Opinião ABC Brasil /11/2016

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Opinião ABC Brasil /11/2016"

Transcrição

1 11/11/2016 Quem confiava em Homer Simpson 1, sabia que Donald Trump seria eleito o 45º presidente dos EUA. Entretanto, quem tentou uma abordagem mais técnica e acompanhou as principais pesquisas eleitorais, como nós, foi pego de surpresa. Em nossa defesa, podemos dizer que no Opinião da semana passada não descartávamos uma possível vitória do candidato republicano, mas não considerávamos que esse seria o cenário básico: Apesar de ninguém colocar a vitória de Trump como cenário básico, não se pode deixar de reconhecer que essa probabilidade aumentou bastante e a reação dos mercados foi compatível com esse aumento.. Bem, agora esse é o cenário básico e se a reação dos mercados já era ruim, apenas com a possibilidade de isso ocorrer, dá para imaginar o que está acontecendo agora que o Cenário Trump é uma realidade. Portanto, ao contrário da semana passada, quando gastamos apenas um pedaço do texto para tratar dos impactos desse cenário para a economia, vamos nos aprofundar na análise, para tentar ver o que é concreto e o que pode ser marola na reação dos mercados. Para fazer essa análise, vamos partir da observação da movimentação dos diversos ativos internacionais, para entender quais são os motivos de preocupação e, a partir daí, entender se faz ou não sentido. Vamos começar pelo mercado mais técnico e, portanto, o que pode refletir problemas mais concretos... O de dívida soberana. O símbolo desse mercado é o título de 10 anos da dívida americana que, por ser considerado um ativo de risco zero, serve de referência para a maioria dos demais papéis do mercado. Ou seja, o que acontece com a treasury americana vai impactar vários mercados que não só o de dívida soberana. Mas quais os principais fatores que influenciam os preços desse ativo? Tirando questões ligadas à aversão ao risco e focando apenas nos fundamentos econômicos, dois seriam os principais fatores a impactá-los: As políticas fiscal e monetária nos EUA. 1 https://youtube/ztparsnqhfc

2 Portanto, a pergunta que devemos fazer nesse momento seria: As promessas de campanha de Trump dão suporte ao movimento recente das treasuries? A resposta é sim e podemos começar a explicação pela parte fiscal. Como ressaltado no Opinião da semana passada, se o republicano implementar todo o seu pacote fiscal, a dívida americana seria aumentada em USD 5,3 trilhões no período de 10 anos. Portanto, tudo mais constante, carregar a dívida americana ficaria mais arriscado e, portanto, o seu custo de carregamento tem que aumentar. Essa já seria uma boa explicação para a elevação dos juros dos títulos de 10 anos dos EUA, mas temos uma pressão adicional vinda da política monetária. O FED está em um processo de aperto monetário e uma política de expansão fiscal tende a aumentar a pressão inflacionária. Segundo a consultoria Roubini Global Economics, o programa fiscal de Trump poderia adicionar 0,6 p.p. ao crescimento do PIB americano em 2017, devendo aumentar as chances da inflação superar a meta de 2,0% do BC americano (o maior risco para isso vem das promessas no campo do comércio exterior, mas vamos falar disso mais adiante), fazendo com que a expectativa de elevação dos juros nos EUA no ano que vem fique reforçada. Juntando as duas coisas, não devemos nos surpreender com a direção do movimento, mas o seu tamanho realmente nos parece exagerado. Antes do resultado das eleições americanas, na 3ª feira, os títulos de 10 anos americanos pagavam 1,85% e hoje pagam 2,15%, um aumento de 0,30 p.p. em apenas 3 dias. Ou seja, apesar de haver razões técnicas para a elevação das taxas, a magnitude parece exagerada e deve ser consequência de movimentos de mercado, como a zeragem de posições. Exagerado ou não, esse movimento recente dos juros no mercado de dívida soberana tem impacto direto sobre o mercado de moedas, principalmente as mais arriscadas, como a brasileira. Aqui o que vale é apenas uma questão de preço que se reflete no fluxo. Como dissemos acima, os títulos da dívida americana são considerados ativos sem risco, uma vez que o mundo financia o Tesouro americano, aceitando o Dólar como moeda de curso internacional, o que Charles de Gaulle chamou de privilégio exorbitante. Ou seja, quando 2

3 um investidor decide entre colocar o seu dinheiro em algum ativo mais arriscado do que o safety haven das treasuries, ele coloca na balança a relação retorno/risco. Portanto, se o retorno de um ativo sem risco aumenta, a tendência é que haja um rebalanceamento dos portfólios ao redor do mundo em favor dos títulos americanos em detrimento dos demais. Sendo assim, o que está acontecendo com as moedas emergentes em geral e, com o Real em particular, simplesmente é uma questão de fluxo... Os investidores estão vendendo ativos nesses mercados e levando-os para os EUA em busca de maior rentabilidade com um risco menor. Ou seja, enquanto o mercado de dívida soberana não encontrar o seu equilíbrio, dificilmente veremos as moedas emergentes se estabilizando. Aqui podemos abrir um parêntese para falar do Peso mexicano. Um dos principais sinais de que o comportamento atual do Real pode ser considerado exagerado é que ele está altamente atrelado à moeda mexicana. Como vimos acima, existe uma explicação bastante razoável para a recente desvalorização das moedas emergentes, mas, enquanto no caso do Peso temos motivos reais para esperar que a perda de valor seja duradora, não nos parece razoável esperar que o mesmo seja verdadeiro para o Real. Para entender isso, devemos entrar na questão do comércio exterior do programa de governo de Donald Trump. Não há dúvidas de que o mundo todo, inclusive os EUA, perderia caso as promessas de campanha de Trump no campo do comércio exterior fossem implementadas. Como citado no Opinião da semana passada, os temas mais polêmicos seriam a revisão de vários tratados comerciais, notadamente o NAFTA 2, e a rotulação da China como país manipulador de moeda. No primeiro caso, o objetivo de Trump seria implementar um imposto de importação de 35% aos produtos mexicanos, que hoje são isentos, e no último, taxar os produtos chineses em 45% contra os atuais níveis ao redor de 3%. Para entender porque isso seria deletério para o mundo em geral e os EUA em particular, podemos seguir duas linhas 2 North American Free Trade Agreement; 3

