Pesquisa Energy Efficiency Indicator 2011 Resultados - Parceiros Brasil. Resumo - Resultados Parceiros Brasil

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1 Pesquisa Energy Efficiency Indicator 2011 Resultados - Parceiros Resumo - Resultados Parceiros Agosto de 2011

2 Introdução A quinta edição da pesquisa anual Energy Efficiency Indicator, analisou a opinião de tomadores de decisões de diferentes segmentos com base na economia do que vive um cenário de forte expansão, com índices de crescimento acelerado. A pesquisa foi realizada pelo Institute for Building Efficiency com o apoio de sete organizações e associações parceiras no atingiu 103 respostas. Embora o tamanho da amostra seja pequeno, as respostas da pesquisa apontam que os executivos brasileiros estão interessados na questão da eficiência energética e que o mercado brasileiro está amadurecendo. Quem participou da pesquisa? A EEI 2011 recebeu cerca de respostas de gerentes e executivos de segmentos comerciais, industriais e corporativos, com base em opiniões sobre suas prioridades, práticas, planos de ação e desafios em relação aos investimentos destinados a eficiência energética. Para participar da pesquisa, os entrevistados deveriam ter responsabilidades sobre o orçamento da organização/empresa e dentre suas responsabilidades deveria estar incluso a revisão ou a monitoração do consumo de energia, e/ou iniciativas de proposição ou aprovação para tornar as instalações da empresa mais eficientes em relação ao consumo energético. O Institute for Building Efficiency recebeu 103 respostas no através do apoio de sete parceiros estratégicos (Figura 1): ABESCO Figura 1. EEI (Parceiros Estratégicos) ABRAFAC ABRAVA ASBRAV CoreNet Global Green Building Council Inmetro ASBRAV 21 Green Building Council 11 CoreNet Global Inmetro 3 3 ABESCO ABRAVA 44 ABRAFAC 2 Institute for Building Efficiency

3 Entre os entrevistados brasileiros, 61% classificaram suas instalações como comerciais, 7% como institucionais e 5% como industriais. As instalações foram divididas em: menores que metros quadrados, de a metros quadrados, e maiores que metros quadrados. Principais Conclusões A pesquisa EEI Parceiros, apontou que: O interesse em eficiência energética no país é forte. Apesar das iniciativas em prol da eficiência energética serem de baixo custo e menor payback, o mercado está amadurecendo. Os obstáculos financeiros estão dificultando a implantação de projetos de eficiência energética e os tomadores de decisões estão em busca de mais incentivos Os participantes da pesquisa implementaram diferentes medidas de eficiência. Em comparação com China e Índia, os participantes apresentaram diferentes expectativas em relação a tecnologias que podem reduzir gastos com energia O interesse em eficiência energética no é muito forte. No, os tomadores de decisões são muito semelhantes com os participantes nos outros países em relação a questão da importância da eficiência energética: 73% avaliaram a eficiência energética como algo extremamente ou muito importante e 39% disseram que estavam muito mais atentos à eficiência energética do que há um ano atrás. Outros 35% (39% em todo o mundo) classificaram itens como a otimização da eficiência energética em edifícios como a principal estratégia para reduzir a pegada de carbono em suas organizações (Figura 2). 1 BRIC é uma sigla que se refere a, Rússia, Índia, China, que se destacaram no cenário mundial pelo rápido crescimento das suas economias em desenvolvimento. en.wikipedia.org/wiki/bric Figura 2. Principal Estratégia para Redução de Carbono Otimização da eficiência energética em edifícios 35% 39% Melhoria na eficiência da frota de veículos 6% 12% Redução da taxa de emissão de carbono via Supply Chain 5% 8% Instalação de sistemas de energia renovável in-loco 5% 10% Sem definição de prioridade entre as estratégias 8% 12% Global Não sabe 2% 8% 0% 10% 20% 30% 40% 50% institute for Building Efficiency 3

