RELAÇÃO ENTRE DIREITO DE INFORMAÇÃO E DIREITOS DA PERSONALIDADE Mariana Araújo Cappello Ávilla 1

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "RELAÇÃO ENTRE DIREITO DE INFORMAÇÃO E DIREITOS DA PERSONALIDADE Mariana Araújo Cappello Ávilla 1"

Transcrição

1 1 RELAÇÃO ENTRE DIREITO DE INFORMAÇÃO E DIREITOS DA PERSONALIDADE Mariana Araújo Cappello Ávilla 1 RESUMO O presente artigo tem como objeto o estudo da relação entre direito de informação e direitos da personalidade, especialmente diante do excessivo uso indevido da intimidade da pessoa humana pelos meios de comunicação. Uso esse, que muitas vezes causa danos irreparáveis ao seu titular. O estudo destes institutos se faz necessário para que haja uma delimitação de até onde a exposição da pessoa é válida no exercício ao direito à liberdade de expressão e comunicação. Assim ao analisarmos esses direitos pode-se ter uma melhor compreensão da atualidade constitucional brasileira, pois esses institutos possuem grande relevância para a criação e manutenção do Estado Democrático de Direito, uma vez que o Constituinte reconhece, ampara, protege e individualiza a pessoa humana. PALAVRAS-CHAVES: direitos da personalidade; direito a informação; limite entre esses direito; aparente conflito; critério de solução. INTRODUÇÃO Tendo em vista a situação atual da globalização, com os meios de comunicação de massa atingindo quase toda a população mundial, de forma imediata, rápida e eficaz, proporcionando uma integração nunca antes verificada 2, o direito a informação, é necessário, pois não só propícia à atualização das pessoas como, também, cria valores, muda opiniões, denuncia, interage e integra as pessoas como um todo, possuindo, assim, um valor social. Além, é claro, de ser essencial para a manutenção de um estado democrático de direito. Porém, com o intuito de dar uma maior cobertura sobre a matéria ou assunto e assim ganhar audiência, os meios de comunicação de massa utilizam-se deste direito de informar, previsto constitucionalmente, para muitas vezes ferirem outros direitos 1 Acadêmica do 10º período de Direito da Escola de Direito e Relações Internacionais das Faculdades Integradas do Brasil UniBrasil. 2 GODOY, Cláudio Luiz Bueno de. A liberdade de imprensa e os direitos da personalidade. São Paulo: Atlas, 2001, p. 11.

2 2 previstos, também, em nossa Constituição Federal, como é o caso dos direitos da personalidade (honra imagem, intimidade) 3. Os direitos da personalidade possuem características próprias que os colocam em posição de destaque, são direitos essenciais ou fundamentais, que dão ao individuo a própria noção de pessoa 4. Quando esses direitos da personalidade são violados pela imprensa, suas conseqüências são de difícil e ineficaz reparação. Como exemplos de violações destes direitos, têm-se O Caso Escola Base, em março de 1994; O Caso Ibsen Pinheiro ( máfia dos anões do orçamento ), em maio de ; Vera Fischer como musa delinqüente, no final de 1995; Chico Buarque e Celina Sjostedt, em Fevereiro de 2005 e Daniela Cicarelli e Renato Malzoni em setembro de 2006 entre outros 6. Como visto ambos os direitos, possuem tutela constitucional e integram os chamados direitos fundamentais, porém os valores que revestem cada um desses dois direitos (direitos da personalidade e liberdade de expressão e comunicação), muitas vezes são opostos 7. Porém, por mais essencial que sejam os direitos a liberdade de expressão e comunicação, por um lado, e, os direitos da personalidade, por outro, ambos, não devem ser considerados absolutos. E ao entrarem em conflito, fora dos casos ressalvados em lei, encontram seus limites 8. Estudar esses dois institutos através de princípios como a proporcionalidade, adequação, necessidade e razoabilidade se faz necessário para que possamos encontrar um ponto de equilíbrio, ou mesmo vislumbrar até que ponto poderia sobrepor-se um ao outro. 3 NUNES, Gustavo Henrique Schneider. O direito à liberdade de expressão e direito à imagem. Pg 2 4 AFFORNALI, Maria Cecília Naréssi Munhoz. Direito à própria imagem. Curitiba: Juruá, 2003, p TÓFOLI, Luciene. Ética no jornalismo. Petrópolis: Vozes, 2008, p Ibid., p CENEVIVA, Walter. Informação e privacidade. In: XVIII CONFERÊNCIA NACIONAL DOS ADVOGADOS: cidadania, ética e estado. 2002, Salvador. Anais. Brasília: OAB, 2003, p NUNES, op.cit., p.2

3 3 1 LIMITES ENTRE ESSES DIREITOS O presente capítulo pretende abordar os possíveis limites existentes ao exercício dos direitos aqui estudados (quais sejam limites do direito à imagem, da honra, da vida privada e da intimidade). Ao tentar exercer de forma plena os direitos fundamentais, conferidos pela CF/88 (direitos da personalidade e direitos a informação), o seu titular, pode e em muitos casos gera um conflito, um confronto ou até mesmo viola um desses direitos. Vez que se vive em sociedade e ao exercer um direito próprio (seu) pode fazer com que seus atos intervenham na esfera (privada e jurídica) de terceiro e como conseqüência desses atos, direitos, também fundamentais, desses terceiros sejam feridos. Assim, os meios de comunicação de massa ao divulgarem as notícias, críticas ou opinião, podem invadir a esfera privada das pessoas e SERRANO, ensina que em diversas situações, o exercício de um direito fundamental pode implicar a ofensa de um ou outro direito, de igual ou diferente natureza. 9 Ou seja, pode-se dizer que há a colisão entre direitos, quando determinas opiniões ou fatos relacionados ao âmbito de proteção constitucional de direitos como a honra, intimidade, à vida privada e a imagem, não podem ser divulgados de forma indiscriminada pela liberdade de expressão e comunicação. 10 SARLET diz que A identificação dos limites dos direitos fundamentais constitui condição para que se possa controlar o seu desenvolvimento normativo Como já citado, o conteúdo aqui estudado, encontra sua previsão legal Constitucional, principalmente, nos artigo 5 e 220 e seus incisos. E neste contexto, CARVALHO, questiona: 9 SERRANO, op. cit., p FARIAS, Edimilsom Pereira de. Colisão de direitos: a honra, a intimidade, a vida privada e a imagem versus a liberdade de expressão e comunicação. 3. ed. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris, p SARLET, Ingo Wolfgang. A eficácia dos Direitos Fundamentais: Uma teoria Geral dos Direitos Fundamentais na Perspectiva Constitucional ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado p. 391.

4 4 Qual o elemento de contenção à liberdade de informação contido nestes dispositivos? Nenhum, além de outros direitos que a mesma Constituição assegura. As normas transcritas têm, pois, eficácia plena, não admitindo qualquer tipo de contenção por lei ordinária, a não ser meramente confirmativa das restrições que a própria Constituição menciona nos incisos do artigo 5º e no artigo Com relação aos limites aos direitos da personalidade, pose-se dizer que o exercício de direitos como os da personalidade não poderiam sofrer limitações, mas como exceção a essa regra, estaria a sofre limitação voluntária, desde que não permanente, nem geral 13, ou seja, cabe ao titular do direito conceder autorização, mas essa autorização não diz respeito a todos os direitos e deve prever um prazo para essa limitação. Já em relação aos limites existentes a liberdade de imprensa, deve-se ter em mente que, sendo a Liberdade de imprensa um direito de manifestação do pensamento pela imprensa, ela (liberdade de imprensa), assim como os demais direitos, possui como limite ao exercício de sua livre manifestação o direito de terceiro. 14 Como formas de limites ao direito de informação têm se a proteção aos direitos da personalidade, que podem se dar de duas formas: uma no sentido positivo, isto é a sua proteção como um direito em si, e que está previsto na CF/88 15 e outra visão, em um sentido negativo, quando há sua proteção no artigo 220, 1º CF/ Assim, por se tratarem de direitos igualmente protegidos pela CF/88, os limites a esses direitos devem ser exceção, e deve-se utilizar de critérios como o da proporcionalidade e de questões como da responsabilidade profissional, daqueles que se utilizam desses direitos. E, devendo apenas o, magistrado, no caso concreto acomodar de forma harmônica esses direitos. 17 O direito à imagem sendo ele uma faculdade que o indivíduo (titular da imagem) possui de impedir que terceiros, sem autorização, registrem sua imagem ou a reproduzam, qualquer que sejam o seu meio. Assim, para que haja violação a esse 12 CARVALHO, op. cit. p VIERIA, op. cit., p GUERRA, op. cit., p Artigo 5, X CF 16 FARIAS, op. cit., p SERRANO, op. cit., p 87.

5 5 direito, basta que a imagem seja utilizada sem a autorização de seu titular. 18 Desta feita, dois são os limites ao exercício ao direito à imagem: um que decorre da própria vontade de seu titular (consentimento), isto é, da possibilidade que este tem de dispor destes direito, que ira se revela nas autorizações, e outro que decorre de lei, que como exemplos tem se os casos previstos no artigo 20 Código Civil. AFFORNALLI observa que o exercício do direito à imagem encontra limitações de duas espécies. As primeiras limitações decorrem da própria natureza de direitos da personalidade que é, de sua característica de direito essencial (...). A segunda ordem de limitações impostas ao direito à própria imagem diz respeito à preponderância do interesse público. 19 Observa-se assim, que é possível uma violação aos direito à imagem, primeiramente, em razão da própria essência desse direito, direito essencial, do qual é possível ao seu titular coloca-lo a disposição, assim nestes casos, cabe exclusivamente ao titular desses direito, a possibilidade de decidir sobre a captação ou exposição de sua imagem. E uma outra possibilidade de violação destes direitos e quando se trata de interesses da coletividade (interesse público). Edilsom Pereira de FARIAS ensina o que seriam os interesses da coletividade: Notoriedade: as pessoas célebres, em face do interesse que despertam na sociedade, sofrem restrições em seu direito à imagem; (...) Acontecimentos de interesse público ou realizações em público: (...) não se exige o consentimento do sujeito quando a divulgação de sua imagem estiver ligada a fatos, acontecimentos ou cerimônias de interesse público ou realizadas em público; (...) Interesse científico, didático ou cultural: (...) justifica-se a publicação da imagem de uma pessoa quando se visa alcançar fins científicos, didáticos ou culturais (...); Interesses de ordem pública: diz respeito à necessidade de divulgar a imagem da pessoa para atender interesses da administração da justiça e da segurança pública. 20 Para DE CUPIS, quando esse limite decorrente do consentimento, deve-se atentar para que se utilize essa imagem, sempre dentro dos limites desta autorização, devendo-se evitar, mesmo havendo essa possibilidade, ao máximo o consentimento tácito. 21 Em muitos casos divulga-se a imagem alheia, sem a devida autorização (consentimento tácito) e sem fim informativo ou jornalístico, o que se faz é utilizarse de artifícios, relacionando essa imagem a hipóteses de se tratar de questões de 18 BORGES, op. cit., p AFFORNALLI, op. cit., p FARIAS, op. cit., p CUPIS, op. cit., p. 146.

