CIRCULAR Nº Documento normativo revogado pela Circular 3386, de 16/11/2008.

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1 CIRCULAR Nº 2824 Documento normativo revogado pela Circular 3386, de 16/11/2008. Altera procedimentos para reavaliação de imóveis de uso próprio por parte de instituições financeiras, demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e administradoras de consórcio. A Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, em sessão realizada em , tendo em vista o disposto nos arts. 8º e 182, parágrafo 3º, da Lei nº 6.404, de , e com fundamento no art. 4º, inciso XII, da Lei nº 4.595, de , por competência delegada pelo Conselho Monetário Nacional, por ato de , e no art. 14 da Lei nº 9.447, de , D E C I D I U: Art. 1º Somente os imóveis de uso próprio são passíveis de reavaliação pelas instituições financeiras, demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e administradoras de consórcio. Parágrafo 1º As reavaliações de imóveis de uso próprio devem ser efetuadas abrangendo todos os itens correspondentes a esses bens. Parágrafo 2º Os valores das reavaliações devem ser segregados no modelo de publicação mensal e semestral, documento nº 2 do Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional - COSIF, e registrados nos subtítulos, ora criados: Terrenos - Reavaliações, código , e Edificações - Reavaliações, código , do título IMÓVEIS DE USO. Art. 2º As reavaliações devem ser procedidas com base no valor provável de reposição, observando-se as condições de uso em que se encontram os bens na data-base do laudo de avaliação. Art. 3º As reavaliações devem ser efetuadas periodicamente, com regularidade: I - não superior a 1 (um) ano, quando forem verificadas variações significativas no valor provável de reposição dos imóveis no mercado em relação aos valores anteriormente registrados; II - não superior a 4 (quatro) anos, nos demais casos. Parágrafo 1º O disposto neste artigo aplica-se somente às reavaliações efetuadas a partir da data de publicação desta Circular. Parágrafo 2º Para fins do disposto no inciso II, pode ser adotado sistema de rodízio, mediante o qual serão realizadas reavaliações parciais, com cronogramas definidos,

2 desde que todos os itens correspondentes aos imóveis de uso próprio estejam reavaliados ao final de 4 (quatro) anos. Art. 4º Na hipótese de uma instituição estar incluída na composição de conglomerado financeiro, nos termos do item 1.21 do COSIF, a decisão de reavaliar os imóveis de uso próprio deve ser acompanhada por todas as demais instituições integrantes daquele conglomerado, na mesma data-base. Art. 5º As reavaliações devem ser fundamentadas em laudo firmado por, pelo menos, 3 (três) peritos ou empresa especializada na matéria pertinente ao objeto da avaliação, não vinculados, direta ou indiretamente, à instituição ou a qualquer sociedade a ela ligada, nem a seu auditor independente ou a qualquer sociedade a ele ligada, nomeados em assembléia geral extraordinária de acionistas ou em reunião de quotistas - no caso de sociedade por quotas de responsabilidade limitada - observadas as demais formalidades legais aplicáveis. Parágrafo único. O laudo dos peritos ou da empresa especializada deve conter, no mínimo, os seguintes dados: I - data do ato de sua nomeação; II - nome, endereço e registro profissional; III - relação completa dos imóveis avaliados, indicando a respeito de cada um: a) endereço; b) valor líquido contábil na data-base da avaliação; c) valor da avaliação atribuído pelo laudo; d) prazo de vida útil remanescente; IV - valor da reserva de reavaliação a ser constituída antes dos tributos. Art. 6º A ata da assembléia geral extraordinária ou da reunião de quotistas que aprovar a reavaliação deve ficar à disposição do Banco Central do Brasil, acompanhada de documento firmado pelo auditor independente com manifestação expressa sobre a adequação dos procedimentos utilizados na reavaliação. Parágrafo único. Não se admite defasagem superior a 60 (sessenta) dias entre a data-base do laudo de avaliação e a da assembléia ou da reunião de quotistas que o aprovar. Art. 7º A reserva de reavaliação não pode ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos. Art. 8º Devem ser transferidas para o título LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS as parcelas da reserva de reavaliação correspondentes a valores realizados dos

3 bens reavaliados, entendendo-se por realização a depreciação ou baixa desses bens, inclusive por alienação. Parágrafo único. Para fins de cálculo da depreciação, deve ser considerado o prazo remanescente de vida útil dos imóveis reavaliados, constante do respectivo laudo de avaliação. Art. 9º É obrigatória a constituição de provisão para impostos e contribuições incidentes sobre a reserva de reavaliação constituída, mediante a utilização de subtítulos retificadores de uso interno da reserva de reavaliação. Parágrafo 1º O disposto neste artigo não se aplica às reservas de reavaliação constituídas que tenham por base terrenos. Parágrafo 2º Eventuais oscilações nas alíquotas dos impostos e contribuições referidos neste artigo devem ser reconhecidas, quando aplicáveis, em contrapartida à correspondente conta retificadora da reserva de reavaliação. Art. 10. O resultado negativo da reavaliação apurado em função de o valor dos laudos de avaliação ser inferior ao valor líquido contábil dos bens correspondentes deve ser registrado: I - como redução do imobilizado de uso, em contrapartida à reserva de reavaliação relativa aos mesmos bens e às correspondentes provisões para impostos e contribuições diferidos, que serão reduzidas na mesma proporção da reserva; II - como perda de capital, no resultado do período em que a reavaliação ocorrer, mediante constituição de provisão, a ser controlada em subtítulo de uso interno da própria conta que registra o ativo objeto de reavaliação, observadas as seguintes condições: a) a reserva de reavaliação e respectivas provisões para impostos e contribuições diferidos sejam inexistentes ou já tenham sido absorvidas na forma do inciso I; b) a perda for considerada irrecuperável. Parágrafo único. Eventual aumento subseqüente no valor de recuperação dos bens, verificado em nova reavaliação, deve ser registrado da seguinte forma: I - como ganho de capital, no resultado do período em que a reavaliação ocorrer, até o limite do valor contábil original líquido; II - mediante constituição de reserva de reavaliação, pelo valor líquido dos encargos decorrentes de impostos e contribuições incidentes sobre sua realização, conforme previsto no art. 9º, quando o valor de mercado do bem reavaliado for superior ao respectivo valor contábil original líquido.

