Observatório do Analista Edição Especial - LOAT

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Observatório do Analista Edição Especial - LOAT"

Transcrição

1 Observatório do Analista Edição Especial - LOAT 1 Revista Eletrônica LOAT Como a Lei Orgânica da Administração Tributária Federal pode tornar-se um entrave para toda a administração tributária das três esferas do Poder Executivo Admiiniistração Triibutáriia Concceeiitto Prriinccíípiioss Essttrrutturraa Leii Orgâniica Concceeiitto Prreeviissãão cconssttiittucciionaall Leeiiss Orrgââniiccaass dee Caarrrreeiirraass Feedeerraaiiss Carreiira Audiitoriia da RFB Hiissttórriicco Cllaassssiiffiiccaaççãão Caarrrreeiirraass daa Admiiniissttrraaççãão Feedeerraall

2 2 Observatório do Analista Edição Especial - LOAT Receita Federal do Brasil Novo órgão com antigos entraves Depois de avivada discussão no Congresso Nacional, foi criada a Secretaria da Receita Federal do Brasil em substituição às Secretarias da Receita Federal e da Receita Previdenciária. O novo órgão já nasceu gigante, em competências e importância, concentrando a responsabilidade pela arrecadação dos impostos e contribuições federais, inclusive as previdenciárias. Entretanto, a Lei nº /2007 não enfrentou os principais problemas existentes nos órgãos originais, postergando a discussão da concepção de sistema de carreira para o Fisco Federal unificado. Da mesma forma, também restou para segundo momento a discussão e implementação de lei orgânica que disciplinasse a estrutura do novo órgão. Com a retomada da discussão sobre a formulação de Lei Orgânica para a Administração Tributária, fez-se a opção em unir em um mesmo arcabouço legal a fórmula estrutural do órgão e a divisão das competências do mesmo nas atribuições dos cargos que o integram. Sanar-se-ia, em um só ato, os dois principais problemas atualmente vividos, a escassez de recursos materiais e humanos para a consecução das metas e excelência na prestação dos serviços, que suprem a União Federal dos recursos necessários a toda estrutura estatal. O Observatório do Analista destaca esse projeto, trazendo conceitos, histórico, assim como os desdobramentos que dele advirão caso mantenha-se mal formulado, atendendo a interesses corporativistas que inviabilizam o verdadeiro atendimento do interesse público.

3 Observatório do Analista Edição Especial - LOAT 3 ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Conceito Segundo entendimento do Governo Federal, a administração tributária e aduaneira constitui-se num conjunto de ações e atividades, integradas e complementares entre si, que visam garantir o cumprimento pela sociedade da legislação tributária e aduaneira e que se materializam numa presença fiscal ampla e atuante, quer seja no âmbito da facilitação do cumprimento das obrigações tributárias, quer seja na construção e manutenção de uma forte percepção de risco sobre os contribuintes faltosos 1. Assim, por consequência da forma federativa de Estado, integram a Administração Tributária vários órgãos que participam dessas a- ções ou atividades, sendo o principal órgão no âmbito federal a Secretaria da Receita Federal do Brasil. Secretaria da Receita Federal do Brasil A Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), órgão central de direção superior, é responsável pela administração de todos os tributos de competência da União, das principais contribuições sociais para a Seguridade Social e, a partir da Lei nº /2007. Sua missão é exercer a administração tributária e o controle aduaneiro, com justiça fiscal e respeito ao cidadão, em benefício da sociedade. Nesse intuito, mesmo antes da fusão das extintas Secretarias da Receita Federal e da Receita Previdenciária, percebeu-se a necessidade de constante modernização da Administração Tributária sob pena desta não ser capaz de acompanhar a evolução das relações jurídicas de que cuida. Tal preocupação é recorrente nas Administrações Públicas modernas que, através de convênios, acordos e instituições internacionais, buscam soluções comuns para desafios semelhantes.

4 4 Observatório do Analista Edição Especial - LOAT Necessidade de cooperação entre países Com a globalização do comércio, atividades industriais e relações interpessoais, os problemas enfrentados pelas Administrações Públicas tendem a assemelharse, além de gerar a necessidade de cooperação entre países soberanos para sua solução. O Centro Inter-Americano de Administrações Tributárias CI- AT que na atualidade reúne 37 países membros em três continentes, sendo 29 países americanos (dentre os quais o Brasil), 6 países europeus e 2 países africanos; publicou carta (aprovada pela Assembleia Geral realizada em Santo Domingo, República Dominicana, em 19 de março de 1996) onde define os atributos mínimos considerados desejáveis e necessários pelos países membros do CIAT, para que uma administração tributária possa considerar-se eficiente, eficaz, moderna e profissional. Nessa carta-documento, declaram os países membros do CIAT serem necessários atributos mínimos necessários para uma SAUDÁVEL E EFICAZ ADMINIS- TRAÇÃO TRIBUTÁRIA observando os seguintes requisitos: 1. Garantir a integridade e imparcialidade de uma administração tributária 2. Garantir a continuidade de uma administração tributária adequada 3. Garantir a confiança dos contribuintes Princípios Comuns às Iniciativas Internacionais Em área tão sensível ao Governo dos países, experimentalismos não são usuais, sendo as mudanças sempre precedidas de amplos estudos que antecipem os efeitos das mudanças pretendidas. Talvez por esse motivo, veem-se, em todas as Administrações Tributárias abordadas, iniciativas para aprimoramento ou transformação que se assemelham e indicam a tendência que será seguida mundialmente nos próximos anos. Podemos identificar os seguintes princípios comuns que nortearão as mudanças a serem implementadas: 1. visão integral do e ou para o contribuinte; 2. melhoria,simplificação e automação de processos; 3. uso crescente da tecnologia da informação; 4. incentivo à espontaneidade do contribuinte; 5. educação fiscal da sociedade; 6. integração das atividades fiscais; 7. processo contínuo de aprimoramento do órgão; 8. quadro de servidores especializados; 9. fixação de remuneração e condições de trabalho que torne competitivo o cargo oferecido.

5 Observatório do Analista Edição Especial - LOAT 5 LEI ORGÂNICA Lei nº / 2007 A Lei nº , de 16 de março de 2007, que criou a Receita Federal do Brasil, no seu artigo 50, prevê o encaminhamento ao Congresso Nacional, no prazo de um ano da data da sua publicação, de Lei Orgânica das Auditorias Federais, dispondo sobre direitos, deveres, garantias e prerrogativas dos servidores integrantes das Carreiras de que trata a Lei nº , de A perspectiva quanto ao envio, pelo Poder Executivo, de projeto de lei tratando dessa matéria tem fomentado discussões, entre as categorias funcionais, e suas respectivas entidades representativas, sobre o seu conteúdo e respectivos efeitos. Por isso, cabe apresentarmos inicialmente alguns conceitos e i- deias gerais sobre o assunto. Uma lei orgânica tem como objetivo principal estruturar o seu objeto, definindo e disciplinando os elementos basilares que a compõem. No Brasil, quando falamos de lei orgânica, somos remetidos às leis que regulamentam dispositivos da Constituição Federal referentes a funções do Estado e/ou carreiras públicas, como é o caso da Lei Orgânica da Magistratura Nacional, da Lei Orgânica do Ministério Público e da Lei Orgânica da Advocacia- Geral da União. Em quase todos os casos, a Constituição demanda lei complementar para tratar da matéria. Os órgãos e carreiras alvo de leis orgânicas passam a gozar de mais estabilidade na sua estrutura, que não pode mais ser alterada por um simples ato normativo editado por um determinado governo, além de dispor de autonomia, direitos, deveres, prerrogativas e garantias, o que envolve, por exemplo, um regime jurídico diferenciado para os seus servidores. Para as administrações tributárias, a Constituição não demanda, de forma expressa, lei ordinária que disponha sobre sua organização, ela trata das administrações tributárias em alguns dispositivos, concedendo distinções e prerrogativas que outros setores da administração pública não possuem, como o reconhecimento de exercerem atividades essenciais ao funcionamento do Estado, prioridade de recursos, precedência sobre demais setores, etc. Cabe transcrever aqui esses dispositivos: Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e e- ficiência e, também, ao seguinte:.xviii - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei;.xxii - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, atividades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de ) Art São vedados: IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, 8º, bem como o disposto no 4º deste artigo; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de )