6 6 interesse público - manutenção da ordem publica ou, então administração da justiça -, e com isso ferem direito fundamental. De acordo com AFFORNALLI, Para que o fundamento do interesse público seja válido é necessário que, além de tratar-se de pessoa pública ou notória, as imagens se refiram à sua vida pública e se destinem a informação. 22 A notoriedade (pessoas notórias) seria uma forma de autorização tácita, por parte do titular deste direito, em razão da necessidade de satisfazer o interesse do público em conhecer a sua imagem, especialmente por serem, esses, pessoas evidentes, conhecidas por todos em razão de destaque na atividade que exercem; são pessoas ligadas a artes, ciência, esporte, política. Porém, mesmo essas pessoas (notórias), possuem um espaço reservado, a esfera intima particular. 23 Deve-se ter sempre em mente que tais exceções, também sofrem restrições, e conforme BELTRÃO quando sua exposição vier a atingir a honra, a boa fama e a respeitabilidade da pessoa, facultado inclusive o direito de pedir indenização. 24 Assim, para que não haja abuso ao direito à imagem, é necessária a autorização de seu titular da imagem para que essa possa circular, ou então é possível essa divulgação sem a autorização nos casos em que a utilização da imagem sirva para a administração da justiça ou manutenção da ordem pública. 25 No que tange ao direito a honra, sua limitação é difícil, visto que a honra é a forma que a sociedade vê a pessoa, qualquer atitude que fira esse direito, seria uma afronta e não encontraria previsão legal. O que muitas vezes acorre é que violações ao direito a honra tornar-se ilícitos penais, tais como a injúria, calúnia e difamação, porém tal questão não merece destaque no presente trabalho. Existem duas situações especificas em que poderia haver limitação ao exercício da honra e que são bem descritas por DE CUPIS Dois atos emanados de autoridade pública têm o poder jurídico de diminuir a honra pessoal: a condenação penal e a declaração de falência AFFORNALLI, op. cit., p CUPIS, op. cit., p BELTRÃO, op. cit., p Artigo 20 Código Civil. 26 DE CUPIS, op. cit. p. 128.

7 7 Assim, somente uma autoridade pública, após transito em julgado, pode divulgar essa decisão e como conseqüência desse ato pode ocorrer a diminuição, ou melhor, uma modificação na imagem, da visão que a sociedade tem desta pessoa. Já uma outra situação em que haveria limite ao exercício deste direito seria a "exceptio veritatis" (exceção da verdade) prevista na legislação penal, na qual consiste na possibilidade de o agente, que imputou o fato falso, prove a veracidade deste fato, em determinadas hipóteses de crime contra a honra (Calúnia e difamação 27 ). 28 Agora, como soluções para essas colisões no caso concreto, a doutrina prevê, consensualmente, a possibilidade de duas espécies de limitação a direitos fundamentais: A expressa disposição constitucional, que é quando a CF/88 prevê expressamente limites, formas de solução para esses conflitos, como exemplo art. 5, XII versus o arts. 136, 1º, I, b e 139, III; 29 Outras vezes, utiliza-se da faculdade de serem criados institutos jurídicos infraconstitucional, para delimitarem a questão de forma mais especifica, são as normas legais promulgada com fundamento na constituição. 30 E há uma terceira hipótese, essa já não consensual, de colisão entre direitos fundamentais, que para alguns poderia ser subespécie da segunda hipótese, mas que segundo SARLET, a distinção entre os três tipos de limites referidos torna mais visível e acessível o procedimento de controle da atividade restritiva em cada caso. 31 Mas o que todas elas trazem como regra e o equacionamento desses conflitos, com fundamento constitucional. 32 Já em relação às limitações existentes no exercício dos direitos a vida privada e a intimidade, estes serão tratados como único, como limites ao exercício a privacidade, pois como estudado, esses dois direitos são muito próximos e possuem diferenças muito pequenas e que para o assunto aqui abordado (limites) se tornam irrelevantes, possibilitando, assim, que esses dois temas sejam tratados de forma única. Na visão de BORGES, reconhecer a vida privada é reconhecer a necessidade de se proteger a esfera privada da pessoa contra intromissão, curiosidade e bisbilhotice 27 Artigo 138, 3 CP não é permitido e no artigo 139 CP não é aceita, a não ser no único. 28 FARIAS, op. cit., p SARLET, op. cit., p Ibid., p Ibid., p SERRANO, op. cit., p. 21.

8 8 alheia, além de evitar a divulgação das informações obtidas por meio de intromissão indevida. 33 Os direitos da privacidade são irrenunciáveis, o que não impedem que exista uma limitação temporária de seu exercício. O que pode existir é uma mobilidade em relação aos limites da privacidade, dependendo de que Estado está se falando e da pessoa titular deste direito, pois existem os anônimos e também aqueles que são dependem da exposição de pública, como por exemplo, os políticos, os artistas. 34 Na visão de BITTELI, dois seriam esses limites: A potencial invasão pelo agente da comunicação da privacidade do retrato na mensagem informativa strictu senso (jornalística), que é uma violação evidente de um direito individual ou a renúncia voluntária de partes da privacidade do(s) indivíduo(s) retratado(s) pelo agente, com o intuito de propiciar entretenimento à massa de receptores ou à coletividade, classe ou grupo de usuários de uma determinada conexão comunicativa, viabilizada por um provedor de acesso e hospedagem por um programador ou um ofertante de conteúdo. 35 Essas limitações são umas espécies de exceções, pois normalmente não se pode invadir este espaço privado da pessoa, porém nestas situações há a possibilidade de se adentrar na esfera privada do indivíduo, em razão da preponderância do interesse coletivo sobre o particular. 36 Exceções, essas que se dão em razão de autorização própria do titular deste direito, ou por determinações da legislativo ou judiciário (...) para administração da justiça e da ordem pública. 37 Assim, por tratar-se de um espaço particular, profundo e secreto, teoricamente não poderia ser invadido. Porém, há a possibilidade de invasão do espaço quando esses direitos estão ligadas a questões de: interesse público, pessoa pública e também quando há a autorização do próprio indivíduo para que assuntos de sua vida particular sejam divulgados, especulado por terceiros e nas relações de emprego. 38 Assim há uma dificuldade em delimitar, exatamente, o que diz respeito a intimidade/vida privada (assuntos particulares) dos assuntos da vida 33 BORGES, op. cit. p Ibid., p BITELLI, Marcos Alberto Sant Anna. A privacidade e a crise do direito da comunicação social: o controle regulatório. In: MARTINS FILHO, Ives Gandra ; MONTEIRO JUNIOR, Jorge. (Orgs.). Direito a Privacidade. São Paulo: Idéias & Letras p BITTAR, op. cit., p VIEIRA, op. cit., p Ibid., p. 135.

9 9 privada/intimidade que são de interesse público (aqueles que devem ser divulgados), pois normalmente vida privada e interesse publico estão intimamente relacionados. 39 Para BITELLI, os limites encontrados para os direitos da vida privada/intimidade seriam: interesse público o próprio consentimento (a autorização outorgada) para que assuntos de sua intimidade/vida privada sejam discutidos, comentados por terceiro, aqui há a necessidade de se verificar, alem da autorização, se o assunto (relacionado a privacidade) e também de interesse da sociedade e por último os limites impostos pelo caráter público das pessoas. 40 Quando se fala em interesse público deve-se atentar ao fato de que interesse público não é a mesma coisa do que curiosidade pública APARENTE CONFLITO Diante do crescente número de direito que, atualmente, vem sendo considerados fundamentais, assim ensina TAVARES, Com o transcorrer dos tempos, o rol dos direitos fundamentais aumentou. Inúmeras gerações (dimensões) surgiram. Se, por um lado, há um fator seguramente positivo nessa majoração quantitativa de direitos fundamentais, por outro, torna-se usual a existência de conflitos entre estes, na medida em que alguns findam por ser, em algum momento, antagônicos. Isto porque os direitos fundamentais apresentam natureza princípiológica, ou seja, são deveres abstratos e, ao contrario das regras, não possuem diretrizes pré estabelecidas de resolução conflitual. 42 Assim, observa-se que o crescente, ou melhor, o aumento dos direitos fundamentais é bom, no sentido que a esfera de proteção também aumenta o que da/gera/possibilita ao ser humano, melhores condições, possibilita uma vida mais digna. Por outro lado, aumentam-se as possibilidades de colisões entre esses direitos. CANOTILHO observa os requisitos que devem estar presentes nos casos de conflito entre direitos fundamentais, Concorrência de direitos fundamentais existe quando um comportamento do mesmo titular preenche os pressupostos de fato de vários direitos fundamentais. (...) Uma das formas de 39 TAVARES, op. cit., p BITELLI, op. cit., p Id. 42 TAVARES, op. cit., p. 214.

10 10 concorrência de direitos é, precisamente, aquela que resulta do cruzamento de direitos fundamentais: o mesmo comportamento de um titular é incluído no âmbito de proteção de vários direitos, liberdades e garantias. O conteúdo destes direitos tem, em certa medida e em certos sectores limitados, uma cobertura normativa igual. (...) Outro modo de concorrência de direitos verifica-se com a acumulação de direitos: aqui não é um comportamento que pode ser subsumido no âmbito de vários direitos que se entrecruzam entre si; um determinado bem jurídico leva à acumulação, na mesma pessoa, de vários direitos fundamentais. 43 Para saber se está diante de um caso de conflito de direitos, deve-se analisar cada caso concreto, a existência ou não da colisão, e existira a colisão desses direitos, quando o exercício de um desses direitos por parte de seu titular, colidir com o exercício de outro desses direitos por parte de outro titular e conforme BELTRÃO, necessita-se valorizar o caso concreto para verificar se houve violação do fundamento ético da dignidade da pessoa humana, a fim de concluir se estamos diante de direitos da personalidade. 44 Na pratica, é freqüente, a colisão de direitos fundamentais ou o choque deste com outros bens jurídicos protegidos constitucionalmente. É quando há, como no caso em tela, colisão entre próprios direitos fundamentais, ocorre quando o exercício de um direito fundamental colide com o exercício de outro direito fundamental. 45 Porém, quando esses dois direitos direitos da personalidade e direito à informação - colidem, são ângulos opostos, pois o conjunto de valores da informação, para o jornalismo, corresponde à quantidade e qualificação contraria ao mesmo nível a privacidade das pessoas. Para evitar dúvidas, é necessário analisar cada caso concreto. 46 Como exemplo da colisão desses direitos, tidos como fundamentais, (...) é a contraposição que há entre o direito de a pessoa (normal 47 ) não ver sua imagem publicada em um jornal, versus à divulgação de publicidade utilizando fotos de jogadores de futebol. Nos dois casos existe a divulgação da imagem de uma pessoa, contudo, para saber se houve lesão a direito da personalidade, é necessário estudar 43 CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito Constitucional: e a teoria da constituição. 7. ed. Coimbra: Edições Almedina, p BELTRÃO, op. cit., p FARIAS, op. cit., p CENEVIVA, op. cit., p Não notória ou pública.

