O (NÃO) LUGAR DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NA HISTÓRIA: ALGUMAS APROXIMAÇÕES RESUMO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O (NÃO) LUGAR DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NA HISTÓRIA: ALGUMAS APROXIMAÇÕES RESUMO"

Transcrição

1 1694 O (NÃO) LUGAR DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NA HISTÓRIA: ALGUMAS APROXIMAÇÕES Maria Neide Sobral da Silva 1 Unversidade Federal de Sergipe Universidade Federal do Rio Grande do Norte Marlúcia Menezes de Paiva 2 Universidade Federal do Rio Grande do Norte RESUMO Em busca de referências sobre História da Educação, chamou-nos a atenção em livrarias e bibliotecas sua ausência na seção reservada à História. Essa observação pode parecer trivial, mas levou-nos a questionar sobre o lugar desse campo do saber no corpus historiográfico: seria de ausência, negação, marginalização ou simplesmente de silenciamento? Ao verificar as divisões do campo histórico da seguinte forma: dimensões, territórios (enfoques); domínios e campos investigativos (áreas de concentração) e modelos teóricos e abordagens (como o fazer história ) foi possível investigar, em literatura especializada, a inserção (ou não) da História da Educação no campo historiográfico (BARROS, 2004). Tomamos Certeau (1999) como referência para essa escrita, pois esse autor traz elementos significativos para o entendimento da operação historiográfica, em particular a noção de lugar social da História da Educação. Entendida aqui como espaço de produção sócio-econômica, política e cultural, materializada em artigos e livros, no qual circunscrevem os métodos que são adotados, os interesses que delineiam as pesquisas no campo e o sentido de pertencimento do grupo a esse lugar. O silenciamento a essas implicações sociais, bem como as escolhas do historiador e as condições do grupo ao qual faz parte, implica no não-dito. Saviani (2000) assinala a dificuldade dos historiadores em reconhecer a História da Educação como um dos domínios da História, exemplificando esse fato, remete-nos ao livro de Cardoso e Vainfás (1997). Os autores apresentam um panorama geral do campo investigativo da História as suas divisões: territórios, como grandes campos da História; campos de investigação e linhas de pesquisas, ao tratar dos objetos e problemáticas específicas e modelos teóricos e instrumentos de pesquisa (práticas). Porém, estes autores não mencionam a Historia da Educação nem no âmbito dos territórios, nem das linhas de pesquisas e nem nos modelos. A que se deve este aparente não (lugar) da história da Educação na História? É preciso voltar à gênese desse domínio historiográfico para tentar responder a questão. Acatando a posição de Cambi (1999), no que se refere a origem da pesquisa histórico-educativa e da profunda transformação que ocorreu, distanciando-se da história das idéias e assumindo novas orientações emanadas da revolução que o próprio campo da história sofreu nas últimas décadas, é possível vislumbrar esse corpus de saber, que se encontra em construção. O autor demarca que os processos investigativos se pluralizam, extrapolando o tipo narrativo-interpretativo do fazer história com múltiplas metodologias e objetos (dialética metodológica); revolução do tempo, antes linear, artificial (unívocounitário) também se tornando plural. Cambi remete-se a Braudel e a revolução dos documentos escritos oficiais, ao considerar como todo e qualquer vestígio deixado pelos homens são fontes históricas. Qual é a pertença, então, da História da Educação? Nóvoa (1999) questiona se é a História ou a Educação, considerando, no entanto, como um falso problema, já que a História da Educação constituiu objetos específicos e uma comunidade científica dotada de suas próprias regras e meios de comunicação. Dito isso, retornamos a Saviani. Mesmo que o autor reconheça o esforço dos investigadores-educadores especializados em História da Educação em sanar as lacunas teóricas, inclusive buscando o diálogo com os historiadores de oficio, não pode obscurecer suas reais dificuldades no campo. Entretanto, acho que o lugar da História da Educação na História está se 1 Professora do Departamento de Educação da Universidade Federal de Sergipe e Doutoranda do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 2 Professora do Departamento de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 1694

2 1695 constituindo, na medida em que os limites entre investigadores-educadores e historiadores de ofícios se estreitam, da mesma forma que as fronteiras entre as ciências humanas se quebram, se mestiçam, em norte pouco previsível, apesar dos anseios dos ditos pós-modernos. TRABALHO COMPLETO Passeando por livrarias em busca de referências sobre História da Educação, chamou-me atenção a ausência de títulos na seção de História. Essa observação, mesmo trivial, levou-me a questionar sobre o lugar desse campo de estudo no corpus historiográfico: seria de ausência, negação, marginalização ou simplesmente de silenciamento? Passei, então, a consultar alguns artigos e livros da literatura especializada sobre teoria e metodologia da história, objetivando fazer uma reflexão a respeito do (não) lugar 3 da História da Educação na História. Essas referências circunscrevem os métodos que são adotados, os interesses que delineiam as pesquisas e o sentido de pertencimento dos historiadores ao lugar social que ocupa no campo historiográfico e fora dele. Em seguida, faço algumas digressões sobre a adesão de investigadores-educadores às idéias de Michel de Foucault, para o campo da História da Educação. Tomei como referência principal, para essa escrita, Michel de Certou, que traz elementos significativos para o entendimento da operação historiográfica. Assinala esse autor (1999a, p.76) que antes de saber o que a história diz de uma sociedade, é necessário saber como funciona dentro dela. O silenciamento a essas implicações sociais, bem como as escolhas do historiador e as condições do grupo do qual faz parte, implica no não-dito. O fazer história compreende-se como uma relação entre um lugar` (um recrutamento, um meio, uma profissão etc), procedimentos de análise` (uma disciplina) e uma construção textual` (literatura). A noção de lugar social de Certeau (1999b) é entendida aqui como espaço de produção sócio-econômica, política e cultural, pois a articulação da história com o lugar é a condição de uma análise da sociedade ( CERTEAU, 1999c, p. 77). O que se permite e o que se proíbe, em relação ao lugar, possibilitam indagar sobre os limites da História da Educação no campo historiográfico ou sobre a sua pertença a este campo. A partir dessa reflexão, propus-me a fazer algumas aproximações sobre o lugar social da História da Educação na historiografia, permitindo-me argumentar sobre o (não) lugar desse campo de saber no corpus do saber histórico. Barros (2004a), ao tomar a História enquanto disciplina, como um complexo caleidoscópio de sub-especializações, assinala que nesse campo é possível distinguir claramente suas dimensões ou enfoques, abordagens ou modos de fazer História e os domínios ou áreas de concentração em torno de certas temáticas e objetos possíveis. Posso, então, compactar as divisões do campo histórico da seguinte forma: dimensões, territórios (enfoques); domínios e campos investigativos (áreas de concentração) e modelos teóricos e abordagens (como o fazer história ). Considera Barros (2004b, p.9) que a historiografia é um vasto universo de informações percorrido por inúmeras redes, onde cada profissional encontra a sua conexão exata e particular. Mesmo que essas divisões se interconectem (assumindo a metáfora de rede proposta pelo autor), é possível situar que a dimensão implica em um modo de ver, em uma operação historiográfica, talhada pela abordagem que o investigador define (modo de fazer), a partir de uma escolha específica (domínio). O autor ressalta que a hiper-especialização do conhecimento histórico não é um fenômeno isolado, já que ocorreu em outras ciências, especialmente na Física. Houve a ruptura da cultura humanística, no seio da chamada 3 Em Frago: A ocupação do espaço, sua utilização, supõe sua constituição como lugar (...) O espaço se projeta ou se imagina; o lugar se constrói (FRAGO, 2002a, p.61). Por isso, o espaço não é um meio objetivo dado de uma vez por todas, mas uma realidade psicológica viva (FRAGO, 2002b, p.63). Todo espaço é um lugar percebido, por isso não se percebe espaços, sim lugares, isto é, espaços elaborados e construídos, espaços com significados e representações de espaços: O espaço não é neutro, pois carrega em si, em sua configuração como território e lugar, signos, símbolos e vestígios da condição e das relações sociais de e entre aqueles que o habitam (FRAGO, 2002c, p. 64). 1695

