Políticas sociais: afinal do que se trata?

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Políticas sociais: afinal do que se trata?"

Transcrição

1 Políticas sociais: afinal do que se trata? Social policies: after all what they treat? Ailton Mota de Carvalho Dr. em Sociologia (UnB) Prof. da UENF/CCH RESUMO: Entender a necessidade das "políticas sociais" é um desafio interessante, pois ao mesmo tempo em que elas são tão valorizadas e usadas pelos governos como sinal de eficiência administrativa e de compromisso social, elas são também atestado de uma situação de pobreza e de necessidades básicas por parte de uma parcela da população que, por esta situação, necessita de auxílio. Este artigo é motivado por este aparente paradoxo: a existência e a valorização de um tipo de política que, do ponto de vista de justiça e de ética, não deveria existir, ou deveria existir em caráter excepcional e provisório. Palavras-chave: políticas sociais, governos, pobreza. ABSTRACT: to understand the need of social policies is an interesting challenge. In one hand, social policies are highly valued and used by governments as a display of administrative efficiency and social commitment. On the other hand, their existence is also a proof of persistent poverty and unfulfilled primaries needs in part of the population that, for these reasons, needs assistance. This article is motivated by this apparent paradox: the existence and importance of a type of policy that, from the angles of social justice and ethics, should not exist, or exist only in provisional and exceptional conditions. Key words: social politics, governments, poverty. Introdução É bom sonhar, mas é melhor sonhar e trabalhar. A fé é poderosa, mas a ação com fé é mais poderosa. Thomas Robert Gaines Ao assumir a responsabilidade pela disciplina Políticas Sociais no mestrado do Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais do CCH/UENF, nossa primeira preocupação foi a de criar um programa que estimulasse a reflexão e o debate em torno de alguns temas que, aparentemente estão prontos e respondidos sobre a questão: (1) O que são as políticas sociais? (2) Por que existem as políticas sociais? (3) De quem é a responsabilidade pelas políticas sociais? (4) Quais são as formas de se fazer políticas sociais? (5) Como são financiadas e institucionalizadas as políticas sociais? Agenda Social. Revista do PPGPS / UENF. Campos dos Goytacazes, v.1, n.3, set-dez/2007, p , ISSN

2 Ailton Mota de Carvalho 74 São questões aparentemente simples e mais ou menos óbvias, mas que quando submetidas a uma discussão mais cuidadosa, provocam muitos pontos de reflexão, que a farta bibliografia indicada apóia e corrobora. A idéia é a de confrontar a parte teórica e filosófica, com a dura realidade social brasileira, especificamente, o que nos parece uma pedagogia apropriada para um curso de ciências sociais. Este texto procura sintetizar a rica experiência de sala de aula em dois cursos ministrados, com a interessada contribuição dos alunos, organizado segundo o roteiro das questões acima elencadas e imbuído do propósito de que é importante pensar, mas muito mais importante é fazer. 1. O que são as políticas sociais? Políticas sociais é um termo vago, que não tem significado exato, pois em principio todos os tipos de políticas públicas podem ser considerados, direta ou indiretamente, como políticas sociais. Um objeto confuso e difuso, portanto. A principal característica das políticas sociais é a sua transversalidade. Assim como a questão ambiental, as políticas sociais devem ser um objetivo presente e permanente em todas as atividades do governo, e não uma ação setorial e conjuntural. Por exemplo: a construção de uma estrada rural é, em princípio, uma obra de engenharia e de infra-estrutura, porém, vista por outro ângulo ela vai permitir o acesso das crianças locais à escola, melhorando o nível educacional do lugar, como pode, também, facilitar a assistência médica e a circulação da produção com melhoria da renda. Ou seja, melhorando o nível geral das condições de vida da população, fim último de qualquer política social. Mas, como é praxe nas ciências sociais, é necessário demarcar os conceitos com mais precisão, para fins didáticos e operacionais. Desta forma vamos dar nossa contribuição aos interessados no tema, recorrendo às citações de alguns autores consagrados que, com muito mais respeitabilidade, se dedicaram à tentativa de construir um significado para as políticas sociais. Para Santos (1989) (...) Política social é toda política que ordene escolhas trágicas segundo um princípio de justiça consistente e coerente. Sendo assim, a política social é em realidade uma ordem superior, metapolítica que justifica o ordenamento de quaisquer outras políticas.

3 Políticas sociais: afinal do que se trata? 75 De acordo com Maingón (1992), há um consenso de que a realidade da América Latina exige a racionalização das decisões públicas, com o intuito de executar uma distribuição de recursos de forma menos injusta. Daí propõe uma discussão teórica conceitual que busca responder, em primeiro lugar, o que se entende pelo termo política : (...) procesos, tanto sociales, políticos, como económicos, que conducen a la toma y ejecución de decisiones a través de las cuales se adoptan o se asignan valores a uma parte de, o a toda La sociedad. Em seguida Maingón (1992) propõe que a política social (...) és uma desición política construída socialmente y por lo tanto és um resultado de la dinámica de processo competitivos o cooperativos entre demandas de distintos grupos y atores com diferentes interesses y valores acerca de lo que disse ser la sociedade. Se concordamos com esta conceituação, a formulação de uma política social deveria ser analisada e estudada desde e com uma lógica do processo político. Podemos afirmar, então, que as políticas sociais possuem duas partes que se complementam: uma de tipo valorativo, filosófico, ético e moral que tende a definir os objetivos a alcançar; e outra de tipo empírico, prático, que mostra de que maneira se podem alcançar os objetivos estabelecidos. Para Ceja (2004): La política social és una forma que por medio de estratégias y políticas concretas tiene el Estado para construir una sociedad cohesionada y equitativa. Em una perspectiva de mayor eqüidade e integración social, la política social tiene como fin principal facilitar la convergência entre los intereses individuales y los intereses comunes de la sociedade. Para fins deste artigo e limitado pelo espaço disponível, consideramos que estas poucas citações autorais, lançam a luz necessária sobre o entendimento do que sejam as políticas sociais, que podemos sintetizar como um conjunto de diretrizes, orientações, critérios e ações que permitam a preservação e a elevação do bem estar social, procurando que os benefícios do desenvolvimento alcancem a todas as classes sociais com a maior equidade possível. 2. Por que existem as políticas sociais? O segundo ponto de nosso roteiro também parece ter uma resposta pronta e lógica: por que existe uma parcela da população que não consegue alcançar, por sua própria conta, os requisitos mínimos necessários para sua sobrevivência e para a sua formação como cidadãos. Se for isto, nosso inconformismo social nos leva a pensar que, ao contrário, as políticas sociais não deveriam existir em nenhuma hipótese e lugar, pois é inadmissível que existam

4 Ailton Mota de Carvalho 76 pessoas que não consigam sobreviver com dignidade e autonomamente. Neste sentido a existência e a naturalização da política social é uma negação de tudo aquilo que pensamos, e que pregamos, em termos de justiça social, de ética, de igualdade e de cidadania. Saindo do campo das idéias, na realidade a coisa funciona de uma maneira diferente e, ao que parece, as desigualdades sociais e as políticas sociais são consideradas como um fato consumado e quase que necessárias. É difícil, por exemplo, imaginar os cursos de Políticas sociais ou de Serviço Social, sem este objeto de estudo. E que dizer dos governos populares (ou populistas) sem a existência de uma multidão de pobres dependentes da sua benemerência? Não teria sentido, pois é a própria razão da sua existência e da sua ação e sobrevivência política, cuja prática se baseia no lema de que é dando que se recebe. Visto assim, é cruel reconhecer que a existência de pessoas necessitadas de atenção social sustenta uma boa parte das nossas preocupações acadêmicas, políticas, e religiosas. Passando das palavras aos indicadores, Kliksberg (2000) nos informa que a CEPAL no seu Panorama Social da América Latina-2000, registra que a população em situação de pobreza cresceu de 1997 até começo de 2000 de 204 milhões para 220 milhões de pessoas. Este mesmo relatório mostra que 43,5% da população do Brasil ganha menos de dois dólares por dia e que 40 milhões de pessoas vivem em pobreza absoluta. Rocha (2003) nos fornece dados mais atuais, retirados do PNAD (2001), no qual o número de pobres no Brasil era de 57,7 milhões de pessoas e o número de indigentes de 15,7 milhões, totalizando aproximadamente 74 milhões de brasileiros carentes de atenção social. A edição de 2005 do Panorama social da América Latina (CEPAL, 2005) estima que 40,6% da população encontrava-se em situação de pobreza, e que 16,8% viviam em pobreza extrema, ou indigência. Os dados mostram que existem hoje mais pessoas pobres e indigentes, em termos absolutos que em Frente a estes impressionantes dados a argumentação de Kliksberg (2000, p.5) é muito clara e consistente, no sentido de mostrar a lógica de comportamento político frente ao problema: La falácia de desconocer o relativizar La pobreza, no es inócua. Tiene severas consecuencias em términos de políticas públicas. Si hay pobres em todos lados, y los há habido siempre, por que dar al tema tan alta prioridade? Hay que atenuar los impactos, pero no assustarse. Basta com políticas de contención rutinarias.

