Procura-se por habitats da inovação

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1 Índice A revista Locus é uma publicação da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores Conselho editorial Josealdo Tonholo (presidente), Carlos Américo Pacheco, Jorge Audy, Mauricio Guedes e Maurício Mendonça. Coordenação editorial Débora Horn Edição Cora Dias e Débora Horn Colaboração Adriana Meyge, Bruna de Paula, Bruno Moreschi e Samira Moratti. Jornalista responsável Débora Horn MTb/SC JP Direção de arte Luiz Acácio de Souza Edição de arte João Henrique Moço Revisão Sérgio Ribeiro Foto da capa Shutterstock Presidente Guilherme Ary Plonski Diretoria Francilene Procópio Garcia, Gisa Bassalo, Jorge Luis Nicolas Audy, Renato Aquino Nunes e Tony Chierighini Superintendência Sheila Oliveira Pires Endereço SCN, quadra 1, bloco C, Ed. Brasília Trade Center, salas 209/211 Brasília / DF CEP Contatos (61) Website: Anúncios: (61) Produção ambienteda inovaçãobrasileira Março 2011 n o 62 Ano XV Impressão Gráfica Coronário Tiragem exemplares ISSN apoio E s p e c i a l Procura-se por habitats da inovação Grandes empresas têm aportado nos parques tecnológicos brasileiros dispostas a implantar importantes centros de pesquisa e desenvolvimento no país. Saiba por quê esses ambientes se tornam cada vez mais atrativos às gigantes. E n t r e v i s t a O presidente do CNPq, Glaucius Oliva, fala dos desafios das atividades de Pesquisa e Desenvolvimento no Brasil. E m M o v i m e n t o MCT discute novo Plano de Ação para CT&I, associação integra agentes da área de biotecnologia e incubadas desenvolvem produtos inovadores. As novidades do movimento estão aqui. E d u c a ç ã o MBAs preparam executivos para atuar em grandes empresas. Mas, ao se formarem, muitos têm optado por abrir o próprio negócio. I n v e s t i m e n t o Fortalecimento da economia brasileira tem ajudado a indústria de capital de risco no país. Descubra os segmentos preferidos dos investidores. O p o r t u n i d a d e Construção civil cresce sem parar, alavancando o desenvolvimento de empresas que apostam na inovação. N e g ó c i o s Indústria de cosméticos movimenta US$ 28,7 bilhões por ano no Brasil. Descubra como as empresas do setor transformaram o país no terceiro maior mercado consumidor de cosméticos do mundo. I n t e r n a c i o n a l As lições de Israel, o país que destina 4,5% do PIB para P&D enquanto o Brasil investe 1,2%. S u c e s s o Empreendedor da Softwell revela o passo a passo que levou a empresa baiana a conquistar não apenas o Prêmio Finep de Inovação em 2010, mas também parcerias estratégicas. G e s t ã o Dominando várias áreas do mercado de trabalho, a chamada Geração Y exige novos modelos de gestão de pessoas. C r i a t i v i d a d e Fomento à Economia Criativa passa a integrar a pauta do Ministério da Cultura. C u l t u r a Os segredos do evento que se transformou na mais importante vitrine do mercado de arte brasileiro, além das tradicionais dicas de livros, filmes e outras opções de lazer e entretenimento. O p i n i ã o Mauricio Guedes: xxxxxxx

2 carta ao leitor Oportunidades de negócios no Brasil, como o início da exploração da camada pré-sal, estão incentivando multinacionais a estabelecer centros de pesquisa e desenvolvimento no país. Os principais destinos das gigantes internacionais são os parques tecnológicos, que têm a inovação no DNA e propiciam a interação com a academia. A matéria de capa desta edição mostra como Schlumberger, GE e muitas outras estão planejando desenvolver pesquisa e desenvolvimento no Parque Tecnológico do Rio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, para atender as demandas da exploração de petróleo e gás em águas profundas. Mão de obra qualificada e parceria com a universidade também atraíram empresas como Dell e HP, do setor de Tecnologia da Informação, para o Parque Tecnológico da PUC do Rio Grande do Sul, o Tecnopuc. Aproximar a academia do setor produtivo é uma das estratégias adotadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Na seção Entrevista, Glaucius Oliva, presidente do Conselho, conta a Locus como a ciência se consolidou no país ao longo dos 60 anos de história da instituição e aponta para a necessidade de investir em pesquisa de maior qualidade e aplicada, que agregue valor ao processo produtivo das empresas nacionais. Israel, uma nação de 62 anos e com sete milhões de habitantes, é um bom exemplo de como a ciência pode e deve ser aplicada para gerar emprego e renda. A seção Internacional desta edição fala sobre a Missão Técnica realizada pela Associação de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) ao país. A participação do Estado no incentivo ao empreendedorismo foi fundamental para que Israel se tornasse uma nação empreendedora, com um dos mais promissores mercados de capital de risco do mundo. Resultado: 3,8 mil start-ups fizeram de Israel o segundo país na Nasdaq, atrás apenas dos norte-americanos, com 63 companhias listadas. Dados recentes da indústria de capital de risco no Brasil, detalhados na seção Investimento de Locus, também trazem boas perspectivas. Entre 2005 e 2009 o capital comprometido para o investimento de risco triplicou, passando para US$ 34 bilhões. Do total, mais de US$ 18 bilhões já estão aplicados. Os dados são do 2º Censo Brasileiro da Indústria de Private Equity e Venture Capital, realizado pelo Centro da FGV, o GVcepe, que entrevistou 140 dos 180 fundos ativos no país. Para investir nas empresas de alta tecnologia, esses fundos participam de rodadas de negócios, como a que vai ser promovida pela Finep em junho. O 10º Seed Forum será realizado em parceria com a BM&FBovespa e o Cietec, incubadora da Universidade de São Paulo. Foi através de uma rodada de negócios, promovida pela IBM no Brasil, que uma start-up baiana despertou o interesse do Banco Mundial, hoje um dos sócios da empresa. Vencedora do Prêmio Finep de Inovação 2010, na categoria Micro e Pequena Empresa, a Softwell Solutions é o destaque da seção Sucesso desta edição e mostra que a inovação é o primeiro passo rumo ao crescimento. Boa leitura! Co n s e l h o Ed i to r i a l 5

3 E n t r e v i s t a Ciência para a inovação Brunna Guimarães Rodrigues Co r a Di a s 6 Quando criou, em 1951, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Almirante Álvaro Alberto iniciou o processo que consolidaria o desenvolvimento da pesquisa científica no país. As primeiras 300 bolsas de estudo e pesquisa concedidas há 60 anos se transformaram hoje em 92 mil, da iniciação científica ao pós-doutorado, além de outras cinco modalidades. O apoio aos bolsistas está entre os fatores que contribuíram para que o Brasil alcançasse o posto de responsável por 3% do conhecimento mundial. O CNPq também teve uma participação importante na consolidação do movimento de incubadoras e parques no país. Foi a partir da Resolução Executiva 084 do Conselho, de 2 de janeiro de 1984, assinada pelo então presidente do CNPq, Lynaldo Cavalcanti, que o movimento começou. A Resolução criava o Programa de Implantação de Parques de Tecnologia, permitindo a fundação das primeiras incubadoras de empresas no Brasil tamanha a importância do Conselho para o movimento que a Anprotec promoverá uma homenagem aos 60 anos do CNPq, bem como ao professor Cavalcanti, no Seminário Nacional deste ano. Agora o CNPq passa por uma reconfiguração estratégica que tem como objetivo melhorar a qualidade da ciência desenvolvida no país e produzir conhecimento inovador, que atenda às necessidades da sociedade e da indústria nacional. O professor titular do Instituto de Física de São Carlos, Glaucius Oliva, assumiu a presidência da instituição recentemente e recebeu Locus em Brasília para falar como o CNPq pretende atuar nos próximos anos para tornar o Brasil um país inovador.