11 11 cada caso em sua essência, a fim de verificar a existência de violação ao fundamento ético da dignidade da pessoa humano. 48 Não são raros os casos em que, à veiculação da noticia, da critica ou da opinião, se oponha à vedação da invasão da intimidade ou da privacidade da pessoa humana, assim, o que se tem observado, nos últimos anos, é a gama de casos em que se invoca o Supremo Tribunal de Justiça, para que este se manifeste a respeito da colisão entre os direitos da personalidade e direito a informação. Abaixo, alguns exemplos de possíveis conflitos que podem ocorrer, como é o caso de alguns julgados que irá se demonstrar. Com relação a direitos da vida privada, tem-se o Recurso Especial, nº SC (2003/ ) 49. EMENTA: DIREITO CIVIL. DIREITO DE IMAGEM. TOPLESS PRATICADO EM CENÁRIO PÚBLICO. Não se pode cometer o delírio de, em nome do direito de privacidade, estabelecerse uma redoma protetora em torno de uma pessoa para torná-la imune de qualquer veiculação atinente a sua imagem. Se a demandante expõe sua imagem em cenário público, não é ilícita ou indevida sua reprodução pela imprensa, uma vez que a proteção à privacidade encontra limite na própria exposição realizada. Recurso especial não conhecido. A autora ajuizou ação contra a ré, em razão de publicação desautorizada da autora em topless, fotografada em praia pública, em momento de lazer. O Recurso Especial não conhecido, razão de não ter sido ilícita ou indevida a utilização da imagem, vez que a autora estava em cenário público, um dos limitadores a proteção à privacidade. Um julgado interessante no que diz respeito à honra, é o Recurso Especial nº ES (2007/ ) 50 : 48 BELTRÃO, op. cit., p BRASIL. Supremo Tribunal de Justiça. Federal. Ação de indenização por dano moral. Recurso Especial n Maria Aparecida de Almeida Padilha e RBS. Zero Hora Editora Jornalística S/A. Relator: Ministro César Asfor Rocha. 13. set Supremo Tribunal de Justiça. Disponível em: <https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?registro= &dt_publicacao=13/09/2004>. Acesso em: 29. set BRASIL. Supremo Tribunal de Justiça. Federal. Ação de indenização por dano moral. Recurso Especial n Hélio de Oliveira Dorea e Globo Comunicações e Participações S/A. Relatora: Ministra Nancy Andrighi. 19. ago Supremo Tribunal de Justiça. Disponível em: <

12 12 EMENTA: Direito civil. Imprensa televisiva. Responsabilidade civil. Necessidade de demonstrar a falsidade da notícia ou inexistência. Direito civil. Imprensa televisiva. Responsabilidade civil. Necessidade de demonstrar a falsidade da notícia ou inexistência de interesse público. Ausência de culpa. Liberdade de imprensa exercida de modo regular, sem abusos ou excessos. A lide deve ser analisada, tão-somente, à luz da legislação civil e constitucional pertinente, tornando-se irrelevantes as citações aos arts. 29, 32, 1º, 51 e 52 da Lei 5.250/67, pois o Pleno do STF declarou, no julgamento da ADPF nº 130/DF, a não recepção da Lei de Imprensa pela CF/88. A liberdade de informação deve estar atenta ao dever de veracidade, pois a falsidade dos dados divulgados manipula em vez de formar a opinião pública, bem como ao interesse público, pois nem toda informação verdadeira é relevante para o convívio em sociedade. A honra e imagem dos cidadãos não são violados quando se divulgam informações verdadeiras e fidedignas a seu respeito e que, além disso, são do interesse público. O veículo de comunicação exime-se de culpa quando busca fontes fidedignas, quando exerce atividade investigativa, ouve as diversas partes interessadas e afasta quaisquer dúvidas sérias quanto à veracidade do que divulgará. O jornalista tem um dever de investigar os fatos que deseja publicar. Isso não significa que sua cognição deva ser plena e exauriente à semelhança daquilo que ocorre em juízo. A elaboração de reportagens pode durar horas ou meses, dependendo de sua complexidade, mas não se pode exigir que a mídia só divulgue fatos após ter certeza plena de sua veracidade. Isso se dá, em primeiro lugar, porque os meios de comunicação, como qualquer outro particular, não detém poderes estatais para empreender tal cognição. Ademais, impor tal exigência à imprensa significaria engessá-la e condená-la a morte. O processo de divulgação de informações satisfaz verdadeiro interesse público, devendo ser célere e eficaz, razão pela qual não se coaduna com rigorismos próprios de um procedimento judicial. A reportagem da recorrente indicou o recorrido como suspeito de integrar organização criminosa. Para sustentar tal afirmação, trouxe ao ar elementos importantes, como o depoimento de fontes fidedignas, a saber: (i) a prova testemunhal de quem foi à autoridade policial formalizar notícia crime; (ii) a opinião de um Procurador da República. O repórter fezse passar por agente interessado nos benefícios da atividade ilícita, obtendo gravações que efetivamente demonstravam a existência de engenho fraudatório. Houve busca e apreensão em empresa do recorrido e daí infere-se que, aos olhos da autoridade judicial que determinou tal medida, havia fumaça do bom direito a justificá-la. Ademais, a reportagem procurou ouvir o recorrido, levando ao ar a palavra de seu advogado. Não se tratava, portanto, de um mexerico, fofoca ou boato que, negligentemente, se divulgava em cadeia nacional. A suspeita que recaía sobre o recorrido, por mais dolorosa que lhe seja, de fato, existia e era, à época, fidedigna. Se hoje já não pesam sobre o recorrido essas suspeitas, isso não faz com que o passado se altere. Pensar de modo contrário seria impor indenização a todo veículo de imprensa que divulgue investigação ou ação penal que, ao final, se mostre improcedente. Recurso especial provido. RECURSO ESPECIAL Nº RN (2008/ ) 51 : https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?registro= &dt_publicacao=19/08/2009>. Acesso em: 29. set BRASIL. Supremo Tribunal de Justiça. Federal. Ação de indenização por dano moral. Recurso Especial n Roberta Salustino Cyro Costa e Empresa Jornalística Tribuna do Norte. Relator: Ministro Fernando Gonçalves. 06. out Supremo Tribunal de Justiça. Disponível em: <

13 13 EMENTA: RECURSO ESPECIAL. DANO MORAL. PUBLICAÇÃO DE FOTOGRAFIA COM NOTÍCIA DE FATO NÃO VERDADEIRO. A publicação de fotografia, sem autorização, por coluna social veiculando notícia não verdadeira, causa grande desconforto e constrangimento, constituindo ofensa à imagem da pessoa e, conseqüentemente, impondo o dever de indenizar (dano moral). Recurso especial conhecido e provido. Esse julgado refere-se a uma foto que fora publicado pela ré, na qual a autora estava ao lado de um ex-namorado e a legenda, notícia que acompanhava a foto, é de os dois se casariam naquele dia, quando, na verdade, o homem da foto se casaria com outra mulher. O fato veio a causar grande constrangimento moral, pois, segundo narra o julgado, a recorrente estava noiva e com casamento marcado com outro homem. Diz, ainda, que houve reconhecimento do erro, através de errata publicada pelo Jornal, mas sem pedido de desculpas, tudo levando a crer que houve malícia na publicação da foto. Os julgados citados acima, são só alguns dos exemplos, dos vários 52 casos existentes na justiça brasileira, onde é possível visualizar nos casos concreto o conflito existente entre o direito a informação e direito da personalidade e suas conseqüência. Anualmente, inúmeros são os processos relacionados a essa matéria que são julgados pelo STJ. Em publicação recente 53, sobre o assunto percebe-se que os Ministros, estão utilizado de técnicas de ponderação para buscar uma possível solução para esses tipos de colisões no caso concreto. 3 APLICAÇÃO COM OUTROS PRINCÍPIOS Princípios Constitucionais são importantes na efetivação do ordenamento jurídico, pois auxiliam na interpretação de normas (Constitucionais e Infraconstitucionais), desta forma, no meio jurídico, quando se está diante de questões em que há um conflito de premissas constitucionais, a serem aplicadas em um mesmo https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?registro= &dt_publicacao=06/10/2008>. Acesso em: 29 set REsp.nº ; REsp.nº ; REsp.nº ; REsp.nº ; REsp.nº ; REsp.nº e Apn. nº Em 19 jul O conflito entre liberdade de informação e proteção da personalidade na visão do STJ.

14 14 caso onde a questão não é regulamentada através de limites claros e positivados, busca-se utilizar a proporcionalidade e a razoabilidade, para evitar que um direito constitucional se sobreponha a outro. 54 SALET ensina que: Independente de suas expressas previsões em textos constitucionais (ex: arts. 1º e 5º, inciso LIV) ou legais (ex: art. 2º da Lei nº /99), o que importa é a constatação, amplamente difundida, de que a aplicabilidade dos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade não está excluída de qualquer matéria jurídica. 55 O Princípio Proporcionalidade, não está explicitado em nossa CF/88, mas foi reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal, e hoje, possui estatus constitucional. Esse princípio tem como objetivo, a ponderação correta e harmoniosa entre dois interesses que esteja em conflito perante um caso concreto, em uma hipótese real e fática. Busca esse princípio, equilibrar a relação para que entre o que se deseja e os meios para se obter esse resultado, não sejam excessivos, devendo, existir adequada entre eles. Assim, nos casos em que ocorre a colisão, para que um desses direitos possa ter efetividade é necessário ponderar. Desta feita, quando se está diante de um caso concreto (situação específica e bem determinada) um desses direito será preterido em relação ao outro, pela sua importância naquele caso em questão. 56 Ou seja, presente dois direitos fundamentais direitos da personalidade e direitos da informação - devese realizar a ponderação entre eles em razão do que pretende-se tutelar. ALEXY, ensina que o princípio da proporcionalidade em sentido amplo, abrange os sub-princípios ou princípios parciais: princípio da adequação; princípio da necessidade e o princípio da proporcionalidade em sentido estrito. 57 Assim, o sub-princípio da adequação ou princípio da idoneidade ou princípio da conformidade, é o mandamento do meio menos gravoso. 58 E qualquer medida 54 SECO, Andréia. Direito de Imagem Frente ais ditames Constitucionais da Privacidade de do Direito de Informação. Disponível em: <http://www.almeidalaw.com.br/news/noticia.php?noticia_id=128.> Acesso em: 12 out SARLET, op. cit., p CAMPOS, Helena Nunes. Princípio da proporcionalidade: a ponderação dos direitos fundamentais. Caderno de Pós-Graduação em Direito Político e Econômico, São Paulo, v. 4, n. 1, p Disponível em: < os_direito/volume_4/02.pdf.>. Acesso em: 25 jun ALEXY, Robert. Teoria dos Direitos Fundamentais. Trad.: Virgilho Afondo as Silva. São Paulo: Malheiros, p. 116.

