Transparência das Demonstrações Contábeis no Brasil após o Acordo de Basiléia 2: Um Estudo Temporal dos 10 Maiores Bancos do País

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1 Transparência das Demonstrações Contábeis no Brasil após o Acordo de Basiléia 2: Um Estudo Temporal dos 10 Maiores Bancos do País Autoria: Bernardus Ferdinandus Nazar Van Doornik, Emerson Barbosa da Silva, Lúcio Rodrigues Capelletto, Renato Canteiro Garcia Lhamas Resumo A edição do Acordo de Basiléia 2, em 2001, buscou atualizar o acordo de 1988, contemplando preocupações emergentes originadas da evolução do mercado financeiro internacional. O novo acordo está estruturado em três pilares que compreendem: a exigência de requerimentos mínimos de capital, a atuação da supervisão bancária e a disciplina de mercado, consubstanciada na transparência das informações. Com o objetivo de avaliar o nível de aderência do sistema financeiro brasileiro aos requerimentos de disclosure preconizados pelo Acordo de Basiléia 2, analisou-se a transparência das demonstrações contábeis dos dez principais bancos brasileiros de 2003 a 2005, seguindo a metodologia proposta pelo Comitê de Basiléia sobre Supervisão Bancária BCBS (2001). Os resultados da pesquisa permitiram concluir que a divulgação das informações pelos bancos nacionais encontra-se num estágio incipiente, especialmente quando comparada aos bancos internacionais. Os motivos são a falta de um mercado financeiro que exerça concretamente o poder disciplinador e a existência de lacunas na regulamentação brasileira em relação ao assunto. 1 INTRODUÇÃO De acordo com o Comitê de Basiléia sobre Supervisão Bancária 1 - BCBS, a fragilidade no sistema bancário de um país, seja em desenvolvimento ou desenvolvido, pode ameaçar a estabilidade financeira tanto do país quanto internacionalmente (BCBS, 1997, p. 1). No intuito de evitar a instabilidade nos diversos sistemas financeiros e a possível propagação na economia, houve a instituição do Acordo de Adequação de Capital da Basiléia 2, em 1988, que estabeleceu níveis mínimos de proporção entre capital e valor dos ativos dos bancos, como forma de garantir sua solidez e a segurança dos mercados financeiros mundiais. Na oportunidade, foram definidos os componentes do capital, a estrutura conceitual para ponderação dos riscos dos ativos e o capital mínimo requerido para suportar os riscos de crédito inerentes às operações. Adicionalmente, em 1996, um adendo ao Acordo de Capital 3 incluiu o risco de mercado no cômputo do capital requerido para suportar os riscos inerentes às atividades desempenhadas pelos bancos. Em 2001, o BCBS propôs um novo acordo, intitulado Novo Acordo de Capital de Basiléia 4, ou comumente chamado de Acordo de Basiléia 2, estruturado sobre três pilares: Pilar 1 Requerimento mínimo de capital: consiste na exigência de níveis mínimos de capital em função dos riscos assumidos; Pilar 2 Processo de revisão do órgão supervisor: requer que o órgão de supervisão realize avaliação do sistema de alocação de capital dos bancos, no propósito de assegurar que a posição de capital seja consistente com o perfil e as estratégias de risco; e, 1

2 Pilar 3 Disciplina de mercado: constitui-se de requisitos de disclosure, os quais colaboram para uma efetiva disciplina de mercado. Esse novo acordo veio em resposta às crises financeiras ocorridas a partir da segunda metade da década de 90, em países da América Latina e do Sudeste Asiático, além da Rússia, Turquia e Croácia, entre outros, que levaram o mercado financeiro internacional a tomar consciência dos riscos existentes nos diversos sistemas bancários. A principal lição depreendida das crises financeiras mencionadas é que a falta de um sistema financeiro sólido e seguro pode culminar em instabilidade econômica e trazer elevados custos sociais. A partir do novo acordo, a avaliação dos riscos operacionais é incorporada ao modelo padronizado, bem como o desenvolvimento de modelos próprios pelas instituições financeiras, de forma a refletir melhor as necessidades de capital, com a respectiva anuência do órgão supervisor e pelos demais integrantes do mercado. Entre os organismos internacionais 5, os órgãos reguladores locais e os demais participantes do sistema financeiro, há o entendimento de que dentre os três pilares, a disciplina de mercado é o estágio mais avançado para a redução dos riscos existentes no sistema financeiro. Entretanto, há também o consenso sobre a dificuldade de implantar a cultura da disciplina de mercado sobre os bancos, capaz de garantir os requisitos mínimos de transparência das informações. O BCBS (2001) entende que o grau de transparência das informações prestadas pelos bancos é um elemento chave na concretização do Novo Acordo de Capital de Basiléia e, nessa linha, apresenta as exigências e as recomendações para a divulgação de informações sobre importantes áreas dos bancos, permitindo ao mercado avaliá-los e contribuir para a segurança e a saúde do sistema financeiro. Dessa forma, considerando as recomendações incluídas no Pilar 3 e nos levantamentos sobre a evidenciação bancária realizados 6 pelo BCBS (2001), surge o seguinte questionamento: Qual o grau de transparência das demonstrações contábeis publicadas pelos principais bancos brasileiros a partir de 2003, de acordo com os critérios de divulgação estabelecidos pelo Comitê no Acordo de Basiléia 2? Com vistas a encontrar respostas, foi analisado o nível de implementação dos requerimentos de disclosure previstos no Acordo de Basiléia 2 no Brasil, mediante a verificação das informações prestadas nas demonstrações contábeis dos dez maiores bancos brasileiros, no período de 2003 a 2005, em termos de ativos, segundo critérios estabelecidos pelo BCB (Banco Central do Brasil). 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES - DISCLOSURE Em relação à literatura, não existe uma teoria unificada sobre o tema disclosure, resultando em várias pesquisas empíricas sobre o assunto. Verrecchia (2001, p. 1) ressalta que não existe uma teoria bem integrada ou um modelo principal que conduza todas as pesquisas subseqüentes. Não obstante, Healy e Palepu (2001) buscam classificar os estudos sobre 2

