Conhecer o arraial de Belo Horizonte para projetar a cidade de Minas: a Planta

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Conhecer o arraial de Belo Horizonte para projetar a cidade de Minas: a Planta"

Transcrição

1 Conhecer o arraial de Belo Horizonte para projetar a cidade de Minas: a Planta Topográfica e Cadastral da área destinada à Cidade de Minas e o trabalho da Comissão Construtora da Nova Capital Tito Flávio Rodrigues de Aguiar * RESUMO Em março de 1895, a Comissão Construtora da Nova Capital (CCNC) concluiu o plano da nova capital de Minas. Cidade da ordem, expressão de uma nova organização política e social brasileira, racional e virtuosa. Cidade do progresso, idealizada para possibilitar superar desigualdades entre as regiões mineiras. Segundo a racionalidade técnica e os cálculos políticos, essa cidade ocupou o território em que se assentava o arraial de Belo Horizonte, antigo Curral d El Rei. Construir a nova cidade implicou destruir o velho arraial e expulsar a população local, substituída por novos moradores. Esta comunicação aborda o trabalho da CCNC por meio do estudo de um documento cartográfico denominado Planta Topográfica e Cadastral da área destinada à Cidade de Minas, pertencente hoje ao acervo do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte. Palavras-chave: Belo Horizonte; planejamento urbano; cartografia. ABSTRACT In March 1895, the plan of the new state capital of Minas Gerais was completed by its Construction Commission (CCNC). The new city was conceived as a city of the order, rational and virtuous in order to express a new political and social organization in Brazil. It would also be a city of the progress, designed to allow overcoming inequalities between different regions of Minas Gerais. According to technical rationality and political calculations, the new city would occupy the territory of the small village of Belo Horizonte, the former Curral d El Rei. The construction of the new city destroyed the old village, and expelled its * Departamento de Arquitetura e Urbanismo (DEARQ), Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Arquiteto e urbanista (UFMG, 1987), doutor em História (UFMG, 2006).

2 population, replaced by new residents. Here we discuss the work of the CCNC by studying a map, now under the care of the Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte: Cadastral and Topographic Plan of the area reserved for the Cidade de Minas. Keywords: Belo Horizonte; urban planning; cartography. APRESENTAÇÃO Em março de 1895, a Comissão Construtora da Nova Capital (CCNC), dirigida pelo engenheiro civil Aarão Reis, concluiu o plano da nova capital de Minas Gerais (REIS, 1895). Cidade racional e virtuosa, pensada e projetada na primeira década da República como expressão de uma nova organização política e social brasileira. A cidade da ordem, portanto. Cidade idealizada como centro político, econômico e social que levaria Minas à prosperidade e que permitiria superar desigualdades entre as várias regiões do estado. Assim, a cidade do progresso. Segundo a racionalidade técnica e os cálculos políticos, essa cidade foi planejada sobre o território em que, desde o início do século XVIII, se assentava o arraial de Belo Horizonte, denominado, até 1890, Curral d El Rei. Construir a nova cidade implicou destruir o velho arraial e expulsar a população local, substituída por novos moradores, oriundos de Ouro Preto e de outras regiões mineiras e brasileiras, bem como imigrantes europeus. Ao destruir esse arraial, o projeto político da nova capital evidenciou sua inserção em uma modernização regional excludente e desatenta à comunidade há muito assentada no local selecionado para a nova cidade. Hoje, Belo Horizonte está distante da imagem idealizada no plano da nova capital. Cresceu, mas de modo confuso e caótico. Tornou-se centro do estado, com papel relevante no desenvolvimento econômico e social de Minas. Seu crescimento, porém, apenas teria acirrado desigualdades que o projeto da nova capital pretendia superar. Hoje, a imagem da cidade é diversa daquela proposta no plano: em lugar da cidade da ordem e do progresso vemos a cidade da desordem e do atraso. Desse contraste entre cidade projetada e cidade efetivamente construída emerge uma questão que, desde os anos 1940, se repete nos estudos sobre Belo Horizonte: se o projeto delinearia o caminho seguro para o futuro, porque a cidade real é tão distinta e distante daquela pensada e proposta no plano? 2

3 Para os pesquisadores, Belo Horizonte permite pensar os limites do planejamento urbano e do próprio ofício do urbanismo. Para tanto, interessa conhecer o trabalho da CCNC; tentar compreender como a cidade foi projetada no fim do século XIX e como se deu seu surgimento, estabelecendo questões sobre as idas e vindas do seu desenvolvimento; levantar argumentos; e empreender uma reflexão sobre passado, presente e futuro da cidade. Figura 1 Planta Topográfica e Cadastral da área destinada à Cidade de Minas, detalhe. FONTE MINAS GERAES, 1895c 2. Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte APCBH. Neste artigo, apresenta-se uma via de aproximação ao trabalho da CCNC: o estudo da elaboração de um documento cartográfico denominado Planta Topográfica e Cadastral da área destinada à Cidade de Minas, que apresenta dados cadastrais e informações técnicas sobre o território do arraial, levantados pelos técnicos da CCNC (FIG. 1). Pertencente hoje ao acervo do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte (APCBH), esse é dos documentos cartográficos mais importantes legados pela CCNC. Produzido como parte de um corpus documental variado que buscava apreender o real para sobre ele atuar, foi síntese de um trabalho coletivo e serviu como base cartográfica para a elaboração do plano da nova capital. Devido a seu caráter sintético e a sua importância nos trabalhos da CCNC, esse documento será base da nossa abordagem, na qual buscaremos responder a algumas questões: Como foi produzido o levantamento de dados e informações técnicas sobre o arraial? Quem elaborou esse levantamento? O que esse levantamento mostra e o que ele deixa de mostrar? Qual o papel desse levantamento nos trabalhos da CCNC? 3

4 Respondendo a essas questões podemos também entender a importância de se conservar o acervo documental legado pela CCNC, em particular essa Planta Topográfica e Cadastral. A CIDADE DE MINAS E A COMISSÃO CONSTRUTORA DA NOVA CAPITAL Cidade de Minas foi nome atribuído pelo Congresso Mineiro em dezembro de 1893 à nova capital que deveria ser construída, no prazo máximo de quatro anos, no sítio até então ocupado pelo arraial de Belo Horizonte 3. Assim era chamado, desde abril de 1890, o antigo Curral d El Rei. A partir de 12 de dezembro de 1897, Cidade de Minas foi nome da capital do estado. Denominação que nunca agradou ao povo, tanto que em agosto de 1901 a nova cidade passou a ter o nome do arraial desaparecido alguns anos antes: Belo Horizonte. 2 Esta imagem fotográfica e as demais que se seguem foram produzidas pelo autor em fevereiro de A idéia de se transferir a capital do estado de Ouro Preto para outra localidade tornou-se tema central na política mineira durante o período da implantação do novo regime republicano. Desde os primeiros debates em 1890, o arraial de Belo Horizonte esteve entre as possíveis localizações da nova capital mineira. Estudos técnicos foram realizados em novembro de 1890 pelo engenheiro Herculano Velloso Ferreira Penna, que avaliou a pedido do governo mineiro oito localidades no vale do Rio das Velhas, apontando o antigo Curral d El Rei como a mais adequada à construção de uma nova capital (BARRETO, 1996, v.1: ). A chamada questão mudancista dominou o debate político no Congresso constituinte mineiro, instalado em abril de 1891, e a Constituição mineira, promulgada em 15 de junho de 1891, determinou a mudança da sede governamental, sem definir, contudo, a localização precisa da nova capital (IGLÉSIAS et al., 1990). Entre abril e maio de 1891, durante os trabalhos do Congresso constituinte, uma comissão chefiada pelo engenheiro Domingos José da Rocha foi encarregada de estudar o arraial de Belo Horizonte e a localidade de Paraúna, na região de Diamantina. Essa comissão estudou e aprovou Belo Horizonte, sem fazer o estudo de Paraúna. (BARRETO, 1996, v.1: ). Em 28 de outubro de 1891, o Congresso Mineiro decretou a Lei n.1, adicional à Constituição mineira, indicando cinco localidades que deveriam ser estudadas por comissões técnicas a serem nomeadas pelo presidente do Estado: Belo Horizonte, Paraúna, Barbacena, Várzea do Marçal e Juiz de Fora (BARRETO, 1996, v.1: ; RESENDE, 1974: 142). O cumprimento dessa lei foi prejudicado pela crise política que levou à renúncia do presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca. O presidente do Estado, Cesário Alvim, apoiou Deodoro e, ao recusar-se a renunciar à presidência de Minas Gerais, acirrou as correntes separatistas no Sul e na Mata. Talvez como forma de aplacar a ameaça separatista, Cesário Alvim, que era contrário à mudança da capital, tentou, em janeiro de 1892, constituir uma comissão de estudo das localidades indicadas pelo Congresso Mineiro. O engenheiro Jacinto Machado Bittencourt Júnior, estabelecido no Rio de Janeiro, foi indicado para chefiar essa comissão, mas, por motivos de saúde, por não conseguir arregimentar profissionais capacitados e pela exigüidade do prazo fixado, não aceitou o encargo (MINAS GERAIS, 1892: 6-8). A seguir, o governo mineiro indicou outro engenheiro, Torquato Xavier Monteiro Tapajós, do Rio de Janeiro, que também recusou a indicação (BARRETO, 1996, v.1: ; MINAS GERAES, 1893a: 29). Finalmente, após Cesário Alvim ter renunciado em fevereiro de 1892 e depois de Afonso Pena ter sido empossado como novo presidente do Estado, em 14 de julho de 1892, o governo mineiro pode dar cumprimento à Lei n. 1, encarregando Aarão Reis de formar uma Comissão de Estudo das Localidades indicadas para a nova Capital. Em dezembro de 1892 essa comissão, com seis engenheiros civis, um médico higienista, cinco condutores, um desenhista e um auxiliar administrativo, foi organizada no Rio de Janeiro e partiu para Barbacena, onde Aarão Reis instalou um escritório para coordenar os trabalhos. Os levantamentos de campo das cinco localidades foram realizados entre janeiro e abril de 1893 e o relatório da Comissão de Estudos, apontando Várzea do Marçal como a melhor localização para a nova capital, foi apresentado ao presidente do Estado em junho de 1893 e encaminhado ao Congresso Mineiro (MINAS GERAES, 1893b). Os debates sobre a localização da nova capital foram iniciados em 7 de julho. Finalmente, em 17 de dezembro de 1893, o Congresso Mineiro aprovou a Lei n. 3, adicional à Constituição do Estado, designando o arraial de Belo Horizonte como o local onde seria construída a chamada Cidade de Minas, na qual, no prazo máximo de quatro anos, deveria estar instalada a capital do estado (RESENDE, 1974: ). 4