15 15 restritiva deve ser idônea à consecução da finalidade pretendida. Isto é, deve haver a existência de adequação para se atingir o os objetivos pretendidos. 59 O sub-princípio da necessidade, ou princípio da exigibilidade, ou do meio mais benigno, busca que a medida restritiva seja realmente indispensável para a conservação do direito fundamental e, que não possa ser substituída por outra de igual eficácia e, até menos gravosa, isto é nenhum meios menos gravoso se mostrara eficaz. 60 Assim, se houver diversas formas para que se busque o resultado, deve-se buscar a que menos afete os direitos em questão. Por fim, o sub-princípio da proporcionalidade em sentido estrito que se caracteriza pela idéia de que os meios devem ser razoáveis com o resultado perseguido. É o mandamento do sopesamento propriamente dito. 61 E o ônus causado pela norma deve ser inferior ao benefício por ela engendrado. É o que se pode chamar de custo beneficio, a ponderação entre os danos causados e os resultados a serem obtidos. 62 O equilíbrio no conflito entre esses direitos, deve seguir a proporcionalidade no sentido estrito proporcionalidade é um consectário lógico da natureza da norma de direito fundamental. 63 Assim, diante do caso concreto de colisão de direitos fundamentais, a solução para os conflitos entre os princípios exige exercício de ponderação, pois é possível atingir vários resultados, através de diferentes argumentos, sem que um invalide o outro. Para atingir de forma satisfatória o princípio da proporcionalidade, deve-se verificar qual a disposição constitucional que tem peso maior para a questão concreta a ser decidida. 64 Através da utilização dos critérios da adequação e necessidade e proporcionalidade em sentido estrito.. 58 Ibid., p MENDES, op. cit., p CAMPOS, op. cit. p ALEXY, op. cit., p CAMPOS, op. cit., p BARROS, Suzana de Toledo. O princípio da proporcionalidade e o controle de constitucionalidade das leis restritivas de direitos fundamentais. Brasília: Brasília Jurídica, 1996.p ALEXY, op. cit., p.116.

16 16 4 CRITÉRIOS DE SOLUÇÃO Neste capítulo, tentará demonstrar, como proceder para resolver, no caso concreto uma possível colisão de princípio. Tal solução se dará através da avaliação do peso e da importância que cada um deles possui, para que assim, seja possível identificar qual deles deverá prevalecer ou cederá ao outro, pela lei de colisão. 65 Ou seja, ao se observar o caso concreto e presente o conflito entre os direitos aqui estudados, deve-se tentar soluciona-los não com base apenas na e escolha entre um deles, como se o escolhido fosse absoluto e solucionasse todos os casos que relacionassem tais direitos, pois nenhum deles é mais importante do que o outro como lembra ALEXY, as relação de tensão não pode ser solucionada com base em uma procedência absoluta de um desses deveres, ou seja, nenhum desses deveres goza por si só, de prioridade. A colisão entre esses direitos, deve, ser resolvido, por meio de sopesamento 66 entre os interesses conflitantes. 67 Em um primeiro momento, cabe uma observação em relação a que tipo de norma, seriam os direitos aqui estudados, para que melhor se possa compreender esse tópico, e para que melhor se compreenda, se isso for possível, qual desses direitos deveria então prevalecer. Já que, como se verá, não há hierarquia entre esses direitos e não podem eles, serem, considerados em absolutos. Assim, pode-se dizer que os direitos aqui estudados, são tidos como normas Constitucionais de Direitos Fundamentais, sendo elevados ao grau de cláusulas pétreas previstas na Lei Maior e considerados como prerrogativas fundamentais dos cidadãos. 68 Para ALEXY, esses direitos são normas de caracter princípiologico, pois, os princípios são normas que ordenam que algo seja realizado na maior medida possível dentro das possibilidades jurídicas e fáticas existentes FARIAS, op. cit., p Para verificar qual dos interesses possui maior peso no caso concreto. 67 Ibid., p O conflito entre liberdade de informação e proteção da personalidade na visão do STJ. Diponivel em: <http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=92895&tmp.area_ anterior=44&tmp.argumento_pesquisa=liberdade de expressao>. Acesso em: 26 jun ALEXY, op. cit., p. 90.

17 17 DWORKIN, a diferença entre princípio e regra, decorre de uma questão lógica 70, as regras, possuem grau baixo de generalidade, uma vez que são elas normas jurídicas destinadas a concretizarem os princípios. Já em relação aos princípios, observa-se que eles estão relacionados a um grau de generalidade relativa,isto é, são eles normas jurídicas de natureza lógica anterior e superior às regras 71, e no entendimento de SILVA, princípios são mandamentos nuclear de um sistema 72, pois pode-se dizer que servem de base para a criação, aplicação e interpretação do direito. Assim, pode-se dizer que diante do caso concreto, a regra é aplicada de forma que é tudo ou nada. Ou seja, ou uma regra é válida, e a solução que ela indica a uma determinada situação deve ser aceita, ou, em não sendo ela válida, a determinação que ela contém não produzirá efeitos no mundo juridico. 73 Em razão da forma em que devem ser aplicadas - tudo ou nada -, as regras não admitem exceções, porque ou elas são aplicadas de modo completo, ou elas não são aplicadas e como conseqüência são afastadas do ordenamento jurídico. 74 Já os princípios, na visão de DW, não apresentam conseqüências jurídicas que se seguem automaticamente quando as condições são dadas 75. Isto é, para ele os princípios possuem uma dimensão que as regras não têm que é a de peso ou da importância 76, dessa forma, o princípio que resolverá o conflito entre esses direitos, deve levar em conta cada um dos direitos/princípios em conflito, pois não é possível determinar, de forma absoluta e satisfatória qual é mais importante que o outro. 77 Assim, pode-se dizer que os princípios não exigem o tudo ou nada de um direito, eles apenas irão determinar que as melhores condições sejam criadas para o direito em questão possa ser cumprido, dentro de uma reserva do possível DWORKIN, Ronald. Levando o Direito a sério.trad.: Nelson Boeira. São Paulo: Martins Fontes, p SUIAMA, Sergio Gardenghi. Censura, liberdade de expressão e colisão de direitos fundamentais na Constituição de 88. Disponível em: <http://www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos/bibliotecavirtual/congresso/xtese5.htm.> acesso em: 15 set SILVA, op. cit., p DWORKIN, op. cit., p BARROS,op. cit., p DWORKIN, op. cit., p Ibid., p Ibid., p CANOTILHO, op. cit., p.1255.

18 18 Em razão de serem, os direitos aqui estudado, princípios 79, existe a possibilidade de no caso concreto um deles ser afastado em detrimento do outro, fazendo com que haja a precedência de um deles (não absoluta) sobre o outro. 80 Ou seja, no caso concreto, quando houver o conflito entre dois desses direito, retira-se um deles, o que continuar a ser exercido, terá prioridade em relação ao cedente, mas essa relação de prioridade só serve para o caso concreto especifico. Observa-se que os princípios devem ser aplicados de acordo com as possibilidades fáticas e jurídicas de sua realização. 81 Isto é, muitas vezes um princípio poderá restringir as possibilidade jurídicas de realização do outro. Essa restrição se dará com base em uma relação de precedência condicionada entre princípios, com base nas circunstâncias do caso concreto. Assim ao analisar cada um desses direitos, verifica-se que muitas vezes há uma contradição entre eles, o que significa que ao exercer um desses direitos a possibilidade de exercer o outro, em muito pode ficar prejudicada. 82 E por fim, tratar-se-á da questão referente à inexistência de hierarquia entre esses direitos, pois ambas as categorias de direitos aqui estudados liberdade e personalidade - encontram proteção na CF/88, mas precisamente no artigo 5, razão pela qual se pode afirmar que não há hierarquia entre esses direito. GODOY observa que a CF/88 deve ser entendida como um complexo de normas coerentes e de igual grau hierárquico 83, e que os direitos fundamentais nelas previstos se auto-limitam, uma vez que agiriam como reflexos, uns refletindo os outros. 84 Então, para dirimir conflitos entre princípios hierarquicamente iguais previstos na CF/88, existem técnicas de interpretação jurídicas, que no caso concreto determinam qual o direito que deve preponderar sobre o outro. Assim, estando diante de um caso concreto em que haja um conflito entre esses direitos (informação e personalidade), um deles deverá ceder em razão do outro, o que não significa que será 79 SUIAMA, op. cit. 80 ALEXY, op. cit., p Ibid., p Ibid., p GODOY, op. cit., p CARVALHO, Luiz, Liberdade...p

19 19 o mesmo declarado inválido ou que nele deverá ser acrescido cláusula de exceção. 85 O que ocorre é que há uma prevalência de um desses princípios sobre o outro no caso concreto. E conforme demonstra ALEXY, se dois princípios colidem o que ocorre, por exemplo, quando algo é proibido de acordo com um princípio e, de acordo com o outro, permitido -, um dos princípios terá que ceder 86, então deve-se buscar qual será a melhor aplicação, qual deles merece ser sobreposto ao outro, no caso concreto. Pois MENDES ensina que: O importante é perceber que essa prevalência somente é possível de ser determinada em função das peculiaridades do caso concreto. Não existe um critério de solução de conflitos validos em termos abstratos. No máximo pode-se colher de um precedente uma regra de solução de conflitos, que consistirá em afirmar que, diante das mesmas condições de fato, num caso futuro, um direito haverá de prevalecer sobre o outro. 87 Desta forma, no meio jurídico, quando se está diante de questões em que há um conflito de premissas constitucionais a serem aplicadas em um mesmo caso, onde a questão não é regulamentada através de limites claros e positivados, busca-se utilizar a proporcionalidade e a razoabilidade, para evitar que um direito constitucional se sobreponha a outro. 88 A solução para essa colisão, segundo ALEXY: Consiste no estabelecimento de uma relação de precedência condicionada entre os princípios, com base nas circunstancia do caso concreto. Levando-se em consideração o caso concreto, o estabelecimento de relações de precedência condicionadas consiste na fixação de condições sob as quais um princípio tem procedência em face do outro. Sob outras condições, é possível que a questão da procedência seja resolvida de forma contraria. 89 ALEXY, fala que os princípios não dispõem da extensão de seu conteúdo em face dos princípios colidentes 90 isto é, não há como determinar com base no próprio princípio qual deles deva prevalecer, no caso de conflito, então deve-se levar em consideração a carga argumentativa a favor de um dos princípios e contra o outro princípio. 91 Assim, a solução se da por sobrepesamento, tenta-se definir qual dos 85 Acrescida há umas das regras, quando há conflito entre duas regras. 86 ALEXY, op. cit., p MENDES, op. cit., p SECO, op. cit. 89 ALEXY, op. cit., p Ibid., p ; Ibid., p

