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1 TAX ABDE Associação Brasileira de Desenvolvimento Ativo diferido de imposto de renda da pessoa jurídica e de contribuição social sobre o lucro líquido aspectos fiscais e contábeis Outubro de 2014

2 1. Noções básicas de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL

3 Escopo dos Nossos Trabalhos Imposto de renda e contribuição social MINUTA PARA DISCUSSÃO Fato gerador do Imposto de Renda Aquisição de renda (produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos) ou de proventos de qualquer natureza (acréscimos patrimoniais), desde que disponíveis econômica (regime caixa) ou juridicamente (regime competência). Fato gerador da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Lucro das pessoas jurídicas, ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação da contribuição social 3

4 Imposto de renda e contribuição social Imposto de renda e contribuição social (cont.) Regimes de tributação do imposto de renda e da contribuição social da pessoa jurídica Lucro Real Lucro Presumido Lucro Arbitrado Simples Anual Trimestral Suspensão Redução Receita Bruta e Acréscimos Instituições financeiras e Seguradoras estão obrigadas a calcular o imposto de renda pelo lucro real. 4

5 Escopo dos Nossos Trabalhos Imposto de renda e contribuição social (cont.) MINUTA PARA DISCUSSÃO Conceito de lucro real É o lucro líquido do período ajustado pelas adições e exclusões autorizadas ou previstas pela legislação do imposto de renda Base de cálculo da CSLL É o lucro líquido do período ajustado pelas adições e exclusões autorizadas ou previstas pela legislação da contribuição social Alíquotas IRPJ 15% Adicional de 10% sobre a base de cálculo acima de R$ /ano CSLL 9% - Geral 15% - Instituição financeira, seguradora e agências de fomento (facultativo em 2012, obrigatório a partir de 2013) 5

6 Imposto de renda e contribuição social (cont.) Imposto de renda e contribuição social (cont.) Lucro real Serão dedutíveis na apuração do lucro real as despesas operacionais nas seguintes condições necessária usual normal às atividades operacionais da pessoa jurídica contribuinte adequadamente documentada paga ou incorrida (regime de competência) incondicional quantificável 6

7 Imposto de renda e contribuição social (cont.) Imposto de renda e contribuição social (cont.) Lucro real e base de cálculo da CSLL Adições Despesas ou custos que devem ser acrescidos no cálculo do lucro real, conforme legislação do imposto de renda/contribuição social (temporárias ou permanentes) Exclusões Receitas que compõem o lucro líquido e podem ser excluídas no cálculo do lucro real, conforme legislação do imposto de renda/contribuição social 7

8 Imposto de renda e contribuição social (cont.) Efeitos fiscais Adições permanentes Aplicável Conceito Exemplos IR CSLL Resultado negativo - Equivalência patrimonial x x Gratificações pagas a diretores x - São adições que, independentemente de qualquer Brindes x x evento futuro, serão indedutíveis pela legislação do IR/CS, assim não há exclusão futura Multas punitivas x - Convênio médico dos diretores x - Contribuição associativa x x Exclusões permanentes Adições temporárias Exclusões temporárias São exclusões definitivas, assim definidas pela legislação do IR/CS, dessa forma, não haverá a necessidade de adição futura Despesas ou custos não dedutíveis temporariamente e que poderão ser excluídos em evento futuro Receitas ou incentivos fiscais que não são tributáveis no exercício de competência contábil e que serão tributados em exercícios posteriores Resultado positivo - Equivalência patrimonial x x Dividendos recebidos x x Provisão para contingências trabalhistas x x Provisão para devedores duvidosos x x Amortização de Ágio x x Despesa de insuficiência de depreciação x - Ajuste devedores TVM/derivativos x x Receita de superveniência de depreciação x - Ajustes credores TVM/derivativos x x Amortização de deságio x x Obs.: Podem ser aplicáveis ao IR e não à CS e vice-versa 8

9 Imposto de renda e contribuição social (cont.) Lucro real e base de cálculo da CSLL (cont.) Prejuízo fiscal e Base negativa de CSLL Definição: na determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL da pessoa jurídica, pode ser apurado resultado negativo, assim, não será devido o imposto, e este saldo poderá ser utilizado em períodos posteriores. Utilização do saldo: após a determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL, a pessoa jurídica poderá compensar os saldos de prejuízos fiscais apurados em exercícios anteriores até o limite de 30% do lucro real do período. * Obs.: o saldo dos prejuízo fiscais de IRPJ tem que ser controlado na parte B do LALUR. Não há prazo para sua utilização Não há previsão de atualização Não há ordem expressa para o controle de Base Negativa de CSLL. 9

