2. ETIOLOGIA CITOMEGALOVIRUS

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1 3 1. INTRODUÇÃO Este trabalho tem como objetivo abordar as manifestações clínicas do citomegalovírus, assim como seu tratamento, transmissão e seu contato direto com as gestantes. O citomegalovírus (CMV) é um Herpesvírus Humano, pertencente a família Herpesviridae é o agente mais comum da infecção congênita no homem, sendo responsável por varias alterações no crescimento e desenvolvimento de recém- nascidos podendo se manifestar de varias formas importantes. Após a infecção, o vírus não é eliminado do organismo e permanece em seu interior sob a forma latente, podendo ser reativado em diferentes circunstâncias principalmente nos casos de modificação da resposta imune como a gestação. A incidência de infecção congênita é alta, pelo fato de que o vírus pode ser transmitido ao feto após infecção materna aguda ou por reativação do vírus endógeno em qualquer período da gestação (perinatal) ou pós- natal.

2 4 2. ETIOLOGIA CITOMEGALOVIRUS O citomegalovírus (CMV) pertence à família dos herpesvírus, a mesma dos vírus da catapora, do herpes simples e genital ou do herpes zoster. Quando CMV penetra no organismo causa uma série de manifestações clínicas que variam muito de uma pessoa para outra. O vírus possui replicação intracelular tornando impossível a ação de anticorpos neutralizantes no combate, no entanto o vírus é frágil a ação de numerosos agentes físicoquímicos. Em pessoas saudáveis, a infecção inicial costuma ser assintomática. Algumas, porém, desenvolvem um quadro parecido com o da mononucleose infecciosa. O vírus é caracterizado pela propriedade de latência, ele permanece no organismo podendo ser reativado em diferentes circunstâncias principalmente em situações de alteração imune como: gestação, uso de medicamentos imunossupressores e AIDS.

3 5 3. TRANSMISSÃO A transmissão do vírus é direta pode ocorrer por diferentes formas através do contato com secreções biologicas : por via respiratória (tosse, espirro, fala, saliva, secreções brônquicas e da faringe, por transfusão de sangue e por transmissão vertical da mulher grávida para seu concepto intra-útero. A transmissão também pode ocorrer por via sexual e nesse aspecto, ele se comporta como causador de uma doença sexualmente transmissível. Objetos como xícaras, copos, talheres, também podem ser veículos de transmissão do citomegalovírus com menos freqüência, mas é possível, uma vez que o CMV não se mostra susceptível a ponto de ser destruído pelas condições ambientais.

4 6 3.1 Infecção Materna A infecção materna aguda pelo citomegalovírus ocorre em 0.7% a 4,4% das gestações. Após o contato com o vírus segue-se período de incubação de 28 a 60 dias podendo variar, sendo em média 40 dias que é quando se desenvolvem os primeiros sintomas da doença, que podem persistir por vários dias ou semanas e incluem febre, fadiga, mialgia, faringite, tosse, náusea, diarréia e cefaléia. A disseminação do vírus se faz por via hematogênica, infectando principalmente os polimorfonucleares. Linfócitos T e B e as células endoteliais. Após a infecção aguda, a mulher pode eliminar o vírus pela saliva, lágrimas, secreções cervical e respiratória, além do trato gastrintestinal durante meses.

5 7 3.2 Transmissão Materno Fetal O CMV pode ser transmitido ao feto ao longo de toda a gestação podendo ser mais grave quando a infecção ocorre antes da 20 semana de gestação. Quando a infecção aguda ocorre no primeiro trimestre, o risco de seqüelas neurosensoriais varia de 35% a 45%. Já no segundo e terceiro trimestre, esse risco varia de 8% a 25% e 0% a 7%, respectivamente. Acredita-se o vírus é transmitido quando leucócitos infectados atravessam a placenta, atingindo o feto e alojando-se no epitélio tubular renal onde se a replicação. Como conseqüência, ocorre excreção do CMV por via urinária, fazendo com que o liquido amniótico reflete a carga viral na urina fetal e, por sua vez, a replicação viral nos rins. O liquido amniótico infectado ingerido pelo feto permite que o vírus se instale e replique na orofaringe, atingindo a circulação fetal e, lesando outros órgãos. Calcula-se em 2,1% a incidência de infecção aguda na gestação. Nesses casos, o risco de contaminação fetal varia entre 30% e 50%. A maioria das crianças infectadas não apresenta qualquer sintomatologia ao nascimento. No entanto, entre 5% a 15% desenvolverão surdez, retinocoroidite ou retardo mental. Essas seqüelas são mais graves e de aparecimento mais precoce em relação às crianças infectada devido a reativação. Aproximadamente 20% dos recém nascidos são sintomáticos ao nascimento, e a maioria apresenta doença de inclusão citomegálica generalizada caracterizada por hepatoesplenomegalia, icterícia, petéquias, púrpura, baixo peso, prematuridade, pneumopatia intersticial, retinocoroidite, atrofia óptica e trobocitopenia.