20 20 interesses, que abstratamente estão no mesmo nível, tem maior peso no caso concreto - entre os interesses conflitantes. 92 E como bem observado por GODOY, que: como princípios que são, os direitos da personalidade e a liberdade de imprensa suscitam constante concorrência, cedendo um, diante do outro, conforme o caso, e no mínimo possível, mas nunca se excluindo, reciprocamente, como aconteceria se tratasse de simples regas. 93 Nos casos em que a solução do conflito decorre de uma limitação à um desses direitos prevista na Constituição, segundo o qual FARIAS chama de reserva de lei 94, o legislador resolverá o conflito reduzindo o direito que está sujeito a essa reserva de lei, isso sempre dentro do limite. 95 Assim, no que se diz respeito à resolução destes conflitos por parte do legislado, pode-se dizer que no art. 220, 1º CF, funciona como uma reserva de lei, a qual possibilitaria ao legislador disciplinar sobre o exercício da liberdade de expressão e comunicação. Ocorre que, embora haja essa autorização, expressa na CF/88, para que os limites referente as esses direitos sejam traçados de forma mais clara, com o intuito de prevenir possíveis confrontos com outros direitos fundamentais, o legislador, não se preocupa em elaborar lei que regulamente a matéria e que esteja em consonância com a CF de 88. Como norma infraconstitucional que disciplina a questão de liberdade de expressão e comunicação, tem-se a Lei nº que é de 1967, e trata de crimes de calúnia e difamação se o fato imputado ainda que verdadeiro, disser respeito à vida privada do ofendido e a divulgação não foi motivada em razão de interesse público. Há também a Lei nº /84, lei de informática, que em seu artigo 2º, VIII, determina que devem ser protegidos os dados armazenados, processados e veiculados, que digam respeito ao interesse da privacidade e de segurança das pessoas físicas e jurídicas, privadas e públicas. 96 O projeto da nova lei de imprensa, lei nº /92, em seu artigo 23, pretende tratar dos conflitos entre a liberdade de informação e os direitos da personalidade, entre eles os relativos à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem, de forma mais pontual. Com base nessa lei, esses conflitos serão resolvidos em favor do interesse 92 Ibid., p GODOY, op. cit., p FARIAS, op. cit., p Id. 96 Ibid., p

ESCOLA DE FORMAÇÃO 2007 ESTUDO DIRIGIDO. Liberdade de profissão

ESCOLA DE FORMAÇÃO 2007 ESTUDO DIRIGIDO. Liberdade de profissão ESCOLA DE FORMAÇÃO 2007 ESTUDO DIRIGIDO Liberdade de profissão Preparado por Carolina Cutrupi Ferreira (Escola de Formação, 2007) MATERIAL DE LEITURA PRÉVIA: 1) Opinião Consultiva n. 5/85 da Corte Interamericana

Leia mais

PARECER CREMEB N 12/09 (Aprovado em Sessão da 1ª Câmara de 05/03/2009)

PARECER CREMEB N 12/09 (Aprovado em Sessão da 1ª Câmara de 05/03/2009) PARECER CREMEB N 12/09 (Aprovado em Sessão da 1ª Câmara de 05/03/2009) Consulta nº 159.756/08 Assuntos: - Filmagem em interior de UTI. - Legalidade de contratação de médicos plantonistas como pessoa jurídica.

Leia mais

MATERIAL DE APOIO PROFESSOR DIREITOS DA PERSONALIDADE

MATERIAL DE APOIO PROFESSOR DIREITOS DA PERSONALIDADE CURSO INTENSIVO I DE TRABALHO Disciplina: Direito Civil Prof. André Barros Material 04 MATERIAL DE APOIO PROFESSOR DIREITOS DA PERSONALIDADE 1. CONCEITO 2. FUNDAMENTO DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE Art.

Leia mais

RELATÓRIO. A EXMA. SRA. MINISTRA NANCY ANDRIGHI (Relator):

RELATÓRIO. A EXMA. SRA. MINISTRA NANCY ANDRIGHI (Relator): RECURSO ESPECIAL Nº 984.803 - ES (2007/0209936-1) RECORRENTE ADVOGADOS RECORRIDO ADVOGADOS : GLOBO COMUNICAÇÕES E PARTICIPAÇÕES S/A : JOSÉ PERDIZ DE JESUS E OUTRO(S) FERNANDA MIGUEZ COSTA E OUTRO(S) :

Leia mais

RONY VAINZOF rony@opiceblum.com.br

RONY VAINZOF rony@opiceblum.com.br RONY VAINZOF rony@opiceblum.com.br 1 A INTERNET NÃO É UM MUNDO SEM LEIS!!! 11/7/2014 2 INVASÃO FÍSICA OU ELETRÔNICA? X X 11/7/2014 3 Lei 12.737/12 CRIME DE INVASÃO Violação de domicílio Pena - detenção,

Leia mais

QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO PELO BANCO CENTRAL

QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO PELO BANCO CENTRAL QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO PELO BANCO CENTRAL Kiyoshi Harada * O debate em torno da quebra do sigilo bancário voltou à baila após a manifestação do Procurador-Geral do Banco Central no sentido de que as

Leia mais

A LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA JURISPRUDÊNCIA DO STF E STJ

A LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA JURISPRUDÊNCIA DO STF E STJ A LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA JURISPRUDÊNCIA DO STF E STJ Aluno: Clara Rafaela Prazeres de Carvalho Orientadores: Carlos Alberto Plastino e Fábio Carvalho Leite Introdução A pesquisa versa sobre o tratamento

Leia mais

O Dano Moral por Uso Indevido da Imagem do Empregado. O direito à imagem é um dos direitos de personalidade alçados a nível constitucional.

O Dano Moral por Uso Indevido da Imagem do Empregado. O direito à imagem é um dos direitos de personalidade alçados a nível constitucional. 1 O Dano Moral por Uso Indevido da Imagem do Empregado. O direito à imagem é um dos direitos de personalidade alçados a nível constitucional. Art. 5. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer

Leia mais

ARTIGO: O direito à saúde e a judicialização da política

ARTIGO: O direito à saúde e a judicialização da política ARTIGO: O direito à saúde e a judicialização da política Carlos Roberto Pegoretti Júnior 1 RESUMO: Os entes políticos, por vezes, encontram-se no pólo passivo de demandas judiciais referentes à entrega

Leia mais

Algumas Considerações sobre Assistência à Saúde

Algumas Considerações sobre Assistência à Saúde 254 Algumas Considerações sobre Assistência à Saúde Luiz Eduardo de Castro Neves 1 Nos dias atuais, em que há cada vez mais interesse em bens de consumo, é, sem dúvida, nos momentos em que as pessoas se

Leia mais

AULA 06. Conteúdo da aula: Hermenêutica constitucional (cont.). A visão pós-positivista. Teoria dos princípios. Ponderação de interesses.

AULA 06. Conteúdo da aula: Hermenêutica constitucional (cont.). A visão pós-positivista. Teoria dos princípios. Ponderação de interesses. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Direito Constitucional / Aula 06 Professor: Marcelo Leonardo Tavares Monitora: Mariana Simas de Oliveira AULA 06 Conteúdo da aula: Hermenêutica constitucional

Leia mais

MED. CAUT. EM AÇÃO CAUTELAR 1.406-9 SÃO PAULO RELATOR

MED. CAUT. EM AÇÃO CAUTELAR 1.406-9 SÃO PAULO RELATOR MED. CAUT. EM AÇÃO CAUTELAR 1.406-9 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQUERENTE(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA REQUERIDO(A/S) : UNIÃO ADVOGADO(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO REQUERIDO(A/S) :

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Tutela antecipada e suspensão da exigibildade do crédito tributário Eduardo Munhoz da Cunha* Sumário:1. Introdução. 2. A possibilidade de concessão de tutela antecipada contra a

Leia mais

IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS

IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS Ives Gandra da Silva Martins Marilene Talarico Martins Rodrigues SUMÁRIO: Considerações Iniciais. Imunidades como Limitação ao Poder de Tributar. Imunidade das Instituições - Educacionais

Leia mais

PORTARIA n. 177/ PRES, de 16 de fevereiro de 2006

PORTARIA n. 177/ PRES, de 16 de fevereiro de 2006 PORTARIA n. 177/ PRES, de 16 de fevereiro de 2006 O PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO FUNAI, no uso das atribuições que lhes são conferidas pelo Estatuto, aprovado pelo Decreto n. 4.645, de 25 de

Leia mais

Vistos, relatados e discutidos estes autos de. APELAÇÃO CÍVEL COM REVISÃO n 157.303-4/9-00, da Comarca de

Vistos, relatados e discutidos estes autos de. APELAÇÃO CÍVEL COM REVISÃO n 157.303-4/9-00, da Comarca de TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRATICA REGISTRADO(A) SOB N *024022V:* Vistos, relatados e discutidos estes autos de APELAÇÃO CÍVEL COM REVISÃO

Leia mais

www. Lifeworld.com.br

www. Lifeworld.com.br 1 Artigos da Constituição Mundial A Constituição Mundial é composta de 61º Artigos, sendo do 1º ao 30º Artigo dos Direitos Humanos de 1948, e do 31º ao 61º Artigos estabelecidos em 2015. Dos 30 Artigos

Leia mais

Reflexões sobre Empresas e Direitos Humanos. Leticia Veloso leticiahelenaveloso@outlook.com

Reflexões sobre Empresas e Direitos Humanos. Leticia Veloso leticiahelenaveloso@outlook.com Reflexões sobre Empresas e Leticia Veloso leticiahelenaveloso@outlook.com PRINCÍPIOS ORIENTADORES SOBRE EMPRESAS E DIREITOS HUMANOS (ONU, 2011): 1. PROTEGER 2. RESPEITAR 3. REPARAR Em junho de 2011, o