6 6 Observatório do Analista Edição Especial - LOAT Para produzir efeitos, esses dispositivos carecem de regulamentação por lei ordinária. Daí a conveniência e oportunidade de criação de uma lei orgânica que discipline em um único texto todos esses dispositivos constitucionais. Sem previsão constitucional de lei que trate da matéria em nível nacional, impõe-se a existência de uma lei orgânica por ente federativo. O art. 50 da Lei nº /2007 veio apenas reforçar a ideia da criação de uma lei orgânica para a administração tributária federal com o estabelecimento de prazo para o seu envio ao Legislativo. Embora intitulada Lei Orgânica das Auditorias Federais, ela certamente disporá sobre a estrutura da Administração Tributária da U- nião. Leis Orgânicas da Administração Federal Há a previsão de leis de organização para alguns setores da Administração Pública e para outros não, sendo exemplos de Leis Orgânicas vigentes ou em discussão as seguintes: Lei Orgânica da Previdência Social (pré-cf 88); Lei Orgânica da Assistência Social; Lei Orgânica da Magistratura Nacional; Lei Orgânica do Ministério Público; Lei Orgânica da Advocacia-Geral da União; Lei Orgânica da Defensoria-Pública da União; Lei Orgânica do Tribunal de Contas da União; Lei orgânica da Polícia Federal (tramitando no Congresso Nacional). Propósito Estruturante Conceito No Direito Administrativo e Constitucional atual, no Brasil, inexiste um conceito claro de lei orgânica. Sua adoção tem sido discricionária, tanto por leis ordinárias, quanto complementares. Em geral, é a Lei que trata da organização de um setor ou órgão da Administração Pública. Previsão Constitucional A Constituição Federal traz expressamente o termo Lei Orgânica apenas como espécies de constituições dos Entes Municipais e do Distrito Federal, subordinadas ao princípio do paralelismo com a Constituição Federal e restritas às competências do Ente. As Leis Orgânicas existentes visam dar maior estabilidade às normas que regulam as instituições às quais se referem. Com efeito, reduzem a profusão de normas editadas de forma casuísta para esse fim. Também se propõem a estruturar a normatização relativa a um setor de forma sistêmica e integrada. Conteúdo da Lei Orgânica da Administração Tributária Federal A Lei Orgânica da Administração Tributária Federal deve ter conteúdo direcionado à organização e funcionamento desse setor da Administração Federal. Seu texto deve cuidar da definição: da natureza jurídica do órgão e de suas prerrogativas funcionais (autonomia, custeio, precedência, privilégios); dos direitos e garantias dos agentes públicos; de competências e atribuições dos dirigentes e unidades da estrutura básica do setor; das proibições e vedações aos agentes públicos, e respectivo regime disciplinar; dos requisitos para provimento de cargos efetivos e de direção; e das estruturas de Carreira e Quadros de Pessoal.

7 Observatório do Analista Edição Especial - LOAT 7 CARREIRA Histórico O termo carreira tem origem na língua inglesa, onde correspondia originalmente à estrada para carruagens. Somente a partir do século XIX, tem-se registro de seu uso nas relações de trabalho, designando a sequência indefinida de experiências relacionadas ao trabalho vivenciadas pela pessoa ao longo do tempo. Com o surgimento das grandes corporações, que se presumem perenes, surgiu a ideia de relações trabalhistas mais estáveis, pois o comprometimento organizacional preconizava a ligação contínua entre o indivíduo e a organização, emergindo a ideia de carreira organizacional. Na carreira organizacional impera a previsibilidade, progressão e determinação. As tarefas são bem definidas para garantir a padronização e produtividade máxima. Desde o ingresso na empresa já se conhece a trajetória devido à movimentação ser previsível à medida que ocorre em uma escala hierárquica estabelecida, sem abrir espaço para o planejamento individual do percurso profissional, que é determinado pela organização, sobretudo pelo tempo de serviço. O Serviço Público brasileiro convive com o modelo de carreira organizacional, por força da estabilidade dos servidores e da rigidez de suas estruturas. Tais características do modelo de Administração Pública Burocrática, ou weberiana (que veio romper em grande parte com o patrimonialismo antes vigente), sofrem contínuo processo de aperfeiçoamento, notadamente por influência do modelo gerencial (caracterizado pelo foco no resultado), destacando-se: a admissão de pessoal segundo critérios rígidos (com o intuito de impedir a volta do clientelismo e do nepotismo), a meritocracia da carreira pública; as avaliações de desempenho; o aperfeiçoamento profissional; e sistema de remuneração estruturado. Conceito Carreira é o conjunto hierarquizado de categorias às quais correspondem funções da mesma natureza a que os funcionários terão acesso de acordo com a antiguidade e o mérito evidenciado no desempenho profissional. (artº 4º nº 1 do D.L. nº 248/85, de 15 de Julho). Segundo Arthur e Rousseau, as carreiras do setor público caracterizam-se como 1 : 1. conjunto de cargos que dividem algumas propriedades tais como a forma de ingresso e promoção, lotação, movimentação entre órgãos do poder executivo federal e a remuneração dos integrantes; 2. exigência de qualificações comuns; 3. pessoas lotadas de acordo com essas propriedades são designadas como servidoras permanentes do Estado exercendo atividades típicas de Estado. 1 Michael B. Arthur e Dense M. Rousseau. 1996, apud Moisés Balassiano, Planejamento prospective de carreiras no setor público, XIII Congresso Internacional Del CLAD sobre la Reforma Del Estado y de la Administración Pública, Buenos Aidres, Argentina, 4-7 nov

8 8 Observatório do Analista Edição Especial - LOAT Luiz Alberto dos Santos, em seu livro Reforma Administrativa no Contexto da Democracia (1997) 2, apresenta o seguinte entendimento alinhado com o modelo weberiano: Na prática, e segundo o ponto de vista dos funcionários, o conceito de carreira pode subdividirse em vários componentes essenciais: a) o acesso ao serviço público deve estar aberto a todas as pessoas que possuam as qualificações necessárias, aplicando-se imparcialmente as normas de ingresso; b) as nomeações efetuam-se para postos, cargos ou graus dentro de uma estrutura hierárquica claramente definida; c) deve ser possível ascender até o cargo mais alto da estrutura hierárquica, a partir dos méritos profissionais, ou, pelo menos, deve-se poder aspirar a promoções regulares, ao menos dentro do grau, se cumpridas satisfatoriamente suas obrigações; d) aplica-se e fixa-se uniformemente uma política de pessoal para todos os funcionários; e) esta política uniforme compreende procedimentos estabelecidos para solucionar todos os incidentes que possam surgir no exercício do cargo, inclusive a disciplina; f) todos os funcionários devem ter direito a uma pensão adequada, em caso de aposentadoria. Classificação As carreiras podem ser classificadas quanto à sua estrutura como: a) Verticais, quando integram categorias com o mesmo conteúdo funcional, diferenciadas em exigências, complexidade e responsabilidade; b) Horizontais, quando integram categorias com o mesmo conteúdo funcional cuja mudança de categoria corresponde apenas à maior eficiência na execução das respectivas tarefas; c) Mistas, quando combinem características das carreiras verticais e das horizontais. (artº 5º do D.L. nº 248/85, de 15 de Julho) 2 Luiz Alberto dos Santos, 1997, apud Marcelo de Matos Ramos, Fundamentos para uma política de carreiras no contexto da reforma gerencial, Revista do Serviço Público, ano 49, nº 3, jul-set 1998.

9 Observatório do Analista Edição Especial - LOAT 9 Carreiras da Administração Pública Federal A maior parte das carreiras da Administração Pública Federal (com exceção das carreiras militar e diplomática) foi formatada na forma aberta, sem hierarquia entre seus servidores, uma vez que a progressão e promoção valem-se unicamente como forma de galgar os degraus da estrutura salarial vertical estabelecida (por antiguidade ou merecimento). Por força das normas que regulam as formas de seleção e contratação da Administração Pública Federal, as formas de provimento derivado foram banidas do ordenamento jurídico brasileiro, não se permitindo a comunicação por promoção entre os cargos da carreira. Dessa forma, pela opção por carreiras abertas de livre provimento e pela incomunicabilidade dos cargos, as carreiras apresentam estruturas paralelas, distinguindo em atribuições e remuneração os cargos que as compõem. Carreira Auditoria da Receita Federal do Brasil Histórico Fabrício Augusto de Oliveira, em trabalho elaborado no âmbito do convênio Ipea/Cepal, entre agosto e novembro de 2009, publicou no capítulo intitulado A Evolução da Estrutura Tributária e do Fisco Brasileiro: , do livro Estado (2010), o seguinte histórico: No plano federal, após a unificação ainda que parcial do fisco ocorrida com a criação da SRF, em 1968, quando os antigos departamentos da Direção- Geral da Fazenda Nacional foram extintos e integrados em uma estrutura sistêmica, que se reproduziu em todos os órgãos descentralizados, continuou-se avançando, nas décadas seguintes, no aprofundamento deste processo. Sucessivas mudanças nos planos de carreira dos técnicos da SRF (em 1970, 1975 e 1985) foram reduzindo as diferenças das categorias em termos de funções e remuneração até culminar com a edição da Lei no , de 06/12/2002, que a reestruturou e organizou a Carreira Auditoria-Fiscal da Previdência Social e a Carreira Auditoria-Fiscal do Trabalho. Nesta reestruturação, a Carreira da Auditoria da Receita Federal passou a contar com dois quadros, o de Auditor-Fiscal da Receita Federal (antes Auditor- Fiscal do Tesouro Nacional) e o de Técnico da Receita Federal (antes Técnico do Tesouro Nacional), passando-se a exigir, de ambos, curso superior ou equivalente, o que antes só existia com o primeiro. Ao avanço na unificação da carreira e na exigência de melhor qualificação dos técnicos somou-se a ampliação de seu quantitativo: de acordo com o estudo da FGV/SindiReceita (2005, p.80-82), entre 1995 e 2005 registrou-se um crescimento de 33,3% no número de Auditores-Fiscais e de 38% no de Técnicos da Receita Federal. Confirma estas mudanças a conclusão a que chega o estudo da FGV/SindiReceita (2005, p. 83), ao atribuir papel de destaque alcançado pela Secretaria da Receita Federal no setor público brasileiro de que isto se devia também (...) à alta qualificação técnica dos integrantes de seu quadro de pessoal próprio. O maior avanço no processo de unificação do fisco federal, que poderia se traduzir em redução de custos administrativos tanto para o fisco como para o contribuinte a unificação e compartilhamento dos cadastros dos contribuintes e, em síntese, em mais eficiência na administração dos tributos, veio na forma da criação do que passou a ser chamado de Supereceita, em 2007, quando a Lei nº , de 16 de março, aprovou a fusão da Secretaria da Receita Federal e da Secretaria da Receita Previdenciária, com a nova denominação de