4 de raciocínio. A primeira tem a ver com a redução do comércio internacional e o segunda se relaciona com a política monetária americana. A decisão de taxar os produtos mexicanos e chineses, não parece ser nenhuma picuinha pessoal com esses dois países. A questão central aqui é que Trump fez toda a sua campanha e, moldou o seu discurso, tentando sensibilizar os perdedores da globalização, representados, nos EUA, pelo cinturão da ferrugem do meio-oeste. Como o conceito globalização parece muito difuso, seria mais fácil dar nome aos bois, nesse caso, aos países símbolos da exportação dos empregos e da concorrência dos que sobraram. Ou seja, o nome do jogo aqui não é guerra contra o México e/ou China, mas proteção dos empregos americanos ou, de forma mais técnica, protecionismo. Só que, como Isaac Newton no ensinou, a toda ação, corresponde uma reação no sentido contrário. Ou seja, o aumento do protecionismo americano irá gerar, como reação, uma onda protecionista ao redor do mundo e, como a nossa história nos ensinou, o resultado final da tentativa de proteger o mercado interno da competição externa, traz como resultado, menor crescimento e mais inflação. Portanto, o que os EUA poderão ganhar em crescimento com as suas medidas fiscais, certamente perderão com as suas ações de política externa, com o agravante que, mais inflação exige uma política monetária mais apertada, fechando o ciclo vicioso em torno da perda de dinamismo da economia americana. A conclusão a que chegamos com relação às políticas econômicas de Donald Trump é que, olhando de relance, até parecem fazer sentido. Por que não fazer a america great again? Por que não proteger os empregos americanos, fazendo com que as empresas americanas voltem a produzir nos EUA? Por que não produzir uma mistura do New Deal de Rooselvelt, e seu aumento de gastos em infraestrutura, com o Reaganomics de Ronald Reagan, e o seu corte de impostos das empresas? Porque não dá para voltar no tempo. A globalização é uma realidade e não dá para desmontar as estruturas que foram alicerçadas sobre ela, sem que os efeitos colaterais superem os possíveis benefícios. Ou seja, afora os efeitos sobre o restante 4

5 do mundo, mesmo para a economia dos EUA as vantagens de se implementar as políticas econômicas de Trump parecem, no mínimo, duvidosas. A análise acima se baseia no que o candidato Donald Trump falou durante a campanha. Portanto, a partir dessa premissa, podemos levantar duas questões: Uma vez presidente ele vai manter o discurso do candidato ou mudar o botão para o modo Presidente? Qual o espaço para ele fazer o que quiser sem a anuência do Congresso, por exemplo? A resposta a primeira pergunta é o que todos querem saber e o motivo para toda essa volatilidade nos mercados. Infelizmente, temos poucas evidências e algumas indicações divergentes. Ficará mais fácil dizer para onde Trump irá, quando soubermos qual será a sua equipe, mas, por enquanto, temos apenas algumas especulações e a certeza de que Rudolph Giuliani, ex prefeito de Nova York, Chris Christie, governador de Nova Jersey e Newt Gingrich, ex presidente da Câmara nos anos 90, terão cargos importantes na nova administração. O que não ajuda muito em acalmar os mercados, uma vez que pode-se dizer muitas coisas sobre eles, menos que sejam moderados. Reforçando essa sensação de que o Trump candidato é que irá sentar na cadeira atualmente ocupada por Barack Obama é que, as primeiras declarações da sua equipe de transição só reforçaram que, as medidas prometidas durante a campanha, como erguer um muro separando o México dos EUA, serão efetivamente implementadas. Por outro lado, tanto o discurso da vitória, quanto o encontro com Obama na Casa Branca, mostraram um Trump mais presidente do que candidato, apesar do visível constrangimento no segundo evento. Já com relação a até onde Trump pode ir sozinho na implementação das suas ideias, podemos dividir a resposta de acordo com o tema em questão. No âmbito das questões fiscais, o espaço para voos solo é limitado. Boa parte das medidas tem que ter a anuência do Congresso e, mesmo considerando que este será totalmente Republicano, como nem todas as políticas desejadas por Trump fazem parte da agenda do partido, não devemos esperar que todas as suas ideias saiam do papel. Por exemplo, a parte do corte dos impostos das empresas 5

6 certamente terá o apoio da maioria republicana nas duas casas, já o aumento dos gastos em infraestrutura já teria um debate mais acalorado. Por outro lado, na parte das medidas relacionadas aos tratados comerciais e ao status da China como manipuladora de moeda, o espaço para Trump agir livremente é relativamente maior. Obviamente que as empresas americanas não ficarão inertes ao aumento dos seus custos, acionando os seus representantes tanto no Congresso quanto na Suprema Corte, mas essa será uma reação a uma ação cujos efeitos serão sentidos primeiros. Terminamos o Opinião da semana passada lembrando que os mercados odeiam incertezas e, podemos acrescentar, que situações em que essas ficam ainda mais incertas, tendem a irracionalidade. Portanto, podemos fechar esse texto dizendo que o cenário atual dos mercados é insustentável e que os ativos vão se acomodar a níveis mais racionais. Por enquanto, está sendo precificado o pior dos mundos para a economia mundial e mesmo nesse cenário, voltamos a reafirmar que não nos parece razoável que o Real acompanhe o Peso mexicano, uma vez que o impacto das políticas externas de Trump nos atingiria de forma genérica, enquanto que pegaria o México diretamente. Com tantas incertezas, mesmo sabendo que os preços estão fora do lugar, o que fazer? Bem, para responder a essa pergunta, vamos recorrer a um conselho de Luiz Fernando Veríssimo... Se o mundo está correndo para o abismo, chegue para o lado e deixe ele passar. 6

7 Este material possui cunho meramente informativo, não constituindo qualquer tipo de oferta, convite, proposta ou aconselhamento por parte do Banco ABC Brasil S.A. ( Banco ) aos seus destinatários para quaisquer fins, inclusive, mas não limitado, à contratação ou não de operações financeiras, negócios ou investimentos, bem como quanto ao desenvolvimento por estes, ou não, de quaisquer estratégias correlatas. O envio deste material aos seus destinatários se dá de forma gratuita e por mera liberalidade do Banco, não se configurando como qualquer tipo de produto ou prestação de serviços por parte deste, ao qual fica reservado o direito de descontinuar o envio destas informações a qualquer tempo e sem qualquer tipo de aviso prévio a seus destinatários. As informações contidas neste material foram obtidas de fontes públicas e consideradas razoavelmente apuradas na data de sua divulgação. O Banco não confere aos destinatários deste material qualquer espécie de garantia, direito ou pretensão no que se refere às informações ora apresentadas, bem como quanto à sua exatidão, completude, isenção, confiabilidade ou atualização. Quaisquer decisões, contratações, investimentos, negócios ou estratégias, relacionadas ou não às informações ora apresentadas, deverão ser adotadas, efetuadas ou desenvolvidas pelos destinatários deste material exclusivamente de acordo com seus critérios de avaliação próprios e sob sua integral responsabilidade, com base nas informações por estes obtidas de forma independente e de acordo com a análise e opinião de seus consultores, analistas e administradores próprios. O Banco não será responsável, perante os destinatários deste material ou quaisquer terceiros, por qualquer forma de utilização das informações ora apresentadas, bem como por quaisquer perdas diretas, indiretas ou quaisquer tipos de prejuízos e/ou lucros cessantes que possam ser decorrentes do uso deste conteúdo. Este material e as informações dele constantes somente poderão ser reproduzidos, divulgados ou redistribuídos com a expressa anuência por escrito do Banco. Este material não se constitui, e não deve ser interpretado, para quaisquer fins, como relatório de análise nos termos do artigo 1º da Instrução CVM n.º 483, de 06 de Julho de

