CONTRATUALIZAÇÃO EM CUIDADOS DE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CONTRATUALIZAÇÃO EM CUIDADOS DE"

Transcrição

1 CONTRATUALIZAÇÃO EM CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS HORIZONTE 2015/20 FASE 1 ESTRUTURA DO PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO ÇÃO Equipa de Projecto: Ana Escoval (Coordenação) Tânia Matos Rute Ribeiro Escola Nacional de Saúde Pública Abril de 2009

2 ÍNDICE ÍNDICE 1 ÍNDICE DE QUADROS E FIGURAS 2 CAP. I- ÂMBITO, OBJECTIVOS E NATUREZA DO PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO 3 CAP. II - ESTRUTURAÇÃO DO PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO 7 1. MÉTODOS DE PESQUISA E ANÁLISE 9 2. PANORAMA INTERNACIONAL ANÁLISE RETROSPECTIVA DOS MODELOS DE CONTRATUALIZAÇÃO NOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS EM PORTUGAL ESTUDOS DE CASO O Estudo de Caso: algumas considerações A estratégia de investigação para o desenvolvimento dos estudos de caso propostos para análise 19 CAP. III PRODUTOS A DESENVOLVER 21 CAP. IV - CONCLUSÕES 24 CRONOGRAMA 25 BIBLIOGRAFIA 26 Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 Índice 1

3 ÍNDICE DE QUADROS E FIGURAS QUADRO 1: TERMOS UTILIZADOS NA PESQUISA BIBLIOGRÁFICA QUADRO 2: TIPOS DE SISTEMAS DE SAÚDE E PAÍSES A INCLUIR NA PESQUISA BIBLIOGRÁFICA QUADRO 3: ÍNDICE PROVISÓRIO DA PESQUISA DOCUMENTAL QUADRO 4:ÍNDICE PROVISÓRIO PARA OS ESTUDOS DE CASO QUADRO 5: ÍNDICE PROVISÓRIO DO RELATÓRIO FINAL FIGURA 1: ESTRUTURAÇÃO DO PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO... 8 Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 Índice de quadros e figuras 2

4 CAP. I- ÂMBITO, OBJECTIVOS E NATUREZA DO PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO Over the last ten years, an increasing number of countries, both developed and developing, have turned to contracting, ( ), as a means of improving the performance of their health systems. Contracting is increasingly used as a tool to manage the relationships between the different types of actors in the health sector. It uses the logic of the marketplace to improve performance but still respects the facts that health has many characteristics of a public good and the government must be the overall steward of the health sector (WHO, 2006) 1. A Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) constituindo-se como um estabelecimento de carácter multidisciplinar, preferencialmente vocacionado para a investigação e o ensino pós-graduado que prossegue diversos fins, entre os quais, a realização de actividades de investigação, tem vindo a desenvolver, desde 2004, uma linha de investigação especificamente dedicada ao aprofundamento da área da contratualização em saúde. Para o desenvolvimento e consolidação desta linha de investigação, a ENSP celebra diversos Protocolos de Colaboração com entidades públicas e privadas, com e sem fins lucrativos. No sentido de consolidar e incrementar a linha de investigação em fase de desenvolvimento, a ENSP, no final do ano de 2006, celebrou um Protocolo de Colaboração com o, então, Instituto de Gestão Informática e Financeira da Saúde (IGIF) e actual Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS, IP), tendo em vista a realização de uma investigação científica destinada ao desenvolvimento de um modelo para a adopção de uma política nacional de contratualização em cuidados de saúde, cujos resultados se encontram explanados nos relatórios intercalar e final produzidos pela equipa de investigação. No âmbito do protocolo estabelecido desenvolveu-se. ao longo do ano de 2007, investigação que permitiu, principalmente a caracterização e contextualização da temática da contratualização em saúde, o conhecimento das experiências internacionais nesta área e a conceptualização e operacionalização do modelo de monitorização e acompanhamento do processo de contratualização com os hospitais. Simultaneamente, tendo em vista a análise mais aprofundada do processo de contratualização e das suas diferentes vertentes, os investigadores desenvolveram diferentes estudos em matérias tais como, i) 1 Bulletin of the World Health Organization November 2006, 84 (11) Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 Cap. I- Âmbito, objectivos e natureza do projecto de investigação 3