3 disclosure de acordo com a interação que mantém ou a função que desempenha em relação aos demais agentes relacionados. Choi e Muller (1992) destacam que a divulgação de informações contábeis e financeiras consiste em um processo formado pelas etapas de percepção, simbolismo, análise e comunicação, sendo que as duas últimas constituem o disclosure ou a comunicação de medições e informações contábeis e financeiras ao usuário da informação a fim de facilitar sua tomada de decisão (Choi e Muller apud LANZANA, 2004, p. 11). Falcão apud Lanzana (2004), em complementação às idéias de Choi e Muller, correlaciona disclosure com transparência e materialidade das informações, analisadas em um contexto temporal e que permitem aos seus usuários a inferência sobre a realidade, passada, presente e futura, da entidade, de modo a auxiliá-los nos processos decisórios. Segundo Bushman, Piotroski e Smith (2001, p. 1) [...] a transparência pode ser definida como a abrangente disponibilidade de informação relevante e confiável sobre o desempenho periódico, situação financeira, oportunidades de investimento, governança, valor e risco das empresas de capital aberto. Para o CFC (2001, p.111), a informação contábil deve ser veraz e eqüitativa, buscando satisfazer as necessidades do maior número possível de diferentes usuários. Há um reconhecimento de que nem sempre os interesses dos usuários são coincidentes e de que nem todas as suas necessidades de informações podem ser satisfeitas pelas demonstrações contábeis. Esse dilema é descrito por IUDÍCIBUS (2000, p.19): a divulgação deve conter informações úteis aos propósitos dos usuários, implicando na definição de quais informações devem ser disponibilizadas, como devem ser classificadas e o nível de desdobramento. De forma pragmática, o principal dilema consiste em decidir se a Contabilidade deve simplesmente priorizar um conjunto de informações básicas, que atenda satisfatoriamente a todos os tipos de usuários, ou partir para a produção de informações específicas a cada tipo de usuário. Considerando a heterogeneidade de usuários da contabilidade e a incapacidade de servir plenamente aos interesses de todos, entre o IASB 7 (2001, p.31), o FASB 8 (apud HENDRIKSEN e VAN BREDA, 1999, p.93), a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o CFC (Conselho Federal de Contabilidade) parece existir um consenso de que o usuário preferencial, externo à entidade, constitui-se basicamente pelos acionistas e credores atuais e potenciais. Para a finalidade deste trabalho, considerar-se-á essa visão. Sendo assim, a abertura de informações (ou disclosure) é um fator crítico para o funcionamento de um sistema de mercado eficiente. Esse fator tem sido mais enfocado, dada a globalização do mercado de capitais e a busca de uma harmonização das práticas contábeis, além das crises ocorridas anteriormente que trouxeram à tona o problema da governança corporativa das empresas. Consequentemente, embora devam ser estabelecidos requerimentos mínimos de disclosure, a disciplina de mercado é que deve direcionar a uma maior abertura de informações de forma voluntária. 2.2 DISCLOSURE NO ACORDO DE BASILÉIA 2 Conforme mencionado anteriormente, o Acordo de Basiléia 2 está estruturado na forma de três pilares, dos quais o Pilar 3, que trata da disciplina de mercado, enfoca os requerimentos de disclosure com a concepção de que, a partir de um elevado grau de transparência, os agentes de mercado têm condições de realizar uma correta avaliação das 3

