Vigilância Epidemiológica, Sanitária e Ambiental

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1 Saúde Pública Vigilância Epidemiológica, Sanitária e Ambiental Tema 8 Estudos em Epidemiologia Bloco 1 Danielle Cristina Garbuio

2 Objetivo da aula Apresentar os principais desenhos de pesquisa em epidemiologia.

3 Epidemiologia Realiza o estudo da distribuição e dos determinantes de frequência das doenças em populações humanas. Distribuição descritivo. Determinantes analítico.

4 Epidemiologia Aplicações da Epidemiologia: Descrever enfermidades na comunidade. Ser instrumento de predição. Identificar grupos vulneráveis. Avaliar serviços de saúde. Completar o caso clínico das enfermidades. Identificar novas síndromes. Identificar fatores etiológicos.

5 Desenhos de Pesquisa em Epidemiologia Observacionais Experimentais Caso-Controle Coorte Estudos de caso Transversais Ecológicos Ensaio Clínico Randomizado Quase-experimento Experimento não controlado

6 Estudos Experimentais Ensaio Clínico Randomizado: Manipulação tratamento/intervenção. Controle grupo de comparação. Randomização. Intervenções podem ser: educativas, medicamentos, dietas, terapias.

7 Estudos Experimentais Quase-Experimento Envolve a intervenção. Uma das três características não está presente: - Manipulação da intervenção. - Randomização. - Grupo controle.

8 Estudos Experimentais Experimento Não Controlado Há intervenção, mas não há controle sobre as variáveis.

9 Saúde Pública Vigilância Epidemiológica, Sanitária e Ambiental Tema 8 Estudos em Epidemiologia Bloco 2 Danielle Cristina Garbuio

10 Estudos Observacionais Coorte População de estudo Expostos e não expostos. Indivíduos dos dois grupos são acompanhados para verificar a incidência da doença entre expostos e não expostos. Se a exposição estiver associada à doença, espera-se que a incidência entre expostos seja maior do que a entre não expostos.

11 Estudos Observacionais Coorte Vantagens: - Avalia relação entre exposição e desfecho. - Avalia múltiplos fatores relacionados a um desfecho. Desvantagens: - Tempo duração Custo. - Perdas ao longo do estudo.

12 Estudos Observacionais Caso-Controle População estudo indivíduos com a doença (casos) e indivíduos sem a doença (controles). Determina-se qual é a odds da exposição entre casos e controles. Se existir associação entre a exposição e a doença, espera-se que a odds da exposição entre casos seja maior que a observada entre controles.

13 Estudos Observacionais Caso-Controle Vantagens: - Tempo menor custo menor. - Doenças raras. Desvantagens: - Viés de seleção. - Viés de memória.

14 Estudos Observacionais Estudos de caso Descrevem a experiência de um paciente ou grupo (série de casos) com um mesmo diagnóstico. Contribuem com a formulação de novas hipóteses.

15 Estudos Observacionais Transversais A exposição e a condição de saúde do participante são determinadas simultaneamente. Determinar a prevalência de uma doença ou condição relacionada à saúde de uma população especificada características dos doentes são comparadas com as de não doentes.

16 Estudos Observacionais Transversais Não é possível saber se a exposição antecede ou é consequência da doença/condição relacionada à saúde. Fraco para determinar associações causa-efeito. Forte identificar pessoas e características passíveis de intervenção e gerar hipóteses de causas de doenças.

17 Estudos Observacionais Ecológicos Comparam-se a ocorrência da doença/condição e a exposição de interesse entre populações. Verifica-se a possível existência de associação. Não existem informações sobre a doença e exposição do indivíduo população.

18 Estudos Observacionais Ecológicos Vantagens é a possibilidade de examinar associações entre exposição e doença/condição relacionada na coletividade. Desvantagem: Possibilidade do viés ecológico. Viés ecológico Uma associação observada na população não significa que a mesma associação ocorra em nível individual

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