5 Políticas sociais: afinal do que se trata? 77 Esta lógica que chamamos de naturalização das políticas sociais, condiciona a importância e a eficácia das mesmas, tornando-as absolutamente incapazes de enfrentar a realidade da pobreza, levando à permanência e ao crescimento deste quadro de exclusão humana. 3. De quem é a responsabilidade pelas políticas sociais? Partindo da realidade histórica de que existe uma grande parcela da população que não consegue ter uma renda suficiente, acesso à educação escolar, acesso a serviços básicos, vivendo em condições inadequadas de moradia e de saneamento, entre outras necessidades, parece inquestionável que estas pessoas necessitam de auxilio para melhorar a sua condição de vida. Tradicionalmente, esta responsabilidade sempre foi atribuída ao Estado, denominado por isso mesmo, como o Estado do bem estar social. Entendia-se que o Estado era o benfeitor e provedor dos meios que permitissem à população satisfazer suas necessidades básicas. Guardadas as particularidades históricas, sociais e culturais, podemos afirmar que este era o modelo de atenção social predominante em quase todos os países, desde princípio do século XX até As áreas e as formas de intervenção social do Estado apresentam uma característica comum na maioria dos países capitalistas ocidentais: A montagem de códigos, legislação e redes públicas de educação, de saúde, previdência e assistência social, sendo, posteriormente, seguidas pela emergência de esquemas (e regulações) concernentes á habitação popular. (DRAIBE, 1989, p120) No Brasil, a história e a seqüência não são muito diferentes. Até 1980, aproximadamente, os serviços sociais foram organizados com base em dois critérios principais: a) a ênfase em objetivos sociais como equidade, solidariedade e integração social; e b) o papel central do Estado na organização, financiamento e provisão desses objetivos. (VILLALOBOS, 2000) Antes de 1980 a idéia vigente era a de que o estado deveria ser o benfeitor e o provedor dos meios necessários para a população satisfazer as suas necessidades básicas, e a sociedade esperava que fosse assim, legitimando assim o papel benfeitor do Estado. Os historiadores da política social no Brasil nos remetem aos anos 30, Governo Vargas, como o marco inaugural da formação do nosso Estado do Bem Estar Social, de maneira bem peculiar como menciona Schwartzman (2001, p.9):

6 Ailton Mota de Carvalho 78 Com a promulgação de leis de proteção aos trabalhadores, a organização dos sindicatos patronais e de trabalhadores, a fundação dos institutos previdenciários, e a criação da justiça do trabalho, que deveria administrar as relações de classe da sociedade brasileira, fica formada a base do nosso Estado do Bem Estar Social, dentro de uma concepção bastante específica, que é a organização corporativa da sociedade brasileira. De 1930 até 1980, ocorreram várias modificações no escopo e na organização do sistema, mas sem alterar as suas principais características (DRAIBE, 1993): A centralização política e financeira no nível federal das ações sociais do governo; A acentuada fragmentação institucional; A exclusão da participação social e política dos processos decisórios; O princípio do autofinanciamento do investimento social O uso clientelístico da máquina social Este conjunto de caracteres foi a causa da ineficiência e da ineficácia do sistema de atenção social, que começou a ser denunciado sistematicamente a partir dos anos 80, provocando o surgimento de esquemas alternativos que davam ênfase à eficiência, a redução do papel do Estado, a uma maior participação da iniciativa privada, ao papel do mercado e ao subsídio para a demanda (VILLALOBOS, 2000; FARAH, 2000). Esta mudança de paradigma, reformando a ação do Estado na área social, ganhou impulso com o processo de democratização do país, e foi impactada pela crise fiscal que impôs limites à capacidade de resposta do Estado às crescentes demandas na área social. Seguindo o ideário neoliberal propagado pelos países centrais e pelas agências multilaterais de financiamento, as propostas para a área social foram as seguintes: (a) privatização através da transferência da produção de serviços públicos para o setor privado; (b) descentralização das políticas sociais para outras esferas de governo (estados e municípios) como forma de aumentar a eficiência e a eficácia do gasto público; (c) a focalização, orientada para a concentração da ação estatal em determinados serviços (considerados essenciais e não passíveis de oferta pelo mercado) e em segmentos específicos da população, mais vulneráveis e expostos a situações de pobreza extrema (DRAIBE, 1993).

7 Políticas sociais: afinal do que se trata? 79 A partir de então, o Estado adotou uma postura de subsidiário do mercado, e no Brasil não foi diferente, guardados as peculiaridades de nossa cultura e prática política, que flutua ao sabor dos governos, sem uma filosofia doutrinária, sem instituições e programas voltados para metas sociais de longo prazo. Reunindo tudo isto, podemos concluir sobre o hibridismo do sistema de proteção social do Brasil no qual uma grande parte dos serviços sociais já se encontra privatizada (saúde, educação e previdência principalmente), ao lado de uma farta oferta de programas assistencialistas pontuais, centrados nas necessidades das famílias pobres e indigentes. Desta forma e tentando responder a pergunta inicial, a responsabilidade política social é hoje difusa e confusa, ou para usar um lugar comum dos discursos de palanque de nossos governantes um problema de toda a sociedade. 4. Formas e tipos de políticas sociais Além de definir quem, outro desafio é saber como implantar uma política social que atenda os princípios de eficiência e eficácia, ou seja, que possa atingir os objetivos propostos, da maneira mais econômica, no menor prazo possível e com justiça. Esta escolha é racional por um lado, mas vai depender do tipo de Estado, do tipo de governo, das características da sociedade, da orientação ideológica, da disponibilidade de recursos financeiros e, também, dos condicionamentos impostos pela conjuntura internacional. Em outras palavras: como as políticas sociais são, em sentido mais restrito, formas de intervenção do Estado na sociedade civil, os tipos de políticas sociais vão depender das características do sistema político. Esping-Andersen (1996) criou uma conhecida e utilizada tipologia de regimes de bem-estar, cada qual correspondendo a um modelo de política pública social: (a) O regime liberal, que minimiza o Estado, individualiza os riscos e fomenta as soluções de mercado; (b) O regime social-democrata- que caracteriza os países europeus nórdicos e tem uma orientação universalista, igualitarista e comprometida com a noção de direitos; (c) O regime conservador- que se distingue por ter fortes características corporativistas. O viés conservador se manifesta de maneira mais evidente na repartição dos riscos (solidariedade corporativa) e no familiarismo, ou seja, uma prioridade ao caráter central

8 Ailton Mota de Carvalho 80 da família como merecedora de atenção e como responsável pelo bem estar dos seus membros. Maigón (1998), também nos apresenta uma tríplice tipologia, de acordo com as formas de Estado e de sua relação com a sociedade : (a) tipo liberal ou neoliberal- que define as políticas sociais como compensatórias e complementarias das políticas econômicas de ajuste e se apóia na idéia geral de que o Estado é ineficiente e ineficaz; (b) tipo neo-estruturalistas - que considera as políticas sociais como fator que determina fortemente o bem-estar-social e a qualidade de vida dos setores menos privilegiados da população. Reconhece que o Estado tem um papel prioritário como coordenador e regulador da relação Estado-sociedade civil e que a busca de equidade social é o principal objetivo das políticas sociais; (c) tipo economia social de mercado- trata de combinar as premissas dos tipos anteriores, reconhecendo que o foco ou sujeito das políticas sociais deve ser o setor mais pobre da população. Implica numa modificação da estrutura do gasto social, de forma mais seletiva, o que contribuirá para elevar a eficácia e a eficiência dos serviços públicos. De um extremo político a outro, podemos sintetizar as tendências entre um enfoque de orientação marxista, com uma responsabilização do Estado na promoção de mais justiça social e na redistribuição dos bens econômicos; e outro enfoque mais liberal, que privilegia a oferta de serviços sociais pelo mercado, com mais eficácia e eficiência; e outro, uma terceira via mediadora, que propõe uma atenção social pública apenas para os setores menos privilegiados da população, de forma subsidiária e transitória. Registramos ainda uma série de outras tipologias que procuram, enquadrar as políticas sociais de acordo com a forma como são concebidas e praticadas. Como por exemplo: a distributiva e a redistributiva; e a universalista e a particularista (ou corporativa). Percebe-se que as tipologias são variações em torno de mesmos temas, e que não são excludentes, pelo contrário, são complementares, como nos parece ser o caso brasileiro, mescla do três tipos.