5 a problemática dos incentivos em saúde, ii) uma primeira abordagem ao pagamento por resultados no âmbito da gestão integrada da doença iii) e diversas acções de formação tendentes à disseminação dos conhecimentos apreendidos, promovendo um espaço de debate em torno desta temática. Dado que se mostrava fundamental dar continuidade ao desenvolvimento e aprofundamento do estudo destas matérias foi proposto pela Administração Central do Sistema de Saúde, IP, (ACSS) à ENSP, a realização de um novo protocolo para o ano de 2008, que permitisse o desenvolvimento de estudos tendentes ao aperfeiçoamento do processo de contratualização em implementação no sistema de saúde. Mais do que isso, foi entendido atribuir um especial enfoque às matérias relacionadas com o estudo, definição, construção e sustentação de um quadro conceptual e analítico para o processo de contratualização e o desenvolvimento de normas orientadoras para a adopção generalizada da contratualização interna nas instituições hospitalares. O estudo realizado pela equipa de investigação reflecte-se em relatórios de progresso e relatório final, diversas publicações e em acções de formação e participação/organização de seminários. No âmbito da linha de investigação em desenvolvimento na ENSP, no ano de 2009, em consequência da adjudicação, por parte da ACSS, de uma prestação de serviços resultante do ajuste directo n.º 58/2009, propomo-nos desenvolver um projecto de investigação/acção dedicado ao estudo aprofundado da temática da contratualização em cuidados de saúde primários, cuja efectivação engloba cinco dimensões de actividades, as quais constituem os objectivos principais do projecto, a saber, i) revisão das práticas internacionais com particular enfoque nos processos e mecanismos de contratualização em cuidados de saúde primários, ii) definição de conteúdos programáticos para os módulos de formação, iii) análise retrospectiva do processo de contratualização de cuidados de saúde primários em Portugal, mediante a aplicação de estudos de caso aos modelos já implementados e em vigor, iv) identificação de diferentes cenários para o desenvolvimento da contratualização nesta área de cuidados e, consequentemente, v) a identificação dos objectivos gerais e específicos que as estruturas operacionais devem prosseguir. Considerando que o processo de contratualização se deve estender a todos os níveis de cuidados, com vista a uma maior eficiência na afectação dos recursos e à prestação de cuidados na base de critérios explícitos, de acessibilidade, adequação, efectividade e qualidade dos cuidados prestados, esta temática reveste-se de uma particular relevância no contexto dos cuidados primários. Com efeito, os cuidados de saúde primários assumem-se como «parte integrante tanto do sistema de saúde do país, do qual constituem a função central e o foco principal, como do desenvolvimento social e económico global da comunidade» (Alma-Ata, 1978), pelo que é essencial olhar para as diferentes formas e estratégias organizacionais adoptadas, a nível nacional e internacional, com o objectivo de encetar a reflexão necessária ao aprofundamento do conhecimento desta temática. Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 Cap. I- Âmbito, objectivos e natureza do projecto de investigação 4

6 A evidência científica (WHO, 2004) tem demonstrado que os sistemas de saúde focalizados na prestação de cuidados de saúde primários apresentam melhores resultados em termos de efectividade clínica e melhores desempenhos financeiros face àqueles que não encontram um suporte positivo a este nível de cuidados. Perante tal evidência, verifica-se um esforço assinalável ao nível das reformas da saúde nos países da OCDE, no sentido de dirigir recursos para a melhoria dos cuidados de saúde primários das populações. Também o Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) do ano de 2008 revisita a visão ambiciosa dos cuidados de saúde primários, ilustrando-os como um conjunto de valores e princípios para orientar o desenvolvimento dos sistemas de saúde. A OMS salienta, no mesmo documento, que os cuidados de saúde primários são um agente aglutinador da promoção da saúde e da prevenção e tratamento da doença, actuando no interface entre a população e o sistema de saúde, sendo, por isso, de primordial importância nas reformas que visam colocar o doente no centro do sistema de saúde e que privilegiam a integração de cuidados. Portugal foi um dos primeiros países europeus a adoptar uma estratégia de reforço dos cuidados primários de saúde, através da implementação de uma vasta rede de centros de saúde, com início na década de 70. Desde essa altura, os cuidados de saúde primários têm vindo a assumir um papel cada vez mais relevante no sistema de saúde português, desde logo, pelas suas importantes funções na prevenção da doença e na promoção da saúde. A actual reforma dos cuidados de saúde primários e, em particular, a reconfiguração dos centros de saúde, pretendem responder mais eficazmente às necessidades das populações, promovendo melhorias na prestação de cuidados de saúde e a racionalização de recursos e estruturas, por meio de uma estratégia de descentralização da gestão de serviços. Neste contexto, o processo de contratualização, como um instrumento privilegiado para a melhoria do desempenho da oferta numa lógica de gestão de resultados, assume um papel determinante. O desenvolvimento da reforma [dos cuidados de saúde primários] depende, em grande parte da qualidade das funções de contratualização e de apoio, provavelmente mais do que qualquer outro factor. A função contratualização (externa, agência do cidadão-pagador, não cúmplice com as unidades prestadoras) e a função de apoio cúmplice com as necessidades de desenvolvimento das unidades prestadoras, ajudando-as a equiparar-se tecnicamente, a inovar, a melhorar o seu desempenho, estimulando novas adesões à reforma. (Grupo Consultivo para a reforma dos cuidados de saúde primários, 2009) 2 2 Grupo Consultivo para a reforma dos cuidados de saúde primários, Acontecimento Extraordinário, Lisboa, Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 Cap. I- Âmbito, objectivos e natureza do projecto de investigação 5

