IV Prova de Epidemiologia e Bioestatística. Aluno:

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1 IV Prova de Epidemiologia e Bioestatística Aluno: Questão 1. Em Julho de 2014 uma colônia de férias com de crianças de 10 a 13 anos detectou o aparecimento de uma doença viral. No início havia 50 crianças sendo que 5 crianças desistiram de participar da colônia no sétimo dia de atividades e voltaram para suas casas. Na segunda semana (14 dia) dois outros desistiram. Os demais permaneceram até o trigésimo dia. Sendo que um aluno apresentou manifestação de doença viral quarto dia das atividades, sendo diagnosticado e enviado para casa dois dias depois. O mesmo aconteceu a 2 crianças no 15 dia e 7 crianças no 21 dia e mais 3 crianças no 22 dia de atividades da colônia de férias. Sempre que as crianças eram diagnosticadas num dia, ainda permaneciam por 3 dias na colônia de férias até que seus pais viessem busca-los;. A colônia de férias durou ao todo 30 dias. 1) Baseado nos dados acima, quais as medidas de frequência que você pode calcular para o período de 30 dias de duração da colônia? Risco e Taxa de incidência. 2) Calcule e interprete as medidas de frequência que você pode calcular para o período de 30 dias. Para o cálculo da taxa, há necessidade de ler passo a passo o que acontece no estudo. O tempo é de 30 dias. Contribuição de pessoa dia: 5 crianças voltaram para casa no sétimo dia então contribuíram (5 x 6) 2 desistiram no 14º dia (2 x 13) 1 criança doente no 4º dia ( 1 x 3) 2 crianças no 15º dia ( 2 x 14) 7 crianças doentes no dia 21 ( 7 x 20) 3 crianças doentes no dia 22 ( 3 x 21) Ao todo foram perdidas ou por desistências ou por doença 20 crianças sendo que o restante permaneceu por 30 dias, isto é 30 x 30. Total de pessoa tempo : (5 x 6) + (2 x 13) + (1 x 3) + (2 x 14) + (7 x 20) + (3 x 21) + (30 x 30) = = 1190

2 Ao todo foram 13 crianças doentes no total de 1190 pessoa-dia. Logo a taxa de incidência da doença foi de 13/1190 = 0,0109 logo a interpretação é que ao longo de 30 dias a taxa de incidência da virose em crianças de 10 a 13 anos na colônia de féria foi em média 0,0109 casos de virose por pessoa dia. Outra medida que poderia ter sido calculada é o risco ignorando-se as perdas. Para o calculo do risco consideramos 13 crianças com virose dentre as 50. Logo o risco de desenvolver virose em crianças de 10 a 13 anos na colônia de férias durante 30 dias foi em média de 26%. 3) Qual a prevalência da virose no vigésimo terceiro dia de atividades da colônia de férias? No dia 23 qual a porcentagem de crianças que apresentavam virose? Foi dito para facilitar que se considerasse as 50 crianças como base. As crianças que contraíram virose ate o dia 15 já haviam ido pra casa. Assim, as 7 crianças que ficaram com virose no dia 21 permaneceram mais dois dias, isto eh 22 e 23. No dia 22 mais 3 crianças ficaram com virose. Logo no dia 23 havia 10 crianças com virose. Logo a prevalência no dia 23 foi de 10/50 = 0,20. Logo 20% das crianças na colônia de férias apresentavam virose no dia 23. Na verdade no dia 23, dez crianças já haviam ido embora ou por desistência ou por virose. Então a prevalência correta seria de 10/40 = 0,25 (25%). Questão 2. Marque V para verdadeiro e F para falso, e se falso justifique ( ) Ao se elaborar um plano amostral o pesquisador decide realizar uma amostra estratificada pois tem este tipo de amostragem tem o objetivo de melhorar a aleatoriedade do estudo com o intuito de diluir os fatores de confusão. Falso: amostra estratificada tem finalidade de melhorar a representatividade do estudo, e nada tem a ver com diluição de fatores de confusão. ( ) Num estudo de caso-controle em geral é aquele de preferência para quando se está estudando uma doença que acontece em alta prevalência, desta fora estes estudos tem mais eficiência por serem mais rápidos para serem realizados e mais baratos do que os estudos de coorte. Falso, o estudo de caso-controle é indicado para doenças raras embora sejam sim mais rápidos e tendem a ser mais baratos do que os estudos de coorte