4 Art. 11. A parcela da reserva de reavaliação correspondente a imóveis de uso próprio em processo de descontinuidade deve ser estornada, incluindo as respectivas provisões para impostos e contribuições, retornando o critério de avaliação do ativo pelo custo. Parágrafo único. A descontinuidade fica caracterizada tão logo decida a administração pela desativação, alienação ou transferência do bem para o título BENS NÃO DE USO PRÓPRIO. Art. 12. Ocorrendo reavaliação de ativos em coligadas e controladas cujos investimentos sejam avaliados pelo método de equivalência patrimonial, deve ser observado o seguinte: I - o acréscimo na conta de investimentos correspondente à percentagem de participação deve ser registrado no título RESERVA DE REAVALIAÇÃO DE BENS DE COLIGADAS E CONTROLADAS, considerando seus efeitos desde a data da reavaliação; II - à medida que a investida for transferindo para o título LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS as parcelas realizadas correspondentes à reavaliação, a investidora também procederá à transferência proporcional para a referida conta, mesmo no caso de a investida, quando empresa não integrante do Sistema Financeiro Nacional, utilizar a reserva de reavaliação para aumentar o capital ou compensar prejuízos. Parágrafo 1º A variação patrimonial oriunda da constituição de reserva de reavaliação efetuada por coligadas e controladas somente deve ser reconhecida na investidora no caso de o ativo reavaliado ser considerado recuperável. Parágrafo 2º A perda ou o ganho de capital decorrente de reavaliação de ativos, reconhecido por coligadas ou controladas, deve ser registrado como resultado operacional de equivalência patrimonial. Parágrafo 3º Na hipótese de ter sido pago ágio na aquisição do investimento, sob o fundamento econômico de ativo subavaliado: I - em montante superior ao diferencial positivo entre o custo de reposição, do ágio, até o limite deste; b) o montante relativo ao saldo do ágio não coberto pelo diferencial positivo apurado na reavaliação, após a adoção do procedimento previsto na alínea anterior, deve ser reconhecido como perda de capital; II - em montante inferior ao diferencial positivo entre o custo de reposição, do ágio, até o limite daquele;

5 b) o restante do valor correspondente ao diferencial positivo, apurado após a adoção do procedimento previsto na alínea anterior, deve ser registrado no título RESERVA DE REAVALIAÇÃO DE BENS DE COLIGADAS E CONTROLADAS; III - o valor do ágio pago deve ser reconhecido como perda de capital, acrescido do diferencial negativo entre o custo de reposição, apurado na reavaliação, e o valor contábil líquido do bem, quando verificada a ocorrência daquele diferencial. Parágrafo 4º Na hipótese de ter sido adquirido investimento com deságio, sob o fundamento econômico de ativo superavaliado: I - em montante superior ao diferencial negativo entre o custo de reposição, do deságio, até o limite daquele; b) o restante do valor relativo ao saldo do deságio, após a adoção do procedimento previsto na alínea anterior, deve ser reconhecido como ganho de capital; II - em montante inferior ao diferencial negativo entre o custo de reposição, do deságio, até o limite deste; b) o restante do valor do diferencial negativo, apurado após a adoção do procedimento previsto na alínea anterior, deve ser reconhecido como perda de capital; III - havendo diferencial positivo entre o custo de reposição, apurado na reavaliação, e o valor contábil líquido do bem, o valor do deságio deve ser registrado como ganho de capital, enquanto que o diferencial positivo antes referido deve ser registrado no título RESERVA DE REAVALIAÇÃO DE BENS DE COLIGADAS E CONTROLADAS. Art. 13. Enquanto perdurarem os efeitos da reavaliação de imóveis de uso próprio, as instituições devem informar, em notas explicativas complementares às demonstrações financeiras, os critérios e procedimentos de realização da reserva, de transferência para o título LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS e de cômputo na base de cálculo de distribuição de participações, dividendos e bonificações. Art. 14. Devem ser observados os procedimentos pertinentes de avaliação de que trata o art. 5º desta Circular, sendo dispensada a necessidade de nomeação de peritos por assembléia geral extraordinária de acionistas ou por reunião de quotistas, nas operações de compra e venda de imóveis, de uso próprio ou não, entre as instituições referidas no art. 1º e suas ligadas, quando o valor da transação for superior a R$ ,00 (duzentos mil reais) e diferente do valor líquido contábil.

6 Art. 15. As disposições desta Circular não contemplam os aspectos fiscais, sendo de inteira responsabilidade da instituição a observância das normas pertinentes. Art. 16. Esta Circular entra em vigor na data de sua publicação. Art. 17. Ficam revogados a Circular nº 1.964, de , e o art. 6º da Circular nº 2.192, de Sérgio Darcy da Silva Alves Diretor Este texto não substitui o publicado no DOU e no Sisbacen. Brasília, 18 de junho de 1998

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