9 Políticas sociais: afinal do que se trata? Como financiar as políticas sociais? Partindo do suposto até aqui evidenciado de que, ainda, cabe ao Estado assumir a maior parte das políticas sociais (princípio da centralização econômica), uma análise sobre o financiamento destas políticas tem que passar, obrigatoriamente, pela questão do crescimento econômico e da destinação dos recursos públicos. Desta análise, complementada pela forma de institucionalização do setor social no quadro governamental, podemos identificar o grau de prioridade que a política social tem, frente aos outros setores, sobretudo em relação aos ministérios da área econômica. O vínculo entre crescimento econômico e políticas sociais é evidente, pois se a economia cresce com taxas positivas e permanentes, com aumento do produto interno bruto (PIB), supõe-se que estão sendo gerados mais empregos e mais renda, aumentando a demanda e permitindo as pessoas alcançarem o nível de vida mínimo e necessário a sua dignidade. Por outro lado, e em sendo assim, as despesas públicas com assistência social diminuiriam e poderiam ser canalizadas para investimentos produtivos e infra-estrutura, o que geraria mais crescimento econômico, empregos e renda, num ciclo virtuoso circular e acumulativo. Na contramão, teríamos um quadro de pouco crescimento econômico, com o conseqüente agravamento das condições sociais e necessidade de mais gastos sociais, num momento em que a economia encontra-se em recessão. Surge daí uma idéia geralmente propagada nos textos relativos a este tema, que é a de que o crescimento econômico positivo e sustentado é a melhor política social e vice-versa. Mais exatamente, uma maneira corrente de se examinar esta questão é a de se mensurar a magnitude e a qualidade do gasto social público. Na América Latina, apesar da notória desaceleração do crescimento da renda por habitante nos últimos 15 anos, a relação entre o gasto social e o PIB aumentou de 13,8% em 1997 para 15,1% em 2003 (CEPAL, 2006). Porém este aumento do gasto social não tem resultado numa diminuição da pobreza, como mostram os dados mencionados no início deste artigo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), mostram que, no período , a renda média dos 10% mais pobres da população teve uma queda de 40%. Este aparente paradoxo entre uma situação social relativamente estagnada, frente a um crescente gasto social, pode ser atribuído a distintos fatores. Em primeiro lugar, o aumento do

10 Ailton Mota de Carvalho 82 gasto social não produz, necessariamente, uma melhoria na distribuição da renda ou na incidência da pobreza em curto prazo. Em segundo lugar, a elevação do gasto coincide com um aumento do desemprego e da informalidade, o que anula, relativamente, os efeitos positivos. O aumento e a persistência da pobreza se devem ao enfraquecimento do fator trabalho como fonte de sustentação da população mais pobre, ou seja, um aumento da dependência deste segmento em relação aos programas assistenciais do governo. Podemos concluir então que uma evolução positiva do gasto social é fundamental, porém não suficiente para a melhoria da cidadania econômica e social da população. A qualidade do gasto é tão relevante como a sua disponibilidade. (CEPAL, 2000). No caso brasileiro, mesmo considerando o gasto social direto (contributivo e nãocontributivo) 1 como proporção do PIB, quando comparado com outros países, o país está mal colocado, como mostram os dados a seguir: % do gasto social no PIB Aposentadorias Saúde Trabalho Brasil 12,2 2,4 3,4 0,6 Bélgica 24,5 7,4 6,1 1,4 Dinamarca 29,8 6,8 6,8 1,7 França 28,8 10,6 7,3 1,3 Alemanha 27,3 10,5 7,8 1,3 Itália 25,1 12,8 5,5 0,7 Espanha 19,7 8,1 5,4 0,7 Suécia 31,0 7,5 6,6 2,0 Inglaterra 24,7 9,8 5,6 0,3 Canadá 18,0 5,1 6,4 0,5 Fonte: Prefeitura de São Paulo, Considera-se gasto social contributivo os benefícios previdenciários (aposentadoria e pensões) urbanos e as despesas com o pessoal inativo da União. O gasto social não-contributivo refere-se a outros gastos sociais diretos, inclusive os benefícios do INSS para o setor rural. Ele depende da arrecadação tributária geral do setor público.

11 Políticas sociais: afinal do que se trata? 83 Esta diferença deve ser ainda mais acentuada se considerarmos que estes países não incluem a educação como despesa social, ao contrário do Brasil. Aliás, este é um ponto polêmico com relação ao setor social: considerar suas despesas como gastos ou como investimentos, o que muda totalmente a forma de inserção política da política social nos programas de governo. Quanto ao Gasto social per-cápita, dados de 2003, a média latino-americana era de 610 US$ e a do Brasil era de 676 US$, acima da média regional. Este dado deve ser lido com cuidado, pois nem sempre um maior gasto nominal e/ou per-cápita significa maior atenção social. O fato é que mesmo registrando aumento do gasto social no Brasil (nominal e per capita) verifica-se que isto não significou uma redução da pobreza e nem da extrema desigualdade que caracteriza do país; e que o crescimento do gasto social direto é bem menor que o crescimento do gasto com juros do serviço da dívida pública. Cálculos recentes do IPEA estimam que seriam necessários cerca de 30 bilhões de dólares para resolver o problema da pobreza no Brasil, ou seja, 70% de uma arrecadação da CPMF anual. Um montante modesto comparado aos benefícios relativos à eliminação da pobreza, lembrando que esta seria uma ação permanente e não conjuntural. A pergunta que não quer calar é por que não se resolve o problema então? A resposta é mais ou menos óbvia e fica a cargo da inteligência dos leitores descobrí-la. Para terminar uma breve informação sobre o gasto social do Governo Central do Brasil, por áreas. A previdência social, compreendendo o regime geral da previdência social e o regime jurídico único dos funcionários federais, absorve a maior parte dos recursos alocados na área social (65,8%); duas outras áreas de destaque são a saúde e a educação, com 12,8% e 5,3% dos gastos respectivamente. Nestas últimas, grande parte das ações da União é executada de forma descentralizada por Estados e, principalmente, municípios. 6. Considerações finais Eliminar a pobreza e fazer com que os dependentes da assistência social se auto-sustentem é a grande tarefa de todos e sobre a qual paira um consenso retórico, desde os mais altos fóruns mundiais, até os governos de todos os países, passando pelas empresas e pela sociedade civil. Todavia a realidade é diferente e desafia o entendimento, pois a pobreza tem aumentado em termos numéricos em todo mundo, na América Latina, e no Brasil, mostrando o fracasso das

12 Ailton Mota de Carvalho 84 políticas econômicas e das políticas sociais que, em conjunto, são causa e solução para o problema. Existem evidentes entraves internos e externos que dificultam a elaboração e a adoção das políticas sociais, como a disponibilidade de recursos financeiros frente a uma demanda sempre crescente e, é claro, uma melhor aplicação destes recursos; e com mecanismos voltados especificamente para os mais pobres, de forma a permitir a sua inclusão no mundo da cidadania, rompendo de forma definitiva com o ciclo da pobreza. Para isto é preciso integrar as ações sociais, ao contrário da visão setorialista; é preciso definir bem quem são os necessitados de atenção social (focalizar as ações); é preciso que sejam políticas assistencialistas e inclusivas e não assistencialistas populistas; é preciso que tenham um caráter mais permanente e com fontes de financiamento independentes do ciclo econômico; e é preciso um crescimento da economia que crie oportunidades de trabalho e de sustentação para a população carente. Programas de distribuição de bolsas, como o praticado no Brasil, têm efeitos muito limitados, além de criar uma massa de clientes dependentes da benevolência e dos interesses imediatos dos políticos, sem tocar no cerne da questão da pobreza, que é a incapacidade do sistema atual para gerar trabalho e renda para a maioria da população. A questão de fundo é esta: como desenvolver programas e projetos capazes de superar a cultura assistencialista e de ajudar as populações pobres a construir capacidades próprias de auto-sustentação? Se conseguirmos colocar em prática este discurso e as medidas correspondentes, com mais participação de todos, com eficiência, eficácia, e visão de longo prazo, a política social e todos os que vivem á sua custa, agentes ativos e passivos, terão que encontrar uma nova forma de vida, certamente mais justa e ética.