4 estratégias, do desempenho econômico-financeiro, da efetividade operacional e da administração dos riscos das empresas. Nesse sentido, as instituições financeiras precisam divulgar tempestivamente todas as informações necessárias à correta avaliação de suas práticas, permitindo que o mercado atue seletivamente, premiando os que demonstram possuir um gerenciamento adequado dos riscos e imputando restrições aos demais, como o aumento na exigência de capital regulatório. Isso assume uma importância fundamental, pois: O Novo Acordo atribui às instituições financeiras maior autonomia na determinação de suas exigências de capital. Isto decorre da possibilidade de utilizarem modelos proprietários para a classificação de risco e quantificação do capital para suportar tais riscos. Nesse ambiente, o disclosure assume maior importância do que na vigência do primeiro acordo, em que o regulador estabelecia todas as exigências de capital (ARAÙJO e FERREIRA, 2004, p. 3). Nessa linha, o Acordo de Basiléia 2 definiu as características para a divulgação de informações, expostas na Tabela 01, e os requerimentos de disclosure recomendados, expostos na Tabela 02. Tabela 01: Características para a divulgação de informações na ótica do Acordo de Basiléia 2 CARACTERÍSTICA DESCRIÇÃO Divulgação essencial Informações vitais, de divulgação necessária por todos os bancos, a fim de que exista a disciplina de mercado. Divulgação Informações não classificadas como essenciais, mas que precisam ser divulgadas por suplementar determinadas instituições, dependendo do tipo de risco a que estão sujeitas, ao método utilizado para determinar o capital mínimo ou ao nível de adequação de capital. Materialidade Informação que contém, por omissão ou divulgação, a capacidade de mudar ou de Informação proprietária Freqüência Comparabilidade Fonte: Adaptado de Xavier (2003, p ). influenciar a avaliação ou a decisão do usuário. Informação que compartilhada com a concorrência pode prejudicar a competitividade da instituição. O Acordo de Basiléia estipula que, nesses casos, a entidade não precisa divulgar esses itens específicos, mas deve apresentar informações genéricas sobre a matéria requerida, juntamente com a justificativa pela qual os itens não podem ser divulgados. Em geral, a divulgação de informações deve ser, no mínimo, semestral. Entretanto, sempre que a situação exigir, as informações devem ser divulgadas com maior freqüência, como requisito para que as decisões dos usuários externos sejam tomadas sobre bases confiáveis. Com vistas a garantir maior compreensão ou adequação das informações divulgadas, o Acordo oferece sugestões para a forma de apresentação sem, no entanto, limitar o poder de decisão dos bancos sobre esse assunto. Tabela 02: Requerimentos de disclosure recomendados pelo Acordo de Basiléia 2 Âmbito da aplicação Estrutura de capital Adequação do capital Risco de crédito: disclosure geral para todos os bancos Risco de crédito: disclosure para as carteiras sujeitas à abordagem padrão e abordagens IRB 9 Risco de crédito: disclosure para carteiras sujeitas às abordagens IRB Mitigação de risco de crédito: disclosure para as abordagens padrão e IRB Securitização: disclosure para as abordagens padrão e IRB Risco de Mercado: disclosure para bancos que usam a abordagem padrão Risco de Mercado: disclosure para bancos que usam a abordagem dos modelos internos Risco Operacional Ações: disclosure para as posições de investimento do banco Risco de taxa de juros no balanço do banco Fonte: Adaptado de Araújo e Ferreira (2004, p. 5). 4

5 2.3 DISCLOSURE APLICÁVEL ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS BRASILEIRAS No Brasil, os procedimentos para a divulgação de informações pelas instituições financeiras são disciplinados em normas emanadas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) e pelo BCB 10, consolidados no COSIF (Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional). Essas normas devem estar em consonância com as disposições constantes na Lei nº , de 15 de dezembro de 1976 (Lei das Sociedades por Ações), observando os princípios fundamentais de contabilidade. O COSIF, instaurado por meio da Circular nº , de 29 de dezembro de 1987, tem como objetivo: "Uniformizar os registros contábeis dos atos e fatos administrativos praticados, racionalizar a utilização de contas, estabelecer regras, critérios e procedimentos necessários à obtenção e divulgação de dados, possibilitar o acompanhamento do sistema financeiro, bem como a análise, a avaliação do desempenho e o controle, de modo que as demonstrações financeiras elaboradas expressem, com fidedignidade e clareza, a real situação econômico-financeira da instituição e conglomerados financeiros". Quanto às demonstrações contábeis, as instituições financeiras devem publicar semestralmente o balanço patrimonial, a demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados, a demonstração do resultado do exercício e a demonstração das origens e aplicações de recursos, que procuram apresentar com clareza a situação do patrimônio e as mutações ocorridas no exercício. Em adição, as demonstrações contábeis são complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos necessários para o esclarecimento ou detalhamento da situação patrimonial e dos resultados do exercício, bem como acompanhadas de parecer da auditoria independente e do relatório da administração sobre os negócios sociais e os principais fatos administrativos do período. Paralelamente ao COSIF, existem as IFT (Informações Financeiras Trimestrais) 11, com informações mais detalhadas sobre a instituição individual, conglomerado financeiro ou grupo econômico. O objetivo é divulgar informações básicas e complementares, como a política da instituição quanto à captação e aplicação de recursos, o gerenciamento de risco, incluindo os requerimentos de capital para o risco de crédito e o risco de mercado, entre outras, ao público em geral. A intenção da divulgação pelas IFT é contribuir para o fortalecimento e a transparência do Sistema Financeiro Nacional. 3 METODOLOGIA Com vistas a atingir o objetivo de pesquisa, verificou-se o nível de transparência das informações prestadas pelos dez maiores bancos brasileiros, em termos de ativos, no período de 2003 a 2005, segundo critérios estabelecidos pelo BCB, no relatório intitulado 50 Maiores Bancos e o Consolidado do Sistema Financeiro Nacional 12. A relevância da amostra pode ser verificada na Tabela 03, que evidencia a representatividade dos dez maiores bancos do SFN (Sistema Financeiro Nacional), de acordo com a metodologia empregada pelo BCB, acompanhados dos respectivos montantes de ativo total deduzido da intermediação, patrimônio líquido e lucro líquido. Na seqüência, foram acrescidos os números do restante das instituições do SFN e construído o Gráfico 01. 5