10 10 Observatório do Analista Edição Especial - LOAT Secretaria da Receita Federal Brasileira (SRFB). Era este o passo que faltava para, conforme o estudo da FGV/SindiReceita (2005, p. 84) complementar a modernização da administração tributária brasileira. Completou-se, com isto, o processo iniciado, no final da década de 1960, de unificação dos serviços de controles aduaneiros e dos tributos internos. A unificação das estruturas da SRF e da SRP acarretou ainda mais um passo rumo à modernização da carreira de Auditoria, que passou a se chamar Auditoria da Receita Federal do Brasil, composta pelos cargos de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil (resultado da fusão dos cargos de Auditor- Fiscal da Receita Previdenciária com Auditor-Fiscal da Receita Federal) e de Analista- Tributário (antes Técnico da Receita Federal). Perspectivas Vários estudiosos tem se debruçado sobre o tema carreira pública, divergindo quanto à adoção ou não do modelo gerencial originado nas grandes corporações, mas todos convergindo quanto à necessidade de mudanças no modelo rígido inspirado na burocracia weberiana. Segundo Moisés Balassiano (2008), a manutenção da perspectiva de carreira que leve o servidor a assumir constantemente novos desafios ao longo de sua vida profissional torna-se um importante instrumento para a manutenção de um quadro profissional de alto nível, ao contrário do que ocorria até há pouco tempo, quando tal manutenção só era possível por meio da revisão periódica dos planos de carreira. Ainda segundo Balassiano, os elevados níveis de rotatividade de pessoas observados nas posições de nível superior no setor privado já sinalizam uma possível replicação no setor público. Para evitar tal e- feito, preconiza o autor que a Administração Pública, para preservar os talentos em seus quadros, deve oferecer perspectiva de carreira e aprendizado constantes. A Receita Federal do Brasil Como visto, a Carreira Auditoria da Receita Federal do Brasil compreende dois cargos de nível superior, estruturados em classes e padrões remuneratórios, não havendo hierarquia entre os cargos ou diferenciação de atribuições à medida em que o servidor progride ou passa para nova classe/padrão. conta com servidores de alta capacidade técnica que, ao longo de sua existência, possibilitaram que esse órgão despontasse como referência a ser seguida no âmbito do serviço público federal. Entretanto severas questões internas vêm se perpetuando ao longo de sua evolução, tendo como consequência a subtilização de seu quadro funcional e a perda de eficiência. Há alto nível de rotatividade no cargo de Analista- Tributário que, por perceber subsídio menor que o cargo de Auditor-Fiscal e vários cargos de nível superior das carreiras do Executivo, perde, a cada concurso para estas, relevante número de servidores. Somada à diferença salarial está o alto grau de corporativismo da categoria dos Auditores-Fiscais que acirra disputas e conflitos entre os cargos. Não restam dúvidas que necessária se faz a reforma da carreira por ser geradora de conflitos e incapaz de possibilitar o ambiente propício para que os servidores vençam os desafios surgidos com a criação da Receita Federal do Brasil. Mas qual o modelo a ser adotado? Conforme aponta Clovis Bueno de Azevedo e Maria Rita Loureiro, em artigo nominado Carreira públicas em uma ordem democrática: entre os modelos burocrático e gerencial, publicado na Revista do Serviço Público, ano 54, nº 1 (2003), o modelo de carreira mais compatível com as novas funções do Estado deve-se basear no clássico modelo burocrático, porém flexibilizado. Não entendem os autores que princípios como a legalidade, impessoali-

11 Observatório do Analista Edição Especial - LOAT 11 dade, regras formais e universais, próprias do modelo burocrático, devam ser abandonadas pelo foco exclusivo no resultado proposto pelo modelo gerencial puro. Sugerem a soma dos controles administrativos a priori (controle de processos) com os controles administrativos a posteriori (controle de resultados). A introdução da cobrança de resultados não é novidade para a Carreira Auditoria da Receita Federal do Brasil que, há muito, já trabalha com metas estipuladas e somente recentemente deixou de receber gratificações condicionadas ao resultado. Entretanto tais elementos não foram suficientes para o a- perfeiçoamento da carreira instigando seus servidores a se engajarem na missão do órgão. A experiência internacional tem conciliado a especialização de seus servidores (característica do modelo burocrático) com características do modelo gerencial, obtendo resultados promissores. Trazendo essa experiência para o âmbito da Carreira Auditoria da Receita Federal do Brasil, teríamos a formatação de carreira com cargos em paralelo, desempenhando atividades especializadas, integrados por um comando central. Outros modelos aplicáveis seriam o da carreira fechada, onde o servidor ingressaria em cargo único e evoluiria por tempo e merecimento (que envolveria não só metas alcançadas, mas também capacitação contínua do servidor) A experiência internacional tem conciliado a especialização de seus servidores (característica do modelo burocrático) com características do modelo gerencial, obtendo resultados promissores. Trazendo essa experiência para o âmbito da Carreira Auditoria da Receita Federal do Brasil, teríamos a formatação de carreira com cargos em paralelo, desempenhando atividades especializadas, integrados por um comando central. em carreira vertical, com vencimentos e atribuições crescentes. Tal proposta foi apresentada pelo Sindireceita como resultado do estudo Caravana, uma Receita para o Brasil na forma de um cargo único com as classes de Analista- Tributário e Auditor-Fiscal. Todavia, nada impede a estruturação de dois cargos em carreira, onde o cargo de ingresso teria atribuições menos complexas e, por critérios de tempo, capacitação e merecimento, seria promovido a cargo com atribuições mais complexas, porém similares no mesmo órgão da Administração Federal, como tem admitido o Supremo Tribunal Federal. Independente do modelo a ser adotado, carreira com dois cargos paralelos especializados ou a carreira fechada com cargo único ou dois cargos em carreira, certa é a necessidade de aperfeiçoamento da carreira Auditoria da Receita Federal do Brasil no sentido de garantir o atendimento do interesse público no conseguimento de todos os fins a ela propostos. Histórico da Discussão ProPessoas Diante das experiências internacionais que balizaram a fusão das Secretarias da Receita Federal e da Receita Previdenciária, entendeu a Receita Federal a necessidade de cuidar também das pessoas que, inevitavelmente, seriam envolvidas no processo, sob pena de não alcançar os objetivos pretendidos. A exemplo do Reino Unido e do México, formatou programa integral com o intuito de modelar a política institucional de gestão de pessoas da Secretaria da Re-

12 12 Observatório do Analista Edição Especial - LOAT ceita Federal do Brasil, adequando-a a estratégia da Instituição, agregando as iniciativas a- tuais e futuras e articulando as ações nacionais, regionais e locais, bem como fazer o vínculo dessas ao processo de gestão organizacional (https://notes02.rfoc.srf/). Com o programa, intitulado Pro- Pessoas, esperavam alcançar os seguintes benefícios: 1. Satisfação, valorização e motivação das pessoas; 2. Profissionalização técnica e gerencial do corpo funcional; 3. Identificação e qualificação das competências gerais, gerenciais e técnicas necessárias à instituição; 4. Melhoria da qualidade, produtividade e sustentabilidade das ações institucionais; 5. Transparência das ações voltadas para a gestão de pessoas; 6. Fortalecimento e consolidação dos valores éticos e institucionais; 7. Melhoria da Comunicação institucional eficaz; 8. Melhoria do Clima organizacional harmônico; 9. Racionalização e sinergia de esforços empreendidos pelos vários setores e unidades; 10. Modernização da gestão institucional; 11. Fortalecimento do planejamento integrado; 12. Melhoria da imagem institucional. Segundo esclarecimento da SRF o ProPessoas constitui um conjunto de projetos homogêneos quanto ao seu objetivo maior. O objetivo maior do ProPessoas está posto assim: modelar e harmonizar a política integral de gestão de pessoas da Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB, favorecendo o cumprimento de sua missão institucional. A proposição inicial do Programa se constituía no documentobase do ProPessoas, e foi elaborada dentro das normas espe-