5 Desse modo, a área destinada à Cidade de Minas nada mais era que o arraial de Belo Horizonte e seu entorno: território de aproximadamente 51 km² demarcado pela CCNC para abrigar futuramente uma população estimada em habitantes. A construção dessa nova capital republicana não foi processo linear, isento de dificuldades e conflitos. A edificação da nova cidade no sítio até então ocupado pelo arraial se fez a partir do brutal desalojamento da população local e da destruição da povoação (PENNA, 1997). O levantamento de dados cadastrais e de informações técnicas sobre o território do arraial, condensados na Planta Topográfica e Cadastral, teve estreita relação com esse processo traumático de desapropriação e de retirada dos moradores do arraial pela CCNC. A CCNC foi criada por decreto em 14 de fevereiro de Chefiada pelo engenheiro civil Aarão Leal de Carvalho Reis, a CCNC se instalou no arraial de Belo Horizonte em 1 o de março do mesmo ano e iniciou imediatamente os trabalhos de levantamento dos dados técnicos necessários para levar adiante duas tarefas básicas: projetar a nova cidade e construir, até dezembro de 1897, as partes necessárias e suficientes para a instalação do governo mineiro (MINAS GERAES, 1895a: ; BARRETO, 1996, v.2: 45). A organização básica da CCNC comportava três esferas claramente delimitadas: administrativa, financeira e técnica. Entre março de 1894 e maio de 1895, sob a direção de Aarão Reis, a CCNC chegou a ter 147 integrantes, sendo 57 funcionários administrativos e 90 técnicos (48 engenheiros, 11 desenhistas e 31 condutores 4 ) (MINAS GERAES, 1895b). As atividades iniciais da área técnica da CCNC foram projetar um ramal ferroviário para ligar o arraial às linhas da Estrada de Ferro Central do Brasil e ao porto do Rio de Janeiro, permitindo o fornecimento de materiais, a vinda de mão-de-obra e o abastecimento da povoação; planejar o abastecimento de água e as redes de esgoto da nova cidade; determinar as características e o valor dos edifícios e terrenos existentes no arraial para que fossem desapropriados, de modo a assegurar ao Estado o controle de todas as terras necessárias para a construção da nova cidade; e, não menos importante, determinar as características do meio físico para traçar a nova cidade. Era preciso conhecer o que já existia para propor o que viria a existir e para atender às expectativas da sociedade mineira, de acordo com o lema o saber para prever, a fim de prover. Segundo Simone Petraglia Kropf, esse lema positivista balizava, 4 Empregados que, sob a orientação dos engenheiros, dirigiam os operários nos serviços de campo, como fazem hoje mestres-de-obras e, também, os chamados encarregados de obra ou serviço. 5

6 teórica e ideologicamente, a atuação dos egressos da Escola Politécnica, do Rio de Janeiro, nas três últimas décadas do século XIX (KROPF, 1994: 211), na qual se formou a maioria dos engenheiros da CCNC 5. A Planta Topográfica e Cadastral nos diz do meio físico e da ocupação humana e a sua elaboração, portanto, referia-se a essas duas últimas atividades (MINAS GERAES, 1895c). GEODESIA, TOPOGRAFIA E CADASTRO O que era, no fim do século XIX, uma planta topográfica e cadastral? Era representação do meio físico e das características dos terrenos sobre os quais novos edifícios e espaços urbanos seriam construídos. Conhecer o terreno era conhecer o mundo sobre o qual atuaria o engenheiro para modificá-lo e torna-lo adequado ao homem. Para tanto, era preciso medir e definir com precisão a forma de todo o terreno a ser transformado pelo trabalho humano. Esse era o objeto de estudo da topografia e da geodesia, daí o adjetivo topográfica. Era, também, registro da ocupação humana, do uso e da propriedade das terras existentes em um sítio, no caso do arraial que desapareceria para dar lugar à Cidade de Minas. Grande parte dos terrenos sobre os quais a nova capital seria erguida pertencia a particulares. Tomar controle dessas propriedades era condição essencial para que o Estado pudesse construir livre e rapidamente a nova cidade. Para tanto, as propriedades deveriam ser forçosamente vendidas ao Estado, em troca de indenizações em dinheiro ou em lotes na nova capital. Era preciso, então, determinar características de todos os terrenos e edifícios existentes no arraial, para estabelecer seus preços e fazer desapropriações. Ou seja, fazer um registro detalhado desses edifícios e terrenos, fazer um cadastro, fazer uma planta cadastral. Escrevendo nos anos 1890, o engenheiro e matemático alemão Wilhelm Jordan distinguia duas naturezas do conhecimento sobre a superfície terrestre: o das grandes extensões, acima de 55 km², propiciado pela geodesia, e o das pequenas e médias extensões, abaixo dos 55 km², 5 A maioria dos engenheiros do quadro técnico da CCNC era egressa da Escola Politécnica, do Rio de Janeiro, e de sua antecessora, a Escola Central. Na historiografia, esses engenheiros são chamados (algo inapropriadamente) de politécnicos. Alguns deles eram efetivamente positivistas, a começar por Aarão Reis, diplomado pela Escola Central em 1874 (SALGUEIRO, 1997). A antiga Escola Central e sua sucessora, a Escola Politécnica, do Rio de Janeiro, diplomaram 541 engenheiros civis até 1892 (CARVALHO, J. M., 2002: 75). Nove dos engenheiros empregados pela CCNC entre março de 1894 e maio de 1895 eram egressos da Escola de Minas (AGUIAR, 2006: 53). A Escola de Minas formou 18 engenheiros de minas com regalias de engenheiros civis entre 1887 e 1893 e cinco engenheiros de minas e civis em 1894 (A ESCOLA de Minas, 1976: ). 6

7 dado pela topografia (JORDAN, 1978: 1). No estudo dos 51 km² da área destinada à nova cidade, a CCNC combinou geodesia e topografia. Os métodos geodésicos e topográficos empregados foram os correntes no fim do século XIX: triangulação do sítio, com implantação de marcos geodésicos de pedra, configurando no terreno os vértices de 27 triângulos geodésicos (FIG. 2); planimetria, com medição de ângulos e distâncias horizontais, tomando como referência os marcos geodésicos; nivelamento, com a determinação, ao longo da estrada que ligava o arraial à Sabará, de alturas em relação ao nível do mar, tomadas a partir da linha da Estrada de Ferro Central do Brasil, às margens do Rio das Velhas, e com a fixação de uma referência de nível no arraial, no Largo da Matriz. Figura 2 - A rede de triangulação geodésica. FONTE MINAS GERAES, 1895c. APCBH. De acordo com a memória descritiva dos trabalhos geodésicos e topográficos, escrita em outubro de 1894 por Samuel Gomes Pereira, engenheiro civil, chefe da divisão da CCNC encarregada dos estudos do sítio, os levantamentos de campo tiveram início já em março de 1894, com o estabelecimento da rede de triangulação geodésica, cujos cálculos foram feitos pelo engenheiro civil Eugênio Raja Gabaglia. A partir de então, nove turmas de engenheiros e técnicos percorreram o arraial, coordenadas pelo engenheiro civil Américo de Macedo, levantando as características físicas dos terrenos e edifícios e registrando os dados em cadernetas de campo 6. No Escritório Técnico da CCNC, chefiado pelo engenheiro civil Hermillo Alves, os dados registrados nas cadernetas foram sendo reduzidos a desenhos de 6 Segundo Samuel Gomes Pereira, a maior parte dos engenheiros e condutores da CCNC se envolveu, entre março e outubro de 1894, com os levantamentos de campo (MINAS GERAES, 1894a). 7

8 escalas variadas (1 1000, e ). E sob a direção do engenheiro Bernardo de Figueiredo, essas informações gráficas foram reunidas em um mapa, em escala , com 240x180cm: a Planta Topográfica e Cadastral da área destinada à Cidade de Minas (MINAS GERAES, 1894a). Em julho de 1894, os levantamentos do arraial foram concluídos, as turmas passaram a percorrer o entorno, afastando-se do povoado e medindo as partes mais remotas da área destinada à nova cidade (MINAS GERAES, 1894b). Segundo Samuel Gomes Pereira, os instrumentos utilizados nos levantamentos foram os disponíveis no comércio do Rio de Janeiro: teodolitos produzidos pela firma inglesa Louis Casella e trânsitos e níveis fabricados nos Estados Unidos por W & L. E. Gurley, utilizados em trabalhos de construção ferroviária. Na avaliação desse engenheiro, esses eram instrumentos confiáveis, mas não necessariamente os mais aperfeiçoados 7. A importação de aparelhos mais avançados foi inviabilizada pelo bloqueio do porto do Rio de Janeiro em decorrência da Revolta da Armada, que coincidiu com o período de organização da CCNC, e pelo exíguo prazo disponível para os levantamentos, que tornava impossível esperar pela chegada de instrumentos importados (MINAS GERAES, 1894a). Os levantamentos dos arredores do arraial se estenderam até dezembro de 1894: em carta enviada ao engenheiro chefe da CCNC, o secretário de Agricultura, Comércio e Obras Públicas, Francisco Sá, dizia ter recebido em 8 de dezembro "o desenho reduzido da rede geodésica levantada pela comissão", possivelmente, referindo-se a algum rascunho da Planta Topográfica e Cadastral. Adiante, o secretário congratulava Aarão Reis pela notícia de estar sendo concluída a "planta da cidade", ou seja, o plano da nova capital 8 (MINAS GERAES, 1894c). MEIO FÍSICO E OCUPAÇÃO HUMANA Ao produzir a Planta Topográfica e Cadastral, a CCNC montou a base cartográfica sobre a qual foi possível estabelecer o plano da nova cidade. Devemos salientar que a Planta Geral 7 Teodolitos eram utilizados para medir ângulos horizontais e verticais, enquanto trânsitos permitiam medir apenas ângulos horizontais. A medida de alturas em relação a determinado ponto de referência era feita com os níveis. 8

