Turno/Horário Noturno PROFESSOR: Salomão Dantas Soares AULAS Apostila nº. 004

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1 Disciplina Estrutura e Análise das Demonstrações Contábeis CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS TURMA 6º CCN Turno/Horário Noturno PROFESSOR: Salomão Dantas Soares AULAS Apostila nº. 004 UNIDADE IV: ESTRUTURA PATRIMONIAL 4.1 PATRIMÔNIO BRUTO VERSUS PATRIMÔNIO LÍQUIDO Patrimônio bruto Bens e direitos = patrimônio bruto ou patrimônio Pode ser visto em dois ângulos: Bens e direitos (ativo) Fontes (passivo) Patrimônio Líquido= patrimônio que pertence aos proprietários PL = (bens + direitos obrigações) Positivo: possui recursos próprios aplicados no ativo Nulo:Prejuízos absorvem todo o capital da empresa. Trabalha apenas com recursos de terceiros Negativo: Passivo a descoberto= prejuízos absorvem todos os recursos próprios e parte dos recursos de terceiros. Estado de insolvência. (bens e direitos insuficientes para saldar as dívidas) Capital próprio = Trazidos pelos sócios + resultado das operações (lucros ou reservas) CP = PL + resultado de exercícios futuros Capital de terceiros ou alheios: dívidas ou obrigações (deverão ser devolvidos aos proprietários) Capital de Terceiros = Passivo circulante + Exigível a Longo Prazo. 4.2 ÍNDICES DE ORIGEM DE CAPITAIS São índices estáticos, pois revelam a situação da empresa em determinada data. Estes índices mostram em que proporção cada tipo de recurso está financiando o ativo da empresa. Participação do Capital Próprio Permite que possamos conhecer diretamente a expressão relativa do capital próprio dentro do conjunto de valores que compõem o ativo. Capital Pr óprio PL REF Participação do Capital de terceiros De modo análogo ao que foi desenvolvido anteriormente, permite que possamos conhecer a expressão relativa do capital de terceiros dentro do conjunto de valores que compõem o ativo Prof. Esp. Salomão Soares Apostila 06 Página 1

2 Capital deterceiros PC ELP De cada $ 1,00 aplicado no, $ 0,55 são financiados por recursos próprios e $ 0,45, por recursos de terceiros. Garantia aos capitais de terceiros O índice de participação de capital alheio costuma ser interpretado em termos de garantia àqueles que emprestam capital à empresa. No caso, a empresa possui R$ 1,00 para garantir cada R$ 0,45. Grau de endividamento Outra interpretação é visualizar a participação do capital alheio como Endividamento da empresa. Assim, teríamos um grau de endividamento de 45%, ou seja, cada R$ 1,00 existente no ativo da empresa, R$0,45 estão comprometidos para pagamento de dívidas. Este também pode ser calculado fazendo a razão entre o capital alheio e o capital próprio. Capital de terceiros 90 Grau de endividamento = 0, 82 Capital próprio 110 De cada R$1,00 de capital próprio a empresa usa R$0,82 de terceiros Quanto menor, melhor. ATIVO (APLICAÇÕES) PASSIVO (ORIGENS) G I R O = $ ( 60 % ) CIRCULANTE = $ 8 5 CIRCULANTE = $ 70 EX.L.PR.=$ 20 CAP.ALHEIO=$ 90 ( 45 % ) F I X O = $ 8 0 ( 40 %) REALIZÁVEL A LONGO PRAZO = $ 3 5 PERMANENTE = $ 80 R.EXS.FS.=$ 15 PATRIMÔNIO LÍQUIDO = $ 95 CAP.PRÓPRIO = $ 110 ( 55 % ) Prof. Esp. Salomão Soares Apostila 06 Página 2

3 4.3 ÍNDICES DE APLICAÇÕES DE CAPITAIS Mostram em que proporção os recursos estão distribuídos entre o giro e o ativo fixo. Grau de Imobilização do È encontrado comparando-se o Permanente com o Total. Permite conhecer a proporção das aplicações de natureza permanente (ativo fixo). É assim calculado: Grau de Im obilização do Permanente Total No nosso exemplo temos: 80 Grau de Imobilização do 0,40 40% 200 Significa que 40% dos valores do representam aplicações de natureza permanente. Por complemento aritmético, a proporção aplicada no giro dos negócios é de 60%. Aplicações no giro Compara as aplicações feitas no giro dos negócios (Circulante+realizável a longo prazo) com o Total. Circulante Re alizavel a Longo Pr azo Aplicações no Giro Total No exemplo, temos: 120 Aplicações no Giro 0,60 60%, constata-se que 60%dos recursos da empresa 200 estão aplicados no Giro dos negócios, e por complementação, 40% no Fixo. Estrutura do Permanente Descreve onde estão sendo aplicados os recursos dentro do ativo permanente. É calculado da seguinte forma: Im obilizado Permanente Investimentos Permanente Diferido Permanente Algo a ser observado nesta análise é verificar a quantidade de recursos aplicados para a aquisição de valores necessários a manutenção da empresa (bens de uso) e os valores aplicados em outras empresas (investimentos). 4.4 ESTRUTURA DO CAPITAL PRÓPRIO Capital de giro próprio Considere o esquema abaixo Prof. Esp. Salomão Soares Apostila 06 Página 3