4 Locus: O CNPq está completando 60 anos. Em sua opinião, quais foram as principais contribuições da instituição para o avanço brasileiro em ciência e tecnologia, pesquisa e desenvolvimento? Oliva: O Brasil cria o CNPq em 1951, num momento em que o desafio era realmente muito grande: um país de dimensões continentais com séculos de atraso na prática científica e um passivo educacional enorme. No entanto, um grupo de pioneiros e visionários tinha a convicção de que a ciência e a tecnologia eram a porta para o futuro. De fato, a história mostrou que isso foi uma decisão muito acertada. Nós conseguimos, ao longo desses 60 anos, um avanço muito grande em ciência. Criamos uma base de ciência e tecnologia muito sólida. Partir de uma comunidade que produzia basicamente nada da ciência mundial, em 1950, para um país que produz 3% de todo conhecimento do mundo é um feito inédito. Ter registro, na Plataforma Lattes, de 1,8 milhão de currículos, dos quais 350 mil são de mestres e doutores, organizados em 27 mil grupos de pesquisa, que produzem papers e trabalhos acadêmicos em todas as áreas do conhecimento. Isso foi um feito extraordinário. Temos, agora, uma grande massa crítica qualificada para produzir ciência. Locus: Quais os principais desafios do CNPq atualmente? Oliva: Precisamos avançar mais na qualidade da ciência que a gente produz, ou seja, a gente precisa olhar para problemas mais desafiadores, de maior impacto, mais próximos da fronteira do conhecimento. Outro enorme desafio é produzir conhecimento que possa ser de fato inovador. E como inovação não estou falando apenas da tecnológica, que evidentemente é muito importante, mas também da apropriação de conhecimento em produtos, em serviços, em processos, em políticas públicas. Então, Criamos uma base de ciência e tecnologia muito sólida. Partir de uma comunidade que produzia basicamente nada da ciência mundial, em 1950, para um país que produz 3% de todo conhecimento do mundo é um feito inédito. esse talvez seja um desafio ainda maior para a ciência brasileira. E, nesse caso, não só para a ciência, porque inovação é uma atividade que envolve um ambiente e muitos atores. É um desafio que envolve mudar a nossa forma de encarar o que é fazer boa ciência, valorizando as atividades de inovação e, ao mesmo tempo, mudar a cultura empresarial de tal forma a incorporar a inovação como estratégia competitiva para o futuro. Locus: Como a instituição tem atuado e prevê atuar nos próximos anos para superar esses desafios? Oliva: A história do desenvolvimento científico no Brasil, em grande parte, decorre da sistemática de avaliação e acompanhamento que o CNPq e outras agências de fomento têm adotado. Por exemplo, o CNPq criou na década de 1980 a bolsa de produtividade em pesquisa. Até então todos os professores universitários, produzindo ou não, ganhavam o mesmo salário. A instituição passou, assim, a conceder bolsas de produtividade em pesquisa para professores que produzem trabalhos científicos e os publicam com regularidade. Hoje são 15 mil bolsistas de produtividade no CNPq, com cinco classificações. Isso funcionou como motivação para que as pessoas passassem a produzir. A avaliação define basicamente o que temos como resultado do sistema. Reconhecer isso significa que, agora, as agências precisam rever seus procedimentos de 7

5 E n t r e v i s t a 8 avaliação de tal forma a valorizar aquilo que é o nosso desafio. Se nós queremos mais qualidade na nossa produção científica, não podemos fazer uma avaliação que conclua que quem publicou 10 trabalhos é melhor do que quem publicou sete. Precisamos avaliar como melhor o trabalho que é mais completo, mais bem formulado, que responde a um problema científico mais importante, que é publicado em revistas melhores, que é mais citado, que tem mais impacto. Nós temos que valorizar isso mais do que a quantidade. Locus: Como o CNPq planeja atuar para ampliar o nível de inovação nas empresas e universidades brasileiras? Oliva: O CNPq também precisa ajudar a reconhecer as atividades de inovação. A Plataforma Lattes registra e muito bem as atividades acadêmicas e científicas. A Plataforma já passou por uns refinamentos: agora você tem o índice de impacto da revista, tem citações que determinado trabalho recebeu, que são instrumentos para o avaliador dizer se um trabalho é mais importante que outro. Mas não temos indicadores para Precisamos avaliar como melhor o trabalho que é mais completo, mais bem formulado, que responde a um problema científico mais importante, que é publicado em revistas melhores, que é mais citado, que tem mais impacto. Nós temos que valorizar isso mais do que a quantidade. inovação. Então, nós estamos com um grupo de trabalho no CNPq que desenvolve esses indicadores. Estamos inclusive consultando várias associações, como a Anprotec, a Anpei, a Abipti e os Institutos de Pesquisa Tecnológica. Essas entidades precisam nos ajudar a identificar que indicadores de inovação o CNPq pode utilizar. O que já está decidido é que a Plataforma Lattes terá uma aba chamada Inovação. Já foi feito um acordo com o INPI e os bancos de dados estarão interligados. Se o indivíduo colocar o número da patente, todos os dados serão automaticamente carregados no Lattes. Assim teremos condição, por exemplo, de fazer uma avaliação e saber se aquela patente foi feita em parceria com uma empresa. Esperamos que, ao longo de 2011, a gente tenha condições de avançar nesse projeto dos indicadores de inovação. Essas ações estão sendo desenvolvidas em paralelo com o Projeto de Reconfiguração Estratégica da instituição, iniciado no final de Locus: O que é esse Projeto de Reconfiguração Estratégica? Oliva: Iniciamos esse programa motivados pela preocupação de posicionar o CNPq na vanguarda da ciência e tecnologia do Brasil. Para fazermos isso, trouxemos o olhar externo do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). O Projeto envolve várias coisas: desenvolver um benchmark com agências congêneres internacionais, melhorar a qualidade da ciência, estimular pesquisa multidisciplinar, estimular a inovação e realizar uma consulta ampla com toda a comunidade científica, tecnológica e industrial brasileira. Já mandamos cerca de 30 mil formulários eletrônicos e já temos hoje 10 mil respostas sobre as principais questões que devem pautar o futuro do CNPq. Ou a gente ajusta nossos crivos ou não vamos conseguir mudar nosso cenário, que deve voltar mais a nossa ciência para os problemas nacionais. O CGEE deve entregar como produto um documento que identifica quais são os pontos fracos, quais os pontos fortes, quais os desafios e quais as oportunidades. Assim, o projeto vai instrumen-

