Alguns Indicadores de Saúde da Cidade do Rio de Janeiro segundo a variável Raça/Cor

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1 Subsecretaria de Ações e Serviços de Saúde Superintendência de Vigilância em Saúde Gerência de Informações Epidemiológicas Alguns Indicadores de Saúde da Cidade do Rio de Janeiro segundo a variável Raça/Cor Há uma morte negra que não tem causa em doenças; decorre de infortúnio. É uma morte insensata, que bule com as coisas da vida, como a gravidez e o parto. É uma morte insana, que aliena a existência em transtornos mentais. É uma morte de vítima, em agressões de doenças infecciosas ou de violência de causas externas. É uma morte que não é morte, é mal definida. A morte negra não é um fim de vida, é uma vida desfeita,... " (BATISTA, LE; ESCUDER, MML;PEREIRA, JCR - A Cor da Morte: causas de óbito segundo características de raça no Estado de São Pulo, 1999 a 2001, Revista de Saúde Pública;2004,38(5): A desigualdade marcada pelo racismo invade a prática em saúde, define processos de trabalho dentro das instituições, que reproduzem a exclusão. Muita coisa melhorou ao longo de 20 s do Sistema Único de Saúde mas importantes desafios permanecem. A universalidade e a integralidade ainda não foram alcançadas. Reconhecer que as práticas racistas também estão dentro do modelo de atenção à saúde e buscar a transformação deste cenário deve ser um objetivo de todos que estejam envolvidos com o cuidado em saúde. Os indicadores que apresentaremos a seguir são inquestionáveis ao espelhar a realidade da discriminação e desigualdade racial.

2 Mortalidade Infantil segundo Raça/Cor A mortalidade infantil se refere às mortes de crianças menores de 1 de idade. É composta de três períodos neonatal precoce (até 6º dia de vida), neonatal tardia (do 7º ao 28º de vida) e pós-neonatal (após 28º dia de vida). O componente neonatal precoce corresponde a metade dos óbitos de menores de um e está associada a problemas ocorridos durante a gestação e parto. Entre 2000 e 2006 a Mortalidade Infantil da Cidade do Rio de Janeiro diminui de 16,7 nascidos vivos para 13,6 por 1000 nascidos vivos. Isto significa uma redução média de 19. Isto ocorreu em todas as AP e para crianças menores de um de todas raças/ cor. As nuances deste padrão ficam definidas por dois aspectos importantes primeiro em relação ao patamar da taxa no início do período analisado e segundo pelo percentual de informação ignorada em relação a variável raça/cor. Em relação ao primeiro aspecto, para as crianças da raça/cor branca a taxa inicial foi de 15,5 e para preta/parda foi de 17. A taxa, no final do período, entre crianças da cor branca foi de 11,9, e entre as da cor preta/parda de 12,8. Deste modo, a mortalidade infantil de crianças brancas já parte de um patamar relativamente menor. A queda da mortalidade infantil entre crianças da cor preta/parda é igual à média da Cidade e entre brancos ligeiramente menor. A observação da variação das taxas de mortalidade infantil por área de planejamento (AP) de residência da criança deve ser ponderada em função da quantidade de informações ignoradas quanto à informação sobre raça/cor, seja para os registros de óbitos quanto de nascimentos (respectivamente, numerador e denominador da taxa). A AP 2.1 é a que apresenta percentuais de informações ignorados elevados, principalmente em relação aos dados de nascimentos, o que compromete a avaliação real do comportamento deste indicador. As AP 2.2 e 1.0 também apresentaram no período analisado, freqüências altas de dados ignorados para raça/cor. Nas AP3 a proximidade da média é esperada na medida que concentram os maiores contingentes populacionais da cidade, portanto definem a média. A partir de 2003, as AP da zona oeste 4.0, 5.1, 5.2 e 5.3 apresentam-se, assim como as AP3, abaixo da média da cidade.è importante lembrar que a média da cidade se refere a taxa total e os parciais por AP as taxas específicas da cor preta/parda. Deste modo, podemos indicar que a queda da mortalidade infantil no período de 2000 a 2006 ocorre principalmente para o grupo de crianças da cor preta/parda. A linha da taxa de mortalidade infantil no grupo de crianças da cor branca apresenta-se abaixo da média ao longo de todo período.