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715.268 RIO DE JANEIRO RELATOR RECTE.(S) PROC.(A/S)(ES) RECDO.(A/S) ADV.(A/S) : MIN. LUIZ FUX :UNIÃO :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO :JOSE SOARES GONCALVES : JOÃO ALVES DE GOES E OUTRO(A/S)

Leia mais

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Legitimidade ativa (Pessoas relacionadas no art. 103 da

Leia mais

AS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS EM RELAÇÃO AO PRINCÍPIO DA INOCÊNCIA PRESUMIDA

AS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS EM RELAÇÃO AO PRINCÍPIO DA INOCÊNCIA PRESUMIDA AS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS EM RELAÇÃO AO PRINCÍPIO DA INOCÊNCIA PRESUMIDA * Luis Fernando da Silva Arbêlaez Júnior ** Professora Vânia Maria Bemfica Guimarães Pinto Coelho Resumo A Constituição Federal

Leia mais

Projeto de Lei do Senado Federal nº, de 2005

Projeto de Lei do Senado Federal nº, de 2005 1 Projeto de Lei do Senado Federal nº, de 2005 Acrescenta parágrafos ao art. 12 e um artigo 23-A à Lei nº 5.250, de 9 de fevereiro de 1967 ( Lei de Imprensa ), para disciplinar a divulgação de informações

Leia mais

A RAZOABILIDADE ENQUANTO ELEMENTO CONSTITUTIVO DA HERMENÊUTICA JURÍDICA

A RAZOABILIDADE ENQUANTO ELEMENTO CONSTITUTIVO DA HERMENÊUTICA JURÍDICA A RAZOABILIDADE ENQUANTO ELEMENTO CONSTITUTIVO DA HERMENÊUTICA JURÍDICA D OLIVEIRA, Marcele Camargo 1 ; D OLIVEIRA, Mariane Camargo 2 ; CAMARGO, Maria Aparecida Santana 3 Palavras-Chave: Interpretação.

Leia mais

JORNADA DIVERSIDADE CULTURAL E NOVAS TECNOLOGIAS VERA KAISER SANCHES KERR

JORNADA DIVERSIDADE CULTURAL E NOVAS TECNOLOGIAS VERA KAISER SANCHES KERR SOMOS PRIVACIDADE ANÔNIMOS DE NA DADOS INTERNET? VERA KAISER SANCHES KERR SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO Características Redução considerável do custo da transmissão de dados Uso das tecnologias de armazenamento

Leia mais

Direito Constitucional Dra. Vânia Hack de Ameida

Direito Constitucional Dra. Vânia Hack de Ameida 1 Controle da Constitucionalidade 1. Sobre o sistema brasileiro de controle de constitucionalidade, é correto afirmar que: a) compete a qualquer juiz ou tribunal, no primeiro caso desde que inexista pronunciamento

Leia mais

NORMAS CONSTITUCIONAIS I. REGRAS. I.1. Subsunção (tudo ou nada) VALORES: saúde, segurança e sossego

NORMAS CONSTITUCIONAIS I. REGRAS. I.1. Subsunção (tudo ou nada) VALORES: saúde, segurança e sossego NORMAS CONSTITUCIONAIS REGRAS PRINCÍPIOS I. REGRAS I.1. Subsunção (tudo ou nada) VALORES: saúde, segurança e sossego REGRA: é proibida a emissão de ruído superior a 85 decibéis depois das 22 horas VALORES:

Leia mais

Art. 1º. A presente Emenda Constitucional estabelece a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão de Jornalista.

Art. 1º. A presente Emenda Constitucional estabelece a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão de Jornalista. PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2009. (Do Sr. Dep. Paulo Pimenta e outros) Altera dispositivos da Constituição Federal para estabelecer a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício

Leia mais

Direitos e Deveres do Pesquisado

Direitos e Deveres do Pesquisado Comitê de Ética em Pesquisa CEP- Faciplac Registrado na SIPAR- Ministério da Saúde sob o nº 147057/2007 Direitos e Deveres do Pesquisado Direitos do Pesquisado I- Em caso de danos ao pesquisado por ato

Leia mais

1. (FCC/TRT3/Analista/2009) São exemplos de atuação concreta da Administração Pública fundada no poder de polícia em sentido estrito:

1. (FCC/TRT3/Analista/2009) São exemplos de atuação concreta da Administração Pública fundada no poder de polícia em sentido estrito: 1. (FCC/TRT3/Analista/2009) São exemplos de atuação concreta da Administração Pública fundada no poder de polícia em sentido estrito: (A) desapropriação de terras improdutivas. (B) penhora de bens em execução

Leia mais

Nº 4139/2014 PGR - RJMB

Nº 4139/2014 PGR - RJMB Nº 4139/2014 PGR - RJMB Físico Relator: Ministro Celso de Mello Recorrente: Ministério Público do Trabalho Recorrida: S. A. O Estado de São Paulo RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPETÊNCIA DA JUS- TIÇA DO TRABALHO.

Leia mais

NOTA TÉCNICA JURÍDICA

NOTA TÉCNICA JURÍDICA 1 NOTA TÉCNICA JURÍDICA Obrigatoriedade de dispensa motivada. Decisão STF RE 589998 Repercussão geral. Aplicação para as sociedades de economia mista e empresas Públicas. Caso do BANCO DO BRASIL e CAIXA

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br O direito à saúde na Constituição Federal de 1988: caracterização e efetividade Alexandre Gonçalves Lippel* 1. Caracterização do direito à saúde O direito à saúde emerge no constitucionalismo

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010.

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. Dispõe sobre a divulgação de dados processuais eletrônicos na rede mundial de computadores, expedição de certidões judiciais e dá outras providências. O PRESIDENTE DO CONSELHO

Leia mais

JUSNATURALISMO APLICADO À SENTENÇA DE CASO CONCRETO

JUSNATURALISMO APLICADO À SENTENÇA DE CASO CONCRETO 1 JUSNATURALISMO APLICADO À SENTENÇA DE CASO CONCRETO PEQUENO, L.T.; TREVISAN, A.F. Resumo: A partir de uma ação de indenização por danos morais e proibição de exibição de vídeo via internet movida por

Leia mais

PATERNIDADE SOCIOAFETIVA X PATERNIDADE BIOLÓGICA

PATERNIDADE SOCIOAFETIVA X PATERNIDADE BIOLÓGICA PATERNIDADE SOCIOAFETIVA X PATERNIDADE BIOLÓGICA Renata Martins Sena Advogada Pós-graduada em Direito Constitucional As inúmeras mudanças sociais ocorridas nos últimos tempos têm refletido sobremaneira

Leia mais

Liberdade de Comunicação. Proibição de Censura e Limites

Liberdade de Comunicação. Proibição de Censura e Limites 60 Série Aperfeiçoamento de Magistrados 11 Curso de Constitucional - Normatividade Jurídica Liberdade de Comunicação. Proibição de Censura e Limites Fábio Costa Soares 1 INTRODUÇÃO O estudo configura breve

Leia mais

Ementa: Apresentação da declaração de bens e rendas. Lei 8.730/93. Lei 8.429/92. Instrução Normativa do TCU nº 65, de 20 de abril de 2011.

Ementa: Apresentação da declaração de bens e rendas. Lei 8.730/93. Lei 8.429/92. Instrução Normativa do TCU nº 65, de 20 de abril de 2011. Nota Técnica n 01/2011 Ementa: Apresentação da declaração de bens e rendas. Lei 8.730/93. Lei 8.429/92. Instrução Normativa do TCU nº 65, de 20 de abril de 2011. Obrigatoriedade. 1. No dia 03.05.2011 o

Leia mais

Resumo Aula-tema 02: Fontes, princípios, renúncia e transação do Direito do Trabalho.

Resumo Aula-tema 02: Fontes, princípios, renúncia e transação do Direito do Trabalho. Resumo Aula-tema 02: Fontes, princípios, renúncia e transação do Direito do Trabalho. O propósito dessa aula é reconhecer quais os lugares de onde se originam os direitos trabalhistas, onde procurá-los

Leia mais

Limitações na ação de consignação em pagamento. Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento.

Limitações na ação de consignação em pagamento. Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento. Limitações na ação de consignação em pagamento Kiyoshi Harada* Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento. 1 Conceito O que significa consignação em pagamento?

Leia mais

1. RESUMO. na Constituição Federal, portanto, a análise do tema deve ser estudada à luz

1. RESUMO. na Constituição Federal, portanto, a análise do tema deve ser estudada à luz 1. RESUMO Os direitos fundamentais trabalhistas estão inseridos na Constituição Federal, portanto, a análise do tema deve ser estudada à luz do Direito do Trabalho e dos princípios que orientam o Direito

Leia mais

Subordinação ao direito público é:

Subordinação ao direito público é: A Administração e o direito público Subordinação ao direito público é: 1. Subordinação ao direito constitucional: não só porque é o vértice da pirâmide da ordem jurídica, mas também porque tem normas materialmente

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br O Princípio da Legalidade na Administração Pública Heletícia Oliveira* 1. INTRODUÇÃO O presente artigo tem como objeto elucidar, resumidamente, a relação do Princípio da Legalidade

Leia mais

Hierarquia Constitucional dos Tratados Internacionais de Direitos Humanos e EC 45 - tese em favor da incidência do tempus regit actum

Hierarquia Constitucional dos Tratados Internacionais de Direitos Humanos e EC 45 - tese em favor da incidência do tempus regit actum Hierarquia Constitucional dos Tratados Internacionais de Direitos Humanos e EC 45 - tese em favor da incidência do tempus regit actum Paulo Ricardo Schier As teorias do direito internacional e constitucional,

Leia mais

Marco Civil da Internet

Marco Civil da Internet Deputado Federal Alessandro Lucciola Molon (Partido dos Trabalhadores Rio de Janeiro) Relator do Projeto de Lei 2.126/2011 (Lei 12.965/2014) 16 Giugno 2014 Montecitorio publicado no D.O.U. de 24.4.2014

Leia mais

O O CONFLITO ENTRE O PODER DE DIREÇÃO DA EMPRESA E A INTIMIDADE/PRIVACIDADE DO EMPREGADO NO AMBIENTE DE TRABALHO. Adriana Calvo

O O CONFLITO ENTRE O PODER DE DIREÇÃO DA EMPRESA E A INTIMIDADE/PRIVACIDADE DO EMPREGADO NO AMBIENTE DE TRABALHO. Adriana Calvo O O CONFLITO ENTRE O PODER DE DIREÇÃO DA EMPRESA E A INTIMIDADE/PRIVACIDADE DO EMPREGADO NO AMBIENTE DE TRABALHO Adriana Calvo Professora de Direito do Trabalho do Curso Preparatório para carreiras públicas

Leia mais

DIREITOS AUTORAIS INDÍGENAS. PORTARIA N o 177/PRES, de 16 de fevereiro 2006.