3 1696 modernidade, com a fragmentação de objetos e abordagens, bem como de diferentes visões do que seja a própria História enquanto campo de conhecimento. Afirma então que a História é múltipla, mesmo examinando-a a partir de perspectivas específicas, pois todas as dimensões da realidade social interagem, ou rigorosamente sequer existem como dimensões separadas (BARROS, 1999c, p. 15). Essas noções têm gestado confusões entre os iniciados na investigação historiográfica, a superespecialização ou divisões e subdivisões múltiplas, fato evidenciado nas ciências. No campo da História da Educação 4, com micro-análises da realidade educacional (História das Instituições, História dos Intelectuais, História das Práticas Educativas, etc) os múltiplos recortes, abordados de diferentes perspectivas assinalam bem a especialização nesse campo. Assim, partindo da sistematização da História proposta por Barros (1999d), é possível analisar o ainda (não) lugar da História da Educação na História, haja vista a presença de objetos relacionados a esse campo no domínio da História Cultural, como objetos culturais, sujeitos, práticas e padrões. Saviani (2000a) assinala a dificuldade dos historiadores em reconhecer a História da Educação como um dos domínios da História. Exemplificando esse fato, o autor remete-se ao livro de Cardoso e Vainfás (1997). Estes dois autores apresentam um panorama geral do campo investigativo da História e as suas divisões: territórios, como grandes campos da História; campos de investigação e linhas de pesquisas, ao tratar dos objetos e problemáticas específicas e modelos teóricos e instrumentos de pesquisa (práticas). Além disso, eles não mencionam a História da Educação nem no âmbito dos territórios, nem das linhas de pesquisas e nem nos modelos. Saviani salienta ainda que, a despeito do esforço feito pelos investigadores-educadores 5 em suprimir lacunas teóricas, pelo pouco trato que os historiadores, de um modo geral, têm com a reflexão filosófica e a epistemologia da ciência. Isto lhes permitiriam adquirir competência no âmbito historiográfico capaz de estabelecer um diálogo de igual para igual com os historiadores (SAVIANI, 2000b, p.12). Argumenta também que estes, os investigadores-historiadores, não têm se furtado de aderir rapidamente as ondas supostamente inovadoras do campo. O autor refere-se a adesão ao paradigma pós-moderno 67 que, segundo Cardoso (1997a), orienta as investigações na História. Para ilustrar essa idéia, reporta-se ao crescente interesse dos investigadores-educadores pelas idéias de Michel de Foucault. Parece, pois, no mínimo estranho que este autor seja tomado, com alvoroço e entusiasmo por jovens investigadores da história da educação, como 4 No Brasil não foi diferente como aludem Lopes e Galvão (2001a, p.35): Pode-se afirmar que, hoje, a pesquisa em História da Educação, tanto no Brasil como em outros países, é muito mais imaginativa e inovadora do que era há alguns anos e do que expressam os manuais didáticos da área. A partir da década de 1960, na Europa, a História da Educação, influenciada, sobretudo pela Sociologia, Antropologia, Teoria Literária e Lingüística, à semelhança do que ocorria em outros domínios da História, passa por um processo de renovação: os objetos e as fontes são alargados, diversificados. No Brasil, é principalmente a partir de meados dos anos de 1980 que esse movimento se dá. Nele, não se observam apenas mudanças qualitativas, mas também quantitativas: nos últimos anos, surgiram diversos espaços para a discussão da produção realizada no campo da História da Educação, como associações científicas, eventos e periódicos especializados. 5 LOPES e GALVÃO (2001b) salientam a diversidade de formação dos pesquisadores de História da Educação, tornando-se, muitas vezes um campo fértil para amadores, exigindo um profundo mergulho nas teorias e metodologias da História e na prática de arquivo, afim de que mesmo possam realizar a operação historiográfica no sentido colocado por Certeau. Isso gera uma situação ambígua: especialmente quando são pedagogos por não serem aceitos pelos historiadores de ofício, e por não considerarem importante para a transformação da prática educativa. 6 Entende o autor que o campo historiográfico tem dois paradigmas rivais. O paradigma iluminista, no momento ameaçado em sua hegemonia pelos cultores mais radicais da Nova História, e o paradigma pósmoderno, pondo fim as metanarrativas. Neste último, o pensamento historiográfico está plasmado nas concepções filosóficas de Nietzsche e Heideggar e seus seguidores: Foucault, Deleuze e Derrida (Cardoso, 1997b). Vaifás (1997), entretanto, nesse mesmo livro, remete-se ao texto de Cardoso, assinalando os nortes teóricos que se assentam cada um desses paradigmas, mas entendo-os de outra perspectiva como modos distintos de se conceber e fazer história, enquanto diferentes escalas ou pontos de observação (Grifo do autor). 1696

4 1697 aquele que teria vindo a resgatar a liberdade e autonomia dos sujeitos, tanto no âmbito da ação histórica, como da pesquisa histórica (SAVIANI, 2000c, p. 14). Quanto a Foucault, voltarei depois, para uma discussão melhor a suas posições, mas o que importa no momento é que a trilha assinalada por Saviani, possibilita-me levantar dois aspectos: primeiro, concordar com ele sobre o (não) lugar na História da História da Educação e, em segundo, dialogar a respeito dessa adesão, um tanto precipitada, dos investigadores-educadores, ao paradigma pós-moderno, particularmente às idéias de Foucault. Na literatura da chamada Nova História, que tem tido profunda penetração no Brasil desde a década de 1980, verifico em discussões teóricas e metodologias engendradas em algumas publicações de Le Goff (2001) e em Burke (1992), a ausência do campo da História da Educação. Mesmo que a configuração do campo historiográfico tenha sofrido profundas modificações, sem perder os laços com a revolução ocorrida a partir da revista Annales (1929), ao se opor à história tradicional, ligada essencialmente à política, aos acontecimentos e aos feitos dos grandes homens, para a preocupação com todas as atividades humanas, dando uma perspectiva interdisciplinar, a História da Educação nem sempre aparece como um domínio demarcado no campo. Acatando a posição de Cambi (1999a), no que se refere à origem da pesquisa históricoeducativa e da profunda transformação que ocorreu, distanciando-se da história das idéias e assumindo novas orientações emanadas da revolução que o próprio campo da história sofreu nas últimas décadas, é possível vislumbrar esse corpus de saber, que se encontra em construção. O autor demarca que os processos investigativos se pluralizam, extrapolando o tipo narrativo-interpretativo do fazer história com múltiplas metodologias e objetos (dialética metodológica); revolução do tempo, antes linear, artificial (unívoco-unitário), também se tornando plural, remetendo-se a Braudel e a revolução dos documentos escritos oficiais para todo e qualquer vestígio deixado pelos homens. Mediante esta transformação da História, a História da Educação é hoje, um repositório de muitas histórias, dialeticamente interligadas e interagentes, reunidas pelo objeto complexo educação, embora colocado sob óticas diversas e diferenciadas na sua fenomenologia (CAMBI, 1999b, p. 29). O autor ressalta aspectos em relação aos métodos investigativos, com suas características diferenciadas, no campo da historiografia educacional, possibilitando sua autonomia/especificidade. Então, a História da Educação pode ser reconhecida como um território da investigação histórica, que se articula em sua pluralidade em diversos níveis: macro ou micro, que se interrelacionam e se entrecruzam para formar um saber magmático (CAMBI, 1999c, p. 33): teorias, instituições, políticas educacionais, social e do imaginário. Emergindo, assim, uma descontinuidade interna: de objetos, de métodos, de âmbitos, a História da Educação se constitui em um trabalho histórico orientado no sentido abrangente, ou seja, capaz de ler os processos histórico-educativos, no caso sem comprimir sua complexidade e variedade constitutiva, mas elegendo-se como critério semântico da pesquisa histórica (CAMBI, 199d, p. 33). A que se deve este aparente não (lugar) da história da Educação na História? É preciso voltar à gênese desse domínio historiográfico para tentar responder a questão. É no texto de Carvalho (2003a), que essa questão emerge. A autora, remetendo-se a Warde (1990), afirma que a História da Educação, convertida em enfoque, tornou-se uma abordagem da Educação (como ciência da educação), desconfigurando, assim, sua gênese como especialização temática da História. Remete-se, ainda, ao fato de que esta subtração deu-se graças aos renovadores que ocuparam os espaços institucionalizados: O atrelamento originário da disciplina a objetivos institucionalizados de formação de professores e pedagogos dificulta, até muito recentemente, à sua constituição como área de investigação historiográfica capaz de se autodeterminar e de definir, com base em sua própria prática, questões, temas e objetos. (CARVALHO, 2000b, p. 330). Carvalho reconfigura o campo da historiografia educacional brasileira pondo em discussão a cristalização das representações em terno da obra de Fernando de Azevedo para o campo. Nesse sentido, a reflexão a respeito do lugar social da História da Educação, a partir do papel que os chamados renovadores tiveram no processo de reorganização da cultura e do ensino, construindo, 1697

