DIAGNÓSTICO E AVALIAÇÃO DA EVOLUÇÃO DOS ATRIBUTOS QUÍMICOS DOS SOLOS DA REGIÃO DO MÉDIO ALTO URUGUAI - RS 1

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1 DIAGNÓSTICO E AVALIAÇÃO DA EVOLUÇÃO DOS ATRIBUTOS QUÍMICOS DOS SOLOS DA REGIÃO DO MÉDIO ALTO URUGUAI - RS 1 FABBRIS, Cristiano 2 ; CHERUBIN, Maurício Roberto 2 ; WEIRICH, Sidinei Wolnei 2 ; MORAES, Moacir Tuzzin 2 ; DA ROS, Clovis Orlando 2 1 Trabalho de Iniciação Científica Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) 2 Curso de Agronomia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Frederico Westphalen, RS, Brasil RESUMO Este trabalho teve por objetivo caracterizar a situação da fertilidade dos solos da região do Alto Médio Uruguai RS. A caracterização da situação da fertilidade dos solos, baseou-se no banco de dados do laboratório de análises de solo e tecido vegetal, localizado em Frederico Westphalen. Os dados das análises de solo foram separados em classes para a avaliação dos níveis de disponibilidade de macronutrientes, micronutriente, teores de matéria orgânica, teores de argila e atributos de acidez do solo, de acordo com o Manual de Adubação e de Calagem para os Estados do RS e SC. De um modo geral, a situação da fertilidade dos solos da região se manteve estável durante o período analisado, com exceção dos teores de matéria orgânica, que tenderam a diminuir. Os resultados do levantamento indicam que os nutrientes que merecem atenção com relação à baixa disponibilidade nos solos da região são P, Mn e S. Palavras-chave: Macronutrientes; Micronutrientes; Atributos químicos do solo; Disponibilidade de nutrientes. 1. INTRODUÇÃO Os laboratórios que prestam o serviço de análises de solos nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina constituem a Rede Oficial de Laboratórios de Análise de Solo (Rolas), fundada em Estes laboratórios utilizam metodologia analítica unificada e participam de programa de controle de qualidade de análises. Nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina existem 25 laboratórios e destes, 18 estão no estado do Rio Grande do Sul conforme especificado no Manual de Adubação e de Calagem para estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (CQFS RS/SC, 2004). Os laboratórios vinculados à Rolas, além de fornecer um laudo de análise de solo específico para a gleba, formam um banco de dados de todas as análises realizadas. Com estas informações é possível caracterizar a fertilidade do solo de um estado ou de uma determinada região. No estado do Rio Grande do Sul, desde 1969, foram feitos vários levantamentos de fertilidade dos solos (PORTO, 1970; DRESCHER, 1995; RHEINHEIMER et al., 2001). No último levantamento, foram utilizados nove laboratórios, com um total de análises. Os resultados mostraram que a situação da fertilidade do solo do estado do Rio Grande do Sul é diferente entre as doze regiões agroecológicas estudadas. O levantamento da fertilidade do solo mostrou também que houve uma diminuição da necessidade de calcário e que há necessidade de elaboração de fórmulas mais equilibradas em fósforo e potássio 1