Opinião ABC Brasil /02/2016

Opinião ABC Brasil /02/2016 05/02/2016 A vida não tá fácil para ninguém. Seja aqui ou lá fora, os dados são divergentes e as decisões de política monetária, complicadas. Como já discutido anteriormente, o mercado está operando em

Leia mais

Opinião ABC Brasil /04/2016

Opinião ABC Brasil /04/2016 01/04/2016 No início da crise, todos os holofotes estavam sobre os economistas. Qual seria o tamanho da crise? O que fazer para revertê-la? Já chegamos ao fundo do poço? Enquanto as respostas eram apenas

Leia mais

Opinião ABC Brasil /03/2016

Opinião ABC Brasil /03/2016 24/03/2016 A montanha russa de emoções na política brasileira fica cada vez mais radical, paralisando completamente as discussões econômicas. Entretanto, medidas vêm sendo tomadas, números têm sido divulgados

Leia mais

Opinião ABC Brasil /09/2016

Opinião ABC Brasil /09/2016 02/09/2016 A votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff, mostra, infelizmente, que a frase do ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan, de que no Brasil até o passado é incerto, é uma verdade insofismável.

Leia mais

O RELACIONAMENTO INCESTUOSO DO FED COM O GOVERNO AMERICANO.

O RELACIONAMENTO INCESTUOSO DO FED COM O GOVERNO AMERICANO. 1 O RELACIONAMENTO INCESTUOSO DO FED COM O GOVERNO AMERICANO. Prof. Alvaro Guimarães de Oliveira Rio, 18/07/2016. Um Sistema Complexo A formação do Fed o Banco Central americano - tem uma estrutura muito

Leia mais

Cenário Macroeconômico 2006 Janeiro de 2006

Cenário Macroeconômico 2006 Janeiro de 2006 Cenário Macroeconômico 2006 Janeiro de 2006 1 Cenário Econômico Regra básica: Cenário Internacional é dominante. Oscilações de curto prazo são determinadas exogenamente. 2 Cenário Internacional União monetária

Leia mais

COMO VENDER MAIS USANDO FUNIL DE VENDAS. Capítulo IV: Mais negócios

COMO VENDER MAIS USANDO FUNIL DE VENDAS. Capítulo IV: Mais negócios COMO VENDER MAIS USANDO FUNIL DE VENDAS Capítulo IV: Mais negócios Índice Introdução Como adicionar mais negócios Negócios lucrativos 03 05 07 2 Introdução Olá, Nessa quarta parte da nossa série iremos

Leia mais

Crescimento e juros. Roberto Padovani Março 2013

Crescimento e juros. Roberto Padovani Março 2013 Crescimento e juros Roberto Padovani Março 2013 jan-91 dez-91 nov-92 out-93 set-94 ago-95 jul-96 jun-97 mai-98 abr-99 mar-00 fev-01 jan-02 dez-02 nov-03 out-04 set-05 ago-06 jul-07 jun-08 mai-09 abr-10

Leia mais

a) Pré Fixado: quando a taxa de remuneração do ativo fica definida no início da operação e o valor de resgate já é conhecido.

a) Pré Fixado: quando a taxa de remuneração do ativo fica definida no início da operação e o valor de resgate já é conhecido. Outubro de 2016 TÍTULOS PRÉ Na nossa carta do mês passado salientamos a importância do ajuste fiscal na engrenagem macroeconômica, criando condições para a queda das taxas de juros e consequente crescimento

Leia mais

C = 0,8Yd i* = 12 T = 0,25Y X = e I = 300 5i Mimp= 50 6e + 0,1Y G = 400 Md= 0,2Y 12i Ms = 160

C = 0,8Yd i* = 12 T = 0,25Y X = e I = 300 5i Mimp= 50 6e + 0,1Y G = 400 Md= 0,2Y 12i Ms = 160 Universidade de Brasília Departamento de Economia Disciplina: Macroeconomia I Professor: Carlos Alberto Período: 2/2013 Segunda Prova Questões 1. Assuma um país pequeno, com taxa de câmbio flexível e perfeita

Leia mais

Impactos da Crise Mundial sobre a Economia Brasileira

Impactos da Crise Mundial sobre a Economia Brasileira Impactos da Crise Mundial sobre a Economia Brasileira Centro das Indústrias do Estado de São Paulo - CIESP Campinas (SP) 29 de julho de 2009 1 CIESP Campinas - 29/07/09 Crise de 2008 breve histórico Início:

Leia mais

LOCALIZA RENT A CAR S.A.

LOCALIZA RENT A CAR S.A. LOCALIZA RENT A CAR S.A. Conference call 1º de Outubro de 2008 As informações financeiras a seguir são preliminares, ainda não revisadas pelos auditores independentes e apresentadas em Reais. Dívida em

Leia mais

Teleconferência de Resultados 3T de Novembro de 2016 Relações com Investidores

Teleconferência de Resultados 3T de Novembro de 2016 Relações com Investidores Teleconferência de Resultados 11 de Novembro de 2016 Relações com Investidores 1 Disclaimer Este material constitui uma apresentação de informações gerais sobre a Marfrig Global Foods S.A. e suas controladas

Leia mais

A melhor maneira de fazer isso é revisitar nossas cartas mensais que são o canal direto de comunicação entre a equipe de gestão e os investidores.

A melhor maneira de fazer isso é revisitar nossas cartas mensais que são o canal direto de comunicação entre a equipe de gestão e os investidores. Dezembro de 2014 RETROSPECTIVA Sempre que chegamos ao final do ano gostamos de fazer um balanço de quais foram os assuntos abordados, nossas preocupações, previsões, análises e mais importante de tudo,

Leia mais

W W W. G U I A I N V E S T. C O M. B R

W W W. G U I A I N V E S T. C O M. B R OS 7 MAIORES MITOS SOBRE O TESOURO DIRETO W W W. G U I A I N V E S T. C O M. B R Aviso Importante O autor não tem nenhum vínculo com as pessoas, instituições financeiras e produtos, citados, utilizando-os

Leia mais

Ajuste Diário Boi Gordo. 1 x R$ 150,00 x 330 = R$ ,00 1 x R$ 152,00 x 330 = R$ ,00. Ajuste Diário Milho. Dia 1-09:00 Dia 1-15:30