13 Políticas sociais: afinal do que se trata? 85 Referências bibliográficas AURELIANO, Liana; DRAIBE, Sonia Miriam. A especificidade do Welfare State Brasileiro. Ministério da Previdência e Assistência Social/CEPAL, Brasília, CASTRO, Maria Helena Guimarães. Interesses, organizações e políticas sociais Unicamp/NEPP, caderno de pesquisa n.14, CEJA, Concepción M. La política social mexicana de cara a La pobreza. Geo Crítica Scripta Nova, Revista eletrocnica de geografia y ciências sociales, Universidad de Barcelona, VOL III, num. 176, noviembre de 2004, p CEPAL. La protección social de cara AL futuro: acceso, financiamento y solidariedad, Montevideo, Uruguay, DRAIBE, Sônia Miriam. Brasil: O sistema de proteção social e suas transformações recentes, CEPAL, Serie Reformas de Política Pública, N0 14, ESPING-ANDERSEN, G. Power and distributional regimes In: Politics & Society. 14, n. 2, p (1985). FARAH, Marta Ferreira Santos. Parcerias, novos arranjos institucionais e políticas públicas no nível local de governo. In: Rap - Revista de Administração Pública, v.35, n.1, p , jan./fev FRANCO, Augusto de. Três gerações de políticas sociais In: Revista Aminoácidos, AED, Nº 6, Brasília, KLIKISBERG, Bernardo. Diez Falacias sobre los problemas sociales de America latina, Washington, octubre de 2000: INDES/BID. MACHINEA, José L.; Cruces, Guillermo. Instituciones de La política social: objetivos, princípios y atributos, CEPAL, Santiago do Chile, Julio de MAINGÓN, Thais. Las políticas sociales: discusión teórica, conceptual y metodológica, Caracas, Venezuela: Cuadernos Del Cendes Nº 19, enero/abril PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. Desigualdade de renda e gastos Sociais no Brasil: algumas evidências para o debate, São Paulo, novembro de ROCHA, Sonia. Pobreza no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2003, 244p. SANTOS, Wanderley G. A trágica condição da política social. In: ABRANCHES, S.H.; SANTOS, W.G; COIMBRA, M.A. (orgs.) Política Social e combate à pobreza. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1989, p SCHWARTZMAN, Simon. Notas sobre o paradoxo da desigualdade no Brasilwww.schwartzman.org.br

14 Ailton Mota de Carvalho 86 TEIXEIRA, Sonia Fleury. Estado y Políticas Sociales em America Latina. Universidad Autônoma Metropolitana-Xochimilco, México, abril 1992, 375 p. VILLALOBOS. Verónica Silva. Cadernos Adenauer 1: Pobreza e política social São Paulo: Fundação Konrad Adenauer, p. VITERI, Diaz G.. Política Social: elementos para su discusión. edición electronica gratuita. Texto completo em

Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social CDES. A Consolidação das Políticas Sociais na Estratégia de Desenvolvimento Brasileiro

Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social CDES. A Consolidação das Políticas Sociais na Estratégia de Desenvolvimento Brasileiro Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social CDES A Consolidação das Políticas Sociais na Estratégia de Desenvolvimento Brasileiro A CONTRIBUIÇÃO DO CDES PARA O DEBATE DA CONSOLIDAÇÃO DAS POLÍTICAS SOCIAIS

Leia mais

Índice. Desenvolvimento econômico, 1 Direitos legais, 3

Índice. Desenvolvimento econômico, 1 Direitos legais, 3 Índice A Academic drift, 255 Accountability, 222, 278 Agenda social, 2 Aplicativo para a Melhoria de Qualidade (AMQ), 84 Aposentadoria benefícios previdenciários e assistenciais e seu impacto sobre a pobreza,

Leia mais

Desenvolvimento Sustentável: idéias sobre a perspectiva da integração 1

Desenvolvimento Sustentável: idéias sobre a perspectiva da integração 1 Desenvolvimento Sustentável: idéias sobre a perspectiva da integração 1 Juliano Varela de Oliveira 2 O Desenvolvimento Sustentável é uma proposta alternativa ao modelo de desenvolvimento com viés puramente

Leia mais

Políticas Públicas I. Classificações de Welfare State e Modelos de Análise de Políticas Públicas. Professora: Geralda Luiza de Miranda Julho/2011

Políticas Públicas I. Classificações de Welfare State e Modelos de Análise de Políticas Públicas. Professora: Geralda Luiza de Miranda Julho/2011 Políticas Públicas I Classificações de Welfare State e Modelos de Análise de Políticas Públicas Professora: Geralda Luiza de Miranda Julho/2011 Temas Classificações de Welfare State (Titmuss e Esping-Andersen).

Leia mais

Rogério Medeiros medeirosrogerio@hotmail.com

Rogério Medeiros medeirosrogerio@hotmail.com Programa Nacional de Capacitação do SUAS - Sistema Único de Assistência Social CAPACITASUAS CURSO 2 Indicadores para diagnóstico e acompanhamento do SUAS e do BSM Ministrado por Rogério de Souza Medeiros

Leia mais

DOCUMENTO INFORMATIVO SOBRE O PROJETO (DIP) FASE DE AVALIAÇÃO 4 de novembro de 2013 Relatório Nº: AB7414

DOCUMENTO INFORMATIVO SOBRE O PROJETO (DIP) FASE DE AVALIAÇÃO 4 de novembro de 2013 Relatório Nº: AB7414 DOCUMENTO INFORMATIVO SOBRE O PROJETO (DIP) FASE DE AVALIAÇÃO 4 de novembro de 2013 Relatório Nº: AB7414 Nome da Operação Acre: Fortalecimento de Políticas Públicas para a Melhoria da Prestação de Serviços

Leia mais

BRASIL: A NOVA AGENDA SOCIAL

BRASIL: A NOVA AGENDA SOCIAL BRASIL: A NOVA AGENDA SOCIAL Edmar Lisboa Bacha Simon Schwartzman (Organizadores) André Mediei André Portela de Souza António Carlos Coelho Campino Cláudio Beato Denis Mizne Fábio Giambiagi Fernando Veloso

Leia mais

VI CRESCIMENTO ECONÔMICO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

VI CRESCIMENTO ECONÔMICO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO VI CRESCIMENTO ECONÔMICO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO 1. Crescimento Econômico Conceitua-se crescimento econômico como "o aumento contínuo do Produto Interno Bruto (PIB) em termos globais e per capita,

Leia mais

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre N o Brasil há 2.361 municípios, em 23 estados, onde vivem mais de 38,3 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza. Para eles, o Governo Federal criou

Leia mais

ipea 45 NOTA TÉCNICA Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano anos

ipea 45 NOTA TÉCNICA Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano anos ipea 45 anos NOTA TÉCNICA Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano Rio de Janeiro, maio de 2009 1 Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano Marcio Pochmann

Leia mais

Fernanda de Paula Ramos Conte Lílian Santos Marques Severino RESUMO:

Fernanda de Paula Ramos Conte Lílian Santos Marques Severino RESUMO: O Brasil e suas políticas sociais: características e consequências para com o desenvolvimento do país e para os agrupamentos sociais de nível de renda mais baixo nas duas últimas décadas RESUMO: Fernanda

Leia mais

QUESTÕES INICIAIS PARA A DISCUSSÃO DO MONITORAMENTO E

QUESTÕES INICIAIS PARA A DISCUSSÃO DO MONITORAMENTO E CURSO PÓS-GRADUAP GRADUAÇÃO EM GESTÃO SOCIAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS DISCIPLINA: Monitoramento, informação e avaliação de políticas sociais QUESTÕES INICIAIS PARA A DISCUSSÃO DO MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO

Leia mais

Elaine Lourenço 1 Betânia Freitas 2

Elaine Lourenço 1 Betânia Freitas 2 O PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA (PSF), NO ÂMBITO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) E SUA INTERFACE COM O PROGRAMA DE ATENDIMENTO INTEGRAL À FAMÍLIA (PAIF) DO SISTEMA ÚNICO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL (SUS) Elaine

Leia mais

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337.