2 para que possam elevar os níveis de fósforo, uma vez que a necessidade de adubação de fósforo é maior do que a de potássio. Os levantamentos realizados para a caracterização da fertilidade do solo foram abrangentes para o estado do RS, porém, não caracterizam regiões específicas. O objetivo deste trabalho foi de caracterizar a situação da fertilidade dos solos da região do Médio Alto Uruguai. 2. METODOLOGIA A avaliação dos níveis de disponibilidade de nutrientes, dos teores de matéria orgânica, das relações entre nutrientes e dos atributos de acidez do solo, foi efetuado a partir da sistematização das análises de amostras de solos do Laboratório de Análises de Solo e Tecido Vegetal, localizado no Pólo de Modernização Tecnológica do Médio Alto Uruguai, em Frederico Westphalen, RS, no período de 2001 a Foram utilizados resultados de análises de solo, após a exclusão de laudos de outros estados, de outros municípios, resultados de pesquisa, análises de adubos, resíduos orgânicos, resíduos de rochas e laudos com problemas de identificação ou erro de digitação. Para micronutrientes foram utilizadas análises (análises completas). Os dados das análises de solo foram separados em classes para a avaliação dos níveis de disponibilidade de macronutrientes (P, K, Ca, Mg e S), micronutrientes (Zn, Cu, Mn e B), teores de matéria orgânica, teores de argila e atributos de acidez do solo, de acordo com o Manual de Adubação e de Calagem para os Estados do RS e SC (CQFS - RS/SC, 2004) e posteriormente calculado o respectivo percentual para cada classe. 3. RESULTADOS E DISCUSSÕES De um modo geral, a situação da fertilidade dos solos da região, nas diferentes classes, se manteve estável durante o período analisado, com exceção dos teores de matéria orgânica, que tenderam a diminuir no período, principalmente nos dois últimos anos (Figura 1). Houve um aumento na classe baixa ( 2,5%) de 57 a 70% das análises nos anos de 2006 e 2007, respectivamente. A região do Médio Alto Uruguai é caracterizada por agricultura familiar, com práticas agrícolas com uso intensivo do solo e com baixa utilização de práticas conservacionistas, propiciando a degradação dos solos. Além de que o expressivo cultivo de fumo, forrageiras para pastoreio e milho silagem, culturas estas que acrescentam pouco volume de material orgânico ao solo, uma vez que grande parte deste material produzido é retirado do sistema, tornando ainda mais difícil a manutenção e acúmulo de matéria orgânica no solo. 2

3 Distribuição (%) Baixo Médio Alto Classes Figura 1. Distribuição média relativa dos teores matéria orgânica do solo, nas diferentes classes de interpretação, no período de 2001 a 2007, na região do Médio Alto Uruguai do Estado do RS. Os atributos de acidez do solo mostraram que, em média, 76,7 % das análises apresentaram ph do solo maior ou igual a 5,5 (classe média e alta), porém com apenas 43,4% das análises com valores iguais ou superiores a 65% de saturação por bases (classes média e alta) (Tabela 1). Já a saturação por alumínio, os resultados mostraram que, em média, 94,1 % das análises apresentaram valore iguais ou inferiores a 10%, (classes muito baixo e baixo), não sendo considerado limitante para o desenvolvimento da maioria das culturas. Estes resultados reforçam a importância destes critérios utilizados no manual de adubação e calagem para os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (CQFS - RS/SC, 2004) para recomendação de calagem para as culturas de grãos e de forrageiras, no sistema plantio direto. Tabela 1. Distribuição média relativa dos valores de ph, saturação por bases, saturação por alumínio, CTC ph 7,0 e matéria orgânica, nas diferentes classes de interpretação, nos solos da região do Médio Alto Uruguai do Estado do RS. Média do período de 2001 e Saturação Saturação por Classes ph CTC por bases alumínio ph 7,0 M.O % Muito Baixo 7,2 10,5 75, Baixo 16,1 46,1 18,7 0,2 55,7 Médio 52,2 25,1 2,2 39,9 42,9 Alto 24,5 18,3 3,7 60,2 1,4 Quanto aos valores de CTC ph 7,0, em média, 60,2% das análises de solo apresentaram valores superiores a 15 cmol c /dm 3 (classe alta) (Tabela 1). Isto pode ser atribuído, principalmente, aos altos teores de argilas encontrados nos solos da região (Figura 22., uma 3