7 Apesar de todos os avanços na organização dos cuidados de saúde em Portugal, muitos desafios ainda se colocam, designadamente, o aperfeiçoamento dos processos de contratualização e o desenvolvimento dos instrumentos necessários ao bom desempenho das unidades de saúde. Neste âmbito, é prioritário dar continuidade ao aprofundamento do estudo da contratualização em contexto de cuidados de saúde primários, observando as diferentes práticas no espaço internacional e olhando o panorama nacional à luz das experiências já desenvolvidas, em diferentes períodos. Assim, a equipa de investigação propõe-se identificar diferentes cenários para o desenvolvimento do processo de contratualização no âmbito dos cuidados de saúde primários, explorando os factores críticos que devem ser tomados em consideração aquando da futura adopção de um modelo de gestão e contratualização. Em última análise, o estudo pretende auxiliar na concretização de um modelo que garanta o acesso dos cidadãos, com qualidade, à prestação de cuidados de nível primário, que potencie os ganhos em saúde e permita dotar o sistema de melhores estruturas de gestão. Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 Cap. I- Âmbito, objectivos e natureza do projecto de investigação 6

8 CAP. II - ESTRUTURAÇÃO DO PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO Como se deixou referido, face à actual reforma dos cuidados de saúde primários revela-se de extrema importância aprofundar uma linha de investigação dedicada ao estudo da contratualização em cuidados de saúde primários. Para abordar esta temática e tendo em vista os objectivos definidos anteriormente, a estratégia de investigação adoptará a estrutura a seguir indicada e ilustrada na figura 1 infra e justificada nos pontos seguintes deste relatório: Num primeiro momento, descrever-se-ão os procedimentos metodológicos a adoptar para o desenvolvimento do estudo e os métodos de pesquisa e de análise a aplicar com vista à transparência e ao rigor que se impõe; Em segundo lugar, proceder-se-á à contextualização da problemática através do estudo dos diferentes modelos de organização e de contratualização de cuidados de saúde primários, incluindo uma análise dos sistemas de classificação de doentes com ajustamento pelo risco utilizados a este nível de cuidados. Para isso, é fundamental que se proceda à recolha exaustiva da evidência científica, em contexto nacional e internacional, de forma a adquirir conhecimentos e colher diferentes ensinamentos e perspectivas; Por último, com recurso ao método dos estudos de caso, pretende-se compreender o fenómeno dos modelos de contratualização já implementados em Portugal e em curso, desde a década de noventa. Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 CAP. II - Estruturação do projecto de investigação 7

9 Figura 1: Estruturação do projecto de investigação Natureza, âmbito e objectivos do projecto de investigação Projecto de investigação/acção dedicado ao estudo aprofundado da temática da Contratualização em Cuidados de Saúde Primários Perspectiva nacional e internacional Método de análise Estado de arte dos cuidados de saúde primários em Portugal Reflexão sobre a experiência internacional no âmbito da contratualização em cuidados de saúde primários (revisão de práticas internacionais) Revisão bibliográfica Estudos de caso Focus Group Entrevistas (...) O contexto dos cuidados de saúde primários Caracterização dos modelos de contratualização e financiamento adoptados Um olhar sobre sistemas de classificação de doentes com ajustamento pelo risco no âmbito dos cuidados de saúde primários Países em análise: Alemanha Bélgica Espanha Estados Unidos Holanda Itália Reino Unido Suíça etc. PRODUTOS FINAIS: Definição de conteúdos programáticos Formação (conteúdos programáticos) Relatório de Centros de saúde (1996/1999) progresso Relatório Final Modelos de contratualização em análise (case studies): o Regime Remuneratório Experimental (1999/2005) Análise retrospectiva dos modelos de contratualização desenvolvidos nos cuidados de saúde primários em Portugal Identificação dos diferentes cenários para a contratualização em contexto de cuidados de saúde primários o modelo mais recente das unidades de saúde familiares Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 CAP. II - Estruturação do projecto de investigação 8

10 1. MÉTODOS DE PESQUISA E ANÁLISE O conhecimento científico é definido por Lakatos e Marconi (1986) 3 como um conhecimento baseado em factos reais, que se podem constituir em problemas de investigação, sendo verificável por processos experimentais e organizado sistematicamente em corpos lógicos que formam as teorias. Este tipo de conhecimento, a que se ambiciona, resulta da aplicação da metodologia científica, enquanto disciplina que «examina e avalia as técnicas de pesquisa bem como a geração ou verificação de novos métodos que conduzem à captação e processamento de informações com vista à resolução de problemas de investigação» (Barros e Lehfeld, 1986) 4. O processo de investigação científica é, por isso, composto por um determinado conjunto de procedimentos, entre os quais a escolha do método. A escolha do método depende, todavia, da assunção de uma estratégia de pesquisa ou de um conjunto de decisões sobre o perfil da investigação. Assenta, igualmente, na forma como se julga dever ser estudado o objecto (social) de investigação e entendida a validade dos conhecimentos alcançados. Segundo muitos investigadores das ciências sociais, a escolha de um particular método de pesquisa encontra-se também intrinsecamente associado a uma particular perspectiva teórica, que servirá de orientação no processo de investigação (Pope e Mays, 2006). Os métodos qualitativos assumem nas ciências sociais, e particularmente na investigação em saúde, uma importância significativa (Pope e Mays, 2006), uma vez que aplicados de modo apropriado permitem a obtenção de respostas a questões complexas com que se vêem frequentemente confrontados os investigadores. Nesta medida, uma pesquisa qualitativa envolve, ainda de acordo com os autores citados, a aplicação de métodos para a recolha de dados lógicos, planificados e aprofundados, e uma cuidada, pensada e rigorosa análise. A pesquisa quantitativa é mais apropriada quando existe a possibilidade de medições quantificáveis de variáveis e inferências a partir de amostras de uma população. Este tipo de análise usa medidas numéricas para testar hipóteses ou identificar padrões numéricos relacionados com o objecto da análise. 3 Cit. por Azevedo e Azevedo (2006). 4 Cit. por Azevedo e Azevedo (2006). Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 CAP. II - Estruturação do projecto de investigação 9