9 da Cidade de Minas, documento cartográfico fundamental do projeto de Aarão Reis, foi desenvolvida na mesma escala (1 4000) da Planta Topográfica e Cadastral (MINAS GERAIS, 1895d). A representação do terreno na Planta Topográfica e Cadastral procurou fixar elementos cuja visualização e conhecimento fossem necessários ao plano: o relevo, por meio de curvas de nível de metro em metro, os cursos d'água e os terrenos alagadiços, impróprios para edificação (FIG. 3). A vegetação é a grande ausente dessa representação do meio físico do arraial. A presença de árvores nos quintais e nos arredores do arraial é revelada por fotografias produzidas pela própria CCNC. Outras fontes documentais mencionam algumas matas e capões. A Planta Topográfica e Cadastral, entretanto, nada nos diz sobre essa vegetação existente (MINAS GERAES, 1895c). Figura 3 - Ribeirão Arrudas e córrego da Lagoinha, com brejos e curvas de nível. FONTE MNAS GERAES, 1895c. APCBH. Já ao fazer o registro cadastral, a CCNC incorporou à Planta Topográfica e Cadastral expressivo volume de informações sobre a ocupação humana do arraial que daria lugar à nova cidade. A Planta Topográfica e Cadastral nos mostra pontes, caminhos, ruas, becos e largos, ou seja, o traçado do arraial; apresenta em destaque a igreja matriz e as capelas; distingue as terras devolutas das propriedades privadas; caracteriza as posses e propriedades com as projeções dos edifícios e a indicação dos muros e cercas; destaca alguns usos que tinham interesse para a construção da nova cidade: olarias, a fábrica de ferro, pedreiras; por fim, em um quadro ao lado do desenho, traz em uma lista os nomes de aproximadamente 430 proprietários dos imóveis desapropriados, com uma numeração que permite identificar na planta a localização de cada propriedade (FIG. 4 e 5). Porém, na Planta Topográfica e 8 Essa felicitação expressaria mais a ânsia do governo mineiro em ver pronto o plano da nova capital que o real encaminhamento do projeto. O plano da nova cidade somente ficou pronto e foi enviado ao governo mineiro por Aarão Reis em março de

10 Cadastral não estão apresentados dados que nos possibilitem avaliar o porte dos edifícios e distinguir sobrados e prédios baixos, saber o uso efetivo dos imóveis, quais eram residências, quais abrigavam estabelecimentos comerciais e como era a distribuição da população pela povoação (MINAS GERAES, 1895c). Figura 4 - Largo da Matriz, com ruas, becos, ponte e divisas dos terrenos. FONTE: MINAS GERAES, 1895c. APCBH. Figura 5 - Detalhe da lista de proprietários de imóveis no arraial de Belo Horizonte. FONTE MINAS GERAES, 1895c. APCBH. Essas lacunas podem ser explicadas: a Planta Topográfica e Cadastral era parte de registro documental mais extenso, que incluía escrituras e levantamentos específicos de cada propriedade desapropriada e que constituía o conjunto dos processos de desapropriação. Assim, muitas informações que não encontraram representação na Planta Topográfica e Cadastral, achavam-se nesses processos, hoje no acervo do APCBH. O cruzamento dos dados desses processos com as informações da Planta Topográfica e Cadastral pode ser ponto de partida para o estudo da especulação imobiliária que se fez presente desde que o governo mineiro começou a cogitar o arraial como possível localização da nova capital, ainda em Por fim, uma constatação: de modo paradoxal, a Planta Topográfica e Cadastral, parte de um corpus documental produzido pela CCNC e instrumento do processo que destruiu o antigo 10

11 arraial, é imagem detalhada do meio físico e da ocupação humana que desapareceram ou foram radicalmente alterados para o surgimento da nova cidade. Ironicamente, ao registrar o existente, a CCNC fixou a imagem do arraial que ela mesma destruiu. APÓS A EXTINÇÃO DA CCNC No fim de dezembro de 1897, transferido o governo mineiro para a nova capital, foi criada a Prefeitura da Cidade de Minas e extinta a CCNC, alguns dias depois. Mas a Planta Topográfica e Cadastral continuou a ser usada. Coube à Prefeitura prosseguir as obras de construção da cidade. Isto implicava detalhar partes do plano, relativas aos trechos que foram deixados pela CCNC para implantação futura, especialmente na zona suburbana 9. Nesse detalhamento, os engenheiros da Prefeitura, ex-funcionários da CCNC, provavelmente lançaram mão da Planta Topográfica e Cadastral, parte do acervo documental transferido da extinta CCNC para a Prefeitura. O documento provavelmente também foi útil aos agrimensores da Repartição de Terras e Colonização que, entre 1898 e 1899, traçaram e demarcaram os lotes das chamadas colônias agrícolas suburbanas 10. Também é provável que, ao longo da primeira década do século XX, tenha sido a base cartográfica para vários projetos de modificação do traçado de áreas urbanas e suburbanas que, não tendo sido implantadas pela CCNC, foram sendo construídas pela Prefeitura 11. Porém, nos anos 1920, o desaparecimento da maioria dos marcos geodésicos deixados pela CCNC não permitiu o uso efetivo da Planta Topográfica e Cadastral nos novos levantamentos cadastrais realizados pela Prefeitura entre 1928 e O desaparecimento dos marcos anunciou o progressivo abandono da Planta Topográfica e Cadastral, apesar de haver 9 É o caso de vários trechos dos atuais bairros da Lagoinha, Floresta, Santa Efigênia, Carmo e Serra, na zona suburbana (AGUIAR, 2006: ). 10 Foram criados cinco núcleos coloniais na coroa em volta da área urbana, constituindo a primeira periferia da nova cidade: Carlos Prates (que deu origem aos bairros Carlos Prates, Prado e Gutierrez); Américo Werneck (hoje o bairro do Horto e parte dos bairros Santa Teresa, Floresta e Sagrada Família); Bias Fortes (hoje parte dos bairros Santa Efigênia e São Lucas); Adalberto Ferraz (hoje o bairro Anchieta e parte do bairro Mangabeiras) e Afonso Pena (cujas terras hoje estão ocupadas pelos bairros Cidade Jardim, Coração de Jesus, Vila Paris, Luxemburgo, São Bento, Santa Lúcia e Belvedere, por partes do Santo Antônio, pelo Conjunto Santa Maria, pela favela do Morro do Papagaio e por uma parte remanescente da antiga favela do Morro do Querosene) (AGUIAR, 2006: ). 11 Como o atual Barro Preto, na área urbana, e a maior parte de Santa Teresa, na zona suburbana (AGUIAR, 2006: ). 11

12 evidências de que, ainda por vários anos, esse documento tenha sido frequentemente consultado e manuseado nas seções cadastrais da Prefeitura, especialmente por suas informações relativas às terras e edifícios desapropriados. Esse manuseio e a guarda em condições inadequadas levaram à deterioração da Planta Topográfica e Cadastral. Em 1991, foram providenciadas duas cópias heliográficas e o original, recolhido ao APCBH, deixou de ser consultado (PANORAMA, 1997: 24). Finalmente, em meados de 2004, um trabalho de conservação e restauro permitiu que a Planta Topográfica e Cadastral pudesse novamente ser manuseada, no APCBH 12. OS USOS DA PLANTA TOPOGRÁFICA E CADASTRAL HOJE Vestígio do trabalho da CCNC e registro do velho arraial, a Planta Topográfica e Cadastral nos diz do traumático processo de desapropriação, da expulsão da população local e da exclusão desta do espaço da cidade idealizada. Segundo Maria do Carmo Andrade Gomes e Silvana Gomes Resende, "a importância desse documento pode ser medida pela sua recorrente utilização ao longo de toda a história da cidade, uma vez que permitia a visualização e a comprovação documental do primeiro regime de terras e propriedade do sítio urbano" (PANORAMA, 1997: 24). A Planta Topográfica e Cadastral é também expressão da técnica e da ciência da época. Imagem de uma povoação que desapareceu, pode, hoje, ser usada em pesquisas nas áreas da história social e cultural, da história econômica, da história política e da história do urbanismo. Por ser produto de um trabalho técnico apurado, também pode ser útil em pesquisas nas áreas da história da ciência e da técnica e nas áreas do desenho e da representação gráfica. Registro de um meio físico que sofreu profundas mudanças, a Planta Topográfica e Cadastral pode ser usada no estudo da geografia e da história ambiental. CONSIDERAÇÕES FINAIS Neste trabalho vimos que a Planta Topográfica e Cadastral da área destinada à Cidade de Minas foi produzida pela CCNC como parte de um corpus documental variado que buscava apreender o real para sobre ele atuar. Trabalho coletivo dos técnicos da CCNC, a Planta Topográfica e Cadastral superou as finalidades imediatas que presidiram a sua produção, 12 Esse trabalho de restauração foi realizado pelo APCBH com o apoio do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, de Belo Horizonte. 12

