Charles Tang ALIANÇA UMA ESTRATÉGIA PARA A PROSPERIDADE. São Paulo

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1 Charles Tang ALIANÇA BRASIL CHINA UMA ESTRATÉGIA PARA A PROSPERIDADE São Paulo 2013

2 Copyright 2013 Editora: Yone Silva Pontes Assistente editorial: Ana Lúcia Grillo Diagramação: Flavia A. Vanderlei, Nilza Ohe e Wagner J. N. Pereira Revisão: Alessandra Alves Denani Impressão e acabamento: Graphic Express Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Tang, Charles Aliança Brasil-China : uma estratégia para a prosperidade / Charles Tang. -- São Paulo : Aduaneiras, Bibliografia. ISBN Brasil - Relações exteriores - China 2. China - Civilização 3. China - Comércio exterior 4. China - Condições econômicas 5. China - História 6. Educação - China 7. Reforma agrária - China I. Título CDD Índices para catálogo sistemático: 1. China : Comércio internacional A ortografia desta obra está atualizada conforme o Acordo Ortográfico aprovado em 1990, promulgado pelo Decreto nº 6.583, de 30/09/2008, vigente a partir de 01/01/ Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei. EDIÇÕES ADUANEIRAS LTDA. SÃO PAULO-SP Rua da Consolação, 77 Tel.: Fax:

3 Dedicatória Aos meus pais, Yeh Chu Tang e Georgette Yan Nan Tang, que se esforçaram para me fornecer a melhor educação possível em vários países, e aos meus filhos, Kevin e Derek, que tanto me apoiaram e também amam o Brasil, o país de criação deles. Ao Brasil, país que acolheu a minha família quando deixamos a China de Mao Zedong, ao qual sou agradecido e assim me tornei brasileiro por opção. É uma luta ao longo de 25 anos dedicada a mostrar que a prosperidade de uma nação não é tão difícil de se conseguir, nem leva tanto tempo para se alcançar. Vimos que mudanças e reestruturações profundas foram feitas nesta grande nação, em pouco tempo e com o apoio de todos cada vez que um dos nossos malfadados planos econômicos foram instituídos por decreto. Em um só governo, o presidente Kubitschek transformou uma sociedade rural em uma economia industrial. O presidente Collor mudou o conceito da nação em menos de dois anos. O presidente Lula transformou um Brasil economicamente injusto com a inclusão social de 40 milhões de cidadãos brasileiros; devolveu a autoestima à nação brasileira e doou fundos ao FMI quando, até poucos anos antes, a grande esperança nacional era o próximo empréstimo desta instituição ao nosso País. Todavia, os planos econômicos que motivaram essas reorganizações da estrutura econômica e financeira do País eram, na maioria dos casos, falhos. Na crença de que o Brasil reúne mais condições do que a China ou o Japão para ser o maior tigre de exportações do mundo e, portanto, tornar-se uma superpotência econômica, me fez escrever

4 4 Aliança Brasil-China: Uma Estratégia para a Prosperidade artigos e proferir palestras pelo interior do Brasil e pelo mundo afora. Nessas atuações, sempre tratei de mostrar como diversas outras nações, seguindo modelos econômicos distintos do nosso, priorizaram a criação de riqueza e prosperidade para seus povos, conseguiram sair da pobreza e, em pouco tempo, atingiram a prosperidade em múltiplos aspectos. Acredito que, desde 1988, quando passei a contribuir com meus artigos publicados na Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, Digesto Econômico, Economias em Transformação do Instituto de Estudos Avançados da USP, e em importantes veículos da mídia chinesa, como a International Finance News (do Diário do Povo ), o China Daily e outras publicações de prestígio, consegui vencer alguns tabus e crenças econômicas errôneas, mas enraizadas no pensamento econômico dominante do Brasil.

5 Agradecimentos Meu livro, uma coletânea de artigos sobre desenvolvimento econômico, é fruto de um empreendimento ingente, cuja elaboração quero agradecer à colaboração de minha esposa, Natália Gazolla Tang, que tanto me encorajou, sugeriu ideias e corrigiu meu sofrível português. Pelas mesmas razões, agradeço a meu amigo de longa data, o brasileiro de coração chinês, Jayme Martins, que sempre se empenhou em aparar arestas de meus trabalhos e à Uta Schwietzer, que sempre quis transformar meus artigos em um livro. Não posso deixar de assinalar minha gratidão pelas contribuições dos componentes da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC) e, ao prezado amigo e parceiro Marcio Pinto Ferreira Mameri Abdenur, que, ao longo de seus 26 anos de existência, tanto colaboraram para expandir a aliança estratégica e comercial Brasil-China. Ao sr. Otávio Frias (in memoriam) que me convidou a escrever para Folha de S. Paulo. Ao O Estado de S. Paulo, O Globo, Integração Econômica, International Finance News, China Daily e outras publicações de prestígio, que escolheram incluir meus artigos.

6 Epígrafe It is said that Brazil is always the country of tomorrow, but Charles Tang has delivered a road map to help the giant of South America leap into that future. Weaving together a narrative spanning recent decades, he demonstrates how what was once derided as a model of poverty has become a model of prosperity through wise investments in natural resources and human capital. Importantly, this book is also an up-to-date commentary on the Brazilian-Chinese and U.S.-Brazilian relationship, with strategic insights into matters of trade balances, currency manipulation, and key cross-border investments being made today. With his extensive experience in all three powers, Charles Tang offers unique insight into perhaps the future s most important triangular relationship. Parag Khanna, Senior Fellow, New America Foundation, and author of The Second World and How to Run the World. Diz-se que o Brasil é sempre o país do futuro, mas Charles Tang entregou um roteiro para ajudar o gigante da América do Sul a saltar para esse futuro. Tecendo uma narrativa que abrange as últimas décadas, ele demonstra como o que já foi ridicularizado como um modelo de pobreza tornou-se um modelo de prosperidade por meio de sábios investimentos em recursos naturais e capital humano. É importan-

7 8 Aliança Brasil-China: Uma Estratégia para a Prosperidade te ressaltar que este livro é também um comentário atualizado sobre as relações Brasil-China e EUA-Brasil, com visões estratégicas em matéria de saldos comerciais, manipulação da moeda e investimentos-chave sendo feitos hoje no exterior. Com sua vasta experiência em todos os três poderes, Charles Tang oferece uma percepção única desse relacionamento triangular que talvez seja o mais importante relacionamento do futuro. Parag Khanna, Pesquisador Sênior da New America Foundation e autor de The Second World e How to Run the World.