4 Como em outros países participantes da pesquisa global, os respondentes do mencionaram a redução de custos como o principal motivador para alcançar a eficiência energética. O aumento da segurança em energia ficou em segundo lugar. A questão da imagem pública/exposição da marca ficou em terceiro lugar e a captação/retenção de clientes em quarto, indicando que as forças do mercado estão pressionando as empresas para adotarem ações verdes. Incentivos governamentais e de serviços públicos ficaram em sexto lugar no, indicando que tais incentivos têm um papel menor no país em comparação com outros países participantes, que classificaram este ítem em segundo lugar (Figura 3). Figura 3. Motivações para a Eficiência Energética 2011 Global Orientadores de eficiência Redução de custos de energia Incentivos/descontos oferecidos pelo governo/ serviços públicos Maior exposição de marca ou imagem pública 6 3 Incentivos por parte do governo desempenho um papel menor no Segurança em energia crescente Redução dos gases causadores do efeito estufa Política existente Atração/retenção de clientes As pressões impostas pelo mercado refletem uma forte demanda pela imagem verde Os tomadores de decisões registraram altas expectativas em relação a criação de uma política governamental dedicada a questão da eficiência energética e a redução da taxa de carbono em nível nacional, ao longo dos próximos dois anos. Cerca de 70% dos entrevistados (80% em todo o mundo) consideraram as políticas nacionais como pouco ou muito prováveis, enquanto 65% consideraram tais políticas prováveis em nível estadual e 54% em nível municipal. Já, 45% dos participantes disseram que o Programa Inmetro (Etiqueta Nacional de Conservação de Energia) foi classificado como extremamente, muito ou pouco significativo para operações de uma empresa ou decisões relacionadas a eficiência energética. 2. O mercado de eficiência energética no está amadurecendo As respostas da pesquisa no mostram um mercado de eficiência energética em estágio inicial, mas com fortes sinais de amadurecimento. Um destes indicadores são as certificações para edifícios verdes - o país adotou estas certificações, como por exemplo o LEED, há apenas dois anos. A pesquisa demonstrou que 33% dos entrevistados no planejam obter alguma certificação verde para edifícios novos e 25% para os edifícios existentes. Dentre os participantes, 16% disseram que tinham certificado pelo menos um 4 Institute for Building Efficiency

5 edifício verde e 39% incorporaram elementos de "green building" em suas empresas, sem recorrer ao processo de certificação. Ainda assim, estes percentuais estão abaixo dos valores apontados por outros países participantes da pesquisa. Ao relatar as medidas de eficiência que haviam implantado nos últimos 12 meses, a maioria dos entrevistados citaram medidas simples, de baixo custo e rápido payback, ao invés de medidas de alto custo e payback a longo prazo, como a implementação de melhorias estruturais das instalações, sistemas de energia renovável in-loco, tecnologias para malhas inteligentes ou para prédios inteligentes (Figura 4). Abaixo, destacamos as sete principais melhorias apontadas, com base em uma lista de 52 medidas indicadas na pesquisa: 67% adotaram lâmpadas, luminárias ou reatores mais eficientes 56% implantaram programas de conscientização para colaboradores com foco na redução do consumo de energia 44% ajustaram o sistema de ocupação de usuários ou instalaram fotosensores 40% removeram lâmpadas de ambientes com excesso de iluminação 39% substituíram equipamentos ineficientes, antes do término da vida útil 35% ações de conscientização e educação com equipes de facilities para reduzir o consumo de energia 31% aumentaram ações de manutenção preventiva no cronograma Figura 4. Medidas adotadas com foco em eficiência energética Melhorias na iluminação 76% Melhorias no sistema HVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado) e/ou nos controles Medidas sem custo ou de baixo custo / melhorias comportamentais Gestão de fornecimento de energia e/ou de demanda de pico Melhorias nas paredes/coberturas externas do prédios 31% 44% 66% 68% Energia renovável in-loco Tecnologia de malhas inteligentes ou de prédios inteligentes 12% 14% 0% 20% 40% 60% 80% 3. Os obstáculos financeiros estão dificultando a implantação de projetos de eficiência energética Como em outros países participantes da pesquisa global, no os respondentes citaram as barreiras financeiras como principal ítem para implantar mais projetos de eficiência energética. Dentre os participantes, 30% disseram que a falta de financiamento para implementar melhorias é a principal barreira para alcançar a eficiência energética. Dentre estes, 1/3 mencionaram itens como falta de incentivos do governo e dos serviços públicos como o maior obstáculo financeiro. Em média, os entrevistados disseram que o máximo de payback para projetos de eficiência energética foi de 2,7 anos - período menor se comparado a média global da pesquisa (3,7 anos) (Figura 5). institute for Building Efficiency 5