13 transformando-se em documento que tem papel importante na constituição da memória do momento fundador da cidade de Belo Horizonte. FONTES E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MATERIAL CARTOGRÁFICO 1. MINAS GERAES. Commissão Constructora da Nova Capital. Planta Topographica e Cadastral da área destinada á Cidade de Minas. Belo Horizonte, 1895c. Escala x 180cm. Acervo Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte APCBH. 2. MINAS GERAES. Commissão Constructora da Nova Capital. Planta Geral da Cidade de Minas. Belo Horizonte, 1895d. Escala x 130cm. Acervo APCBH. RELATÓRIOS, LEIS E DECRETOS 1. MINAS GERAES. Mensagem apresentada ao Congresso Mineiro pelo Vice-presidente do Estado, Dr. Eduardo Ernesto da Gama Cerqueira. Ouro Preto: Imprensa do Estado, p. Acervo Arquivo Público Mineiro - APM. 2. MINAS GERAES. Mensagem dirigida pelo Presidente do Estado de Minas Geraes, Dr. Affonso Augusto Moreira Penna, ao Congresso Mineiro. Ouro Preto: Imprensa do Estado, 1893a. 35 p. Acervo APM. 3. MINAS GERAES. Commissão d'estudo das Localidades Indicadas para a nova Capital. Relatorio apresentado a S. Ex. Sr. Dr. Affonso Penna, Presidente do Estado, pelo engenheiro civil Aarão Reis. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1893b. Acervo APM. 4. MINAS GERAES. Collecção das leis e decretos do Estado de Minas Geraes Ouro Preto: Imprensa Official, 1895a. XIVp., 479 p. Acervo APM. OFÍCIOS E CORRESPONDÊNCIAS OFICIAIS 1. MINAS GERAES. Commissão Constructora da Nova Capital. 4 ª Divisão. Ofício n. 98, do engenheiro Samuel Gomes Pereira, 25 jul Belo Horizonte, 1894b. Acervo APCBH. 2. MINAS GERAES. Commissão Constructora da Nova Capital. 4 ª Divisão. Ofício n. 131, do engenheiro Samuel Gomes Pereira, 5 out Belo Horizonte, 1894a. Acervo APCBH. 13

14 3. MINAS GERAES. Secretaria d'agricultura, Commercio e Obras Publicas de Minas Geraes. Carta do Secretário, Francisco Sá, ao engenheiro chefe da CCNC, Aarão Reis, 9 dez Ouro Preto, 1894c. Acervo APCBH. FONTES IMPRESSAS 1. MINAS GERAES. Commissão Constructora da Nova Capital. Revista geral dos trabalhos: publicação periodica, descriptiva e estatistica, feita, com autorisação do governo do estado, sob a autorisação do engenheiro chefe Aarão Reis. Rio de Janeiro, n. 1, 107 p., abril de 1895b. H. Lombaerts & C., editor. Acervo APM. 2. REIS, Aarão. Ofício n. 26, de 23 de março de 1895, apresentando ao Governo as plantas da cidade. In: MINAS GERAES. Commissão Constructora da Nova Capital. Revista geral dos trabalhos: publicação periodica, descriptiva e estatistica, feita, com autorisação do governo do estado, sob a autorisação do engenheiro chefe Francisco Bicalho. Rio de Janeiro, n. 2, p.59-60, agosto de H. Lombaerts & C., editor. Acervo APM. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. A ESCOLA de Minas º centenário. Ouro Preto: Oficinas Gráficas da Universidade Federal de Ouro Preto, p. 2. AGUIAR, Tito Flávio Rodrigues de. Vastos subúrbios da nova capital: formação do espaço urbano na primeira periferia de Belo Horizonte f. Tese (Doutorado em História) Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br>. Acesso em: 12 jun BARRETO, Abílio. Belo Horizonte: memória histórica e descritiva; história antiga e história média. 2 ed. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, Centro de Estudos Históricos e Culturais, v, 447 p. e 916 p. Publicado originalmente em 1928 (v. 1) e 1936 (v. 2). 4. CARVALHO, José Murilo de. A Escola de Minas de Ouro Preto: o peso da glória. 2. ed. rev. Belo Horizonte: Editora UFMG, p. Publicado originalmente em IGLÉSIAS, Francisco, RIBEIRO, Juscelino Luiz, ASSIS, Luiz Fernandes de, CARVALHO NETO, Menelick de. A Constituinte Mineira de Revista Brasileira de Estudos Políticos. Belo Horizonte, n. 71, p , jul

15 6. JORDAN, W. Tratado general de topografía. 5ed. rev. amp. Tradução de José Maria Montero. Barcelona: Gustavo Gili, p., 572 p. Traduzido da 9ed. alemã. Publicado originalmente em 189[2]. 7. KROPF, Simone Petraglia. O saber para prever, a fim de prover - a engenharia de um Brasil moderno. In: HERSCHMANN, Micael M., PEREIRA, Carlos Alberto Messeder (Org.). A invenção do Brasil moderno: medicina, educação e engenharia nos anos Rio de Janeiro: Rocco, p PANORAMA de Belo Horizonte: atlas histórico. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, Centro de Estudos Históricos e Culturais, p. 9. PENNA, Alícia Duarte. O espaço infiel: quando o giro da economia capitalista impõe-se à cidade f. Dissertação (Mestrado em Geografia) Instituto de Geo-Ciências da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte. 10. RESENDE, Maria Efigênia Lage de. Uma interpretação sobre a fundação de Belo Horizonte. Revista Brasileira de Estudos Políticos. Belo Horizonte, n. 39, p , jul SALGUEIRO, Heliana Angotti. Engenheiro Aarão Reis: o progresso como missão. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, Centro de Estudos Históricos e Culturais, p. Ouro Preto, junho de

EM BUSCA DO OBSERVATÓRIO PERDIDO

EM BUSCA DO OBSERVATÓRIO PERDIDO EM BUSCA DO OBSERVATÓRIO PERDIDO José Adolfo S. de Campos Observatório do Valongo, UFRJ, doutorando do HCTE adolfo@ov.ufrj.br Nadja Paraense Santos Programa HCTE, UFRJ nadja@iq.ufrj.br Introdução Em 1874,

Leia mais

Francisco Henrique de Oliveira

Francisco Henrique de Oliveira Programa de apoio aos municípios em tributação imobiliária Cartografia Geral e o Mapeamento Urbano Francisco Henrique de Oliveira Imagem obtida do Google Earth 01/08/08 Imagem obtida do Google Earth 01/08/08

Leia mais

A ESCOLA DE MINAS DE OURO PRETO COMO PRODUTORA DE CONHECIMENTO CIENTÍFICO

A ESCOLA DE MINAS DE OURO PRETO COMO PRODUTORA DE CONHECIMENTO CIENTÍFICO A ESCOLA DE MINAS DE OURO PRETO COMO PRODUTORA DE CONHECIMENTO CIENTÍFICO Gisela Morena de Souza 1 Universidade Federal de Ouro Preto RESUMO: QUANDO FUNDADA EM 1876, A ESCOLA DE MINAS DE OURO PRETO FEZ

Leia mais

O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo um estudo de caso da favela de Heliópolis

O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo um estudo de caso da favela de Heliópolis O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo um estudo de caso da favela de Heliópolis Fabiana Cristina da Luz luz.fabiana@yahoo.com.br Universidade Cruzeiro do Sul Palavras-chave: Urbanização

Leia mais

Revisão Participativa dos Instrumentos de Planejamento e Gestão da Cidade de São Paulo Volume 1

Revisão Participativa dos Instrumentos de Planejamento e Gestão da Cidade de São Paulo Volume 1 Revisão Participativa dos Instrumentos de Planejamento e Gestão da Cidade de São Paulo Volume 1 Entenda quais são os Instrumentos de Planejamento e Gestão Urbana que serão revistos Revisão Participativa

Leia mais

O homem e o meio ambiente

O homem e o meio ambiente A U A UL LA O homem e o meio ambiente Nesta aula, que inicia nosso aprendizado sobre o meio ambiente, vamos prestar atenção às condições ambientais dos lugares que você conhece. Veremos que em alguns bairros

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO É claro que o Brasil não brotou do chão como uma planta. O Solo que o Brasil hoje ocupa já existia, o que não existia era o seu território, a porção do espaço sob domínio,

Leia mais

COMBATENDO EFFICAZMENTE A PRAGA DO ANALPHABETISMO : A CRIAÇÃO E INSTALAÇÃO DO GRUPO ESCOLAR DE SÃO MATHEUS-JUIZ DE FORA (1915-1927)

COMBATENDO EFFICAZMENTE A PRAGA DO ANALPHABETISMO : A CRIAÇÃO E INSTALAÇÃO DO GRUPO ESCOLAR DE SÃO MATHEUS-JUIZ DE FORA (1915-1927) COMBATENDO EFFICAZMENTE A PRAGA DO ANALPHABETISMO : A CRIAÇÃO E INSTALAÇÃO DO GRUPO ESCOLAR DE SÃO MATHEUS-JUIZ DE FORA (1915-1927) Pereira, Tatiana Aparecida Universidade Federal de Juiz de Fora tatianapereira_2009@yahoo.com.br

Leia mais

ESTRADA DE FERRO BAHIA E MINAS RELATÓRIOS DE PEDRO VERSIANI

ESTRADA DE FERRO BAHIA E MINAS RELATÓRIOS DE PEDRO VERSIANI 1 FERNANDO DA MATTA MACHADO ORGANIZADOR (Organização, introdução e notas) ESTRADA DE FERRO BAHIA E MINAS RELATÓRIOS DE PEDRO VERSIANI Fotografia de Pedro Versiani, com retoques de Ivens Guida Copyright

Leia mais

EDUCAÇÃO E PROGRESSO: A EVOLUÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO DA ESCOLA ESTADUAL ELOY PEREIRA NAS COMEMORAÇÕES DO SEU JUBILEU

EDUCAÇÃO E PROGRESSO: A EVOLUÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO DA ESCOLA ESTADUAL ELOY PEREIRA NAS COMEMORAÇÕES DO SEU JUBILEU 1 EDUCAÇÃO E PROGRESSO: A EVOLUÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO DA ESCOLA ESTADUAL ELOY PEREIRA NAS COMEMORAÇÕES DO SEU JUBILEU Resumo Rodrigo Rafael Pinheiro da Fonseca Universidade Estadual de Montes Claros digasmg@gmail.com

Leia mais

Eixo Temático ET-04-007 - Gestão Ambiental em Saneamento

Eixo Temático ET-04-007 - Gestão Ambiental em Saneamento 270 Eixo Temático ET-04-007 - Gestão Ambiental em Saneamento LEVANTAMENTO DA TUBULAÇÃO DE CIMENTO-AMIANTO NA REDE DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA DO MUNICÍPIO DE PRINCESA ISABEL - PARAÍBA Maria Auxiliadora Freitas