5 1698 assim, representações próprias que acabaram por se instituírem no âmbito da memória. Verte-se, então, sobre muitos estudos que ocorreram posteriormente acerca da educação, especialmente no que concerne à sua narrativa com seus dispositivos textuais na obra A cultura brasileira, de Fernando de Azevedo: o processo de unificação dos renovadores, levando a sua obra a bom termo, ganhou vida na historiografia educacional brasileira. Assinala ainda que essa obra é, constantemente, reatualizada e reificada, instituindo um padrão de visibilidade que delimita e organiza o campo da investigação, constituindo também os objetos que lhe são pertinentes (CARVALHO, 2000c, p. 342). Desse modo, predominou na produção de História da Educação, especialmente nos cursos de formação, o ideal conformador aludido aos renovadores, de natureza doutrinária. Mesmo na década de 70 do século XX, com apropriação de categorias marxistas, não se modifica a crença no papel transformador da educação, que conforma a leitura azevediana. Só nas últimas décadas torna-se visível a interlocução da historiografia educacional com a da História, constituindo-se, um campo específico da mesma, mas ainda sem se configurar nitidamente na produção dos chamados historiadores de ofício nos termos propostos por Saviani. A História constituiu-se em disciplina ao ingressar nas escolas secundárias, em 1818, e foi se consolidando ao longo do século XIX, em diferentes níveis de ensino. A História da Educação, por sua vez, entrincheirada na História das idéias (Filosofia), emergiu como corpus disciplinar, consolidando-se no século XX, enquanto uma das ciências auxiliares da educação e, no momento atual, busca estabelecer o seu lugar no campo historiográfico. Dito isso, retorno a Saviani. Mesmo que o autor reconheça o esforço dos investigadoreseducadores especializados em História da Educação em sanar as lacunas teóricas, inclusive buscando o diálogo com os historiadores de oficio, não pode obscurecer suas reais dificuldades no campo. Exemplifica isto, assinalando a tendência em aderir muito rapidamente às ondas supostamente inovadores que aí se manifestam (SAVIANI, 2000c, p.12-13). Uma dessas adesões, segundo o autor, é que as idéias de Foucault, transformado em guru da historiografia dita avançada, considerando o pouco domínio do universo epistemológico no qual esse autor se move, tem sido tomado com alvoroço e entusiasmo, pelos investigadores-educadores. Nesse ponto, dialogo com Saviani, na condição de uma investigadora-historiadora, que tem se enfronhado na leitura de Foucault para subsidiar sua escrita da História da Educação. Em parte, seus argumentos são válidos, reconhecendo os limites em que se assentam na compreensão do pensamento foucaultiano, já que este ultrapassou fronteiras disciplinares e fez suas investigações a partir de uma ótica diferenciada dos chamados historiadores tradicionais, singularizando-se no campo historiográfico, a despeito de não se colocar como historiador. O primeiro ponto que destaco é sobre a compreensão da história geral, defendida por Foucault. A história geral só pode ser entendida mediante o conceito de arqueologia que, inicialmente, era descrição de arquivo, mas depois passou a ser a história que se faz necessária certa forma de pensamento, como discrição sistemática de um discurso-objeto, sem se preocupar com o que foi pensado, experimentado e sentido no momento em que o discurso foi proferido. Discursos esses entendidos como conjunto de enunciados que provém de uma mesma formação discursiva sendo, portanto Histórico, unidade e descontinuidade na própria história, colocando o problema de seus próprios limites, de seus cortes, de suas transformações e não de seu surgimento abrupto em meio as complicações do tempo. (FOUCAULT, 1971a, 147). No livro Arqueologia do Saber (1972b, p. 11), Foucault assinala que a história, em sua forma tradicional, primava por memorizar os monumentos do passado, transformando-os em documentos; hoje, a história transforma os documentos em monumentos, onde se decifram traços deixados pelos homens. Propõe, então, a crítica ao documento para reconstituir, a partir do que dizem esses documentos às vezes, com meias palavras, o passado de que emanam e que se dilui. Assim considera que A história mudou sua posição acerca do documento: ela o organiza, recorta-o, distribui, ordena-o, reparte-o em níveis, estabelece sereis, distingue o que é 1698

6 1699 pertencente do que não é, delimita elementos, define unidades, descreve relações. (FOUCAULT, 1972c, p. 13). Essa discussão de Foucault acerca do documento é tratada também por Le Goff (2003, p ), que entende-a do ponto de vista dos Annales, em sua noção ampliada e reforça a necessidade da crítica ao documento/monumento, de que este não é qualquer coisa que fica por conta do passado, é um produto da sociedade que o fabricou segundo as relações de forças que aí detinham o poder. Nesse sentido, a história-genealogia de Foucault se estrutura nas práticas, enquanto tramas. Essas tramas narraram as história das práticas nas quais os homens enxergaram verdades e as suas lutas em torno dessas verdades (VEYNE, 1992a). Explicar e explicitar a história consiste, primeiramente, em vê-la em seu conjunto, em correlacionar os pretensos objetos naturais às práticas datadas e raras que os objetivaram, e em explicar essas práticas não a partir de causa única, mas a partir de todas as práticas vizinhas nas quais se ancoram (VEYNE, 1992b, p.181). Nesse sentido, a história se volta para descrição intrínseca do monumento/documento. Daí nasce sua ruptura com a história das idéias, descobrindo períodos longos na história propriamente dita; a noção de descontinuidade presentifica-se na operação histórica. Dissecar um documento, como um corpus que se constitui de discursos em busca de unidades e rupturas, permite ao investigador um instrumental de pesquisa capaz de entender os discursos enquanto produções históricas, pertencentes a uma determinada formação discursiva, de unidade e descontinuidade, com limites e cortes, transformações ocorridas em determinadas temporalidades, com regras próprias. É o próprio Foucault (2000, p.43) que destaca: Sabe-se que a educação, embora seja, de direito, o instrumento graças ao qual todo o individuo, e em uma sociedade como a nossa, pode ter acesso a qualquer tipo de discurso, segue, em sua distribuição, no que permite pelas oposições e lutas sociais. Se Veyne (1992c) considera que Foucault revolucionou a História, deslizando entre os ismos, nem Marxismo, nem Estruturalismo, nem História Nova, nem Positivismo, mas estabelecendo relações entre essas possibilidades, fez suas rupturas, entre diferentes abordagens, sorvendo o caldo possível para triturar em seu método arqueológico, portanto histórico pois explicar a história consiste, primeiramente, em vê-la em seu conjunto, em correlacionar os pretensos objetos naturais às práticas datadas e raras que os objetivizam, e em explicar essas práticas não a partir de uma causa única, mas a partir de todas as práticas vizinhas nas quais se ancoram. (VEYNE, 1992d, p. 181). Em se pensando em buscar a análise histórica e análise de produção do discurso, constitui-se em um instrumental de pesquisa importante para o campo da História da Educação. O, Brien (1999) faz uma reflexão acerca de Foucault na história, em particular por apresentar um modelo alternativo para a escrita da História da Cultura, ao incorporar uma crítica da análise marxista e dos Annales e da História Social, considerando os estudos culturais através das tecnologias do poder, particularizando a importância que ele atribuiu à linguagem/discurso enquanto meio de apreender as transformações. Nesse sentido, considera que Foucault revolucionou a História através da prática. Gore (2002a) por sua vez, destaca a influência de Foucault em muitos campos da teoria social, em particular, na educação, explorando, especialmente, a interligação entre verdade e poder nas práticas contextualmente específicas. Destaca então o desenvolvimento das idéias de Foucault sobre poder e saber, centrando-se nos regimes de verdade e nas aplicações à educação. Salienta também a visão dele sobre a escola e a educação formal, mediante o crescimento do poder disciplinar cujos estudos colocam sobre os mecanismos que constroem instituições e experiências institucionais, e não 1699