4 aplicações fontes Capital de giro próprio Giro do Fixo Capital de terceiros para o Giro Capital Próprio Capital de terceiros para o Fixo A parcela de recursos próprios que está complementando o financiamento do Giro é denominada Capital de Giro Próprio (CGP). CGP = Capital Próprio + Financiamentos para o Fixo Permanente De outro modo, CGP = Giro Capital de terceiros para o Giro Neste caso é necessário conhecer qual o montante do capital de terceiros que financia o ativo fixo e consequentemente o total que financia o permanente. Grau de imobilização do Capital Próprio Indica a percentagem de capital próprio que está financiando as aplicações de natureza permanente, e de forma complementar, o percentual aplicado no giro dos negócios. Grau de imobilização do Capital Próprio Permanente - Financiamentos para o Permanente Capital Próprio Interpretação: Inferior a 1,0 = Representa a maioria dos casos. Indica a Parcela do capital próprio que está aplicada no ativo fixo, seu complemento indica o que está aplicado no Giro, que representa exatamente o capital de giro próprio. Igual a 1,00 = O valor do Capital próprio está totalmente aplicado no financiamento do ativo fixo, não sobra nada para o Giro, ou seja, não há Capital de Giro Próprio. Superior a 1,00 = O capital próprio é insuficiente para financiar sequer o ativo fixo, para isso está lançando mão, indevidamente, do capital de terceiros. Prof. Esp. Salomão Soares Apostila 06 Página 4

5 Exercício: Considere o Balanço da Empresas KROT S.A. Considere ainda os ajustes naturais necessários para análise. Faça a Análise horizontal e vertical para os dois anos. Posteriormente determine os índices estudados nesta apostila (para os dois anos) X X0 A T I V O $ $ CIRCULANTE 971,00 632,00 Caixa e Bancos 53,00 24,00 Estoques 291,00 167,00 Duplicatas a receber 734,00 568,00 -Duplicatas descontadas (120,00) (150,00) Prov.p/ créditos de liq. Duvidosa (22,00) (17,00) Adiantams.a fornecedores 20,00 12,00 Desp.financs. a vencer 15,00 28,00 Não Circulante 663,00 410,00 REALIZÁVEL A L. P 44,00 41,00 Débitos Judiciais 27,00 24,00 Deps.p/ recursos fiscais 17,00 17,00 Investimentos 32,00 26,00 Incentivos fiscais 10,00 6,00 Ações de coligadas 22,00 20,00 Imobilizado 537,00 303,00 Imóveis 219,00 151,00 Depreciação acumulada (95,00) (82,00) Máqs. e Equipamentos 906,00 519,00 Depreciação acumulada (529,00) (335,00) Móveis e Utensílios 44,00 27,00 Depreciação acumulada (23,00) (14,00) Veículos 29,00 84,00 Depreciação acumulada (14,00) (47,00) Diferido 50,00 40,00 Despesas amortizáveis 80,00 55,00 Amortização acumulada (30,00) (15,00) TOTAL DO A T I V O 1.634, , X X0 P A S S I V O $ $ CIRCULANTE 1.056,00 595,00 Fornecedores 447,00 307,00 Financiamentos 208,00 55,00.Contas a pagar 80,00 15,00.Imps. e contribs.a recolher 291,00 194,00.Provisão p/ imp.de renda 30,00 24,00 Passivo Não Circulante 138,00 67,00.Imps. e contrs.a recolher 43,00 -.Financiamentos 95,00 67,00 Receita Diferida - 42,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 440,00 338,00 Capital realizado 108,00 71,00.Reservas de Capital 294,00 219,00.Reservas de lucros 15,00 10,00.Reserva de Reavaliação 23,00 38,00 TOTAL DO PASSIVO 1.634, ,00 Prof. Esp. Salomão Soares Apostila 06 Página 5

6 A T I V O X1 AV X0 AV AH $ % $ % % P A S S I V O X X0 $ $ Prof. Esp. Salomão Soares Apostila 06 Página 6

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