Leia mais

Instituto Estadual do Patrimônio Cultural. Inventário de Identificação dos Reservatórios da CEDAE. Secretaria de Estado de Cultura - RJ

Instituto Estadual do Patrimônio Cultural. Inventário de Identificação dos Reservatórios da CEDAE. Secretaria de Estado de Cultura - RJ Instituto Estadual do Patrimônio Cultural Secretaria de Estado de Cultura - RJ Inventário de Identificação dos Reservatórios da CEDAE Denominação: Reservatório do Morro do Inglês. Localização: Ladeira

Leia mais

Educação Patrimonial / Turismo Subprefeitura de Parelheiros

Educação Patrimonial / Turismo Subprefeitura de Parelheiros Educação Patrimonial / Turismo Subprefeitura de Parelheiros Bens preservados em destaque: A. Igreja e Cemitério de Parelheiros B. Igreja e Cemitério de Colônia C. Vila e Estação Ferroviária Evangelista

Leia mais

os projetos de urbanização de favelas 221

os projetos de urbanização de favelas 221 5.15 Favela Jardim Floresta. Vielas e padrão de construção existente. 5.16 Favela Jardim Floresta. Plano geral de urbanização e paisagismo. 5.17 Favela Jardim Floresta. Seção transversal. 5.18 Favela Jardim

Leia mais

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA NO RIO DE JANEIRO NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA NO RIO DE JANEIRO NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA NO RIO DE JANEIRO NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX Bruno Alves Dassie Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro Universidade Estácio de Sá O objetivo desta

Leia mais

Introdução à Geodésia

Introdução à Geodésia UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA DEPARTAMENTO DE GEOCIÊNCIAS Disciplina: Leitura e Interpretação de Cartas Introdução à Geodésia Prof. Dr. Richarde Marques richarde@geociencias.ufpb.br

Leia mais

Programa de Bolsa de Iniciação à Gestão - BIG 2014 Repúblicas Unifesp Diadema. Levantamento Moradias Estudantis UNIFESP - Campus Diadema

Programa de Bolsa de Iniciação à Gestão - BIG 2014 Repúblicas Unifesp Diadema. Levantamento Moradias Estudantis UNIFESP - Campus Diadema Levantamento Moradias Estudantis UNIFESP - Campus Diadema REALIZAÇÃO: APOIO: REALIZAÇÃO Adriana Rosa da Silva Rodrigues - Enfermeira do Núcleo de Apoio ao Estudante - NAE. Érika Correia Silva - Psicóloga

Leia mais

ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO 1895-2009

ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO 1895-2009 ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO 1895-2009 Pedro de Brito de Soares Diretor de Conservação de Documentos Ana Souza Diretora de Arquivos Permanentes Márcia Alkmim Técnica em Documentação de Arquivo 1 ÁREAS DE GUARDA

Leia mais

3.3 O Largo do Carmo e seu entorno

3.3 O Largo do Carmo e seu entorno 3.3 O Largo do Carmo e seu entorno O Largo do Carmo, como ainda é conhecido o espaço público na frente das igrejas da Ordem Primeira e Terceira do Carmo, e ao lado do Teatro Vasques. Seu entorno conserva

Leia mais

7. Atividades realizadas pelo projeto no contexto da cooperação com o Funbio. 7.1. Palestras e oficina

7. Atividades realizadas pelo projeto no contexto da cooperação com o Funbio. 7.1. Palestras e oficina 7. Atividades realizadas pelo projeto no contexto da cooperação com o Funbio As atividades do projeto abaixo indicadas são financiadas exclusivamente pelo TFCA/Funbio, sendo que aquelas referentes ao planejamento

Leia mais

CONCEITOS DE IMÓVEL RURAL: aplicações na Certificação e no Registro de Imóveis

CONCEITOS DE IMÓVEL RURAL: aplicações na Certificação e no Registro de Imóveis CONCEITOS DE IMÓVEL RURAL: aplicações na Certificação e no Registro de Imóveis RIDALVO MACHADO DE ARRUDA PROCURADOR FEDERAL (PFE-INCRA/PB) ESPECIALISTA EM DIREITO REGISTRAL IMOBILIÁRIO NO DIREITO AGRÁRIO

Leia mais

1. Avaliação de impacto de programas sociais: por que, para que e quando fazer? (Cap. 1 do livro) 2. Estatística e Planilhas Eletrônicas 3.

1. Avaliação de impacto de programas sociais: por que, para que e quando fazer? (Cap. 1 do livro) 2. Estatística e Planilhas Eletrônicas 3. 1 1. Avaliação de impacto de programas sociais: por que, para que e quando fazer? (Cap. 1 do livro) 2. Estatística e Planilhas Eletrônicas 3. Modelo de Resultados Potenciais e Aleatorização (Cap. 2 e 3

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROJETO MPF - ARQ. A atuação do arqueólogo no licenciamento ambiental os normativos do IPHAN

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROJETO MPF - ARQ. A atuação do arqueólogo no licenciamento ambiental os normativos do IPHAN MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROJETO MPF - ARQ A atuação do arqueólogo no licenciamento ambiental os normativos do IPHAN Esse texto pretende ofertar breve noção sobre a atuação do arqueólogo no licenciamento

Leia mais

AULA 3. Aspectos Técnicos da Regularização Fundiária.

AULA 3. Aspectos Técnicos da Regularização Fundiária. Regularização Fundiária de Assentamentos Informais em Áreas Urbanas Disciplina: Regularização Fundiária e Plano Diretor Unidade 03 Professor(a): Laura Bueno e Pedro Monteiro AULA 3. Aspectos Técnicos da

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS EM PROL DA ERRADICAÇÃO DO ANALFABETISMO EM MINAS GERAIS

POLÍTICAS PÚBLICAS EM PROL DA ERRADICAÇÃO DO ANALFABETISMO EM MINAS GERAIS POLÍTICAS PÚBLICAS EM PROL DA ERRADICAÇÃO DO ANALFABETISMO EM MINAS GERAIS TRINDADE, Jéssica Ingrid Silva Graduanda em Geografia Universidade Estadual de Montes Claros Unimontes jessica.ingrid.mg@hotmail.com

Leia mais

Nº 1.0.0 Nº 1.2.0 Nº 1.2.8

Nº 1.0.0 Nº 1.2.0 Nº 1.2.8 Macroprocesso Processo Subprocesso Gerência GERÊNCIA REGIONAL Nº 1.0.0 Nº 1.2.0 Nº 1.2.8 1.2.8.1 Receber e analisar solicitação Receber solicitação de demanda de expansão do sistema de Supervisor de Unidade

Leia mais

MORFOLOGIA URBANA DAS ÁREAS DE FUNDO DE VALE DO CÓRREGO DO VEADO EM PRESIDENTE PRUDENTE, SP

MORFOLOGIA URBANA DAS ÁREAS DE FUNDO DE VALE DO CÓRREGO DO VEADO EM PRESIDENTE PRUDENTE, SP 361 MORFOLOGIA URBANA DAS ÁREAS DE FUNDO DE VALE DO CÓRREGO DO VEADO EM PRESIDENTE PRUDENTE, SP Andressa Mastroldi Ferrarezi, Arlete Maria Francisco Curso de Arquitetura e Urbanismo; Departamento de Planejamento,

Leia mais

Urban View. Urban Reports. Fielzão e seu impacto na zona Leste

Urban View. Urban Reports. Fielzão e seu impacto na zona Leste Urban View Urban Reports Fielzão e seu impacto na zona Leste Programa Falando em dinheiro, coluna Minha cidade, meu jeito de morar e investir Rádio Estadão ESPN Itaquera acordou com caminhões e tratores

Leia mais

CIDADES EDUCADORAS DICIONÁRIO

CIDADES EDUCADORAS DICIONÁRIO CIDADES EDUCADORAS A expressão Cidade Educativa, referindo-se a um processo de compenetração íntima entre educação e vida cívica, aparece pela primeira vez no Relatório Edgar Faure, publicado em 1972,

Leia mais

REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA DE ÁREAS PÚBLICAS. Cartilha de orientação sobre o Programa de Regularização Urbanística e Fundiária

REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA DE ÁREAS PÚBLICAS. Cartilha de orientação sobre o Programa de Regularização Urbanística e Fundiária REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA DE ÁREAS PÚBLICAS Cartilha de orientação sobre o Programa de Regularização Urbanística e Fundiária APRESENTAÇÃO Esta Cartilha foi desenvolvida como suporte ao trabalho da Prefeitura

Leia mais

A POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA E INFRAESTRUTURA (LIGADA AO QUESITO DE SEGURANÇA) DESENVOLVIDA EM BARÃO GERALDO

A POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA E INFRAESTRUTURA (LIGADA AO QUESITO DE SEGURANÇA) DESENVOLVIDA EM BARÃO GERALDO BE_310 CIÊNCIAS DO AMBIENTE UNICAMP ESTUDO (Turma 2012) Disponível em: http://www.ib.unicamp.br/dep_biologia_animal/be310 A POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA E INFRAESTRUTURA (LIGADA AO QUESITO DE SEGURANÇA)

Leia mais

História da Habitação em Florianópolis

História da Habitação em Florianópolis História da Habitação em Florianópolis CARACTERIZAÇÃO DAS FAVELAS EM FLORIANÓPOLIS No início do século XX temos as favelas mais antigas, sendo que as primeiras se instalaram em torno da região central,

Leia mais

Cadastro, Gestão e Manutenção do Património da REFER com recurso aos Sistemas de Informação Geográfica

Cadastro, Gestão e Manutenção do Património da REFER com recurso aos Sistemas de Informação Geográfica Cadastro, Gestão e Manutenção do Património da REFER com recurso aos Sistemas de Informação Geográfica 1. Introdução Ao longo de mais de 150 anos da existência do caminho de ferro em Portugal, foram muitos

