal de Saúde Fórum intersetorial e interinstitucional responsável

Leia mais

Predição do risco de hospitalização de idosos: adaptação de uma metodologia para clientes de uma operadora de planos de saúde

Predição do risco de hospitalização de idosos: adaptação de uma metodologia para clientes de uma operadora de planos de saúde Predição do risco de hospitalização de idosos: adaptação de uma metodologia para clientes de uma operadora de planos de saúde Justificativa Camila Canella Cherubino Ilka Afonso Reis Fernando Martin Biscione

Leia mais

Análise de Sobrevivência Aplicada à Saúde

Análise de Sobrevivência Aplicada à Saúde Análise de Sobrevivência Aplicada à Saúde Prof. Lupércio França Bessegato Departamento de Estatística UFJF E-mail: lupercio.bessegato@ufjf.edu.br Site: www.ufjf.br/lupercio_bessegato Lupércio França Bessegato

Leia mais

CONSULTORIA: PESQUISA PARA ESTIMAR A PREVALÊNCIA DE NASCIMENTOS PRÉ-TERMO NO BRASIL E EXPLORAR POSSÍVEIS CAUSAS

CONSULTORIA: PESQUISA PARA ESTIMAR A PREVALÊNCIA DE NASCIMENTOS PRÉ-TERMO NO BRASIL E EXPLORAR POSSÍVEIS CAUSAS UNICEF BRASIL CONSULTORIA: PESQUISA PARA ESTIMAR A PREVALÊNCIA DE NASCIMENTOS PRÉ-TERMO NO BRASIL E EXPLORAR POSSÍVEIS CAUSAS Consultor: Cesar Victora Membros do grupo de trabalho: Fernando Barros, Alicia

Leia mais

Medidas de efeito e impacto em Epidemiologia Nutricional

Medidas de efeito e impacto em Epidemiologia Nutricional Medidas de efeito e impacto em Epidemiologia Nutricional Profª. Drª Marly Augusto Cardoso Departamento de Nutrição, Faculdade de Saúde Pública, USP e-maile mail: marlyac@usp usp.br Delineamento dos Estudos

Leia mais

Prevalência e fatores associados ao tabagismo em jovens e adolescentes de Belo Horizonte

Prevalência e fatores associados ao tabagismo em jovens e adolescentes de Belo Horizonte Prevalência e fatores associados ao tabagismo em jovens e adolescentes de Belo Horizonte Charles Ferreira de Souza 1, Mery Natali Silva Abreu 1, Cibele Comini César 1, Deborah Carvalho Malta 2, Valeska

Leia mais

Relação potência ou alométrica

Relação potência ou alométrica Relação potência ou alométrica Relação potência : Y = α β (,y > 0 ; α > 0) 0.5 * ^2 0 2 4 6 8 10 12 β > 1 y = α 0.5 * ^(1/2) 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 y = α β < 1 Transformação : Logaritmizando, obtém-se: 0

Leia mais

AULAS 24 E 25 Análise de Regressão Múltipla: Inferência

AULAS 24 E 25 Análise de Regressão Múltipla: Inferência 1 AULAS 24 E 25 Análise de Regressão Múltipla: Inferência Ernesto F. L. Amaral 23 e 25 de novembro de 2010 Metodologia de Pesquisa (DCP 854B) Fonte: Wooldridge, Jeffrey M. Introdução à econometria: uma

Leia mais

Noções de Pesquisa e Amostragem. André C. R. Martins

Noções de Pesquisa e Amostragem. André C. R. Martins Noções de Pesquisa e Amostragem André C. R. Martins 1 Bibliografia Silva, N. N., Amostragem probabilística, EDUSP. Freedman, D., Pisani, R. e Purves, R., Statistics, Norton. Tamhane, A. C., Dunlop, D.

Leia mais

Incidência e mortalidade por tuberculose e fatores sócios. cio-econômicos em grandes centros urbanos com altas cargas da doença Brasil, 2001-2003

Incidência e mortalidade por tuberculose e fatores sócios. cio-econômicos em grandes centros urbanos com altas cargas da doença Brasil, 2001-2003 Programa Nacional de Controle da Tuberculose/ SVS/ MS Instituto de Estudos em Saúde Coletiva/ UFRJ Incidência e mortalidade por tuberculose e fatores sócios cio-econômicos em grandes centros urbanos com

Leia mais

O que é a estatística?