10 Escopo dos Nossos Trabalhos Imposto de renda e contribuição social (cont.) MINUTA PARA DISCUSSÃO Compensação de prejuízos fiscais e Bases Negativas Exemplo: Prejuízo Fiscal 2011 Lucro real (Base de cálculo) Saldo de prejuízo fiscal de anos anteriores (1) Lucro real (-) Compensação (30% de ) Lucro real após compensação Estoque de prejuízo fiscal Lalur Prejuízos fiscais antes da compensação (1) (-) Valor compensado Saldo a compensar

11 Imposto de renda e contribuição social (cont.) Regime Tributário de Transição (RTT) Convergência das normas contábeis internacionais O RTT ou regime tributário de transição traz o novo conceito de descolamento entre a apuração fiscal e a apuração contábil. O critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas considerarão os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007 Lei /09: O RTT vigerá até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos tributários dos novos métodos e critérios contábeis Lei /14: Revogação RTT e incorporação das principais normas contábeis internacionais à legislação do IRPJ e da CSLL; na maioria dos casos, tais ajustes tem natureza transitória e a definição sobre a tributação das receitas e a dedução das despesas ocorre por ocasião do encerramento da operação. Logo, é importante verificar a natureza dos ajustes efetuados e se são de natureza transitória. Caso positivo, incluir os valores na base de cálculo do ativo diferido de IRPJ e CSLL. 11

12 Imposto de renda e contribuição social (cont.) Regime Tributário de Transição (RTT) RTT/FCONT é aplicável até 2014 para não optantes, antecipação dos efeitos da Lei /14; até 2013, para os optantes. Potencial consequência da não opção pela antecipação dos efeitos da Lei /14: Tributação da diferença entre lucro contábil societário e o lucro fiscal apurado conforme normas contábeis vigentes até 31 de dezembro de Pronunciamentos recepcionados pelo BACEN Pronunciamento Técnico IAS BACEN Resolução CMN Data da Aprovação Data da Divulgação CPC 01 (R1) Redução ao Valor Recuperável de Ativos IAS /08 06/08/10 7/10/10 CPC 03 (R2) Demonstração dos Fluxos de Caixa IAS /08 03/09/10 7/10/10 CPC 05 (R1) Divulgação sobre Partes Relacionadas AS /09 03/09/10 7/10/10 CPC 10 (R1) Pagamento Baseado em Ações IFRS /10 03/12/10 16/12/10 CPC 23 Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro IAS /09 26/06/09 16/09/09 CPC 24 Evento Subsequente IAS /09 17/07/09 16/09/09 CPC 25 Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes IAS /09 26/06/09 16/09/09 12

13 Explicação sobre o efeito do ativo diferido Ano 1 Sem Provisão Com Provisão Lucro do exercício 1.000, ,00 Despesa provisão ,00 Lucro antes IR (a) 1.000,00 800,00 Adições Provisão Não Dedutível 200,00 Exclusões - - Lucro Real 1.000, ,00 IRPJ/CSLL (40%) (b) 400,00 400,00 Lucro Líquido 600,00 400,00 Alíquota Efetiva (b)/(a) 40% 50% 2009 KPMG Tax Advisors Ltda., uma sociedade brasileira e firma-membro da rede KPMG de firmas-membro independentes e afiliadas à KPMG International, uma cooperativa suíça. Todos os direitos reservados. Impresso no Brasil. KDMS KPMG e o logotipo da KPMG são marcas registradas da KPMG International, uma cooperativa suíça 13

14 Explicação sobre o efeito do ativo diferido Equalizar taxa efetiva = aplicar alíquota x adição temporária Equalizar taxa efetiva = 40% x 200 = 80 Lançamento contábil: Débito: ativo diferido 80 a Crédito: Despesa de IRPJ/CSLL Despesa IRPJ e CSLL é de 400. Com o lançamento a crédito, ficará em 320; O cálculo da taxa efetiva será : Taxa efetiva = Despesa de IRPJ e CSLL/ Lucro antes IR Taxa efetiva = 320/800 Taxa efetiva = 40% 2011 KPMG Tax Advisors Ltda., uma sociedade simples brasileira, de responsabilidade limitada, e firma-membro da rede KPMG de firmas-membro independentes e afiliadas à KPMG International Cooperative ( KPMG International ), uma entidade suíça. Todos os direitos reservados. Impresso no Brasil. KPDS

15 Explicação sobre o efeito do ativo diferido (cont.) Balanços Patrimoniais Balanço Patrimonial - Ano 1 (Sem provisão) Ativo Passivo Circulante Provisão - Disponibilidades Caixa Patrimônio Líquido Ativo Diferido - Capital Lucros acumulados 600 Total Ativo Total Passivo Balanço Patrimonial - Ano 1 (Com provisão) Ativo Passivo Circulante Provisão 200,00 Disponibilidades Caixa Patrimônio Líquido Ativo Diferido 80 Capital Lucros acumulados 480 Total Ativo Total Passivo