6 tar a casa para dizer quais rumos tomar nos próximos cinco ou 10 anos. Locus: O senhor acha que há um descompasso entre as universidades e o setor produtivo na transferência de tecnologia? Oliva: Eu acho que há um descompasso de ambos os lados. Nós temos, por um lado, uma cultura acadêmica que é focada na produção de trabalhos científicos, na formação de recursos humanos. Por outro lado, temos uma indústria que pelo próprio contexto nacional sempre se desenvolveu às custas da importação de tecnologia. No entanto esse é um momento em que a indústria reconhece que está precisando mudar de paradigmas e a universidade cada vez mais até porque nós começamos a forçar isso nos nossos editais reconhece que precisa focar sua atenção nos grandes problemas nacionais e da indústria. A gente precisa de mais doutores incorporados nas indústrias para que possam fazer a interlocução nessa direção. Para que a indústria brasileira possa dar o salto necessário, o Brasil precisa inovar. propostas apresentadas. Os recursos foram suficientes para atender 60 empresas. Tivemos uma demanda de quase sete vezes o atendimento. Além disso, estamos atendendo a três projetos que foram encomendados pela Presidência No entanto esse é um momento em que a indústria reconhece que está precisando mudar de paradigmas e a universidade cada vez mais até porque nós começamos a forçar isso nos nossos editais reconhece que precisa focar sua atenção nos grandes problemas nacionais e da indústria. da República e pelos respectivos ministérios para qualificar a mão de obra do país. Um projeto de bolsas no exterior, outro de atração de jovens talentos e lideranças científicas internacionais, muitos deles brasileiros que estão radicados hoje no exterior e que possam trazer uma contribuição forte para o desenvolvimento tecnológico do país, e um programa de estímulo à formação de engenheiros. Esses três programas deverão ser anunciados em breve. Locus: Como o CNPq incentiva os pesquisadores a produzirem P&D na indústria? Oliva: Para promover isso, o CNPq tem um programa que se chama RAE-pesquisador na empresa. Quem solicita os recursos desse programa são as próprias empresas. São bolsas para diferentes níveis, que vão desde um pesquisador altamente qualificado, com bolsa de R$ 7 mil a R$ 10 mil, até bolsas de apoio técnico, de R$ 360. No ano passado a gente investiu R$ 30 milhões, apoiando projetos em 130 empresas, nos quais mais de 200 mestres e doutores foram incorporados. Em 2011 aumentamos esse valor para R$ 40 milhões, em três rodadas. Só na primeira rodada, que terminamos há pouco tempo, tivemos 460 Locus: Qual o papel dos parques tecnológicos e incubadoras de empresas nesse sistema de C,T&I? Oliva: A inovação tecnológica precisa de um ambiente adequado para ocorrer. As incubadoras de empresa e os parques tecnológicos são componentes essenciais desse ambiente. As incubadoras próximas a universidades, a institutos de pesquisa, criam uma situação favorável para que aluno, professor, ou pesquisador desenvolvam um novo negócio. E o parque tecnológico reúne pessoas, empresas, incentivo do Estado, infraestrutura compartilhada, ambiente de inovação, institutos de pesquisa instalados e parceria para a inovação complementando esse ambiente necessário. 9

7 E M M O V I M E N T O CT&I tem novo Plano de Ação O ministro Aloizio Mercadante: proposta é repensar o Pacti e suas implicações para o país A nova gestão do governo federal traz novidades para o Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação (Pacti), também conhecido como PAC da Ciência e Tecnologia. Um dos eixos centrais do novo Pacti será a Política de Desenvolvimento para Competitividade. O lançamento da segunda fase da política de C&T está previsto para abril. De acordo com Luiz Antônio Elias, secretário executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), o ministério tem se pautado nesses primeiros três meses da gestão do ministro Aloizio Mercadante em repensar estruturalmente o Pacti e suas implicações para o país, assim como os desafios que se colocam para a década. O secretário lembrou que na época em que o Pacti foi elaborado, no início de 2006, alguns dos objetivos centrais eram expandir a infraestrutura de pesquisa do país, além de estreitar o olhar para o processo de inovação e para a dimensão social, de forma que a agenda de C&T alcançasse a sociedade brasileira. Para o secretário, é preciso pensar, diante dos desafios, em um conjunto de procedimentos e ações que modificam de forma radical e estrutural todo um conceito trabalhado até agora com relação a C&T, como, por exemplo, dimensionar a questão da economia verde e criativa; como introduzir elementos tecnológicos novos que possam associar e agregar valor à nossa biodiversidade, e como integrar o potencial do território brasileiro pensando as instituições científicas e tecnológicas como elo estratégico desses atores que vivenciam a agenda de C&T. divulgação 10 Associação é criada para internacionalizar biotecnologia nacional A Associação Brasileira de Biotecnologia (Brbiotec) foi lançada, em Brasília, em março de A Brbiotec reunirá empresas e instituições integradas no desenvolvimento de pesquisas em energia, saúde, agricultura e meio ambiente como o Cietec, no campus da USP, e o Polo BioRio, na UFRJ. Com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil), a iniciativa tem a missão de alinhar o país à agenda biotecnológica internacional. A proposta é facilitar a criação de parques biotecnológicos e possibilitar o ingresso do Brasil na rota dos grandes investimentos na área. A bioeconomia movimenta no país cerca de US$ 10 bilhões por ano, incluídas as produções de energia, saúde e agricultura. No mundo, esse setor movimenta US$ 27 trilhões, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Criada para ser a marca da biotecnologia nacional, a Associação pretende fortalecer o Brasil no exterior e posicioná-lo como país inovador na área. No lançamento, foi anunciado o modelo de participação das empresas integrantes da Brbiotec na BIO 2011, a maior feira de biotecnologia do mundo, marcada para junho, em Washington (EUA).