3 Mortalidade Materna segundo Raça/Cor A mortalidade materna se refere as mortes de mulheres ocorridas durante a gravidez, parto ou puerpério. Este indicador de saúde sofre grande influencia do subregistro. A ausência de informação sobre ocorrência do óbito no período gravídico-puerperal não possibilita a classificação daquela morte como morte materna. Em função disto, todo óbito de mulher em idade fértil (10 a 49 s de idade) deve ser investigado para saber se a mulher estava ou esteve grávida. As curvas de avaliação da mortalidade materna revelam importante oscilação causada justamente pelo subregistro de óbitos classificados como maternos. Por isso, quando se consegue identificar mais óbitos, em decorrência de investigações, a taxa se eleva, quando a capacidade de investigação é reduzida, por questões de infraestrutura, a taxa diminui. No período de 2000 a 2006 a taxa de mortalidade materna total na cidade, variou de 60,7 para 50,4 por nascidos vivos. A taxa entre mulheres da cor preta/parda variou de 74,9 a 54,1. E a taxa entre as mulheres da cor branca de 51,9 para 34,9. Mais do que foi possível observar na mortalidade infantil, na materna as diferenças são mais expressivas a taxa entre pretas/pardas é 36 maior que entre as mulheres brancas. Entre as AP destacam-se as AP 3.1, 3.3, 5.2, 5.1 e 5.3, com taxas que se apresentaram quase sempre acima da média da cidade. Novamente a quantidade de informações ignoradas quanto ao quesito raça/cor distorce a identificação de qualquer padrão de mortalidade. Mães adolescentes A gravidez na adolescência está associada a maiores riscos de mortalidade infantil e materna. Essa associação é condicionada por características biológicas, afetivas/emocionais e socioeconômicas que definem a ocorrência de complicações, tanto para o recém-nascido quanto para a mulher. A freqüência de mães adolescentes (de 10 a 19 s de idade), na cidade do Rio de Janeiro, entre 2000 e 2006, variou de 19 para 17. Entre os nascidos vivos da cor branca passou de 16 para 14 e entre os nascidos vivos da cor preta/parda de 23 para 22. Os nascidos vivos pretos/pardos estão portanto mais vinculados à ocorrência de gravidez na adolescência e todos os riscos a ela relacionada. Ressalta-se o grupo de mães adolescentes de 10 a 14 s onde de cada 10 nascidos vivos 6 são pretos/pardos. Não se observam diferenças entre as áreas de planejamento, a freqüência de nascidos vivos da cor preta/parda cujas mães são adolescentes é sempre superior à média de mães adolescentes da cidade e dos nascidos vivos da cor branca. As AP 2.2, 1.0, 3.2, 5.3 e 3.1, nesta ordem, foram áreas que apresentaram as maiores proporções de nascidos vivos da cor preta/parda cujas mães são adolescentes.

4 Baixo Peso ao Nascer Nascidos vivos de baixo peso são aqueles com peso inferior a 2,5 kg. O baixo peso ao nascer é fator de risco para mortalidade infantil estando em geral associado a prematuridade. Cerca de 60 dos recém-nascidos com baixo peso são prematuros. Temos desta forma duas situações importantes envolvidas com maior risco de mortalidade, principalmente no período neonatal. Em média a proporção de recém-nascidos de baixo peso na cidade é de 10. Entre os nascidos vivos da cor preta/parda o baixo peso esteve presente em 11 dos nascimentos e entre os brancos 9. Ao longo do período analisado as curvas de nascidos vivos pretos/pardos com baixo peso estão acima da média da cidade e em todas as áreas de planejamento. Sistematicamente, a curva de baixo peso entre os nascidos vivos da cor branca encontra-se abaixo da média da cidade. Consultas de Pré-natal A realização de pré-natal é uma ação de proteção à saúde da mulher e da criança. As situações de risco ou o surgimento de intercorrências têm durante o acompanhamento pré-natal a chance de serem identificadas e contidas, prevenindo o desenvolvimento de complicações. A não realização de pré-natal é atualmente uma situação pouco freqüente. Entretanto esta condição não se distribui de modo igual entre as mulheres. Entre os nascidos vivos da cidade do Rio de Janeiro, 4 das mães, em média, não foram acompanhados durante a gravidez enfocando o período de 2000 a Para os nascidos vivos da cor branca esta proporção cai a metade 2 - e para os de cor preta/parda chega a 6. Logo, a ausência de pré-natal entre os nascidos vivos pretos/pardos é três vezes maior do que entre os brancos. Entre as AP praticamente não existem diferenças. Ao longo do período ocorreu redução da freqüência de nascimentos sem acompanhamento pré-natal em todas as áreas da cidade mas particularmente nas AP 5.1, 5.2 e 5.3. Causas Mal Definidas e Causas Violentas de Morte As Causas Mal Definidas de Morte representam um conjunto de causas relacionadas a Sinais e Sintomas Mal Definidos em relação a configuração de um diagnóstico e que nas estatísticas de mortalidade da cidade do Rio de Janeiro tem a Causa Indeterminada de morte a principal situação descrita. Nesta condição encontram-se os pacientes que já chegam mortos às unidades de emergência da cidade, ou que morrem em poucos minutos ou horas. Estão os pacientes sem referência alguma de acompanhamento médico prévio, sem acompanhantes ou familiares que possam fornecer informações que permitam indicar a suposição de uma causa de morte. Mas encontram-se também aqueles pacientes que