11 A combinação de métodos quantitativos e qualitativos, quando aplicável, proporciona uma base contextual mais rica para interpretação e validação dos resultados 5. Após a definição e enquadramento da problemática é necessário proceder à identificação dos recursos técnicos e metodológicos a utilizar. Nesta medida, o método de pesquisa a adoptar neste projecto de investigação será constituído por: 1. Pesquisa documental 2. Estudos de caso 3. Inquéritos por entrevista e questionário 4. Focus groups 5. Técnicas de Consenso (Painel de Delphi, técnicas de grupo nominal) 6. Outros que se afigurem pertinentes A pesquisa documental, os estudos de caso e as técnicas de consenso, enquanto métodos que combinam abordagens quantitativas e qualitativas, e as entrevistas e os focus groups, enquanto métodos qualitativos, constituirão um meio importante para a obtenção de respostas às questões com que nos interrogamos, no âmbito da problemática em estudo. A revisão bibliográfica compreende a análise de estudos e documentos relevantes sobre a matéria em causa, sendo, por isso, um método adequado à identificação do estado de arte e explicitação daquilo que se faz, por que se faz, em que circunstâncias e com que resultados. Ainda que nenhum estudo deva ser considerado como uma completa e precisa representação do fenómeno em análise, uma vez que apresenta limitações decorrentes do seu próprio contexto social e do seu processo de construção, tal como alerta Bowling (2002), consubstancia, no entanto, uma importante fonte de dados sobre as realidades estudadas. Os estudos de caso, onde a aplicação de métodos qualitativos se mostra igualmente de grande utilidade (Pope e Mays, 2006), assumem uma particular importância no âmbito deste projecto de investigação, dado que se procura compreender a realidade das diferentes experiências de contratualização implementadas desde os anos 90 em Portugal. Neste caso, a realização de entrevistas, não estruturadas ou semi-estruturadas, entre outros métodos que se considerarem adequados e necessários, nomeadamente as técnicas de consenso, procurarão 5 Lowenstein, A. & Y. Brick (1995). The Differential and Congruent Roles of Qualitative and Quantitative Methods to Evaluate Quality of Life in Residential Settings, Clinical and Experimental Research (Aging), Vol. 7, No.3, pp Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 CAP. II - Estruturação do projecto de investigação 10

12 recolher e consensualizar os conhecimentos e experiências, as opiniões e crenças e a sensibilidade dos entrevistados perante as questões colocadas. Também a interacção entre os vários intervenientes, propiciada pela realização de focus groups, permitirá a discussão, exploração e clarificação dos diferentes pontos de vista, de uma forma mais acessível do que numa entrevista. Esta técnica qualitativa de recolha de dados, à semelhança da técnica de grupo nominal e brainstorming, consiste na interacção entre um grupo de pessoas cujo objectivo passa pela identificação de um problema e explicitação de técnicas para a sua resolução (Bowling, 2002). De acordo com Morgan (1997), o focus group visa o controlo da discussão de um grupo de pessoas, inspirada em entrevistas não directivas. Privilegia a observação e o registo de experiências e reacções dos indivíduos participantes do grupo que não seriam possíveis de captar por outros métodos, como, por exemplo, a observação participante, as entrevistas individuais ou questionários. Ao contrário de outras técnicas como o Painel Delphi ou o Grupo Nominal, o objectivo do focus group não pressupõe um consenso, mas sim, uma interacção entre especialistas reunidos sobre questões que se querem ver discutidas de forma a perceber atitudes, comportamentos, opiniões ou percepções. Mais precisamente, o focus group parte de alguns itens individuais chave para desenvolver, avaliar e chegar a conclusões (Swaine e Duncan Ginter, 2008). Numa sociedade em constante mutação, onde o excesso de informação torna difícil a gestão para a actuação dos actores sociais, este instrumento permite não só criar um espaço de debate em torno de um assunto comum a todos os elementos do grupo, facilitando a expressão de ideias e experiências, mas também a construção e análise dos seus posicionamentos em termos de representação e de actuação futura (Pope e Mays, 2006), pelo que neste âmbito, constitui-se também como uma técnica essencial para o desenvolvimento do projecto de investigação. A análise dos dados obtidos através dos métodos de pesquisa escolhidos consubstanciará uma tarefa de importância significativa. A qualidade desta análise dependerá (Pope e Mays, 2006), por isso, da aptidão, visão e integridade do investigador. De forma a garantir a melhor recolha de informação obtida através da realização das entrevistas e dos focus groups, considerando a sua inevitável complexidade, estas sessões serão gravadas e transcritas e, posteriormente, sujeitas a análise de conteúdo, para o que será necessário identificar e categorizar os temas chave e os conceitos e, por fim, organizá-los por tópicos. Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 CAP. II - Estruturação do projecto de investigação 11