O que é a estatística? Elementos de Estatística Prof. Dr. Clécio da Silva Ferreira Departamento de Estatística - UFJF O que é a estatística? Para muitos, a estatística não passa de conjuntos de tabelas de dados numéricos. Os

Leia mais

Fatores associados à inadequação do uso da assistência pré-natal Factors associated with inadequacy of prenatal care utilization

Fatores associados à inadequação do uso da assistência pré-natal Factors associated with inadequacy of prenatal care utilization 456 Rev Saúde Pública 2003;37(4):456-62 Fatores associados à inadequação do uso da assistência pré-natal Factors associated with inadequacy of prenatal care utilization Liberata C Coimbra a, Antônio A

Leia mais

AVALIAÇÃO DE INDICADORES DE INTERNAÇÃO SELECIONADOS E A ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NO RIO GRANDE DO SUL

AVALIAÇÃO DE INDICADORES DE INTERNAÇÃO SELECIONADOS E A ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NO RIO GRANDE DO SUL AVALIAÇÃO DE INDICADORES DE INTERNAÇÃO SELECIONADOS E A ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NO RIO GRANDE DO SUL Paulo Vinicius Nascimento Fontanive João Henrique Kolling Liége Teixeira Fontanive INTRODUÇÃO A

Leia mais

elainelemes@baraodemaua.br

elainelemes@baraodemaua.br Associação entre uso de drogas ilícitas na gestação e repercussões no recémnascido da coorte de nascimento de Ribeirão Preto-SP, 200: nascimento pré-termo e perímetro craniano Daniela Ricci Morandim, Laís

Leia mais

XX Congresso Internacional INFAD FAMILIAS MUNDI

XX Congresso Internacional INFAD FAMILIAS MUNDI XX Congresso Internacional INFAD IV FORO INTERNACIONAL FAMILIAS MUNDI MOSCOVO 2013 Decisão no parto por cesariana: Estudo Qualitativo Exploratório Maria da Luz Ferreira Barros Vitor Franco Universidade

Leia mais

2 Fase conceptual da investigação. 2.1. Objectivos e perguntas de partida

2 Fase conceptual da investigação. 2.1. Objectivos e perguntas de partida 2 Fase conceptual da investigação 2.1. Objectivos e perguntas de partida Investigação científica Deve iniciar-se com a formulação de um problema O objectivo da investigação é a solução desse problema.

Leia mais

INTRODUÇÃO. - Programação fetal

INTRODUÇÃO. - Programação fetal Análise ecológica da relação entre a mortalidade infantil e a mortalidade por doenças cardiovasculares em adultos, na coorte de nascimento brasileira de 1935. Arthur Orlando Corrêa Schilithz (IESC-COPPE/UFRJ)

Leia mais

Fatores associados à mortalidade infantil no Município de Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil: estudo de caso-controle* doi: 10.5123/S1679-49742011000400008

Fatores associados à mortalidade infantil no Município de Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil: estudo de caso-controle* doi: 10.5123/S1679-49742011000400008 Artigo original Fatores associados à mortalidade infantil no Município de Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil: estudo de caso-controle* doi: 10.5123/S1679-49742011000400008 Associated Factors and Infant Mortality

Leia mais

AULAS 04 E 05 Estatísticas Descritivas

AULAS 04 E 05 Estatísticas Descritivas 1 AULAS 04 E 05 Estatísticas Descritivas Ernesto F. L. Amaral 19 e 28 de agosto de 2010 Metodologia de Pesquisa (DCP 854B) Fonte: Triola, Mario F. 2008. Introdução à estatística. 10 ª ed. Rio de Janeiro:

Leia mais

UERGS Administração de Sistemas e Serviços de Saúde Introdução ao Método Epidemiológico

UERGS Administração de Sistemas e Serviços de Saúde Introdução ao Método Epidemiológico UERGS Administração de Sistemas e Serviços de Saúde Introdução ao Método Epidemiológico 1. Assunto: Indicadores epidemiológicos, de morbidade: incidência, prevalência, taxa de ataque e taxa de ataque secundária..