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337. PROGRAMA TÉMATICO: 6229 EMANCIPAÇÃO DAS MULHERES OBJETIVO GERAL: Ampliar o acesso das mulheres aos seus direitos por meio do desenvolvimento de ações multissetoriais que visem contribuir para uma mudança

Leia mais

A participação social em programas e projetos governamentais de regularização urbana e ambiental 1

A participação social em programas e projetos governamentais de regularização urbana e ambiental 1 A participação social em programas e projetos governamentais de regularização urbana e ambiental 1 Juliano Varela de Oliveira 2 Cada cidade possui suas peculiaridades referentes às condições de sobrevivência

Leia mais

Discurso da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, no seminário Planejamento e Desenvolvimento: Experiências Internacionais e o Caso do Brasil

Discurso da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, no seminário Planejamento e Desenvolvimento: Experiências Internacionais e o Caso do Brasil Discurso da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, no seminário Planejamento e Desenvolvimento: Experiências Internacionais e o Caso do Brasil Brasília, 22 de novembro de 2012 É uma honra recebê-los

Leia mais

Grupo Banco Mundial. Construindo um mundo sem pobreza

Grupo Banco Mundial. Construindo um mundo sem pobreza Grupo Banco Mundial Construindo um mundo sem pobreza Enfoque Regional! O Banco Mundial trabalha em seis grandes regiões do mundo: 2 Fatos Regionais: América Latina e Caribe (ALC)! População total: 500

Leia mais

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1 PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Democracia na escola Ana Maria Klein 1 A escola, instituição social destinada à educação das novas gerações, em seus compromissos

Leia mais

de 1,000 (um) for o IDH, melhor a qualidade de vida de sua população.

de 1,000 (um) for o IDH, melhor a qualidade de vida de sua população. RESULTADOS O Espírito Santo que se deseja em 2015 é um Estado referência para o País, na geração de emprego e renda na sua indústria, com conseqüente eliminação das desigualdades entre os municípios capixabas.

Leia mais

3.4 DELINEAMENTO ÉTICO JURÍDICO DA NOVA ORGANIZAÇÃO SOCIAL

3.4 DELINEAMENTO ÉTICO JURÍDICO DA NOVA ORGANIZAÇÃO SOCIAL 3.4 DELINEAMENTO ÉTICO JURÍDICO DA NOVA ORGANIZAÇÃO SOCIAL Os fundamentos propostos para a nova organização social, a desconcentração e a cooperação, devem inspirar mecanismos e instrumentos que conduzam

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Prof. Claudimar Fontinele Em dois momentos a ONU reuniu nações para debater

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E O BANCO MUNDIAL

POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E O BANCO MUNDIAL POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E O BANCO MUNDIAL Christine Garrido Marquez 1 Ivone Garcia Barbosa 2 RESUMO A educação infantil vem gradativamente ocupando espaço na agenda internacional e a partir

Leia mais

Realização. Estados Vizinhos Convidados

Realização. Estados Vizinhos Convidados Relatório-síntese do III Seminário de Articulação Nacional e Construção de Diretrizes para a Educação no Sistema Penitenciário Regional Sul Centro Administrativo Porto Alegre - RS 6 e 7 de março de 2006

Leia mais

Os "fundos de confiança" como mecanismo de financiamento para a agricultura urbana participativa

Os fundos de confiança como mecanismo de financiamento para a agricultura urbana participativa Os "fundos de confiança" como mecanismo de financiamento para a agricultura urbana participativa César Jaramillo Avila - aurbana@quito.gov.ec Coordenador do Programa Municipal de Agricultura Urbana da

Leia mais

Gerenciando a Crise. 10 º Congresso Internacional de Gestão Porto Alegre, 20 de julho de 2009

Gerenciando a Crise. 10 º Congresso Internacional de Gestão Porto Alegre, 20 de julho de 2009 Gerenciando a Crise 10 º Congresso Internacional de Gestão Porto Alegre, 20 de julho de 2009 Apresentação de Martin Forst & Hanna Kleider Divisão de Gestão e Desempenho do Setor Público Diretoria de Governança

Leia mais

Políticas de saúde no México Direitos, universalidade, eqüidade e integralidade?

Políticas de saúde no México Direitos, universalidade, eqüidade e integralidade? XXI Congresso da Associação Latina de Análise dos Sistemas de Saúde Cidade do México 2-4 de setembro de 2010 Políticas de saúde no México Direitos, universalidade, eqüidade e integralidade? Oliva López

Leia mais

ESTUDO TÉCNICO N.º 30/2013

ESTUDO TÉCNICO N.º 30/2013 ESTUDO TÉCNICO N.º 30/2013 Evolução das transferências constitucionais e do Programa Bolsa Família entre os anos 2005 e 2012: uma análise comparativa MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME

Leia mais

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO PETROBRÁS UNIVERSIDADE COORPORATIVA OFICINA2

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO PETROBRÁS UNIVERSIDADE COORPORATIVA OFICINA2 PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO PETROBRÁS UNIVERSIDADE COORPORATIVA OFICINA2 ESTRATÉGIAS E INSTRUMENTOS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL AMBIENTAL E

Leia mais

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO (Tradução não oficial 1 ) Recomendação 202 RECOMENDAÇÃO RELATIVA AOS PISOS NACIONAIS DE PROTEÇÃO SOCIAL A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho,

Leia mais

A CONTRIBUIÇÃO DOS PROGRAMAS DE TRANSFERÊNCIA MONETÁRIA NA QUEDA DA DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL

A CONTRIBUIÇÃO DOS PROGRAMAS DE TRANSFERÊNCIA MONETÁRIA NA QUEDA DA DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL A CONTRIBUIÇÃO DOS PROGRAMAS DE TRANSFERÊNCIA MONETÁRIA NA QUEDA DA DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL: uma análise a partir do rendimento domiciliar per capita no período 2001-2006 Juliana Carolina Frigo

Leia mais

Transferencias de renda no Brasil. O Fim da Pobreza?

Transferencias de renda no Brasil. O Fim da Pobreza? Transferências de renda no Brasil O Fim da Pobreza? PET - Economia - UnB 20 de novembro de 2013 Outline A Autora 1 A Autora Sonia Rocha 2 Renda Mensal Vitaĺıcia (RMV) Bolsa Escola 3 Fome Zero O Novo Programa

Leia mais

Crise e respostas de políticas públicas Brasil

Crise e respostas de políticas públicas Brasil Crise e respostas de políticas públicas Brasil Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada BRASIL Jorge Abrahão de Castro Diretor da Diretoria de Estudos Sociais Brasília, 08 de setembro de 2009 Situação

Leia mais

UNIDADE DE APRENDIZAGEM II: GESTÃO E FINANCIAMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) Autor: Prof. Dr. José Mendes Ribeiro (DCS/ENSP/FIOCRUZ)

UNIDADE DE APRENDIZAGEM II: GESTÃO E FINANCIAMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) Autor: Prof. Dr. José Mendes Ribeiro (DCS/ENSP/FIOCRUZ) UNIDADE DE APRENDIZAGEM II: GESTÃO E FINANCIAMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) Autor: Prof. Dr. José Mendes Ribeiro (DCS/ENSP/FIOCRUZ) Gestão do SUS: aspectos atuais A reforma sanitária brasileira,

Leia mais

Aumenta a desigualdade mundial, apesar do crescimento econômico

Aumenta a desigualdade mundial, apesar do crescimento econômico Aumenta a desigualdade mundial, apesar do crescimento econômico Análise Segurança / Economia e Comércio / Desenvolvimento Bárbara Gomes Lamas 22 de setembro de 2005 Aumenta a desigualdade mundial, apesar

Leia mais

Currículo nº2 DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO BÁSICA GERAL

Currículo nº2 DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO BÁSICA GERAL CURSO DE SERVIÇO SOCIAL Turno: INTEGRAL Currículo nº2 Reconhecido pelo Decreto Federal n 82.413, de 16.10.78, D.O.U. nº198 de 17.10.78. Renovação de Reconhecimento Decreto Est. nº. 1064, de 13.04.11 DOE

Leia mais

DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO BÁSICA GERAL

DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO BÁSICA GERAL CURSO DE SERVIÇO SOCIAL Turno: INTEGRAL Currículo nº Reconhecido pelo Decreto Federal n 8.1, de 16.10.78, D.O.U. nº198 de 17.10.78. Renovação de Reconhecimento Decreto Est. nº. 106, de 1.0.11 DOE nº 85

Leia mais

Reforma do Estado. Pressões para Reforma do Estado: internas (forças conservadoras) e externas (organismos multilaterais).