13 Observatório do Analista Edição Especial - LOAT 13 cificadas pela técnica de projeto. Essa metodologia de projetos determina que estejam presentes no documento aspectos tais como descrição do programa, contexto, justificativa, objetivos específicos, estratégias de implantação, gerenciamento, papéis e responsabilidades, etc. O quadro-resumo que se apresentava, demonstra a amplitude do programa criado e os vários projetos que abrangia, sendo e- leito como primeiro a Estruturação da Lei Orgânica da RFB. Segundo o quadro, os objetivos específicos do programa são estes: Hierarquia do Pessoal estabelecer a estrutura hierárquica do pessoal e o regime de ocupação dos cargos e funções nos diversos níveis da organização. Carreiras da RFB estabelecer critérios de promoção, evolução, atribuições e remuneração nas carreiras. Funções e Competências promover o levantamento, a descrição e a análise dos postos de trabalho e estabelecer as competências e- xigidas para seu o preenchimento. Recrutamento, Seleção e Formação - Captar e selecionar os melhores profissionais com base nas competências estabelecidas para os cargos e funções Alocação, Movimentação e Afastamento - Alinhar e/ou adequar o perfil dos servidores às competências requeridas pelos postos de trabalho. Capacitação e Desenvolvimento - Vincular o desenvolvimento das pessoas às estratégias de atuação da instituição. Desenvolver e promover as competências dos servidores. Promover o compartilhamento das informações e do conhecimento. Promover e incentivar o desenvolvimento pessoal e profissional dos servidores. Avaliação e Recompensa - Estabelecer modelo de avaliação e recompensa com base na gestão das competências, habilidades e avaliação de desempenho. Reconhecimento e Valorização - Contribuir para a motivação e integração do servidor. Promover a melhoria do clima organizacional. Valorizar o servidor por meio de mecanismos de profissionalização e responsabilização. Promover a valorização do servidor na sua dimensão integral. Promover a assistência ao servidor. Promover a melhoria da comunicação pessoal e institucional. Os objetivos específicos ordenadores são estes: Opção Estratégica: Adequar e modernizar a estrutura e o funcionamento da organização - (Re)configurar permanentemente a estrutura e funcionamento da instituição em face das mudanças organizacionais, de novas formas de trabalho e da evolução na área de gestão das pessoas. Opção Estratégica: Consolidar modelo de Gestão Administrativa do Pessoal - Manter tecnologia e sistemas modernos e atualizados de informações, controles e acompanhamento da vida funcional, das competências dos servidores, da folha de pagamento, da concessão de direitos e benefícios. Ética e Disciplina - Disseminar os marcos institucionais, os valores éticos, os direitos e deveres e as regras de conduta funcional das pessoas da organização. Estabelecer e aplicar as regras de conduta profissional das pessoas na organização.

14 14 Observatório do Analista Edição Especial - LOAT Há que se reconhecer a similaridade dos objetivos e estratégias delineadas no programa com as adotadas em Administrações Tributárias de outros países, conforme visto. Dentre as macro ações especificadas no projeto para alcançar esses objetivos, especificou-se a formulação de Projeto de Lei Orgânica para a RFB, entendida como norma de propósito estruturante para o órgão Secretaria da Receita Federal do Brasil. Tal projeto seria conduzido por grupos de trabalho coordenados, devendo a proposta abranger: 1 - Modelo Organizacional da RFB (princípios e orientações gerais); 2 - Modelo de Gestão (princípios e orientações gerais) nas dimensões: Administrativa, Orçamentária e Financeira; 3 - Modelo de Carreiras: Técnica, Administrativa e Gerencial; 4 - Modelo Gerencial (Formação, Valorização e Estruturação dos cargos gerenciais); 5 - Prerrogativas e Garantias da Administração Tributária; 6 - Da Gestão da Ética e Disciplina; 7 - Dos Direitos, Deveres e Vedações dos Servidores; 8 - Dos critérios de Ocupação de Cargos; 9 - Dos Critérios de Provimento (recrutamento, seleção, fixação, alocação e movimentação). Projeto de LOFF ou Projeto de Poder? Em detrimento das diretrizes, princípios. objetivos e estratégias originalmente estabelecidos, ignorando toda a orientação que os objetivos específicos traziam, por ocasião da composição dos grupos de trabalho coordenados, a Receita Federal optou por favorecer projeto histórico de poder de um dos cargos da Carreira Auditoria da Receita Federal (o cargo de Auditor-Fiscal). O objetivo principal de tal projeto é alçar o cargo de Auditor- Fiscal à categoria de membro de poder, confundindo-o com a própria Administração Tributária. Seria como voltar ao tempo dos coletores e exatores, antes da criação da Receita Federal em Para tanto, os grupos de trabalho foram compostos majoritariamente por integrantes desse cargo e definiu-se que as controvérsias entre os integrantes seriam decididas em votação simples. Obviamente, as votações resultaram em artigos que afirmavam o cargo de Auditor-Fiscal como a autoridade administrativa da Receita Federal do Brasil Assim, formatou-se projeto onde essa autoridade é textualmente afirmada para todos os ocupantes do cargo de Auditor- Fiscal (independentemente de sua área de atuação), quebrando fortemente com a hierarquia estabelecida, uma vez que cada servidor teria grande autonomia de atuação. Não se trata de gestão colegiada do órgão (experiência holandesa), mas de autogestão das atividades do Auditor-Fiscal (aparentemente inspirado no modelo do Ministério Público Fe-

15 Observatório do Analista Edição Especial - LOAT 15 O ocaso do Propessoas Os auspícios de glória encontraram limite no evento que deveria convalidar o projeto gerado sem a participação dos A- nalistas-tributários (os dois representantes da categoria, inconformados com a condução do grupo de trabalho, solicitaram sua exclusão do grupo ainda na primeira reunião). O workshop promovido na ESAF de Brasília, evidenciou para a coordenação do projeto sua inviabilidade e dissonância com o projeto do Governo Federal. O projeto acabou rejeitado pelos representantes da AGU, do MPOG e da Casa Civil. deral). As atribuições do cargo, consideradas exclusivas, foram vastamente ampliadas, assim como prerrogativas e garantias. Estranhamente, não se cuidou dos deveres dos servidores e muito menos dos direitos e garantias de seu público-alvo, os contribuintes. Blinda-se o a- gente e fragiliza-se o contribuinte. Tal projeto caminhou em direção oposta às experiências internacionais (que, cada vez mais, prima pela especialização de seus servidores e pelo controle de metas e resultados), uma vez que determinava a ditadura dos cargos de Auditor-Fiscal sobre toda a estrutura da Administração Tributária, denotando seu forte viés corporativista tendente ao autoritarismo. Reutilização de modelo fracassado como base para nova proposta O que pareceu um ocaso, na verdade foi apenas um percalço para o projeto. Novamente o projeto foi apresentado para discussão, dessa vez com as entidades representativas dos servidores. Após duas oportunidades de discussão, o que se colheu foi a completa divergência das entidades representativas quanto à melhor definição das atribuições de cada cargo. As entidades representativas dos Auditores-Fiscais insistiam em querer restringir as atividades dos Analistas-Tributários através da instituição de novas atribuições privativas. A Administração da RFB não se pronunciou e toda a controvérsia foi encaminhada para a Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda para lá prosseguirem a discussão.

16 16 Observatório do Analista Edição Especial - LOAT Proposta de LOAT em discussão na Secretaria Executiva do MF Com o Grupo de Trabalho da LOF, criado em negociação do MPOG com o Sindifisco Nacional, ressurge a apreensão em torno do projeto que está em discussão na Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda. A discussão unilateral com a representação dos Auditores- Fiscais preocupa, tendo em vista o projeto que ainda traz elementos que cerceiam as atividades dos Analistas-Tributários. Antes de negligenciar o projeto, com jactâncias e arroubos de soberba como tem feito a Diretoria Executiva Nacional do Sindireceita, necessária se faz discussão séria a respeito do projeto, muito necessário para o aprimoramento do Órgão, mas que pode tornar-se o grande empecilho no caminho do melhor aproveitamento da mão de obra do Analista-Tributário. Proposta do Observatório do Analista Muito antes de disputas sindicais ou corporativas, o projeto de Lei Orgânica da Administração Tributária deve primar por ser ferramenta útil na consecução dos objetivos da República Federativa do Brasil. Os consecutivos cortes orçamentários acabam por comprometer a atividade do principal órgão arrecadador do Governo Federal. Assim, ao invés de incentivar o ingresso de recursos para fazer frente aos gastos e investimentos necessários para superar a crise, promove-se o contingenciamento da atividade necessária para que isso ocorra com maior celeridade. A Lei Orgânica pode colaborar para que tenhamos um órgão forte, que planeje e realize suas atividades com foco em metas e na justiça fiscal. Mais que isso, deve compreender o dever social do órgão e garantir os direitos do cidadão contribuinte e de todo aquele que busca atendimento em suas unidades, sem abusos de poder. Não há mais espaço para soluções fáceis. Os bons pagadores já estão no limite de sua capacidade contributiva e aumentos da carga tributária podem lançá-los no arriscado jogo da sonegação, onde todos perdem. Propiciar condições para que todos paguem o certo, garantirá os recursos necessários para a atividade estatal e equilibrará as condições das empresas e cidadãos em suas atividades. Contudo, desvios de finalidade podem comprometer todos os benefícios que poderiam ser alcançados. Assim, o Observatório do Analista mantém-se atento, através de todos os seus colaboradores, quanto ao projeto que está sendo conduzido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda para que esse não se consolide como foi derradeiramente apresentado.

