GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS

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1 POP n.º: I 29 Página 1 de 5 1. Sinonímia Pesquisa de anticorpos frios. 2. Aplicabilidade Bioquímicos e auxiliares de laboratório do setor de Imunologia. 3. Aplicação clínica As Crioaglutininas são anticorpos capazes de aglutinar hemáceas humanas. Acredita-se que sejam formadas após exposição a microrganismos que apresentam grupos antigênicos semelhantes aos encontrados nas hemácias. A prova da crioaglutinina é utilizada para o diagnóstico de infecções pelo Mycoplasma pneumoniae. Não é um teste específico, porém 34 a 68% dos pacientes com a infecção apresentam as crioaglutininas que aparecem uma semana após o início da infecção e alcançam os títulos máximos entre a segunda e terceira semanas. Ocorrem na população normal em títulos de até 1/32. Essas crioaglutininas apresentam-se elevadas em diferentes situações. Além das infecções por Mycoplasma pneumoniae, também nas infecções por influenza, mononucleose infecciosa, doenças do colágeno, artrite reumatóide e linfomas. Quando em altos títulos, podem, raramente, aglutinar hemáceas em temperaturas próximas às corpóreas, podendo levar à anemia hemolítica. 4. Princípio do teste O teste consiste na utilização de suspensão de hemáceas do grupo O que são incubadas com o soro do paciente a uma temperatura de 4 a 8 º C durante 24 horas. As crioaglutininas presentes no soro aglutinam as hemáceas. 5. Amostra 5.1 Preparo do paciente Jejum não necessário. 5.2 Tipo de amostra Soro. 5.3 Colheita Quantidade mínima de sangue: 1 ml Quantidade ideal de sangue: 5 ml. 5.4 Preservação e transporte

2 POP n.º: I 29 Página 2 de 5 As amostras devem ser transportadas aquecidas imediatamente ao laboratório após a coleta e colocadas em BM 37º C até a separação do soro. Para o transporte observar as normas de segurança legais. 5.5 Identificação da amostra Etiqueta com código de barras gerado pelo sistema de gerenciamento de dados do LAC 5.6 Armazenamento As amostras de soro não podem ser armazenadas com o coágulo. 5.7 Amostras inadequadas Amostras coletadas em frascos errados, mal identificadas e refrigeradas. 6. Reagentes e materiais Suspensão de hemáceas: - hemáceas do grupo O - Cloreto de sódio 0,9% 6.1 Preparo do concentrado de hemáceas do grupo O - Buscar uma amostra de paciente do grupo sanguíneo O no setor de Bioquímica - Usar o sangue total com sedimentação espontânea - Retirar e desprezar todo o plasma, deixando somente a papa de hemáceas no tubo. - Completar este tubo com solução de NaCl 0,9%, homogeneizar e centrifugar por 10 minutos 2000 rpm - Após desprezar o sobrenadante - Repetir este processo mais 2 vezes - Ao final deste processo aspirar todo o sobrenadante. Em um tubo de vidro colocar 100 ul de concentrado de hemáceas do grupo O e acrescentar 5 ml de Cloreto de sódio 0,9%. - Homogeneizar, datar e identificar o tubo como Hemáceas O 2% 6.2 Estabilidade Esta suspensão de hemáceas é estável refrigerada por até 5 dias 6.3 Armazenamento Armazenar a suspensão a 2-8 º C 7. Equipamentos Centrífuga, pipetas automáticas, geladeira. 8. Calibração 9. Procedimento (passo a passo)

3 POP n.º: I 29 Página 3 de 5 Manter a amostra aquecida no BM 37º C até retração do coágulo. Centrifugar 3000 rpm por 10 minutos. Em uma estante posicionar 12 tubos de vidro de 5 ml. A partir do 2º tubo distribuir 100 µl de Cloreto de sódio 0,9% em cada tubo. Adicionar 100 µl do soro no 1º e 2º tubo. Fazer uma diluição seriada a partir do 2º tubo: Homogeneizar o soro com o Cloreto de sódio e transferir 100 µl desta solução para o tubo seguinte, até o último tubo, desprezando os últimos 100 ul. Adicionar 100 µl da suspensão de hemáceas a todos tubos. Homogeneizar agitando a estante. Guardar a estante na geladeira até o dia seguinte quando será feita a leitura. Leitura: Posicionar o tubo contra a luz e com movimentos leves, desmanchar o botão que se formou no fundo do tubo. Observar a presença ou ausência de aglutinação. Se houver aglutinação no primeiro tubo, continuar a leitura em todos os tubos. Anotar o título correspondente ao último tubo em que foi observada a aglutinação. Se houver aglutinação até o 12 o tubo, liberar o resultado: Positivo maior ou igual a 1: Controle de qualidade 10.1 Interno A leitura é feita por dois técnicos e os resultados anotados em planilha de controles (anexo 20) Externo Amostra testada em duplicata. Freqüência semestral. Os resultados são anotados na planilha do controle externo de crioaglutininas e crioglobulinas. 11. Resultados Negativo, Positivo até 1: ou Positivo maior ou igual a 1: Unidades 11.2 Cálculos 11.3 Critérios de aceitação As temperaturas do transporte e teste devem ter sido rigorosamente seguidas. 12. Valores de referência

4 POP n.º: I 29 Página 4 de 5 Títulos inferiores a 1: Valores críticos 14. Especificações de desempenho 15. Fontes potenciais de variabilidade Reações falso negativas podem ocorrer em amostras previamente refrigeradas ou uso antibióticos. Resultados falso positivos podem ocorrer em 25% dos casos. A amostra não pode em nenhuma hipótese ser refrigerada até a separação das hemáceas. 16. Limitações do método Podem ocorrer reações positivas também na mononucleose ou em outras doenças hemolíticas auto-imunes crônicas. Reações falso negativas podem ocorrer quando as amostras foram refrigeradas ou com uso de antibióticos. 17. Interpretação dos resultados Títulos iguais ou maiores do que 1/128, na presença de quadro clínico compatível, podem confirmar o diagnóstico. Em casos duvidosos, recomenda-se uma segunda dosagem, depois de 10 a 15 dias. 18.Biossegurança Obedecer às normas de segurança vigentes no laboratório e usar equipamentos de proteção individual. 19.Anexos Planilhas de controle interno (Anexo 20). 20.Bibliografia

5 POP n.º: I 29 Página 5 de 5 de Exames Fleury. Reis, Myrian Morussi. Testes Imunológicos, Ilustrado para Profissionais da Saúde.

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