13 No caso específico das entrevistas e dos focus groups, poderá, segundo Bowling (2002), contabilizar-se, igualmente, o número de assuntos e pontos de vista expressos, considerando comportamentos verbais e não verbais. Kitzinger (1995) 6 recomenda, também, que se utilize toda a informação resultante destes métodos de pesquisa, recorrendo a categorias especiais para certos tipos de narrativa, como perguntas, gracejos, anedotas, actos de censura, mudança de ideias ou adesão às opiniões de outros. Nestes casos, para uma mais fácil análise da informação, será essencial a familiaridade do investigador com as notas de campo, as gravações, as transcrições e outros dados recolhidos, tal como nota Bowling (2002). No que respeita aos estudos de caso, os métodos de análise serão também os adequados aos métodos de pesquisa escolhidos, como as entrevistas não estruturadas e a pesquisa documental, a que nos referimos. A fim de assegurar a validade da investigação, recorrer-se-á a métodos de triangulação, enquanto mecanismo de comparação entre os resultados de dois ou mais métodos de recolha de dados, à adequada exposição dos processos de obtenção de informação, dos dados e da sua análise, ao cuidado na potencial influenciabilidade das características, experiências e crenças dos investigadores, à procura e discussão de eventuais conflitos e contradições entre os resultados e a explicação para os fenómenos observados, por aplicação da deviant case analysis, sugerida por Pope e Mays (2006) e à incorporação de várias e diferentes perspectivas, seguindo a técnica de fair dealing de Dingwall 7. A observação de adequadas guidelines de qualidade permitirá, por outro lado, assegurar a qualidade do processo de investigação e dos resultados do estudo. A qualidade da investigação assentará, ainda, na sua relevância, na medida em que acrescentar novos conhecimentos sobre a matéria, e na aplicabilidade das descobertas a novos cenários, no âmbito da contratualização em cuidados de saúde primários. 6 Cit. por Bowling (2002). 7 Cit. por Pope e Mays (2006). Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 CAP. II - Estruturação do projecto de investigação 12

14 2. PANORAMA INTERNACIONAL No seguimento do que vem sendo exposto, a análise cuidada das experiências internacionais, no contexto da actual reforma das organizações de saúde (Fuenzalida-Puelma, 2002; Saltman, 2002; OPSS, 2008), consubstancia um método de pesquisa de grande utilidade no momento da definição e construção de diferentes cenários, colocando-nos, convicta mas cautelosamente um passo à frente. É preciso assumir, em primeiro lugar, a postura de um espectador, recebendo os ensinamentos e aproveitando os erros dos que nos precederam. Propomo-nos, por isso, observar a forma como os países seleccionados para análise organizam o acesso a cuidados primários e que actividades de promoção da saúde e prevenção da doença são desenvolvidas, beneficiando, assim, do efeito sinergético resultante da combinação de diferentes estratégias (Velasco-Garrido et al., 2005). Pretendemos, igualmente, explorar os sistemas de saúde que implementaram ou assumem estratégias efectivas de contratualização em sede de cuidados de saúde primários, observando as diferentes circunstâncias em que os mesmos foram definidos e quais as consequências efectivas da adopção desses processos e metodologias. Para este efeito, cumpre-nos observar algumas das características inerentes aos modelos de contratualização, os quais infra se enumeram: a) Tipologias contratuais definição do compromisso assistencial e carácter temporal da revisão dos contratos. b) Compromisso assistencial o que é contratualizado como fundamental em termos de cuidados de medicina geral e familiar e de enfermagem: base de serviços clínicos, secretariado clínico/administrativo, funcionamento, dimensão da lista de utentes e formação contínua. c) Indicadores conteúdo, indicadores disponíveis, indicadores que deverão ser contratualizados, indicadores base, grandes áreas de indicadores, adequação às necessidades e expectativas dos cidadãos, com vista à obtenção de ganhos em saúde, metodologia utilizada para a sua escolha, possibilidade de contratualizar carteiras adicionais de serviços. d) Auditoria interna modo de execução, cumprimento, rigor, dificuldades e apoios. e) Monitorização de resultados metodologia utilizada, ferramentas disponíveis, tempo dispendido, dificuldades, cumprimento ou incumprimento no registo da informação. f) Auditorias e acções de acompanhamento dificuldades, apoio e informação disponibilizados pelos centros de saúde. Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 CAP. II - Estruturação do projecto de investigação 13

