14 th Americas School of Mines

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1 GAAP no Brasil (CPC) Leandro Ardito

2 Agenda Práticas contábeis adotadas no Brasil: visão geral e convergência com IFRS Norma internacional (IFRS 6) Políticas contábeis aplicadas pela indústria de mineração no Brasil Itens e assuntos a considerar Temas contábeis em desenvolvimento IFRS BR GAAP

3 Práticas Contábeis Adotadas no Brasil Visão Geral e Convergência com IFRS De 1976 a 2007: Lei / 1976 Normas emitidas por diversos órgãos CFC, IBRACON, CVM, etc Slide 3

4 Práticas Contábeis Adotadas no Brasil Visão Geral e Convergência com IFRS A partir de 2008 (Lei emitida em 2007): Origem: projeto de Lei 3.741/ 2000 Convergência com IFRS e inserção nos mercados internacionais De acordo com a Lei : CVM deve expedir normas conforme padrões internacionais CVM pode estabelecer convênio com entidade para emitir normas (CPC) Slide 4

5 Práticas Contábeis Adotadas no Brasil IFRS no mundo: GAAP Global Único conjunto internacional de normas Legitimidade Com base em princípios: essência econômica sobre a forma Mais de 100 países adotaram, ou estão convergindo para, IFRS Best practice de governança corporativa Maior transparência: redução do risco de informação Permite comparabilidade Potencial redução dos custos de captação / financiamento Acesso aos principais mercados internacionais de capitais Slide 5

6 Práticas Contábeis Adotadas no Brasil Esforço de Convergência com IFRS Diversas ações dentre as quais: Criação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) BACEN: elaboração de DFs em IFRS a partir de 2010 para Inst. Fin. CVM 457/2007: DFs consolidadas em IFRS para 2010 (CVM 485 / 2010) BOVESPA: IFRS (ou USGAAP) para Nível 2 / Novo Mercado Agenda do CPC de 2008 a 2010: emissão de normas e interpretações convergentes com IFRS Slide 6

7 Práticas Contábeis Adotadas no Brasil Esforço de Convergência com IFRS Momento histórico no Brasil Linguagem contábil global Transparência, acesso aos mercados internacionais Porém, para a indústria de mineração: custos com exploração e avaliação de minérios estão fora do escopo de CPC 04 e CPC ainda não existe norma brasileira equivalente ao IFRS 6; CPC 34 inicialmente emitido em minuta aguarda fase 2 da norma de extractive industry atualmente em processo pelo IASB... Slide 7

8 IFRS 6 Exploration for and Evaluation of Mineral Resources Visão Geral Razões para emitir IFRS 6 primeira fase de extractive industry Adoção de IFRS em 2005 principalmente na Europa Exploração / avaliação excluídos do escopo de IAS 16 e IAS 38 Desenvolvimento de políticas contábeis (IAS 8): Normas e interpretações existentes e aplicáveis Julgamento da administração: normas semelhantes, outros GAAPs Flexibilidade para manter política contábil anteriormente Divulgações e formas específicas de testes de impairment Slide 8

9 IFRS 6 Exploration for and Evaluation of Mineral Resources Visão geral Preexploration Exploration Evaluation Development Production Closure Page 9

10 IFRS 6 Exploration for and Evaluation of Mineral Resources Escopo Determinação da viabilidade comercial das reservas EXPLORATION FOR AND EVALUATION OF MINERAL RESOURCES Não se aplica Sobre gastos incorridos antes da exploração - Custos c/ desenvolvimento - Decommissioning - Reconhecimento de Receita - Ativos de exploração e avaliação adquiridos de terceiros Page 10

11 IFRS 6 Exploration for and Evaluation of Mineral Resources Métodos aplicados Capitalização de custos em base individual por área A partir do momento em que se identifica viabilidade comercial das reservas Antes de reservas provadas, os custos são reconhecidos em despesa Alternativamente, capitalização de todos os custos incorridos até a determinação da reserva provada Custos capitalizados como tangíveis ou intangíveis dependendo de sua natureza Page 11

12 Exploration for and Evaluation of Mineral Resources O que se aplica na prática no Brasil? Diversas práticas aplicadas para gastos com exploração e avaliação: Diferido Custo da mina Capitalização a partir de reservas provadas Vale S.A. Os gastos com estudos e pesquisas minerais são considerados como despesas operacionais até que se tenha a comprovação efetiva da viabilidade econômica da exploração comercial de determinada jazida. A partir desta comprovação, os gastos incorridos passam a ser capitalizados como custo de desenvolvimento de mina. Slide 12