8 Sumário Dedicatória... 3 Agradecimentos... 5 Epígrafe... 7 Prefácio Apresentação Introdução Capítulo 1 Economia Brasileira e Desenvolvimento Econômico do Brasil 1.1. Brasil, Superpotência Econômica? Brasil, Nós Temos Futuro? Nacionalismo Antinacionalista Capítulo 2 A Política de Juros Exorbitantes 2.1. A Ilusão da Política de Juros Exorbitantes A Vulnerabilidade da Economia Brasileira Um Novo Modelo de Prosperidade Capítulo 3 Um Modelo Econômico para o Brasil 3.1. Mercantilismo O Caminho da Prosperidade da China e o Modelo para o Brasil... 51

9 10 Aliança Brasil-China: Uma Estratégia para a Prosperidade 3.2. Um Modelo Econômico de Pobreza Para um Brasil Próspero Capítulo 4 Um Plano e uma Estratégia para o Brasil 4.1. Um Plano para a Nação Por um Modelo Econômico de Riqueza Enfim, uma Visão de Prosperidade? Brasil, uma Potência Econômica Novo Mercado Gigantesco para o Brasil Capítulo 5 Fortalecimento da Indústria Nacional 5.1. Mais do que Salvaguardas Defesa Comercial não Fortalece a Indústria Capítulo 6 Economia Global 6.1. Em Busca de um Novo Modelo de Prosperidade Global A Dupla Crise Financeira Mundial China Socialista Salvará o Mundo Capitalista? Capítulo 7 A Economia da China Anos da Nova China China uma Economia de Mercado Uma China mais Alta Emerge da Crise Global Essência do Debate sobre a Moeda Chinesa O Debate do Modelo Chinês Capítulo 8 Uma Estratégia Econômica Chinesa 8.1. Ao Brasil, ao Ouro Dinheiro Vivo É Rei As Oportunidades da Crise

10 Sumário 11 Capítulo 9 A Aliança Estratégica e Comercial Brasil-China 9.1. Brasil e China Uma Parceria Estratégica e Comercial A Importância de Macau na Crescente Aliança Estratégica e Comercial de Brasil e China Pioneirismo de Pernambuco A Importância da Aliança Brasil-China no Mundo Pós-Americano Brasil-China: Uma Parceria de Benefícios Mútuos Capítulo 10 Personagens das Relações Brasil-China Um Velho Amigo do Brasil A Sede Chinesa por Recursos Estratégicos Alerta sobre a Multiplicidade de Câmaras de Comércio Brasil-China Capítulo 11 A Energia Limpa Uma Fonte Alternativa de Energia

11 Prefácio Chen Duqing Ex-Embaixador da China no Brasil Diretor-Geral do Instituto de Estudos Brasileiros da Academia de Ciências Sociais da China Dias atrás, fui informado de que será publicado o livro de Charles Tang, intitulado ALIANÇA BRASIL-CHINA, UMA ES- TRATÉGIA PARA A PROSPERIDADE. Trata-se de uma coletânea de diversos artigos do autor, publicados na Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, International Finance News (do Diário do Povo ), China Daily e outros, sobre as relações bilaterais Brasil-China, o desenvolvimento do Brasil e a economia mundial. Como amigo do Charles de longa data, não posso deixar de escrever algumas palavras para parabenizar e compartilhar ao mesmo tempo a alegria do lançamento do livro. Escrever um prefácio seria uma tarefa arris cada. No entanto, como diplomata, dediquei quase toda a minha carreira para os laços sino-brasileiros, e muito apraz-me escrever as seguintes palavras. Charles Tang é economista, empresário e pesquisador. Com grande sensibilidade e visão, tem observado atentamente o processo da reforma e abertura da China, que começou nos anos finais da década de 1970 do século 20, trazendo tremendas transformações ao País. Tem acompanhado a evolução das relações bilaterais e, no ano de 1986, fundou a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC). Também tem defendido, de forma coerente, persistente e incansável, a aproximação dos dois países, dois povos e empresariados. Isso está plenamente demonstrado em seus artigos, palestras e entrevistas. No ano de 1974, foram estabelecidas as relações diplomáticas entre a República Popular da China e a República Federativa do Brasil, abrindo um novo capítulo das relações. Os laços dos dois países vêm se estreitando cada vez mais. Nos 37 anos decorridos, as