15 g) Incentivos modos de diferenciação das boas práticas, critérios de atribuição, áreas de aplicação. Considerar-se-á, ainda, o nível de interacção e de apoio entre os diferentes centros de saúde, o grau de motivação, disponibilidade e satisfação dos profissionais envolvidos e, em última instância, o grau de satisfação da população abrangida. Importa, fundamentalmente, analisar os motivos que terão levado ao fracasso de algumas experiências de contratualização e, por outro lado, os factores críticos de sucesso de outras, atentando, porém, nas diferenças demográficas, sociais, políticas e culturais que condicionam os diferentes tipos de sistemas de saúde. Actualmente, podemos identificar experiências de contratualização, nas suas diferentes formas, na maioria dos países e, mais recentemente, em países em desenvolvimento (WHO, 2005 b ), onde têm sido observados resultados muito positivos 8, como no Cambodja (Soeters e Griffiths, 2003), no Ruanda (Meessen et al., 2006; Meessen, Kashala e Musango, 2007; Soeters, Habineza e Peerenboom, 2006), no Paquistão (Loevinsohn et al., 2008), em Madagáscar ou no Senegal (Marek et al., 1999). Collins e Green (2000) referem que é importante aprender com os países em desenvolvimento e não apenas com aqueles que mais se aproximam do país em causa. Não deve existir, segundo estes autores, um processo unilateral de aprendizagem. Também é possível aprender com aqueles a quem habitualmente se ensina. Já quanto a países que apresentam uma estrutura social e económica que se aproximam do tipo de sistema de saúde acolhido no nosso país, muitos têm sido os estudos que registam os aspectos positivos e negativos que ressaltam da implementação das experiências de contratualização e que serão objecto do estudo que, por agora, se anuncia. Na prossecução dos objectivos anteriormente definidos, a pesquisa bibliográfica centrar-se-á num período temporal que possa abranger o histórico das experiências de contratualização dos diferentes países, com particular atenção e análise naquelas que ocorreram no período compreendido entre 2003 e No Quadro I podemos verificar as palavras-chave a incluir na pesquisa, sempre na perspectiva do âmbito do estudo: 8 Há autores (Liu, Hotchkiss e Bose, 2007) que, no entanto, alertam para a necessidade de uma melhor avaliação quanto ao desempenho dos sistemas de saúde de países em desenvolvimento, que receberam experiências de contratualização, uma vez que, havendo larga evidência de maior acesso aos cuidados de saúde e alguma quanto à equidade no acesso, já no que diz respeito ao impacto na qualidade e eficiência, são precisos mais estudos. Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 CAP. II - Estruturação do projecto de investigação 14

16 Quadro 1: Termos utilizados na pesquisa bibliográfica OBJECTO DE PESQUISA PALAVRAS-CHAVE Recursos em saúde Health resources (MeSH), health care economics and organizations Cuidados Primários de Saúde Primary care, primary health care, primary medical care Cuidados compreensivos Comprehensive care, comprehensive primary care, comprehensive medical care Modelos de pagamento com base no desempenho P4P, payment for performance, care-based payment, performance-based payment, outcomes-based payment, comprehensive payment, quality, quality of care Contratualização Contracting, commissioning, public health commissioning, primary careled commissioning, contractual approach, performance contract, selfmanagement, health service contract, performance-based contracting, incentive contract, contrato de gestión Sistemas de classificação de doentes Patient classification, patient classification system Ajustamento pelo risco Risk adjustment, risk adjusted, risk adjusted capitation payments, ajustamento pelo risco Para a revisão das publicações internacionais, serão utilizados, principalmente, os canais de pesquisa Pubmed, Emerald, Google Scholar, os sítios da Organização Mundial da Saúde e do Observatório Europeu de Políticas e Sistemas de Saúde, os sítios institucionais dos diferentes países observados, os recursos bibliográficos disponíveis no Centro de Documentação da Escola Nacional de Saúde Pública, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, Direcção Geral de Saúde, Alto Comissariado da Saúde, Unidade de Missão dos Cuidados de Saúde Primários, Conselho Consultivo para a Reforma dos CSP, entre outros, e, ainda, as referências bibliográficas indicadas nos estudos mais relevantes na matéria em apreço. O trabalho de pesquisa documental a desenvolver seguirá uma estrutura definida em torno dos diferentes sistemas de saúde: tipo bismarckiano, tipo beveridgiano ou com base em seguros (Quadro 2). Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 CAP. II - Estruturação do projecto de investigação 15

17 Quadro 2: Tipos de Sistemas de Saúde e Países a incluir na pesquisa bibliográfica Sistema de saúde tipo bismarckiano Sistemas de saúde tipo beveridgiano Sistemas de saúde com base em seguros Alemanha Holanda Bélgica ( ) Reino Unido Espanha Itália ( ) EUA Suíça ( ) Adaptado de Barros, 2008 Para além dos países já indicados, outros serão objecto de estudo, em função da pertinência da reflexão sobre as suas experiências de contratualização, cuja pesquisa interessará aumentar. Ressalta, ainda, a necessidade de entender a forma como, no espaço internacional, se distribuem os recursos para a prestação de cuidados de saúde primários e para as diferentes actividades de promoção da saúde e prevenção da doença e modelos de financiamento associados. Desta forma, atentar-se-á, igualmente, nos sistemas de classificação de doentes, com ajustamento pelo risco, em utilização, e, quando contempladas, as modalidades de pagamento aos cuidados de saúde primários associados. A importância do ajustamento pelo risco, neste contexto, prende-se com a necessidade de medir as características dos doentes que podem influenciar os resultados de saúde, com vista à devida avaliação da actividade das organizações de saúde (Costa, Costa e Lopes, 2009), sendo, no âmbito dos cuidados de saúde primários, um elemento fundamental para uma prestação de cuidados de saúde com qualidade (Rosen et al., 2003). Perspectivando o trabalho a desenvolver, os conteúdos serão organizados da seguinte forma (índice provisório): Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 CAP. II - Estruturação do projecto de investigação 16

