PAPERPET 02/05/2011 METABOLIC SYNDROME IS ASSOCIATED WITH COLORECTAL CANCER IN MEN. 1 - Introdução. 1 - Introdução. 2 Pacientes e métodos

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1 PAPERPET METABOLIC SYNDROME IS ASSOCIATED WITH COLORECTAL CANCER IN MEN Claudio Pelucchi, Eva Negri, Renato Talamini, Fabio Levi, Attilio Giacosa, Anna Crispo, Ettore Bidoli, Maurizio Montella, Silvia Franceschi, Carlo La Vecchia Fernando Klein Abril/2011 EuropeanJournal of Cancer 46 (2010) A síndrome metabólica (SM) é caracterizada por um agrupamento dos componentes associados às doenças cardiovasculares (ou seja, hiperglicemia, hipertensão, obesidade e dislipidemia). Além de doenças cardiovasculares, a síndrome metabólica, mais recentemente, foi associada ao risco de vários cânceres, incluindo os do cólon e do reto, em uma série de estudos epidemiológicos. A SM pode aumentar o risco de câncer colorretal através de diversos mecanismos biológicos, em particular aqueles relacionados à resistência insulinílina, no entanto, nem todos as constatações sustentam uma relação entre síndrome metabólica e o câncer colorretal, e os resultados entre os estudos foram muitas vezes incoerentes quando as associações foram examinadas pelo sítio anatômico (cólon ou reto) e sexo. O World Cancer Research Fund e o American Institute for Cancer Research concluiram que há evidências de que gordura causa câncer colorretal. Há também evidências que mostram que o diabetes e a gordura abdominal e, em particular a adiposidade visceral, estão associados com aumento do risco de adenoma colorretal e câncer, independentemente do IMC. Por outro lado, a maioria dos achados sugerem que a associação entre a hipertensão e a dislipidemia e risco de câncer colorretal é modesta (se é que há). Para fornecer mais informações sobre a relação entre SM e seus componentes e câncer colorretal, analisamos dados de um estudo caso-controle realizado na Itália e Suíça. Os dados foram obtidos de um estudo casocontrole multicêntrico de câncer colorretal realizado em seis regiões italianas (as províncias de Pordenone e Gorizia no nordeste, as áreas urbanas de Milão e Gênova e da província de Forlì no Norte; Latina no centro e na zona urbana de Nápoles, no Sul) e em Canton Vaud, na Suíça, entre 1992 e

2 O estudo incluiu: casos de câncer de cólon (1.209 da Itália e 169 da Suíça, sendo 780 homens e 598 mulheres, com idades entre anos) 878 casos de câncer retal (723 da Itália e 155 da Suíça, sendo 530 homens e 348 mulheres, com idades entre anos) controles (4.055 da Itália e 606 da Suíça, sendo 2364 homens e 2297 mulheres, com idades entre anos) Foram excluídos: Indivíduos menores de 30 anos e maiores de 8o Os controles foram pacientes internados na mesma rede de hospitais dos casos de neoplasia confirmada (23% tinham condições traumáticas, principalmente fraturas e entorses, 26% doenças ortopédicas não-traumática, 25% condições cirúrgicas agudas e 26% diversas outras doenças, como de ouvidos, olhos e pele). A proporção de recusas foi <5% para ambos casos e controles, em todos os centros italianos, e cerca de 15% na Suíça. O projeto era o mesmo para os estudos italianos e suíços. Entrevistadores treinados utilizaram um questionário estruturado para coletar dados durante a internação. Os dados incluiam características sóciodemográficas, tabagismo, álcool, hábitos de dieta, atividade física, histórico familiar de câncer, auto-relatos de altura e peso em várias idades e história pessoal de algumas condições médicas. O IMC foi calculado acordo com o índice de Quetelet (peso/altura²) A presença de obesidade central foi definida como um valor do IMC >= 25kg/m² na idade de 30 anos Informações sobre as condições médicas, incluindo a história clínica de obesidade, história da hipertensão tratada com medicamentos, diagnóstico clínico de hipercolesterolemia e diabetes tipo-2 foi auto-referido e incluiu a idade ao diagnóstico. O indicador de síndrome metabólica foi definido de acordo com o Internacional Diabetes Federation (IDF) como: Presença simultânea de obesidade central mais pelo menos dois outros componentes do seguinte: - diagnóstico clínico de hipercolesterolemia - história de hipertensão tratada com fármacos - diabetes Quando as informações sobre o IMC aos 30 anos estavam faltando (ou seja, 107 casos [4,7%] e 139 controles [3,0%]), os indivíduos foram excluídos da análise sobre a síndrome metabólica. Saindo do artigo.. Estudo: Descritivo X Analítico Observacional (não-experimental) X intervenção (experimental) Estratégias: Estudos ecológicos Inquéritos tipo corte-transversal (seccionais) Estudos de caso-controle Estudos de coorte 2

