TRABALHO E EMPREGO NO SETOR DE TELEMARKETING

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "TRABALHO E EMPREGO NO SETOR DE TELEMARKETING"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE SOCIOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA FÁBIO PIMENTEL DE MARIA DA SILVA TRABALHO E EMPREGO NO SETOR DE TELEMARKETING São Paulo 2010

2

3 Folha de aprovação Fábio Pimentel De Maria da Silva. Trabalho e emprego no setor de telemarketing. Dissertação apresentada à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, como requisito parcial para a obtenção do título de mestre. Área de concentração: Sociologia. Aprovado em: 12 de março de 2010 Banca Examinadora: Prof.Dr. Ruy Gomes Braga Neto Instituição: FFLCH USP (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo) Prof a.dr a. Selma Borghi Venco Instituição: IFCH UNICAMP (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas) Prof.Dr. Ricardo Musse Instituição: FFLCH USP (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo) 3

4 Dedico este trabalho a meus pais, Nelson e Fernanda, de quem recebi o apoio e a compreensão imprescindíveis. 4

5 Agradecimentos Muitas foram as pessoas que contribuíram para a realização deste trabalho. Nada mais justo, em primeiro lugar, do que reconhecer a boa vontade e quase inesgotável paciência do meu orientador, Prof. Ruy Braga, que não só suportou minhas experiências de ensaio e erro, como também me apresentou a perspectivas teóricas fundamentais para a redação desta dissertação. Agradeço também à Prof a Liana Cardoso, do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, que foi quem primeiro leu o projeto de pesquisa original, e de quem sempre pude contar com sugestões valiosas. Sempre me beneficiei também dos pontos de vista das várias pessoas com quem discuti aspectos relacionados a esta dissertação: a Prof a Leny Sato, que leu cuidadosamente o texto do exame de qualificação, assim como os colegas e professores que, em diversos momentos da pesquisa, contribuíram amigavelmente com suas sugestões: Adriana Doyle, Prof a Anita Handfas, Prof. Marco Aurélio Santana, Fábio Dias, James Araújo, Taís Viudes e a Prof a Vera Telles. Gostaria também de expressar meu reconhecimento ao trabalho dos funcionários da biblioteca da FFLCH e do Departamento de Sociologia: dentre os últimos, Maria Ângela Ferraro de Souza e Vicente Sedrângulo Filho têm sempre contribuído para suavizar as dificuldades dos alunos da pós-graduação. E a CAPES e o CNPQ foram responsáveis pela concessão das bolsas que financiaram parcialmente esta pesquisa. Algumas pessoas tiveram um papel decisivo na fase do trabalho de campo. Agradeço, portanto, a Adriana Santiago e Ronaldo Lopes, do Sintratel (Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing de São Paulo), que forneceram apoio constante durante um tempo nada desprezível, assim como a Amanda Santoro, do Sintetel (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações e Operadores de Mesas Telefônicas no Estado de São Paulo), 5

6 com quem pude contar diversas vezes para a obtenção de informações importantes. Nos diálogos com Rogério Vianna e Leandro Pereira travei contato com visões diferenciadas de aspectos centrais dos problemas tratados nesta dissertação. E o trabalho feito em conjunto com David Flores e Vitor Vaneti, ao permitir o confronto de perspectivas diferentes, ajudou a definir minha própria percepção de questões comuns às pesquisas dos três. Ao Prof. Jefferson Agostini agradeço o auxílio mais que oportuno no estabelecimento de contatos que impulsionaram o trabalho de campo. E principalmente a todos(as) os(as) entrevistados(as) sou extremamente grato por terem compartilhado de boa vontade suas experiências. À operadora A., cuja colaboração foi imprescindível para a realização de todas as entrevistas, cabe um reconhecimento especial, pois sem sua ajuda esta pesquisa não teria de modo algum sido realizada a contento. Gostaria de mencionar também a atenção generosa recebida nas conversas com os professores José Carlos Bruni e José Jeremias de Oliveira Filho, assim como a bela oportunidade que foi ter freqüentado as aulas do Prof. Brasílio Sallum Jr., com quem aprendi, como poucas vezes antes, elementos centrais da teoria sociológica. Aproveito para destacar aqui a rara experiência de ser beneficiário do estímulo constante e amigável dado pelo professor Ricardo Musse à formação de seus alunos. Espero continuar a tê-lo como interlocutor, assim como a desfrutar do ambiente de discussão que tem se formado sob seu patrocínio. Com os amigos do Lusco-Fusco aprendi muito sobre o compromisso acadêmico informal, porém sério, e por isso menciono aqui minha gratidão a Bel, Natália, Luiz e Ana Paula. Registro a importância de ter discutido com o Daniel, o Luciano e demais membros do Sintoma Social, com quem espero retomar o diálogo em breve. A Fernando Waly, Ilan, Stefan, e a todos os membros da APG (Associação dos Pós-Graduandos), deixo o meu reconhecimento pela tentativa conjunta de debater alguns dos problemas da universidade. E ao Fábio, ao Júlio e ao Douglas, assim como aos colegas de mestrado Fernando, Edilza, Ricardo, Patrícia, Pedro e Gilsa, devo as indispensáveis conversas de corredor, bandejão e porta de biblioteca. 6

7 Embora os tenha visto muito pouco nos últimos anos, aproveito a oportunidade para expressar meu reconhecimento a amigos e professores que continuam sempre presentes, especialmente a Alexandre, Alessandro e Antônio, pelo aprendizado conjunto ao longo da graduação, e aos professores do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ Valter Duarte, cujas aulas com certeza ressoam nos temas de pesquisa de muitos de seus alunos, e Guido de Almeida, de cujo incentivo, de valor inestimável, espero um dia estar à altura. Nas inquietações do Rodrigo Luiz tenho encontrado estímulo à reflexão há cerca de quinze anos, e a Lucas e Nataly devo uma amizade temperada por frutíferos desentendimentos. À Tarcila devo, além de muito mais, a oportunidade de termos compartilhado momentos pouco tranqüilos de passagem para o mestrado. E da Joana vieram os conselhos fundamentais na fase de mudança de cidade. Também não foram poucas as pessoas com quem tive o privilégio de conviver nesses últimos anos, e por isso menciono aqui, com gratidão, Wilson e Arlene, amigos de primeira e última hora, Fred, Íris e Lívia, pessoas de cuja generosidade ímpar pude desfrutar, assim como Priscila, Ana Carolina, Luiz e Maria Carolina, que contribuíram para tornar extremamente agradável o primeiro ano de mestrado. A Orlando, Manoel, Fátima e Paula, que se tornaram muito mais do que vizinhos, devo as inúmeras e enriquecedoras conversas de cozinha, contraponto indispensável às pós-graduações de todos. Luís Henrique contribuiu decisivamente para a resolução harmoniosa de diversos contratempos, e a Priscila, tanto quanto os moradores da Casa Rosada, fizeram da Rua Barroso Neto um lugar inesquecível. À Gabi, ao Cronópio, ao Bruno e à Luana devo a perda de inúmeras horas em que deveria estar escrevendo, mas que eles ajudaram a que se revertessem em algo de maior qualidade... A meus irmãos deixo aqui meu agradecimento pelo apoio em momentos difíceis, e peço compreensão pela falta de tempo e às vezes de bom humor. À Claudia só digo que não poderia ter tido melhor companhia para almoçar no Fazendinha. E a Maria, Rica, Carlos, Vladimir e Caio, eu nem sei bem o que dizer. 7

8 Fere de leve a frase... E esquece... Nada Convém que se repita... Só em linguagem amorosa agrada A mesma coisa cem mil vezes dita. (Mário Quintana) 8

9 Resumo O trabalho mediado pelas tecnologias da informação conheceu significativa difusão nas últimas décadas, tendo acompanhado não só o crescimento do setor de serviços, mas também os processos de reestruturação produtiva ocorridos nas principais economias mundiais. Daí advém seu papel central na configuração do capitalismo contemporâneo, assim como na elaboração das teorias que buscam compreendê-lo. No Brasil, as centrais de teleatividades apresentam em geral uma organização do trabalho que reúne tendências bastante representativas dos processos de reestruturação produtiva que ocorreram no país nas últimas décadas, mesclando elementos do taylorismo clássico com outros de matiz toyotista. Além disso, os operadores de telemarketing, funcionários, em sua maioria, de empresas terceirizadas, tomam parte do amplo movimento de precarização que tem atingido os trabalhadores brasileiros nos últimos vinte anos. Tentaremos ao longo de nosso trabalho tratar do modo de constituição desses fenômenos na história recente, assim como discutir as maneiras pelas quais os teleoperadores os vivenciam e respondem a eles. Será dada especial ênfase aos fenômenos da formação de consentimento no local de trabalho e da constituição do sofrimento psíquico. Pretendemos também que esta pesquisa, embora circunscrita por limitações de diversas ordens, possa conseguir discutir em alguma medida os temas da luta de classes e da ideologia no capitalismo brasileiro contemporâneo. Palavras-chave: teleoperadores; telemarketing; precarização; degradação do trabalho; consentimento; sofrimento. 9