Objetivo das definições: conferir contornos à RFB, definindo o papel do órgão e a sua inserção na Administração Pública Federal.

Objetivo das definições: conferir contornos à RFB, definindo o papel do órgão e a sua inserção na Administração Pública Federal. LEI ORGÂNICA DA RFB Definição: Trata-se de projeto de lei com a finalidade de regulamentar o disposto no art. 50 da Lei nº 11.457, que criou a Receita Federal do Brasil, englobando as atividades da extinta

Leia mais

AS CARREIRAS DE ESTADO

AS CARREIRAS DE ESTADO AS CARREIRAS DE ESTADO Ultimamente, muito se tem falado sobre as Carreiras Típicas de Estado. Mas o que vem a ser exatamente uma Carreira Típica de Estado? Imaginemos um modelo mínimo de administração

Leia mais

Ajuste Fiscal Gaúcho - Fase 2. fazer o que precisa ser feito para um rs sustentável

Ajuste Fiscal Gaúcho - Fase 2. fazer o que precisa ser feito para um rs sustentável FASE 1 Redução de secretarias Contingenciamento de CCs em 35% Reprogramação orçamentária com redução média de 21% do custeio Revisão de contratos com fornecedores Limitação de cedência de servidores Implementação

Leia mais

Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social

Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social 1.4.7.3. Contribuições do art.195 CF Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social (previdência, saúde e assistência social), espécies de contribuições sociais, como

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa LEI Nº 13.421, DE 05 DE ABRIL DE 2010. (publicada no DOE nº 062, de 05 de abril de 2010 2ª edição) Institui a Carreira

Leia mais

VI política de recursos humanos. Gestão de Pessoas

VI política de recursos humanos. Gestão de Pessoas VI política de recursos humanos Gestão de Pessoas mensagem presidencial GESTÃO DE PESSOAS O Governo Federal estabeleceu, em todos os setores, um processo amplo de diálogo e de participação. Assim, a opção

Leia mais

Diretrizes e Procedimentos de Auditoria do TCE-RS RESOLUÇÃO N. 987/2013

Diretrizes e Procedimentos de Auditoria do TCE-RS RESOLUÇÃO N. 987/2013 Diretrizes e Procedimentos de Auditoria do TCE-RS RESOLUÇÃO N. 987/2013 Dispõe sobre as diretrizes e os procedimentos de auditoria a serem adotados pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul,

Leia mais

Direito Tributário Toque 1 Competência Tributária (1)

Direito Tributário Toque 1 Competência Tributária (1) É com grande satisfação que inicio minha jornada no site da Editora Ferreira. Neste espaço, iremos abordar o Direito Tributário com um único objetivo: obter, nesta disciplina, uma ótima pontuação em qualquer

Leia mais

CARTA DO CONTRIBUINTE BRASILEIRO OS TRIBUTOS COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL

CARTA DO CONTRIBUINTE BRASILEIRO OS TRIBUTOS COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL CARTA DO CONTRIBUINTE BRASILEIRO OS TRIBUTOS COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL Recomendações para a construção de um sistema tributário mais justo, que aumente a competitividade do

Leia mais

INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL INSS

INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL INSS INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL INSS ANALISTA DO SEGURO SOCIAL CONHECIMENTOS BÁSICOS VOLUME I ÍNDICE Língua Portuguesa 1 Compreensão e interpretação de textos.... 1 2 Tipologia textual.... 10 3 Ortografia

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO Nº 5, DE 3 DE AGOSTO DE 2010 (*)

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO Nº 5, DE 3 DE AGOSTO DE 2010 (*) MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO Nº 5, DE 3 DE AGOSTO DE 2010 (*) Fixa as Diretrizes Nacionais para os Planos de Carreira e Remuneração dos Funcionários

Leia mais

MISSÃO VALORES VISÃO OBJETIVOS ESTRATÉGICOS

MISSÃO VALORES VISÃO OBJETIVOS ESTRATÉGICOS MISSÃO Representar, defender, integrar e dignificar a categoria, assegurando direitos e prerrogativas, garantindo a sua atuação e fortalecendo a importância do tributo na construção de uma sociedade justa,

Leia mais

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DO PLANEJAMENTO GOVERNAMENTAL E DO PLANO PLURIANUAL

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DO PLANEJAMENTO GOVERNAMENTAL E DO PLANO PLURIANUAL PROJETO DE LEI Institui o Plano Plurianual da União para o período 2012-2015. O CONGRESSO NACIONAL decreta: CAPÍTULO I DO PLANEJAMENTO GOVERNAMENTAL E DO PLANO PLURIANUAL Art.1 o Esta lei institui o Plano

Leia mais

TMS 2014 Gestão do ISS CCR SSR - SGE

TMS 2014 Gestão do ISS CCR SSR - SGE CCR SSR - SGE TMS de 2014 Objetivo Verificar as condições de organização e funcionamento do controle do ISS TMS de 2014 Razões da escolha 74% dos municípios não realizaram ações fiscais em 2012 (Del. 247/08)

Leia mais

PREFEITURA DE RIO BRANCO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO MUNICÍPIO DE RIO BRANCO - RBPREV. Programa de Capacitações Exercicio de 2015

PREFEITURA DE RIO BRANCO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO MUNICÍPIO DE RIO BRANCO - RBPREV. Programa de Capacitações Exercicio de 2015 Prefeitura Municipal de Rio Branco RBPREV Programa de Capacitações Exercicio de 2015 Equipe do RBPREV Raquel de Araújo Nogueira Diretora-Presidente Maria Gecilda Araújo Ribeiro Diretora de Previdência

Leia mais

Amigos concurseiros, Administração Pública (Banca FGV)

Amigos concurseiros, Administração Pública (Banca FGV) 1 Amigos concurseiros, Tendo em visto a iminência da realização de mais um concurso para a Secretaria de Fazenda do Estado RJ (SEFAZ/RJ), vamos analisar as questões de Administração Pública que caíram

Leia mais

DIVISÃO ESPACIAL DO PODER

DIVISÃO ESPACIAL DO PODER DIVISÃO ESPACIAL DO PODER FORMA DE ESTADO: UNITÁRIO 1. Puro: Absoluta centralização do exercício do Poder; 2. Descentralização administrativa: Concentra a tomada de decisões, mas avança na execução de

Leia mais

www.concursovirtual.com.br

www.concursovirtual.com.br Questões de Administração Pública Brasileira I ESAF - 2012 - CGU - Analista de Finanças e Controle 1. O foco das atividades de monitoramento e avaliação na Administração Pública é a) garantir a legalidade

Leia mais

CATÁLOGO DE AÇÕES EDUCACIONAIS DA ESCOEX PREVISTOS - 2013 CURSOS A DISTÂNCIA- EAD PARA SERVIDORES DO TCE E JURISDICIONADOS

CATÁLOGO DE AÇÕES EDUCACIONAIS DA ESCOEX PREVISTOS - 2013 CURSOS A DISTÂNCIA- EAD PARA SERVIDORES DO TCE E JURISDICIONADOS CATÁLOGO DE AÇÕES EDUCACIONAIS DA ESCOEX PREVISTOS - 2013 CURSOS - EAD PARA SERVIDORES DO TCE E CURSOS OBJETIVO PÚBLICO-ALVO CARGA HORÁRIA N. DE VAGAS MODALIDADE 1. As Novas Normas de Contabilidade Aplicada

Leia mais

V Congresso Auditar. Tema:

V Congresso Auditar. Tema: V Congresso Auditar Tema: Carreira em Organizações Públicas - Conceitos e Experiências Prof. Dr. José Antonio Monteiro Hipólito Brasília, 05 de setembro de 014 14:00 15:30h Agenda 1. Introdução: Importância

Leia mais

Prezadas Senadoras, Prezados Senadores,

Prezadas Senadoras, Prezados Senadores, Carta 035/ 2015 Brasília, 12 de maio de 2015 Carta Aberta da Undime às Senadoras e aos Senadores integrantes da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal referente ao PLS 532/ 2009

Leia mais

Gestão estratégica de pessoas e planos de carreira. Módulo4 Plano de Carreira e Remuneração

Gestão estratégica de pessoas e planos de carreira. Módulo4 Plano de Carreira e Remuneração Gestão estratégica de pessoas e planos de carreira Módulo4 Plano de Carreira e Remuneração Fundação Escola Nacional de Administração Pública Presidente Gleisson Rubin Diretor de Desenvolvimento Gerencial

Leia mais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, DE 2014 (Do Senhor Pedro Paulo)

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, DE 2014 (Do Senhor Pedro Paulo) PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, DE 2014 (Do Senhor Pedro Paulo) Institui a Lei da Meritocracia, através do Planejamento Estratégico da Administração Pública Brasileira e do Sistema Nacional de Gestão de

Leia mais

Análise da Prova ADMINISTRAÇÃO GERAL E PÚBLICA

Análise da Prova ADMINISTRAÇÃO GERAL E PÚBLICA Concurso de Auditor da Receita Análise da Prova ADMINISTRAÇÃO GERAL E PÚBLICA I. A liderança, a direção e a gerência são um mesmo papel que necessariamente deve ser desempenhado pelo administrador. II.