12 14 Aliança Brasil-China: Uma Estratégia para a Prosperidade relações têm experimentado um avanço notável nos domínios econômico-comercial, científico e tecnológico (inclusive tecnologia de ponta, como o caso de satélite conjunto de sensoriamento remoto de recursos terrestres), humano e cultural e outros. O entendimento político entre dirigentes dos dois Governos tem sido fluido e satisfatório. Nos anos 90 do século passado, foi estabelecida a parceria estratégica entre os dois Países. Existe um mecanismo regular de consultas estratégicas, e a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban). Nos fóruns internacionais, os dois Países mantêm uma vasta gama de pontos comuns ou coincidentes quanto a grandes temas internacionais ou regionais. Foi elaborado o Plano de Ação Conjunta entre os dois Governos, A China e o Brasil são os dois maiores países em desenvolvimento, com dimensão continental, um no hemisfério Oriental e o outro, no Ocidental. Possuem muitos pontos em comum. O grande escritor Gilberto Freire disse até que o Brasil é a China tropical. Agora, os dois Países fazem parte do BRICs, e são dinâmicos membros do Grupo 20. A China está construindo o socialismo com peculiaridades chinesas. O Brasil está seguindo o próprio rumo em prol da sua grandeza e do bem-estar do seu Povo. Os dois Países podem aprender um com o outro e trabalhar em conjunto pela Humani dade. O relacionamento sino-brasileiro reveste-se de significado global cada vez maior. As relações Brasil-China são um tema constante, não apenas para a atualidade como também para o futuro. Têm despertado muito interesse nos diversos segmentos da sociedade brasileira. A visão sobre a China é muito variada. Lembro-me que, anos atrás, existia uma certa euforia, achando que, o Brasil e a China, uma vez juntos, podiam fazer tudo. Havia um outro extremo, alegando que a China poderia trazer prejuízos à economia brasileira. Mas a opinião predominante na sociedade brasileira é objetiva e realista, acredita na complementariedade mútua e que a intensificação do relacionamento vai beneficiar a ambos. Após a instalação da crise financeira global, pode-se comprovar a importância desse relacionamento. Nos últimos anos, a China passou a ser o maior parceiro comercial do Brasil e uma fonte importante de superávit. O negócio da China con-

13 Prefácio 15 tinua a ser um bom negócio. Não há razão para a preocupação com maior entrosamento das duas economias. Neste processo, alguma frição ou pequenos atritos comerciais são naturais. Evidentemente, empresas multinacionais podem não gostar. Acontece que foram países do Centro que promoveram a globalização, mas, paradoxalmente, eles não queriam ser englobalizados. Com os meios modernos de comunicação e transporte, para o povo brasileiro, a China deixa de ser um país longínquo e misterioso. E para o povo chinês, o Brasil torna-se cada vez mais atraente. Mesmo assim, o conhecimento mútuo entre as duas partes ainda é muito pouco. A meu ver, essa falta de conhecimento e falta de divulgação são os maiores empecilhos para um maior entrosamento dos dois lados. Precisa-se de maior divulgação cultural, mais trabalho de marketing e maior envolvimento de acadêmicos e intelectuais. Espero que o livro de Charles Tang possa ajudar a entender melhor a China e oferecer uma certa inspiração.

14 Apresentação Paulo Rabello de Castro 1 Império do Centro e Império Tropical O que China e Brasil têm em comum, a ponto de despertar-lhes, reciprocamente, algum tipo de atração ou motivação para um tipo especial de relacionamento, além das amenidades diplomáticas ou interesses comerciais imediatos? Que tipo de troca de experiências políticas e sociais, baseada nas vivências desses países tão distantes e distintos, lhes fariam mais próximos um do outro? Estas são as questões essenciais por trás da saga deste livro, escrito com razão e paixão. O autor, Charles Tang, já traz em seu nome prenome ocidental, e nome de família oriental o propósito de uma vida: aproximar Oriente e Ocidente, propiciar leituras novas de um relacionamento milenar que permanece, no entanto, tão exótico quanto a narrativa da permanência de um Marco Polo na Ásia. Tang faz o percurso inverso ao do grande desbravador veneziano, pois vem da China para o Brasil, passando pelos Estados Unidos, onde se graduou com distinção e ali absorveu o âmago da lição de vida ocidental: deixar que o mercado cuide de alocar o preço dos bens e serviços privados, para que o desperdício da sociedade no emprego de seu capital e trabalho seja sempre o menor possível. Ao Estado cabe organizar o ambiente desse mercado para que as oportunidades 1 Ph.D em economia pela Universidade de Chicago, consultor, empreendedor e professor. É presidente do Instituto Atlântico, coordena o Movimento Brasil Eficiente e preside, ainda, o Lide Economia e o Conselho de Planejamento Estratégico da Fecomercio-SP. Comanda a SR Rating, primeira agência brasileira de classificação de riscos. Fundou, com Ives Gandra Martins, a Academia Internacional de Direito e Economia, também fundou e coordenou o Grupo de Informação Agrícola da Fundação Getúlio Vargas.

15 18 Aliança Brasil-China: Uma Estratégia para a Prosperidade se alarguem, de fato, para todos. Nisso há reservado para o Estado um papel indelegável de indutor e orquestrador, aquilo que o ex-presidente Bill Clinton chama de Smart Government, ou governo sagaz, no subtítulo do seu novo livro. 2 Charles Tang, que é brasileiro na China e, de certo modo, chinês no Brasil, não se desvia jamais da missão maior de sua vida, da qual este livro é expressão e manifestação de compromisso. A missão é aproximar dois gigantes, por definição um objetivo difícil de ser alcançado com sucesso. Em princípio, gigantes não se conversam; disputam espaço e hegemonia. Apesar disso, Tang nos revela em sua obra um ângulo pouco explorado da realidade deste século 21. É a realidade multipolar, da ascensão simultânea de vários entes coletivos de dimensão continental, a disputar no globo terrestre o que, até bem pouco tempo, parecia ser, exclusivamente, a bipolaridade EUA/URSS, ou a unipolaridade norte-americana, no brevíssimo interstício histórico de meros 20 anos, da queda do Muro de Berlim e o fim do império soviético, em 1989, até o fim da hegemonia econômica e financeira americana, com o colapso de Wall Street, em O que se seguirá ninguém pode dizer ao certo. Mas já sabemos bem e Charles Tang explora o assunto com maestria que buscamos, todos, um mundo de dimensão política muito mais ampla do que a unipolaridade americana, momentaneamente traduzida, para os emergentes, pela polêmica frase Consenso de Washington. O consenso unilateral está morto e não tem condição de ser reavivado por qualquer nação, neste século, se não o for de modo harmônico e transparente. O mundo do futuro próximo será multipolar. China, Índia, Brasil, Estados Unidos e, quem sabe, uma nova Europa, redefinida e aproximada da Rússia, de quem depende energeticamente, serão protagonistas de uma nova cena mundial, que envolverá ainda, em cada continente onde esses líderes se situem, dezenas de outras nações importantes, com seus próprios talentos humanos e riquezas materiais. Em trabalho ainda inédito, tenho apelidado este novo arranjo multipolar de Triple-B Approach: Blocs, Bachelors and Brides 2 CLINTON, Bill. Back to Work: Why We Need Smart Government for a Strong Economy. Hutchinson (2011).