6 Tabela 03: Principais bancos brasileiros (em R$ Mil) RANKING INSTITUIÇÕES ATIVO (-) PATRIMÔNIO INTERMEDIAÇÃO LÍQUIDO LUCRO LÍQUIDO 1 BB CEF BNDES BRADESCO ITAU UNIBANCO SANTANDER BANESPA ABN AMRO SAFRA HSBC Total dos 10 Maiores Bancos Total das demais Instituições Bancárias Total do Sistema Financeiro Nacional Fonte: BCB. Data base: 31/12/2005. Gráfico 01: Representatividade dos principais bancos brasileiros 100% 90% % Sistema Financeiro Nacional 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Maiores Bancos do Sistema Financeiro Nacional Fonte: BCB. Data-base: 31/12/2005. Ativo Total (-) Intermediação Patrimônio Líquido Lucro Líquido Considerando a grande concentração no sistema financeiro, a amostra composta pelos dez maiores bancos 13 representava um volume de ativos equivalente a 70% do SFN em 31/12/2005. Para fins de análise, houve a separação dos dez bancos nas categorias:, referente àquelas instituições com ações negociadas na Bolsa de Valores, e N, para aquelas com capital fechado, ambos na última data base da pesquisa. As informações utilizadas no estudo foram obtidas por meio de análise dos relatórios anuais, das demonstrações contábeis, das notas explicativas e dos quadros complementares, referentes ao período de 2003 a Todos os documentos utilizados foram coletados na internet, nos sítios de cada instituição financeira. 6

7 A pesquisa contém a avaliação de 104 itens agrupados nas 12 categorias 14 seguintes: (i) estrutura de capital, (ii) adequação de capital, (iii) modelos internos para risco de mercado, (iv) rating interno e externo, (v) modelagem de risco de crédito, (vi) atividades de securitização, (vii) qualidade dos ativos, (viii) derivativos de crédito e credit enhancements, (ix) derivativos, (x) diversificação geográfica e de negócios, (xi) políticas contábeis e de apresentação, e (xii) outros riscos. A análise considerou tanto o cumprimento da regulamentação vigente no Brasil, exposto na Tabela 04, como os critérios subjetivos de julgamento para aferir a adequação de alguns desses itens, uma vez que não se trata de informações de caráter meramente quantitativo, mas que incluem interpretações qualitativas. Esse fato deve ser levado em consideração quando houver a comparação entre os resultados obtidos nesse trabalho e os apresentados pelo BCBS (2001), por Xavier (2003), e por Goulart e Carvalho (2004). Tabela 04: Critérios utilizados no julgamento da adequação de itens analisados CRITÉRIO CATEGORIAS DO ESTUDO E ITENS ATENDIDOS Resolução CMN nº. 2682, de (IV) RATING INTERNO E EXTERNO 21 de dezembro de 1999, que Resumo das informações sobre a qualidade de crédito dos ativos e itens institui os critérios de fora-de-balanço, baseado em rating interno ou externo. classificação das operações (V) MODELAGEM DE RISCO DE CRÉDITO de crédito e constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa Informações se os modelos de mensuração de risco de crédito são usados e, em caso afirmativo, descrição dos tipos de modelos, carteiras cobertas com os respectivos tamanhos. (VII) QUALIDADE DOS ATIVOS Parcela do aprovisionamento que é alocada aos contratos, parcela que não é alocada e como é feita esta alocação; Abertura dos tipos de risco de crédito que são avaliados individualmente e dos que são avaliados como um grupo, para efeito de aprovisionamento; Reconciliação das atividades com as provisões para perdas devido ao risco de crédito; Total da exposição ao risco de crédito, com a mitigação dos riscos provenientes de empréstimos, trading, investimentos, gerenciamento de liquidez e atividades com itens fora-de-balanço. (X) DIVERSIFICAÇÃO GEOGRÁFICA E DE NEGÓCIOS Composição dos créditos, dentro e fora do balanço, por tipo de contraparte. (XI) POLÍTICAS CONTÁBEIS E DE APRESENTAÇÃO Base para determinação da inadimplência dos ativos. Circulares BCB nº e (IX) DERIVATIVOS nº. 3082, de 8 de novembro Valor de mercado bruto positivo dos derivativos; de 2001 e 30 de janeiro de Valor de mercado bruto negativo dos derivativos; 2002, respectivamente, que estipulam os critérios para a Valores nocionais e de mercado, médios e finais, das carteiras negociadas (trading) e não negociadas; divulgação de informações Potenciais futuras exposições a risco dos derivativos. de títulos e valores (X) DIVERSIFICAÇÃO GEOGRÁFICA E DE NEGÓCIOS mobiliários e instrumentos financeiros derivativos. Informações sobre as operações no mercado por tipo de operação (ex: futuros, a termo, swap, opções); Informações sobre as operações no mercado por tipo de risco (ex: de Lei nº /76 Lei das Sociedades por Ações Fonte: Tabela do Estudo. taxa de juros, de taxa câmbio etc.). (XI) POLÍTICAS CONTÁBEIS E DE APRESENTAÇÃO Método de avaliação dos ativos; Política e método de reconhecimento de receitas, tanto para atividades de trading quanto para as demais atividades; Informações sobre receitas e despesas agrupadas por natureza ou função. 7