6 Figura 5. Barreiras para alcançar a eficiência energética Falta de incentivos/descontos para financiar investimentos 30% Compensação/Retorno sobre o investimento insuficiente Incerteza quanto à economia gerada/ desempenho Divisão de incentivos entre proprietário/locatário 9% 10% 17% Cerca de 1/3 dos respondentes selecionaram o item incentivos/descontos insuficientes de serviços públicos e do governo como a principal barreira financeira Falta de conhecimento para aproveitar oportunidades Falta de conhecimento técnico especializado para avaliar ou executar projetos Sem liderança dedicada ou atenção devida para a questão da eficiência energética 7% 9% 9% Taxa de retorno (payback) aceitável para investimentos significativos Global % 10% 20% 30% 40% 4. As medidas adotadas para alcançar a eficiência energética e as expectativas em relação a novas tecnologias diferem entre os países que formam o BRIC. A pesquisa apontou nítidas diferenças entre o e países do BRIC como, por exemplo, China e a Índia, em relação às medidas de eficiência energética adotadas nos últimos 12 meses (Figura 6). Parte dos tomadores de decisões no adotaram (66% no em comparação com 37%, na China e Índia) melhorias comportamentais, medidas sem custo ou de baixo custo. Por outro lado, em relação à China e Índia, os respondentes no registraram menor adesão de fontes de energia renovável (14%, e 39%, Índia e China) e tecnologia de malhas inteligentes ou para prédios inteligentes (12% e 39% respectivamente). Figura 6. Medidas de eficiência adotadas: xchina e Índia Melhorias na iluminação 70% 76% Melhorias no sistema HVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado) e/ou nos controles 56% 68% Medidas sem custo ou de baixo custo / melhorias comportamentais 37% 66% Gestão de fornecimento de energia e/ou de demanda de pico Melhorias nas paredes/coberturas externas do prédios 31% 34% 44% 46% Diferenças significativas em melhorias comportamentais, renováveis e edifícios inteligentes Energia renovável in-loco 14% 39% Tecnologia de malhas inteligentes ou de prédios inteligentes 12% 39% China e Índia 0% 20% 40% 60% 80% 6 Institute for Building Efficiency

7 Quando questionados sobre quais tecnologias in-loco os particpantes esperavam ver maior adesão de mercado nos próximos 10 anos, foram apontados três itens principais (todos com classificação maior do que a média global): materiais para construção com alta tecnologia, tecnologias para sistemas de iluminação e - apesar do baixo nível de adesão até o momento - tecnologias para edifícios inteligentes. Os executivos do também apresentaram expectativas muito mais elevadas em comparação aos respondentes de outros países, em relação a tecnologias avançadas para sistemas de HVAC&R (Figura 7). Figura 7. Expectativas de mercado em relação a novas tecnologias Materiais para construção com alta tecnologia 35% 45% Tecnologias para sistemas de iluminação 45% 44% Tecnologias para edifícios inteligentes Tecnologias avançadas de HVAC&R 15% 32% 34% 40% Tecnologias para edifícios inteligentes são vistas como oportunidades futuras, porém hoje com baixa implementação Veículos elétricos e do tipo plug-in 21% 28% Global Painéis solares com células fotovoltaicas (FV) 26% 29% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% Conclusões e implicações Os resultados da pesquisa EEI Parceiros apontou os progressos e desafios para promover a eficiência energética no país. Alguns destaques: 1. O interesse na questão da eficiência energética é forte. Empresas disseram que a energia é importante. As economias geradas, a segurança em energia e a questão da imagem pública são os fatores chave na busca pela eficiência energética. 2. O mercado de eficiência energética está amadurecendo. O mercado de green buildings está em ritmo acelerado. A maioria das medidas implementadas em 2010 foram de baixo custo, com menor payback. 3. As barreiras para alcançar a eficiência energética são importantes. Barreiras financeiras estão no topo da lista de desafios. As empresas estão buscando por incentivos para financiar projetos. 4. Implementação de medidas e expectativas em relação a novas tecnologias no diferem de países participantes do BRIC como a China e Índia. Atualmente há um foco limitado em sistemas de energia renovável e tecnologias para edifícios inteligentes. Tomadores de decisão esperam que o mercado adote nos próximos dez anos, novas tecnologias para materiais de construção, sistemas de iluminação e soluções para edifícios inteligentes. institute for Building Efficiency 7