Reforma do Estado. Pressões para Reforma do Estado: internas (forças conservadoras) e externas (organismos multilaterais). Reforma do Estado Pressões para Reforma do Estado: internas (forças conservadoras) e externas (organismos multilaterais). Redefinição da natureza, do alcance e dos limites à intervenção estatal. Preocupação

Leia mais

Cenário Econômico e Produtividade

Cenário Econômico e Produtividade Cenário Econômico e Produtividade junho/2015 Prof. José Pio Martins Economista Reitor da Universidade Positivo Introdução Missões do gestor Gerenciar o dia a dia Preparar a organização para o futuro Dar

Leia mais

é de queda do juro real. Paulatinamente, vamos passar a algo parecido com o que outros países gastam.

é de queda do juro real. Paulatinamente, vamos passar a algo parecido com o que outros países gastam. Conjuntura Econômica Brasileira Palestrante: José Márcio Camargo Professor e Doutor em Economia Presidente de Mesa: José Antonio Teixeira presidente da FENEP Tentarei dividir minha palestra em duas partes:

Leia mais

Com o objetivo de continuar aprimorando o modelo de gestão de Minas Gerais, foi lançado, em 2010, o projeto Agenda de Melhorias caminhos para inovar

Com o objetivo de continuar aprimorando o modelo de gestão de Minas Gerais, foi lançado, em 2010, o projeto Agenda de Melhorias caminhos para inovar março de 2012 Introdução Com o objetivo de continuar aprimorando o modelo de gestão de Minas Gerais, foi lançado, em 2010, o projeto Agenda de Melhorias caminhos para inovar na gestão pública. A criação

Leia mais

Informativo Fundos Solidários nº 13

Informativo Fundos Solidários nº 13 Informativo Fundos Solidários nº 13 Em dezembro de 2014, em Recife, Pernambuco, foi realizado o 2º seminário de Educação Popular e Economia Solidária. Na ocasião, discutiu-se sobre temas relevantes para

Leia mais

EDUCAÇÃO: DE POLÍTICA GOVERNAMENTAL A ESTRATÉGIA DO ESTADO

EDUCAÇÃO: DE POLÍTICA GOVERNAMENTAL A ESTRATÉGIA DO ESTADO EDUCAÇÃO: DE POLÍTICA GOVERNAMENTAL A ESTRATÉGIA DO ESTADO Guiomar Namo de Mello Diretora Executiva da Fundação Victor Civita No apagar das luzes do século XX, o mundo constata preocupado o quanto os recursos

Leia mais

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: Atendimento e o Currículo para o Trabalho com Pessoas com Necessidades Educativas Especiais

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: Atendimento e o Currículo para o Trabalho com Pessoas com Necessidades Educativas Especiais EDUCAÇÃO INCLUSIVA: Atendimento e o Currículo para o Trabalho com Pessoas com Necessidades Educativas Especiais Edilson José de Carvalho¹ Jarbas de Holanda Beltrão² 1 Pedagogo e Especialista em Educação

Leia mais

V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Mudanças na Cultura de Gestão

V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Mudanças na Cultura de Gestão 1 V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Painel: Desenvolvimento Institucional Mudanças na Cultura de Gestão Roteiro: 1. Perfil das organizações do PAD. 2. Desenvolvimento Institucional:

Leia mais

Programas Sociais. A recente experiência paulistana

Programas Sociais. A recente experiência paulistana Programas Sociais A recente experiência paulistana Mapa da fome no Brasil na década de 1950 Fonte: Banco Central do Brasil Fonte: CASTRO, Josué. Geografia da Fome. São Paulo: Brasiliense, 1957 10.000 9.000

Leia mais

REVISÃO DO BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA BPC: A EXPERIÊNCIA DA GERÊNCIA EXECUTIVA DO INSS DE CAMPINA GRANDE

REVISÃO DO BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA BPC: A EXPERIÊNCIA DA GERÊNCIA EXECUTIVA DO INSS DE CAMPINA GRANDE REVISÃO DO BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA BPC: A EXPERIÊNCIA DA GERÊNCIA EXECUTIVA DO INSS DE CAMPINA GRANDE Mayara Duarte Silva. Raquel Correia da Silva Universidade Estadual da Paraíba/Departamento

Leia mais

Educação e Mão de Obra para o Crescimento

Educação e Mão de Obra para o Crescimento Fórum Estadão Brasil Competitivo: Educação e Mão de Obra para o Crescimento Maria Alice Setubal Presidente dos Conselhos do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária Cenpece

Leia mais

O sistema de saúde brasileiro: história, avanços e desafios

O sistema de saúde brasileiro: história, avanços e desafios O sistema de saúde brasileiro: história, avanços e desafios Jairnilson Paim (Professor Titular da UFBA) Claudia Travassos (Pesquisadora Titular do ICICT/FIOCRUZ) Celia Almeida (Pesquisadora Titular da

Leia mais

Aula 4 A FOME NO MUNDO CONTEMPORÂNEO. Christian Jean-Marie Boudou

Aula 4 A FOME NO MUNDO CONTEMPORÂNEO. Christian Jean-Marie Boudou Aula 4 A FOME NO MUNDO CONTEMPORÂNEO OBJETIVOS Compreender a abordagem geográfica da fome; Discorrer sobre fome e desnutrição; Conhecer a problemática de má distribuição de renda e alimentos no Brasil

Leia mais

Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências

Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências Por Agnaldo dos Santos* Publicado em: 05/01/2009 Longe de esgotar o assunto, o artigo Privatização, Terceirização e

Leia mais

INDICADORES SOCIAIS (AULA 4)

INDICADORES SOCIAIS (AULA 4) 1 INDICADORES SOCIAIS (AULA 4) Ernesto Friedrich de Lima Amaral Universidade Federal de Minas Gerais Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia ESTRUTURA DO CURSO 2 1. Conceitos básicos relacionados a indicadores

Leia mais

Dados do Ensino Médio

Dados do Ensino Médio Dados do Ensino Médio População de 15 a 17 anos (2010): 10.357.874 (Fonte: IBGE) Matrículas no ensino médio (2011): 8.400.689 (Fonte: MEC/INEP) Dados do Ensino Médio Dos 10,5 milhões de jovens na faixa

Leia mais

15º Congresso Português. De Gerontologia Social. Conferência: Portugal é um País bom para se envelhecer?

15º Congresso Português. De Gerontologia Social. Conferência: Portugal é um País bom para se envelhecer? 15º Congresso Português De Gerontologia Social Conferência: Portugal é um País bom para se envelhecer? Dia: 28/11/13 Envelhecimento em Portugal Portugal, de acordo com os Censos 2011, apresenta um quadro

Leia mais

A Educação Inclusiva, realidade ou utopia?

A Educação Inclusiva, realidade ou utopia? A Educação Inclusiva, realidade ou utopia? Gloria Contenças Marques de Arruda (Escola Municipal Luiz de Lemos) Baseado em informações dos conteúdos estudados, Michels (2006) diz que "[...] as reformas

Leia mais

O Modelo de Desenvolvimento Brasileiro

O Modelo de Desenvolvimento Brasileiro GESTÃO DE MACROPOLÍTICAS PÚBLICAS FEDERAIS O Modelo de Desenvolvimento Brasileiro Esther Dweck Brasília Ministério do Planejamento 04 de fevereiro de 2014 O modelo de desenvolvimento brasileiro Objetivos

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA.