Leia mais

DIVISÃO GEOGRÁFICA DE CLASSES SOCIAIS

DIVISÃO GEOGRÁFICA DE CLASSES SOCIAIS CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE CURITIBA COORDENAÇÃO DE ESTÁGIO CURSO TÉCNICO DE... Tema do Pôster DIVISÃO GEOGRÁFICA DE CLASSES SOCIAIS ALUNO: EXEMPLO TURMA: XXXXXXXXXXX CURITIBA 2013 SUMÁRIO

Leia mais

População de rua leva cartão vermelho Viviane Tavares - Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz)

População de rua leva cartão vermelho Viviane Tavares - Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) População de rua leva cartão vermelho Viviane Tavares - Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) População de rua aumenta nos últimos anos e a resposta da gestão pública é a violência,

Leia mais

Publicações que foram resultado das pesquisas

Publicações que foram resultado das pesquisas Comissões Cruls Bianca Mandarino da Costa Tibúrcio No final do século XIX, a recém-proclamada República possuía um país de grandes dimensões, contudo os conhecimentos geográficos a respeito desse território

Leia mais

Salão Nobre da Associação. Salão das Sessões

Salão Nobre da Associação. Salão das Sessões Ano: 1922 Título: Associação Commercial Tipologia: Edifício com 3 pavimentos Logradouro Original: Rua Onze de Junho / Praça Azevedo Júnior / Rua XV de Novembro Logradouro Atual: Rua Riachuelo Bairro: Centro

Leia mais

DISPÕE SOBRE AS CLASSES DOS BENS, COMPRA E VENDA E LEGITIMAÇÃO DAS TERRAS DO MUNICÍPIO.- CEZAR DOS SANTOS ORTIZ Prefeito Municipal de Soledade.

DISPÕE SOBRE AS CLASSES DOS BENS, COMPRA E VENDA E LEGITIMAÇÃO DAS TERRAS DO MUNICÍPIO.- CEZAR DOS SANTOS ORTIZ Prefeito Municipal de Soledade. LEI N. 120/1952 DISPÕE SOBRE AS CLASSES DOS BENS, COMPRA E VENDA E LEGITIMAÇÃO DAS TERRAS DO MUNICÍPIO.- CEZAR DOS SANTOS ORTIZ Prefeito Municipal de Soledade. Faço saber que a Câmara Municipal de Soledade,

Leia mais

Uberlândia (MG) - Tombada, Estação Sobradinho está caindo ao pedaços

Uberlândia (MG) - Tombada, Estação Sobradinho está caindo ao pedaços Uberlândia (MG) - Tombada, Estação Sobradinho está caindo ao pedaços Apesar da pompa dos dizeres Patrimônio Histórico Cultural, prédio parece, na verdade, um imóvel abandonado ao tempo. (Foto: Celso Ribeiro)

Leia mais

A Hora Legal Brasileira e o sistema de fusos horários Sabina Alexandre Luz

A Hora Legal Brasileira e o sistema de fusos horários Sabina Alexandre Luz A Hora Legal Brasileira e o sistema de fusos horários Sabina Alexandre Luz Estamos certamente acostumados a ouvir a indicação horário de Brasília quando a hora é anunciada na rádio. Esta indicação refere-se

Leia mais

Direito Humano à Alimentação Adequada: um tema fora de pauta no Parlamento?

Direito Humano à Alimentação Adequada: um tema fora de pauta no Parlamento? ANA LÚCIA ALVES Direito Humano à Alimentação Adequada: um tema fora de pauta no Parlamento? Projeto de pesquisa apresentado ao Programa de Pós-Graduação do Cefor como parte das exigências do curso de Especialização

Leia mais

O CENSO 2010: BREVE APRESENTAÇÃO E RELEVÂNCIA PARA A GEOGRAFIA

O CENSO 2010: BREVE APRESENTAÇÃO E RELEVÂNCIA PARA A GEOGRAFIA O CENSO 2010: BREVE APRESENTAÇÃO E RELEVÂNCIA PARA A GEOGRAFIA BRUNO DE OLIVEIRA SOUZA 1 e RÚBIA GOMES MORATO 2 brunooliveira_souza@hotmail.com, rubiagm@gmail.com 1 Aluno do curso de Geografia Unifal-MG

Leia mais

Visita a Cortiços em São Paulo Uma Experiência Didática

Visita a Cortiços em São Paulo Uma Experiência Didática Visita a Cortiços em São Paulo Uma Experiência Didática Valéria Grace Costa ***, Antônio Cláudio Moreira Lima e Moreira, Suzana Pasternak, Maria de Lourdes Zuquim, Simone Cotic Clarissa Souza, Letícia

Leia mais

A NECESSIDADE DE ALTERNATIVAS PARA O DESCARTE DE LÂMPADAS FLUORESCENTES EM PRESIDENTE PRUDENTE.

A NECESSIDADE DE ALTERNATIVAS PARA O DESCARTE DE LÂMPADAS FLUORESCENTES EM PRESIDENTE PRUDENTE. Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 116 A NECESSIDADE DE ALTERNATIVAS PARA O DESCARTE DE LÂMPADAS FLUORESCENTES EM PRESIDENTE PRUDENTE. Bruna Caroline

Leia mais

CAPACITAÇÃO PARA IMPLANTAÇÃO DE CADASTRO TÉCNICO MULTIFINALITÁRIO EM MUNICÍPIOS DA PARAÍBA

CAPACITAÇÃO PARA IMPLANTAÇÃO DE CADASTRO TÉCNICO MULTIFINALITÁRIO EM MUNICÍPIOS DA PARAÍBA CAPACITAÇÃO PARA IMPLANTAÇÃO DE CADASTRO TÉCNICO MULTIFINALITÁRIO EM MUNICÍPIOS DA PARAÍBA XAVIER, Ana Paula Campos 1 COSTA, Antônio Carlos Brito Vital 2 DANTAS, José Carlos 3 OLIVEIRA, Nádja Melo 4 SILVA,

Leia mais

Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento

Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento S. M. R. Alberto 38 Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento Solange Maria Rodrigues Alberto Pedagoga Responsável pelo

Leia mais

Desafios da regularização Fundiária em Mato Grosso

Desafios da regularização Fundiária em Mato Grosso 1 Desafios da regularização Fundiária em Mato Grosso Afonso Dalberto Presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso INTERMAT Cuiabá - MT, 19 de agosto de 2009 2 A atual situação fundiária do Estado de

Leia mais

[APOSTILA DE TOPOGRAFIA]

[APOSTILA DE TOPOGRAFIA] 2009 [APOSTILA DE TOPOGRAFIA] - SENAI-DR/ES CEP HRD APOSTILA DE TOPOGRAFIA Apostila montada e revisada pela Doc. Regiane F. Giacomin em março de 2009. Tal material foi baseado, e recortado em alguns momentos

Leia mais

De que jeito se governava a Colônia

De que jeito se governava a Colônia MÓDULO 3 De que jeito se governava a Colônia Apresentação do Módulo 3 Já conhecemos bastante sobre a sociedade escravista, especialmente em sua fase colonial. Pouco sabemos ainda sobre a organização do

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA TR/001/12

TERMO DE REFERÊNCIA TR/001/12 TERMO DE REFERÊNCIA TR/001/12 Contratação de empresa especializada em serviços de topografia para Levantamento Topográfico da linha de distribuição 69 kv SE Areal / SE Centro em Porto Velho/RO e da linha

Leia mais

Colégio Senhora de Fátima

Colégio Senhora de Fátima Colégio Senhora de Fátima A formação do território brasileiro 7 ano Professora: Jenifer Geografia A formação do território brasileiro As imagens a seguir tem como principal objetivo levar a refletir sobre

Leia mais

AS TRANSFORMAÇÕES SOCIOESPACIAIS NA REGIÃO DO BARREIRO: A METROPOLIZAÇÃO NA PERIFERIA DE BELO HORIZONTE.

AS TRANSFORMAÇÕES SOCIOESPACIAIS NA REGIÃO DO BARREIRO: A METROPOLIZAÇÃO NA PERIFERIA DE BELO HORIZONTE. AS TRANSFORMAÇÕES SOCIOESPACIAIS NA REGIÃO DO BARREIRO: A METROPOLIZAÇÃO NA PERIFERIA DE BELO HORIZONTE. Saulo de Paula Pinto e Souza Evânio dos Santos Branquinho 1068 saulodepaula@gmail.com Geografia

Leia mais

REVISÃO DO LEVANTAMENTO FLORÍSTICO DA ANTIGA FAZENDA CONCEIÇÃO

REVISÃO DO LEVANTAMENTO FLORÍSTICO DA ANTIGA FAZENDA CONCEIÇÃO REVISÃO DO LEVANTAMENTO FLORÍSTICO DA ANTIGA FAZENDA CONCEIÇÃO Relatório de atividades de estágio apresentado ao Instituto Oikos de Agroecologia BRUNO NATALI DE ALMEIDA Graduando em Biologia - FATEA (brunonatali1987@hotmail.com)

Leia mais

CENÁRIOS DA PAISAGEM URBANA TRANSFORMAÇÕES DA PAISAGEM DA CIDADE DE SÃO PAULO

CENÁRIOS DA PAISAGEM URBANA TRANSFORMAÇÕES DA PAISAGEM DA CIDADE DE SÃO PAULO ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO NÚCLEO DE AÇÃO EDUCATIVA O(S) USO(S) DE DOCUMENTOS DE ARQUIVO EM SALA DE AULA BRUNA EVELIN LOPES SANTOS CENÁRIOS DA PAISAGEM URBANA TRANSFORMAÇÕES DA PAISAGEM DA

Leia mais

UniVap - FEAU CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO Prof. Minoru Takatori ESTUDO PRELIMINAR

UniVap - FEAU CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO Prof. Minoru Takatori ESTUDO PRELIMINAR 1 ESTUDO PRELIMINAR OBJETIVOS Analise e avaliação de todas as informações recebidas para seleção e recomendação do partido arquitetônico, podendo eventualmente, apresentar soluções alternativas. Tem como