10 Abstract Work mediated by information technologies has spread significantly during the last decades, having followed not only the growth of the service sector, but also the production restructuring processes that took place in the world s main economies. Therefore is central the role it has been playing in contemporary capitalism and in the theorizations that aim its understanding. In Brazil, the organization of work in call centers assembles very typical tendencies of the production restructuring that took place in the country especially since the nineties, mixing elements of classical taylorism with some others which have a toyotist source. Besides, telemarketers, employed mostly in subcontracted companies, take part in the large process of labor precarization, which has had many effects upon Brazilian workers in the last twenty years. We shall try in this dissertation to deal with the way those phenomena have developed in recent history, as well as discuss the ways telemarketers experience and respond to them. Special emphasis shall be given to the phenomena of the making of consent in the work place, as well as that of the rising of psychic suffering. We also hope that this research, although surrounded by limitations of varied nature, may discuss in some way the forms of class struggle and ideology in contemporary Brazilian capitalism. Keywords: telemarketers; telemarketing; precarization; degradation of work; consent; suffering. 10

11 Sumário Introdução..... p.13 Capítulo I As mudanças no mundo do trabalho das últimas décadas...p Transformações globais do capitalismo contemporâneo... p A reestruturação produtiva e suas peculiaridades num país de capitalismo periférico... p O fordismo e a crise dos anos setenta... p Práticas toyotistas e sua difusão no Brasil... p O sentido da reestruturação produtiva: crise mundial e situação de dependência da economia brasileira... p Relações de trabalho e construção de hegemonia... p.51 Capítulo II Telecomunicações, telemarketing, teleoperadores... p.60 Nota preliminar o percurso do trabalho de campo... p A reestruturação do setor de telecomunicações no estado de São Paulo... p O setor de telemarketing... p Uma empresa e seus trabalhadores... p A empresa... p Organização do trabalho... p Relações de trabalho e formação de consentimento... p.101 Capítulo III Relações precárias de emprego, resistências e defesas... p Traços gerais do sindicalismo no setor... p A precarização do emprego... p

12 3.3 Trabalho e sofrimento... p.147 Considerações finais consentimento, sofrimento e a questão da ideologia... p.161 Referências bibliográficas... p.170 Anexos: Roteiro básico das entrevistas... p.182 Perfil básico dos(as) operadores(as) entrevistados(as)... p

13 Introdução As mudanças pelas quais passou a produção capitalista nos países centrais, ao longo dos cerca de últimos trinta anos, também se fizeram sentir na sociedade brasileira, especialmente a partir dos anos noventa. À crise econômica iniciada em fins dos anos sessenta, e acentuada pelos choques do petróleo nos anos setenta, seguiram-se amplos processos de reestruturação produtiva, consistentes em modificações consideráveis na organização da produção e dos processos de trabalho. Verificou-se também uma ampla financeirização da economia, de maneira que as empresas passaram a destinar cada vez mais seus investimentos à esfera do capital fictício, evidenciando-se, além disso, uma profunda mudança na atuação do Estado, consistente tanto na retração do seu papel de ator econômico, quanto na diminuição de suas funções de regulação da economia e das relações trabalhistas funções que, nos países capitalistas centrais, assim como no Brasil, haviam sido atribuídas a ele quando da ascensão de políticas econômicas de caráter keynesiano, no período posterior à grande crise de acumulação dos anos vinte. A abertura comercial inaugurada pelo governo de Fernando Collor, assim como a adoção de um modelo neoliberal de Estado, foram marcos fundamentais da integração do país a uma economia mundializada, em que os processos de desenvolvimento econômico são cada vez mais subordinados ao movimento de capitais em escala internacional. No plano da organização da produção, observou-se uma radical transformação das práticas fordistas, na medida em que a produção em massa e integrada verticalmente foi ao longo do tempo sendo substituída pela produção flexível, voltada para a formação de estoques reduzidos e horizontalizada, isto é, submetida a um processo de especialização crescente (no caso da indústria automobilística, por exemplo, isso implicou a autonomização das indústrias de autopeças em relação às fábricas de automóveis, cada vez mais especializadas nos componentes principais dos carros). No plano dos processos de trabalho, a flexibilização da produção também 13

14 surtiu efeitos notáveis. A subordinação da produção à flexibilidade da demanda implicou na necessidade de se flexibilizar também a organização do trabalho, tanto no que diz respeito aos tipos de tarefas desenvolvidas pelos trabalhadores, quanto no que diz respeito à jornada e à intensidade do trabalho, de forma que o aumento da pressão da concorrência internacional sobre a indústria brasileira intensificou e imprimiu uma nova direção aos diversos processos de reestruturação interna em curso desde os anos oitenta, tendo sido a partir da abertura comercial dos anos noventa que se impôs decididamente a necessidade de alinhamento das empresas nacionais aos padrões de produção de suas concorrentes nos países do centro capitalista. Mas não só sobre os processos de trabalho incidiu a flexibilização: a relação empregatícia transitou de um modelo de contratação a longo prazo, com limites rígidos às demissões, para um modelo que pudesse se adequar mais facilmente às necessidades flexíveis da produção, tendo daí resultado uma diversificação das formas de emprego da mão-de-obra uma diversificação que tem por testemunha o espraiamento do contrato por tempo determinado, do emprego em tempo parcial e do emprego informal. A maioria dessas transformações na relação contratual só puderam se efetivar por meio de um progressivo enfraquecimento da legislação trabalhista e do papel do Estado como árbitro das relações de trabalho um papel que o Estado brasileiro havia exercido desde a década de trinta do século passado, com apoio em diversos marcos jurídicos e em uma estrutura sindical fortemente atrelada a ele. Tal cenário de reestruturação produtiva e flexibilização das relações trabalhistas contribuiu, a partir de fins dos anos setenta, nos países capitalistas centrais e, mais tarde, a partir do início dos anos noventa, no Brasil, para o declínio da força que os sindicatos haviam conseguido alcançar em momentos históricos que, lá como cá, haviam sido marcados pela concomitância de crise econômica, contestação política e início da reestruturação produtiva (fins dos anos sessenta, na Europa, e início dos anos oitenta, no Brasil). As taxas de sindicalização, a freqüência das greves e a importância política do movimento sindical brasileiro apresentam-se 14

15 atualmente num patamar muito mais baixo do que aquele observado no início dos anos oitenta, época da ascensão do novo sindicalismo na região do ABC paulista. Mudou em muito também o estilo da ação sindical nesse período, tendo-se passado de um sindicalismo marcado pelo confronto grevista, pela articulação com movimentos políticos de caráter mais amplo (à época da ascensão do novo sindicalismo, o movimento pela redemocratização em fins da ditadura) e pela perspectiva de transformação em direção ao socialismo, para um sindicalismo de caráter mais pragmático, baseado nas negociações com as empresas, centrado na defesa dos interesses imediatos dos trabalhadores representados, e desvinculado de projetos políticos mais amplos ou mesmo de projetos de reformas estruturais de longo alcance. É nesse contexto de reestruturação produtiva, crise dos sindicatos e redefinição do papel do Estado que se presencia um grande crescimento do setor terciário. Ganhando cada vez mais espaço em relação ao setor industrial, o setor de serviços adquiriu uma visibilidade tal que alguns autores saudaram as últimas décadas do fim do século vinte como a época do fim do trabalho, e consideraram que estivéssemos vivendo o início de uma sociedade da informação. Embora muitas das formulações dessa tese tenham incidido no erro de reduzir o trabalho explorado sob o modo de produção capitalista ao trabalho manual realizado na indústria, deixando de considerar que também o trabalho dito imaterial está organizado em moldes capitalistas, é fato facilmente constatável que houve, em todo o período posterior à segunda guerra, mas especialmente a partir dos anos setenta, nos países capitalistas centrais, e dos anos noventa, no Brasil, uma retração do setor industrial em favor do setor de serviços. Esse processo está ligado à própria lógica de segmentação das empresas: trata-se de reorganizar a divisão técnica do trabalho de modo a tornálo mais produtivo. Assim, são terceirizados os serviços que não tenham ligação direta com a elaboração do produto final do processo de trabalho (como, por exemplo, a limpeza do espaço de trabalho, a manutenção das máquinas, a produção de peças acessórias, as vendas e o atendimento ao cliente). Trata-se de processos de horizontalização da produção, em oposição à integração 15