Ajuste Diário Boi Gordo. 1 x R$ 150,00 x 330 = R$ ,00 1 x R$ 152,00 x 330 = R$ ,00. Ajuste Diário Milho. Dia 1-09:00 Dia 1-15:30 XP - Análise Cálculo de Diário BM&F Diário Boi Gordo Dia 1-09:00 Dia 1-16:00 1 x R$ 150,00 x 330 = R$ 49.500,00 1 x R$ 152,00 x 330 = R$ 50.160,00 R$ 152,00 - R$150,00 = R$ 2,00 diário R$ 2,00 x 330 =

Leia mais

Localiza Rent a Car S.A. Divulgação de resultados - 1T06

Localiza Rent a Car S.A. Divulgação de resultados - 1T06 Localiza Rent a Car S.A. Divulgação de resultados - 1T06 0 Plataforma integrada Plataforma integrada 123 agências 20.096 carros 13.116 carros Estratégia de negócios Objetivos Vantagens competitivas Oportunidades

Leia mais

Opinião ABC Brasil /12/2013

Opinião ABC Brasil /12/2013 06/12/2013 Uma semana carregada de novidades como essa parece ser um bom momento para revermos o nosso cenário de curto prazo, tanto para as variáveis brasileiras, quanto para a questão do tapering nos

Leia mais

Opinião ABC Brasil 475 24/06/2016

Opinião ABC Brasil 475 24/06/2016 24/06/2016 Como ressaltado no Opinião da semana passada, o resultado do plebiscito sobre a permanência ou não do Reino Unido na União Europeia (UE), teria componentes além da simples discussão econômica.

Leia mais

Panorama Econômico 2017 Relatório de Atualização

Panorama Econômico 2017 Relatório de Atualização Economia em 2017 EUA Durante o ano de 2016, observou-se uma continuação da gradual recuperação da economia americana e do seu mercado de trabalho, apesar da piora das perspectivas do cenário global. Crescimento

Leia mais

Análise semanal de Mercado. S&P 500: Clinton vs. Trump Primeiro debate presidencial dá pontos à candidata Democrata

Análise semanal de Mercado. S&P 500: Clinton vs. Trump Primeiro debate presidencial dá pontos à candidata Democrata S&P 500: Clinton vs. Trump Primeiro debate presidencial dá pontos à candidata Democrata Fonte: BiGlobal Trade (parceiro Saxo Bank); Research BiG. Depois de na passada semana a Reserva Federal norte-americana

Leia mais

Dimensão financeira do desequilíbrio fiscal

Dimensão financeira do desequilíbrio fiscal Dimensão financeira do desequilíbrio fiscal Geraldo Biasoto Jr I Jornada de Debates sobre a Dívida Pública 20/10/2105 Ministério Público Federal/Ministério Público de Contas SP Quando o fiscal virou financeiro?

Leia mais

2005: Prêmio de Risco; Cenário Externo e Convergência. Dany Rappaport Corecon, 27 de janeiro de 2005

2005: Prêmio de Risco; Cenário Externo e Convergência. Dany Rappaport Corecon, 27 de janeiro de 2005 2005: Prêmio de Risco; Cenário Externo e Convergência Dany Rappaport Corecon, 27 de janeiro de 2005 Cenário Externo Maior crescimento global em 30 anos. Crescimento do PIB em 2004 - Expectativa Área do

Leia mais

SMILES S.A. APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS 1T de maio de 2016

SMILES S.A. APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS 1T de maio de 2016 SMILES S.A. APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS 1T16 05 de maio de 2016 Aviso Importante O material divulgado pela Companhia reflete as expectativas dos administradores e poderá conter estimativas sobre eventos

Leia mais

Brasil - PIB Trimestral 2010.IV 2010.II 2011.II 2010.III 2011.I

Brasil - PIB Trimestral 2010.IV 2010.II 2011.II 2010.III 2011.I 2009.II 2009.III 2009.IV 2010.I 2010.II 2010.III 2010.IV 2011.I 2011.II 2011.III 2011.IV 2012.I 2012.II 2012.III 2012.IV 2013.I PIB 1º trimestre de 2013 29/05/13 O produto interno bruto (PIB) do 1º trimestre

Leia mais

A CRISE ECONÔMICA NA VISÃO DOS EMPRESÁRIOS

A CRISE ECONÔMICA NA VISÃO DOS EMPRESÁRIOS A CRISE ECONÔMICA NA VISÃO DOS EMPRESÁRIOS Abril 2016 9 em cada 10 empresários acreditam que a crise tem afetado seus negócios O país vem enfrentando, desde o ano passado, uma crise econômica de grandes

Leia mais

Análise econômica e suporte para as decisões empresariais

Análise econômica e suporte para as decisões empresariais Cenário Moveleiro Análise econômica e suporte para as decisões empresariais Númer o 04/2007 Cenário Moveleiro Número 04/2007 1 Cenário Moveleiro Análise econômica e suporte para as decisões empresariais

Leia mais

2 O Equity Risk Premium

2 O Equity Risk Premium 2 O Equity Risk Premium Definição: A diferença entre o retorno proporcionado pelo mercado acionário e o retorno dos títulos soberanos do governo é o que se denomina de Equity Risk Premium. Apesar de, teoricamente,

Leia mais

Guia para compra e venda de Títulos Públicos Federais para RPPS

Guia para compra e venda de Títulos Públicos Federais para RPPS Guia para compra e venda de Títulos Públicos Federais para RPPS Guia para compra e venda de Títulos Públicos Federais 1º Passo: Para negociar a compra ou venda de Títulos Públicos Federais pela XP é necessária

Leia mais

Opinião ABC Brasil /12/2016

Opinião ABC Brasil /12/2016 30/12/2016 O ano de 2016 vai chegando ao seu final, pelo menos segundo o calendário gregoriano, mas já tem gente achando que Zuenir Ventura terá que escrever um novo livro... 2016: O Ano que não terminou

Leia mais

CIDADE NOVA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO- FII. CNPJ nº / (Administrado por INTRADER DTVM Asset servicing.)

CIDADE NOVA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO- FII. CNPJ nº / (Administrado por INTRADER DTVM Asset servicing.) CIDADE NOVA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO- FII CNPJ nº 15.862.591/0001-83 (Administrado por INTRADER DTVM Asset servicing.) 1 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Seção I Objeto do Fundo 2 Seção I Objeto do

Leia mais

INVESTMENT RESEARCH. Panorama Diário QUINTA-FEIRA 08 DE NOVEMBRO DE 2012 DIEGO SALDANHA CNPI. Analista de investimentos

INVESTMENT RESEARCH. Panorama Diário QUINTA-FEIRA 08 DE NOVEMBRO DE 2012 DIEGO SALDANHA CNPI. Analista de investimentos QUINTA-FEIRA 08 DE NOVEMBRO DE 2012 INVESTMENT RESEARCH Analista de investimentos DIEGO SALDANHA CNPI A festa da vitória não foi das melhores. O povo fugiu. Fugiu do risco. Os mercados americanos tiveram

Leia mais

Educação Financeira e Previdenciária 03 INVESTIMENTOS

Educação Financeira e Previdenciária 03 INVESTIMENTOS Educação Financeira e Previdenciária 03 INVESTIMENTOS Novembro de 2015 Educação Financeira e Previdenciária Saiba o que considerar HORA DE INVESTIR? Além de poupar para a realização dos seus sonhos, sejam

Leia mais

ENTENDENDO OS CONCEITOS DE RISCO E RETORNO - (Parte II)

ENTENDENDO OS CONCEITOS DE RISCO E RETORNO - (Parte II) ENTENDENDO OS CONCEITOS DE RISCO E RETORNO - (Parte II)! Como calcular o retorno usando dados históricos?! Como calcular a variância e o desvio padrão?! A análise do retorno através da projeção de retornos

Leia mais

Perspectivas para os mercados de soja e milho.