8 4 ANÁLISE DOS RESULTADOS Os resultados obtidos são apresentados na Tabela 05, Tabela 06, Tabela 07 e Gráfico 02, e ilustram, para o período de 2003 a 2005, informações do comportamento típico dos principais bancos brasileiros no que tange à divulgação dos itens de disclosure pesquisados. Considera-se também os resultados de Xavier (2003) para o período de 2001 e 2002, bem como a apuração realizada pelo Comitê no período de 1999 a 2001 para os principais bancos internacionais. O principal resultado verificado e que pode ser comprovado pela tabela 05 foi que, para todos os anos pesquisados e em quase todas as categorias de análise, a maior parte dos itens não foi divulgada, seja pelos bancos com ações negociadas na Bolsa de Valores, seja por aqueles com capital fechado. Entretanto, quando a divulgação ocorreu, foi feita pela totalidade, ou quase totalidade dos bancos. Comparando-se os movimentos verificados entre os grupos e N, a partir da Tabela 05, verifica-se que o primeiro divulga, em média, mais informações do que os bancos enquadrados no segundo grupo. Porém, observaram-se dois comportamentos bastante peculiares com relação a esses dois grupos. Para o grupo N, observou-se o aumento na divulgação de informações, acompanhadas de relativa estabilidade de apresentação. Em outras palavras, itens divulgados em um determinado período continuaram a ser divulgados no período subseqüente, sendo que a cada ano, mais informações passaram a ser disponibilizadas. Entretanto, o aumento da divulgação dos itens de disclosure analisados foi verificado apenas no período entre 2001 e 2003, sendo que a partir de 2004 praticamente não houve alterações nos itens divulgados. Esse comportamento pode ser explicado, em grande parte, como resultado de imposições legais que obrigaram a divulgação de informações anteriormente não publicadas por esses bancos. Como por exemplo, as Circulares nº e nº do BCB. Percebe-se que o crescimento da transparência das demonstrações contábeis dos bancos de capital fechado não proveio de um maior esforço de disclosure voluntário, mas como resultado da regulamentação exercida pelos órgãos de supervisão. Referente ao grupo, nota-se um movimento bastante tênue em restringir a divulgação de informações. Paralelamente, observou-se maior oscilação dos itens divulgados, indicando que, embora a quantidade de itens divulgados tenha sido bastante próxima, a composição dos referidos itens sofreu alteração a cada período. Da mesma forma que os bancos de capital fechado passaram a divulgar mais itens em virtude de imposições legais, os bancos com ações negociadas na Bolsa de Valores continuaram a divulgar tais informações. Em contrapartida, itens que antes eram divulgados espontaneamente passaram a não mais sê-lo. Em conseqüência, observa-se oscilação do que é divulgado, contribuindo para que a divulgação dos itens de disclosure analisados seja mais estável no grupo N do que no grupo. Percebe-se, portanto, que as oscilações que ocorreram nos itens apontaram para a uniformização das informações publicadas. A divulgação dos itens de disclosure analisados é maior nos bancos do grupo, sendo o comportamento semelhante ao da totalidade dos bancos. Provavelmente, o movimento verificado neste grupo colaborou para a determinação do comportamento típico dos bancos brasileiros. As categorias que melhor explicam a diferença verificada na divulgação das informações prestada pelos bancos dos grupos e N são: Adequação de Capital e Modelos Internos para Risco de Mercado. A quantidade de itens divulgados 8

9 nessas duas categorias pelos bancos do grupo foi superior do que aquela verificada naqueles de capital fechado. Contudo, os itens divulgados a mais pelos bancos do grupo foram, em geral, de caráter quantitativo, o que indica que, do ponto de vista da qualidade das informações, o impacto dessa diferença acaba sendo suavizado. Comparada aos padrões internacionais, a divulgação no Brasil é menor em todas as categorias analisadas e em todos os tipos de divulgação, mesmo se forem desconsideradas as categorias Securitização e Derivativos de Crédito e Credit Enhancements, cujas operações encontram-se ainda em estágio embrionário no país. A categoria Políticas Contábeis e de Apresentação foi notadamente a categoria que apresentou o maior percentual de divulgação, quer no Brasil ou no exterior, ao longo de todo o período de análise. Além disso, enquanto os bancos brasileiros divulgam espontaneamente itens de pouco valor agregado, que por si só não seriam capazes de mudar opiniões ou decisões dos stakeholders, os bancos internacionais tendem a divulgar mais itens considerados qualitativos. A consolidação das informações, no que tange ao percentual médio de divulgação dos itens de disclosure dos bancos brasileiros e internacionais, entre 2001 e 2005, encontra-se ilustrado na Tabela 06. Tabela 06: Percentual médio de divulgação pelos bancos BCBS BRASIL % Itens divulgados 63% 59% 58% 29% 29% 29% 26% 25% Fonte: Adaptado de BCBS (2001), Xavier (2003) e dos resultados do estudo. Infere-se, a partir da Tabela 06, que o nível de disclosure dos bancos no Brasil é bastante inferior à média internacional, mesmo considerando os diferentes períodos de análise entre as colunas BCBS e BRASIL. Houve estagnação da divulgação dos itens de disclosure analisados no período de 2003 a 2005 para os bancos brasileiros. Além disso, o crescimento do percentual de divulgação de itens pelos bancos internacionais tende a ser superior ao brasileiro, apesar de que a pesquisa realizada pelo Comitê de Basiléia foi realisada entre 1999 e 2001, ou seja, antes e durante o ano da instituição do Acordo de Basiléia 2. No Gráfico 02, é exibida a quantidade de itens divulgados e não divulgados pelos bancos nos grupos e N e o desses para os anos de 2001 a É notória a grande quantidade de itens que não foram divulgados por nenhum dos bancos. Salienta-se que, apesar do aumento histórico do nível de disclosure dos bancos brasileiros, de 25% em 2001 para 29% em 2005, o número de itens divulgados variou ao longo dos anos, com tendência de queda. Em 2001, 51 itens eram evidenciados pelos bancos brasileiros, sendo que esse número caiu para 47 no ano seguinte, aumentou para 50 em 2003 e se estabilizou em 49 nos anos de 2004 e Isso se deve ao fato de que os bancos do grupo N ampliaram a divulgação de itens que já eram evidenciados pelos bancos do grupo, ao mesmo tempo em que os bancos do grupo diminuíram o número de itens divulgados ao longo dos anos da pesquisa, conforme discutido anteriormente. Ou seja, houve um nivelamento dos itens divulgados e não divulgados e a respectiva ampliação do número de bancos de capital fechado que divulgaram itens que já eram evidenciados pelos bancos de capital aberto. 9