5 possuem algum tipo de diagnóstico que é trazido pela família mas que não é valorizado pelo médico no momento do óbito. As mortes violentas englobam todas situações de mortalidade não natural ou seja, em que existe um agente externo envolvido os acidentes, as agressões, os suicídios e as violências indeterminadas quanto à intencionalidade. Para cada morte por causa violenta entre pessoas da raça/cor branca, na cidade, ocorrem dois óbitos entre pretos/pardos. De cada 10 mortes por agressões 6 ocorrem entre pretos/pardos, de cada 10 mortes por intervenção legal (auto de resistência) 7 ocorrem entre pretos/pardos. A proporção de mortes por causas mal definidas entre pretos/pardos é 40 maior que entre brancos. Os dados sobre Causas Mal Definidas e Causas Externas foram trabalhados somente para o de 2006 e não podem ser discriminados por área de planejamento de residência pois precisamos das informações sobre população para construção das taxas de mortalidade específicas. Mas os dados expressam por si só as expressivas diferenças de distribuição das suas ocorrências em função da variável raça/cor. A desigualdade de oportunidades... A análise das informações apresentadas retrata a desigualdade e discriminação racial. A organização da atenção à saúde não é inclusiva, mas especialmente excludente para alguns. Esses alguns parecem não ser escolhidos aleatoriamente, são excluídos pela cor da sua pele. A redefinição das práticas em saúde e do modelo assistencial deve monitorar as condições de saúde da população preta/parda e trabalhar para garantir a oportunidades de se fazer o planejamento da gravidez, o acesso às informações e métodos anticoncepcionais, o acesso ao pré-natal, de ter qualidade neste pré-natal, ter acesso à assistência obstétrica adequada, de ser cuidada no puerpério imediato, de ter acesso a diagnóstico e tratamento adequados e de ter outro destino que não seja morrer por uma causa violenta.

6 Taxa de Mortalidade Infantil por AP de Residência. MRJ, 2000 a segundo raca e cor - AP 1.0, 2.1 e Tx/1000nv MRJ Branca Taxa de Mortalidade Infantil por AP de Residência. MRJ, 2000 a segundo raca e cor - AP 3.1, 3.2 e MRJ Branca Taxa de Mortalidade Infantil por AP de Residência. MRJ, 2000 a segundo raca e cor - AP 4.0, 5.1, 5.2 e MRJ Branca

7 Taxa de mortalidade materna para raça/cor parda/preta, branca e total. Cidade do Rio de Janeiro, 2000 a 2006 tx/100 mil nv MRJ Branca Taxa de mortalidade materna para raça/cor parda/preta, branca e total. Cidade do Rio de Janeiro, 2000 a 2006 tx/100 mil MRJ Branca Taxa de mortalidade materna para raça/cor parda/preta, branca e total. Cidade do Rio de Janeiro, 2000 a 2006 tx/100 mil MRJ Branca

8 Percentual de mães adolescentes entre NV cor parda/preta por AP de Residencia. Cidade do Rio de Janeiro, 2000 a MRJ Branca Percentual de mães adolescentes entre NV cor parda/preta por AP de Residencia. Cidade do Rio de Janeiro, 2000 a MRJ Branca Percentual de mães adolescentes entre NV cor parda/preta por AP de Residencia. Cidade do Rio de Janeiro, 2000 a MRJ Branca

9 Proporção de Nascidos Vivos da cor parda e preta com baixo peso ao nascer e por Ap de Residencia e média do muncipio e dos RN de cor branca a Cor branca MRJ baixo peso TOTAL Proporção de Nascidos Vivos da cor parda e preta com baixo peso ao nascer e por Ap de Residencia e média do muncipio e dos RN de cor branca a Cor branca MRJ baixo peso TOTAL Proporção de Nascidos Vivos da cor parda e preta com baixo peso ao nascer e por Ap de Residencia e média do muncipio e dos RN de cor branca a Cor branca MRJ baixo peso TOTAL

10 14,0 12,0 1 8,0 6,0 4,0 2,0 Proporção de Nascidos Vivos da cor parda/preta, média da Cidade e cor branca, com Nenhuma Consulta de Pre-natal a MRJ Branca Proporção de Nascidos Vivos da cor parda/preta, média da Cidade e cor branca, com Nenhuma Consulta de Pre-natal a ,0 12,0 1 8,0 6,0 4,0 2, MRJ Branca Proporção de Nascidos Vivos da cor parda/preta, média da Cidade e cor branca, com Nenhuma Consulta de Pre-natal a ,0 12,0 1 8,0 6,0 4,0 2, MRJ Branca

11 Distribuição percentual das mortes de residentes na Cidade do Rio de Janeiro por Causas Mal Definidas e Causas Violentas segundo Raça/Cor no de ,2 11,6 8,5 16,2 Causa Mal Definida Branca Causas Violentas Preta/Parda Mortes de residentes da Cidade do Rio de Janeiro por Agressões e Intervenções Legais segundo cor. Ano ,0 35,8 Agressões 29,5 70,5 Intervenções legais e operações de guerra Branco Preto/Pardo tipo de violência

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