4 vez que o teor de argila é um dos fatores que afetam diretamente os valores de CTC ph 7,0 (LOPES, 1989). 50 Distribuição da classe (%) < 21% Classe 4 21 a 40% Classe 3 41 a 60% Classe 2 > 60% Classe 1 Teor de Argila Figura 2. Distribuição média relativa dos teores de argila do solo, nas diferentes classes de interpretação, nos solos da região do Médio Alto Uruguai do Estado do RS. Média do período de 2001 e Quanto a disponibilidade dos macronutrientes, o trabalho verificou-se que 57,6% e 16,7% das análises apresentavam valores de fósforo e potássio abaixo do nível de crítico (classes muito baixo, baixo e médio), respectivamente (Tabela 2). Tabela 2. Distribuição média relativa dos valores dos nutrientes disponível (P, K, Ca, Mg, e S), nas diferentes classes de interpretação, nos solos da região do Médio Alto Uruguai do Estado do RS. Média do período de 2001 e Faixa Fósforo Potássio Cálcio Magnésio Enxofre % Muito Baixo 8,7 0, Baixo 27,8 5,3 2,0 1,3 41,8 Médio 21,3 10,6 4,5 2,6 33,1 Alto 25,4 35,9 93,4 96,1 25,1 Muito Alto 17 47, O nível crítico corresponde ao rendimento relativo de, aproximadamente, 90% do rendimento máximo das culturas, conferindo o máximo retorno econômico (CQFS RS/SC, 2004). Quando a disponibilidade dos nutrientes no solo estão abaixo do nível crítico, há necessidade de efetuar adubação de correção para elevar os teores de nutrientes acima do nível crítico. Para isto são necessários 120, 60 e 30 kg/ha de P 2 O 5 e K 2 0 para as classes muito baixa, baixa e média, respectivamente. Acima do nível crítico há necessidade somente de adubação de manutenção para os teores altos e de reposição para os teores 4

5 muito altos, variando conforme a necessidade de cada cultura e da expectativa de rendimento. A maior quantidade de análises de solos com valores de potássio acima do nível crítico em relação ao fósforo deve estar relacionada ao material de origem dos solos da região (basalto), do teor e tipo de argila e da CTC do solo. O fósforo é um nutriente que é fortemente adsorvido aos colóides do solo, tornando-se gradativamente indisponível para as plantas devido a adsorção específica. O teor de argila e o ph do solo são atributos que interferem nesta adsorção, sendo que o os altos teores de argilas na maioria dos solos da região devem contribuir para o aumento desta adsorção. Os baixos teores de matéria orgânica e a baixa adição de resíduos culturais também devem contribuir para os baixos teores de fósforo disponível encontrados nos solos da região, pois a mineralização do fósforo orgânico contribui significativamente para a disponibilidade do fósforo no solo (LOPES, 1989). Aliado a estes fatores, a utilização de fertilizantes com menor concentração de fósforo também devem ter contribuído ao longo do período de cultivo destas áreas para a menor disponibilidade deste nutriente em relação ao potássio.. Os teores de cálcio e magnésio trocáveis no solos são na maioria altos, com 93,4% e 96,1% das análises, respectivamente (Tabela 2). Estes resultados devem estar relacionados ao material de origem. O basalto é uma rocha rica em cálcio e magnésio, presente nos minerais, como plagioclásios, piroxênios e olivina. A calagem também deve ter contribuído significativamente para elevar os teores originais de cálcio e magnésio no solo. Além dos fatores acima relacionados, a baixa mobilidade do cálcio e do magnésio no solo, também influencia para a manutenção destas altas concentrações do elemento, uma vez que suas perdas por lixiviação são praticamente nulas. Quando aos teores de enxofre extraível, em média, 41,8%, das análises apresentaram teores baixos, indicando que grande parte dos solos da região apresenta limitação na disponibilidade deste elemento essencial ao desenvolvimento das plantas (Tabela 2). Estes resultados se devem especialmente pelos baixos teores de matéria orgânica encontrados nos solos da região, uma vez que esta é a principal fonte deste elemento. Na análise referente à disponibilidade dos micronutrientes, diagnosticou-se dados semelhantes nos teores de zinco e cobre, com valores médios de 99,2 e 98,9 % das análises de solos com teores altos, respectivamente (Tabela 3). Estes teores elevados de zinco e cobre podem ser explicados, devido à presença destes elementos na constituição do material de origem dos solos da região, bem como a utilização de dejetos suínos como 5