10 Tabela 05: Itens divulgados pelos bancos, por tipo e categoria BCBS 2001 BCBS 2000 BCBS N Por tipo de divulgação Divulgação qualitativa 67% 62% 58% 28% 32% 24% 28% 32% 24% 28% 32% 24% 24% 25% 23% 24% 28% 21% Divulgação quantitativa 61% 56% 56% 33% 36% 30% 32% 36% 29% 32% 36% 28% 29% 35% 23% 27% 33% 21% Divulgação qualitativa e quantitativa 60% 59% 53% 23% 25% 20% 23% 27% 20% 23% 27% 20% 21% 28% 13% 19% 28% 10% Por categoria Estrutura de Capital 81% 78% 74% 41% 44% 39% 41% 44% 37% 40% 44% 36% 39% 44% 33% 37% 41% 33% Adequação de Capital 54% 48% 46% 31% 43% 20% 33% 46% 20% 34% 43% 26% 29% 49% 9% 29% 49% 9% Modelos Internos para Risco de Mercado 68% 66% 65% 13% 19% 8% 14% 20% 8% 15% 23% 8% 16% 26% 6% 13% 26% 0% Rating Interno e Externo 46% 36% 33% 28% 30% 25% 28% 30% 25% 28% 30% 25% 25% 25% 25% 30% 35% 25% 2004 N N N N 2001 Modelagem de Risco de Crédito 33% 33% 32% 20% 20% 20% 20% 20% 20% 20% 20% 20% 20% 20% 20% 20% 20% 20% Atividades de Securitização 45% 36% 29% 1% 3% 0% 1% 3% 0% 1% 3% 0% 1% 3% 0% 3% 5% 0% Risco de Crédito 61% 56% 56% 37% 38% 35% 37% 38% 35% 37% 38% 35% 31% 31% 31% 31% 31% 31% Derivativos de Crédito e Credit Enhancements 35% 25% 24% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% Derivativos 62% 56% 57% 47% 47% 47% 47% 47% 47% 44% 47% 42% 34% 36% 33% 29% 33% 24% Diversificação Geográfica e de Negócios 65% 63% 64% 43% 42% 44% 43% 42% 44% 41% 42% 40% 31% 36% 26% 28% 34% 22% Políticas Contábeis e de Apresentação 84% 84% 82% 60% 63% 57% 60% 63% 57% 59% 60% 57% 59% 60% 57% 59% 60% 57% Outros Riscos 84% 75% 64% 20% 32% 8% 20% 32% 8% 20% 32% 8% 18% 24% 12% 16% 24% 8% Fonte: Adaptado de BCBS (2001), Xavier (2003) e dos resultados do estudo. 10

11 Gráfico 02: Quantidade de itens divulgados pelos bancos Divugados Não Divugados Fonte: Adaptado de Xavier (2003) e dos resultados do estudo N 2005 N 2004 N 2003 N 2002 N

12 Considerando a quantidade absoluta de itens divulgados pelos bancos no Brasil de 2001 a 2005, constante no Gráfico 02 e o percentual anual de divulgação, apresentado na Tabela 06, depreende-se que, em média anual, cada item divulgado foi evidenciado por cerca de seis dos bancos no Brasil. Isso pode ser comprovado pela necessidade do total de itens divulgados por ano representar o percentual de divulgação anual. A consolidação das informações, no que tange ao número de itens divulgados e não divulgados pelos bancos brasileiros, por categoria de itens (média simples dos dados dos anos de 2001 a 2005), encontra-se ilustrado na Tabela 07. Tabela 07: Divulgação de Itens por Categoria pelos bancos brasileiros (média simples): CATEGORIAS NÃO DIVUL. MAIORIA MINORIA (1) (2) (3) (4) Estrutura de Capital % 06 43% 02 14% Adequação de Capital % 02 29% 03 42% Modelos Internos para Risco de Mercado % 01 6% 10 63% Rating Interno e Externo % 01 25% 02 50% Modelagem de Risco de Crédito % 01 25% 0 0% Atividades de securitização % 0 0% 02 25% Risco de Crédito % 05 38% 0 0% Derivativos de Crédito % 0 0% 0 0% Derivativos % 04 45% 02 22% Diversificação Geográfica e de Negócios % 04 40% 02 20% Políticas Contábeis e de Apresentação % 04 57% 01 14% Outros Riscos % 01 20% 04 80% % 29 28% 28 27% (1) Total de itens por Categoria; (2) Itens não divulgados por nenhum banco em nenhum dos anos; (3) Divulgação por todos (ou pela maioria) dos bancos observação de parcela considerável dos itens em que há divulgação, esta é realizada pela totalidade (ou quase totalidade) dos bancos. Isto se deve a determinações legais que obrigam a sua divulgação, quando aplicável; (4) Divulgação por poucos bancos (ou apenas um) se o item for divulgado por algum banco, mas não pela maioria dos bancos, ele é divulgado por poucos bancos, tipicamente um ou dois bancos. Fonte: Adaptado de Xavier (2003) e dos resultados do estudo. Infere-se a partir da Tabela 07, que os 47 itens não divulgados, os quais representam 45% dos 104 itens da pesquisa, não foram divulgados por nenhum dos bancos em nenhum dos anos da pesquisa. Com pretensões investigativas, calculada a média simples dos itens não divulgados pelos dez bancos por ano de pesquisa (informações extraídas do Gráfico 02), obtêm-se o número aproximado de 55 itens. A diferença entre os 47 itens da Tabela 07 e os 55 itens calculados a partir do Gráfico 02 é explicada pelo fato de que alguns itens, os quais divulgados por poucos bancos, foram e deixaram de ser divulgados ou não eram divulgados e passaram a sê-lo com o passar dos anos. Além disso, nota-se que, em média, cerca da metade dos bancos brasileiros divulga os itens que estão na colunas MAIORIA e MINORIA da Tabela 07. Essa conclusão é verdadeira, pois os 55% dos itens que foram divulgados, pelo menos por um banco em algum dos anos do estudo, representam a divulgação média dos cinco anos da coluna BRASIL da Tabela 06, ou seja, aproximadamente 28%. De forma mais clara, quando o item foi divulgado, em média, cerca da metade dos bancos o divulgou. 12