Leia mais

Parto vaginal após cirurgia cesariana

Parto vaginal após cirurgia cesariana Parto vaginal após cirurgia cesariana Um guia para a ajudar a decidir-se C A R E N E W E N G L A N D Se tiver dado à luz a um ou dois bebês pela cirurgia cesariana no passado, você pode ter duas opções

Leia mais

Gravidez na Adolescência

Gravidez na Adolescência Hospital Prof. Doutor Fernando da Fonseca Serviço de Obstetrícia Direcção de Serviço: Dr.ª Fernanda Matos Sessão Clínica Hospitalar Gravidez na Adolescência Bruna Ambrósio Mariana Miranda Participação

Leia mais

Avaliação do grau de implementação do programa de controle de transmissão vertical do HIV em maternidades do Projeto Nascer

Avaliação do grau de implementação do programa de controle de transmissão vertical do HIV em maternidades do Projeto Nascer Avaliação do grau de implementação do programa de controle de transmissão vertical do HIV em maternidades do Projeto Nascer 1 CRÉDITOS Elaboração do relatório Elizabeth Moreira dos Santos (ENSP/FIOCRUZ)

Leia mais

Apresentação. Introdução. Francine Leite. Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo

Apresentação. Introdução. Francine Leite. Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo Evolução dos Fatores de Risco para Doenças Crônicas e da prevalência do Diabete Melito e Hipertensão Arterial na população brasileira: Resultados do VIGITEL 2006-2009 Luiz Augusto Carneiro Superintendente

Leia mais

Estudo de Fatores Associados à Ocorrência de Abandono do Tratamento do HIV/AIDS

Estudo de Fatores Associados à Ocorrência de Abandono do Tratamento do HIV/AIDS Estudo de Fatores Associados à Ocorrência de Abandono do Tratamento do HIV/AIDS Autoras: Louise Bastos Schilkowsky/ ENSP/UFRJ Margareth Crisóstomo Portela/ENSP Marilene de Castilho Sá/ENSP 1 Contextualização

Leia mais

Estudos de Coorte e de Caso-Controle na Era da Medicina Baseada em Evidência

Estudos de Coorte e de Caso-Controle na Era da Medicina Baseada em Evidência Brazilian Vol. 3, Nº 3Journal of Videoendoscopic Surgery Editorial Estudos de Coorte e de Caso-Controle na Era da Medicina Baseada em Evidência 115 Estudos de Coorte e de Caso-Controle na Era da Medicina

Leia mais

Introdução. Ronir Raggio Luiz Claudio José Struchiner

Introdução. Ronir Raggio Luiz Claudio José Struchiner Introdução Ronir Raggio Luiz Claudio José Struchiner SciELO Books / SciELO Livros / SciELO Libros LUIZ, RR., and STRUCHINER, CJ. Inferência causal em epidemiologia: o modelo de respostas potenciais [online].

Leia mais

Curso Análise de dados e uso da informação no SUS. Introdução à análise de dados

Curso Análise de dados e uso da informação no SUS. Introdução à análise de dados Curso Análise de dados e uso da informação no SUS Introdução à análise de dados Análise: definições Aurélio -Decomposição de um todo em suas partes constituintes -exame de cada parte de um todo tendo em

Leia mais

Como fazer um Parecer

Como fazer um Parecer Como fazer um Parecer Técnico-Científico PTC? Fernanda Laranjeira Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde

Leia mais

Perfil das mulheres brasileiras em idade fértil e seu acesso à serviços de saúde Dados da PNDS 2006

Perfil das mulheres brasileiras em idade fértil e seu acesso à serviços de saúde Dados da PNDS 2006 Perfil das mulheres brasileiras em idade fértil e seu acesso à serviços de saúde Dados da PNDS 2006 José Cechin Superintendente Executivo Francine Leite Carina Martins A Pesquisa Nacional de Demografia

Leia mais

cadernos Saúde Coletiva Relacionamento de Bases de Dados em Saúde EDITORES CONVIDADOS Claudia Medina Coeli Kenneth Rochel de Camargo Jr.

cadernos Saúde Coletiva Relacionamento de Bases de Dados em Saúde EDITORES CONVIDADOS Claudia Medina Coeli Kenneth Rochel de Camargo Jr. cadernos Saúde Coletiva Relacionamento de Bases de Dados em Saúde EDITORES CONVIDADOS Claudia Medina Coeli Kenneth Rochel de Camargo Jr. NESC UFRJ Catalogação na fonte Biblioteca do CCS / UFRJ Cadernos