16 Apresentação 19 que, na versão do nosso idioma, significa enxergar o novo conjunto de alianças de países, tal como organizada a partir de Blocos, de Solteirões e Noivas. Há países, como China e Estados Unidos, cuja força econômica singular e projeção de poder militar os projetam, de imediato, como líderes de blocos, em suas próprias regiões, e para além delas. A Europa é um bloco não natural, mas instituído pela deliberação de seus membros, daí decorrendo sua menor consistência juspolítica e a necessidade de maior cuidado em preservar incentivos à manutenção de seus membros. Há um segundo time de países os Bachelors, ou Solteirões que têm projeção regional indiscutível, como, por exemplo, o Brasil na América do Sul, Indonésia no sudeste asiático, Angola e África do Sul no continente africano. Estes países poderão se unir, formando blocos próprios, com a ajuda e colaboração de vizinhos menos notáveis (as Noivas ) ou, alternativamente, juntar-se aos Blocos liderados pelo primeiro time. Este é o tipo de jogo político que será travado nos próximos anos, em que a China já está escalada e jogando no primeiríssimo escalão, e o Brasil, que tem, como Solteirão no baile, uma condição sui generis, pois seu leque de possibilidades vai desde uma modesta e encabulada atuação, limitada à sua região de imediata influência, ou seja, junto aos vizinhos de fronteira, até um possível protagonismo mundial, como líder ou colíder de um grande bloco, envolvendo sua dimensão atlântica e, indiretamente, a pacífica. Charles Tang nos oferece, nesta coletânea vigorosa, um repertório rico em possibilidades para o Brasil avançar com mais eficiência, na década atual e, pelo menos, nas duas próximas, já que a visão do autor traz a marca de seu DNA cultural chinês, habituado a enxergar e planejar com olhos pregados no muito longo prazo. Embora brasileiro no coração, Tang não abandona os traços especiais da cultura milenar que o forjou como pessoa. O planejamento de prazo decenal, e até multidecenal, é um traço que aquele brasileiro típico, divertido e distraído como é, ainda não adotou como prática coletiva. Deveríamos planejar como os chineses. Planejar e tentar cumprir a meta pois, frequentemente, nos perdemos no pouco que antecipamos em nosso futuro.

17 20 Aliança Brasil-China: Uma Estratégia para a Prosperidade O hábito do planejamento oficial, governamental, adicionaria muito, no Brasil, ao nosso privilégio de já havermos alcançado uma democracia em pleno processo de consolidação, algo que Tang reconhece ser dimensão mais difícil e complexa de ser atingida na China, enquanto esta tiver o desafio de integrar ao consumo urbano mais de 500 milhões de pessoas ainda muito pobres. O estágio político da democracia requer do Estado um planejamento transparente e objetivo de metas econômicas e sociais para que a população possa exercer seu direito de avaliação e de busca de alternâncias no exercício do poder. A China nos ensina sobre a importância crucial deste planejamento, medido, avaliado e reprogramado quando necessário. Por que, então, não imitamos o bom exemplo chinês? Tang quase se angustia ao insistir que o Brasil perde tempo precioso ao não organizar um combate frontal às ineficiências da máquina pública nacional, que consome cerca de 40% da riqueza produzida a cada ano no País e, contudo, retornando benefícios à população de modo parcial, fracionário, inclusive porque a parcela dedicada aos investimentos no gasto público é muito baixa. A China, ao contrário, nos apresenta indicadores invejáveis de inversão pública, que puxam e induzem os investimentos, também altos, do setor privado. Aqui, o governo se esmera em tributar famílias e empresas, pois a carga fiscal brasileira é quase o dobro da praticada na China. E seria, por acaso, o Estado chinês mais fraco por tributar menos? E o governo chinês seria menos capaz de realizar sua missão por falta de recursos fiscais? Óbvio que não. Pelo contrário, a parcimônia do gasto público na China é fator de moderação da carga de impostos, de moderação dos juros praticados e de aumento do poder de competição dos produtos chineses. Em suas constantes viagens entre China e Brasil, Tang foi consolidando a certeza de suas observações empíricas. Não o move uma predisposição de defender esta ou aquela ideia, só por ser simpática. Nesse ponto, Charles Tang assume o rigor acadêmico que aprendeu com seus mestres americanos: verificar antes de acreditar. E a constatação surge à nossa frente, berrando a solução que temos evitado por tantos anos. É urgente cortar a obesidade do setor público brasileiro, seus descarados privilégios, a corrupção sem freio, os