13 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo demonstrou que o nível de disclosure dos dez maiores bancos brasileiros é inferior à média internacional apresentada na pesquisa realizada pelo Comitê de Basiléia acerca da qualidade do disclosure entre 1999 e Os percentuais de divulgação, em cada um dos itens, mostram que o grau de transparência das demonstrações contábeis publicadas pelos principais bancos brasileiros a partir de 2001, de acordo com os critérios de divulgação estabelecidos pelo Comitê no Acordo de Basiléia 2, ainda não atendem as recomendações internacionais satisfatoriamente. Da mesma forma, os resultados obtidos neste estudo são similares àqueles apresentados nos estudos de Xavier (2003) e Goulart e Carvalho (2004). Como resultado desse estudo em particular, verificou-se a estabilidade na qualidade do disclosure, com o índice de 29% em 2003 a Entretanto, esse percentual ainda é incipiente quando comparado com os índices internacionais de divulgação, demonstrando que há muito a ser feito em termos de regulamentação para se atingir um maior grau de transparência, abertura das informações e o disclosure voluntário. Apesar disso, a ênfase da qualidade do disclosure no Brasil deve-se às determinações legais que passaram a obrigar a divulgação de itens. Em conjunto, os bancos no Brasil que não possuíam ações negociadas na Bovespa, na época da pesquisa, foram os mais influenciados por essas determinações e ampliaram, assim, a divulgação de itens de disclosure. O mesmo não foi observado com os bancos no Brasil que possuem ações negociadas na ESPA, os quais, em 2005, passaram a divulgar menos itens que em Em uma análise geral, percebe-se certa acomodação por parte das instituições financeiras em não investir em melhores práticas de disclosure, seja pela inexistência de um mercado firme e consolidado que exerça verdadeiramente seu poder disciplinador, seja pela regulamentação pouco desenvolvida, cujos procedimentos de divulgação estão longe de atender as exigências do Acordo de Basiléia 2. Aliás, tal situação reforça a posição de que mesmo as maiores instituições financeiras nacionais, apesar de atuarem ativamente nos mercados externos, seguem de modo mais próximo as normas internas do que os novos requerimentos internacionais (ARAÚJO e FERRREIRA, 2004). Em recomendações para estudos futuros, considera-se que a transparência ou a falta dela afeta significativamente três tipos de participantes do mercado financeiro e que são ao mesmo tempo usuários da contabilidade: (i) acionistas; (ii) emprestadores de recursos e credores em geral; e (iii) integrantes do mercado de capitais como um todo, no sentido de que a quantidade, a natureza e a relevância da informação prestada abertamente pela entidade influenciam, mesmo que indiretamente, esse mercado. Dessa forma, as conseqüências negativas da falta de transparência sobre esses participantes mereceriam ser estudadas mais profundamente. 13