7 1700 sobre as pessoas no interior dessas instituições (2002b, 13). Mas, em sua discussão, ela utiliza-se do conceito regimes de verdade de Foucault, como uma ferramenta investigativa para analisar as práticas pedagógicas de forma menos ingênua, mas sem correlacionar com a História da Educação, objeto deste estudo. Penso que o lugar de Foucault na História, em especial na História da Educação, possibilita a escrita da história, um instrumental metodológico de investigação, mas não é de fácil compreensão, como assinala Saviani, pois requer uma incursão em sua obra, diversificada, descontinua, em forma espiralada, partindo do desvelamento do poder/saber, do saber/verdade, para entender o universo discursivo pedagógico. Entretanto, acho que o lugar da História da Educação na História está se constituindo, na medida em que os limites entre investigadores-educadores e historiadores de ofícios se estreitam, da mesma forma que as fronteiras entre as ciências humanas se quebram, se mestiçam, em norte pouco previsível, apesar dos anseios dos ditos pós-modernos. Pensando como Certeau (1999b) que toda pesquisa científica articula-se a uma produção sócio-econômica, política e cultural, delineando-se uma topografia de interesses, questões e proposições que são formuladas e organizadas conforme o lugar de onde ela se estrutura e se faz, penso que o silenciamento, ainda em obras que tratam da teoria e metodologia da história, remete-se, possivelmente, à predominância dos profissionais de educação que fazem história e não dos considerados historiadores de ofícios. Isto é o não-dito, presente no lugar social destes pesquisadores, ocupando um lugar ainda marginal no campo. Segundo Certeou, uma obra de valor em história é aquela reconhecida como tal pelos seus pares, como produto de um lugar. A História da Educação não tem ocupado lugar nas obras de referências, mas os historiadores destes domínios afirmam seu pertencimento. Esta situação fronteiriça em que se encontra permite-me reforçar a tese de seu ainda (não) lugar. Cabe salientar, ainda, que o crescente interesse dos investigadores da História da Educação a respeito das idéias de Foucault identifica-se menos com o arcabouço teórico e mais com a utilização dessa idéias como ferramentas de análise, capazes de vivificar aspectos singulares da produção de discurso no campo, a exemplo dos regimes de verdade, em diferentes momentos da História. Nesse sentido, temos mais trabalhos no campo da História da Educação que se assentam em aspectos metodológicos das pesquisas de Foucault, do que propriamente, de foucaultianos-investigadores. Referências BARROS, José D`Assunção. O campo da História: especialidades e abordagens. 2 edição. Rio de Janeiro, Petrópolis: Vozes, BILLOUET, Pierre. Foucault. Tradução Beatriz Sedou; revisão técnica Carlos José Martins. São Paulo: Estação Liberdade, CAMBI, Franco. História da Pedagogia. 1 Reimpressão. Tradução de Álvaro Lorencini. São Paulo: Editora UNESP, CARDOSO, Ciro Flamarion & VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 14 Reimpressão. Rio de Janeiro: Elsevier, CARVALHO, Marta Maria Chagas de. A configuração da Historiografia Educacional Brasileira. In: FARIAS, Marcos Cezar de (org). Historiografia Brasileira em Perspectiva. 5 Edição. São Paulo: Contexto, DOSSE, François. A História em Migalhas: dos Annales à Nova História. Tradução Dulce A. Silva Ramos. 1 reimpressão. Campinas, SP: Editora da Universidade Estadual de Campinas, FRAGO, Antonio Vinão; ESCOLANO, Agustín. Currículo, Espaço e Subjetividade: a arquitetura como programa. Tradução de Alfredo Veiga-Neto. 2 ed. Rio de Janeiro: DP&A Editora,

8 1701 FREITAS, Marcos Cezar de (org). Historiografia Brasileira em Perspectiva. 5 Edição. São Paulo: Contexto, FOUCAULT, Michel. Arqueologia do Saber. Tradução Luiz Felipe Baeta Neves, revisão de Lívia Vassalo. Petrópolis, Vozes; Lisboa, Centro do Livro Brasileiro, A ordem do discurso: aula inaugural no collége de France, pronunciada em 2 de dezembro de Tradução de Laura Fraga de Almeida Sampaio. 6 ed. São Paulo: Edições Loyola, GORE, Jennifer M. Foucault e Educação: fascinantes desafios. SILVA, Tomaz Tadeu da. O Sujeito da Educação: estudos foucaultianos. 5 ed. Petrópolis: Editora Vozes, LE GOFF, Jacques. História e Memória. Tradução Irene Ferreira, Bernardo leitão e Suzana Ferrreira Borges. 5 ed. Campinas, SP: Editora UNICAMP, A História Nova. Tradução Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, LOPES, Eliane Marta Teixeira; GALVÃO, Ana Maria de Oliveira. História da Educação. Rio de Janeiro: Editora DP&A, O,BRIEN, Patrícia. A História Cultural de Michel Foucault. HUNT, Lynn. A nova História Cultural. Martins Fontes... SAVIANI, Dermeval. O debate teórico e metodológico no campo da História e sua importância para a Pesquisa Educacional. In: SAVIANI, Dermeval, LOMBARDI, José Calaudinei e SANFEICE, José Luís (orgs.) História e História da Educação. 2 Edição. Campinas, São Paulo: Autores Associados: HISTEDBR, VEYNE, Paul. Como se escreve a história: Foucault revoluciona a História. Tradução de Alda Baltar e Maria Auxiliadora Kneipp. 2 ed. Brasília, editora Universidade de Brasília,

Dicionário. Conceitos. Históricos

Dicionário. Conceitos. Históricos Dicionário de Conceitos Históricos Kalina Vanderlei Silva Maciel Henrique Silva Dicionário de Conceitos Históricos Copyright 2005 Kalina Vanderlei Silva e Maciel Henrique Silva Todos os direitos desta

Leia mais

principalmente na UFES (três), na UFSCar (dois) e a UERJ (dois). Em 2005 a produção tem ápice com doze estudos em diferentes universidades.

principalmente na UFES (três), na UFSCar (dois) e a UERJ (dois). Em 2005 a produção tem ápice com doze estudos em diferentes universidades. A PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM EDUCAÇÃO ESPECIAL/INCLUSÃO ESCOLAR NA PERSPECTIVA DA PESQUISA-AÇÃO: REFLEXÕES A PARTIR DE SEUS CONTEXTOS Mariangela Lima de Almeida UFES Agência Financiadora: FAPES Num contexto

Leia mais

UMA LEITURA SOBRE A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO CURSO DE PEDAGOGIA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA 1980

UMA LEITURA SOBRE A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO CURSO DE PEDAGOGIA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA 1980 UMA LEITURA SOBRE A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO CURSO DE PEDAGOGIA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA 1980 ELAINE RODRIGUES (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ), ALLINE MIKAELA PEREIRA (PPE/UEM). Resumo Por

Leia mais

Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior.

Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior. Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior. Josimar de Aparecido Vieira Nas últimas décadas, a educação superior brasileira teve um expressivo

Leia mais

O PERCURSO FORMATIVO DOS DOCENTES QUE ATUAM NO 1º. CICLO DE FORMAÇÃO HUMANA

O PERCURSO FORMATIVO DOS DOCENTES QUE ATUAM NO 1º. CICLO DE FORMAÇÃO HUMANA O PERCURSO FORMATIVO DOS DOCENTES QUE ATUAM NO 1º. CICLO DE FORMAÇÃO HUMANA Profª. Ms. Marilce da Costa Campos Rodrigues - Grupo de estudos e pesquisas em Política e Formação Docente: ensino fundamental

Leia mais

NÚCLEO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E ENSINO DE FÍSICA E AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

NÚCLEO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E ENSINO DE FÍSICA E AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NÚCLEO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E ENSINO DE FÍSICA E AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES Edson Crisostomo dos Santos Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES edsoncrisostomo@yahoo.es

Leia mais

TENDÊNCIAS RECENTES DOS ESTUDOS E DAS PRÁTICAS CURRICULARES

TENDÊNCIAS RECENTES DOS ESTUDOS E DAS PRÁTICAS CURRICULARES TENDÊNCIAS RECENTES DOS ESTUDOS E DAS PRÁTICAS CURRICULARES Inês Barbosa de Oliveira O desafio de discutir os estudos e as práticas curriculares, sejam elas ligadas à educação de jovens e adultos ou ao

Leia mais

A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA FORMAÇÃO DE Universidade Estadual De Maringá gasparin01@brturbo.com.br INTRODUÇÃO Ao pensarmos em nosso trabalho profissional, muitas vezes,

Leia mais

ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS: que lugar é este?

ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS: que lugar é este? Universidade do Sul de Santa Catarina UNISUL maria.schlickmann@unisul.br Palavras iniciais... As reflexões que apresento neste texto são um recorte de estudo que venho realizando na minha tese de doutorado.