8 Incubada desenvolve sistema que combate o mosquito da dengue Com o aumento dos casos de dengue no Brasil, cerca de 14 mil confirmados até fevereiro deste ano e 870% a mais em relação ao mesmo período de 2010, o governo do Rio de Janeiro está preocupado com uma possível epidemia da doença e com o aumento do número de casos da dengue tipo 4 no país. Pensando nisso, as empresas Fumajet, incubada pela Universidade Veiga de Almeida, e Ativa Tecnologia e Desenvolvimento lançaram no mercado uma nova tecnologia no combate ao mosquito transmissor da doença, o Motofog. O sistema, criado por um ex-aluno da universidade na empresa júnior da instituição, foi desenvolvido para ser instalado em uma motocicleta, possibilitando o controle e prevenção do mosquito da dengue, borrachudos e pernilongos, entre outros, em áreas de difícil acesso. O método utilizado é conhecido por termonebulização, a partir do qual o produto formulado é misturado a um óleo (diesel, mineral etc.) e queimado pelos gases quentes liberados pelo equipamento. Ao deixar o cano de aplicação em contato com o ar mais frio, a condensação forma uma densa fumaça no meio ambiente, que libera minúsculas gotículas do inseticida. Moto fumacê: promessa de eliminação de 100% dos mosquitos em 24 horas A ferramenta, mais conhecida como moto fumacê, atua em morros, ruelas, becos, terrenos baldios e ferros-velhos e sua emissão de gás carbônico é 70% menor que dos carros que fazem esse tipo de combate, o que o torna mais ecologicamente correto. O Motofog passou por um ensaio, realizado pelo Centro de Estudos e Pesquisa em Antropozoonoses Máximo da Fonseca Filho, da Fiocruz, que apresentou resultados satisfatórios, com a morte de 100% dos mosquitos expostos na segunda leitura, ou seja, 24 horas após a aplicação do inseticida. FOTOS divulgação Pixeon anuncia expansão para a América Latina em 2011 Nova geração do visualizador do Pixeon auxilia ainda mais o diagnóstico médico por imagem digital Com perspectiva de crescer 35% em 2011, a Pixeon, parceira da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), é responsável pela tecnologia que processa mais de 17 mil exames diários, nas cinco regiões do Brasil. Isso significa que, por ano, os softwares desenvolvidos pela empresa catarinense geram, interpretam, laudam e armazenam 6,2 milhões de exames médicos em imagem digital em todo o país. Pelo menos 600 radiologistas de diferentes instituições brasileiras utilizam os sistemas desenvolvidos pela Pixeon todos os dias. Experiência que começa a ser conhecida pela Argentina, onde a empresa iniciou as atividades internacionais. O início das atividades no exterior é um passo importante para a consolidação da marca que já está há sete anos no mercado. Para atender os clientes internacionais, a empresa já iniciou o processo de localização de softwares e manuais, bem como o treinamento dos profissionais que atenderão os estrangeiros. Hoje seus produtos já estão presentes em cerca de 150 clínicas e hospitais de todo o Brasil. 11

9 E M M O V I M E N T O Como especialistas e empresários veem a inovação Programa de entrevistas Caminhos da Inovação é disponibilizado para escolas técnicas, universidades e institutos de pesquisa Divulgar a visão de cientistas e empreendedores sobre a importância da inovação para o desenvolvimento socioeconômico regional e do país é o objetivo do Programa Caminhos da Inovação, coordenado pelo Prof. Dr. Vanderlei Bagnato, do Instituto de Física de São Carlos, da Universidade de São Paulo. As entidades que fomentam o programa são a Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), por meio do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica, e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pelo Instituto Nacional de Óptica e Fotônica, ambos coordenados pelo professor Bagnato. Os esforços na busca do conhecimento científico e tecnológico só trarão benefícios à população quando traduzidos em inovação de produtos e serviços esta é a premissa do projeto. O Programa contempla uma série de ações de divulgação sobre o que pensam os cientistas, empreendedores, educadores e os agentes de fomento ao empreendedorismo e à inovação. Dentre as ações estão a produção de um programa de televisão chamado Caminhos da Inovação, que traz entrevistas de 50 minutos cada, nas quais o tema inovação é discutido; a produção de DVDs das entrevistas para distribuição em escolas técnicas, universidades e institutos de pesquisa, e a disponibilização do conteúdo no site divulgação 12 Incubadora Rural lança edital A fim de incentivar o empreendedorismo e valorizar a produção e o talento da comunidade acadêmica, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (Ufrpe), por meio da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica em Agronegócios (Incubatec Rural), lança edital de seleção para 10 projetos de empresas. O objetivo é escolher projetos para a incubação de novos negócios, com características tecnológicas inovadoras, voltados ao desenvolvimento de produtos e serviços de base tecnológica na área do agronegócio e suas derivações, como biotecnologia, embalagens, comércio exterior e design. As vagas são dirigidas para empreendimentos que não se instalem na área física da Incubatec Rural, mas que se beneficiem das instalações existentes para reuniões previamente agendadas, suporte técnico e/ou outras atividades a serem analisadas pelos gestores da incubadora. A Incubatec Rural, fundada há seis anos, tem projetos incubados nas áreas de biotecnologia, pesca, energia renovável e tecnologia do leite. O edital está disponível no site da UFRPE Inmetro quer dar maior foco à inovação Está em curso no Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) um processo para alterar as leis básicas que regem o órgão (5.966/1973 e 9.933/1999), com o objetivo de dar maior flexibilidade para as atividades de pesquisa e desenvolvimento. A notícia foi dada pelo presidente do instituto, João Jornada, em seminário realizado em Brasília no mês de março. A proposta já foi apresentada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), ao qual o Inmetro está subordinado, e, segundo Jornada, as negociações estão avançadas. Com a alteração, espera-se que o Inmetro posicione-se como um agente fundamental de apoio à competitividade a partir de três eixos básicos: defesa comercial, ampliação dos serviços disponíveis para as empresas nacionais e apoio à inovação, por meio de programas conjuntos, e de serviços especiais de alta tecnologia.

10 Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da UnB completa 25 anos Pioneiro como Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) na Universidade de Brasília (UnB), o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT/UnB) completou 25 anos em fevereiro de A trajetória começou em 1986, quando Brasília, com 26 anos, necessitava de um polo tecnológico para incentivar a interação entre os meios empresarial e acadêmico. A assinatura do então reitor Cristovam Buarque inaugurou oficialmente o Centro. Além do programa de incubação, que abriga 11 empreendimentos, o CDT desenvolve projetos de desenvolvimento técnico, pessoal e profissional de estudantes, possui um núcleo de propriedade intelectual e um parque tecnológico. Confira algumas das conquistas no CDT nos últimos anos: O CDT chega aos 25 anos com 11 empreendimentos incubados divulgação 1999 Incubadora do ano pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), durante o IX Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, em Porto Alegre (RS) Prêmio Interação Universidade-Indústria de Empresas Juniores pela Confederação Nacional da Indústria / Instituto Euvaldo Lodi (CNI/IEL) por meio da empresa júnior da UnB AD&M Prêmio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) de Inovação Tecnológica na categoria Inovação Social com o projeto Tratamento Preventivo e Curativo de Sementes para Confecção de Artesanato O CDT foi classificado como melhor Instituição de Ciência e Tecnologia da região Centro- Oeste do Prêmio Finep, em Cuiabá (MT). Instituições públicas de Niterói criam o primeiro parque tecnológico da região No final de 2010, o Instituto Vital Brazil (IVB), a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro) e a Secretaria de Ciência e Tecnologia de Niterói lançaram o Parque Tecnológico da Vida. O objetivo do Parque é ampliar, no estado, o número de projetos, produtos e serviços de base biotecnológica, dando oportunidades para empresas recém-criadas que terão à disposição toda infraestrutura das instituições parceiras, por meio da incubação ou associação ao parque. Durante o evento de inauguração, o Instituto Vital Brazil assinou contrato de parceria com a empresa Hygea Biotecnologia Aplicada, recém-incubada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e, agora, associada ao parque. A Hygea investirá, aproximadamente, R$ 7 milhões para instalar uma estrutura de produção de biomedicamentos. A área será destinada à produção de medicamentos à base de peptídeos e proteínas recombinantes. Também foi inaugurada a Biotec, incubadora do Instituto Vital Brazil. O instituto e as parceiras estão estruturando a parte jurídica e a área física onde ficará estabelecida a incubadora. Uma empresa já está em processo de incubação e cinco outras estão em análise. A sede do Parque Tecnológico da Vila fica no Instituto Vital Brazil. O instituto é uma sociedade de economia mista vinculada à Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil. É um dos 18 laboratórios oficiais brasileiros e um dos três fornecedores de soros contra o veneno de animais peçonhentos para o Ministério da Saúde. 13