16 vertical, no âmbito de umas mesma empresa, de todas as etapas do processo produtivo. Por se situar na esfera dos serviços, cujo sentido para a configuração social contemporânea foi tão intensamente debatido, e por reunir algumas das tendências mais relevantes da reestruturação produtiva que se iniciou nas últimas décadas do século vinte, o teleatendimento ou telemarketing tornou-se um setor de trabalho que, já há mais de uma década, tem suscitado estudos em áreas como a Administração, a Sociologia e a Psicologia do Trabalho. Expressão, ao mesmo tempo, da revolução informacional que difundiu o uso intensivo das telecomunicações e da microeletrônica na produção, assim como da segmentação crescente das empresas, que passaram a terceirizar os serviços de vendas, cobranças, atendimento ao cliente, atualização de cadastros, dentre outros, as centrais de teleatividades ocuparam um lugar importante no processo de terceirização. É verdade que também pode ocorrer que a central pertença à própria empresa, mas o caso mais comum é que uma mesma empresa de telemarketing preste serviços a setores diversificados. Segundo a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), o setor movimenta anualmente, no Brasil, cerca de três bilhões e setecentos e cinqüenta milhões de reais, empregando cerca de seiscentos mil trabalhadores. A alta rotatividade no emprego, a precarização da relação salarial, a intensificação do trabalho (por meio da cobrança de resultados, da sobreposição de tarefas e do aumento da velocidade de sua execução), as péssimas condições de trabalho e a exposição constante a fatores desencadeadores de estresse e de inúmeras doenças psicossomáticas são algumas das características mais notáveis do trabalho no setor. No que diz respeito à sindicalização, os trabalhadores do setor de telemarketing enfrentam diversos problemas que dificultam a articulação de seus interesses. Em primeiro lugar, no caso dos trabalhadores desse setor no estado de São Paulo, há uma disputa entre dois sindicatos por sua representação. Essa disputa se exprime numa batalha judicial que concede ora a um, ora a outro sindicato o direito de representação exclusiva dos funcionários das empresas de telemarketing. Essa disputa, que, como veremos mais adiante, é expressão do crescimento e da 16

17 diversificação que o setor de telecomunicações experimentou nos últimos dez anos, é um exemplo claro da fragmentação da classe trabalhadora no período posterior à reestruturação produtiva. Outros grandes desafios que se impõem à organização classista dos trabalhadores de telemarketing estão aparentemente ligados tanto à alta rotatividade no setor, que dificulta a formação da identidade profissional, quanto a peculiaridades próprias à organização das centrais de teleatividades, que estimulam a individualização das relações de trabalho. Os operadores de telemarketing, funcionários, em sua maioria, de empresas terceirizadas, tomam parte, portanto, do amplo movimento de precarização que tem atingido os trabalhadores brasileiros nas duas últimas décadas. Além disso, as centrais de teleatividades apresentam em geral uma organização do trabalho que reúne tendências bastante representativas dos processos de reestruturação produtiva no Brasil. Tentaremos ao longo de nosso trabalho tratar do modo de constituição desses fenômenos na história recente, assim como discutir as maneiras pelas quais os trabalhadores os vivenciam e respondem a eles. No primeiro capítulo, procuramos fazer uma breve revisão de algumas questões indissociáveis dos temas e do objeto de pesquisa deste trabalho, e por isso são abordados aí o trabalho imaterial e o aumento de sua importância nas últimas décadas, assim como algumas das tendências mais relevantes da reestruturação produtiva que se seguiu à crise dos anos setenta, incluindo sua significação dentro dos contextos mais amplos da relação entre as classes sociais e da posição do Brasil no contexto da economia mundial. No segundo capítulo, damos início à análise do setor de telemarketing, discorrendo sobre sua constituição na história recente e seus aspectos centrais, e também apresentamos a empresa que serviu de referência à elaboração deste estudo, elencando aspectos centrais da organização do trabalho aí verificada e buscando reconstruir, a partir de algumas considerações históricas e das informações obtidas nas entrevistas, o que interpretamos como a tendência à formação de consentimento no local de trabalho. Em seguida, no terceiro capítulo, fazemos uma pequena apresentação dos traços 17

18 principais da organização sindical do setor, para a seguir tratar do processo de precarização do emprego, sempre cotejando a discussão com informações obtidas na pesquisa de campo. É abordada na seqüência, a questão do sofrimento psíquico no trabalho e das defesas elaboradas pelos operadores de telemarketing para evitá-lo. Esse tema assumiu uma importância considerável no processo de pesquisa, tanto em virtude de sua forte vinculação ao objeto de estudo, quanto por nos ter conduzido a rever as questões debatidas até então, o que procuramos fazer nas considerações finais, quando ensaiamos uma brevíssima discussão acerca da questão da ideologia. 18

19 Capítulo I As mudanças no mundo do trabalho das últimas décadas 1.1 Transformações globais do capitalismo contemporâneo As principais dificuldades pelas quais passou a produção capitalista a partir de fins dos anos sessenta, e que prepararam a transformação do regime de acumulação keynesiano-fordista, podem ser resumidas, segundo David Harvey, no aspecto de rigidez que dominava as esferas da produção e da circulação: rigidez dos investimentos em larga escala e a longo prazo (que pressupunham demandas com crescimento estável), rigidez da regulação do mercado de trabalho pelo Estado, e rigidez do mercado consumidor, tanto no âmbito interno de cada país quanto em nível internacional. A necessidade de reorganização do regime de produção em crise teria levado à acumulação flexível, um modelo calcado na flexibilização tanto das estruturas produtivas e dos processos de trabalho, por um lado, quanto das formas de contratação e da regulação trabalhista pelo Estado, por outro, e apoiado igualmente na aceleração da troca de mercadorias fosse em nível nacional ou internacional (Harvey, 2005: ). As mudanças na organização da produção e nas formas de contratação implicaram a intensificação dos processos de trabalho e, de maneira concomitante a essas mudanças, uma aceleração dos processos de desqualificação e requalificação provocados pelas novas necessidades de trabalho. No âmbito da circulação, a aceleração das trocas se fez sentir na constante renovação dos produtos e padrões de consumo, facilitada pelo emprego comercial das então novas tecnologias de comunicação, das quais a internet é a representante mais notável. Tais tecnologias, ao permitirem um fluxo contínuo de informações entre os extremos da produção e do consumo, se tornaram uma força produtiva de bastante destaque na reorganização do capitalismo a partir dos anos setenta. Além disso, as expressões da aceleração do tempo de giro 19

20 do capital não se limitaram às esferas da produção e do consumo, mas se estenderam à política e à cultura, acarretando a desestabilização de formas rotinizadas de construção de identidade, a ênfase no planejamento a curto prazo e uma valorização da inovação e da descartabilidade (idem, ibidem: ). O papel crescente que a ciência, a tecnologia e a informação desempenharam nessa reorganização do capitalismo deu origem a diversos debates acerca da natureza das transformações então vivenciadas. O trabalho ainda seria o principal mecanismo de criação da riqueza social? Ou estaríamos, pelo contrário, assistindo ao surgimento de uma sociedade da informação? O notável aumento do trabalho imaterial, que dota os trabalhadores de maior poder de decisão e aproveita mais de suas habilidades cognitivas, traria consigo alguma promessa de emancipação e seria capaz de liberar potencialidades até então reprimidas pela dureza e pela mecanicidade do trabalho braçal? Talvez mais importante ainda do que as questões precedentes: o trabalho ainda seria o principal meio de construção de identidade na sociedade contemporânea? E, correlata a essa última questão: a classe trabalhadora teria perdido de vez seu papel privilegiado de potencial sujeito revolucionário e impulsionador da mudança social? Claus Offe (1994), por exemplo, ponderou que a diversidade de formas que o trabalho tem assumido a partir das últimas décadas do século vinte e a suposta ausência de características comuns a essas formas teria resultado em se tornar o trabalho não apenas objetivamente amorfo, mas também (...) subjetivamente periférico (Offe, 1994: 194). Assim, o trabalho não só teria sido reduzido a um fenômeno secundário para a organização social e sua explicação, como também teria se tornado um ponto de partida pouco significativo para a construção de identidade e de ação política. A tese de Habermas (1975) de que a ciência teria se convertido na principal força produtiva, em substituição ao trabalho vivo, foi uma das expressões mais difundidas e refinadas da idéia de que o último teria perdido seu lugar central na sociedade contemporânea. De acordo 20