6 8 4. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Na maior parte das pessoas infectadas, a doença é inaparente ou pode ser confundida com doenças benignas e de curta evolução. Em geral alguns pacientes recebem o diagnóstico de citomegalomononucleose, doença mais prolongada e duradoura. A duração média da citomegalomononucleose é medida em várias semanas e, eventualmente, em alguns poucos meses apresentando um quadro febril prolongado, por volta de 37.5º, 37.6º. Na infecção materna aguda a gestante pode apresentar febre, fadiga, mialgia, faringite, tosse, náusea,diarréia cefaléia e sinal clinico de adenomegalia cervical. A maioria dos recém nascidos infectados são assintomáticos no entanto podem apresentar seqüelas tardias, principalmente alterações neurosensoriais. Recém nascidos sintomáticos podem apresentar quadros de doença de inclusão citomegálica generalizada, caracterizada por icterícia, hepatoesplenomegalia, trobocitopenia, púrpuria, microcefalia, baixo peso, calcificações cerebrais, pneumonite, retinocoroidite, atrofia óptica e trombocitopenia.

7 9 5. DIAGNÓTICO DO CITOMEGALOVIRUS Embora a história natural da infecção intra-uterina pelo CMV não seja totalmente compreendida sabe-se que alguns fetos são lesados de forma irreversível pelo vírus. O CMV pode ser transmitido ao feto tanto nos casos de infecção primária quanto de reativação e o diagnóstico pré-natal invasivo é proposto apenas nas gestantes que apresentam infecção primária. A identificação de vírus no liquido amniótico é o teste mais sensível e especifico para o diagnóstico da infecção congênita. Porém, ele não é capaz de identificar a gravidade da lesão fetal. O diagnostico laboratorial é feito pela pesquisa de IgM e IgG podendo os resultados sugerir varias situações especificas A ultra-sonografia, quando alterada, pode fornecer informações importantes a respeito da gravidade da lesão fetal. Alterações fetais associadas á infecção intra-uterina pelo CMV incluem crescimento intra-uterino restrito, ascite, anasarca, dilatação ventricular (normalmente associada a aumento da ecogenicidade da parede ventricular), polidrâmnio ou oligoidrâmnio, calcificações hepáticas, microcefalia, espessamento placentário, calcificações periventriculares, óbito intra-uterino, hiperecogenicidade intestinal. Entretanto, exame ultra-sonográfico normal não é capaz de redizer a evolução clínica fetal. Nesses casos, a cordocentese tem sido indicada para avaliação do prognóstico. O prognóstico dos fetos infectados sem alterações ultra-sonográficas não pode ser estabelecido.

8 10 6. TRATAMENTO O tratamento é apenas sintomático e de sustentação. Recomenda-se repouso se a inflamação do fígado for importante e o paciente estiver astênico, cansado. A benignidade da doença não justifica o uso de um medicamento potencialmente muito tóxico, aplicado por via intravenosa, que exige internação hospitalar do paciente ou, pelo menos, atendimento do tipo homecare. O antiviral fica reservado para as formas graves da doença. Existem dois tipos de antivirais: o Ganciclovir e o Foscanet, este mais tóxico ainda do que o anterior. A grande preocupação é com a toxicidade sobre os glóbulos sangüíneos e os rins que esses medicamentos provocam. Por isso, exigem cuidado na administração o tratamento deve ser mantido por pelo menos um mês em aplicações diárias. O acompanhamento de recém nascidos cuja infecção foi diagnosticada precocemente tem mostrado uma redução na incidência de seqüelas secundárias de desenvolvimento.o cuidado deve ser mantido no manuseio de fezes,urinas e outras secreções. A presença de anticorpos maternos antes da concepção não previne a transmissão da doença ao feto, mas auxilia na prevenção e lesões graves.

9 11 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS Para nós acadêmicas foi de extrema importância estudar e abordar tal assunto, pois até o momento era um tema desconhecido por todas do grupo. Observamos com o seguinte trabalho que o citomegalovírus permanece muitas vezes em forma latente. Os primeiros sintomas da doença, podem persistir por vários dias ou semanas e incluem: febre, fadiga, mialgia, faringite, tosse, náusea, diarréia e cefaléia, podendo se manifestar através de resposta imune como o período gestacional, causando anomalias ao feto, que muitas vezes podem ser irreversíveis.

10 12 8. REFERÊNCIAS CORREIA,M.D.et al.noções Praticas de obstetrícia. Belo Horizonte :Editora COOPMED,2004. Disponível em www. drauziovarella.com.br, acesso em 20/03/2011 Disponível em : Disponível em /microbiologiaeparasitologia2/herpesviruslinfotropicos

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