Leia mais

Orientações para a elaboração dos projetos de pesquisa (Iniciação científica)

Orientações para a elaboração dos projetos de pesquisa (Iniciação científica) GRUPO PAIDÉIA FE/UNICAMP Linha: Episteduc Coordenador: Prof. Dr. Silvio Sánchez Gamboa Orientações para a elaboração dos projetos de pesquisa (Iniciação científica) Os projetos de pesquisa se caracterizam

Leia mais

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS Daniel Silveira 1 Resumo: O objetivo desse trabalho é apresentar alguns aspectos considerados fundamentais para a formação docente, ou

Leia mais

NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO: 13 ANOS DE HISTÓRIA

NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO: 13 ANOS DE HISTÓRIA NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO: 13 ANOS DE HISTÓRIA Margarete Maria da Silva meghamburgo@yahoo.com.br Graduanda em Pedagogia e membro do NEPHEPE Universidade Federal de

Leia mais

O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1

O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1 O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1 Resumo: O presente Artigo busca abordar a pretensão dos museus de cumprir uma função social e a emergência

Leia mais

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA Shirlei de Souza Correa - UNIVALI 1 Resumo: No contexto educacional pode-se considerar a gestão escolar como recente, advinda das necessidades

Leia mais

O PERFIL DOS PROFESSORES DE SOCIOLOGIA NAS ESCOLAS ESTADUAIS DE FORTALEZA-CE

O PERFIL DOS PROFESSORES DE SOCIOLOGIA NAS ESCOLAS ESTADUAIS DE FORTALEZA-CE O PERFIL DOS PROFESSORES DE SOCIOLOGIA NAS ESCOLAS ESTADUAIS DE FORTALEZA-CE José Anchieta de Souza Filho 1 Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) josanchietas@gmail.com Introdução Analisamos

Leia mais

PESQUISA QUANTITATIVA e QUALITATIVA

PESQUISA QUANTITATIVA e QUALITATIVA universidade de Santa Cruz do Sul Faculdade de Serviço Social Pesquisa em Serviço Social I I PESQUISA QUANTITATIVA e QUALITATIVA BIBLIOGRAFIA: MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de

Leia mais

Palavras-chave: Historiografia; Paraná; Regime de Historicidade; História Regional

Palavras-chave: Historiografia; Paraná; Regime de Historicidade; História Regional Doi: 10.4025/7cih.pphuem.1280 OS HISTORIADORES, SEUS LUGARES E SUAS REGIÕES: A PRODUÇÃO HISTORIOGRÁFICA DA UNICENTRO SOBRE A REGIÃO PARANAENSE Darlan Damasceno Universidade Estadual de Londrina Resumo.

Leia mais

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe é um órgão colegiado, de cunho decisório, presente no interior da organização escolar, responsável pelo processo de avaliação do desempenho pedagógico do aluno.

Leia mais

resgate de um processo pedagógico autônomo, de qualidade e que também podem somar-se às problematizações e às reflexões que se realizam nos

resgate de um processo pedagógico autônomo, de qualidade e que também podem somar-se às problematizações e às reflexões que se realizam nos RESUMO PDI PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL, PPI PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL E PPC PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO, ENTRE O DITO E O FEITO ESTUDOS DE CASO MÚLTIPLOS / IES/ RS BRASIL 2007/2008. Autora

Leia mais

PLANO DE ENSINO E ESTRATÉGIAS

PLANO DE ENSINO E ESTRATÉGIAS PLANO DE ENSINO E ESTRATÉGIAS Profª. Msc. Clara Maria Furtado claramaria@terra.com.br clara@unifebe.edu.br PLANEJAMENTO Representa uma organização de ações em direção a objetivos bem definidos, dos recursos

Leia mais

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas. UNIFAL-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 700. Alfenas/MG. CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000. Fax: (35) 3299-1063 DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE

Leia mais

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337.

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337. PROGRAMA TÉMATICO: 6229 EMANCIPAÇÃO DAS MULHERES OBJETIVO GERAL: Ampliar o acesso das mulheres aos seus direitos por meio do desenvolvimento de ações multissetoriais que visem contribuir para uma mudança

Leia mais

RESUMOS DE PROJETOS... 1202 RELATOS DE EXPERIÊNCIA... 1205 ARTIGOS COMPLETOS (RESUMOS)... 1207

RESUMOS DE PROJETOS... 1202 RELATOS DE EXPERIÊNCIA... 1205 ARTIGOS COMPLETOS (RESUMOS)... 1207 1201 RESUMOS DE PROJETOS... 1202 RELATOS DE EXPERIÊNCIA... 1205 ARTIGOS COMPLETOS (RESUMOS)... 1207 1202 RESUMOS DE PROJETOS ENSINO, APRENDIZAGEM E FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM LETRAS: IDENTIDADES E CRENÇAS

Leia mais

Projeto Pedagógico Institucional PPI FESPSP FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI

Projeto Pedagógico Institucional PPI FESPSP FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI Grupo Acadêmico Pedagógico - Agosto 2010 O Projeto Pedagógico Institucional (PPI) expressa os fundamentos filosóficos,

Leia mais

SOBRE A PRODUÇÃO DE PESQUISAS EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA COM VIÉS FINANCEIRO ESCOLAR.

SOBRE A PRODUÇÃO DE PESQUISAS EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA COM VIÉS FINANCEIRO ESCOLAR. ISSN 2316-7785 SOBRE A PRODUÇÃO DE PESQUISAS EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA COM VIÉS FINANCEIRO ESCOLAR. Rodrigo Martins de Almeida Instituo Estadual de Educação de Juiz de Fora (IEE/JF) rodrigomartinsdealmeida@yahoo.com.br

Leia mais

1.3. Planejamento: concepções

1.3. Planejamento: concepções 1.3. Planejamento: concepções Marcelo Soares Pereira da Silva - UFU O planejamento não deve ser tomado apenas como mais um procedimento administrativo de natureza burocrática, decorrente de alguma exigência

Leia mais

A PRÁTICA DE FORMAÇÃO DE DOCENTES: DIFERENTE DE ESTÁGIO Maria de Fátima Targino Cruz Pedagoga e professora da Rede Estadual do Paraná.

A PRÁTICA DE FORMAÇÃO DE DOCENTES: DIFERENTE DE ESTÁGIO Maria de Fátima Targino Cruz Pedagoga e professora da Rede Estadual do Paraná. A PRÁTICA DE FORMAÇÃO DE DOCENTES: DIFERENTE DE ESTÁGIO Maria de Fátima Targino Cruz Pedagoga e professora da Rede Estadual do Paraná. O Curso de Formação de Docentes Normal, em nível médio, está amparado

Leia mais

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Eliane Aparecida Toledo Pinto Docente da Faculdade Municipal de Filosofia,

Leia mais

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA GT-1 FORMAÇÃO DE PROFESSORES EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA RESUMO Maria de Lourdes Cirne Diniz Profa. Ms. PARFOR E-mail: lourdinhacdiniz@oi.com.br

Leia mais

Sumário. Prefácio: A dimensão freireana na Educação Ambiental Philippe Pomier Layrargues... 7

Sumário. Prefácio: A dimensão freireana na Educação Ambiental Philippe Pomier Layrargues... 7 5 Sumário Prefácio: A dimensão freireana na Educação Ambiental Philippe Pomier Layrargues... 7 Educação ambiental crítico transformadora no contexto escolar: teoria e prática freireana Juliana Rezende

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 A MATERIALIZAÇÃO

Leia mais

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA O que é o Projeto de Intervenção Pedagógica? O significado de projeto encontrado comumente nos dicionários da Língua Portuguesa está associado a plano de realizar,

Leia mais

A constituição do sujeito em Michel Foucault: práticas de sujeição e práticas de subjetivação

A constituição do sujeito em Michel Foucault: práticas de sujeição e práticas de subjetivação A constituição do sujeito em Michel Foucault: práticas de sujeição e práticas de subjetivação Marcela Alves de Araújo França CASTANHEIRA Adriano CORREIA Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Filosofia

Leia mais

SOCIEDADE E TEORIA DA AÇÃO SOCIAL

SOCIEDADE E TEORIA DA AÇÃO SOCIAL SOCIEDADE E TEORIA DA AÇÃO SOCIAL INTRODUÇÃO O conceito de ação social está presente em diversas fontes, porém, no que se refere aos materiais desta disciplina o mesmo será esclarecido com base nas idéias

Leia mais

EDUCAÇÃO PERMANENTE DESAFIOS NO CONTEXTO ATUAL

EDUCAÇÃO PERMANENTE DESAFIOS NO CONTEXTO ATUAL EDUCAÇÃO PERMANENTE DESAFIOS NO CONTEXTO ATUAL JOSÉ INÁCIO JARDIM MOTTA ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA Fundação Oswaldo Cruz Curitiba 2008 EDUCAÇÃO PERMANENTE UM DESAFIO EPISTÊMICO Quando o desejável

Leia mais

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE.