Leia mais

I sob o enfoque contábil: Modelo de Projeto de Lei de Controle Interno Controladoria e Auditoria

I sob o enfoque contábil: Modelo de Projeto de Lei de Controle Interno Controladoria e Auditoria Modelo de Projeto de Lei de Controle Interno Controladoria e Auditoria Dispõe sobre a organização e a atuação do Sistema de Controle Interno no Município e dá outras providências. CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DE 1988

CONSTITUIÇÃO DE 1988 CONSTITUIÇÃO DE 1988 Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,

Leia mais

A Carreira de Fiscal Tributário Municipal

A Carreira de Fiscal Tributário Municipal A Carreira de Fiscal Tributário Municipal Levando em conta o fato de que os Municípios receberam da Constituição Federal competência para instituir tributos, recebeu, em concomitância, o direito de criar

Leia mais

PODER EXECUTIVO ANEXO I ATRIBUIÇÕES DO CARGO DE ESPECIALISTA EM POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO GOVERNAMENTAL

PODER EXECUTIVO ANEXO I ATRIBUIÇÕES DO CARGO DE ESPECIALISTA EM POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO GOVERNAMENTAL ANEXO I ATRIBUIÇÕES DO CARGO DE ESPECIALISTA EM POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO GOVERNAMENTAL a) formulação, implantação e avaliação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sócio-econômico e

Leia mais

RELATÓRIO DE GESTÃO E PROCESSO ANUAL DE CONTAS

RELATÓRIO DE GESTÃO E PROCESSO ANUAL DE CONTAS RELATÓRIO DE GESTÃO E PROCESSO ANUAL DE CONTAS (Normativos e composição) Outubro - 2010 Coordenação-Geral de Técnicas, Procedimentos e Qualidade DCTEQ Eveline Brito Coordenadora-Geral de Técnicas, Procedimentos

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL (LRF) Atualizado até 13/10/2015 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) tem como base alguns princípios,

Leia mais

Iniciativas para o Fortalecimento da Ação Fiscal dos Municípios em Tributação Imobiliária

Iniciativas para o Fortalecimento da Ação Fiscal dos Municípios em Tributação Imobiliária SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE TRIBUTAÇÃO IMOBILIÁRIA Iniciativas para o Fortalecimento da Ação Fiscal dos Municípios em Tributação Imobiliária Salvador, 21 e 22 de novembro de 2007 SESSÃO III Inovação,

Leia mais

Manifesto dos Auditores-Fiscais da Receita Federal em Passo Fundo/RS

Manifesto dos Auditores-Fiscais da Receita Federal em Passo Fundo/RS Manifesto dos Auditores-Fiscais da Receita Federal em Passo Fundo/RS Os Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil em exercício na Delegacia da Receita Federal do Brasil em Passo Fundo/RS, reunidos

Leia mais

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 391-A, DE 2014

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 391-A, DE 2014 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 391-A, DE 2014 PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 391-A, DE 2014 Fixa parâmetros para a remuneração da Carreira de

Leia mais

Gestão de Finanças Públicas

Gestão de Finanças Públicas APRESENTAÇÃO Desde a primeira edição deste livro mencionamos como os avanços no arcabouço institucional e instrumental de gestão financeira foram relevantes para que o governo brasileiro, efetivamente,

Leia mais

CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS DIRETORIA LEGISLATIVA

CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS DIRETORIA LEGISLATIVA LEI Nº 2.054, DE 29 DE OUTUBRO DE 2015 (D.O.M. 29.10.2015 N. 3.763 Ano XVI) DISPÕE sobre a estrutura organizacional da Secretaria Municipal de Finanças, Tecnologia da Informação e Controle Interno Semef,

Leia mais

CAPÍTULO I DA CARREIRA Seção I Disposições iniciais. Seção II Do quadro

CAPÍTULO I DA CARREIRA Seção I Disposições iniciais. Seção II Do quadro LEI COMPLEMENTAR Nº 442, de 13 de maio de 2009 Procedência Governamental Natureza PLC/0006.2/2009 DO. 18.604 de 14/05/2009 *Alterada pela LC 534/11 *Ver Lei LC 534/11 (art. 72) *Regulamentada pelo Dec.

Leia mais

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Agnaldo dos Santos Observatório dos Direitos do Cidadão Participação Cidadã (Instituto Pólis) Apresentação O Observatório dos Direitos do Cidadão,

Leia mais

ÍNDICE Volume 1 CONHECIMENTOS GERAIS

ÍNDICE Volume 1 CONHECIMENTOS GERAIS Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás TCE/GO Auditor de Controle Externo Área Controle Externo ÍNDICE Volume 1 CONHECIMENTOS GERAIS Língua Portuguesa Ortografia oficial... 01 Acentuação

Leia mais

Administração Pública na CF/88 I

Administração Pública na CF/88 I Administração Pública na CF/88 I Olá Concursando, Hoje vamos continuar estudando um pouco de Direito Constitucional. Vamos fazer um estudo do art. 37 da CF/88, que trata da administração pública. Este

Leia mais

Nova ética emergindo de crises mudança no sistema de emprego exclusão/marginalização social aumento das demandas sociais concentração de poder e

Nova ética emergindo de crises mudança no sistema de emprego exclusão/marginalização social aumento das demandas sociais concentração de poder e PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO FISCAL - PNEF A EDUCAÇÃO FISCAL COMO EXERCÍCIO DE CIDADANIA CONTEXTO Nova ética emergindo de crises mudança no sistema de emprego exclusão/marginalização social aumento das

Leia mais

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei: MEDDA PROSÓRA N o 46, DE 25 DE JUNHO 2002. Dispõe sobre a reestruturação da Carreira Auditoria do Tesouro Nacional, que passa a denominar-se - ARF, e sobre a organização da Carreira Auditoria-Fiscal da

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 5.707, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2006. Institui a Política e as Diretrizes para o Desenvolvimento de Pessoal da administração

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 12.593, DE 18 DE JANEIRO DE 2012. Mensagem de veto Institui o Plano Plurianual da União para o período de 2012 a 2015. A PRESIDENTA

Leia mais

Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina

Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina Planejamento Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicação (PETI) Secretaria de Tecnologia da Informação Florianópolis, março de 2010. Apresentação A informatização crescente vem impactando diretamente

Leia mais

Ilca Maria Moya de Oliveira

Ilca Maria Moya de Oliveira Ilca Maria Moya de Oliveira Cargos e suas estruturas são hoje um tema complexo, com várias leituras e diferentes entendimentos. Drucker (1999, p.21) aponta que, na nova sociedade do conhecimento, a estrutura

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos 1 de 9 17/10/2013 13:46 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 7.165, DE 29 DE ABRIL DE 2010. Regulamenta o inciso I do art. 48 da Lei n o 6.450, de 14 de outubro

Leia mais

MAGNO ANTÔNIO CORREIA DE MELLO

MAGNO ANTÔNIO CORREIA DE MELLO ALTERAÇÕES NORMATIVAS DECORRENTES DE REFORMAS PREVIDENCIÁRIAS IMPLEMENTADAS OU PROPOSTAS, CLASSIFICADAS POR ASSUNTO, A PARTIR DA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20/98 - QUADRO COMPARATIVO - MAGNO ANTÔNIO CORREIA

Leia mais

ANEXO I PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2014-2020

ANEXO I PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2014-2020 ANEXO I PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2014-2020 1 Missão 2 Exercer o controle externo da administração pública municipal, contribuindo para o seu aperfeiçoamento, em benefício da sociedade. Visão Ser reconhecida

Leia mais

b) supervisionar o cumprimento desta política pelas entidades integrantes do Sistema Sicoob;

b) supervisionar o cumprimento desta política pelas entidades integrantes do Sistema Sicoob; 1. Esta Política institucional de gestão de pessoas: Política institucional de gestão de pessoas a) é elaborada por proposta da área de Gestão de Pessoas da Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob

Leia mais

Ementa do MBA Executivo em Gestão Empresarial com ênfase em Locação de Equipamento Turma: SINDILEQ

Ementa do MBA Executivo em Gestão Empresarial com ênfase em Locação de Equipamento Turma: SINDILEQ Um jeito Diferente, Inovador e Prático de fazer Educação Corporativa Ementa do MBA Executivo em Gestão Empresarial com ênfase em Locação de Equipamento Turma: SINDILEQ Objetivo: Auxiliar o desenvolvimento

Leia mais

Subseção I Disposição Geral

Subseção I Disposição Geral Subseção I Disposição Geral Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de: I - emendas à Constituição; II - leis complementares; III - leis ordinárias; IV - leis delegadas; V - medidas provisórias;

Leia mais

Proposta de Diretrizes para a Carreira dos Profissionais da Educação Escolar

Proposta de Diretrizes para a Carreira dos Profissionais da Educação Escolar Proposta de Diretrizes para a Carreira dos Profissionais da Educação Escolar O texto anexo, na forma de minuta de projeto de lei, é resultado do debate sobre as diretrizes de carreira dos profissionais

Leia mais

PREVIDÊNCIA SOCIAL INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL

PREVIDÊNCIA SOCIAL INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL As conquistas mais definitivas da Previdência Social, como um sistema do trabalhador para o trabalhador, estão ligadas às lições aprendidas com os próprios segurados, no tempo e no espaço Extraído do Livro

Leia mais

Seja Bem-vindo(a)! AULA 1

Seja Bem-vindo(a)! AULA 1 Seja Bem-vindo(a)! Neste módulo vamos trabalhar os principais conceitos de Administração Pública que apareceram com mais frequência nas últimas provas. AULA 1 Estado, origens e funções Teoria Burocrática

Leia mais

PARECER SOBRE O REGIME DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR NA BAHIA

PARECER SOBRE O REGIME DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR NA BAHIA PARECER SOBRE O REGIME DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR NA BAHIA I. Intróito Na qualidade de Professor de Servidor Público da UESB e de advogado da ADUSB, nos fora solicitado pela Diretoria desta entidade sindical

Leia mais

LEI MUNICIPAL Nº 1191/2015, de 28-04-2015.