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. Profa. Elizabeth Rodrigues Felix 1 I- INTRODUÇÃO Com dezoito anos de existência, o

Leia mais

Estado e dinâmica da educação superior: um olhar para os Estados Unidos

Estado e dinâmica da educação superior: um olhar para os Estados Unidos Estado e dinâmica da educação superior: um olhar para os Estados Unidos Fábio José Garcia dos Reis Março de 2010 No Brasil, cabe ao Estado supervisionar, controlar, avaliar, elaborar políticas, autorizar,

Leia mais

Desenvolvimento e Desigualdades: cenários e perspectivas para a saúde no mundo

Desenvolvimento e Desigualdades: cenários e perspectivas para a saúde no mundo Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública Desenvolvimento e Desigualdades: cenários e perspectivas para a saúde no mundo Samira Santana de Almeida 1 RELATÓRIO 1. Apresentação O presente

Leia mais

Sustentabilidade dos Sistemas de Saúde Universais

Sustentabilidade dos Sistemas de Saúde Universais Sustentabilidade dos Sistemas de Saúde Universais Sistemas de Saúde Comparados Conformação dos sistemas de saúde é determinada por complexa interação entre elementos históricos, econômicos, políticos e

Leia mais

Empreendedora. Inovação e Gestão. Introdução ao empreendedorismo

Empreendedora. Inovação e Gestão. Introdução ao empreendedorismo Inovação e Gestão Empreendedora atuação empreendedora no brasil desenvolvimento da teoria do empreendedorismo diferenças entre empreendedores, empresários, executivos e empregados Introdução ao empreendedorismo

Leia mais

REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS. PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020: metas que envolvem a Educação Profissional

REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS. PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020: metas que envolvem a Educação Profissional REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS Projeto de Lei nº 8.035, de 2010 PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020: metas que envolvem a Educação Profissional O PNE é formado por: 10 diretrizes; 20 metas com estratégias

Leia mais

Gestão por programas: uma nova concepção de orçamento

Gestão por programas: uma nova concepção de orçamento ... Cadernos FUNDAP n. 22, 2001, p. 111-116 Gestão por programas: uma nova concepção de orçamento Sandra Lúcia Fernandes Marinho SINOPSE A Portaria n. 42, de 14 de abril de 1999, do Ministério de Planejamento,

Leia mais

VERTICALIZAÇÃO OU UNIÃO ESTRATÉGICA

VERTICALIZAÇÃO OU UNIÃO ESTRATÉGICA VERTICALIZAÇÃO OU UNIÃO ESTRATÉGICA ABRAMGE-RS Dr. Francisco Santa Helena Presidente da ABRAMGE-RS Sistema ABRAMGE 3.36 milhões de internações; 281.1 milhões de exames e procedimentos ambulatoriais; 16.8

Leia mais

PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PRS-FACIIP

PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PRS-FACIIP PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PRS-FACIIP Aprovado na Reunião do CONASU em 21/01/2015. O Programa de Responsabilidade Social das Faculdades Integradas Ipitanga (PRS- FACIIP) é construído a partir

Leia mais

PRINCÍPIOS e recomendações para um novo modelo previdenciário

PRINCÍPIOS e recomendações para um novo modelo previdenciário Confederação Confederação Confederação Confederação Confederação da Agricultura e Nacional do Nacional da Nacional das Nacional do Pecuária do Brasil Comércio Indústria Instituições Transporte Financeiras

Leia mais

Cotas Socioeconômicas sim, Étnicas não

Cotas Socioeconômicas sim, Étnicas não Este é um tema atual de debate na sociedade brasileira, motivado principalmente pela discussão das cotas étnicas e, a partir do Projeto de Lei nº 3627/04, com ênfase nas socioeconômicas (origem dos alunos

Leia mais

CARTA DE BRASÍLIA. Com base nas apresentações e debates, os representantes das instituições e organizações presentes no encontro constatam que:

CARTA DE BRASÍLIA. Com base nas apresentações e debates, os representantes das instituições e organizações presentes no encontro constatam que: CARTA DE BRASÍLIA Contribuições do I Seminário Internacional sobre Políticas de Cuidados de Longa Duração para Pessoas Idosas para subsidiar a construção de uma Política Nacional de Cuidados de Longa Duração

Leia mais

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios Pequenas e Médias Empresas no Canadá Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios De acordo com a nomenclatura usada pelo Ministério da Indústria do Canadá, o porte

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Setembro 2011 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável

Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável Este artigo é cópia fiel do publicado na revista Nu e va So c i e d a d especial em português, junho de 2012, ISSN: 0251-3552, . Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável

Leia mais

Em março de 1999, passaram a integrar o grupo, representantes da Secretaria do Tesouro Nacional e do Ministério da Educação.

Em março de 1999, passaram a integrar o grupo, representantes da Secretaria do Tesouro Nacional e do Ministério da Educação. PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO FISCAL PNEF 1 Antecedentes Historicamente, a relação fisco e sociedade, foram pautadas pelo conflito entre a necessidade de financiamento das atividades estatais e o retorno

Leia mais

154 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO

154 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO 154 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO Washington, D.C., EUA 16 a 20 de junho de 2014 CE154.R17 Original: inglês RESOLUÇÃO CE154.R17 ESTRATÉGIA PARA COBERTURA UNIVERSAL DE SAÚDE A 154 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO,

Leia mais

ELABORAÇÃO DE INDICADORES SOCIAIS

ELABORAÇÃO DE INDICADORES SOCIAIS 1 ELABORAÇÃO DE INDICADORES SOCIAIS Ernesto Friedrich de Lima Amaral 28 de setembro de 2011 Universidade Federal de Minas Gerais Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia Departamento de Sociologia e Antropologia

Leia mais

Experiências Nacionais Bem Sucedidas com Gestão de Tributos Municipais Ênfase no IPTU

Experiências Nacionais Bem Sucedidas com Gestão de Tributos Municipais Ênfase no IPTU Experiências Nacionais Bem Sucedidas com Gestão de Tributos Municipais Ênfase no IPTU O Papel dos Tributos Imobiliários para o Fortalecimento dos Municípios Eduardo de Lima Caldas Instituto Pólis Marco

Leia mais

TRADUÇÃO NÃO OFICIAL

TRADUÇÃO NÃO OFICIAL UNASUL/CMRE/RESOLUÇÃO/Nº 28/2012 MEDIANTE A QUAL É RESOLVIDO APRESENTAR PARA A APROVAÇÃO DO CONSELHO DE CHEFAS E CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO DA UNIÃO DAS NAÇÕES SUL-AMERICANAS A AGENDA DE AÇÕES PRIORITÁRIAS

Leia mais

Profa. Ligia Vianna. Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA

Profa. Ligia Vianna. Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA Profa. Ligia Vianna Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO Num passado não muito distante, a ordem sociopolítica compreendia apenas dois setores, ou seja, um público e outro privado. Esses setores

Leia mais

Emilio Botín: O objetivo é nos tornarmos o banco privado número um do Brasil

Emilio Botín: O objetivo é nos tornarmos o banco privado número um do Brasil Nota de Imprensa Emilio Botín: O objetivo é nos tornarmos o banco privado número um do Brasil Presidente mundial do Banco Santander apresenta em São Paulo o Plano Estratégico 2008-2010 para o A integração

Leia mais

O perfil das ONGs no neoliberalismo *

O perfil das ONGs no neoliberalismo * O perfil das ONGs no neoliberalismo * Elton Alcantara eltonluizcosta@gmail.com Gustavo Palmares gupalmaresrj@hotmail.com Letícia Chahaira leticiachahaira@yahoo.com.br Rafael Teixeira rafaelteixeira_ufrj@yahoo.com.br

Leia mais

,QLTXLGDGHVHP6D~GHQR%UDVLO QRVVDPDLVJUDYHGRHQoD

,QLTXLGDGHVHP6D~GHQR%UDVLO QRVVDPDLVJUDYHGRHQoD ,QLTXLGDGHVHP6D~GHQR%UDVLO QRVVDPDLVJUDYHGRHQoD 'RFXPHQWRDSUHVHQWDGRSRURFDVLmRGRODQoDPHQWRGD &RPLVVmR1DFLRQDOVREUH'HWHUPLQDQWHV6RFLDLVHP6D~GHGR %UDVLO&1'66 0DUoR ,QLTXLGDGHVHPVD~GHQR%UDVLO QRVVDPDLVJUDYHGRHQoD

Leia mais

FATORES PARA A INCLUSÃO NO MERCADO DE TRABALHO: EDUCAÇÃO, CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO DAS QUALIDADES PESSOAIS

FATORES PARA A INCLUSÃO NO MERCADO DE TRABALHO: EDUCAÇÃO, CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO DAS QUALIDADES PESSOAIS 1 FATORES PARA A INCLUSÃO NO MERCADO DE TRABALHO: EDUCAÇÃO, CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO DAS QUALIDADES PESSOAIS MAURICIO SEBASTIÃO DE BARROS 1 RESUMO Este artigo tem como objetivo apresentar as atuais

Leia mais

Perspectivas Teóricas e Analíticas das Políticas Públicas

Perspectivas Teóricas e Analíticas das Políticas Públicas Perspectivas Teóricas e Analíticas das Políticas Públicas Proporcionar insights que passariam despercebidos Detectar e prever padrões da dinâmica do sistema político em relação a determinados tipos de

Leia mais

AS CONDICIONALIDADES DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA SOB UMA PERSPECTIVA DE GÊNERO.