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE. TRABALHO DOCENTE: POR UMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA, TRANSFORMADORA E EMANCIPATÓRIA OLIVEIRA, Marinalva Luiz de Prefeitura da Cidade do Recife GT-22: Educação Ambiental Resumo Este trabalho tem o objetivo

Leia mais

RE-CONSTRUINDO A EDUCAÇÃO DE ITABUNA-BA: 1930 A

RE-CONSTRUINDO A EDUCAÇÃO DE ITABUNA-BA: 1930 A RE-CONSTRUINDO A EDUCAÇÃO DE ITABUNA-BA: 1930 A 1945 ASSIS, Raimunda Alves Moreira de UESC UFF GT: História da Educação / n.02 Agência Financiadora: FAPES Neste texto apresento o resultado das principais

Leia mais

CULTURA ESCOLAR DICIONÁRIO

CULTURA ESCOLAR DICIONÁRIO CULTURA ESCOLAR Forma como são representados e articulados pelos sujeitos escolares os modos e as categorias escolares de classificação sociais, as dimensões espaço-temporais do fenômeno educativo escolar,

Leia mais

A HISTORIOGRAFIA SEGUNDO ROGER CHARTIER (1945-)

A HISTORIOGRAFIA SEGUNDO ROGER CHARTIER (1945-) A HISTORIOGRAFIA SEGUNDO ROGER CHARTIER (195-) META Caracterizar o pensamento historiográfi co de Roger Chartier. OBJETIVOS Ao final desta aula, o aluno deverá: elencar e explicar os principais aspectos

Leia mais

Sociologia. Professor: Matheus Bortoleto Rodrigues E-mail: bortoletomatheus@yahoo.com.br Escola: Dr. José Ferreira

Sociologia. Professor: Matheus Bortoleto Rodrigues E-mail: bortoletomatheus@yahoo.com.br Escola: Dr. José Ferreira Sociologia Professor: Matheus Bortoleto Rodrigues E-mail: bortoletomatheus@yahoo.com.br Escola: Dr. José Ferreira [...] tudo o que é real tem uma natureza definida que se impõe, com a qual é preciso contar,

Leia mais

ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA:

ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: 13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( X ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

ENTREVISTA. COM o Dr. Rildo Cosson. POR Begma Tavares Barbosa* begma@acessa.com

ENTREVISTA. COM o Dr. Rildo Cosson. POR Begma Tavares Barbosa* begma@acessa.com Entrevista ENTREVISTA 146 COM o Dr. Rildo Cosson. POR Begma Tavares Barbosa* begma@acessa.com * Dra. em Letras pela PUC/RJ e professora do Colégio de Aplicação João XXIII/UFJF. Rildo Cosson Mestre em Teoria

Leia mais

A LEITURA NA VOZ DO PROFESSOR: O MOVIMENTO DOS SENTIDOS

A LEITURA NA VOZ DO PROFESSOR: O MOVIMENTO DOS SENTIDOS A LEITURA NA VOZ DO PROFESSOR: O MOVIMENTO DOS SENTIDOS Victória Junqueira Franco do Amaral -FFCLRP-USP Soraya Maria Romano Pacífico - FFCLRP-USP Para nosso trabalho foram coletadas 8 redações produzidas

Leia mais

A DIDÁTICA NA FORMAÇÃO DOCENTE: ENTRE A INOVAÇÃO TÉCNICA E A EDIFICANTE

A DIDÁTICA NA FORMAÇÃO DOCENTE: ENTRE A INOVAÇÃO TÉCNICA E A EDIFICANTE A DIDÁTICA NA FORMAÇÃO DOCENTE: ENTRE A INOVAÇÃO TÉCNICA E A EDIFICANTE Ilma Passos Alencastro Veiga 1 Edileuza Fernandes da Silva 2 Odiva Silva Xavier 3 Rosana César de Arruda Fernandes 4 RESUMO: O presente

Leia mais

ANÁLISE DOS OBJETIVOS PRESENTES NOS TRABALHOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL APRESENTADOS NO IX EPEA-PR

ANÁLISE DOS OBJETIVOS PRESENTES NOS TRABALHOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL APRESENTADOS NO IX EPEA-PR ANÁLISE DOS OBJETIVOS PRESENTES NOS TRABALHOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL APRESENTADOS NO IX EPEA-PR Resumo FRANZÃO, Thiago Albieri UEPG/GEPEA thiagofranzao@hotmail.com RAMOS, Cinthia Borges de UEPG/GEPEA cinthiaramos88@yahoo.com.br

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO PLANO DE ENSINO PERÍODO LETIVO/ANO 2009 Programa: Pós-Graduação stricto sensu em Educação/PPGE Área de Concentração: Sociedade,

Leia mais

A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas. José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas. José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO A indissociabilidade entre ensino/produção/difusão do conhecimento

Leia mais

Campanha Nacional de Escolas da Comunidade CNEC

Campanha Nacional de Escolas da Comunidade CNEC Campanha Nacional de Escolas da Comunidade CNEC Regulamento de Projeto Integrador dos Cursos Superiores de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Segurança da Informação e Sistemas para Internet

Leia mais

PROGRAMA DA DISCIPLINA

PROGRAMA DA DISCIPLINA PROGRAMA DA DSCPLNA Disciplina: Prática Código da Disciplina: Carga Horária Semestral: 45 Obrigatória: sim Eletiva: não Número de Créditos: 03 Pré-Requisitos: não EMENTA Refletir sobre a produção da prática

Leia mais

O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA

O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA Maria Lúcia C. Neder Como já afirmamos anteriormente, no Texto-base, a produção, a seleção e a organização de textos para a EAD devem

Leia mais

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 GRUPO 6.1 MÓDULO 4 Índice 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 1.1. Desenvolvimento e Aprendizagem de Jovens e Adultos... 4 1.1.1. Educar na Diversidade... 5 1.2. Os Efeitos da Escolarização/Alfabetização

Leia mais

O olhar do professor das séries iniciais sobre o trabalho com situações problemas em sala de aula

O olhar do professor das séries iniciais sobre o trabalho com situações problemas em sala de aula O olhar do professor das séries iniciais sobre o trabalho com situações problemas em sala de aula INTRODUÇÃO Josiane Faxina Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Câmpus Bauru e-mail: josi_unesp@hotmail.com

Leia mais

EIXOS TEMÁTICOS REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

EIXOS TEMÁTICOS REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS EIXOS TEMÁTICOS 1. Cultura, saberes e práticas escolares e pedagógicas na educação profissional e tecnológica: arquivos escolares, bibliotecas e centros de documentação. Para este eixo temático espera

Leia mais

A MEMÓRIA DISCURSIVA DE IMIGRANTE NO ESPAÇO ESCOLAR DE FRONTEIRA

A MEMÓRIA DISCURSIVA DE IMIGRANTE NO ESPAÇO ESCOLAR DE FRONTEIRA A MEMÓRIA DISCURSIVA DE IMIGRANTE NO ESPAÇO ESCOLAR DE FRONTEIRA Lourdes Serafim da Silva 1 Joelma Aparecida Bressanin 2 Pautados nos estudos da História das Ideias Linguísticas articulada com Análise

Leia mais

OS SABERES DOS PROFESSORES

OS SABERES DOS PROFESSORES OS SABERES DOS PROFESSORES Marcos históricos e sociais: Antes mesmo de serem um objeto científico, os saberes dos professores representam um fenômeno social. Em que contexto social nos interessamos por

Leia mais

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Pensar na realidade é pensar em transformações sociais. Atualmente, temos observado os avanços com relação à

Leia mais

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias novembro/2011 página 1 CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Elba Siqueira de Sá Barretto: Os cursos de Pedagogia costumam ser muito genéricos e falta-lhes um

Leia mais

O PERMEAR HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO FÍSICA E SEUS DESAFIOS ATUAIS. MORAIS, Suzianne 1 VILLELA, Pollyana 2

O PERMEAR HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO FÍSICA E SEUS DESAFIOS ATUAIS. MORAIS, Suzianne 1 VILLELA, Pollyana 2 O PERMEAR HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO FÍSICA E SEUS DESAFIOS ATUAIS MORAIS, Suzianne 1 VILLELA, Pollyana 2 RESUMO: Este trabalho tem como propósito apresentar e analisar o percurso histórico e cultural que a