LEI MUNICIPAL Nº 1191/2015, de 28-04-2015. LEI MUNICIPAL Nº 1191/2015, de 28-04-2015. DISPÕE SOBRE O SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DO MUNICÍPIO DE MORMAÇO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. LUÍS CARLOS MACHADO PREFEITO MUNICIPAL DE MORMAÇO, Estado do Rio

Leia mais

PROGRAMAS E PROJETOS DE COOPERAÇÃO COORDENAÇÃO-GERAL DE PROGRAMAS E PROJETOS DE COOPERAÇÃO COOPE. www.ucp.fazenda.gov.br

PROGRAMAS E PROJETOS DE COOPERAÇÃO COORDENAÇÃO-GERAL DE PROGRAMAS E PROJETOS DE COOPERAÇÃO COOPE. www.ucp.fazenda.gov.br COORDENAÇÃO-GERAL DE PROGRAMAS E PROJETOS DE COOPERAÇÃO COOPE www.ucp.fazenda.gov.br PROGRAMAS EM ANDAMENTO Programa Nacional de Apoio à Gestão Administrativa e Fiscal dos Municípios Brasileiros - PNAFM

Leia mais

O recurso argumenta que a opção D também poderia ser assinalada como correta.

O recurso argumenta que a opção D também poderia ser assinalada como correta. DEFENSORIA PÚBLICA ESTADO DO TOCANTINS CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE VAGAS NOS CARGOS DE NÍVEL INTERMEDIÁRIO E NÍVEL SUPERIOR Analista em Gestão Especializado Administração Disciplina: Conhecimentos

Leia mais

Edição Número 140 de 22/07/2005. Dispõe sobre a Administração Tributária Federal e dá outras providências.

Edição Número 140 de 22/07/2005. Dispõe sobre a Administração Tributária Federal e dá outras providências. Atos do Poder Executivo Edição Número 140 de 22/07/2005 MEDIDA PROVISÓRIA N o 258, DE 21 DE JULHO DE 2005 Dispõe sobre a Administração Tributária Federal e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA,

Leia mais

CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS

CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS O PREFEITO DE MANAUS LEI DELEGADA N 10, DE 31 DE JULHO DE 2013 (D.O.M. 31.07.2013 N. 3221 Ano XIV) DISPÕE sobre a estrutura organizacional da SECRETARIA MUNICIPAL DE FINANÇAS, TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Leia mais

Autarquia. Administração Indireta. Figura sujeita a polemicas doutrinárias e de jurisprudência. Ausente na estrutura do Executivo Federal

Autarquia. Administração Indireta. Figura sujeita a polemicas doutrinárias e de jurisprudência. Ausente na estrutura do Executivo Federal Administração Direta Fundação Publica Direito Público Consórcio Público Direito Público Fundação Publica Direito Privado Empresa Pública Consórcio Público Direito Privado Sociedade Economia Mista Subsidiária

Leia mais

A Transação em Matéria Tributária Alguns Aspectos Polêmicos do PLP 469 e do PL 5082, de 2009

A Transação em Matéria Tributária Alguns Aspectos Polêmicos do PLP 469 e do PL 5082, de 2009 A Transação em Matéria Tributária Alguns Aspectos Polêmicos do PLP 469 e do PL 5082, de 2009 A chamada Lei Geral de Transação em Matéria Tributária, na realidade, consiste numa Lei Geral de Remissões e

Leia mais

Faculdade Internacional de Curitiba MBA em Planejamento e Gestão Estratégica Mapas Estratégicos Prof. Adriano Stadler

Faculdade Internacional de Curitiba MBA em Planejamento e Gestão Estratégica Mapas Estratégicos Prof. Adriano Stadler Faculdade Internacional de Curitiba MBA em Planejamento e Gestão Estratégica Mapas Estratégicos Prof. Adriano Stadler AULA 5 - PERSPECTIVA DE APRENDIZADO E CRESCIMENTO Abertura da Aula Uma empresa é formada

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 Emendas Constitucionais Emendas Constitucionais de Revisão Ato das Disposições

Leia mais

Experiências Nacionais Bem Sucedidas com Gestão de Tributos Municipais Ênfase no IPTU

Experiências Nacionais Bem Sucedidas com Gestão de Tributos Municipais Ênfase no IPTU Experiências Nacionais Bem Sucedidas com Gestão de Tributos Municipais Ênfase no IPTU O Papel dos Tributos Imobiliários para o Fortalecimento dos Municípios Eduardo de Lima Caldas Instituto Pólis Marco

Leia mais

A Evolução Recente da Arrecadação Federal

A Evolução Recente da Arrecadação Federal Carta PR 1164 /2015 Brasília, 28 de agosto de 2015 Exmo(a). Senhor(a) Senador(a), O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil SINDIFISCO NACIONAL oferece a Vossa Excelência um breve

Leia mais

PROPOSTA PARA O AVANÇO DO MODELO DE GESTÃO DA SABESP

PROPOSTA PARA O AVANÇO DO MODELO DE GESTÃO DA SABESP ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS UNIVERSITÁRIOS DA SABESP PROPOSTA PARA O AVANÇO DO MODELO DE GESTÃO DA SABESP OUTUBRO, 2002 ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS UNIVERSITÁRIOS DA SABESP - APU INTRODUÇÃO A Associação

Leia mais

Poder e Dominação Segundo Max Weber. Dominação Legal, Dominação Tradicional, Dominação Carismática. Dominação Legal. Dominação Tradicional

Poder e Dominação Segundo Max Weber. Dominação Legal, Dominação Tradicional, Dominação Carismática. Dominação Legal. Dominação Tradicional Poder e Dominação Segundo Max Weber Poder significa toda oportunidade de impor sua própria vontade, no interior de uma relação social, até mesmo contra resistências, pouco importando em que repouse tal

Leia mais

O Controle Interno no Âmbito do Poder Executivo

O Controle Interno no Âmbito do Poder Executivo O Controle Interno no Âmbito do Poder Executivo Contextualização Sumário - O Controle na Administração Pública - O Controle Externo - O Controle Interno O Controle Interno do Poder Executivo do Estado

Leia mais

POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA

POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA 1 1. APRESENTAÇÃO Esta política estabelece os princípios e práticas de Governança Cooperativa adotadas pelas cooperativas do Sistema Cecred, abordando os aspectos de

Leia mais

Anexo III Contratações de Serviços de Consultoria (Pessoa Física e Jurídica)

Anexo III Contratações de Serviços de Consultoria (Pessoa Física e Jurídica) Anexo III Contratações de Serviços de Consultoria (Pessoa Física e Jurídica) No decorrer da execução do Projeto, e tão logo sejam definidos os perfis dos consultores necessários para a consecução dos produtos

Leia mais

Ensino e Aprendizado. www.esaf.fazenda.gov.br

Ensino e Aprendizado. www.esaf.fazenda.gov.br ESAF 40 anos de História, Ensino e Aprendizado www.esaf.fazenda.gov.br Marco Legal Constituição Federal Art.39 2º-EscolasdeGov.paraformaçãodeservidorespúblicos; A União, os Estados e o Distrito Federal

Leia mais

LEI ORGÂNICA DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS FEDERAIS

LEI ORGÂNICA DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS FEDERAIS LEI ORGÂNICA DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS FEDERAIS Proposta de um anteprojeto de lei Rio de Janeiro, agosto de 2002 1 Sumário Capítulo I Capítulo II Capítulo III Seção I Seção II Seção III Capítulo IV Seção

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CONSELHO UNIVERSITÁRIO. ANEXO I DA RESOLUÇÃO Nº 26/2012-CUn

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CONSELHO UNIVERSITÁRIO. ANEXO I DA RESOLUÇÃO Nº 26/2012-CUn ANEXO I DA RESOLUÇÃO Nº 26/2012-CUn PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO PARA OS SERVIDORES TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS EM EDUCAÇÃO DESTA UNIVERSIDADE 1. APRESENTAÇÃO O Departamento de Desenvolvimento de Pessoas (DDP),

Leia mais

GABARITO. Observações: As questões 18 e 26 foram anuladas. A questão 25 desconsiderar os percentuais digitados na questão.