Leia mais

ATRIBUIÇÕES ESPECÍFICAS POR DISCIPLINA / FORMAÇÃO. a) Administração

ATRIBUIÇÕES ESPECÍFICAS POR DISCIPLINA / FORMAÇÃO. a) Administração Anexo II a que se refere o artigo 2º da Lei nº xxxxx, de xx de xxxx de 2014 Quadro de Analistas da Administração Pública Municipal Atribuições Específicas DENOMINAÇÃO DO CARGO: DEFINIÇÃO: ABRANGÊNCIA:

Leia mais

I DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA SOLICITAÇÃO DE LICENÇA PRÉVIA (LP) IMOBILIÁRIO

I DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA SOLICITAÇÃO DE LICENÇA PRÉVIA (LP) IMOBILIÁRIO I DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA SOLICITAÇÃO DE LICENÇA PRÉVIA (LP) IMOBILIÁRIO ( ) Este documento Requerimento padrão do empreendedor ou representante legal; deve ser preenchido e assinado pelo requerente

Leia mais

MEMÓRIA URBANA DE PALMAS-TO: LEVANTAMENTO DE INFORMAÇÕES E MATERIAL SOBRE O PLANO DE PALMAS E SEUS ANTECEDENTES

MEMÓRIA URBANA DE PALMAS-TO: LEVANTAMENTO DE INFORMAÇÕES E MATERIAL SOBRE O PLANO DE PALMAS E SEUS ANTECEDENTES MEMÓRIA URBANA DE PALMAS-TO: LEVANTAMENTO DE INFORMAÇÕES E MATERIAL SOBRE O PLANO DE PALMAS E SEUS ANTECEDENTES Nome dos autores: Gislaine Biddio Rangel¹; Ana Beatriz Araujo Velasques². 1 Aluna do Curso

Leia mais

REGIMENTO INTERNO DO ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL DE BAGÉ

REGIMENTO INTERNO DO ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL DE BAGÉ REGIMENTO INTERNO DO ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL DE BAGÉ Art. 1 - O Arquivo Público Municipal de Bagé, criado pela lei nº 3.399/97, de julho/97 alterado e complementado pelas leis 3.817/2001 e 3.935/2002,

Leia mais

Ao dormir, todos somos vulneráveis. William Shakespeare NOTA TÉCNICA. Adma Figueiredo. Eloisa Domingues. Ivete Rodrigues

Ao dormir, todos somos vulneráveis. William Shakespeare NOTA TÉCNICA. Adma Figueiredo. Eloisa Domingues. Ivete Rodrigues Ao dormir, todos somos vulneráveis. William Shakespeare NOTA TÉCNICA Tipologia da Vulnerabilidade Social na Bacia Hidrográfica do São Francisco, Brasil Adma Figueiredo Geógrafa IBGE Eloisa Domingues Geógrafa

Leia mais

CÂMARA DOS DEPUTADOS

CÂMARA DOS DEPUTADOS CÂMARA DOS DEPUTADOS CEFOR - CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO ESPECIALIZAÇÃO EM INSTITUIÇÕES E PROCESSOS POLÍTICOS DO LEGISLATIVO. PROJETO DE PESQUISA CIENTÍFICA. Projeto de Pesquisa Aluno:

Leia mais

Utilização de SIG aliado ao sistema de gestão ambiental em cursos d água urbanos.

Utilização de SIG aliado ao sistema de gestão ambiental em cursos d água urbanos. Utilização de SIG aliado ao sistema de gestão ambiental em cursos d água urbanos. AUTORES: Reginal Exavier¹, Elizabeth Rodrigues Brito Ibrahim² ¹Graduado no curso de Engenharia Ambiental e Sanitária pelo

Leia mais

PROJETO DE ENSINO FÁBRICA DE PROJETOS

PROJETO DE ENSINO FÁBRICA DE PROJETOS PROJETO DE ENSINO FÁBRICA DE PROJETOS Wálisson Gôbbo de ÁGUAS 1, Renan Dias ROSA 2, Getúlio Antero de DEUS JÚNIOR 3. 1 Bolsista do PET EEEC/UFG wga.gobbo@gmail.com. 2 Bolsista do PET EEEC/UFG renandiasrosa@gmail.com.

Leia mais

PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA

PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA Memorial da Resistência de São Paulo PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA CEMITÉRIO MUNICIPAL DE AREIA BRANCA Endereço: Avenida Nossa Senhora de Fátima, 768, Areia Branca, Santos,SP. Classificação: Cemitério Identificação

Leia mais

difusão de idéias EDUCAÇÃO INFANTIL SEGMENTO QUE DEVE SER VALORIZADO

difusão de idéias EDUCAÇÃO INFANTIL SEGMENTO QUE DEVE SER VALORIZADO Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias outubro/2007 página 1 EDUCAÇÃO INFANTIL SEGMENTO QUE DEVE SER VALORIZADO Moysés Kuhlmann :A educação da criança pequena também deve ser pensada na perspectiva de

Leia mais

Diagnóstico Ambiental do Município de Alta Floresta - MT

Diagnóstico Ambiental do Município de Alta Floresta - MT Diagnóstico Ambiental do Município de Alta Floresta - MT Paula Bernasconi Ricardo Abad Laurent Micol Maio de 2008 Introdução O município de Alta Floresta está localizado na região norte do estado de Mato

Leia mais

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer CAUSAS: Acirramento da concorrência comercial entre as potências coloniais; Crise das lavouras de cana; Estagnação da economia portuguesa na segunda metade do século XVII; Necessidade de encontrar metais

Leia mais

Engenharia Civil Topografia e Geodésia. Curso Técnico em Edificações Topografia GEODÉSIA

Engenharia Civil Topografia e Geodésia. Curso Técnico em Edificações Topografia GEODÉSIA e Geodésia GEODÉSIA e Geodésia GEODÉSIA O termo Geodésia, em grego Geo = terra, désia = 'divisões' ou 'eu divido', foi usado, pela primeira vez, por Aristóteles (384-322 a.c.), e pode significar tanto

Leia mais

MUDANÇAS ESPACIAIS NO BAIRRO VILA GARCIA, MUNICIPIO DE JACAREÍ SP NO PERIODO DE 1970 A 2010

MUDANÇAS ESPACIAIS NO BAIRRO VILA GARCIA, MUNICIPIO DE JACAREÍ SP NO PERIODO DE 1970 A 2010 MUDANÇAS ESPACIAIS NO BAIRRO VILA GARCIA, MUNICIPIO DE JACAREÍ SP NO PERIODO DE 1970 A 2010 José Maria Filho ¹, Bruno Rodrigo 1, Sandra Maria Fonseca da Costa¹ 1 Universidade do Vale do Paraíba Faculdade

Leia mais

Proposta de revisão dos. Calçadões do Centro

Proposta de revisão dos. Calçadões do Centro Proposta de revisão dos Calçadões do Centro Apresentação Durante a campanha eleitoral para a Prefeitura, em 2004, a Associação Viva o Centro apresentou aos candidatos dez propostas para impulsionar o desenvolvimento

Leia mais

Colégio Estadual do Campo Professora Maria de Jesus Pacheco Guimarães E. F. e M. Uma História de Amor ao Guará

Colégio Estadual do Campo Professora Maria de Jesus Pacheco Guimarães E. F. e M. Uma História de Amor ao Guará Colégio Estadual do Campo Professora Maria de Jesus Pacheco Guimarães E. F. e M. Uma História de Amor ao Guará PLANO DE TRABALHO DOCENTE 2012 DISCIPLINA: GEOGRAFIA - PROFESSOR: ADEMIR REMPEL SÉRIE: 8º

Leia mais

Anexo II.5.3-4 Ficha de Sítios Cadastrados por Daivisson Santos Durante a Etapa de Campo para Confecção do Diagnóstico Arquelógico do Gasoduto do

Anexo II.5.3-4 Ficha de Sítios Cadastrados por Daivisson Santos Durante a Etapa de Campo para Confecção do Diagnóstico Arquelógico do Gasoduto do Anexo II.5.3-4 Ficha de Sítios Cadastrados por Daivisson Santos Durante a Etapa de Campo para Confecção do Diagnóstico Arquelógico do Gasoduto do Pará Nome do sítio: Ilha da Montanha Outras designações

Leia mais

81AB2F7556 DISCURSO PROFERIDO PELO SENHOR DEPUTADO LUIZ CARLOS HAULY NA SESSÃO DE 05 DE JUNHO DE 2007. Senhor Presidente, Senhoras Deputadas,

81AB2F7556 DISCURSO PROFERIDO PELO SENHOR DEPUTADO LUIZ CARLOS HAULY NA SESSÃO DE 05 DE JUNHO DE 2007. Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, DISCURSO PROFERIDO PELO SENHOR DEPUTADO LUIZ CARLOS HAULY NA SESSÃO DE 05 DE JUNHO DE 2007 Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, Hoje dia 5 de junho completam 70 anos da fundação da

Leia mais

A BÚSSOLA COMO INSTRUMENTO DE ORIENTAÇÃO NO ESPAÇO GEOGRÁFICO

A BÚSSOLA COMO INSTRUMENTO DE ORIENTAÇÃO NO ESPAÇO GEOGRÁFICO 183 A BÚSSOLA COMO INSTRUMENTO DE ORIENTAÇÃO NO ESPAÇO GEOGRÁFICO 1 INTRODUÇÃO Willian Samuel Santana da Roza 1 Selma Regina Aranha Ribeiro 2 Mario Cezar Lopes 3 A Ciência Geográfica apresenta uma diversidade

Leia mais

DIMENSÕES DO TRABAHO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE: O ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÕES DE TRABALHO PRECOCE

DIMENSÕES DO TRABAHO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE: O ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÕES DE TRABALHO PRECOCE Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 18 a 22 de outubro, 2010 337 DIMENSÕES DO TRABAHO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE: O ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO INVENTÁRIO DO FUNDO AURÉLIO PIRES

GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO INVENTÁRIO DO FUNDO AURÉLIO PIRES GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO INVENTÁRIO DO FUNDO AURÉLIO PIRES Revisão e Atualização Diretoria de Arquivos Permanentes Diretoria de Acesso à