Perspectivas para os mercados de soja e milho. Perspectivas para os mercados de soja e milho www.intlfcstone.com Aviso Legal A negociação de derivativos, tais como futuros, opções e swaps pode não ser adequada para todos os investidores. A negociação

Leia mais

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ASSUNTOS POLÍTICOS/ ADMINISTRATIVOS

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ASSUNTOS POLÍTICOS/ ADMINISTRATIVOS PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ASSUNTOS POLÍTICOS/ ADMINISTRATIVOS ABRIL/ MAIO DE 2016 JOB0510 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA PESQUISA OBJETIVO LOCAL O projeto tem por objetivo levantar o cenário eleitoral

Leia mais

Carta Econômica Trimestral

Carta Econômica Trimestral CARTA ECONÔMICA Nº 10/2016 Senhores Conselheiros, Gestores e Membros do Comitê de Investimentos, Outubro 2016 Neste final de outubro os gestores de recursos dos RPPSs, notadamente aqueles que fazem um

Leia mais

Grau de Alavancagem Operacional por Renan Kaminski

Grau de Alavancagem Operacional por Renan Kaminski Grau de Alavancagem Operacional por Renan Kaminski O Dicas 4blue são vídeos e mini e-books com dicas rápidas e práticas para que você e sua equipe possam aplicar no seu dia a dia. Para ter acesso a todas

Leia mais

Desafios e Perspectivas da Economia Brasileira

Desafios e Perspectivas da Economia Brasileira Desafios e Perspectivas da Economia Brasileira 39º Prêmio Exportação Rio Grande do Sul - 2011 Alexandre Tombini Presidente do Banco Central do Brasil 20 de Junho de 2011 Conquistas da Sociedade Brasileira

Leia mais

Cenário Macroeconômico para o Agronegócio. Geraldo Barros

Cenário Macroeconômico para o Agronegócio. Geraldo Barros Cenário Macroeconômico para o Agronegócio Geraldo Barros PIB do Agronegócio: 1994/2010 R$ bilhões (de 2010) +37% 597 22(%) (28%) Fonte:Cepea Pib e Shares dos segmentos do Agronegócio 32% 33% 33% 30% 26%

Leia mais

Brasil perde fatia da riqueza mundial

Brasil perde fatia da riqueza mundial Boletim Econômico Edição nº 32 junho de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Brasil perde fatia da riqueza mundial 1 Peso econômico menor no mundo Levantamento feito com base

Leia mais

Você já sabe como usar os pedidos existentes no Partners FX? Aula 1. Aprendendo como usar o Pedido Simples, Valor de Mercado, IF Done, OCO e IF OCO

Você já sabe como usar os pedidos existentes no Partners FX? Aula 1. Aprendendo como usar o Pedido Simples, Valor de Mercado, IF Done, OCO e IF OCO Você já sabe como usar os pedidos existentes no Partners FX? Aula 1 Aprendendo como usar o Pedido Simples, Valor de Mercado, IF Done, OCO e IF OCO Partners - Pedidos Valor de Mercado (Uma única ordem)

Leia mais

Opinião ABC Brasil /10/2016

Opinião ABC Brasil /10/2016 07/10/2016 Nas últimas semanas temos destacado que os eventos externos têm influenciado de forma significativa os preços dos ativos domésticos. Nesta semana não foi diferente, os desdobramentos do Brexit,

Leia mais

Outubro/2011. Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos

Outubro/2011. Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Outubro/2011 Cenário para as Micro e Pequenas Empresas Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos 1 Números das Micro e Pequenas Empresas no Brasil 2 Micro e pequenas empresas (até 99 funcionários)

Leia mais

PPS CENÁRIOS E DESAFIOS 2014 EVERALDO GUEDES DE AZEVEDO FRANÇA PORTFOLIO PERFORMANCE

PPS CENÁRIOS E DESAFIOS 2014 EVERALDO GUEDES DE AZEVEDO FRANÇA PORTFOLIO PERFORMANCE CENÁRIOS E DESAFIOS 2014 EVERALDO GUEDES DE AZEVEDO FRANÇA O QUE MUDOU? Não somos a bola da vez (aliás, nunca fomos). Percepção do investidor estrangeiro acerca do Brasil piorou muito. Brasil não entrega

Leia mais

Apresentação Institucional

Apresentação Institucional Apresentação Institucional Disclaimer Apresentação preparada pela Iporanga Investimentos Ltda. A Iporanga Investimentos não comercializa nem distribui cotas de Fundos de Investimentos ou outro ativo financeiro.

Leia mais

Luiz Augusto de Oliveira Candiota

Luiz Augusto de Oliveira Candiota Luiz Augusto de Oliveira Candiota Por que investir em ações agora?" Lacan Investimentos Índice Contexto Macroeconômico Por quê? Riscos Oportunidades Como? Gestão Ativa x Gestão Passiva [3] Contexto Macroeconômico

Leia mais

COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO

COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO jan/15 jan/15 Acomodação com o cenário externo A semana de 19 a 26 de fevereiro apresentou movimentos moderados nas principais variáveis de mercado. A despeito do resultado negativo para o IPCA-15 de fevereiro,

Leia mais

Guia Semanal. Semanal Agrícola. 28 de março de Cesar Crivelli, CNPI-P. Cesar Crivelli, CNPI-P Rodrigo Takeuchi, CNPI-T

Guia Semanal. Semanal Agrícola. 28 de março de Cesar Crivelli, CNPI-P. Cesar Crivelli, CNPI-P Rodrigo Takeuchi, CNPI-T Guia Semanal Semanal Agrícola 28 de março de 2011 Cesar Crivelli, CNPI-P Cesar Crivelli, CNPI-P Rodrigo Takeuchi, CNPI-T Sumário Resumo... Boi Gordo... Café... Milho... 3 4 5 6 Resumo Boi Gordo Pouca oscilação

Leia mais

Análise semanal de Mercado. Euro Stoxx 50: Recuperação técnica do Brexit pode não ter fôlego para continuar