13 Outros Itens e Assuntos a Considerar O que preocupa na mineração? Business combinations Aquisição de business ou de ativos?...conjunto integrado de ativos e atividades capazes de serem gerenciados de forma a gerar benefícios econômicos (ex: dividendos, redução de custos, etc)... Entradas processos e saídas Projeto, mina em desenvolvimento, mina em operação, etc Potencial ágio criado por impostos diferido sobre ajustes de valores justos Slide 13

14 Outros Itens e Assuntos a Considerar O que preocupa na mineração? Stripping costs (remoção de estéril) Não há guidance (por enquanto) em IFRS ou BR GAAP Diversas práticas no mercado Capitalização como custo da mina; depreciado pela vida útil (ou produção) Despesa conforme incorrido, diferido, custo de produção Vale S.A. Durante a fase de desenvolvimento de uma mina, antes do início da produção, os gastos de remoção de estéril (isto é, os custos associados com remoção de estéril e outros materiais residuais) são contabilizados como parte dos custos depreciáveis de desenvolvimento. Subseqüentemente, estes custos são amortizados durante o período de vida útil da mina com base nas reservas prováveis e provadas. Após o início da fase produtiva da mina, os gastos com remoção de minério são tratados como custo de produção. Slide 14

15 Temas Contábeis em Desenvolvimento IFRS e BR GAAP O que está em processo e o que vem por ai IFRIC Draft Interpretation on Stripping Costs in the Production Phase of a Surface Mine IASB Discussion Paper Extractive Industry CPC 34 não emitido, CPC deve seguir IASB Slide 15

16 Temas Contábeis em Desenvolvimento IFRS e BR GAAP IFRIC Draft Interpretation on Stripping Costs in the Production Phase of a Surface Mine Stripping costs durante a fase de produção incorridos para se obter acesso à uma determinada seção da reserva Identificação e alocação de custos e benefícios aos períodos corretos Diversidade nas práticas adotadas (despesa, capitalização, modelos) Capitalizar stripping costs incorridos na fase de produção, desde que: Estiverem relacionados com uma seção específica da reserva Seja atingida a definição de ativo (Framework) Registrado inicialmente ao custo, subsequentemente depreciado Testes de impairment sob IAS 36 Slide 16

17 Temas Contábeis em Desenvolvimento IFRS e BR GAAP IFRIC Draft Interpretation on Stripping Costs in the Production Phase of a Surface Mine Stripping costs do processo produtivo são contabilizados sob IAS 2 Na adoção da interpretação, deve-se associar os saldos capitalizado de stripping costs da fase de produção com a área específica da reserva Se não for possível alocar tais custos ao minério específico: resultado Comentários até 30 de novembro de 2010 Slide 17

18 Temas Contábeis em Desenvolvimento IFRS e BR GAAP IASB Discussion Paper (DP) Extractive Industry IFRS 6 era uma norma de transição IASB publicou em abril de 2010 o Discussion Paper Extractive Industry Cobre não somente mineração mas também Oil & Gas Foco em como definir, reconhecer, mensurar e divulgar reservas (prováveis e provadas) e ativos nas demonstrações financeiras Divulgações significativas Não endereça itens como: joint arrangements, contratos de commodities, restauração e retirada de ativos, reconhecimento de receita, entre outros Período de comentários se encerrou em julho de 2010 Em 2011 será decidido se irá desenvolver o projeto de Extractive Industry Slide 18

19 Temas Contábeis em Desenvolvimento IFRS e BR GAAP CPC 34 Minuta do CPC 34 foi emitida para audiência pública em 2009 Minuta elaborada com base no IFRS (custos de exploração e avaliação) Emissão final não ocorreu CPC aguarda futuras movimentações do IASB Slide 19

20 Resumo Momento histórico da contabilidade no Brasil Diversas práticas contábeis aplicadas Observar práticas internacionais como referência Atenção para assuntos específicos na indústria de mineração Acompanhar desenvolvimentos de IASB e CPC CONSULTAR! Obrigado! All rights reserved. refers to the network of member firms of International Limited, each of which is a separate and independent legal entity.

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