GABARITO. Observações: As questões 18 e 26 foram anuladas. A questão 25 desconsiderar os percentuais digitados na questão. GABARITO Observações: As questões 18 e 26 foram anuladas. A questão 25 desconsiderar os percentuais digitados na questão. Questão 1: Sobre os princípios da administração pública, é incorreto afirmar: (a)

Leia mais

Remuneração de Dirigentes de Entidades Sem Fins Lucrativos

Remuneração de Dirigentes de Entidades Sem Fins Lucrativos Remuneração de Dirigentes de Entidades Sem Fins Lucrativos Tomáz de Aquino Resende Promotor de Justiça. Coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Tutela de Fundações de Minas Gerais.

Leia mais

Turma TCMRJ Técnico de Controle Externo 123 Módulo 1 4

Turma TCMRJ Técnico de Controle Externo 123 Módulo 1 4 Turma TCMRJ Técnico de Controle Externo 123 Módulo 1 4 Banca: SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO/RJ Edital SMA Nº 84/2010 (data da publicação: 27/09/2010) Carga horária (aulas presenciais): 126 horas

Leia mais

VII - GESTÃO DE PESSOAS

VII - GESTÃO DE PESSOAS VII - GESTÃO DE PESSOAS Política de Recursos Humanos Mensagem Presidencial Política de Recursos Humanos Reestruturação da Força de Trabalho do Poder Executivo Desde 2003, o Governo investe na reestruturação

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXX - proibição de diferença de salários,

Leia mais

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE RPPS

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE RPPS PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE RPPS 1 - O que vem a ser regime próprio de previdência social (RPPS)? R: É o sistema de previdência, estabelecido no âmbito de cada ente federativo, que assegure, por lei, ao

Leia mais

Em março de 1999, passaram a integrar o grupo, representantes da Secretaria do Tesouro Nacional e do Ministério da Educação.

Em março de 1999, passaram a integrar o grupo, representantes da Secretaria do Tesouro Nacional e do Ministério da Educação. PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO FISCAL PNEF 1 Antecedentes Historicamente, a relação fisco e sociedade, foram pautadas pelo conflito entre a necessidade de financiamento das atividades estatais e o retorno

Leia mais

PORTARIA PGR Nº 198 DE 15 DE ABRIL DE 2011. Regulamenta o Programa de Treinamento, Desenvolvimento e Educação do Ministério Público da União.

PORTARIA PGR Nº 198 DE 15 DE ABRIL DE 2011. Regulamenta o Programa de Treinamento, Desenvolvimento e Educação do Ministério Público da União. PORTARIA PGR Nº 198 DE 15 DE ABRIL DE 2011 Regulamenta o Programa de Treinamento, Desenvolvimento e Educação do Ministério Público da União. O PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA, no uso de suas atribuições,

Leia mais

O TELETRABALHO NO ÂMBITO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL - RFB 1 INTRODUÇÃO

O TELETRABALHO NO ÂMBITO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL - RFB 1 INTRODUÇÃO O TELETRABALHO NO ÂMBITO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL - RFB 1 INTRODUÇÃO A Portaria RFB nº 947, de 27/04/2012, regulamenta a experiência-piloto de teletrabalho no âmbito da Secretaria da Receita Federal

Leia mais

BRUNO PENA & ADVOGADOS ASSOCIADOS S/S

BRUNO PENA & ADVOGADOS ASSOCIADOS S/S PARECER Interessado: Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás - SINPOL. SERVIDOR PÚBLICO. INGRESSO EM 2004. APOSENTADORIA. PARIDADE. INTEGRALIDADE DE PROVENTOS. RELATÓRIO Trata-se de consulta feita

Leia mais

A Conjuntura dos Regimes Próprios de Previdência Social no Brasil

A Conjuntura dos Regimes Próprios de Previdência Social no Brasil Seminário Gestão Municipal e os Fundos de Previdência A Conjuntura dos Regimes Próprios de Previdência Social no Brasil Reflexos na Gestão Municipal Certificado de Regularidade Previdenciária CRP e Certidão

Leia mais

Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, não há sucesso no que não se gerencia.

Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, não há sucesso no que não se gerencia. Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, não há sucesso no que não se gerencia. William Edwards Deming Organograma do Ministério da Fazenda

Leia mais

PARECER Nº, DE 2009. RELATOR: Senador ROMERO JUCÁ

PARECER Nº, DE 2009. RELATOR: Senador ROMERO JUCÁ PARECER Nº, DE 2009 DA COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS, sobre o Projeto de Lei da Câmara nº 136, de 2009, que cria a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) e dispõe sobre o seu

Leia mais

Fundações Estatais e Contratos de Gestão: fortalecimento do Estado na área social e em particular para hospitais públicos -SUS

Fundações Estatais e Contratos de Gestão: fortalecimento do Estado na área social e em particular para hospitais públicos -SUS Fundações Estatais e Contratos de Gestão: fortalecimento do Estado na área social e em particular para hospitais públicos -SUS VI Fórum Brasileiro sobre Reforma do Estado Rio de Janeiro Pedro R. Barbosa

Leia mais

Imunidade Tributária e Isenções de Impostos

Imunidade Tributária e Isenções de Impostos Imunidade Tributária e Isenções de Impostos Tomáz de Aquino Resende Procurador de Justiça Coordenador do Centro de Apoio ao Terceiro Setor de Minas Gerais Primeiro, é necessário estabelecermos a diferença

Leia mais

Plano de Ação Política de Gestão de Pessoas

Plano de Ação Política de Gestão de Pessoas Plano de Ação Política de Gestão de Pessoas (Produto 1) TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DA BAHIA PROGRAMA DE MODERNIZAÇÃO DO SISTEMA DE CONTROLE EXTERNO DOS ESTADOS, DISTRITO FEDERAL E MUNICÍPIOS

Leia mais

Anteprojeto de Lei: Autonomia das Universidades e Institutos Federais.

Anteprojeto de Lei: Autonomia das Universidades e Institutos Federais. X Encontro Nacional- PROIFES-Federação Anteprojeto de Lei: Autonomia das Universidades e Institutos Federais. Apresentação PROIFES-Federação A Constituição Brasileira de 1988 determinou, em seu artigo

Leia mais

DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA DAS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA REGIONAIS

DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA DAS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA REGIONAIS DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA DAS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA REGIONAIS DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA DAS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA REGIONAIS OBJETIVOS Dotar as Promotorias de Justiça

Leia mais

O Princípio da Eficiência na Administração Pública

O Princípio da Eficiência na Administração Pública O Princípio da Eficiência na Administração Pública Cristiane Fortes Nunes Martins 1 1. Introdução A Administração Pública é regida por princípios que se encontram discriminados na Constituição Federal

Leia mais

Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras Fundada em 19 de dezembro de 1978

Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras Fundada em 19 de dezembro de 1978 GT HUE s e SEMINÁRIO Realizado no período de 12 a 14 de abril de 2010 PROPOSTA PRELIMINAR DE HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS E DE ENSINO E CENTROS HOSPITALARES DE SAÚDE ESCOLA (HUE S) CAPÍTULO I Artigo 1º. Este

Leia mais

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS. Políticas de Gestão de Pessoas do Ibama COMISSÃO PORTARIA Nº 248/07 P

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS. Políticas de Gestão de Pessoas do Ibama COMISSÃO PORTARIA Nº 248/07 P INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS Políticas de Gestão de Pessoas do Ibama COMISSÃO PORTARIA Nº 248/07 P Deliberações Resumo 1ª reunião: papéis, procedimentos gerais

Leia mais

Resolução nº 126 do Conselho Nacional de Justiça, de 22 de fevereiro de 2011

Resolução nº 126 do Conselho Nacional de Justiça, de 22 de fevereiro de 2011 Resolução nº 126 do Conselho Nacional de Justiça, de 22 de fevereiro de 2011 Dispõe sobre o Plano Nacional de Capacitação Judicial de magistrados e servidores do Poder Judiciário (Publicada no DJ-e nº

Leia mais

Processo de Construção de um Plano de Cargos e Carreira. nas Organizações Públicas Brasileiras

Processo de Construção de um Plano de Cargos e Carreira. nas Organizações Públicas Brasileiras Processo de Construção de um Plano de Cargos e Carreira nas Organizações Públicas Brasileiras A estruturação ou revisão de um PCCR se insere em um contexto de crescente demanda por efetividade das ações

Leia mais

data PROJETO DE LEI N 8035/2010. 1 Supressiva 2. Substitutiva 3. Modificativa 4. Aditiva 5. Substitutivo global

data PROJETO DE LEI N 8035/2010. 1 Supressiva 2. Substitutiva 3. Modificativa 4. Aditiva 5. Substitutivo global Página Artigo: 6º Parágrafo: Único Inciso Alínea EMENDA MODIFICATIVA O parágrafo único do Artigo 6º do PL n 8035 de 2010, passa a ter a seguinte redação: Art. 6º... Parágrafo único. O Fórum Nacional de

Leia mais

Previdência Complementar do servidor em perguntas e respostas

Previdência Complementar do servidor em perguntas e respostas Previdência Complementar do servidor em perguntas e respostas Por Antônio Augusto de Queiroz - Jornalista, analista político e diretor de Documentação do Diap Com o propósito de esclarecer algumas dúvidas

Leia mais