Análise semanal de Mercado. Euro Stoxx 50: Recuperação técnica do Brexit pode não ter fôlego para continuar Euro Stoxx 50: Recuperação técnica do Brexit pode não ter fôlego para continuar Os desenvolvimentos políticos do pós-brexit dominaram a semana passada. No meio de toda a incerteza e confusão política pensamos

Leia mais

Aula demonstrativa Apresentação... 2 Prova Resolvida Matemática Financeira TCE/SC... 3

Aula demonstrativa Apresentação... 2 Prova Resolvida Matemática Financeira TCE/SC... 3 Aula demonstrativa Apresentação... 2 Prova Resolvida Matemática Financeira TCE/SC... 3 1 Apresentação Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Saiu o edital para Analista de Controle do TCE/PR. Esta é a aula

Leia mais

Dólar, commodities e PIB mais forte no Brasil pressionaram juros futuros com alta;

Dólar, commodities e PIB mais forte no Brasil pressionaram juros futuros com alta; 30-ago-2013 Dólar, commodities e PIB mais forte no Brasil pressionaram juros futuros com alta; Agenda com o mercado de trabalho nos EUA e proximidade do FOMC de setembro elevou novamente rendimento das

Leia mais

Boletim Econômico Edição nº 69 setembro de 2015 Organização técnica: Maurício José Nunes Oliveira assessor econômico

Boletim Econômico Edição nº 69 setembro de 2015 Organização técnica: Maurício José Nunes Oliveira assessor econômico Boletim Econômico Edição nº 69 setembro de 2015 Organização técnica: Maurício José Nunes Oliveira assessor econômico Para entender o déficit orçamentário do Governo 1 Proposta de Orçamento para 2016 Diante

Leia mais

Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil S/A

Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil S/A Lâmina de informações essenciais sobre o Tokyo-Mitsubishi UFJ Jump FI Cambial Dólar CNPJ Nº 01.789.845/0001-70 Informações referentes à Janeiro de 2014 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais

Leia mais

Renda Fixa. Nota Promissória. Renda Fixa

Renda Fixa. Nota Promissória. Renda Fixa Renda Fixa O produto A (NP), também conhecida como nota comercial ou commercial paper, é um título emitido por companhias com o objetivo de captar recursos, geralmente para financiar seu capital de giro.

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Fevereiro de Turim Family Office & Investment Management

Relatório Econômico Mensal Fevereiro de Turim Family Office & Investment Management Relatório Econômico Mensal Fevereiro de 2015 Turim Family Office & Investment Management ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: Economia Americana...Pág.3 Europa: Grexit? Ainda Não...Pág.4

Leia mais

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO CONTEXTO OPERACIONAL

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO CONTEXTO OPERACIONAL RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO CONTEXTO OPERACIONAL O cenário do mercado brasileiro de brinquedos não teve grandes alterações em relação ao ocorrido em 2010. A Associação dos Fabricantes de Brinquedos ABRINQ,

Leia mais

Opinião ABC Brasil /01/2017

Opinião ABC Brasil /01/2017 27/01/2017 Como já destacamos em Opiniões anteriores, nas últimas semanas, o foco das atenções dos investidores tem sido as declarações do novo presidente americano, Donald Trump. Na última sexta-feira,

Leia mais

Ibovespa desvalorizou 0,81%. Destaque positivo para Hering (+3,81%). Destaque negativo para Usiminas (- 3,49%).

Ibovespa desvalorizou 0,81%. Destaque positivo para Hering (+3,81%). Destaque negativo para Usiminas (- 3,49%). COMENTÁRIOS Os mercados domésticos tiveram uma segunda-feira negativa, em um dia de queda nas bolsas norteamericanas e valorização do dólar no mundo. Neste contexto, o CDS (proxy para prêmio de risco-brasil)

Leia mais

PESQUISA FEBRABAN DE PROJEÇÕES MACROECONÔMICAS E EXPECTATIVAS DE MERCADO

PESQUISA FEBRABAN DE PROJEÇÕES MACROECONÔMICAS E EXPECTATIVAS DE MERCADO PESQUISA FEBRABAN DE PROJEÇÕES MACROECONÔMICAS E EXPECTATIVAS DE MERCADO Realizada entre os dias 01 e 04 de Novembro de 2016 Instituições participantes: 22 DESTAQUES DESTA EDIÇÃO Principais alterações

Leia mais

CAPÍTULO 18. Abertura dos mercados de bens e dos mercados financeiros. Olivier Blanchard Pearson Education

CAPÍTULO 18. Abertura dos mercados de bens e dos mercados financeiros. Olivier Blanchard Pearson Education Olivier Blanchard Pearson Education Abertura dos mercados de bens e dos mercados financeiros CAPÍTULO 18 Capítulo 18: Abertura dos mercados de Abertura dos mercados de bens e dos mercados financeiros A

Leia mais

Taxa de Juros no Período (SELIC)

Taxa de Juros no Período (SELIC) Os títulos públicos federais são emitidos pelo Tesouro Nacional e compõem a dívida pública interna. Servem como instrumento de captação de recursos para que o governo execute suas atividades. Todos os

Leia mais

Opinião ABC Brasil /12/2016

Opinião ABC Brasil /12/2016 23/12/2016 Com o final de ano chegando, as movimentações no mercado começam a ficar mais fracas, e as novidades econômicas e políticas, mais escassas. No âmbito externo, a semana foi marcada por uma vazia

Leia mais

RESULTADOS 1T14 RESULTADOS 1T14

RESULTADOS 1T14 RESULTADOS 1T14 DESTAQUES DO Receita Bruta Lucro Bruto SG&A Crescimento de 14,1% no, atingindo R$ 82,6 m. Atingiu R$ 36,8 m no, representando aumento de 15,0% e margem de 54,6% aumento de 0,6 p.p. Atingiu R$ 32,9 m no,

Leia mais

Cenários para a Economia - Novembro/2016. Em outubro/2016

Cenários para a Economia - Novembro/2016. Em outubro/2016 Comitê de Acompanhamento Macroeconômico Reunião ordinária 25 de novembro de 2016 Relatório Econômico Na última reunião do Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da ANBIMA, realizada em 25 de novembro

Leia mais

CENÁRIO ECONÔMICO. Outubro 2016

CENÁRIO ECONÔMICO. Outubro 2016 CENÁRIO ECONÔMICO Outubro 2016 CENÁRIO ECONÔMICO Internacional - Destaques Mercados globais: avanço (modesto) da economia americana, bom desempenho(ainda) da China e melhora (discreta) da Zona do Euro

Leia mais

Cenário macroeconômico

Cenário macroeconômico Cenário macroeconômico 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016* 2017* TAXA DE CRESCIMENTO DO PIB DO MUNDO (SOMA DOS PIBs OBTIDA PELA PARIDADE DO PODER DE COMPRA) 1980 - Título 2011 FONTE: FMI. ELABORAÇÃO E