3 Saindo do artigo.. Estudo: Estudos de caso-controle Descritivo X Analítico Observacional (não-experimental) X intervenção (experimental) Estratégias: Estudos ecológicos Inquéritos tipo corte-transversal (seccionais) Estudos de caso-controle Estudos de coorte É um estudo longitudinal ou de seguimento onde se procura verificar a freqüência de um determinado agravo na presença ou ausência de um determinado fator condicionante/determinante (exposição). Distingui-se do estudo de coorte pelo fato de que as pessoas foram escolhidas por estarem doentes. 2.1 Análise estatística Odds ratio (OR) e o intervalo de confiança (IC) correspondente de 95% foram obtidos a partir de modelos de regressão logística múltipla não condicional, incluindo os termos para a idade, centro de estudos, sexo, educação, tabagismo, ingestão de álcool e atividade física ocupacional na idade de Odds Ratio A razão de chances (em inglês: odds ratio; abreviatura O.R.) é definida como a razão entre a chance de um evento ocorrer em um grupo e a chance de ocorrer em outro grupo. Chance é a probabilidade de ocorrência deste evento dividida pela probabilidade da não ocorrência do mesmo evento. Esses grupos podem ser, por exemplo, amostras de pessoas com ou sem uma doença, no qual se quer medir a chance dessa pessoa ter sido exposta a um determinado agente ambiental Se as probabilidades de um evento em cada um dos grupos forem p (primeiro grupo) e q (segundo grupo, então a razão de chances é: Odds Ratio Se as probabilidades de um evento em cada um dos grupos forem p (primeiro grupo) e q (segundo grupo, então a razão de chances é: Intervalo de confiança Intervalo de confiança (IC) é um intervalo estimado de um parâmetro estatístico. São usados para indicar a confiabilidade de uma estimativa (quão confiáveis são os resultados de uma pesquisa) 3

4 3 - Resultados 3 - Resultados 3 - Resultados 3 - Resultados 3 - Resultados A Síndrome Metabólica ( principalmente seu componente de hiperinsulinemia) pode influenciar o risco de câncer colorretal através de vários mecanismos biológicos plausíveis. A insulina aumenta os níveis de IGF 1 biodisponível ao suprimir a secreção hepática de IGF (fatores de crescimento semelhante à insulina). IGF-1 estimula a proliferação e diferenciação celular, inibe a apoptose e aumenta a produção de células endoteliais e fatores de crescimento, importante na angiogênese do tumor. 4

5 A associação entre obesidade e câncer de cólon e reto varia de acordo com o gênero. Uma meta-análise descobriu que o risco de câncer de cólon e reto é maior em homens que em mulheres. Nossos resultados são coerentes com esses achados. Como a obesidade central tem um papel fundamental na síndrome metabólica e é mais comum em homens que em mulheres, este componente pode explicar os resultados diferentes para SM de acordo com o gênero. Os homens têm níveis mais altos de concentração circulante de IGF-1 do que as mulheres. Os achados desse estudo sobre SM estão em amplo acordo com outros estudos. Um estudo prospectivo nos EUA, com base em indivíduos, encontraram uma associação direta com o câncer colo-retal em homens, mas não em mulheres. Outros estudos, como um feito na Itália, sobre a síndrome metabólica e câncer colorretal, porém, relataram resultados contrastantes, com riscos elevados entre as mulheres, mas não entre homens. A questão de variação do risco de acordo com o sexo ainda está, portanto, em aberto para discussão. Nossas informações sobre a síndrome metabólica são baseadas em um questionário abordando detalhes sobre a história das doenças selecionadas (idade no primeiro diagnóstico de hipertensão tratada, hipercolesterolemia, diabetes) e não a partir de medições diretas de sangue, pressão, triglicerídeos, HDL-colesterol e de glicose de jejum. A prevalência de síndrome metabólica em nossos dados é, portanto, susceptível de ser subestimada. O câncer colorretal provoca perda de peso e, por isso, é provável interferir com medidas da circunferência da cintura. Assim, utilizamos o IMC aos 30 anos como um indicador para obesidade central. Embora possam ter ocorrido importantes alterações no IMC durante a vida, excesso de peso em juventude era tão ou mais importante do que excesso de peso recente para abordar a associação com câncer colorretal, notadamente neste e em outros estudos. Em conclusão, este estudo suporta uma associação direta entre Síndrome Metabólica e cânceres de cólon e reto em homens, mas não em mulheres. O risco aumenta conforme o número de componentes da SM, até um risco mais que duplicado para os homens com três ou mais componentes. Os componentes mais importantes para explicar a associação foram: hipertensão e sobrepeso, embora nenhum dos fatores aumenta o risco de mais de 30% quando considerados individualmente. Isso pesa a favor de um papel combinado de fatores envolvidos na síndrome metabólica na etiologia do câncer colorretal no sexo masculino. Referências 1. Executive Summary of the Third Report of the National Cholesterol Education Program (NCEP) Expert Panel on Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Cholesterol in Adults (Adult Treatment Panel III). JAMA 2001;285: Alberti KG, Zimmet P, Shaw J. The metabolic syndrome a new worldwide definition. Lancet 2005;366: World Health Organization (WHO). Definition, diagnosis and classification of diabetes mellitus and its complications: report of a WHO consultation. Geneva: WHO; Alberti KG, Eckel RH, Grundy SM, et al. Harmonizing the metabolic syndrome: a joint interim statement of the International Diabetes Federation Task Force on Epidemiology and Prevention; National Heart, Lung, and Blood Institute; American Heart Association; World Heart Federation; International Atherosclerosis Society; and International Association for the Study of Obesity. Circulation 2009;120: Giovannucci E. Metabolic syndrome, hyperinsulinemia, and colon cancer: a review. Am J Clin Nutr 2007;86:s Russo A, Autelitano M, Bisanti L. Metabolic syndrome and cancer risk. Eur J Cancer 2008;44: Stocks T, Lukanova A, Johansson M, et al. Components of the metabolic syndrome and colorectal cancer risk; a prospective study. Int J Obes (Lond) 2008;32:

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