Leia mais

Alguns Indicadores de Saúde da Cidade do Rio de Janeiro segundo a variável Raça/Cor

Alguns Indicadores de Saúde da Cidade do Rio de Janeiro segundo a variável Raça/Cor Subsecretaria de Ações e Serviços de Saúde Superintendência de Vigilância em Saúde Gerência de Informações Epidemiológicas Alguns Indicadores de Saúde da Cidade do Rio de Janeiro segundo a variável Raça/Cor

Leia mais

Bioestatística Aula 3

Bioestatística Aula 3 Aula 3 Castro Soares de Oliveira Probabilidade Probabilidade é o ramo da matemática que estuda fenômenos aleatórios. Probabilidade é uma medida que quantifica a sua incerteza frente a um possível acontecimento

Leia mais

PÓS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DE FLORESTAS TROPICAIS-PG-CFT INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA-INPA. 09/abril de 2014

PÓS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DE FLORESTAS TROPICAIS-PG-CFT INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA-INPA. 09/abril de 2014 PÓS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DE FLORESTAS TROPICAIS-PG-CFT INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA-INPA 09/abril de 2014 Considerações Estatísticas para Planejamento e Publicação 1 Circularidade do Método

Leia mais

PREVENÇÃO DE DST/AIDS APÓS VIOLÊNCIA SEXUAL AVALIAÇÃO DOS CASOS NOTIFICADOS À SES/RS.

PREVENÇÃO DE DST/AIDS APÓS VIOLÊNCIA SEXUAL AVALIAÇÃO DOS CASOS NOTIFICADOS À SES/RS. PREVENÇÃO DE DST/AIDS APÓS VIOLÊNCIA SEXUAL AVALIAÇÃO DOS CASOS NOTIFICADOS À SES/RS. Introdução e método: A violência física em especial a violência sexual é, sem dúvida, um problema de saúde pública.

Leia mais

Perda Dental e sua Associação com Obesidade Central em Idosos Independentes de Carlos Barbosa, RS.

Perda Dental e sua Associação com Obesidade Central em Idosos Independentes de Carlos Barbosa, RS. Perda Dental e sua Associação com Obesidade Central em Idosos Independentes de Carlos Barbosa, RS. Renato J De Marchi, MD. Doutorando em Odontologia UFRGS Renato J De Marchi, Juliana B Hilgert, Fernando

Leia mais

Projeto de intervenção para melhorar a assistência obstétrica no setor suplementar de saúde e para o incentivo ao parto normal

Projeto de intervenção para melhorar a assistência obstétrica no setor suplementar de saúde e para o incentivo ao parto normal Projeto de intervenção para melhorar a assistência obstétrica no setor suplementar de saúde e para o incentivo ao parto normal Apresentação Entendendo como ação fundamental debater o problema das elevadas

Leia mais

A Deficiência de Vitamina A

A Deficiência de Vitamina A Oficina de trabalho: Carências Nutricionais: Desafios para a Saúde Pública A Deficiência de Vitamina A O QUE É VITAMINA A A vitamina A é um micronutriente que pode ser encontrado no leite materno, alimentos

Leia mais

Associação entre função pulmonar e bronquiolite em lactentes prematuros

Associação entre função pulmonar e bronquiolite em lactentes prematuros PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO FACULDADE DE MEDICINA CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA MESTRADO EM PEDIATRIA E SAÚDE DA CRIANÇA Associação

Leia mais

Aula 5 Metodologias de avaliação de impacto

Aula 5 Metodologias de avaliação de impacto Aula 5 Metodologias de avaliação de impacto Metodologias de Avaliação de Impacto Objetiva quantificar as mudanças que o projeto causou na vida dos beneficiários. Plano de Aula Método experimental: regressão

Leia mais

Uma Avaliação do Uso de um Modelo Contínuo na Análise de Dados Discretos de Sobrevivência

Uma Avaliação do Uso de um Modelo Contínuo na Análise de Dados Discretos de Sobrevivência TEMA Tend. Mat. Apl. Comput., 7, No. 1 (2006), 91-100. c Uma Publicação da Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional. Uma Avaliação do Uso de um Modelo Contínuo na Análise de Dados Discretos