Leia mais

CENÁRIO MACROECONÔMICO BRASILEIRO : DESAFIOS E OPORTUNIDADES

CENÁRIO MACROECONÔMICO BRASILEIRO : DESAFIOS E OPORTUNIDADES CENÁRIO MACROECONÔMICO BRASILEIRO 2014-2015: DESAFIOS E OPORTUNIDADES ABRIL, 2014 Fabiana D Atri Economista Sênior do Departamento de Pesquisas 1 e Estudos Econômicos - DEPEC 17/04/11 17/05/11 17/06/11

Leia mais

INDX apresenta alta de 2,67% em março

INDX apresenta alta de 2,67% em março INDX apresenta alta de 2,67% em março Dados de Março/11 Número 51 São Paulo O Índice do Setor Industrial (INDX), composto pelas ações mais representativas do segmento, encerrou o mês de março de 2010,

Leia mais

Introdução à. Macroeconomia

Introdução à. Macroeconomia Introdução à Prof. Fabini Hoelz Bargas Alvarez IBMEC-RJ / UCP O que é? É o estudo da economia como um todo, pois analisa a economia através de suas variáveis fortemente agregadas. Abrange o comportamento

Leia mais

CONTEXTO DA ECONOMIA E SEUS REFLEXOS NA AMÉRICA LATINA

CONTEXTO DA ECONOMIA E SEUS REFLEXOS NA AMÉRICA LATINA CONTEXTO DA ECONOMIA E SEUS REFLEXOS NA AMÉRICA LATINA AMÉRICA LATINA AMÉRICA LATINA Quatro desafios da economia da América Latina em 2015 Crescimento moderado da economia global; Queda do preço das comodities

Leia mais

SMILES S.A. APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS 3T de novembro de 2016

SMILES S.A. APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS 3T de novembro de 2016 SMILES S.A. APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS 3T16 01 de novembro de 2016 Aviso Importante O material divulgado pela Companhia reflete as expectativas dos administradores e poderá conter estimativas sobre eventos

Leia mais

Mercados emergentes precisam fazer mais para continuar a ser os motores do crescimento global

Mercados emergentes precisam fazer mais para continuar a ser os motores do crescimento global Mercados emergentes precisam fazer mais para continuar a ser os motores do crescimento global de janeiro de 1 Por Min Zhu Em nossa Reunião Anual de outubro de 13, travamos um longo debate sobre as perspectivas

Leia mais

COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO

COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO Menor aversão ao risco, mesmo com incertezas domésticas A semana do dia 24 de março a primeiro de abril ficou marcada por movimentos favoráveis no mercado de câmbio e de juros, nas expectativas inflacionárias

Leia mais

Nesse módulo nosso foco será nas chamadas opções de compra (CALL) e como funciona a compra dessas opções (chamamos isso de compra a seco).

Nesse módulo nosso foco será nas chamadas opções de compra (CALL) e como funciona a compra dessas opções (chamamos isso de compra a seco). Como funciona o mercado de opções No mercado de opções negociamos, basicamente, direitos e obrigações de compra e de venda de determinado ativo, tendo preço de exercício e prazo de validade pré-estabelecidos.

Leia mais

SOBROU DINHEIRO. Acompanha Código de Defesa do Consumidor. 19 a Edição Revista e Atualizada. Rio de Janeiro 2015

SOBROU DINHEIRO. Acompanha Código de Defesa do Consumidor. 19 a Edição Revista e Atualizada. Rio de Janeiro 2015 Luís Carlos ewald SOBROU DINHEIRO como administrar as contas da casa Acompanha Código de Defesa do Consumidor 19 a Edição Revista e Atualizada Rio de Janeiro 2015 SOBROU DINHEIRO-8A PROVA.indd 3 08/10/14

Leia mais

Avaliação de Empresas Profa. Patricia Maria Bortolon

Avaliação de Empresas Profa. Patricia Maria Bortolon Avaliação de Empresas RISCO E RETORNO Aula 2 Retorno Total É a variação total da riqueza proporcionada por um ativo ao seu detentor. Fonte: Notas de Aula do Prof. Claudio Cunha Retorno Total Exemplo 1

Leia mais

Objetivos e instrumentos de política econômica, 1

Objetivos e instrumentos de política econômica, 1 Sumário Prefácio, xiii i Objetivos e instrumentos de política econômica, 1 1. Objetivo do estudo de economia, 2 2. Objetivos de política econômica, 3 2.1 Crescimento da produção e do emprego, 3 2.2 Controle

Leia mais

INVESTIMENTO NO EXTERIOR. LUIZ SORGE, CFP Recife, 19/05/2016

INVESTIMENTO NO EXTERIOR. LUIZ SORGE, CFP Recife, 19/05/2016 INVESTIMENTO NO EXTERIOR LUIZ SORGE, CFP Recife, 19/05/2016 Investimentos no Exterior Por que investimos tão pouco? Tema multifacetado : Contexto Legal e Econômico Psicologia do Investidor Aspectos Técnicos

Leia mais

A semana em revista. Relatório Semanal 08/06/2015

A semana em revista. Relatório Semanal 08/06/2015 Relatório Semanal 08/06/2015 A semana em revista No cenário doméstico, os principais destaques da semana foram os dados da Pesquisa Industrial Mensal e o resultado da reunião do COPOM. A produção industrial

Leia mais

Relatório Mercatto OABPREV RJ Fundo Multimercado

Relatório Mercatto OABPREV RJ Fundo Multimercado Relatório Mercatto OABPREV RJ Fundo Multimercado Abril/11 Sumário 1. Características do Fundo Política de Gestão Objetivo do Fundo Público Alvo Informações Diversas Patrimônio Líquido 2. Medidas Quantitativas

Leia mais

Provas de Acesso ao Ensino Superior

Provas de Acesso ao Ensino Superior Provas de Acesso ao Ensino Superior Para Maiores de 3 Anos Candidatura de 05 Exame de Economia Tempo para a realização da prova: horas Tolerância: 30 minutos Material admitido: material de escrita, caneta

Leia mais

A taxa de câmbio ajusta-se automaticamente a movimentos na oferta e demanda de divisas

A taxa de câmbio ajusta-se automaticamente a movimentos na oferta e demanda de divisas )81'$d 2*(78/,29$5*$6 (6&2/$%5$6,/(,5$'($'0,1,675$d 23Ò%/,&$('((035(6$6 0(675$'2(;(&87,92(0*(67 2(035(6$5,$/ ',6&,3/,1$),1$1d$6,17(51$&,21$,6 352)(662552*e5,262%5(,5$ 5(*,0(6&$0%,$,6 Bibliografia: Krugman,

Leia mais

BRASIL. Paulo André de Oliveira. Conjuntura Econômica JUROS. Ciclos de expansão da Economia 1. Ciclos de expansão da Economia 2