16 Explicação sobre o efeito do ativo diferido (cont.) Quadro demonstrativo do efeito das diferenças temporárias Ano 2 Sem Provisão Com Provisão Lucro do exercício Despesa com provisão Lucro antes do IR (a) Adições - Exclusões Provisão Não Dedutível Lucro Real IRPJ/CSLL (40%) (b) Lucro Líquido Alíquota Efetiva (b)/(a) 40% 36% 16

17 Explicação sobre o efeito do ativo diferido Equalizar taxa efetiva = aplicar alíquota x adição temporária Equalizar taxa efetiva = 40% x 200 = 80 Lançamento contábil: Débito: Despesa IRPJ/CSLL 80 a Crédito: ativo diferido IRPJ/CSLL Despesa IRPJ e CSLL é de 720. Com o lançamento a crédito, ficará em 800; O cálculo da taxa efetiva será : Taxa efetiva = Despesa de IRPJ e CSLL/ Lucro antes IR Taxa efetiva = 800/2000 Taxa efetiva = 40% 2011 KPMG Tax Advisors Ltda., uma sociedade simples brasileira, de responsabilidade limitada, e firma-membro da rede KPMG de firmas-membro independentes e afiliadas à KPMG International Cooperative ( KPMG International ), uma entidade suíça. Todos os direitos reservados. Impresso no Brasil. KPDS

18 Explicação sobre o efeito do ativo diferido (cont.) Balanços Patrimoniais Balanço Patrimonial - Ano 2 (Sem provisão) Ativo Passivo Circulante Provisão - Disponibilidades Caixa Patrimônio Líquido Ativo Diferido - Capital Lucros acumulados Total Ativo Total Passivo Balanço Patrimonial - Ano 2 (Com provisão) Ativo Passivo Circulante Provisão - Disponibilidades Caixa Patrimônio Líquido Ativo Diferido Capital Lucros acumulados Total Ativo Total Passivo

19 2. Aspectos contábeis e regulatórios relacionados à constituição de ativos diferidos de impostos sobre a renda.

20 Ativo e passivo diferidos de tributos sobre a renda Imposto de renda e contribuição social (cont.) Crédito tributário contábil Definição Ativo diferido de tributos sobre a renda é uma faculdade da pessoa jurídica, não prevista expressamente na Lei 6.404/76, que poderá ser constituída quando esta possuir saldo de base de cálculo negativa de CSLL e/ou prejuízo fiscal, bem como saldo de adições temporárias que a legislação permite sua reversão em períodos-base futuros. Ativo diferido de tributos sobre a renda é registrado a débito de conta do Ativo e a crédito de despesa com tributo (IRPJ e CSLL), e será movimentado de acordo com a evolução das adições temporárias, base negativa de CSLL e prejuízo fiscal. Art. 189 da Lei 6.404/76 determina a constituição obrigatória de passivo diferido de tributos sobre a renda no passivo não circulante, tendo contrapartida a débito de resultado, na conta de despesa com IRPJ e CSLL. A base de cálculo será composta pelo saldo de valores cuja tributação foi diferida para exercícios posteriores (exclusões temporárias). 20

21 Ativo e passivo diferidos fiscais (cont.) Condições Condições / Regulações para fins de constituição do Ativo e Passivo Fiscal Diferido Resolução 3.059/2002 Atualmente as regras e as condições do registro contábil de créditos tributários das instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central estão previstas na Resolução nº 3.059/2002. (Alterada pela resolução 3.655/2008) Histórico de lucros ou receitas tributáveis Apresentem histórico de lucros ou receitas tributáveis para fins de imposto de renda e contribuição social, conforme o caso,comprovado pela ocorrência destas situações em, pelo menos, três dos últimos cinco exercícios sociais, período este que deve incluir o exercício em referência. Expectativa de Geração de Lucros - Períodos Subsequentes Registro das Obrigações Fiscais Diferidas Haja expectativa de geração de lucros ou receitas tributáveis futuros para fins de imposto de renda e contribuição social, conforme o caso, em períodos subseqüentes, baseada em estudo técnico que demonstre a probabilidade de ocorrência de obrigações futuras com impostos e contribuições que permitam a realização do crédito tributário em um prazo máximo de dez anos. O registro de créditos tributários deve ser acompanhado pelo registro de obrigações fiscais diferidas, quando existentes, observado ainda que quando previsto na legislação tributária, havendo compatibilidade de prazos na previsão de realização e de exigibilidade, os valores ativos e passivos referentes a créditos e obrigações tributárias devem ser compensados. Obs.: Ressaltamos que é necessário observar cada caso individualmente por instituição. 21

22 Obrigado! Contato Helio Hanada Sócio-diretor +55 (11) Douglas I. Nishida Gerente Sênior +55 (61)

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