DIREITOS AUTORAIS INDÍGENAS. PORTARIA N o 177/PRES, de 16 de fevereiro 2006. PORTARIA N o 177/PRES, de 16 de fevereiro 2006. O PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo Estatuto, aprovado pelo Decreto n o 4.645, de 25 de

Leia mais

Recurso extraordinário para fixação de jurisprudência. Juízes: Song Man Lei (Relatora), Sam Hou Fai e Viriato Manuel Pinheiro de Lima

Recurso extraordinário para fixação de jurisprudência. Juízes: Song Man Lei (Relatora), Sam Hou Fai e Viriato Manuel Pinheiro de Lima Processo n.º 78/2015 Recurso extraordinário para fixação de jurisprudência Recorrente: A Recorrido: Ministério Público Data da conferência: 13 de Janeiro de 2016 Juízes: Song Man Lei (Relatora), Sam Hou

Leia mais

Meio ambiente e proibição do retrocesso. Um olhar sobre a Lei Federal n 12.651/2012

Meio ambiente e proibição do retrocesso. Um olhar sobre a Lei Federal n 12.651/2012 Meio ambiente e proibição do retrocesso Um olhar sobre a Lei Federal n 12.651/2012 PROIBIÇÃO DO RETROCESSO Denominações: vedação da retrogradação, vedação do retrocesso, não retrocesso, não retorno da

Leia mais

A PROMULGAÇÃO DE LEI DECORRENTE DE SANÇÃO TÁCITA

A PROMULGAÇÃO DE LEI DECORRENTE DE SANÇÃO TÁCITA A PROMULGAÇÃO DE LEI DECORRENTE DE SANÇÃO TÁCITA Antônio José Calhau de Resende Consultor da Assembléia Legislativa Lei decorrente de sanção tácita. Ausência de promulgação pelo Chefe do Poder Executivo

Leia mais

PARAMETROS DO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL

PARAMETROS DO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL 1 PARAMETROS DO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL Prof.Dr.Luís Augusto Sanzo Brodt ( O autor é advogado criminalista, professor adjunto do departamento de Ciências Jurídicas da Fundação Universidade Federal

Leia mais

Monitoramento de e-mail corporativo

Monitoramento de e-mail corporativo Monitoramento de e-mail corporativo Mario Luiz Bernardinelli 1 (mariolb@gmail.com) 12 de Junho de 2009 Resumo A evolução tecnológica tem afetado as relações pessoais desde o advento da Internet. Existem

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO PARECER Nº 15.426 ESCOLAS PÚBLICAS. CÂMERAS DE VÍDEO PARA FINS DE SEGURANÇA. 1. Trata-se de expediente oriundo da Secretaria de Estado da Educação, solicitando orientação sobre a possibilidade de instalação

Leia mais

Validação dos tratados internacionais ambientais no ordenamento jurídico brasileiro

Validação dos tratados internacionais ambientais no ordenamento jurídico brasileiro Validação dos tratados internacionais ambientais no ordenamento jurídico brasileiro Semana de Produção e Consumo Sustentável Mauricio Pellegrino de Souza FIEMG Convenção de Viena 1969 Direito dos Tratados

Leia mais

Propriedade Intelectual nº16

Propriedade Intelectual nº16 Intelectual nº16 Destaques STJ - Não se aplica a responsabilidade objetiva ao provedor de correio eletrônico por não fazer a fiscalização prévia das mensagens enviadas TJSP No caso de depósitos realizados

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS

DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS Atualizado em 03/11/2015 4. Competência Material Ratione Materiae: Divide-se em competência da Justiça Estadual, Federal, Eleitoral e Militar (não falamos da Justiça

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Com fundamento na recente Lei n. 1.234, do Estado Y, que exclui as entidades de direito privado da Administração Pública do dever de licitar, o banco X (empresa pública

Leia mais

MARCO CIVIL DA INTERNET LEI Nº 12.965, DE 23/04/2014

MARCO CIVIL DA INTERNET LEI Nº 12.965, DE 23/04/2014 MARCO CIVIL DA INTERNET LEI Nº 12.965, DE 23/04/2014 1. EMENTA A Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014, estabeleceu princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil, conhecido

Leia mais

O NOVO DIVÓRCIO À LUZ DA PROBLEMÁTICA PROCESSUAL

O NOVO DIVÓRCIO À LUZ DA PROBLEMÁTICA PROCESSUAL O NOVO DIVÓRCIO À LUZ DA PROBLEMÁTICA PROCESSUAL Vinícius Paulo Mesquita 1) Notas Introdutórias Com a promulgação da E.C. 66/10, a chamada PEC do Divórcio, a doutrina pátria passou a sustentar em sua grande

Leia mais

DECRETO Nº 4.702, DE 21 DE MAIO DE 2003. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VIII, da Constituição,

DECRETO Nº 4.702, DE 21 DE MAIO DE 2003. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VIII, da Constituição, DECRETO Nº 4.702, DE 21 DE MAIO DE 2003. Promulga o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América Relativo à Cooperação entre suas Autoridades de Defesa

Leia mais

Universidade de Brasília Faculdade de Direito Teoria Geral do Processo 2

Universidade de Brasília Faculdade de Direito Teoria Geral do Processo 2 Universidade de Brasília Faculdade de Direito Teoria Geral do Processo 2 Letícia Bettina Granados Goulart Análise de Acórdão do Supremo Tribunal Federal - Habeas Corpus 93.050-6 Rio de Janeiro. Brasília

Leia mais

A inserção injusta causa às pessoas / consumidores danos de ordem moral e em algumas vezes patrimonial, que, reconhecida gera o direito à reparação.

A inserção injusta causa às pessoas / consumidores danos de ordem moral e em algumas vezes patrimonial, que, reconhecida gera o direito à reparação. 1.1 - Introdução Infelizmente o ajuizamento de ações de indenização por danos materiais e principalmente morais em face de empresas por inclusão indevida do nome de seus clientes em órgãos de proteção

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DOS CORRETORES DE SEGUROS, DE RESSEGUROS, DE CAPITALIZAÇÃO, DE PREVIDÊNCIA PRIVADA, DE SEGUROS DE PESSOAS, DE PLANOS E

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DOS CORRETORES DE SEGUROS, DE RESSEGUROS, DE CAPITALIZAÇÃO, DE PREVIDÊNCIA PRIVADA, DE SEGUROS DE PESSOAS, DE PLANOS E CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DOS CORRETORES DE SEGUROS, DE RESSEGUROS, DE CAPITALIZAÇÃO, DE PREVIDÊNCIA PRIVADA, DE SEGUROS DE PESSOAS, DE PLANOS E DE SEGUROS DE SAÚDE, E SEUS PREPOSTOS FEVEREIRO/2008

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DOS CORRETORES DE SEGUROS, DE RESSEGUROS, DE CAPITALIZAÇÃO, DE PREVIDÊNCIA PRIVADA, DE SEGUROS DE PESSOAS, DE PLANOS E DE

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DOS CORRETORES DE SEGUROS, DE RESSEGUROS, DE CAPITALIZAÇÃO, DE PREVIDÊNCIA PRIVADA, DE SEGUROS DE PESSOAS, DE PLANOS E DE CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DOS CORRETORES DE SEGUROS, DE RESSEGUROS, DE CAPITALIZAÇÃO, DE PREVIDÊNCIA PRIVADA, DE SEGUROS DE PESSOAS, DE PLANOS E DE SEGUROS DE SAÚDE, E SEUS PREPOSTOS FEVEREIRO/2008

Leia mais

Destacando que a responsabilidade primordial e o dever de promover e proteger os direitos humanos, e as liberdades fundamentais incumbem ao Estado,

Destacando que a responsabilidade primordial e o dever de promover e proteger os direitos humanos, e as liberdades fundamentais incumbem ao Estado, Declaração sobre o Direito e o Dever dos Indivíduos, Grupos e Instituições de Promover e Proteger os Direitos Humanos e as Liberdades Fundamentais Universalmente Reconhecidos 1 A Assembléia Geral, Reafirmando

Leia mais

DA ILEGALIDADE NO CONTROLE, PELO EMPREGADOR, DO ENDEREÇO ELETRÔNICO ( E-MAIL ) FORNECIDO EM DECORRÊNCIA DA RELAÇÃO DE TRABALHO

DA ILEGALIDADE NO CONTROLE, PELO EMPREGADOR, DO ENDEREÇO ELETRÔNICO ( E-MAIL ) FORNECIDO EM DECORRÊNCIA DA RELAÇÃO DE TRABALHO DA ILEGALIDADE NO CONTROLE, PELO EMPREGADOR, DO ENDEREÇO ELETRÔNICO ( E-MAIL ) FORNECIDO EM DECORRÊNCIA DA RELAÇÃO DE TRABALHO Palavras-chaves: Controle. E-mail. Empregado. Matheus Diego do NASCIMENTO

Leia mais

Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania

Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania PROJETO DE LEI N o 6.332, DE 2005 Dá nova redação aos arts. 20 e 123 do Decreto-Lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, que dispõe sobre o Sistema Nacional

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL O Presidente da República editou o Decreto nº 5555, estabelecendo a obrigatoriedade, como exigência à obtenção do diploma de graduação em engenharia, de um elevado

Leia mais

Atos administrativos Parte 1

Atos administrativos Parte 1 Parte 1 Todos os direitos reservados. A comercialização não autorizada desta obra, por qualquer meio, eletrônico ou reprográfico, ainda que parcial, constitui ato ilícito, respondendo os infratores nos

Leia mais

A LEI 9.656/98 E O CDC

A LEI 9.656/98 E O CDC A LEI 9.656/98 E O CDC Daniela Maria Paludo 1 A Lei 9656/98 foi elaborada a partir de inúmeras discussões entre entidades de defesa do consumidor, representantes dos planos de seguro saúde, corporações

Leia mais

Responsabilidade Civil de Provedores

Responsabilidade Civil de Provedores Responsabilidade Civil de Provedores Impactos do Marco Civil da Internet (Lei Nº 12.965, de 23 abril de 2014) Fabio Ferreira Kujawski Modalidades de Provedores Provedores de backbone Entidades que transportam

Leia mais

SOCIEDADE VIRTUAL: UMA NOVA REALIDADE PARA A RESPONSABILIDADE CIVIL

SOCIEDADE VIRTUAL: UMA NOVA REALIDADE PARA A RESPONSABILIDADE CIVIL SOCIEDADE VIRTUAL: UMA NOVA REALIDADE PARA A RESPONSABILIDADE CIVIL FABRICIO DOS SANTOS RESUMO A sociedade virtual, com suas relações próprias vem se tornando uma nova realidade para a responsabilidade