Leia mais

Análise da história de pacientes HIV positivos: abordagem de modelos markovianos multi-estados

Análise da história de pacientes HIV positivos: abordagem de modelos markovianos multi-estados Análise da história de pacientes HIV positivos: abordagem de modelos markovianos multi-estados Silvia Shimakura Raquel V.C. de Oliveira Dayse Campos mailto:silvia.shimakura@ufpr.br Universidade Federal

Leia mais

ASSOCIAÇÃO ENTRE PRESENÇA DE CÂNCER DE ESÔFAGO COMPARADA COM HÁBITO DE FUMAR E IDADE EM INDIVÍDUOS DA DINAMARCA

ASSOCIAÇÃO ENTRE PRESENÇA DE CÂNCER DE ESÔFAGO COMPARADA COM HÁBITO DE FUMAR E IDADE EM INDIVÍDUOS DA DINAMARCA ASSOCIAÇÃO ENTRE PRESENÇA DE CÂNCER DE ESÔFAGO COMPARADA COM HÁBITO DE FUMAR E IDADE EM INDIVÍDUOS DA DINAMARCA Bárbara Camboim Lopes de FIGUEIRÊDO 1, Gustavo Henrique ESTEVES 2 1 Departamento de Estatística

Leia mais

EPIDEMIOLOGIA CAUSALIDADE. Programa de Pós P. Mario Vianna Vettore

EPIDEMIOLOGIA CAUSALIDADE. Programa de Pós P. Mario Vianna Vettore Universidade Federal do Rio de Janeiro Programa de Pós P s Graduação em Saúde Coletiva EPIDEMIOLOGIA CAUSALIDADE Mario Vianna Vettore ASSOCIAÇÃO & CAUSALIDADE Tópicos da aula Teste de hipóteses e associação

Leia mais

O QUE É E COMO FUNCIONA O CREDIT SCORING PARTE I

O QUE É E COMO FUNCIONA O CREDIT SCORING PARTE I O QUE É E COMO FUNCIONA O CREDIT SCORING PARTE I! A utilização de escores na avaliação de crédito! Como montar um plano de amostragem para o credit scoring?! Como escolher as variáveis no modelo de credit

Leia mais

A importância da primeira infância

A importância da primeira infância A importância da primeira infância Cesar Victora Professor Emérito da Universidade Federal de Pelotas Presidente da Associação Epidemiológica Internacional Perito em Nutrição Infantil da Organização Mundial

Leia mais

O impacto da extrema prematuridade na vigilância europeia da paralisia cerebral

O impacto da extrema prematuridade na vigilância europeia da paralisia cerebral O impacto da extrema prematuridade na vigilância europeia da paralisia cerebral Daniel Virella UCIN, Hospital Dona Estefânia, CHLC, EPE Programa de Vigilância Nacional da Paralisia Cerebral Surveillance

Leia mais

Saúde da mulher em idade fértil e de crianças com até 5 anos de idade dados da PNDS 2006

Saúde da mulher em idade fértil e de crianças com até 5 anos de idade dados da PNDS 2006 Saúde da mulher em idade fértil e de crianças com até 5 anos de idade dados da PNDS 2006 José Cechin Superintendente Executivo Francine Leite Carina Burri Martins Esse texto compara as morbidades referidas

Leia mais

MINISTE RIO DA EDUCAÇA O UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS DEPARTAMENTO DE CIE NCIAS EXATAS

MINISTE RIO DA EDUCAÇA O UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS DEPARTAMENTO DE CIE NCIAS EXATAS MINISTE RIO DA EDUCAÇA O UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS DEPARTAMENTO DE CIE NCIAS EXATAS Programa de Pós-Graduação em Estatística e Experimentação Agropecuária Prova do Processo Seletivo para o Mestrado

Leia mais

EPIDEMIOLOGIA E SAÚDE BUCAL UNIDADE DE REVISÃO E RECUPERAÇÃO

EPIDEMIOLOGIA E SAÚDE BUCAL UNIDADE DE REVISÃO E RECUPERAÇÃO EPIDEMIOLOGIA E SAÚDE BUCAL UNIDADE DE REVISÃO E RECUPERAÇÃO Organizamos esta unidade para orientá-lo na revisão dos conteúdos trabalhados ao longo da disciplina. Siga as orientações desta apresentação,