8 A Associação eira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO) é uma associação que promove as atividades das ESCOS. A ABESCO foi fundada em 1997, facilitando a agregação das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ESCO) para desenvolver o mercado de eficiência energética no. A ABESCO tem alcançado seu objetivo, patrocinando e promovendo os objetivos comuns dos seus integrantes e agindo como uma única voz para as ESCOs brasileiras. A ABRAFAC (Associação eira de Facilities) é uma organização sem fins lucrativos fundada em A ABRAFAC destaca-se como um fórum de conhecimento e informação visando a defesa dos direitos e interesses dos seus integrantes. Em relação à visão, a nossa expectativa é ser uma organização de referência para o mercado brasileiro - atuando como uma fonte para consultas e suporte para todas as iniciativas relacionadas ao gerenciamento de instalações. A Associação eira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento - ABRAVA tem como missão contribuir para melhorar os resultados de seus colaboradores, a fim de apoiar um desenvolvimento econômico e social constante. Fundada em 1962, a ABRAVA possui um histórico de conquistas, compartilhado com seus integrantes e com o setor em geral. Para obter mais informações sobre nossas atividades, visite nosso site: A Associação Sul eira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação - ASBRAV, foi fundada em 1995 com um papel importante na defesa dos interesses de seus integrantes, empresas e profissionais dos setores de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação da região sul do. Para obter mais informações sobre nossas atividades, visite nosso site: 8 Institute for Building Efficiency

9 A CoreNet Global é a principal associação mundial do setor imobiliário corporativo (CRE) e profissionais de trabalho, prestadores de serviços e profissionais ligados ao setor econômico. Com quase membros, no qual 70% das empresas são da Fortune 100 e quase metade da Forbes Global 2000, periodicamente estes profissionais se reúnem para desenvolver projetos, compartilhar conhecimentos, aprender e desenvolver-se profissionalmente. O Green Building Council (GBCB) é uma organização sem fins lucrativos comprometida com um futuro próspero e sustentável no por meio da relação custo-eficiência e da economia de energia em edifícios verdes. A missão da GBCB é transformar o mercado por meio de seu programa de certificação de edifícios verdes LEED, ações educacionais, promover o evento Greenbuild Conferência Internacional & Expo e apoio as políticas públicas que incentivam o desenvolvimento de iniciativas para edifícios verdes e comunidades. Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) foi criado por lei em dezembro de 1973, para apoiar empresas brasileiras e aumentar a sua produtividade e qualidade de seus bens e serviços. Sua missão é prover confiança à sociedade brasileira nas medições e nos produtos, através da metrologia e da avaliação da conformidade, promovendo a harmonização das relações de consumo, a inovação e a competitividade do País. institute for Building Efficiency 9

10 O Institute for Building Efficiency é uma iniciativa da Johnson Controls que fornece informações e análise de tecnologias, políticas e melhores práticas de eficiência, edifícios de alta performance e sistemas de energia inteligentes ao redor do mundo. Com base nos 125 anos de experiência da Johnson Controls, o Instituto fornece soluções de eficiência energética para edifícios, apoiando também os esforços de organizações sem fins lucrativos e associações industriais. Um dos principais focos do Institute for Building Efficiency é promover soluções práticas e inovadoras, que apresentem reduções de custos significativas e mensuráveis. Se você está interessado nas iniciativas desenvolvidas pelo Institute for Building Efficiency entre em contato conosco através do Johnson Controls, Inc. 444 North Capitol St., NW Suite 729, Washington DC Impresso nos EUA

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