21 com o autor, (...) técnica e ciência tornam-se a principal força produtiva, com o que caem por terra as condições de aplicação da teoria do valor do trabalho de Marx (Habermas, 1975: 320), do que se seguiriam, igualmente, importantes conseqüências subjetivas, já que (...) as duas categorias chaves da teoria de Marx, a saber, luta de classes e ideologia, não podem mais ser aplicadas sem restrições (idem, ibidem: 323), cabendo à comunicação e à linguagem um papel fundante na organização da sociedade contemporânea, e subtraindo-se, portanto, à produção o papel de origem por excelência dos conflitos sociais. Está além de nossas possibilidades e também ultrapassaria em muito o objetivo de nosso trabalho reconstruir aqui a tese habermasiana em toda sua complexidade. Sob pena de cometermos enganos na breve resenha dessa tese, julgamos adequado, contudo, comentá-la devido à sua importância no debate contemporâneo. O argumento de Habermas de que a teoria do valor teria perdido sua validade peca por desconsiderar que o que ocorreu nas últimas décadas foi, no fundo, uma reorganização do modo de extração da mais-valia, com maior ênfase no trabalho intelectual, não devendo, contudo, a aparência que assume a exploração confundir-nos quanto ao fato fundamental de que é no processo de abstração ocorrido a partir do trabalho concreto que reside a fonte de valor. A redução do trabalho manual, assim como a reorganização dos processos de trabalho e o aparente fim do taylorismo clássico não significariam, portanto, que deixou de ser no tempo de trabalho socialmente necessário à sua produção que reside o valor das mercadorias 1. Também é preciso considerar que Habermas credita a falência do marxismo ao tipo de sociedade gerada, a partir dos anos trinta, pela organização da economia capitalista pelo Estado, e 1 A diminuição do tempo físico de trabalho, bem como a redução do trabalho manual direto, articulado com a ampliação do trabalho qualificado, multifuncional, dotado de maior dimensão intelectual, permite constatar que a tese segundo a qual o capital não tem mais interesse em explorar o trabalho abstrato acaba por converter a tendência pela redução do trabalho vivo e ampliação do trabalho morto na extinção do primeiro, o que é algo completamente diferente [itálico do autor] (Antunes, 1999: ). Ou seja, a tendência a um maior emprego tanto de tecnologia quanto de trabalho preponderantemente intelectual não significa, de modo algum, que a exploração do trabalho tenha deixado de ser o principal mecanismo de criação do valor. 21

Caderno Prudentino de Geografia, Presidente Prudente, n.32, v.2, p.367-373, ago./dez.2010 RESENHA:

Caderno Prudentino de Geografia, Presidente Prudente, n.32, v.2, p.367-373, ago./dez.2010 RESENHA: RESENHA: PINTO, Geraldo Augusto. A organização do trabalho no século 20: taylorismo, fordismo e toyotismo. 2.ed. São Paulo: Expressão Popular, 2010. 88p. Rogério Gerolineto FONSECA Graduando do curso de

Leia mais

Resenha. De forma sintética e competente, faz uma reconstituição histórica desde os processos de colonização que marcaram as sociedades latino-

Resenha. De forma sintética e competente, faz uma reconstituição histórica desde os processos de colonização que marcaram as sociedades latino- Revista Latino-americana de Estudos do Trabalho, Ano 17, nº 28, 2012, 229-233 Resenha O Continente do Labor, de Ricardo Antunes (São Paulo, Boitempo, 2011) Graça Druck A iniciativa de Ricardo Antunes de

Leia mais

XIX QUALIEDUC EDUCAÇÃO PRESSENCIAL & A DISTÄNCIA

XIX QUALIEDUC EDUCAÇÃO PRESSENCIAL & A DISTÄNCIA XIX QUALIEDUC EDUCAÇÃO PRESSENCIAL & A DISTÄNCIA A APROPRIAÇÃO DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS POR INVESTIDORES PRIVADOS SÃO INSTRUMENTOS QUE LEVAM A COMERCIALIZAÇÃO DO ENSINO? 1 MSc. EDUARDO GUERINI JULHO/2013

Leia mais

Trabalho Produtivo e Improdutivo: o cerne da questão

Trabalho Produtivo e Improdutivo: o cerne da questão Trabalho Produtivo e Improdutivo: o cerne da questão Gustavo Henrique Lopes Machado Vimos nos dois artigos iniciais desta série o conceito preciso de mercadoria, assim como dos ditos serviços. Sendo que,

Leia mais

No modo de produção escravista os trabalhadores recebiam salários muito baixos.

No modo de produção escravista os trabalhadores recebiam salários muito baixos. Atividade extra Fascículo 2 Sociologia Unidade 3 Questão 1 Leia com atenção o texto de Paul Lovejoy sobre escravidão: Enquanto propriedade, os escravos eram bens móveis: o que significa dizer que eles

Leia mais

Antecedentes Históricos da Administração: Os primórdios da Administração

Antecedentes Históricos da Administração: Os primórdios da Administração Antecedentes Históricos da Administração: Os primórdios da Administração No decorrer da história da humanidade sempre existiu alguma forma simples ou complexa de administrar as organizações. O desenvolvimento

Leia mais

AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO

AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO MÁRCIA MARIA PALHARES (márcia.palhares@uniube.br) RACHEL INÊS DA SILVA (bcpt2@uniube.br)

Leia mais

Relato - Do Fordismo/Keynesiano ao Toyotismo/Neoliberal

Relato - Do Fordismo/Keynesiano ao Toyotismo/Neoliberal Relato - Do Fordismo/Keynesiano ao Toyotismo/Neoliberal Segundo diferentes autores, como ANTUNES (1999), HARVEY (2001), GOUNET (1999), KURZ (1996) entre outros, vivemos, atualmente, o chamado desemprego

Leia mais

PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO: O CASO DOS PROFESSORES SUBSTITUTOS DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Resumo

PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO: O CASO DOS PROFESSORES SUBSTITUTOS DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Resumo 1 PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO: O CASO DOS PROFESSORES SUBSTITUTOS DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Viviane Dias Uerj diasviviane01@hotmail.com Melissa Machado Uerj melissagmac@yahoo.com.br Resumo

Leia mais

Autor: Thomas Stob Junior Professora Responsável: Profª Dra Nilda Maria de Clodoaldo Pinto Guerra Leone Número de Páginas: 9

Autor: Thomas Stob Junior Professora Responsável: Profª Dra Nilda Maria de Clodoaldo Pinto Guerra Leone Número de Páginas: 9 Arquivo Título: Flexibilidade: Um Novo Formato das Organizações Autor: Thomas Stob Junior Professora Responsável: Profª Dra Nilda Maria de Clodoaldo Pinto Guerra Leone Número de Páginas: 9 RESUMO

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO. Tema : Fundamentos da Administração 1 Aula Conceitos da Administração História da Administração Funções do Administrador

ADMINISTRAÇÃO. Tema : Fundamentos da Administração 1 Aula Conceitos da Administração História da Administração Funções do Administrador ADMINISTRAÇÃO Tema : Fundamentos da Administração 1 Aula Conceitos da Administração História da Administração Funções do Administrador O que devemos.. Tirar todas as dúvidas a qualquer momento Participar

Leia mais

A rtigo. Possibilidades da agricultura independente. Jones, Alberto da Silva* Bressan, Matheus**

A rtigo. Possibilidades da agricultura independente. Jones, Alberto da Silva* Bressan, Matheus** Produção familiar, pós-modernidade e capitalismo Possibilidades da agricultura independente Jones, Alberto da Silva* Bressan, Matheus** *Prof. Doutor do Departamento de Economia Rural da UFV. *Eng. Agrônomo,

Leia mais

Trabalho e Serviço Social na era pós fordista

Trabalho e Serviço Social na era pós fordista LUGAR COMUM Nº23-24, pp.239-245 Trabalho e Serviço Social na era pós fordista Marina Bueno Thais Mazzeo Este artigo foi pensado a partir do debate em curso sobre as transformações do trabalho, com base

Leia mais

A QUALIFICAÇÃO NO NOVO CONTEXTO DA AUTOMAÇÃO E FLEXIBILIZAÇÃO DO TRABALHO: UM ESTUDO NO SETOR BANCÁRIO

A QUALIFICAÇÃO NO NOVO CONTEXTO DA AUTOMAÇÃO E FLEXIBILIZAÇÃO DO TRABALHO: UM ESTUDO NO SETOR BANCÁRIO A QUALIFICAÇÃO NO NOVO CONTEXTO DA AUTOMAÇÃO E FLEXIBILIZAÇÃO DO TRABALHO: UM ESTUDO NO SETOR BANCÁRIO ALVES, Ana Elizabeth Santos (UESB/UFBA) GT: Trabalho e Educação 1 A Qualificação frente ao atual processo