3 ( ) Um experimento a alocação aleatória tem a finalidade de diluir os fatores de confusão enquanto num estudo observacional a aleatorização da amostra tem a finalidade não somente de diluir os fatores de confusão como também de se obter amostras representativas. Falso, no experimento a alocação aleatória tem sim a finalidade de diluir os fatores de confusão, mas a aleatorização de amostra num estudo observacional nada tem a ver com fatores de confusão, apenas tende a evitar viés de seleção, e também não tem nada a ver com representatividade. A estratificação é que ajuda a representatividade. ( ) O erro tipo 1 é uma forma de erro sistemático, e portanto deve ser evitado, enquanto o erro tipo 2 é uma forma de erro aleatório que pode ser evitado aumentando o número de indivíduos na amostra. Falso, o erro tipo 1 é um erro do teste de hipótese, ele pode sim ser em decorrência de erros sistemáticos, mas ele não é um erro sistemático. O erro tipo 2 também não é erro aleatório é erro possível de existir no teste de hipótese. ( ) um teste monocaudal é considerado um teste mais conservador porque com ele é menos provável de se encontrar diferenças estatisticamente significantes entre médias que estão sendo comparadas. Falso, o teste monocaudal não é mais conservador, quem é mais conservador é o teste bicaudal. ( ) Embora a aleatorização distribua os fatores de confusão igualmente entre os grupos experimentais e controles, isso tende acontecer de forma melhor quando o tamanho da amostra é pequeno. Falso, a distribuição de fatores de confusão tende a ser melhor quando o tamanho da amostra é grande.

4 Questão 3. Considerando o quadro abaixo sobre associação entre álcool e bronquite responda as perguntas expostas a seguir: BRONQUITE TOTAL Sim Não Alcool Sim Não Considere A = consumo de álcool ; a= não consumo de álcool; B = bronquite; b =não bronquite. PB/A PA/B PA Pa PA/B PA U PB Pb/A PA/b PB Pb PA/b Pa U B PB U b P A B P A a PA U a P B A P B a a) Utilizando as probabilidades acima, monte a formula para a medida de associação que deve ser calculado no estudo de coorte b) Utilizando as probabilidades acima, monte a formula para a medida de associação que deve ser calculada no estudo de prevalência Para as duas perguntas será a mesma fórmula. Numa coorte temos sempre o calculo de risco relativo que é a Probabilidade de doença entre expostos e probabilidade de doença entre os não expostos. PB/A sobre PB/a. Acima temos PB/A, mas não temos PB/a. Porém podemos deduzir que PB/a é igual a P (B a)/a

5 Questão 4. O que significa em poucas palavras o teorema de limite central? O teorema do limite central diz que independente da distribuição de uma variável, a curva de médias sempre terá uma distribuição aproximadamente normal. Questão 5. Os resultados de estudo de coorte com duração de 20 anos para investigar associação entre vitamina A e câncer de Laringe em homens de 50 a 70 anos de idade são mostrados abaixo. Baixa ingestão de Vitamina A Ingestão regular de vitamina A Total Câncer Nâo Cancer Total Qual (is) os tipos de medidas de frequência e de associação você pode calcular para o estudo acima? Calcule todos e interprete adequadamente!. Risco e risco relativo Risco de expostos: 98/299 = 0,3277 Interpretação: o risco de desenvolver câncer de laringe entre homens de 50 a 70 anos expostos a baixa ingestão de vitamina A é em média de 32,77% no período de 20 anos. Risco de não expostos: 78/2 94 = 0,2653 Interpretação: o risco de desenvolver câncer de laringe entre homens de 50 a 70 anos expostos a ingestão regular de vitamina A é em média de 32,77% no período de 20 anos. Risco relativo: 0,3277/0,2653 = 1,23.

6 Interpretação: o risco de desenvolver câncer de laringe entre homens de 50 a 70 anos que tem baixa ingestão de vitamina A é em média 1,23 vezes o risco de desenvolver câncer de laringe entre homens da mesma idade que tem ingestão regular de vitamina A no período de 20 anos. Numa coorte pode-se calcular taxa e razão de taxa, mas neste exercício não tem informação suficiente para o cálculo destas medidas.

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