11 E M M O V I M E N T O BNDES libera R$ 4,6 milhões para projetos de inovação Impulsionar a inovação tem sido uma das metas do governo federal, que já sinalizou neste ano a criação de quatro fundos setoriais com aporte total de R$ 1 bilhão. Entre as iniciativas recentes está também a inclusão de financiamentos para inovação no cartão Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Foram incluídos como itens financiáveis serviços de pesquisa, desenvolvimento e inovação para produtos e processos, além de serviços técnicos especializados em eficiência energética e impacto ambiental e design. Até fevereiro, o Bndes havia credenciado no cartão 65 fornecedores de serviços tecnológicos. Outros 25 estão em processo de credenciamento na instituição. Do início das operações, em 2010, até agora, já foram liberados R$ 4,6 milhões. A projeção até o final do ano é realizar mais 500 mil novas operações de todos os tipos por meio do cartão, 90% delas para micro e pequenas empresas. O processo é similar a uma licitação. Pode demorar meses até que a verba seja de fato liberada, então é preciso ficar de olho nos editais. divulgação BNDES financiará serviços de pesquisa, desenvolvimento e inovação para produtos e processos 14 Empresa brasileira desenvolve aplicativo de ipad para cobertura de casamento real O The Royal Wedding by NBC News foi lançando em março, ao vivo, pelo âncora Matt Lauer no Today programa da NBC líder de audiência nos Estados Unidos e em pouco menos de duas horas já estava entre os 20 aplicativos mais baixados da Apple Store americana, sendo o segundo mais baixado na sua categoria, conhecida por Life Style. O aplicativo para ipad, desenvolvido pela I.ndigo no Brasil, além de trazer detalhes sobre o casamento, fotos, vídeos, e a árvore genealógica que contam a história do casal e dos membros da família real, traz também notícias e vídeos em tempo real, de três dos principais programas da NBC, o Today, o Nightly News e o Dateline. Ainda serão lançadas a versão para iphone e Android do aplicativo. A I.ndigo é uma fábrica de ideias em mobilidade baseada em São Paulo, que, em pouco mais de um ano atuando neste segmento, já acumula em seu portfólio conceitos desenvolvidos para empresas norte-americanas como AT&T, Harley Davidson e NBC Universal e nacionais como Natura e Banco Safra.

12 Glauco Arbix é o novo presidente da Finep Arbix: intenção de transformar a Finep em uma instituição financeira nos próximos anos Inovação não é escolha, mas necessidade para o desenvolvimento econômico e social do país. Foi assim que Glauco Arbix abriu o seu discurso de posse como presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), instituição vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), no final de janeiro. O sociólogo confirmou a intenção de transformar a Financiadora em instituição financeira nos próximos anos. De acordo com Arbix, a Finep deve duplicar sua capacidade de crédito, atingindo R$ 4 bilhões ao final de quatro anos. Presente à posse, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou que a produção científica brasileira já cresce cinco vezes mais do que a média mundial. Mercadante elencou as áreas de gás e energia, complexo de saúde e nanotecnologia como algumas das prioridades de sua pasta. Em 2002 foram investidos R$ 350 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fndct). Já no ano passado o desembolso foi de R$ 3,1 bilhões. Para o ministro esse crescimento denota a força conquistada pela Finep nos últimos oito anos, mas ele acredita que a Financiadora ainda possa ir além. O ex-presidente Luis Fernandes, que abriu a cerimônia de posse, comemorou os resultados da administração, afirmando que pretende voltar a se dedicar exclusivamente à carreira acadêmica. João Luiz Ribeiro/FINEP Recursos para FAT Pró-Inovação somam R$ 320 milhões O Ministério do Trabalho e Emprego publicou em fevereiro a Resolução nº 661, que trata sobre a programação anual da aplicação dos depósitos especiais do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para este ano. De acordo com o texto, o montante aprovado é da ordem de R$ 3,5 bilhões, sendo R$ 320 milhões para o Programa de Apoio à Inovação Tecnológica da Empresa Nacional (FAT Pró-Inovação). Do total destinado para o programa, que tem por meta estimular e desenvolver a capacidade inovadora e de geração de tecnologias nas empresas, R$ 220 milhões são as alocações autorizadas pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). O restante é oriundo de reaplicação de retornos nos agentes financeiros, neste caso a Finep. Programa e linha de crédito FAT Pró-inovação Finalidade: financiar a realização de estudos e projetos de pré-investimento a serem realizados por empresas brasileiras de engenharia consultiva, cuja finalidade seja a implementação de obras de infraestrutura que proporcionem maior qualidade dos produtos finais, maior eficiência de produção e a introdução de produtos e processos inovadores. Público-alvo: micro, pequenas, médias e grandes empresas nacionais de engenharia consultiva de reconhecido potencial assertivo, que possam favorecer a geração de emprego e renda. Limite Financiável: até 80% do valor do projeto. Teto Financiável: limitado a R$ 5 milhões por empresa. Projetos com valor superior ao teto ora estabelecido deverão ser submetidos à Comissão de Avaliação de Projetos do FAT para manifestação quanto à concessão do financiamento. Taxa de Juros: TJLP Taxa de juros de longo prazo acrescida de spread bancário de até 6% ao ano, podendo haver equalização de taxas de juros. Prazos: até 10 anos, com três anos de carência. 15

13 E M M O V I M E N T O 16 Parque de Joinville firma parceria com instituição de inovação de Barcelona O Parque de Inovação Tecnológica de Joinville e Região (Inovaparq) firmou, no final de 2010, convênio com um dos mais importantes parques de inovação da Europa, o Parc Científic Barcelona (PCB), da Espanha. A parceria prevê transferência de conhecimento e tecnologia, projetos colaborativos em pesquisa e inovação e apoio conjunto ao empreendedorismo, à incubação, à geração de spin-offs e startups, além de mobilidade de empresas interparques. Durante a cerimônia, foram assinados os contratos das seis empresas selecionadas para ingresso na Incubadora de Base Tecnológica (IBT) do Inovaparq, formalizando o início das atividades empresariais. O parque espanhol foi criado pela Universidade de Barcelona há 14 anos. O convênio com o Parc Científic Barcelona constitui-se na primeira parceria internacional do Inovaparq e está alinhado à sua diretriz de internacionalização, uma das bases de concepção do projeto, destaca a vice-reitora da Univille, professora Sandra Furlan, uma das idealizadoras do empreendimento. O Inovaparq tem um modelo inovador de governança, com gestão compartilhada entre quatro universidades: Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade do Estado de Santa Catarina, Universidade da Região de Joinville e a Católica de Santa Catarina. O Parc Científic Barcelona, criado em 1997, foi o primeiro parque de ciência da Espanha. A estrutura atual do PCB conta com três institutos de pesquisa, 75 empresas, uma incubadora de empresas de biotecnologia, mais de 70 grupos de pesquisa e cerca de profissionais. FOTOS divulgação High-Tech Tabuleiro para ipad Os games brasileiros já são realidade na tecnologia mais cobiçada do mundo. Um exemplo vem de Santa Catarina, com o ChallengeBoard, uma reinvenção dos velhos jogos de tabuleiro, desenvolvida pela Fisiogames. O game traz o melhor dos dois mundos: a diversão garantida dos jogos clássicos de tabuleiros aliada a toda a tecnologia touchscreen do ipad. O jogador pode, sozinho ou em grupo, se divertir com fichas, pinos coloridos e cartões de papelão. As cartas dão as opções de avançar ou não pelo tabuleiro. Confira neste link mais informações sobre o jogo challengeboard/. Stent 100% nacional O físico aposentado Spero Morato é um dos responsáveis pelo primeiro stent coronário totalmente desenvolvido e fabricado no Brasil, produto que chegou ao mercado há cerca de seis meses e é voltado ao tratamento de pacientes cardíacos com estreitamento de artérias. Produzido por uma de suas empresas, a Innovatech Medical incubada no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), em São Paulo, o Cronus, como o produto foi batizado, é uma espécie de malha de liga metálica cortada por laser e cujo formato é similar ao de um tubo. Acompanhado de um balão, o stent é inserido em artérias ou vasos sanguíneos obstruídos. Uma vez expandido, ele permite que o fluxo do sangue volte ao normal.