Leia mais

A FORMAÇÃO CONTRADITÓRIA DAS CLASSES DOMINANTES

A FORMAÇÃO CONTRADITÓRIA DAS CLASSES DOMINANTES A FORMAÇÃO CONTRADITÓRIA DAS CLASSES DOMINANTES Luiz Carlos Bresser-Pereira Senhor, nº 24, março de 1980 Estou passando pelos corredores e ouço: Quando as empresas brasileiras forem dirigidas por administradores

Leia mais

Mudanças na forma de organização do trabalho

Mudanças na forma de organização do trabalho Mudanças na forma de organização do trabalho Jaqueline Lopes 1 Resumo: A importância de falar sobre as mudanças que vem ocorrendo ao longo dos séculos no mundo do trabalho, é que essas mudanças têm como

Leia mais

PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE NA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA

PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE NA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE NA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA Carlos Eduardo Queiroz Pessoa Bacharel em Filosofia e Direito; Mestrando em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Campina Grande

Leia mais

Até agora discutimos as bases do capitalismo mundial. Nesta unidade vamos falar um pouco das particularidades do capitalismo no Brasil.

Até agora discutimos as bases do capitalismo mundial. Nesta unidade vamos falar um pouco das particularidades do capitalismo no Brasil. A FORMAÇÃO DA SOCIEDADE CAPITALISTA NO BRASIL Até agora discutimos as bases do capitalismo mundial. Nesta unidade vamos falar um pouco das particularidades do capitalismo no Brasil. A sociedade brasileira

Leia mais

A ORGANIZAÇÃO E A SISTEMATIZAÇÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO

A ORGANIZAÇÃO E A SISTEMATIZAÇÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO A ORGANIZAÇÃO E A SISTEMATIZAÇÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO 1. A Pesquisa e a pós-graduação A pesquisa sistematizada na PUCPR proporcionou uma sinergia significativa com as atividades de ensino. Um resultado inicial

Leia mais

ENTREVISTA - Precarização no trabalho virtual do call center e da TI

ENTREVISTA - Precarização no trabalho virtual do call center e da TI ENTREVISTA - Precarização no trabalho virtual do call center e da TI O que os trabalhadores do call center e de programação e produção de software têm em comum? Esta é uma das questões que o sociólogo

Leia mais

Programa. Fundamentos de filosofia e Sociologia das Organizações Teorias e modelos de gestão.

Programa. Fundamentos de filosofia e Sociologia das Organizações Teorias e modelos de gestão. Programa UNIDADE 1: UNIDADE 2 Fundamentos de filosofia e Sociologia das Organizações Teorias e modelos de gestão. Funções do administrador no mundo contemporâneo. Arquitetura Organizacional. UNIDADE 3

Leia mais

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr.

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr. A Chave para o Sucesso Empresarial José Renato Sátiro Santiago Jr. Capítulo 1 O Novo Cenário Corporativo O cenário organizacional, sem dúvida alguma, sofreu muitas alterações nos últimos anos. Estas mudanças

Leia mais

Discurso Presidente do Banco Central do Brasil Alexandre Tombini

Discurso Presidente do Banco Central do Brasil Alexandre Tombini Discurso Presidente do Banco Central do Brasil Alexandre Tombini Boa tarde. É com satisfação que estamos aqui hoje para anunciar o lançamento das novas cédulas de 10 e 20 reais, dando sequência ao projeto

Leia mais

ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING

ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING CENÁRIO E TENDÊNCIAS DOS NEGÓCIOS 8 h As mudanças do mundo econômico e as tendências da sociedade contemporânea.

Leia mais

Teorias e Modelos de Gestão

Teorias e Modelos de Gestão Teorias e Modelos de Gestão Objetivo Apresentar a evolução das teorias e modelo de gestão a partir das dimensões econômicas, filosóficas, pol Iticas, sociológicas, antropológicas, psicológicas que se fazem

Leia mais

Afinal, quem é a classe trabalhadora hoje?

Afinal, quem é a classe trabalhadora hoje? Estudos do Trabalho Ano II. Nº 3-2008. Revista da RET Rede de Estudos do Trabalho www.estudosdotrabalho.org Afinal, quem é a classe trabalhadora hoje? Ricardo Antunes Professor da Universidade Estadual

Leia mais

AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA

AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA Miranda Aparecida de Camargo luckcamargo@hotmail.com Acadêmico do Curso de Ciências Econômicas/UNICENTRO Luana Sokoloski sokoloski@outlook.com

Leia mais

SEMINÁRIO TEMÁTICO II: RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA E TERCEIRO SETOR

SEMINÁRIO TEMÁTICO II: RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA E TERCEIRO SETOR SEMINÁRIO TEMÁTICO II: RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA E TERCEIRO SETOR AULA 02: TERCEIRO SETOR (PARTE I) TÓPICO 01: EIXOS TEÓRICOS Os fundamentos da Gestão Social não se restringem a ideais históricos.

Leia mais

ECONOMIA MÓDULO 1 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA

ECONOMIA MÓDULO 1 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA ECONOMIA MÓDULO 1 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA Índice 1. Apresentação da Disciplina...3 2 1. APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA A disciplina Economia de Mercado objetiva apresentar as relações econômicas que balizam

Leia mais

SERVIÇO SOCIAL. Disciplina: Metodologia Científica. Número de créditos: 04. Carga horária: 80

SERVIÇO SOCIAL. Disciplina: Metodologia Científica. Número de créditos: 04. Carga horária: 80 Disciplina: Metodologia Científica SERVIÇO SOCIAL Ementa: Finalidade da metodologia científica. Importância da metodologia Número âmbito das ciências. Metodologia de estudos. O conhecimento e suas formas.

Leia mais

Edital 001/2015 CHAMADA DE TRABALHOS PARA PUBLICAÇÃO/EDIÇÃO Nº 001/2015

Edital 001/2015 CHAMADA DE TRABALHOS PARA PUBLICAÇÃO/EDIÇÃO Nº 001/2015 Edital 001/2015 CHAMADA DE TRABALHOS PARA PUBLICAÇÃO/EDIÇÃO Nº 001/2015 A Direção da revista PERSPECTIVAS SOCIAIS, do PPGS/UFPEL, torna público a CHAMADA DE TRABALHOS ACADÊMICOS, para a edição 1/2015,

Leia mais

TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I

TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I 1 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I Administração é a maneira de governar organizações ou parte delas. É o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos

Leia mais

Inteligência coletiva e função social da propriedade

Inteligência coletiva e função social da propriedade Apresentação As transformações no modo de produção capitalista rumo a um regime de acumulação global e flexível traduzem-se na fuga para adiante em relação aos aspectos materiais, fixos e territoriais

Leia mais

5. Considerações finais

5. Considerações finais 99 5. Considerações finais Ao término da interessante e desafiadora jornada, que implicou em estabelecer um olhar crítico e relativamente distanciado em relação ao universo pesquisado, na medida em que

Leia mais

A CIBERNETIZAÇÃO DA ATIVIDADE PRODUTIVA

A CIBERNETIZAÇÃO DA ATIVIDADE PRODUTIVA A CIBERNETIZAÇÃO DA ATIVIDADE PRODUTIVA Celso Candido O processo de transformação do modo de produção industrial para o imaterial passa pelo reconhecimento do computador como a principal máquina-ferramenta

Leia mais

Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo

Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo A UA UL LA MÓDULO 7 Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo Nesta aula O café foi o principal produto de exportação durante a República Velha. Os cafeicultores detinham o controle da

Leia mais

Seminário Análise e Proposta do Modelo de Negociações Trabalhistas no Brasil ABINEE E ABIMAQ. São Paulo 15/07/2013

Seminário Análise e Proposta do Modelo de Negociações Trabalhistas no Brasil ABINEE E ABIMAQ. São Paulo 15/07/2013 Análise das relações trabalhistas no Brasil e em diferentes países Seminário Análise e Proposta do Modelo de Negociações Trabalhistas no Brasil ABINEE E ABIMAQ São Paulo 15/07/2013 1. Introdução 2. Estados

Leia mais

TRABALHO E CONSUMO: UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA DOS SERVIÇOS DE VENDA NO VAREJO DE BENS DURÁVEIS