Leia mais

Hipótese Estatística:

Hipótese Estatística: 1 PUCRS FAMAT DEPTº DE ESTATÍSTICA TESTE DE HIPÓTESE SÉRGIO KATO Trata-se de uma técnica para se fazer inferência estatística. Ou seja, a partir de um teste de hipóteses, realizado com os dados amostrais,

Leia mais

Elevada auto-estima materna no pós-parto: um fator de proteção ao aleitamento exclusivo?

Elevada auto-estima materna no pós-parto: um fator de proteção ao aleitamento exclusivo? Universidade do Estado do Rio de Janeiro Instituto de Medicina Social Departamento de Epidemiologia Elevada auto-estima materna no pós-parto: um fator de proteção ao aleitamento exclusivo? Oliveira ASD;

Leia mais

TRABALHO INFANTIL E CARACTERÍSTICAS DAS FAMÍLIAS INSCRITAS NO PROGRAMA BOLSA-ESCOLA DE BELO HORIZONTE

TRABALHO INFANTIL E CARACTERÍSTICAS DAS FAMÍLIAS INSCRITAS NO PROGRAMA BOLSA-ESCOLA DE BELO HORIZONTE TRABALHO INFANTIL E CARACTERÍSTICAS DAS FAMÍLIAS INSCRITAS NO PROGRAMA BOLSA-ESCOLA DE BELO HORIZONTE Michelle dos Santos Diniz Ada Ávila Assunção Waleska Teixeira Caiaffa Mery Natali Silva Trabalho infantil

Leia mais

Série temporal de características maternas e de nascidos vivos em Niterói, RJ

Série temporal de características maternas e de nascidos vivos em Niterói, RJ ARTIGOS ORIGINAIS / ORIGINAL ARTICLES Série temporal de características maternas e de nascidos vivos em Niterói, RJ Suelem do Rozario 1 Alexandre dos Santos Brito 2 Pauline Lorena Kale 3 Sandra Costa Fonseca

Leia mais

Introdução à Estatística Inferencial Luiz Pasquali

Introdução à Estatística Inferencial Luiz Pasquali Capítulo 4 Introdução à Estatística Inferencial Luiz Pasquali Os temas deste capítulo são: Teste Estatístico Hipótese estatística Pressuposições no teste de hipótese Regras de decisão Erros tipo I e tipo

Leia mais

BERNARDI JR, LOUZADA ML, RAUBER F, GAMA CM, VITOLO MR. 11 de Junho de 2010.

BERNARDI JR, LOUZADA ML, RAUBER F, GAMA CM, VITOLO MR. 11 de Junho de 2010. Implementação dos Dez Passos da Alimentação Saudável para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos em Unidades de Saúde: ensaio de campo randomizado por conglomerados BERNARDI JR, LOUZADA ML, RAUBER F,

Leia mais

Modelos bayesianos sem MCMC com aplicações na epidemiologia

Modelos bayesianos sem MCMC com aplicações na epidemiologia Modelos bayesianos sem MCMC com aplicações na epidemiologia Leo Bastos, PROCC/Fiocruz lsbastos@fiocruz.br Outline Introdução à inferência bayesiana Estimando uma proporção Ajustando uma regressão Métodos

Leia mais

Plano Nacional de Saúde 2012-2016

Plano Nacional de Saúde 2012-2016 Plano Nacional de Saúde 2012-2016 Índice de Figuras, Quadros e Tabelas (Janeiro 2012) Plano Nacional de Saúde 2012-2016 ÍNDICE DE FIGURAS, QUADROS E TABELAS 1. Enquadramento do Plano Nacional de Saúde

Leia mais

Dados epidemiológicos, evidências e reflexões sobre a indicação de cesariana no Brasil

Dados epidemiológicos, evidências e reflexões sobre a indicação de cesariana no Brasil Ginecologia e obstetrícia Dados epidemiológicos, evidências e reflexões sobre a indicação de cesariana no Brasil Nelson Sass I Susane Mei Hwang II Departamento de Obstetrícia, Universidade Federal de São

Leia mais