18 Quadro 3: Índice provisório da pesquisa documental 1. Enquadramento 2. Metodologia 3. Modelo de prestação de cuidados de saúde primários 4. As experiências de contratualização 5. Os sistemas de classificação de doentes, com ajustamento pelo risco 5.1. Descrição dos sistemas de classificação de doentes 5.2. A importância do ajustamento pelo risco 5.3. Caracterização e análise dos sistemas de classificação de doentes, com ajustamento pelo risco 6. Referências bibliográficas Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 CAP. II - Estruturação do projecto de investigação 17

19 3. ANÁLISE RETROSPECTIVA DOS MODELOS DE CONTRATUALIZAÇÃO NOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS EM PORTUGAL 3.1. ESTUDOS DE CASO Mais do que uma averiguação do estado de arte a nível internacional, através da elaboração de uma revisão bibliográfica extensiva e recolha de evidência científica, parece-nos relevante, sem prejuízo de outras metodologias, a aplicação de diferentes estudos de caso aos modelos de contratualização já implementados em Portugal, designadamente, o dos centros de saúde (1996/1999), o Regime Remuneratório Experimental (1999/2005) incluindo a experiência de Contratualização com Centros de Saúde na Sub-região de Setúbal ( ); e o modelo mais recente das unidades de saúde familiares (2005/2008). Pretendemos assim, através desta análise, medir o impacto do processo de contratualização nos seus diferentes contextos e verificar a bondade ou falhas de cada um dos modelos adoptados, contribuindo, simultaneamente, para o estudo, desenvolvimento, sustentação e aperfeiçoamento de novos modelos de contratualização para os cuidados de saúde primários e, de uma forma geral, para o aprofundamento do conhecimento nesta área da prestação considerada prioritária para o desenvolvimento dos sistemas de saúde em todo o mundo O ESTUDO DE CASO: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES O estudo de caso tem sido largamente utilizado em investigação no âmbito das Ciências Sociais. Esta técnica representa um método de investigação que se foca nas circunstâncias, dinâmicas e complexidades de um caso singular ou de um pequeno número de casos. Os números são necessariamente pequenos, sendo que as experiências são exploradas e analisadas em profundidade, retroactivamente, no momento e, por vezes, ao longo de um período determinado de tempo, através da utilização de métodos de triangulação, como observações detalhadas, entrevistas não estruturadas, pesquisa bibliográfica, inquéritos estruturados e/ou informações constantes de registos. Uma multiplicidade de métodos de investigação podem então ser utilizados para investigar de forma intensiva as situações complexas e validar os próprios resultados encontrados (Bowling, 2002). O principal objectivo do estudo de caso consiste em compreender o caso seleccionado para estudo. Tal como outra metodologia qualitativa encontra-se dependente das competências do investigador, no sentido de interpretar as informações de forma rigorosa, ao invés de privilegiar as suas percepções. Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 CAP. II - Estruturação do projecto de investigação 18

20 Pope e Mays (2006) referem que os estudos de caso iniciam-se geralmente e são mais valiosos quando uma mudança planeada está a ocorrer no mundo real e quando se mostra importante perceber o motivo pelo qual estas mudanças têm sucesso ou, ao invés, falham. O sucesso de muitas intervenções depende do nível de envolvimento das partes interessadas, pelo que é usualmente necessário dar relevância a questões como a colaboração ou conflito, situação em que as tradicionais abordagens de investigações em serviços de saúde podem revelar-se inapropriadas ou pouco sensíveis. Yin (1988) 9 define o estudo de caso como uma abordagem empírica que investiga um fenómeno actual no seu contexto real quando os limites entre determinados fenómenos e o seu contexto não são claramente evidentes, e no qual são utilizadas muitas fontes de dados. O mesmo autor refere ainda que o estudo de caso constitui a estratégia preferida quando se pretende responder a questões de como ou porquê e em que o estudo se foca na investigação de um fenómeno actual no seu próprio contexto. De uma forma geral, os estudos de caso iniciam-se com a identificação das questões de investigação que derivam de preocupações relativamente às implicações de uma nova política. Uma fase prévia de trabalho científico é encetado para produzir informação que pode ser utilizada para identificar ou refinar as questões de investigação (Pope, Mays, 2006). Um próximo passo consiste na selecção dos métodos a utilizar e, por último, a equipa de investigação tem a difícil tarefa de abordar a problemática em função dos resultados do estudo e determinar com a maior abrangência possível as implicações daí resultantes. Yin (1994) 10, recomenda quatro fases para o planeamento dos estudos de caso: a) Desenho do estudo de caso b) Conduzir/acompanhar/relatar o estudo de caso c) Analisar a evidência suscitada pelo estudo de caso e d) Desenvolver as conclusões, recomendações e implicações A ESTRATÉGIA DE INVESTIGAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DOS ESTUDOS DE CASO PROPOSTOS PARA ANÁLISE A metodologia adoptada pelo grupo de investigação seguirá as recomendações propostas por Yin (1994) e desenvolver-se-á tendo por base as quatro fases referidas anteriormente. Para além disso, será previamente estabelecido um protocolo de estudo de caso que contemplará os procedimentos e as regras gerais que deverão ser seguidas aquando da prossecução da análise. A sua principal função será 9 Cit. Por Carmo e Ferreira (1998). 10 Cit. por Tellis (1997). Contratualização de Cuidados Saúde Primários. Horizonte 2015/20 CAP. II - Estruturação do projecto de investigação 19