Leia mais

RESPONSABILIDADE DOS ATORES POLÍTICOS E PRIVADOS

RESPONSABILIDADE DOS ATORES POLÍTICOS E PRIVADOS SEGURANÇA DE BARRAGENS DE REJEITOS RESPONSABILIDADE DOS ATORES POLÍTICOS E PRIVADOS SIMEXMIN OURO PRETO 18.05.2016 SERGIO JACQUES DE MORAES ADVOGADO DAS PESSOAS DAS PESSOAS NATURAIS A vida é vivida por

Leia mais

Marcas de Alto Renome: Novas Regras nos Tribunais

Marcas de Alto Renome: Novas Regras nos Tribunais Painel 13 Marcas de Alto Renome: Novas Regras nos Tribunais Márcia Maria Nunes de Barros Juíza Federal Notoriedade Código de Propriedade Industrial de 1971 (art.67): marca notória, com registro próprio,

Leia mais

CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA CORTE PERMANENTE DE ARBITRAGEM TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL PARA A EX-IUGOSLÁVIA

CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA CORTE PERMANENTE DE ARBITRAGEM TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL PARA A EX-IUGOSLÁVIA FASES DO PROCESSO PENAL DIANTE DOS TRIBUNAIS INTERNACIONAIS VISITA AOS TRIBUNAIS INTERNACIONAIS DA HAIA CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA CORTE PERMANENTE DE ARBITRAGEM TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL TRIBUNAL

Leia mais

O MENSALÃO E A PERDA DE MANDATO ELETIVO

O MENSALÃO E A PERDA DE MANDATO ELETIVO O MENSALÃO E A PERDA DE MANDATO ELETIVO José Afonso da Silva 1. A controvérsia 1. A condenação, pelo Supremo Tribunal Federal, na Ação Penal 470, de alguns deputados federais tem suscitado dúvidas relativamente

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE 10ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE NATAL

PODER JUDICIÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE 10ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE NATAL \d \w1215 \h1110 FINCLUDEPICTURE "brasoes\\15.bmp" MERGEFORMAT PODER JUDICIÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE 10ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE NATAL Processo n. 001.08.020297-8 Ação: Ação Civil Pública Autor: Ministério

Leia mais

Proteção de dados e acesso à informação. Mario Viola

Proteção de dados e acesso à informação. Mario Viola Proteção de dados e acesso à informação Mario Viola Seminário sobre a Lei de Acesso à Informação Anvisa 06 de agosto de 2013 Leis de Acesso à Informação David Banisar - 2013 Acesso à Informação Declaração

Leia mais

Processo de arbitragem n.º 78/2015. Sentença

Processo de arbitragem n.º 78/2015. Sentença Processo de arbitragem n.º 78/2015 Demandante: A Demandada: B Árbitro único: Jorge Morais Carvalho Sentença I Processo 1. O processo correu os seus termos em conformidade com o Regulamento do Centro Nacional

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 184.727 - DF (2012/0112646-2) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS EMENTA PROCESSUAL CIVIL. COMPETÊNCIA. PERIÓDICO

Leia mais

Ensino Fundamental com 9 anos de duração - Idade de Ingresso

Ensino Fundamental com 9 anos de duração - Idade de Ingresso Ensino Fundamental com 9 anos de duração - Idade de Ingresso A respeito da idade de ingresso das crianças, no ensino fundamental de 9 anos de duração, ocorreram acaloradas discussões na esfera educacional

Leia mais

Controle de Constitucionalidade de normas pré-constitucionais

Controle de Constitucionalidade de normas pré-constitucionais Controle de Constitucionalidade de normas pré-constitucionais O Supremo Tribunal Federal possui o poder de decidir sobre a constitucionalidade das normas jurídicas que foram aprovadas antes da entrada

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL Índice CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL 3 5 6 7 INTRODUÇÃO ABRANGÊNCIA PRINCÍPIOS RELACIONAMENTOS CONSELHO DE ÉTICA SANÇÕES DISPOSIÇÕES FINAIS INTRODUÇÃO Considerando que a paz,

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal RECLAMAÇÃO 15.309 SÃO PAULO RELATORA RECLTE.(S) PROC.(A/S)(ES) RECLDO.(A/S) ADV.(A/S) INTDO.(A/S) ADV.(A/S) : MIN. ROSA WEBER :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO

Leia mais

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ (Conjur, 10/12/2014) Alexandre de Moraes Na luta pela concretização da plena eficácia universal dos direitos humanos o Brasil, mais

Leia mais

LÉO FERREIRA LEONCY. Notas ao final do texto.

LÉO FERREIRA LEONCY. Notas ao final do texto. Colisão de direitos fundamentais a partir da Lei nº 6.075/97: o direito à imagem de presos, vítimas e testemunhas e a liberdade de expressão e de informação LÉO FERREIRA LEONCY Léo Ferreira Leoncy é Aluno

Leia mais

Direito à Informação, Liberdade de Expressão e de Comunicação

Direito à Informação, Liberdade de Expressão e de Comunicação 109 Conflitos entre o Direito à Intimidade e à Vida Privada e o Direito à Informação, Liberdade de Expressão e de Comunicação Juliana Grillo El-Jaick 1 Com o advento da Constituição da República de 1988

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2014

PROJETO DE LEI Nº, DE 2014 PROJETO DE LEI Nº, DE 2014 (Do Sr. Arthur Oliveira Maia) Altera a redação do art. 3º da Lei nº 8.650, de 20 de abril de 1993, para suprimir qualquer restrição ou preferência legal na contratação de treinador

Leia mais

FIXAÇÃO DO VALOR MÍNIMO DE INDENIZAÇÃO E SUA INSTRUMENTALIZAÇÃO PRÁTICA VALOR MÍNIMO DE INDENIZAÇÃO: FIXAÇÃO E NSTRUMENTALIZAÇÃO

FIXAÇÃO DO VALOR MÍNIMO DE INDENIZAÇÃO E SUA INSTRUMENTALIZAÇÃO PRÁTICA VALOR MÍNIMO DE INDENIZAÇÃO: FIXAÇÃO E NSTRUMENTALIZAÇÃO FIXAÇÃO DO VALOR MÍNIMO DE INDENIZAÇÃO E SUA INSTRUMENTALIZAÇÃO PRÁTICA José Roberto Torres da Silva Batista * Isaiane Costa Pereira ** RESUMO Este artigo discute uma visão dialética do conhecimento, a

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB PADRÃO DE RESPOSTAS PEÇA PROFISSIONAL : Fábio é universitário, domiciliado no Estado K e pretende ingressar no ensino superior através de nota obtida pelo Exame Nacional, organizado pelo Ministério da

Leia mais

Sentença. 1. Relatório. Relatório dispensado (artigo 38 da Lei 9.099/95). 2. Fundamentação

Sentença. 1. Relatório. Relatório dispensado (artigo 38 da Lei 9.099/95). 2. Fundamentação Processo : 2013.01.1.151018-6 Classe : Procedimento do Juizado Especial Cível Assunto : Contratos de Consumo Requerente : CELSO VIEIRA DA ROCHA JUNIOR Requerido : EMPRESA EBAZAR Sentença 1. Relatório Relatório

Leia mais

PROJETO DE LEI N 4.596/09

PROJETO DE LEI N 4.596/09 1 COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL PROJETO DE LEI N 4.596/09 (Do Sr. Capitão Assumção) Altera os artigos 3 e 41 da Lei n 9.474, de 22 de julho de 1997, que "Define mecanismos para a

Leia mais

DIREITO DE ESCOLHA A TRATAMENTO MÉDICO ISENTO DE SANGUE, POR RAZÕES DE CONSCIÊNCIA E CONVICÇÕES RELIGIOSAS

DIREITO DE ESCOLHA A TRATAMENTO MÉDICO ISENTO DE SANGUE, POR RAZÕES DE CONSCIÊNCIA E CONVICÇÕES RELIGIOSAS DIREITO DE ESCOLHA A TRATAMENTO MÉDICO ISENTO DE SANGUE, POR RAZÕES DE CONSCIÊNCIA E CONVICÇÕES RELIGIOSAS Maria Claudia de Almeida Luciano Jacob 1 Sérgio Ricardo Vieira 2 RESUMO O presente trabalho visa

Leia mais

As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa

As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa Evandro Dias Joaquim* José Roberto Martins Segalla** 1 INTRODUÇÃO A interceptação de conversas telefônicas

Leia mais

TÍTULO: A VIOLAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA E A SUA CONSEQUÊNCIA JURÍDICA NO BRASIL ATUAL

TÍTULO: A VIOLAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA E A SUA CONSEQUÊNCIA JURÍDICA NO BRASIL ATUAL TÍTULO: A VIOLAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA E A SUA CONSEQUÊNCIA JURÍDICA NO BRASIL ATUAL CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: DIREITO INSTITUIÇÃO:

Leia mais

TERMO DE DISPONIBILIZAÇÃO DE ESPAÇO VIRTUAL PARA DIVULGAÇÃO DE MARCA, PRODUTOS E/OU SERVIÇOS

TERMO DE DISPONIBILIZAÇÃO DE ESPAÇO VIRTUAL PARA DIVULGAÇÃO DE MARCA, PRODUTOS E/OU SERVIÇOS TERMO DE DISPONIBILIZAÇÃO DE ESPAÇO VIRTUAL PARA DIVULGAÇÃO DE MARCA, PRODUTOS E/OU SERVIÇOS Pelo presente Termo, em que são partes, de um lado SHAPE.I e, de outro, PARCEIRO, regularmente cadastrado em

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL João e José são pessoas com deficiência física, tendo concluído curso de nível superior. Diante da abertura de vagas para preenchimento de cargos vinculados ao Ministério

Leia mais

ADVOGADOS DO BRASIL SEÇÃO MINAS GERAIS, contra o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS em possível descumprimento de norma federal.

ADVOGADOS DO BRASIL SEÇÃO MINAS GERAIS, contra o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS em possível descumprimento de norma federal. Autos: PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS 0001505 65.2014.2.00.0000 Requerente: ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SEÇÃO MINAS GERAIS e outros Requerido: CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO

Leia mais

Da reserva de administração, da harmonia entre os Poderes e da iniciativa legislativa

Da reserva de administração, da harmonia entre os Poderes e da iniciativa legislativa Vitória, 07 de julho de 2008. Mensagem n º 156/ 2008 Senhor Presidente: Comunico a V. Exa. que vetei totalmente o Projeto de Lei n 116/2007, por considerá-lo inconstitucional, pois padece dos vícios de

Leia mais

Instruções para classificação de processos quanto ao nível de acesso no SEI-MP

Instruções para classificação de processos quanto ao nível de acesso no SEI-MP Instruções para classificação de processos quanto ao nível de acesso no SEI-MP O SEI-MP é uma ferramenta que traz inúmeras vantagens para a Administração Pública, e em diversos campos. Talvez as melhorias

Leia mais