Leia mais

PROFESSORES DO CURSO DE TECNOLOGIA EM HOTELARIA: CONHECENDO A CONSTITUIÇÃO DE SEUS SABERES DOCENTES SILVA

PROFESSORES DO CURSO DE TECNOLOGIA EM HOTELARIA: CONHECENDO A CONSTITUIÇÃO DE SEUS SABERES DOCENTES SILVA PROFESSORES DO CURSO DE TECNOLOGIA EM HOTELARIA: CONHECENDO A CONSTITUIÇÃO DE SEUS SABERES DOCENTES SILVA, Daniela C. F. Barbieri Programa de Pós-Graduação em Educação Núcleo: Formação de professores UNIMEP

Leia mais

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 Janete Maria Lins de Azevedo 2 Falar sobre o projeto pedagógico (PP) da escola, considerando a realidade educacional do Brasil de hoje, necessariamente

Leia mais

A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA AD NOS PROGRAMAS DE PÓS- GRADUAÇÃO DA PUC/RS E DA UFRGS

A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA AD NOS PROGRAMAS DE PÓS- GRADUAÇÃO DA PUC/RS E DA UFRGS A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA AD NOS PROGRAMAS DE PÓS- GRADUAÇÃO DA PUC/RS E DA UFRGS Taís da Silva MARTINS Universidade Federal de Santa Maria taissmartins@superig.com.br Em nossa pesquisa, buscamos entender

Leia mais

VII Congresso Latino-Americano de Estudos do Trabalho. O Trabalho no Século XXI. Mudanças, Impactos e Perspectivas.

VII Congresso Latino-Americano de Estudos do Trabalho. O Trabalho no Século XXI. Mudanças, Impactos e Perspectivas. VII Congresso Latino-Americano de Estudos do Trabalho. O Trabalho no Século XXI. Mudanças, Impactos e Perspectivas. GT 18 - Psicología Social Del Trabajo en América Latina: Identidades y procesos de subjetivación,

Leia mais

48 Os professores optaram por estudar a urbanização, partindo dos espaços conhecidos pelos alunos no entorno da escola. Buscavam, nesse projeto, refletir sobre as características das moradias existentes,

Leia mais

11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas

11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas ESTUDO DO TERMO ONOMA E SUA RELAÇÃO COM A INTERDISCIPLINARIDADE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ENSINO FUNDAMENTAL DA GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DA ONOMÁSTICA/TOPONÍMIA Verônica Ramalho Nunes 1 ; Karylleila

Leia mais

Nome do candidato TÍTULO DO PROJETO

Nome do candidato TÍTULO DO PROJETO Nome do candidato TÍTULO DO PROJETO Projeto de Pesquisa apresentado ao Programa de Pós- Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria como requisito parcial para a seleção de ingresso

Leia mais

O BOM PROFESSOR DA PÓS-GRADUAÇÃO E SUA PRÁTICA. PALAVRAS-CHAVE: docência universitária, formação docente, representações, perspectivas paradigmáticas

O BOM PROFESSOR DA PÓS-GRADUAÇÃO E SUA PRÁTICA. PALAVRAS-CHAVE: docência universitária, formação docente, representações, perspectivas paradigmáticas O BOM PROFESSOR DA PÓS-GRADUAÇÃO E SUA PRÁTICA Núbia Vieira TEIXEIRA; Solange Martins Oliveira MAGALHÃES Mestrado - Programa de Pós - Graduação em Educação - FE/UFG vitenubia@yahoo.com.br;solufg@hotmail.com

Leia mais

UM ESTUDO SOBRE A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE DO PROFESSOR DE INGLÊS DA CIDADE DE FAGUNDES - PB

UM ESTUDO SOBRE A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE DO PROFESSOR DE INGLÊS DA CIDADE DE FAGUNDES - PB UM ESTUDO SOBRE A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE DO PROFESSOR DE INGLÊS DA CIDADE DE FAGUNDES - PB 01. RESUMO Karla Rodrigues de Almeida Graduada em Letras pela UFCG e-mail: karlaalmeida.1@hotmail.com Izanete

Leia mais

FORMAÇÃO MATEMÁTICA EM CURSOS DE PEDAGOGIA EM DOIS TEMPOS: UM ESTUDO

FORMAÇÃO MATEMÁTICA EM CURSOS DE PEDAGOGIA EM DOIS TEMPOS: UM ESTUDO FORMAÇÃO MATEMÁTICA EM CURSOS DE PEDAGOGIA EM DOIS TEMPOS: UM ESTUDO Thiago Tavares Borchardt Universidade Federal de Pelotas thiago tb@hotmail.com Márcia Souza da Fonseca Universidade Federal de Pelotas

Leia mais

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Brincar é fonte de lazer, mas é, simultaneamente, fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que nos leva a considerar o brincar

Leia mais

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima.

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima. Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público Alexia Melo Clebin Quirino Michel Brasil Gracielle Fonseca Rafaela Lima Satiro Saone O projeto Rede Jovem de Cidadania é uma iniciativa da Associação

Leia mais

ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR?

ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? O que dizem as crianças sobre o brincar e a brincadeira no 1 ano do Ensino Fundamental? Resumo JAIRO GEBIEN - UNIVALI 1 Esta pesquisa visa investigar os momentos

Leia mais

Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva

Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva A criança que chega à escola é um indivíduo que sabe coisas e que opera intelectualmente de acordo com os mecanismos de funcionamento

Leia mais

Currículo e tecnologias digitais da informação e comunicação: um diálogo necessário para a escola atual

Currículo e tecnologias digitais da informação e comunicação: um diálogo necessário para a escola atual Currículo e tecnologias digitais da informação e comunicação: um diálogo necessário para a escola atual Adriana Cristina Lázaro e-mail: adrianaclazaro@gmail.com Milena Aparecida Vendramini Sato e-mail:

Leia mais

FORMAÇÃO CONTINUADA CAMINHOS PARA O ENSINO

FORMAÇÃO CONTINUADA CAMINHOS PARA O ENSINO FORMAÇÃO CONTINUADA CAMINHOS PARA O ENSINO SUPERIOR PLANO DE ENSINO E ESTRATÉGIAS Profª Msc. Clara Maria Furtado PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO CURRÍCULO ORGANIZAÇÃO CURRICULAR PLANEJAMENTO DO CURSO OBJETIVOS

Leia mais

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM EDUCAÇÃO ONLINE *

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM EDUCAÇÃO ONLINE * AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM EDUCAÇÃO ONLINE * DILMEIRE SANT ANNA RAMOS VOSGERAU ** m 2003, com a publicação do livro Educação online, o professor Marco Silva conseguiu, com muita pertinência, recolher

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO DE ESTUDANTES SURDOS: UMA ANÁLISE DE ATIVIDADES DO ENSINO REGULAR

ALFABETIZAÇÃO DE ESTUDANTES SURDOS: UMA ANÁLISE DE ATIVIDADES DO ENSINO REGULAR ALFABETIZAÇÃO DE ESTUDANTES SURDOS: UMA ANÁLISE DE ATIVIDADES DO ENSINO REGULAR INTRODUÇÃO Raquel de Oliveira Nascimento Susana Gakyia Caliatto Universidade do Vale do Sapucaí (UNIVÁS). E-mail: raquel.libras@hotmail.com

Leia mais

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia Anais do I Seminário Internacional de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia A CONTRIBUIÇÃO DA DIDÁTICA CRÍTICA NA INTERLIGAÇÃO DE SABERES AMBIENTAIS NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Leia mais

ENTRE A LEI, OS COSTUMES E O DESENVOLVIMENTO: O PROJETO URBANÍSTICO DE 1970 EM MONTES CLAROS/MG.