6 fertilizante orgânico, sendo rico nestes micronutrientes (MOTTA, 1990; SEGANFRED0, 2001). Tabela 3. Distribuição média relativa dos valores micronutrientes (Zn, Cu, Mn e B), nas diferentes classes de interpretação, nos solos da região do Médio Alto Uruguai do Estado do RS. Média do período de 2001 a Classe Zn Cu Mn B % Baixo 0,1 0,5 35,4 0,0 Médio 0,7 0,6 42,3 36,8 Alto 99,2 98,9 22,4 63,2 Na avaliação do manganês, observou-se que 35,4% dos solos apresentaram teores baixos e 66,6% dos solos com teores médios e altos (Tabela 3). É provável que a deficiência de manganês dos solos da região se deve aos valores de ph, que na maioria dos solos apresentam valores acima de 5,5, pois a disponibilidade de manganês diminui com o aumento de ph. Os altos teores de cálcio, magnésio, zinco e cobre, também podem ter proporcionado a redução na sua solubilidade, devido ao efeito antagônico do manganês com estes nutrientes (MOTTA, et al., 2007). Quanto à disponibilidade de boro, verificou-se que os solos da região não apresentam limitações deste elemento, apresentando 36,8% dos solos com teores médios e 63,2% com teores altos (Tabela 3). Destaca-se que os resultados encontrados para os teores de boro na faixa média podem ser atribuídos principalmente aos baixos teores de matéria orgânica, uma vez que esta é um dos fatores mais limitantes para a disponibilidade de boro no solo. 4. CONCLUSÃO A disponibilidade de nutrientes e os atributos da acidez do solo permaneceram estáveis durante o período de 2001 a Somente os teores de matéria orgânica tenderam a diminuir no período, com aumento na classe baixa ( 2,5%) de 57 a 70% das análises nos anos de 2001 e 2007, respectivamente. Mais da metade das análises de solo apresentaram valores de ph acima de 5,5 e menos de 6 % das análises de solo apresentaram saturação por alumínio superior a 10%. A maior parte dos solos da região do Médio Alto Uruguai apresentaram teores de fósforo abaixo do nível crítico e teores de potássio acima do nível crítico. Os solos da região do Médio Alto Uruguai não apresentaram deficiência de Ca, Mg, Zn, B e Cu no solo. Somente foram encontrados teores baixos no solo de Mn e S, com 35% e 42% das análises, respectivamente. Os resultados do levantamento indicam que os nutrientes que merecem atenção com relação a sua baixa disponibilidade nos solos da região são P, Mn e S. A utilização de 6

7 formulações comerciais com maior concentração de P em relação ao K, acrescidas de Mn e S, é uma alternativa para aumentar a disponibilidade e melhorar o equilíbrio destes nutrientes no solo. REFERÊNCIAS COMISSÃO DE QUÍMICA E FERTILIDADE DO SOLO RS/SC. Manual de adubação e calagem para os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Porto Alegre, SBCS, p. DRESCHER, M. et. al. Avaliação da fertilidade dos solos do estado do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Departamento de Solos, p (Boletim Técnico de Solos, 7.) LOPES, A. S. Manual de fertilidade do solo. Trad. e adapt. de Alfredo Scheid Lopes. São Paulo, ANDA/POTAFOS, MOTTA, A.C.V.; SERRAT, B.M.; REISSMANN, C.B.; DIONÍSIO, J.A. Micronutrientes na rocha, no solo e na planta. Curitiba: Edição do autor, p. PORTO, M. D. M. Levantamento da fertilidade e necessidade de fertilizantes e corretivos dos solos do Rio Grande do Sul p. Dissertação (Mestrado em Agronomia). Porto Alegre. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. RHEINHEIMER, D.S. et. al. Situação da fertilidade dos solos no estado do Rio Grande do Sul. UFSM/DS, p. (Boletim Técnico, 2). 7

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