14 e d u c a ç ã o Shutterstock MIT, em Cambridge (EUA): 8,4% dos alunos que concluíram MBA optaram pelo empreendedorismo Bru n o Mo r e s c h i MBA em empreender Idealizados para melhorar a performance profissional nas empresas, MBAs podem ser um trampolim para a criação de negócios próprios U ma interessante pesquisa mostra uma tendência nos Estados Unidos relacionada ao empreendedorismo. É cada vez mais comum executivos concluírem seus MBAs e, ao fim dos cursos, decidirem criar seus próprios negócios. Em uma das escolas de administração mais famosas e respeitadas do mundo, a MIT Sloan School of Management sediada em Cambridge, cidade do estado norte-americano de Massachusetts, os números mostram que é cada vez maior a quantidade de estudantes que largaram seus empregos para serem seus próprios patrões. Em 2010, um total de 8,4% dos estudantes que finalizaram o MBA da escola decidiu tomar esse caminho. Pode parecer um número pequeno, mas não é. Em 2009, apenas 3% decidiram pelo empreendedorismo. De fato esse número nunca será algo que englobará a maioria dos estudantes. As pessoas costumeiramente fazem MBA para continuar em suas empresas. Mas creio que esse número de novos empreendedores deve chegar em 2011 a pelo menos 10%. Consideramos isso bastante significativo, explica Paul Denning, diretor de Comunicação da MIT Sloan. Mas a pesquisa foi além. Também ouviu as pessoas que decidiram se tornar empreendedoras. As respostas foram as mais variadas possíveis e algumas foram divulgadas sem identificar o estudante já que se tratou de uma pesquisa interna da própria universidade. Vale a pena analisar uma das respostas. Diz o aluno: Eu aprendi tantas coisas novas no curso que, nos últimos meses de aula, comecei a me questionar sobre várias coisas que não concordava dentro da minha empresa. Vi que meu local de trabalho poderia ser imensamente melhor, gerando resultados positivos muito mais significativos. Após essa análise, o estudante continua: Eu de fato tentei mudar a situação dentro da minha empresa. E fiz isso, pois foi a própria empresa que pagou meu MBA. Querendo ou não, tinha essa obrigação moral. Mas foi impossível a mudança. 17

15 18 FOTOS DIVULGAÇÃO e d u c a ç ã o Silena, da FDC: empreendedorismo não é o foco do MBA, mas fornece ferramentas para mudanças de carreira Fundação Dom Cabral: por ano, 25 mil executivos passam pela escola Eu sugeria, mostrava como as coisas poderiam ser melhores e, no fim das contas, alguns julgaram que eu estava indo além das minhas obrigações. Foi então que percebi que de fato aquela empresa não era minha. E por isso seria impossível transformá-la da maneira que eu acho que ela deveria ser. Diante disso, decidi pedir as contas e montar meu próprio negócio. O honesto e elucidativo relato do ex-executivo mostra bem os limites de transformação dentro de uma empresa de grande porte. Formado na Thunderbird School of Global Management, no Arizona, e autor do livro Empreendedorismo (editora Bookman Company), Robert Hisrich explica que essa opção de querer sua própria empresa é quase uma consequência natural para alguns executivos. Realizar um MBA é de certa forma apostar em si mesmo. E, com confiança, as pessoas tendem a achar que podem de cara abrir seus negócios. Entretanto, ele alerta: Mas é preciso pensar bem. A pessoa deve se questionar e ser honesta com ela mesma. Ela de fato nasceu para ser empreendedora? Ou prefere mesmo ser um ótimo funcionário? Nesse duelo, nenhuma das duas opções é melhor ou pior do que a outra. Se a tendência é vista nos Estados Unidos, o mesmo ainda não se pode afirmar para o caso brasileiro. Não há nenhuma pesquisa sobre executivos que cursam MBAs e decidem abrir seus próprios negócios. Mesmo assim, especialistas tendem a achar que se esses números existissem eles ainda seriam bastante irrelevantes. Criada em 1976, a Fundação Dom Cabral (FDC) é conhecida como o centro de educação com um dos melhores MBAs do Brasil. Por ano, circulam na escola cerca de 25 mil executivos de todas as regiões do Brasil. A maioria deles bancados financeiramente pelas próprias empresas que almejam possuir um funcionário mais bem preparado. Gerente de Projetos da FDC, Silene Magalhães acredita que os estudantes de MBAs no Brasil ainda querem em sua maioria continuar em suas empresas. Acho que o empreendedorismo total não é e não deve ser o foco de um MBA tradicional. Por outro lado, entendo perfeitamente quem faz um MBA e decide abrir seu próprio negócio. Para Silene, ao concluir um MBA o executivo passa de fato a ficar mais confiante em si mesmo. Isso por que o MBA ensina finanças, marketing, estratégia, conteúdos que até então o executivo não dominava muito bem. Dessa maneira, ele passa a ter uma espécie de visão global da empresa, a entender coisas que antes ele achava não ser de sua responsabilidade. Essa transformação de visão pode de fato permitir uma mudança de carreira segura. E essa transformação pode ser, inclusive, sair da empresa e abrir seu negócio. Mas Silene vai além. A especialista não acredita que o empreendedorismo seja apenas o exemplo mais típico de alguém que sai da empresa e passa a ser seu próprio patrão. Em sua visão, um executivo pode continuar no emprego e, mesmo assim, se tornar um empreendedor na própria empresa que o contratou. Muitas vezes esquecemos que é possível ser empreendedor com o apoio da própria empresa. Nesse sentido, fazer um MBA é de fato fundamental. Quando o executivo termina os estudos, ele adquire uma maturidade capaz de propor novas saídas para a empresa. E isso é considerado uma forma de empreender. Saindo ou continuando na empresa, uma coisa é fato: um MBA pode ser a chave para o crescimento profissional.