ENTRE A LEI, OS COSTUMES E O DESENVOLVIMENTO: O PROJETO URBANÍSTICO DE 1970 EM MONTES CLAROS/MG. ENTRE A LEI, OS COSTUMES E O DESENVOLVIMENTO: O PROJETO URBANÍSTICO DE 1970 EM MONTES CLAROS/MG. Michael Jhonattan Delchoff da Silva. Universidade Estadual de Montes Claros- Unimontes. maicomdelchoff@gmail.com

Leia mais

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NO ENSINO MÉDIO. - práticas, saberes e habitus -

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NO ENSINO MÉDIO. - práticas, saberes e habitus - EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NO ENSINO MÉDIO - práticas, saberes e habitus - Fabíola Santini Takayama do Nascimento Mestranda em Educação da PUCGOIÁS e Técnica em Assuntos Educacionais do IFG - Campus Inhumas

Leia mais

Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação Câmpus de Bauru PLANO DE DISCIPLINA

Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação Câmpus de Bauru PLANO DE DISCIPLINA PLANO DE DISCIPLINA 1. UNIDADE: Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação 2. PROGRAMA: Pós-graduação em Televisão Digital: Informação e Conhecimento 3. NÍVEL: Mestrado Profissional 4. ÁREA DE CONCENTRAÇÃO:

Leia mais

Curso: Pedagogia ( 1 ª Licenciatura) I Bloco. Fundamentos Epistemológicos de Pedagogia 60 horas

Curso: Pedagogia ( 1 ª Licenciatura) I Bloco. Fundamentos Epistemológicos de Pedagogia 60 horas Curso: Pedagogia ( 1 ª Licenciatura) I Bloco Fundamentos Epistemológicos de Pedagogia 60 horas Metodologia Científica 60 horas História da Educação 60 horas Sociologia da Educação I 60 horas Filosofia

Leia mais

CRIARCONTEXTO: ANÁLISE DO DISCURSO NAS LETRAS DE MÚSICA 1. Faculdade de Letras, Universidade Federal de Goiás, CEP - 74001-970, Brasil

CRIARCONTEXTO: ANÁLISE DO DISCURSO NAS LETRAS DE MÚSICA 1. Faculdade de Letras, Universidade Federal de Goiás, CEP - 74001-970, Brasil CRIARCONTEXTO: ANÁLISE DO DISCURSO NAS LETRAS DE MÚSICA 1 Juliana Dionildo dos Santos 2 e Eliane Marquez da Fonseca Fernandes 3 Faculdade de Letras, Universidade Federal de Goiás, CEP - 74001-970, Brasil

Leia mais

Titulo do Trabalho: Fundamentação da metodologia de pesquisa teórica em

Titulo do Trabalho: Fundamentação da metodologia de pesquisa teórica em Titulo do Trabalho: Fundamentação da metodologia de pesquisa teórica em psicanálise Autor: Érico Campos RESUMO Este trabalho discute questões gerais envolvidas na leitura de textos e discursos nas ciências

Leia mais

Unidade II FUNDAMENTOS HISTÓRICOS, TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL. Prof. José Junior

Unidade II FUNDAMENTOS HISTÓRICOS, TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL. Prof. José Junior Unidade II FUNDAMENTOS HISTÓRICOS, TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL Prof. José Junior O surgimento do Serviço Social O serviço social surgiu da divisão social e técnica do trabalho, afirmando-se

Leia mais

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino O bom professor é o que consegue, enquanto fala trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento. Paulo Freire INTRODUÇÃO A importância

Leia mais

PROCESSO DE CRIAÇÃO E EXPANSÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO-SENSU EM EDUCAÇÃO/EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL

PROCESSO DE CRIAÇÃO E EXPANSÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO-SENSU EM EDUCAÇÃO/EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL PROCESSO DE CRIAÇÃO E EXPANSÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO-SENSU EM EDUCAÇÃO/EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL SILVA, Régis Henrique dos Reis - NUPEFI/CEPAE/UFG SILVA, Sarah Maria de Freitas Machado - ESEFEGO/UEG

Leia mais

Palavras-Chave: Projeto Político-Pedagógico; Prática Pedagógica; Currículo Interdisciplinar; Proposta Pedagógica.

Palavras-Chave: Projeto Político-Pedagógico; Prática Pedagógica; Currículo Interdisciplinar; Proposta Pedagógica. A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO LICEU ESCOLA DE ARTES E OFÍCIOS MESTRE RAIMUNDO CARDOSO: UM ESTUDO AVALIATIVO JUNTO A PROFESSORES E ALUNOS *Alcemir Pantoja Rodrigues ** Arlete Marinho Gonçalves Universidade do

Leia mais

FORMULÁRIO PARA APRESENTAÇÃO DE PROGRAMA GERAL DE DISCIPLINA - PGD. Linha de Pesquisa: Discurso, memória e identidade Disciplina: Discurso e História

FORMULÁRIO PARA APRESENTAÇÃO DE PROGRAMA GERAL DE DISCIPLINA - PGD. Linha de Pesquisa: Discurso, memória e identidade Disciplina: Discurso e História UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE UERN CAMPUS AVANÇADO PROFª. MARIA ELISA DE A. MAIA - CAMEAM DEPARTAMENTO DE LETRAS DL PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS PPGL Curso de Mestrado Acadêmico

Leia mais

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL Ensino Médio Etec Etec: Professor Massuyuki Kawano Código: 136 Município: Tupã Área de conhecimento: Ciências Humanas e Suas Tecnologias Componente Curricular:

Leia mais

O trabalho pedagógico da Educação Física no Ensino Médio profissionalizante no IFG-Uruaçu

O trabalho pedagógico da Educação Física no Ensino Médio profissionalizante no IFG-Uruaçu GTT: Escola O trabalho pedagógico da Educação Física no Ensino Médio profissionalizante no IFG-Uruaçu Almir Zandoná Júnior 1 Fernando Henrique Silva Carneiro 2 Justificativa/Base teórica A entrada da Educação

Leia mais

HISTÓRIA, HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO E INSTITUIÇÕES ESCOLARES: ASPECTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS.

HISTÓRIA, HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO E INSTITUIÇÕES ESCOLARES: ASPECTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS. HISTÓRIA, HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO E INSTITUIÇÕES ESCOLARES: ASPECTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS. Mariana Pecoraro de Souza Décio Gatti Júnior O presente trabalho tem por objetivo compreender os principais aspectos

Leia mais

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO Karen Ramos Camargo 1 Resumo O presente artigo visa suscitar a discussão acerca dos processos de trabalho do Serviço Social, relacionados

Leia mais

A ABORDAGEM DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHO NOS LIVROS DIDÁTICOS DE QUÍMICA. Palavras-chave: Ensino de química; histórias em quadrinhos; livro didático.

A ABORDAGEM DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHO NOS LIVROS DIDÁTICOS DE QUÍMICA. Palavras-chave: Ensino de química; histórias em quadrinhos; livro didático. A ABORDAGEM DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHO NOS LIVROS DIDÁTICOS DE QUÍMICA Fabricio Santos Almeida 1 Márcia Cristiane Eloi Silva Ataide 2 1 Licenciando em Química, Universidade Federal do Piauí - UFPI. 2 Professora

Leia mais

Atitude fenomenológica e atitude psicoterápica

Atitude fenomenológica e atitude psicoterápica COMUNICAÇÃO DE PESQUISA Atitude fenomenológica e atitude psicoterápica Phenomenological attitude and psychotherapeutic attitude Ihana F. de A. Leal* Joana L. Sant Anna** Joelma da C. Bueno*** Letícia R.

Leia mais

FORMAÇÃO PLENA PARA OS PROFESSORES

FORMAÇÃO PLENA PARA OS PROFESSORES Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias dezembro/2006 página 1 FORMAÇÃO PLENA PARA OS PROFESSORES Bernardete Gatti: o país enfrenta uma grande crise na formação de seus professores em especial, de alfabetizadores.

Leia mais

CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM DO ESPORTE NA ESCOLA POR MEIO DE UM ESTUDO DE CASO

CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM DO ESPORTE NA ESCOLA POR MEIO DE UM ESTUDO DE CASO CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM DO ESPORTE NA ESCOLA POR MEIO DE UM ESTUDO DE CASO FINCK, Silvia Christina Madrid (UEPG) 1 TAQUES, Marcelo José (UEPG) 2 Considerações iniciais Sabemos

Leia mais

FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE DOCENTES NO ENSINO SUPERIOR

FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE DOCENTES NO ENSINO SUPERIOR FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE DOCENTES NO ENSINO SUPERIOR As transformações sociais no final do século passado e início desse século, ocorridas de forma vertiginosa no que diz respeito aos avanços tecnológicos

Leia mais

EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E POLÍTICAS PÚBLICAS SOCIAIS

EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E POLÍTICAS PÚBLICAS SOCIAIS EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E POLÍTICAS PÚBLICAS SOCIAIS Flávio Pereira DINIZ (FCS UFG / diniz.fp@gmail.com) 1 Dijaci David de OLIVEIRA (FCS UFG / dijaci@gmail.com) 2 Palavras-chave: extensão universitária;

Leia mais

Curso de Relações Internacionais

Curso de Relações Internacionais UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA CÂMPUS DE MARÍLIA Faculdade de Filosofia e Ciências Curso de Relações Internacionais 1 º. ano Disciplina: Introdução à História Profª Lidia M. V. Possas Lidia. M. V. Possas

Leia mais