Leia mais

LEVANTAMENTO DEMOGRÁFICO E ESTUDO DA QUALIDADE DE VIDA COMO SUBSIDIO A GESTÃO TERRITORIAL EM FRANCISCO BELTRÃO ESTADO DO PARANÁ BRASIL

LEVANTAMENTO DEMOGRÁFICO E ESTUDO DA QUALIDADE DE VIDA COMO SUBSIDIO A GESTÃO TERRITORIAL EM FRANCISCO BELTRÃO ESTADO DO PARANÁ BRASIL LEVANTAMENTO DEMOGRÁFICO E ESTUDO DA QUALIDADE DE VIDA COMO SUBSIDIO A GESTÃO TERRITORIAL EM FRANCISCO BELTRÃO ESTADO DO PARANÁ BRASIL José Francisco de Gois 1 Vera Lúcia dos Santos 2 A presente pesquisa

Leia mais

Capítulo. Organização político- -administrativa na América portuguesa

Capítulo. Organização político- -administrativa na América portuguesa Capítulo Organização político- -administrativa na América portuguesa 1 O Império Português e a administração da Colônia americana Brasil: 1500-1530 O interesse português pelo território americano era pequeno

Leia mais

Urban View. Urban Reports. Butantã: a bola da vez na corrida imobiliária paulistana

Urban View. Urban Reports. Butantã: a bola da vez na corrida imobiliária paulistana Urban View Urban Reports Butantã: a bola da vez na corrida imobiliária paulistana coluna Minha cidade, meu jeito de morar e de investir programa Falando em Dinheiro Rádio Estadão ESPN Butantã: a bola da

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE MACAPÁ

PREFEITURA MUNICIPAL DE MACAPÁ PREFEITURA MUNICIPAL DE MACAPÁ João Henrique Rodrigues Pimentel Prefeito Gilson Ubiratan Rocha Vice-Prefeito Sec. Mun. de Planejamento e Coord. Geral Procurador Geral do Município Secretário do Gabinete

Leia mais

PROJETO LEI Nº Autoria do Projeto: Senador José Sarney

PROJETO LEI Nº Autoria do Projeto: Senador José Sarney PROJETO LEI Nº Autoria do Projeto: Senador José Sarney Dispõe sobre loteamento fechado de áreas consolidadas regularizadas ou em fase de regularização, altera em parte as Leis n 6.766/79 e n 6.015/73 e

Leia mais

As primeiras concessões para saneamento e abastecimento de água

As primeiras concessões para saneamento e abastecimento de água Sede Monárquica Água e Esgoto As primeiras concessões para saneamento e abastecimento de água Em 12 de agosto de 1834, o Rio de Janeiro foi designado município neutro, por ato adicional à Constituição

Leia mais

TORRE DE TV: PROPORCIONANDO BEM ESTAR

TORRE DE TV: PROPORCIONANDO BEM ESTAR TORRE DE TV: PROPORCIONANDO BEM ESTAR Authors: Eliete Araujo¹, Ivana Santos¹, Fabiana Rajão¹, Laura Guerreiro¹ Affiliation: 1 - UniCEUB Keywords: Torre. Requalificar. Inteligente. I. INTRODUÇÃO Este trabalho

Leia mais

IMPLANTAÇÃO DE NÚCLEOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

IMPLANTAÇÃO DE NÚCLEOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Ministério da Saúde Fundação Oswaldo Cruz Escola Nacional de Saúde Pública Escola de Governo em Saúde Programa de Educação à Distância IMPLANTAÇÃO DE NÚCLEOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Equipe da Coordenação

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO ARQUIVO INTERMEDIÁRIO NO ÂMBITO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL

A IMPORTÂNCIA DO ARQUIVO INTERMEDIÁRIO NO ÂMBITO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL A IMPORTÂNCIA DO ARQUIVO INTERMEDIÁRIO NO ÂMBITO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL A criação dos arquivos intermediários torna-se uma tendência nacional para a implementação da gestão dos documentos, disciplinada

Leia mais

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA Tânia Regina Broeitti Mendonça 1 INTRODUÇÃO: Os espanhóis fundaram universidades em seus territórios na América desde

Leia mais

O Cemitério Municipal São Jose: espacialidade, religiosidade e seus vários enfoques culturais

O Cemitério Municipal São Jose: espacialidade, religiosidade e seus vários enfoques culturais O Cemitério Municipal São Jose: espacialidade, religiosidade e seus vários enfoques culturais Fernando Michelis - fermichelis_@hotmail.com Resumo O Cemitério Municipal São Jose localizado na cidade de

Leia mais

RESUMO ESPANDIDO. O Novo Código Florestal: aspectos legais e evolução.

RESUMO ESPANDIDO. O Novo Código Florestal: aspectos legais e evolução. RESUMO ESPANDIDO O Novo Código Florestal: aspectos legais e evolução. Alcione Adame 1 INTRODUÇÃO Ao contrário do que a mídia a muita gente pensa a lei 12.651/12, conhecida como Novo Código Florestal, não

Leia mais

Alfredo de Almeida Russell

Alfredo de Almeida Russell Diretoria-Geral de Comunicação e de Difusão do Conhecimento Acervo do Museu da Justiça Alfredo de Almeida Russell Natural da cidade do Rio de Janeiro, nasceu em 3 de agosto de 1875. Estudou no Colégio

Leia mais

O IPTU e a Planta Genérica de Valores

O IPTU e a Planta Genérica de Valores O IPTU e a Planta Genérica de Valores Em meados do século XIX, nos Estados Unidos, já era do conhecimento dos proprietários de terrenos a desvalorização do seu valor unitário na medida em que aumentava

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE UBERLÂNDIA ARQUIVOS

PREFEITURA MUNICIPAL DE UBERLÂNDIA ARQUIVOS 1/5 PREFEITURA MUNICIPAL DE UBERLÂNDIA IPAC N º 011/2011 ARQUIVOS MUNICÍPIO: Uberlândia DISTRITO : Sede DESIGNAÇÃO: Coleção Rádio Educadora ENDEREÇO : Av. João Naves de Ávila, n. 2121. Bairro Santa Mônica,

Leia mais

Curso de Engenharia de Produção. Organização do Trabalho na Produção

Curso de Engenharia de Produção. Organização do Trabalho na Produção Curso de Engenharia de Produção Organização do Trabalho na Produção Organização do Trabalho na Produção Projeto do Trabalho -Objetivo: criar um ambiente produtivo e eficiente, onde cada um saiba o que

Leia mais

MUTIRÃO DE CIRURGIA DA CATARATA

MUTIRÃO DE CIRURGIA DA CATARATA MUTIRÃO DE CIRURGIA DA CATARATA A - Empresa Com um terreno de 1.000.000 m² e 354.000 m² de área construída, o Centro Comercial Leste Aricanduva surgiu em 1991 com a inauguração do primeiro shopping center

Leia mais

Sumário. Agradecimentos II Resumo III Resumen V Abstrat X

Sumário. Agradecimentos II Resumo III Resumen V Abstrat X Sumário Agradecimentos II Resumo III Resumen V Abstrat X 1. Introdução Centro da investigação 01 Delimitação do campo de estudo e aproximação metodológica 02 Os percursos da investigação: o Rio Grande

Leia mais

ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DA ASSOCIAÇÃO DOS PROPRIETÁRIOS E ADQUIRENTES DE LOTES VILLAGE DA SERRA, REALIZADA NO DIA 15 DE SETEMBRO DE

ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DA ASSOCIAÇÃO DOS PROPRIETÁRIOS E ADQUIRENTES DE LOTES VILLAGE DA SERRA, REALIZADA NO DIA 15 DE SETEMBRO DE ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DA ASSOCIAÇÃO DOS PROPRIETÁRIOS E ADQUIRENTES DE LOTES VILLAGE DA SERRA, REALIZADA NO DIA 15 DE SETEMBRO DE 2013. Aos quinze dias do mês de setembro do ano de 2013,

Leia mais

AGROECOLOGIA E EDUCAÇÃO DO CAMPO: pesquisa, ação e reflexão a partir das escolas do campo no município de Goiás-GO 1

AGROECOLOGIA E EDUCAÇÃO DO CAMPO: pesquisa, ação e reflexão a partir das escolas do campo no município de Goiás-GO 1 AGROECOLOGIA E EDUCAÇÃO DO CAMPO: pesquisa, ação e reflexão a partir das escolas do campo no município de Goiás-GO 1 SOUZA, Murilo M. O. 2 ; COSTA, Auristela A. 2 ; SANT ANNA, Thiago S. 3 ; SILVA, Fábio

Leia mais

1 O texto da Constituição Federal de 1988 diz: Art. 7. São direitos dos trabalhadores urbanos e

1 O texto da Constituição Federal de 1988 diz: Art. 7. São direitos dos trabalhadores urbanos e 1 Introdução A presente pesquisa tem como objeto de estudo a inserção da pessoa com deficiência física no mercado de trabalho. Seu objetivo principal é o de compreender a visão que as mesmas constroem

Leia mais

Faculdade de Ciências Humanas Programa de Pós-Graduação em Educação RESUMO EXPANDIDO DO PROJETO DE PESQUISA

Faculdade de Ciências Humanas Programa de Pós-Graduação em Educação RESUMO EXPANDIDO DO PROJETO DE PESQUISA RESUMO EXPANDIDO DO PROJETO DE PESQUISA TÍTULO: TRABALHO DOCENTE NO ESTADO DE SÃO PAULO: ANÁLISE DA JORNADA DE TRABALHO E SALÁRIOS DOS PROFESSORES DA REDE PÚBLICA PAULISTA RESUMO O cenário atual do trabalho

Leia mais

CREA-JÚNIOR UM FUTURO PROMISSOR

CREA-JÚNIOR UM FUTURO PROMISSOR CREA-JÚNIOR UM FUTURO PROMISSOR LOMBARDO, Antonio lombardo@net.em.com.br, lombardo@crea-mg.com.br Universidade de Itaúna, Departamento de Engenharia Mecânica Campus Verde Universidade de Itaúna 35.680-033

Leia mais

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 PLANEJAMENTO ANUAL DE HISTÓRIA 8º ANO PROFESSOR: MÁRCIO AUGUSTO

Leia mais