TRABALHO E CONSUMO: UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA DOS SERVIÇOS DE VENDA NO VAREJO DE BENS DURÁVEIS TRABALHO E CONSUMO: UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA DOS SERVIÇOS DE VENDA NO VAREJO DE BENS DURÁVEIS Lúbia Gonzaga DUTRA; Jordão Horta NUNES Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Faculdade de Ciências Sociais-UFG

Leia mais

QUESTÃO 11 ENADE Administração/2009

QUESTÃO 11 ENADE Administração/2009 Universidade Federal Fluminense Oficina de Trabalho Elaboração de Provas Escritas Questões Objetivas Profª Marcia Memére Rio de Janeiro, janeiro de 2013 QUESTÃO 11 ENADE Administração/2009 Cada uma das

Leia mais

GRUPO DE PESQUISA EM TRABALHO, EDUCAÇÃO E HISTÓRIA - GETEH

GRUPO DE PESQUISA EM TRABALHO, EDUCAÇÃO E HISTÓRIA - GETEH GRUPO DE PESQUISA EM TRABALHO, EDUCAÇÃO E HISTÓRIA - GETEH MELO, Alessandro de (Orientador/UNICENTRO) BATISTA, Viviane Silveira (UNICENTRO) SIGNORI, Zenira Maria Malacarne (UNICENTRO) Trabalhos realizados

Leia mais

REGIMENTO DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC UFABC. TÍTULO I Dos Objetivos

REGIMENTO DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC UFABC. TÍTULO I Dos Objetivos Regimento REGIMENTO DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC UFABC TÍTULO I Dos Objetivos Art. 1º - As atividades dos Cursos de Pós-Graduação abrangem estudos e trabalhos de formação

Leia mais

EDUCAÇÃO E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL NO CONTEXTO DA GLOBALIZAÇÃO

EDUCAÇÃO E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL NO CONTEXTO DA GLOBALIZAÇÃO EDUCAÇÃO E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL NO CONTEXTO DA GLOBALIZAÇÃO Mônica Mota Tassigny Universidade de Fortaleza, Brasil As relações entre capitalismo, trabalho e educação têm sido objeto de consideração

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE SERVIÇO SOCIAL INTRODUÇÃO AO SERVIÇO SOCIAL EMENTA: A ação profissional do Serviço Social na atualidade, o espaço sócioocupacional e o reconhecimento dos elementos

Leia mais

Karl Marx e o materialismo histórico e dialético (1818-1883)

Karl Marx e o materialismo histórico e dialético (1818-1883) Karl Marx e o materialismo histórico e dialético (1818-1883) O pensamento de Marx: Proposta: entender o sistema capitalista e modificá-lo [...] (COSTA, 2008, p.100). Obra sobre o capitalismo: O capital.

Leia mais

SINDEEPRES: As Relações do Trabalho Terceirizado

SINDEEPRES: As Relações do Trabalho Terceirizado 20 Anos de SINDEEPRES Anos de Terceirização no Brasil Seminário 20 Anos de Terceirização no Brasil SINDEEPRES: As Relações do Trabalho Terceirizado Marcio Pochmann www.sindeepres.org.br Relações do trabalho

Leia mais

OFICINAS DE REESTRUTURAÇÃO CURRICULAR REFLEXÕES SOBRE O ENSINO MÉDIO INTEGRADO A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E A AÇÃO DOCENTE

OFICINAS DE REESTRUTURAÇÃO CURRICULAR REFLEXÕES SOBRE O ENSINO MÉDIO INTEGRADO A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E A AÇÃO DOCENTE OFICINAS DE REESTRUTURAÇÃO CURRICULAR REFLEXÕES SOBRE O ENSINO MÉDIO INTEGRADO A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E A AÇÃO DOCENTE NASCIMENTO, Elaine Cristina Universidade Tecnológica Federal do Paraná AMORIM, Mário

Leia mais

Palavras chaves: Superexploração, opressão de gênero, economia brasileira.

Palavras chaves: Superexploração, opressão de gênero, economia brasileira. A SUPEREXPLORAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO FEMININA NO BRASIL TAMARA SIEMANN LOPES (autora) 1 CINTHIA DE SOUZA(coautora) 2 Resumo: A inserção da mulher nas atividades econômicas passou a ser uma variável relevante

Leia mais

PSICOLOGIA DO TRABALHO E PSICANÁLISE: UMA POSSIBILIDADE DE COMPREENSÃO DO SOFRIMENTO PSÍQUICO

PSICOLOGIA DO TRABALHO E PSICANÁLISE: UMA POSSIBILIDADE DE COMPREENSÃO DO SOFRIMENTO PSÍQUICO 1 PSICOLOGIA DO TRABALHO E PSICANÁLISE: UMA POSSIBILIDADE DE COMPREENSÃO DO SOFRIMENTO PSÍQUICO Daniele Almeida Duarte Mariana Devito Castro Francisco Hashimoto Resumo: É fato que o indivíduo, quando é

Leia mais

Certificação Profissional na Construção Civil por Competências

Certificação Profissional na Construção Civil por Competências Extraído da Dissertação de Mestrado em Habitação de autoria de Orivaldo Predolin Júnior 2005, Predolin, O.J. A partir da idéia de que, para a melhoria da qualidade do produto final da construção civil

Leia mais

Escola das relações humanas: Sociologia nas Organizações. Prof Rodrigo Legrazie

Escola das relações humanas: Sociologia nas Organizações. Prof Rodrigo Legrazie Escola das relações humanas: Sociologia nas Organizações Prof Rodrigo Legrazie Escola Neoclássica Conceitua o trabalho como atividade social. Os trabalhadores precisam muito mais de ambiente adequado e

Leia mais

A QUESTÃO DA POBREZA NA SOCIEDADE DE CLASSES E SEU ACIRRAMENTO NO NEOLIBERALISMO

A QUESTÃO DA POBREZA NA SOCIEDADE DE CLASSES E SEU ACIRRAMENTO NO NEOLIBERALISMO A QUESTÃO DA POBREZA NA SOCIEDADE DE CLASSES E SEU ACIRRAMENTO NO NEOLIBERALISMO Maria Cristina de Souza ¹ Possui graduação em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas -PUCCAMP(1988),

Leia mais

AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL PROPOSTAS DE POLÍTICAS PARA A ÁREA DAS COMUNICAÇÕES

AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL PROPOSTAS DE POLÍTICAS PARA A ÁREA DAS COMUNICAÇÕES AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL PROPOSTAS DE POLÍTICAS PARA A ÁREA DAS COMUNICAÇÕES 1 Apresentação 1. As comunicações, contemporaneamente, exercem crescentes determinações sobre a cultura,

Leia mais

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos)

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton Silveira de Pinho Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES abril / 2003 Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton

Leia mais

O QUE É UMA MICROEMPRESA

O QUE É UMA MICROEMPRESA O que é empresa O Artigo 6º da Lei n.º 4.137, de 10/09/1962 define empresa como "... toda organização de natureza civil ou mercantil destinada à exploração por pessoa física ou jurídica de qualquer atividade

Leia mais

1. O pensamento marxista e o contexto contemporâneo

1. O pensamento marxista e o contexto contemporâneo Prof. Dr. Elydio dos Santos Neto AS CONTRIBUIÇÕES DE ANTONIO GRAMSCI PARA COMPREENDER A ESCOLA E O PROFESSOR NA ESTRUTURA DA SOCIEDADE CAPITALISTA 1. O pensamento marxista e o contexto contemporâneo No

Leia mais

O processo de planejamento participativo da unidade escolar

O processo de planejamento participativo da unidade escolar O processo de planejamento participativo da unidade escolar Pedro GANZELI 1 Resumo: Nos últimos anos, com o avanço das políticas educacionais que postulam a descentralização, a gestão da unidade escolar

Leia mais

EXPANSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU CAPTANDO DESAFIOS

EXPANSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU CAPTANDO DESAFIOS EXPANSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU CAPTANDO DESAFIOS Maria da Graça Ramos GEUIpesq/UFPel Resumo: No presente texto procura-se estabelecer as relações fundamentais entre a produção da ciência com a

Leia mais

Projeto de Pesquisa: Estrutura e natureza

Projeto de Pesquisa: Estrutura e natureza Projeto de Pesquisa: Estrutura e natureza Após a entrega do exercício D (folha síntese do projeto de pesquisa, vamos rever o projeto de pesquisa e a introdução da tese. Após a aula, além do exercício D

Leia mais

As Teorias da Administração em foco: de Taylor a Drucker

As Teorias da Administração em foco: de Taylor a Drucker As Teorias da Administração em foco: de Taylor a Drucker O presente artigo busca destacar as principais contribuições teóricas que definiram a linha evolutiva da Administração que se desenvolveu desde