18 Apresentação 21 desvios da democracia pouco representativa e a carga tributária desmedida. Se fizermos isso, o Brasil surgirá, e com redobrado vigor, na competição internacional, podendo se candidatar a ser, de fato, um líder de bloco nas décadas vindouras. O Brasil chegou a ser um campeão mundial em crescimento econômico no período que vai do início do século 20 até meados dos anos 70. Este é o período em que a China sofreu e amargou para encontrar seu caminho, pagando um alto preço para tanto. Em compensação, o Brasil brecou e estagnou, do fim dos anos 70 até o início deste século, período em que o campeonato do crescimento acelerado foi vencido de braçada pela China. O Império do Centro, como tradicionalmente conhecido, se organizou para o avanço e o fez com método e pertinácia. Como fomos abandonar estas virtudes coletivas tão fundamentais? Porém, assim como a China encontrou seu rumo após a Revolução Cultural, reconstruindo suas bases como sociedade multiétnica e modernizando sua indústria em bases mundialmente competitivas, destarte revigorando o que foi, no seu passado glorioso, o Império do Centro, o Brasil pode, de modo semelhante, colocar concretude em seus sonhos de grandeza. É este o ponto que anima o coração brasileiro de Charles Tang: perceber que nada é impossível a certos países, como China e Brasil, nascidos com dimensão imperial, no sentido da enorme projeção atual e futura do seu poder territorial e cultural, não importando se a organização política da nação corresponde a uma monarquia ou república. Como república e como democracia, na boa e liberal tradição política do Ocidente, o Brasil está muito bem servido institucionalmente. Resta fazer funcionar as instituições a serviço do coletivo, preocupação das mais recentes administrações federais brasileiras, desde o advento do plano Real. Foi a recuperação da credibilidade na moeda nacional que nos resgatou da imoralidade financeira na conduta do interesse econômico coletivo. A inflação galopante era profundamente antiética e usurpadora do futuro dos brasileiros. Mas temos ficado a meio caminho de uma revolução econômica e social integradora da sociedade brasileira e que venha, com isso, nos projetar como um moderno im-

19 22 Aliança Brasil-China: Uma Estratégia para a Prosperidade pério tropical no século 21. Ficamos devendo à Nação brasileira uma revolução de Quatro Acessos : primeiro, de acesso ao capital imobiliário (que a legislação do programa Minha Casa Minha Vida busca agora resgatar); segundo, de acesso amplo ao capital social das empresas abertas, sob a forma de fundos previdenciários incentivando mais poupança coletiva; terceiro, o acesso à educação de qualidade e útil para a competição que virá pela frente; e quarto, a preservação social do imenso patrimônio ambiental, que não pode ser privatizado para ser, em seguida, depredado em detrimento de gerações futuras. Esses quatro desafios, de construção de acessos sociais, são uma pauta perfeita para aproximar os interesses dos dois gigantes, China e Brasil, ampliando a faixa de colaboração que haverá de complementar o sempre crescente comércio bilateral convencional entre os dois. Penso numa pauta não convencional, da qual nasçam as bases de uma valorização efetiva do ser humano, como indivíduo e como família, esteio de qualquer poder coletivo nacional numa era marcada pela acumulação do Conhecimento que, afinal, está sempre dentro de alguma pessoa, e de ferrenha disputa pela dianteira das inovações técnicas, das formas de expressão artística (que constituem, para além de arte, um pujante mercado) e de certas tecnologias sociais de organização do coletivo para a vida menos estressante nas grandes cidades. Entre as 29 maiores regiões metropolitanas do planeta, em 2025, conforme projeções da Divisão de População do Secretariado da ONU, a China terá cinco dentre elas, enquanto Índia/Paquistão/ Bangladesh terão seis. Brasil e EUA, cada um, terão duas cidades na lista. Mas, é curioso notar que, tomando o Brasil no contexto sul-americano, no caso incluindo, além de São Paulo e Rio de Janeiro, também Buenos Aires, Lima e Bogotá, nossa macrorregião contará com cinco entre as 29 maiores metrópoles, exatamente como a China. Trata-se, portanto, de um desafio enorme para o Brasil firmar-se como líder capaz de ter uma programação econômica e so-

20 Apresentação 23 cial à altura de suas responsabilidades regionais. Falta-lhe este modelo de Quatro Acessos. Somos ainda um país de exclusões, apesar da recente inclusão de cerca de 30 milhões de pessoas a um padrão de consumo mais digno. Nossa taxa de investimentos ainda é capenga, abaixo dos 20% do PIB, enquanto a chinesa supera a marca de 40%! E o que dizer do baixo investimento no capital humano? E sobre a ineficiência da máquina pública? E a burocracia sufocante? Para não falar da precária logística, que aleija a rentabilidade do agronegócio (nosso primeiro e mais rentável pré-sal ) e mata a competitividade da nossa indústria no caminho até o porto mais próximo. Cada um desses temas é objeto de cuidadosa discussão nesta coletânea de artigos de Charles Tang. Didático, e sempre afirmativo, Tang defende os caminhos para realizarmos o sonho do império nos trópicos. De fato, no agronegócio, o Brasil já foi capaz de realizar uma revolução tecnológica aplicada, em menos de 50 anos. Essa revolução rumo a uma agricultura de precisão nos trópicos, a tropicultura teve por base gente bem preparada, cientistas brasileiros adaptando técnicas de fora com inteligência, muita pesquisa e dedicação persistente. Portanto, a fórmula de sucesso existe. Não foi só a China que a aplicou lá, senão aqui também a usamos com pleno sucesso no campo, para ter a melhor tropicultura do mundo. A China nos viabilizou melhores preços de commodities, ajudando o Brasil a vencer a restrição de sua grande dívida externa. E a agricultura ajudou o Brasil a incluir milhões de pobres ao consumo de massa. Mas os ganhos totais de produtividade no Brasil (a chamada produtividade total dos fatores, no linguajar econômico) permanecem quase estagnados. O Brasil se recuperou da estagnação pelo ingresso de mais jovens adultos na força de trabalho, numa condição excepcionalmente favorável de mercado. Não nos iludamos. Ou vamos para a revolução completa, construindo o império tropical, ou permaneceremos como um solteirão encabulado, no fundo do baile das grandes nações. Concluindo com Tang: o Brasil, como a China, é um desses países que só pode ser derrotado por si mesmo. Vale a pena conferir o caminho da vitória que Charles Tang nos indica. São Paulo, agosto de 2012.