BRASIL. Paulo André de Oliveira. Conjuntura Econômica JUROS. Ciclos de expansão da Economia 1. Ciclos de expansão da Economia 2 UNESP FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRONÔMICAS Paulo André de Oliveira Pós Graduação Energia na Agricultura Economista DÓLAR Conjuntura Econômica JUROS BRASIL CRISE FINANCEIRA SETOR INTERNO E EXTERNO Ciclos de

Leia mais

LOPES Adquire a PATRIMÓVEL, Maior Imobiliária do Mercado do Rio de Janeiro*

LOPES Adquire a PATRIMÓVEL, Maior Imobiliária do Mercado do Rio de Janeiro* LOPES Adquire a PATRIMÓVEL, Maior Imobiliária do Mercado do Rio de Janeiro* * Em volume de vendas e unidades lançadas ri@lopes.com.br www.lopes.com.br/ri Aviso Importante Esta apresentação não constitui

Leia mais

Boletim Econômico Edição nº 72 outubro de 2015 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico

Boletim Econômico Edição nº 72 outubro de 2015 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Boletim Econômico Edição nº 72 outubro de 2015 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Crise política e crise econômica no Brasil e suas repercussões no mundo 1 1. A crise econômica

Leia mais

O Sistema de Metas de Inflação No Brasil. - Como funciona o sistema de metas e seus resultados no Brasil ( ).

O Sistema de Metas de Inflação No Brasil. - Como funciona o sistema de metas e seus resultados no Brasil ( ). O Sistema de Metas de Inflação No Brasil - Como funciona o sistema de metas e seus resultados no Brasil (1999-2007). - Desempenho recente: a relação juros-câmbio. - Aceleração do crescimento econômico

Leia mais

GLOBALIZAÇÃO. Globalização e a Crise Econômica Mundial

GLOBALIZAÇÃO. Globalização e a Crise Econômica Mundial GLOBALIZAÇÃO Globalização e a Crise Econômica Mundial TRÊS FLUXOS DA GLOBALIZAÇÃO FLUXOS DE INFORMAÇÃO FLUXOS COMERCIAIS FLUXOS FINANCEIROS FLUXOS DE INVESTIMENTOS NEOLIBERALISMO (DÉC. 1980) - Privatizações;

Leia mais

PARA VOCÊ DOBRAR O VALOR DA SUA EMPRESA

PARA VOCÊ DOBRAR O VALOR DA SUA EMPRESA - GUIA DE - 5 PASSOS PARA VOCÊ DOBRAR O VALOR DA SUA EMPRESA Como Duplicar o Valor da Sua Empresa No mundo do investimento corporativo, as empresas são mercadorias que podem ser compradas ou vendidas,

Leia mais

Opinião ABC Brasil /01/2016

Opinião ABC Brasil /01/2016 15/01/2016 O ano de 2016 começou há duas semanas, mas as preocupações do mercado continuam as mesmas do ano anterior. Entre as principais apreensões dos investidores neste início de ano, podemos destacar

Leia mais

COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO

COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO Seguindo os ventos externos A projeção do IPCA para os próximos 12 meses voltou a apresentar queda, contudo mesmo a estimativa para 2017 está ainda distante do centro da meta. Apesar das incertezas locais,

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Fevereiro de Turim Family Office & Investment Management

Relatório Econômico Mensal Fevereiro de Turim Family Office & Investment Management Relatório Econômico Mensal Fevereiro de 2016 Turim Family Office & Investment Management ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: Recuperação da atividade... Pág.3 Europa: Inflação

Leia mais

Resultados do ano de 2008

Resultados do ano de 2008 Resultados do ano de 2008 Disclaimer Esta apresentação pode incluir declarações que representem expectativas sobre eventos ou resultados futuros de acordo com a regulamentação de valores mobiliários brasileira

Leia mais

Definição como se transformam votos em poder

Definição como se transformam votos em poder Definição. Sistema eleitoral é o conjunto de regras que define como, em uma determinada eleição, o eleitor pode fazer suas escolhas e como os votos são contabilizados para serem transformados em mandatos.

Leia mais

Tipos de Indicadores. Conceito. O que medir... 25/08/2016

Tipos de Indicadores. Conceito. O que medir... 25/08/2016 Tipos de Indicadores 1 Conceito Características mensuráveis de processos, produtos ou serviços, utilizadas pela organização para acompanhar, avaliar e melhorar o seu desempenho ; OS INDICADORES NECESSITAM

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA SEJAM BEM VINDAS!

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA SEJAM BEM VINDAS! Treinamento on line ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA SEJAM BEM VINDAS! Janaina Lima DIRETORA F. Executiva Sucesso Gestão Gestão Financeira do Seu Negócio Mary Kay A parte mais importante do planejamento financeiro

Leia mais

Sustentabilidade da dívida pública: uma proposta de longo prazo José Luís Oreiro * e Luiz Fernando de Paula **

Sustentabilidade da dívida pública: uma proposta de longo prazo José Luís Oreiro * e Luiz Fernando de Paula ** Sustentabilidade da dívida pública: uma proposta de longo prazo José Luís Oreiro * e Luiz Fernando de Paula ** As escolhas em termos de política econômica se dão em termos de trade-offs, o que significa

Leia mais

A ECONOMIA MUNDIAL E NA AMÉRICA DO SUL E O AGRONEGÓCIO 3 FORO DE AGRICULTURA DA AMÉRICA DO SUL. Eugenio Stefanelo

A ECONOMIA MUNDIAL E NA AMÉRICA DO SUL E O AGRONEGÓCIO 3 FORO DE AGRICULTURA DA AMÉRICA DO SUL. Eugenio Stefanelo A ECONOMIA MUNDIAL E NA AMÉRICA DO SUL E O AGRONEGÓCIO 3 FORO DE AGRICULTURA DA AMÉRICA DO SUL Eugenio Stefanelo ECONOMIA MUNDIAL PIB em % ao ano: Média de 50 anos: 3,5% 2004 a 2007: 5% 2008 e 2009: 3,1%

Leia mais

ELEIÇÕES 2016 O QUE VOCÊ PRECISAR SABER

ELEIÇÕES 2016 O QUE VOCÊ PRECISAR SABER ADVOCACIA & CONSULTORIA EVILSON BRAZ Rua Rodrigues de Aquino, n.º 267, 9º Andar/Sala 903 Edf. Asplan, Centro, João Pessoa/PB - (083) 98761-0375/99989-6277/3021-8444 E-mail: evilsonbraz@ig.com.br / Site:

Leia mais

Economia da Saúde. Pedro Pita Barros

Economia da Saúde. Pedro Pita Barros Economia da Saúde Pedro Pita Barros Economia da saúde é um tema demasiado amplo Vamos tratar apenas de um aspecto importante, mas apenas um: Sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde O que

Leia mais