Leia mais

1 Introdução 1.1. Problema de Pesquisa

1 Introdução 1.1. Problema de Pesquisa 1 Introdução 1.1. Problema de Pesquisa A motivação, satisfação e insatisfação no trabalho têm sido alvo de estudos e pesquisas de teóricos das mais variadas correntes ao longo do século XX. Saber o que

Leia mais

OS CURSOS PRÉ-VESTIBULARES POPULARES

OS CURSOS PRÉ-VESTIBULARES POPULARES COMO CITAR ESTE TEXTO: Formato Documento Eletrônico (ISO) NASCIMENTO, Alexandre do. Os Cursos Pré-Vestibulares Populares. [Acesso em dd/mm/aaaa]. Disponível em http://www.alexandrenascimento.com. OS CURSOS

Leia mais

TERCEIRIZAÇÃO E O TRABALHO PRECARIZADO: APONTAMENTOS SOBRE O CASO DA COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS (CEMIG)

TERCEIRIZAÇÃO E O TRABALHO PRECARIZADO: APONTAMENTOS SOBRE O CASO DA COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS (CEMIG) TERCEIRIZAÇÃO E O TRABALHO PRECARIZADO: APONTAMENTOS SOBRE O CASO DA COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS (CEMIG) Igor Silva Figueiredo 1 Igor.figueiredo@gmail.com Este trabalho consiste numa pesquisa

Leia mais

Currículo nº2 DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO BÁSICA GERAL

Currículo nº2 DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO BÁSICA GERAL CURSO DE SERVIÇO SOCIAL Turno: INTEGRAL Currículo nº2 Reconhecido pelo Decreto Federal n 82.413, de 16.10.78, D.O.U. nº198 de 17.10.78. Renovação de Reconhecimento Decreto Est. nº. 1064, de 13.04.11 DOE

Leia mais

DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO BÁSICA GERAL

DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO BÁSICA GERAL CURSO DE SERVIÇO SOCIAL Turno: INTEGRAL Currículo nº Reconhecido pelo Decreto Federal n 8.1, de 16.10.78, D.O.U. nº198 de 17.10.78. Renovação de Reconhecimento Decreto Est. nº. 106, de 1.0.11 DOE nº 85

Leia mais

- Samuelson: Acredita que somente as organizações monopolistas, podem desenvolver programas sociais, mantendo seu lucro no mesmo patamar.

- Samuelson: Acredita que somente as organizações monopolistas, podem desenvolver programas sociais, mantendo seu lucro no mesmo patamar. Responsabilidade Social Corporativa Esse tema hoje em dia é utilizado tanto nos meios acadêmicos quanto empresarial, mostrando assim, seus importantes conceitos sobre Responsabilidade Social e sobre ética.

Leia mais

Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho. Direitos Autorais: Faculdades Signorelli

Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho. Direitos Autorais: Faculdades Signorelli Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho Direitos Autorais: Faculdades Signorelli "O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens,

Leia mais

Ementários de acordo com o Projeto Político Pedagógico do Curso de Serviço Social (2007).

Ementários de acordo com o Projeto Político Pedagógico do Curso de Serviço Social (2007). Anexo 1. Ementários de acordo com o Projeto Político Pedagógico do Curso de Serviço Social (2007). I. Disciplinas Obrigatórias SOCIOLOGIA CLÁSSICA Os paradigmas sociológicos clássicos (Marx, Weber, Durkheim).

Leia mais

CURSOS TECNOLÓGICOS EMERGÊNCIA DE UMA NOVA REGULAÇÃO

CURSOS TECNOLÓGICOS EMERGÊNCIA DE UMA NOVA REGULAÇÃO CURSOS TECNOLÓGICOS EMERGÊNCIA DE UMA NOVA REGULAÇÃO ACIOLI, Maria de Fátima da Costa Lippo - UFBA GT: Trabalho e Educação/n. 09 Agência Financiadora: não contou com financiamento 1 - Tempos e Movimentos

Leia mais

III Reunión, Lima, octubre 2010 A AUTOREFORMA SINDICAL E A HISTÓRIA DOS BANCÁRIOS DA CUT BRASIL. William Mendes,

III Reunión, Lima, octubre 2010 A AUTOREFORMA SINDICAL E A HISTÓRIA DOS BANCÁRIOS DA CUT BRASIL. William Mendes, III Reunión, Lima, octubre 2010 A AUTOREFORMA SINDICAL E A HISTÓRIA DOS BANCÁRIOS DA CUT BRASIL William Mendes, Secretário de Formação da CONTRAFCUT-CUT 1. INTRODUÇÃO No final dos anos setenta e início

Leia mais

O PROCESSO DE TERCEIRIZAÇÃO E A CARACTERIZAÇÃO DA REDE DE PRESTADORES DE SERVIÇO DE UMA EMPRESA DE CALÇADOS DE SEGURANÇA

O PROCESSO DE TERCEIRIZAÇÃO E A CARACTERIZAÇÃO DA REDE DE PRESTADORES DE SERVIÇO DE UMA EMPRESA DE CALÇADOS DE SEGURANÇA Bambuí/MG - 2008 O PROCESSO DE TERCEIRIZAÇÃO E A CARACTERIZAÇÃO DA REDE DE PRESTADORES DE SERVIÇO DE UMA EMPRESA DE CALÇADOS DE SEGURANÇA Júlio César Benfenatti FERREIRA (1); Antônio Carlos SANTOS(2)*

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br DISCIPLINA : Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA:06/02/2012 O que é Sociologia? Estudo objetivo das relações que surgem e se reproduzem, especificamente,

Leia mais

PROFISSIONALIZAÇÃO E ESCOLARIZAÇÃO: A EXPERIÊNCIA DE ARTICULAÇÃO DO SENAI-PA CARNEIRO, Verônica Lima UFPA GT-09: Trabalho e Educação

PROFISSIONALIZAÇÃO E ESCOLARIZAÇÃO: A EXPERIÊNCIA DE ARTICULAÇÃO DO SENAI-PA CARNEIRO, Verônica Lima UFPA GT-09: Trabalho e Educação PROFISSIONALIZAÇÃO E ESCOLARIZAÇÃO: A EXPERIÊNCIA DE ARTICULAÇÃO DO SENAI-PA CARNEIRO, Verônica Lima UFPA GT-09: Trabalho e Educação Introdução A investigação e análise contidas neste trabalho tomam por

Leia mais

3. Autonomia frente aos partidos e parlamentares e Independência em relação aos patrões e governos

3. Autonomia frente aos partidos e parlamentares e Independência em relação aos patrões e governos Eixo III: Programa de trabalho para a direção do SISMMAC Continuar avançando na reorganização do magistério municipal com trabalho de base, organização por local de trabalho, formação política e independência

Leia mais

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO 1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO A análise da evolução temporal (ou dinâmica) da economia constitui o objeto de atenção fundamental do desenvolvimento econômico,

Leia mais

Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências

Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências Por Agnaldo dos Santos* Publicado em: 05/01/2009 Longe de esgotar o assunto, o artigo Privatização, Terceirização e

Leia mais

D ESEMPREGO EM UMA ABORDAGEM TEÓRICA:

D ESEMPREGO EM UMA ABORDAGEM TEÓRICA: D ESEMPREGO EM UMA ABORDAGEM TEÓRICA: NOTAS SOBRE NEOCLÁSSICOS, KEYNES E MARX * DURANTE A MAIOR parte do século XX, tanto a questão do desemprego quanto as demais questões afeitas à macroeconomia dividiram

Leia mais

A Gestão do Conhecimento vai, no entanto, muito além, do investimento em tecnologia ou o gerenciamento da inovação.

A Gestão do Conhecimento vai, no entanto, muito além, do investimento em tecnologia ou o gerenciamento da inovação. Aponta a Gestão do Conhecimento como uma estratégia central para desenvolver a competitividade de empresas e países, discute o investimento em pesquisa e desenvolvimento, e os avanços da tecnologia gerencial

Leia mais

TRABALHO COMO DIREITO

TRABALHO COMO DIREITO Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 419 CEP: 05403-000 São Paulo SP Brasil TRABALHO COMO DIREITO () 04/12/2013 1 O direito ao trabalho no campo da Saúde Mental: desafio para a Reforma Psiquiátrica brasileira

Leia mais

IMPACTOS DA LOGÍSTICA DE SERVIÇOS NA ECONOMIA BRASILEIRA E A CONTRIBUIÇÃO DAS FACULDADES

IMPACTOS DA LOGÍSTICA DE SERVIÇOS NA ECONOMIA BRASILEIRA E A CONTRIBUIÇÃO DAS FACULDADES IMPACTOS DA LOGÍSTICA DE SERVIÇOS NA ECONOMIA BRASILEIRA E A CONTRIBUIÇÃO DAS FACULDADES Ednilson Zanini 1 O serviço logístico tornou-se uma ferramenta importante para o desenvolvimento de relacionamentos

Leia mais

A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NO SÉCULO XXI: o trabalho feminino nas empresas terceiras em Catalão (GO) 1.