21 Introdução Por: Cecily Liu (chinadaily.com.cn) 23/12/2011 Charles Tang: Ponte entre China e Brasil Quando líderes empresariais e políticos estavam reunidos no fórum da The Economist sobre mercados de alto crescimento em Londres, um chinês bonito e carismático conquistou o público com sua visão sobre a América Latina. Esta figura familiar não é outro senão Charles Tang, presidente da Câmara Brasil-China de Comércio e Indústria (CCIBC). Desde a criação da CCIBC em 1986, Tang já recebeu visitas de centenas de delegações chinesas para explorar oportunidades de negócios no Brasil. As importações da China a partir do Brasil aumentaram 18 vezes na última década, ultrapassando os EUA, tornando-se o maior mercado exportador do Brasil em Quando eu estabeleci a Câmara, ninguém estava interessado. O Brasil era uma economia fechada e a China era muito pobre. Mas eu estava muito feliz por ter o apoio de seis brasileiros influentes, incluindo o senador Fernando Henrique Cardoso, que mais tarde se tornou Presidente do Brasil, disse ele. Nossa Câmara é muito ativa e, hoje, estamos ajudando com mais de 4 bilhões de dólares em negócios. Tang também ajudou muitas empresas brasileiras a se expandirem para a China. Em 2002, a fabricante brasileira de aeronaves, Embraer, estabeleceu uma joint venture para fabricar aviões com a chinesa AVIC II, em Harbin. Em 2004, Tang organizou uma viagem para o presidente do Banco Itaú para visitar a China, que

22 26 Aliança Brasil-China: Uma Estratégia para a Prosperidade resultou na abertura de um escritório de representação do banco em Shanghai. Tang é a 20ª geração descendente do herói nacional da China, Tang Jingchuan, que defendeu a China contra a invasão dos japoneses há quase cinco séculos. A família de Tang se mudou para o Brasil quando ele era apenas um menino de seis anos. Os desafios da terra desconhecida o fizeram crescer para ser um homem forte e independente. O Brasil acolheu minha família, mas em nossos corações também somos chineses. Isto é o que meu pai costumava me dizer, e agora eu digo aos meus filhos, disse ele. Tang estudou economia e sociologia na Universidade de Cornell. Após a formatura, ele trabalhou para Deltec Banking, para ajudar a gerenciar os investimentos deles no Brasil. Um ano mais tarde, o Banco de Boston o contratou para desenvolver e introduzir o leasing como um instrumento financeiro para a economia brasileira. O leasing criou muitas novas oportunidades de negócios no Brasil. A experiência e as habilidades de Tang tiveram demanda elevada. Onze grandes grupos bancários o contrataram como consultor privado para criar as suas próprias empresas de leasing, incluindo: Banco Safra, Banco Bozano Simonsen, Banco de Montreal e o Banco United Dutch. Eu me tornei um jovem milionário através de meus próprios esforços e, de repente, eu estava em todos os principais jornais e revistas financeiras no Brasil, lembrou Tang. Isso foi pura sorte? Tang deu de ombros com um sorriso confiante: Competência e sorte trazem sucesso. Você pode ser muito competente, mas se você não tiver sorte, você não pode por vezes ser capaz de ter sucesso. Elas andam de mãos dadas. A nova riqueza de Tang lhe permitiu deixar o Banco de Boston, em 1974, e montar sua própria empresa de leasing, a

23 Introdução 27 Leasecapital S/A, como um parceiro igualitário com o Banco Nacional do Estado de Maryland. Tang, posteriormente, estabeleceu o Leasecapital Espana S/A em Madrid, Espanha, como uma joint venture com o então Banco del Descuento. Sucesso não vem sem desafios, e um deles é se adaptar às diferenças culturais. O hábito dos espanhóis de tirar uma longa pausa para o almoço de quatro horas e acabar o jantar à meia-noite estavam completamente fora de sintonia com o relógio biológico de Tang. E como superou o problema? Eu não consegui. Eu só fiquei cansado, ele riu. A história do sucesso pessoal de Tang é uma lenda, mas ele é cheio de entusiasmo ao falar sobre seu trabalho na CCIBC, reforçando os laços de negócios entre os dois países queridos para ele. Com a ajuda de Tang, o Brasil realizou a sua maior feira de indústria e comércio em Shanghai, em O ex-ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sergio Amaral, levou uma grande delegação de 112 empresários para representar o Brasil na feira. A feira também levou marcas brasileiras de médio porte para fazer da China um novo destino de exportação, incluindo a marca Pelé de café instantâneo, o leite longa vida Cemil, e Marko RollOn. Muitas outras empresas brasileiras, europeias e norte-americanas também se voltaram para a assistência de Tang, para expandir ainda mais na China e no Brasil, incluindo Votorantim, Odebrecht, Johnson & Johnson, Holcim, Sino Steel, JAC automóveis, Foton e Grentech. Com a relação de negócios entre China e Brasil florescendo, Tang se tornou a escolha natural como palestrante em diversas conferências globalmente influentes. Seus pontos de vista também são frequentemente vistos na mídia internacional, incluindo USA Today, New York Times, The Economist, Business Week,

24 28 Aliança Brasil-China: Uma Estratégia para a Prosperidade Newsweek, Le Figaro, The Financial Times, CCTV News e BBC World TV. A China está se tornando muito forte, mas ainda estamos fracos na nossa capacidade de transmitir e projetar a nossa imagem de forma adequada para o mundo ocidental, disse Tang. Ele agora viaja para a China, Brasil e os EUA quase uma vez por mês, usando sua sabedoria e influência para ajudar a China a ter uma maior integração na economia global. Talvez seja a vontade de Tang de falar abertamente sobre suas ideias que o fez imediatamente simpático. Um de seus melhores amigos na Cornell é o seu ex-professor, Gaza Feketekuty, que se tornou diretor de Operações na Comissão Internacional de Comércio dos EUA. Quando eu discordava do professor Feketekuty em sala de aula, dizia a ele. Ele gostava de mim porque ele pensava que eu havia discutido com inteligência. Tang também é amigo de polo do príncipe Charles de Gales. Após uma reunião inicial em Deauvielle, em 1976, a paixão que os dois jovens compartilhavam pelos esportes imediatamente os aproximou. Eu percebi que o povo britânico não falava muito com ele, porque ele é o futuro rei deles. Mas para mim, ele é apenas um jogador de polo. Acho que é por isso que ele gostava de mim, lembrou Tang. Um fervoroso amante de polo, Tang praticou o esporte com frequência no Guard s Polo Club, em Windsor, no Cowdray Polo Club, em Midhurst, no Palm Beach Polo & Country Club nos EUA, bem como em seu campo de polo próprio, no Rio de Janeiro. A atitude de quem não vê impossibilidades de Tang no trabalho e nos esportes ressoa com muitos chineses. Mas as belas montanhas, o oceano e as praias do Rio também acrescentaram um toque romântico à sua pessoa.