16 i n v e s t i m e n t o Shutterstock Ad r i a n a Me y g e Terreno fértil Boa fase da economia nacional, consolidação de fundos de investimento e marco legal representam a maturidade da indústria de capital de risco no país. Setores como TI, energia e biotecnologia são os alvos dos investidores T er uma ideia inovadora não é suficiente para a evolução de uma empresa. Afinal, não há negócio que sobreviva sem capital e boa gestão. A fonte de recursos para o desenvolvimento pode ser um financiamento, crédito e até empréstimos familiares, mas uma modalidade se diferencia das anteriores, por envolver muito mais do que o dinheiro: o capital de risco. De um lado estão empresas de setores com grande potencial de crescimento e que precisam de um empurrão para se expandir. Do outro, investidores preparados para correr riscos à procura de um negócio vantajoso. Eles compram uma parte ou a totalidade das companhias, para consolidá-las no mercado e depois vendê-las com lucros altos. Dados recentes dessa indústria, relativamente nova no Brasil, trazem boas perspectivas. Entre 2005 e 2009 o capital comprometido para o investimento de risco triplicou, passando para US$ 34 bilhões. Do total, mais de US$ 18 bilhões já estão aplicados. Os dados são do 2º Censo Bra- sileiro da Indústria de Private Equity e Venture Capital, realizado pelo Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital da FGV (GVcepe), que entrevistou 140 dos 180 fundos ativos no país. Desde os primeiros passos do setor no país, a Financiadora de Estudos e Projetos do governo federal (Finep) se tornou um agente importante no processo. Em 2000 a instituição inaugurou o projeto Inovar, para apoiar empresas inovadoras através de um programa de capital de risco. As ações foram se diversificando ao longo dos anos e hoje se voltam também para a estruturação da indústria de capital-semente no Brasil. Uma das iniciativas é o Seed Fórum rodadas de negócios para que fundos conheçam empresas inovadoras brasileiras. A 10ª edição do evento, realizado em parceria com o Instituto Educacional BM&FBovespa e o Cietec (incubadora da USP), ocorrerá em São Paulo, no dia 21 de junho. O enfoque, desta vez, são os investidoresanjo da região metropolitana de São Paulo. 19

17 20 i n v e s t i m e n t o Meurer, da Abvcap: inovação é importante, mas o negócio deve estar estruturado para receber investimento DIVULGAÇÃO Em geral são executivos experientes que aplicam de R$ 500 mil a R$ 1 milhão em empresas em estágio embrionário. Para se candidatar ao fórum era necessário ser um empreendimento em estágio operacional com faturamento até R$ 16 milhões ao ano. Das 102 empresas inscritas, 36 apresentaram suas propostas para uma banca de avaliação em março. Dessas, 20 foram selecionadas. Até o dia do evento, quando tentarão conquistar os investidores, os empreendedores participam de treinamentos para apresentarem seus negócios de maneira eficiente. Este ano, pela primeira vez, os investidores também passam por capacitação. Outra novidade desta edição é a inclusão no currículo do movimento Bota pra Fazer, do Instituto Endeavor, metodologia consagrada de apoio à construção de planos de negócio. A gente espera que as empresas, mesmo não recebendo investimentos, tenham capacidade de realizar tarefas de gestão e de conhecimento do próprio negócio que não realizariam se não tivessem esse aprendizado, afirma Rochester Gomes, chefe do Departamento de Capital-Semente da Financiadora. A Finep não tem uma previsão para este evento a média histórica de investimento contempla em torno de 20% a 25% das empresas apresentadas. Mas o que é uma empresa atrativa para investidores de capital de risco? De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (Abvcap), Clóvis Meurer, ela deve ter um bom projeto, uma gestão eficiente, com pessoas competentes para tocar o negócio, e precisa estar inserida em um setor promissor. Não adianta ter um produto com aplicação muito reduzida, diz. Para Gomes, o primeiro critério fundamental é que a empresa também deseje esse perfil de investimento, que envolve participação acionária. A inovação é um critério importante, mas o negócio também precisa ser apropriado para receber o investimento, que é baseado em lucro e não em dívida, como o crédito, afirma. Muitas das empresas vêm de incubadoras, universidades e de spin-offs de grandes empresas. A geração desse conhecimento geralmente vem do universo acadêmico. Maturação Para Meurer, da Abvcap, o cenário da indústria de capital de risco no país é positivo. Os investidores veem o Brasil como um mercado com muitas perspectivas. O país é confiável, com economia crescente e política financeira sob controle contra a inflação e da taxa de câmbio. Meurer avalia que, nos 11 anos de atuação da entidade, o setor apresentou grande evolução com a criação de legislações na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o treinamento de pessoas envolvidas no setor, a instituição de gestores e a atração de investimentos estrangeiros. Estamos passando da adolescência e ficando maduros, diz. No caso das micro e pequenas empresas, o capital de risco tem crescido, mas não na mesma proporção que a subvenção econômica, segundo o gerente da Unidade de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae, Paulo Alvim. A expansão não é no mesmo nível por duas razões: a lógica de oferta desse recurso é diferenciada e ainda não temos uma cultura de capital de risco no país, afirma. Temos o arcabouço institucional e o arranjo legal extremamente favoráveis, mas precisamos praticar mais e investir em mais empresas, conclui. Ainda assim, de acordo com Gomes, o investimento de venture capital (capital de risco) está se consolidando no Brasil. Em comparação há alguns anos nós temos uma maturidade em termos de fundos estabelecidos, gestores envolvidos e empresas investidas. A perspectiva é muito boa, diz. Segundo o censo da FGV, o aporte médio dos fundos de venture capital no Brasil é de US$ 4 milhões por empresa. Em mercados mais maduros, como o norte-americano, o investidor anjo faz parte do ciclo de evolução da indústria de venture capital, como explica Gomes. Após receber um anjo, se o negócio for bem-sucedido, a empresa pode obter