A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NO SÉCULO XXI: o trabalho feminino nas empresas terceiras em Catalão (GO) 1. 1 A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NO SÉCULO XXI: o trabalho feminino nas empresas terceiras em Catalão (GO) 1. 1. INTRODUÇÃO Laudicéia Lourenço de Araújo 2 Universidade Federal de Goiás Campus Catalão laudiceia.geografia@gmail.com

Leia mais

Especial Online RESUMO DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO. Recursos Humanos 2011-1 ISSN 1982-1816. www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais.

Especial Online RESUMO DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO. Recursos Humanos 2011-1 ISSN 1982-1816. www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais. Especial Online ISSN 1982-1816 www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais.html DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO Recursos Humanos 2011-1 DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO LIDERANÇA AUTOCRÁTICA: O RELACIONAMENTO

Leia mais

Diferença entre a visão departamental e visão por processos.

Diferença entre a visão departamental e visão por processos. GESTÃO POR PROCESSOS Diferença entre a visão departamental e visão por processos. A visão por processos é conhecida desde a época medieval com a atuação dos artesãos responsáveis por todas as etapas do

Leia mais

REFORMA OU DESMONTE? Análise crítica acerca do Plano Diretor da Reforma do Estado

REFORMA OU DESMONTE? Análise crítica acerca do Plano Diretor da Reforma do Estado REFORMA OU DESMONTE? Análise crítica acerca do Plano Diretor da Reforma do Estado Ana Carolyna Muniz Estrela 1 Andreza de Souza Véras 2 Flávia Lustosa Nogueira 3 Jainara Castro da Silva 4 Talita Cabral

Leia mais

Inglaterra século XVIII

Inglaterra século XVIII Inglaterra século XVIII Revolução: Fenômeno político-social de mudança radical na estrutura social. Indústria: Transformação de matérias-primas em mercadorias, com o auxílio de ferramentas ou máquinas.

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO. Fundamentos da Administração

ADMINISTRAÇÃO. Fundamentos da Administração UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA INSTITUTO DE GENÉTICA E BIOQUÍMICA CURSO DE GRADUAÇÃO EM BIOTECNOLOGIA: BACHARELADO ADMINISTRAÇÃO Fundamentos da Fábio Júnio Ferreira Patos de Minas, 26 de novembro de

Leia mais

Gestão escolar: revendo conceitos

Gestão escolar: revendo conceitos Gestão escolar: revendo conceitos Myrtes Alonso É um equívoco pensar que o desempenho da escola se expressa apenas nos resultados da aprendizagem obtidos nas disciplinas e que é fruto exclusivo do trabalho

Leia mais

Alfabetização e Letramento: caminhos e descaminhos*

Alfabetização e Letramento: caminhos e descaminhos* Alfabetização e Letramento: caminhos e descaminhos* Magda Soares Doutora e livre-docente em Educação e professora titular emérita da Universidade Federal de Minas Gerais. Um olhar histórico sobre a alfabetização

Leia mais

Capital Intelectual. O Grande Desafio das Organizações. José Renato Sátiro Santiago Jr. José Renato Sátiro Santiago. Novatec

Capital Intelectual. O Grande Desafio das Organizações. José Renato Sátiro Santiago Jr. José Renato Sátiro Santiago. Novatec Capital Intelectual O Grande Desafio das Organizações José Renato Sátiro Santiago Jr. José Renato Sátiro Santiago Novatec 1 Tudo começa com o conhecimento A gestão do conhecimento é um assunto multidisciplinar

Leia mais

APÊNDICE A QUESTIONÁRIO APLICADO AOS GESTORES

APÊNDICE A QUESTIONÁRIO APLICADO AOS GESTORES 202 INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO ALGUNS COMENTÁRIOS ANTES DE INICIAR O PREENCHIMENTO DO QUESTIONÁRIO: a) Os blocos a seguir visam obter as impressões do ENTREVISTADO quanto aos processos de gestão da Policarbonatos,

Leia mais

3 O Serviço Social no setor de ONGs

3 O Serviço Social no setor de ONGs 3 O Serviço Social no setor de ONGs Uma análise sobre a atuação do assistente social em organizações não governamentais (ONGs) deve partir da reflexão sobre a configuração da sociedade civil brasileira,

Leia mais

1 Introdução. 1 O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é um programa de política social, garantido pela

1 Introdução. 1 O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é um programa de política social, garantido pela 1 Introdução O Programa Bolsa Família (PBF) é o maior programa sócio assistencial atualmente no país, que atende cerca de 11,1 milhões de famílias brasileiras. O PBF tem sido objeto de várias questões

Leia mais

IMAGEM TÉCNICA, PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE E PESQUISA EM CIÊNCIAS HUMANAS: DESAFIOS METODOLÓGICOS

IMAGEM TÉCNICA, PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE E PESQUISA EM CIÊNCIAS HUMANAS: DESAFIOS METODOLÓGICOS IMAGEM TÉCNICA, PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE E PESQUISA EM CIÊNCIAS HUMANAS: DESAFIOS METODOLÓGICOS Aluno: Lucas Boscacci Pereira Lima da Silva Orientadora: Solange Jobim e Souza Introdução Câmera como Instrumento

Leia mais

Gestão de pessoas. Gestão de pessoas

Gestão de pessoas. Gestão de pessoas Gestão de pessoas Prof. Dr. Alexandre H. de Quadros Gestão de pessoas Gestão de pessoas ou administração de RH? Uma transformação das áreas e de seus escopos de atuação; Houve mudança ou é somente semântica;

Leia mais

UNIVERSIDADE PÚBLICA: O SENTIDO DA NOSSA LUTA. Ivo Tonet

UNIVERSIDADE PÚBLICA: O SENTIDO DA NOSSA LUTA. Ivo Tonet 1 UNIVERSIDADE PÚBLICA: O SENTIDO DA NOSSA LUTA Ivo Tonet Introdução Para melhor orientar e sustentar a nossa luta, é importante compreender as dimensões mais gerais em que ela se situa. A convicção, gerada

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA)

ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA) ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA) A administração participativa é uma filosofia ou política de administração de pessoas, que valoriza sua capacidade de tomar decisões e resolver problemas,

Leia mais

AS ATUAIS POLÍTICAS DA REDE OFICIAL DE ENSINO BÁSICO DE SÃO PAULO: Membros de uma realidade perversa

AS ATUAIS POLÍTICAS DA REDE OFICIAL DE ENSINO BÁSICO DE SÃO PAULO: Membros de uma realidade perversa AS ATUAIS POLÍTICAS DA REDE OFICIAL DE ENSINO BÁSICO DE SÃO PAULO: Membros de uma realidade perversa Luís Fernando de Freitas Camargo Professor do Curso de Geografia e Especialização em PROEJA Centro Federal

Leia mais

Curso Superior de Tecnologia: Redes de Computadores. Disciplina: Dinâmica nas Organizações. Prof.: Fernando Hadad Zaidan

Curso Superior de Tecnologia: Redes de Computadores. Disciplina: Dinâmica nas Organizações. Prof.: Fernando Hadad Zaidan Faculdade INED Curso Superior de Tecnologia: Redes de Computadores Unidade 2.4 2 ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO DA TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO 2.4 Abordagem das Disciplina: Dinâmica nas Organizações Prof.: Fernando

Leia mais

Curso Superior de Tecnologia: Redes de Computadores. Disciplina: Dinâmica nas Organizações. Prof.: Fernando Hadad Zaidan. Unidade 2.

Curso Superior de Tecnologia: Redes de Computadores. Disciplina: Dinâmica nas Organizações. Prof.: Fernando Hadad Zaidan. Unidade 2. Faculdade INED Curso Superior de Tecnologia: Redes de Computadores Disciplina: Dinâmica nas Organizações Prof.: Fernando Hadad Zaidan Unidade 2.4 2 ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO DA TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS Válida para os acadêmicos ingressantes a partir de 2010/1

MATRIZ CURRICULAR DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS Válida para os acadêmicos ingressantes a partir de 2010/1 Matriz Curricular aprovada pela Resolução nº 18/09-CONSUNI, de 1º de dezembro de 2009. MATRIZ CURRICULAR DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS Válida para os acadêmicos ingressantes

Leia mais