25 Introdução 29 Tang conheceu sua primeira esposa, Uta Schwietzer, em Estando muito atrasado para uma reunião com um empresário norte-americano no Rio, passou direto por uma moça bonita na rua. Como um empresário responsável, ele foi diretamente para o encontro com o americano, pensando: Puxa, que pena, essas oportunidades só acontecem uma vez na vida. Mas o destino, gentilmente, deu a Tang uma segunda chance. A bela moça alemã acabou por ser uma gerente da companhia aérea Lufthansa, e seu escritório não era longe do dele. Depois de alguns encontros, Tang convidou Schwietzer para acompanhá-lo em sua viagem para jogar polo com o príncipe Charles em Deauville. Você não quer se encontrar com o príncipe Charles?, perguntou ele, ao que ela respondeu: Eu já tenho meu príncipe Charles. Seis meses depois se casaram. No entanto, o casamento feliz não durou para sempre. Em 2001, Tang conheceu sua atual esposa, agora sra. Natalia G. Tang, uma bela moça de descendência alemã e italiana da capital dos vinhos do Brasil, Bento Gonçalves. Quando Tang levou Natalia pela primeira vez a Beijing, em uma viagem de trabalho em 2005, ela se apaixonou pela cidade e pela China e pediu para que eles ficassem para a semana de moda de Beijing. Tang se ofereceu para deixá-la ficar e se juntar a ela um mês depois, mas a sugestão foi recebida com uma resposta provocativa de Natalia: Você acha que eu vou deixar você voltar para o Rio por conta própria, onde há tantas meninas bonitas? Você é louco!. Então Natalia deixou Beijing com relutância, mas insistiu que Tang a levasse de volta para China. Um ano depois o casal se mudou para um apartamento em Shanghai. Bem, você sabe. As mulheres são sempre quem mandam. Nós, homens, temos sempre a última palavra: Sim, senhora!

26 30 Aliança Brasil-China: Uma Estratégia para a Prosperidade Algumas Palestras Proferidas por Charles Tang 01/09/2004 FIEL Fundación de Investigaciones Económicas Latinoamericanas Tema: CHINA A Transição para uma Economia de Mercado, em Buenos Aires, Argentina. 24/02/2005 Isto É Dinheiro Tema: Agricultura Brasileira: Agronegócio e Exportações, em São Paulo, Brasil. 09/11/2005 Nações Unidas, CEPAL Tema: Análisis Estratégico de la Relación Económica de América Latina con China. El Rol de las Cámaras de Comercio, em Santiago, Chile. 16/04/2006 FACIAP Tema: BRIMCS (Brasil, Rússia, Índia, México, China e África do Sul), em Curitiba, Brasil. 17/05/2006 Americas Society & Asia Society Tema: Asia Latin America Conference, em New York, USA. 24/05/2006 Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo Tema: Brasil e China Riscos e Oportunidades, em São Paulo, Brasil. 24/11/2006 UK Trade & Investment Council Brazil Trade & Investment Conference Tema: China & Brazil Working Together to Find Opportunities for Economic and Trade Cooperation em Whitehall, Londres, UK. 18/11/2007 Europe China Business Meeting Tema: Growing with BRIC, em Frankfurt, Alemanha. 11/03/2008 UNESP Universidade do Estado de São Paulo Tema: Oportunidades de Negócios com a China, em Franca, Brasil.

27 Introdução 31 14/03/2008 FGV Fundação Getúlio Vargas Master of International Management Tema: A Parceria Estratégica Brasil & China, no Rio de Janeiro, Brasil. 27/10/2008 WICO World Industrial & Commercial Organizations Forum Tema: A Strategic Partnership between Two Giants, em Beijing, China. 23/10/2008 UNISINOS Universidade do Vale dos Sinos Tema As Oportunidades que a China Oferece, em São Leopoldo, RS, Brasil /11/2008 Global China Business Meeting Tema: Connecting China with Latin America, em Barcelona, Espanha. 25/11/2008 AMCHAM Tema: Brasil Inserido no Cenário do Modelo de Crescimento Chinês, em São Paulo, Brasil. 20/08/2009 CASS Academia de Ciências Sociais da China (Chinese Academy of Social Sciences) Tema: A Construção da Parceria Estratégica e Comercial dos Dois Gigantes, em Beijing, China /11/2009 Global China Business Meeting Tema: China & Latin America, Presidente do Painel e Palestrante, em Lisboa, Portugal. 11/04/2010 China Economic Review Tema: Industries and Sectors of Interest for Chinese and Foreign Investors, em Shanghai, China. 10/05/2010 Mare Forum Italy Shipping Conference Tema: Optimism in the Air, em Roma, Itália /05/2010 Global Russia Business Meeting Tema: Investing Overseas, em Ljubljana, Eslovênia.