14 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARAÚJO, E.; FERREIRA, C. Disclosure em instituições financeiras: uma análise comparativa entre Basiléia II e a prática brasileira. In: 10ª Semana de Contabilidade do Banco Central, 2004, Brasília, Anais... Brasília: BCB, 2004, p BANCO CENTRAL DO BRASIL. Circular nº , de 29 de dezembro de Cria o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional COSIF.. Circular nº de 8 de novembro de Estabelece critérios para registro e avaliação contábil de títulos e valores mobiliários.. Circular nº de 30 de janeiro de Dispõe sobre os limites individuais de que trata a Circular 3146, de 30 de agosto de BASEL COMMITTEE ON BANKING SUPERVISION. Core principles for effective banking supervision. Basel: September Disponível em <http://www.bis.org/publ/bcbs30a.pdf>. Acesso em: 20 set The New Basel Capital Accord: an explanatory note. Basel: Bank for International Settlement, January Disponível em <http://www.bis.org/publ/bcbsca01.pdf>. Acesso em 20 set Pillar 3: Market Discipline [consultative document]. Basel: Bank for International Settlement, January Disponível em <http://www.bis.orb/publ/bcbsca10.pdf>. Acesso em 20 set BUSHMAN, R.; PIOTROSKI, J.; SMITH A. What determines corporate transparency? Working Paper, University of Chicago, CHOI, F. D. S.; MULLER, G. International Accounting. Englewood Cliffs, N.J.: Prentice- Hall, CHOW, W. C.; WONG-BOREN, A. Voluntary financial disclosure by Mexican corporations. The Accounting Review 62 (3), p , CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC). Princípios Fundamentais de Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade. Brasília: CFC, p. CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL. Resolução nº , 21 de dezembro de Dispõe sobre critérios de classificação das operações de credito e regras para constituição de revisão para créditos de liquidação duvidosa. FERREIRA, A. C. S.; COELHO, F. S.; DUTRA, R. G.; CARDOSO, R. L. A Economia da Informação Contábil. Brasília, DF: CFC, CD-ROM. GOULART, A. M. C.; CARVALHO, L. N. Evidenciação Contábil do Risco de Mercado por Instituições Financeiras no Brasil. Unb Contábil, Brasília - DF, v. 7, n. 1, p. 9-32,

15 HEALY, P. M.; PALEPU, K. G. Information asymmetry, corporate disclosure, and the capital markets: A review of the empirical disclosure literature. Journal of Accounting and Economics 31, p , HENDRIKSEN, E. S. & BREDA, M. F. V. Teoria da Contabilidade. Trad.: Antônio Zoratto Sanvicente. São Paulo: Atlas, INTERNATIONAL ACCOUNTING STANDARTS BOARB (IASB). Estrutura Conceitual para a Preparação e Apresentação das Demonstrações Contábeis. São Paulo: IBRACON, IUDÍCIBUS, S. Teoria da contabilidade. 6.ed. São Paulo: Atlas, IUDÍCIBUS, S.; MARION, J. C. Introdução à Teoria da Contabilidade: Para o nível de Graduação. 3. ed. São Paulo: Atlas, LANZANA, A. P. Relação entre disclosure e governança corporativa das empresas brasileiras Dissertação (Mestrado em Administração) Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo, São Paulo, SINGHVI, S. S.; DESAI, H. B. An empirical analisys of the quality of corporate financial disclosure. The Accounting Review 46 (1), p , VERRECCHIA, R. Discretionare Disclosure. Journal of Accounting and Economics 5, p , WALLACE, R. S.; NASER, K. Firm-specific determinants of the comprehensiveness of mandatory disclosure in the Corporate Annual Reports of Firms listed on the stock exchange of Hong Kong. Journal of Accounting and Public Policy 14, p , XAVIER, P. Transparência das demonstrações contábeis dos bancos no Brasil: estudo de caso sob a perspectiva do Acordo Basiléia Dissertação (Mestrado em Controladoria e Contabilidade) Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo,

16 7 NOTAS DE REFERÊNCIA Basel Committee on Baking Supervision; Internacional Convergence of Capital Measurement and Capital Standards; Amendment to the Capital Accord to Incorporate Market Risks (BCBS, 1996). Em termos de importância, cabe ressaltar que o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial usam as recomendações do BCBS como referência na condução de suas missões. Além disso, mais de 100 países já adotaram o Acordo de 1998 (BCBS, 2001, p. 2); The New Basel Capital Accord; Entre eles o Bank for International Settlement BIS; Comparação do grau de transparência das Demonstrações Contábeis de vários bancos com os critérios estabelecidos pelo Acordo de Basiléia 2. Foram realizadas pelo Comitê três pesquisas acerca do assunto. A primeira foi realizada com base nas informações de 1999, sendo divulgada em abril de A segunda baseou-se nas informações do ano de 2000 e foi publicada em maio de A terceira analisou as informações de 2001 e foi publicada em maio de 2003; International Accounting Standards Board; Financial Accounting Standards Boards; IRB, do inglês Internal Ratings-based Approach. Modelagem baseada em avaliações efetuadas pela própria instituição financeira; As instituições financeiras de capital aberto devem observar também as normas emanadas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários); Divulgadas pelo Banco Central do Brasil; Esse relatório é elaborado com base nos demonstrativos financeiros disponibilizados pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar no Sistema Financeiro Nacional. As instituições são classificadas e ordenadas de forma decrescente pelo ativo total deduzido da intermediação financeira; A título de observação, destaca-se que na amostra selecionada para o período de 2003 a 2005, houve alteração da posição do 10º colocado no ranking do Banco Central. Em 2003, a posição era ocupada pelo BankBoston, enquanto que em 2005 essa posição é ocupada pelo HSBC. Foram utilizados os dois bancos no estudo. Até 2003 foi considerado o BankBoston e após esse período o HSBC; As informações analisadas correspondem aos 104 itens construídos pelo BCBS na aplicação de suas pesquisas, que analisou a qualidade do disclosure de 50 instituições financeiras de 13 países. A relação das 50 instituições financeiras sofreu alteração ao longo do tempo em virtude de transformações de natureza societária (fusões, aquisições, cisões, etc.). Sendo que os países envolvidos foram: Alemanha, Bélgica, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Itália, Japão, Luxemburgo, Reino Unido, Suécia e Suíça. 16

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