18 recursos de forma mais qualificada do que conseguiria num estágio muito inicial. Nessa lógica, o empreendedor recebe apoio e transferência de conhecimento em sua fase mais instável, quando possui poucas pessoas para gerenciar a empresa e ainda não tem capacidade de fazer dívida. A partir daí, vai conquistando investimentos de outros degraus do capital de risco. Esperamos desenvolver essa cadeia e trazer essa questão para o investidor-anjo, que está começando a despontar no Brasil. O private equity, que compreende investimentos de maior porte, sofreu com a crise global, após registrar boas operações em 2006 e Agora eles estão retornando com força total, em cima de setores mais diversos, diz o chefe do Departamento de Capital-Semente da Finep. Uma pesquisa feita pela Associação de Private Equity em Mercados Emergentes (Empea, na sigla em inglês) mostra que dos 156 investidores pesquisados em diversos países cerca de 13% pretendem iniciar investimentos no Brasil este ano é o maior percentual entre os países pesquisados. Além disso, outros 33% querem incrementar a presença no país e apenas 3% falam em diminuir o aporte. Segundo o estudo, o Brasil ultrapassou a China e hoje é o primeiro país em intenções de investimentos de private equity. Para Meurer, da Abvcap, os melhores investimentos no momento são em setores com demanda em alta, como energia e consumo de maneira geral. Com o crescimento das classes C e D e a expansão da infraestrutura, esses são setores muito procurados hoje. Gomes destaca os segmentos de TI, biotecnologia e telecomunicações. São setores mais atrativos pela própria dinâmica do mercado e a possibilidade de se construir empresas com um potencial de crescimento e faturamento elevados. Indústrias de serviço, principalmente as voltadas para internet e web 2.0, também são chamativas. De acordo com dados do censo, em 2009, 19,5% das empresas investidas eram do setor de TI, seguidas pelas indústrias de energia e combustível, construção civil e comunicações. A curva é crescente, principalmente em segmentos como TI, biotecnologia e novos materiais, até por conta da onda favorável de desenvolvimento que o país passa. Deve haver uma expansão do número de empresas de base tecnológica e o capital de risco com certeza é um elemento acelerador desse processo, diz Paulo Alvim, do Sebrae. O mercado está vindo cada vez mais com profissionais, com propostas de investimento maduras e diversificadas, em função das oportunidades que surgem na economia brasileira, afirma Gomes, da Finep. Ele cita a extração de petróleo e de gás, energias limpas e negócios ligados à sustentabilidade como grandes atrações de investimentos, não só nacionais como estrangeiros, nos próximos anos. Desinvestimento A saída do investidor do negócio, também chamada de desinvestimento, pode se realizar por meio da venda de sua fatia da empresa ou de uma abertura do capital na bolsa de valores. Empresas suportadas por fundos de private equity foram responsáveis por algumas das maiores operações de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da história no primeiro trimestre de Nesse intervalo as companhias levantaram US$ 13,5 bilhões em 20 transações de IPO, de acordo com o estudo Private Equity, Public Exits, da Ernst & Young. É mais do que o dobro do montante arrecadado no mesmo período de 2010, de US$ 7,2 bilhões. Nem todos os investimentos têm o objetivo de abrir capital, mas se a empresa chegou até lá quer dizer que a operação foi um sucesso. Por isso, o 10º Seed Fórum será realizado no prédio da BM&FBovespa, em São Paulo. De acordo com Gomes, a escolha do local é emblemática, porque representa um ponto objetivo. As empresas são muito iniciais, mas a gente espera que no futuro consigam chegar a um IPO. Isso demonstra certa maturidade não só do modelo de venture capital, como em relação à forma que o capitalismo brasileiro tem que alcançar. Alvim, do Sebrae: oportunidades da economia brasileira atraem investidores DIVULGAÇÃO 21

19 e s p e c i a l Divulgação 22 Perspectiva do Centro de Pesquisa que a GE implantará no Parque do Rio Co r a Di a s Em busca de habitats para inovar Multinacionais estão instalando, cada vez mais, centros de P&D em parques tecnológicos nacionais. Oportunidade de negócios e interação com universidade são os principais atrativos Brasil está se tornando um polo de O atração de centros de pesquisa de empresas globais. General Electric (GE), Dell, HP e Schlumberger são exemplos disso. Todas essas empresas instalaram ou estão instalando escritórios de pesquisa e desenvolvimento em parques tecnológicos do país. O motivo? Oportunidades de negócios que setores importantes, como o de petróleo e gás (P&G), geram para as multinacionais, a proximidade que os parques promovem entre o setor produtivo e a academia e o acesso à mão de obra qualificada. Além disso, o país vive um momento de crescimento econômico e desperta interesse de grandes empresas pelo potencial do próprio mercado interno. De um lado estão as multinacionais que atuam com a dinâmica do mercado e dão oportunidade a pesquisadores e universitários brasileiros de aperfeiçoarem sua for- mação e entrarem no mercado de trabalho mais cedo e mais bem posicionados. De outro, as universidades que oferecem a mão de obra qualificada e a pesquisa acadêmica. Intermediando e gerenciando essa parceria ganha-ganha estão os parques tecnológicos. O que a experiência brasileira dessa sinergia tem mostrado é que empresas do mesmo setor tendem a se concentrar em um mesmo polo. Oportunidade de negócios O caso mais emblemático é o do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que tem um grande atrativo: a exploração de petróleo e gás na camada pré-sal. Criado em 2003, o parque está localizado na cidade universitária, ao lado do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), e ocupa 350

20 mil m 2. Para Mauricio Guedes, diretor do parque, além da oportunidade de negócios no setor, as empresas também são atraídas pelo espaço conquistado pelo Brasil na área de Ciência e Tecnologia (C&T) e pela infraestrutura oferecida para as atividades de pesquisa e desenvolvimento. A grande procura de empresas globais para se instalarem no parque impressionou o gestor. Quando planejamos o Parque do Rio tínhamos o objetivo de ter seis grandes empresas instaladas ao longo de 20 anos. Em sete anos já temos mais de uma dezena, conta. A primeira multinacional a se instalar na UFRJ foi a francesa Schlumberger, maior empresa de serviços para a indústria de petróleo do mundo. O Centro de Pesquisa e Geoengenharia da Schlumberger no Brasil foi instalado no final do ano passado. De acordo com Attilio Pisoni, gerente geral do centro, a logística para explorar P&G em camadas ultraprofundas é o principal atrativo da empresa. Explorar, desenvolver e produzir esses reservatórios do pré-sal são desafios significativos relacionados à exploração em águas ultraprofundas, à presença de grossas camadas de sal e à natureza heterogênea de camadas de rochas dos reservatórios carbonáticos. Problemas de fluxo podem ocorrer, tanto pela natureza do óleo como pelas condições de produção. Somada a isso, a localização remota dos campos intensifica os problemas logísticos. O desenvolvimento de soluções para esses desafios representa uma nova era de avanços tecnológicos no país, explica. O centro da Schlumberger possui 10 mil m 2 e abriga, além do centro de pesquisa de geoengenharia, um centro de tecnologia para desenvolvimento de software, um centro de integração de dados sísmicos e três laboratórios para testes e avaliações de rochas e fluidos. Pisoni conta que a proposta da gigante francesa é desempenhar um papel de liderança no desenvolvimento e integração de tecnologias e conhecimento para a exploração e produção dos reservatórios carbonáticos do pré-sal em campos em águas profundas e ultraprofundas. A identificação e avaliação de reservatórios de hidrocarbonetos, trazendo os hidrocarbonetos para a superfície de forma segura e rentável, sem prejudicar o meio ambiente e maximizar a produção e recuperação são peças fundamentais para o sucesso de qualquer operação petrolífera. No entanto, em face de mais e mais ambientes complexos, esses objetivos só podem ser alcançados pela pesquisa contínua em todos os aspectos da exploração, caracterização, perfuração e processos de produção, conclui. No final de 2010, outra boa notícia para o Parque do Rio: a General Electric escolheu a UFRJ para implantar o Centro de Pesquisa Global no Brasil, o quinto da multinacional no mundo. Com investimentos iniciais de US$ 150 milhões, o centro da GE vai desenvolver novas tecnologias que serão aproveitadas na exploração do présal. O projeto deve ser concluído em 2012 e vai empregar 200 engenheiros e pesquisadores. A empresa assinou acordo com a Vale, para parcerias em energia, e com a Petrobras, para transferência de tecnologia e inovação. Dessa forma, o centro vai concentrar tecnologias para as indústrias de óleo e gás, energias renováveis, mineração, transporte ferroviário e aviação. É de lá que vai sair o projeto da caixa-preta para o sistema de fechamento de poço em exploração de óleo marítima, que deve ser adota- Cenpes, da Petrobras: exploração da camada pré-sal exige investimentos em P&D Divulgação 23

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