Diagnóstico Imunológico das Infecções Congênitas

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1 Diagnóstico Imunológico das Infecções Congênitas

2 Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita

3 Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita Vírus da Rubéola Togavirus Vírus de RNA fita simples Principal epítopo dominante: Glicoproteína E1

4 Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita Infecção Auto limitada (em não grávidas) Incubação: 12 a 23 dias Assintomática em 25 a 50% dos casos Rash escarlatiniforme (em média 3 dias) Transmissão: espirro ou tosse

5 Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita Transmissão ao feto Infecção intrauterina via transplacentária Pode causar defeitos cardíacos, cerebrais, oftalmológicos e auditórios Risco maior se a infecção for no primeiro trimestre Razão principal do desenvolvimento da vacina contra Rubéola

6 Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita Vacina Crianças de 1-10 anos desde 1992 Contém o vírus atenuado Vacina tríplice viral mumps-measles-rubella (MMR) Resposta imune após dias Eficiência média > 95% Contra indicação: imunossupressão, gravidez, alergia

7 Diagnóstico Intra-uterino da Rubéola Congênita Coleta: Vilo coriônico: feita sob visualização ultra-sonográfica, é obtida por meio de punção aspirativa, por via transabdominal, no ambiente placentário. Amniocentese: líquido aminiótico Cordocentese: punção do sangue do cordão umbilical

8 Diagnóstico Intra-uterino da Rubéola Congênita Coleta: Vilo coriônico ~10 semanas Cultura, PCR (arriscado) Amniocentese Cordocentese ~14-16 semanas ~>22 semanas Cultura, PCR Cultura, PCR, sorologia

9 Diagnóstico Intra-uterino da Rubéola Congênita RT-nested PCR Líquido amniótico: sensibilidade controversa Sangue fetal: sensibilidade de até 100%

10 Diagnóstico Intra-uterino da Rubéola Congênita Testes sorológico Inibição da hemaglutinação (referência) ELISA IgG e IgM Avidez do IgG Hemaglutinação Passiva Imunofluorescência indireta

11 Diagnóstico Intra-uterino da Rubéola Congênita Testes sorológico Inibição da hemaglutinação (referência) ELISA IgG e IgM Avidez do IgG Hemaglutinação Passiva Imunofluorescência indireta IgG: presença de imunidade específica Avidez de IgG: Mede a força das interações entre antígeno-anticorpo. IgGs possuem inicialmente baixa avidez e irão maturar para alta avidez alguns meses após a infecção. Um alto index de avidez de IgG indica que a infecção não foi recente.

12 Diagnóstico Intra-uterino da Rubéola Congênita IgG baixa avidez IgG alta avidez lavagens lavagens lavagens P E E S Antígenos adsorvidos Agente que rompe pontes de hidrogênio (uréia) Anticorpos de baixa avidez são lavados A coloração é proporcional à quantidade de IgG de alta avidez Index de avidez = sinal (densidade óptica) da amostra lavada com uréia sinal (densidade óptica) da mesma amostra sem uréia Amostra 1 Uréia + - Amostra Geralmente: Avidez baixa = < 0.5 Avidez intermediária = Avidez alta = > 0.6 O.D

13 Diagnóstico Intra-uterino da Rubéola Congênita Hemaglutinação Ativa Sangue do paciente contém anticorpos ligados à superfície das hemácias Lavagem e incubação com antianticorpos humanos Hemácias aglutinam Hemaglutinação Passiva Testes sorológico Inibição da hemaglutinação (referência) ELISA IgG e IgM Avidez do IgG Hemaglutinação Passiva Imunofluorescência indireta Soro do paciente contém anticorpos Hemácias + antígenos Anticorpos do paciente formam complexo antígenoanticorpo Antianticorpos humanos Hemácias aglutinam

14 Diagnóstico Intra-uterino da Rubéola Congênita Falsos positivos para IgM anti-rubéola Reação cruzada com Parvovírus B 19 e EBV IgM pode ser detectado mais de 1 ano após infecção natural, reinfecção ou vacinação Presença de Fator Reumatóide Falsos negativos para IgM anti-rubéola IgM ausente no recém nascido Tolerância imunológica no feto Altos níveis de IgG específico

15 Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita Vacina na gravidez Contém o vírus atenuado (aumento de viremia) Pode atravessar a barreira placentária e entrar em contato com o feto (~5% dos casos) Porém não há nenhum caso descrito de Síndrome da Rubéola Congênita após a vacinação de gestantes