AS CONDICIONALIDADES DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA SOB UMA PERSPECTIVA DE GÊNERO. AS CONDICIONALIDADES DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA SOB UMA PERSPECTIVA DE GÊNERO. Lina Penati Ferreira 1 - li.penati@hotmail.com Universidade Estadual de Londrina GT 8- As interface entre teoria democrática,

Leia mais

Doutoranda: Nadir Blatt

Doutoranda: Nadir Blatt Territórios de Identidade no Estado da Bahia: uma análise crítica da regionalização implantada pela estrutura governamental para definição de políticas públicas, a partir da perspectiva do desenvolvimento

Leia mais

Portfólio Easy to Learn SERVIÇO SOCIAL

Portfólio Easy to Learn SERVIÇO SOCIAL Portfólio Easy to Learn SERVIÇO SOCIAL ÍNDICE Pensamento Social...2 Movimentos Sociais e Serviço Social...2 Fundamentos do Serviço Social I...2 Leitura e Interpretação de Textos...3 Metodologia Científica...3

Leia mais

XXV ENCONTRO NACIONAL DA UNCME

XXV ENCONTRO NACIONAL DA UNCME XXV ENCONTRO NACIONAL DA UNCME Os desafios da Educação Infantil nos Planos de Educação Porto de Galinhas/PE Outubro/2015 Secretaria de Educação Básica CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL É direito dos trabalhadores

Leia mais

O SUS COMO UM NOVO PACTO SOCIAL

O SUS COMO UM NOVO PACTO SOCIAL O SUS COMO UM NOVO PACTO SOCIAL Profª Carla Pintas O novo pacto social envolve o duplo sentido de que a saúde passa a ser definida como um direito de todos, integrante da condição de cidadania social,

Leia mais

A desigualdade de renda parou de cair? (Parte III)

A desigualdade de renda parou de cair? (Parte III) www.brasil-economia-governo.org.br A desigualdade de renda parou de cair? (Parte III) Marcos Mendes 1 O texto da semana passada mostrou como o mercado de trabalho atuou no sentido de reduzir a desigualdade

Leia mais

Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil

Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil Fernando Veloso IBRE/FGV Book Launch of Surmounting the Middle Income Trap: The Main Issues for Brazil (IBRE/FGV e ILAS/CASS) Beijing, 6 de Maio

Leia mais

Políticas Públicas I

Políticas Públicas I Políticas Públicas I Políticas Públicas e Políticas Sociais: Conceitos, Classificações e Elementos Básicos Professora: Geralda Luiza de Miranda Junho/2011 Temas das aulas Conceitos de políticas públicas.

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA GESTÃO EMPRESARIAL: REFLEXÕES SOBRE O TEMA. Renata Ferraz de Toledo Maria Claudia Mibielli Kohler

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA GESTÃO EMPRESARIAL: REFLEXÕES SOBRE O TEMA. Renata Ferraz de Toledo Maria Claudia Mibielli Kohler EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA GESTÃO EMPRESARIAL: REFLEXÕES SOBRE O TEMA Renata Ferraz de Toledo Maria Claudia Mibielli Kohler REPRESENTAÇÕES DE EDUCAÇÃO E DE MEIO AMBIENTE O QUE ENTENDEMOS POR EDUCAÇÃO? O QUE

Leia mais

Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento)

Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento) Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento) Nos dois últimos anos, vimos construindo as bases de um crescimento sustentável e socialmente benéfico para a grande maioria dos brasileiros.

Leia mais

GESTÃO PÚBLICA RELACIONAL. Antecedentes e contexto

GESTÃO PÚBLICA RELACIONAL. Antecedentes e contexto GESTÃO PÚBLICA RELACIONAL. Antecedentes e contexto O presente curso de capacitação está inserido no sistema intermunicipal de capacitação em planejamento e gestão local participativa a partir da experiência

Leia mais

TEXTO 1: A DIMENSÃO PARTICIPATIVA DA GESTÃO ESCOLAR

TEXTO 1: A DIMENSÃO PARTICIPATIVA DA GESTÃO ESCOLAR TEXTO 1: A DIMENSÃO PARTICIPATIVA DA GESTÃO ESCOLAR Heloísa Luck O trabalho escolar é uma ação de caráter coletivo, realizado a partir da participação conjunta e integrada dos membros de todos os segmentos

Leia mais

2 A Realidade Brasileira

2 A Realidade Brasileira 16 2 A Realidade Brasileira 2.1. A Desigualdade Social no Brasil De acordo com o levantamento do IBGE, embora a renda per capita no país seja relativamente elevada para os padrões internacionais, a proporção

Leia mais

A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006

A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006 A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006 No passado, até porque os custos eram muito baixos, o financiamento da assistência hospitalar

Leia mais

GRAU DE COBERTURA DOS PLANOS DE SAÚDE E DISTRIBUIÇÃO REGIONAL DO GASTO PÚBLICO EM SAÚDE

GRAU DE COBERTURA DOS PLANOS DE SAÚDE E DISTRIBUIÇÃO REGIONAL DO GASTO PÚBLICO EM SAÚDE GRAU DE COBERTURA DOS PLANOS DE SAÚDE E DISTRIBUIÇÃO REGIONAL DO GASTO PÚBLICO EM SAÚDE Samuel Kilsztajn* Dorivaldo Francisco da Silva** Marcelo Bozzini da Câmara** Vanessa Setsuko Ferreira** RESUMO: O

Leia mais

Na Crise - Esperança e Oportunidade. Desenvolvimento como "Sonho Brasileiro".(Desenvolvimento com Inclusão). Oportunidade para as Favelas

Na Crise - Esperança e Oportunidade. Desenvolvimento como Sonho Brasileiro.(Desenvolvimento com Inclusão). Oportunidade para as Favelas Na Crise - Esperança e Oportunidade. Desenvolvimento como "Sonho Brasileiro".(Desenvolvimento com Inclusão). Oportunidade para as Favelas Rio de Janeiro, 17 de setembro de 2009 Fórum Especial INAE Luciano

Leia mais

Fábio José Garcia dos Reis Dezembro de 2010

Fábio José Garcia dos Reis Dezembro de 2010 Estados Unidos: a polêmica em torno do financiamento do governo federal que beneficia as IES com fins lucrativos e aumenta o endividamento dos estudantes Fábio José Garcia dos Reis Dezembro de 2010 No

Leia mais

O ACESSO À EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL: Desafios e perspectivas

O ACESSO À EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL: Desafios e perspectivas 54ª Reunião Anual da SBPC Goiânia/GO Julho/2002 O ACESSO À EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL: Desafios e perspectivas João Ferreira de Oliveira (UFG) A universalização do acesso à educação superior constitui-se

Leia mais

Sessões 1 e 2: Apresentação da disciplina e o estudo das políticas públicas

Sessões 1 e 2: Apresentação da disciplina e o estudo das políticas públicas Disciplina: Instituições Políticas e Políticas Públicas no Brasil (EUR0204) Dia e horário: segunda, 14 às 17h. Carga horária: 45 horas Sala: I - 9 do Setor II Docente: Alan Daniel Freire de Lacerda Apresentação

Leia mais