28 32 Aliança Brasil-China: Uma Estratégia para a Prosperidade 22/07/2010 FGV Fundação Getúlio Vargas BRICS Conferência Internacional Empreendedorismo nos BRICS, em São Paulo, Brasil. 30/07/2010 FIRJAN Federação de Indústria, 7º Congresso Nacional de Gestão Corporativa, no Rio de Janeiro, Brasil /2010 UNCTAD, NAÇÕES UNIDAS WIF World Investment Forum Tema: Re-Strategizing Investment Promotion, em Xiamen, China /09/2010 Tsinghua University 5º Simpósio de Bioenergia Mundial Tema: Biofuels Around the World, em Suzhou, China. 21/10/2010 Financial Times Keynote Speaker Tema: Doing Business in Brazil, em Shanghai, China. 13/10/2010 Fecomércio de Pernambuco e CCIBC Oportunidades de Investimentos e de Negócios no Nordeste do Brasil, em Shanghai, China. 17/10/ rd China Petroleum, Petrochemical Equipment & Technology Exhibition em Dongying, em Shandong, China. 27/10/2010 Deep Water Brazil Congress, no Rio de Janeiro, Brasil. 17/10/ th CHINA MINING CONGRESS & EXPO Tema: Mining, Exploration and FDI in Latin America, em Tianjin, China. 29/11/2010 Finance Asia (Grupo Wall Street Journal) Brazil Investment Summit Presidente de Painel e Palestrante, em Hong Kong. 25/05/2011 Mining Investment Brazil Summit Tema: Parcerias em Mineração com a China, em São Paulo, Brasil. 21/05/2011 London Business School Latin America Business Forum Tema: Latin American Companies in China, em Londres, UK.

29 Introdução 33 28/06/2011 The Economist Global Intelligence Unit Tema: Global Energy Conversation, em Shanghai, China. 13/09/2011 Mare Forum Brazil & South America, no Rio de Janeiro, Brasil /09/2011 CCPIT China Council for the Promotion of International Trade Beijing International Tema: Conference of Friendly Commerce Chambers, em Beijing, China. 29/09/2011 The Economist High Growth Markets Summit, em London, UK. 06/10/2011 Universidade de São Paulo Seminários de Relações Internacionais. 3-4/11/2011 The Economist Brasil 2022, em São Paulo, Brasil. 22/03/2012 Mare Forum Indonesia Geopolitics Tema: The Shift of Power from West to East the BRICS and the CIVETS, em Jakarta, Indonésia /07/2012 University of Oxford Reverse the Future Tema: Investing in Tomorrow s Economies, em Oxford, UK /11/2012 Global China Business Meeting Tema: Exploring New Models of Growth, em Riga, Latvia.

30 Capítulo 1 Economia Brasileira e Desenvolvimento Econômico do Brasil 1.1. Brasil, Superpotência Econômica? Publicado na revista Integração Econômica, Ed. Aduaneiras, dezembro de 2002, Ano 1, nº 2. O Brasil pode ser o maior tigre de exportações do mundo! O nosso País reúne todas as condições para isto, muito mais do que a China ou o Japão. A experiência da China e dos demais tigres asiáticos que a antecederam nos ensina que o caminho da riqueza de uma nação não é demorado, nem, muito menos, impossível. As duas décadas perdidas em nossa evolução econômica correspondem exatamente ao tempo que a China levou para dar o seu grande salto. Enquanto isso, neste novo milênio, o Brasil pode estar perdendo a sua terceira década de desenvolvimento, com uma economia seriamente refreada, apesar desses anos todos de inúteis sacrifícios, decorrentes de planos e pacotes econômicos malsucedidos. Teoria Mercantilista O que nos falta para atingir nosso destino de grandeza é uma nítida visão política de prosperidade e a adoção de uma teoria econômica condizente com a formação da riqueza das nações. Sempre recorremos à teoria monetarista para garantir os nossos planos e pacotes econômicos, que foram baseados em decretos, como se esse valioso instrumento de administração pública podesse, por si só, impulsionar o nosso avanço econômico. Nessas duas décadas perdidas, tanto nos especializamos nos ensinamentos do professor Milton Friedman que hoje talvez sejamos

31 36 Aliança Brasil-China: Uma Estratégia para a Prosperidade os melhores do mundo em administração monetarista da pobreza. E, realmente, não é nada fácil manter a estabilidade ante os níveis de pobreza e outros problemas que enfrentamos. Um Povo Patriota e Disciplinado Patriota, disciplinado, esperançoso, o povo brasileiro, por necessitar tanto de acreditar em dias melhores, aceitou sacrifícios em escalas sem precedentes, todas as vezes que um novo plano lhe prometia essa esperança. Quem não se lembra dos fiscais do Plano Cruzado? Da conformidade com o confisco do Plano Collor? Da adesão voluntária ao apagão? Temos que mudar o decrépito modelo de um círculo vicioso de alternância entre inflação e estabilização, baseado na criação de recessões (que só agravam ainda mais a nossa pobreza) e tendo como ferramentas juros extorsivos, restrição da liquidez e taxas de câmbio fictícias? Por que insistimos, sob novos rótulos, em um mesmo modelo econômico, que, há tantos anos, só tem fracassado em todas as suas variantes? Por que não adotamos a teoria mercantilista e criamos as estruturas necessárias para transformar o Brasil no maior tigre exportador do mundo? Por que não conseguimos enxergar que, para ser um país próspero, é indispensável gerar receita em vez de recorrer ao FMI? Por que ninguém ainda se dispôs a reestruturar nossa economia, desmontando a danosa estrutura do Custo Brasil, a fim de assegurar nossa competitividade internacional? Planos Milagreiros Temos que entender que uma nação edifica sua riqueza com a receita decorrente das vendas para outros países e não com pacotes econômicos milagreiros, nem com expectativas de geração de poupança interna a partir da pobreza existente. Nossos numerosos planos sempre estiveram predestinados a falhar, por falta de uma fórmula capaz de obter receitas em divisas por meio de exportações e de atrair investimentos estrangeiros em quantidade suficiente para impulsionar a nossa economia. Muitas vezes, esquecemos que os

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