16 Citomegalovírus e CMV congênita

17 Citomegalovírus e CMV congênita Infecção por CMV Distribuição mundial prevalência: % Após infecção primária, o vírus fica latente nos leucócitos, endotélio e vários tecidos Muitas vezes assintomática Transmissão: congênita, perinatal (parto, leite materno) e pós-natal Reativação da condição de imunossupressão we are all infected

18 Citomegalovírus e CMV congênita Infecção pós-natal Transmissão através da urina, saliva, lágrimas, fezes, sexual, sanguínea Excreção viral por semanas, meses ou até anos Manifestações clínicas Assintomáticas Febre prolongada (2 3 semanas), fraqueza, sudorese, etc Transplantados: febre, leucopenia, mal-estar, hepatite, pneumonia intersticial, compromentimento do órgão transplantado AIDS: retinite, doença gastrointestinal Neonatos: surdez, retardo mental

19 Citomegalovírus e CMV congênita Infecção pós-natal Transmissão através da urina, saliva, lágrimas, fezes, sexual, sanguínea Excreção viral por semanas, meses ou até anos Manifestações clínicas Assintomáticas Febre prolongada (2 3 semanas), fraqueza, sudorese, etc Transplantados: febre, leucopenia, mal-estar, hepatite, pneumonia intersticial, compromentimento do órgão transplantado AIDS: retinite, doença gastrointestinal Neonatos: surdez, retardo mental Gestante: 90% dos casos de infecção primária materna são ASSINTOMÁTICAS!! (Diagnóstico laboratorial é decisivo)

20 Citomegalovírus e CMV congênita Infecção congênita por CMV Países desenvolvidos: 0,2 2,5% dos recém nascidos vivos (São Paulo: 0,5 a 1,0%) Transmissão em qualquer período gestacional Início da gravidez é mais grave (infecção materna antes de 14 semanas de gestação) Infecção materna primária -> recém nascido sintomático Re-infecção materna -> recém nascido assintomático

21 Citomegalovírus e CMV congênita Recém nascidos infectados na gestação Sintomáticos ao nascer (10%) Assintomáticos (90%) Óbito (20%) Desenvolvem sintomas em até 2 anos (5 17%) Sequelas ao longo do desenvolvimento (90%) Deficiência auditiva Comprimentimento neurológico

22 Diagnóstico Intra-uterino da CMV congênita Infecção intra-uterina Amniocentese: semanas de gestação (falso negativo < 20 semanas) PCR e Cultura

23 Diagnóstico no Recém Nascido Infecção congênita Isolamento viral nas 2 primeiras semanas (urina, orofaringe) PCR: urina IgM: Sensibilidade baixa (50-70%) Persiste por meses IgG: Persiste por meses Não diferencia da infecção perinatal Infecção perinatal Isolamento viral nas 2 primeiras semanas é negativo IgM: Negativo ao nascer Positivo após 1-3 meses

24 Diagnóstico Laboratorial Detecção do agente Amostras: fragmentos de órgãos, sedimento urinário, lavado gástrico e broncoalveolar, leucócitos Microscopia eletrônica Histopatologia: inclusões intranucleares Imunohistoquímica: sensibilidade melhor que histopatologia (porém menor que a cultura) PCR: pode dar positivo sem doença invasiva Isolamento em cultura de fibroblastos: alta especificidade e boa sensibilidade mas demorado (resultado em 4 semanas) Técnica de Shell vial: resultado em poucos dias

25 Técnica de Shell vial Diagnóstico Laboratorial

26 Epstein-Barr Virus e Mononucleose Infecciosa

27 Epstein-Barr Virus e Mononucleose Infecciosa Infecção por EBV Família herpes virus Nos EUA 95% dos adultos entre anos estão infectados Se a infecção ocorre na adolescência ou adulto jovem, em 35-50% dos casos causa Mononucleose Infecciosa

28 Epstein-Barr Virus e Mononucleose Infecciosa Sintomas da Mononucleose Infecciosa Febre, dor de garganta e linfadenopatia Vírus latente: orofaringe, sangue e sistema imune

29 Diagnóstico Laboratorial Hemograma Sorologia: Presença de anticorpos heterófilos Anticorpos específicos contra proteínas do capsídeo (toda a vida) Anticorpos contra determinados antígenos do vírus (fase aguda) Isolamento do vírus (cultura de linfócitos circulantes ou lavado de orofaringe) (Anticorpos heterófilos = Anticorpos que reagem contra antígenos diferentes do que os gerou. Capaz de aglutinar hemácias de carneiro e de cavalo)

30 Diagnóstico Laboratorial

31 Exames complementares Diagnóstico Laboratorial

32 Referências

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