Sistema de Monitorização e Avaliação da Rede Social de Alcochete. Sistema de Monitorização e Avaliação - REDE SOCIAL DE ALCOCHETE

Sistema de Monitorização e Avaliação da Rede Social de Alcochete. Sistema de Monitorização e Avaliação - REDE SOCIAL DE ALCOCHETE 3. Sistema de Monitorização e Avaliação da Rede Social de Alcochete 65 66 3.1 Objectivos e Princípios Orientadores O sistema de Monitorização e Avaliação da Rede Social de Alcochete, adiante designado

Leia mais

INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO A partir de meados do século xx a actividade de planeamento passou a estar intimamente relacionada com o modelo racional. Uma das propostas que distinguia este do anterior paradigma era a integração

Leia mais

Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento. (2010-2015) ENED Plano de Acção

Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento. (2010-2015) ENED Plano de Acção Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (2010-2015) ENED Plano de Acção Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (2010-2015) ENED Plano de Acção 02 Estratégia Nacional de

Leia mais

Margarida Eiras. margarida.eiras@ensp.unl.pt

Margarida Eiras. margarida.eiras@ensp.unl.pt Qualidade, Gestão do Risco e Segurança do Doente na Prestação de Cuidados de Saúde Margarida Eiras margarida.eiras@ensp.unl.pt Beja, 25 de Março 2009 Índice Conceitos de Qualidade em Saúde da Qualidade

Leia mais

GESTÃO MUSEOLÓGICA E SISTEMAS DE QUALIDADE Ana Mercedes Stoffel Fernandes Outubro 2007 QUALIDADE E MUSEUS UMA PARCERIA ESSENCIAL

GESTÃO MUSEOLÓGICA E SISTEMAS DE QUALIDADE Ana Mercedes Stoffel Fernandes Outubro 2007 QUALIDADE E MUSEUS UMA PARCERIA ESSENCIAL CADERNOS DE MUSEOLOGIA Nº 28 2007 135 GESTÃO MUSEOLÓGICA E SISTEMAS DE QUALIDADE Ana Mercedes Stoffel Fernandes Outubro 2007 QUALIDADE E MUSEUS UMA PARCERIA ESSENCIAL INTRODUÇÃO Os Sistemas da Qualidade

Leia mais

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO 1 A avaliação de desempenho é uma apreciação sistemática do desempenho dos trabalhadores nos respectivos cargos e áreas de actuação e do seu potencial de desenvolvimento (Chiavenato).

Leia mais

PROGRAMA NACIONAL DE ACREDITAÇÃO EM SAÚDE

PROGRAMA NACIONAL DE ACREDITAÇÃO EM SAÚDE PROGRAMA NACIONAL DE ACREDITAÇÃO EM SAÚDE 2009 3 ÍNDICE I INTRODUÇÃO 4 II MODELO NACIONAL DE ACREDITAÇÃO EM SAÚDE 5 III ÂMBITO DE APLICAÇÃO 8 IV OBJECTIVO GERAL 8 V OBJECTIVOS ESPECÍFICOS 8 VI ESTRATÉGIAS

Leia mais

ACÇÃO DE FORMAÇÃO EDUCAÇÃO PARA O EMPREENDEDORISMO NA ESCOLA

ACÇÃO DE FORMAÇÃO EDUCAÇÃO PARA O EMPREENDEDORISMO NA ESCOLA ACÇÃO DE FORMAÇÃO EDUCAÇÃO PARA O EMPREENDEDORISMO NA ESCOLA Extracto do PARECER TÉCNICO emitido pelo Especialista da Formação PREÂMBULO O presente Parecer tem como objectivo a análise do Projecto de Investigação

Leia mais

ORIENTAÇÃO SOBRE PRINCÍPIOS DE AUDITORIA NP EN ISO 19011:2003. Celeste Bento João Carlos Dória Novembro de 2008

ORIENTAÇÃO SOBRE PRINCÍPIOS DE AUDITORIA NP EN ISO 19011:2003. Celeste Bento João Carlos Dória Novembro de 2008 ORIENTAÇÃO SOBRE PRINCÍPIOS DE AUDITORIA NP EN ISO 19011:2003 Celeste Bento João Carlos Dória Novembro de 2008 1 SISTEMÁTICA DE AUDITORIA - 1 1 - Início da 4 - Execução da 2 - Condução da revisão dos documentos

Leia mais

(2006/C 297/02) considerando o seguinte: constatando que:

(2006/C 297/02) considerando o seguinte: constatando que: C 297/6 Resolução do Conselho e dos Representantes Governos dos Estados-Membros, reunidos no Conselho, relativa à realização dos objectivos comuns em matéria de participação e informação dos jovens para

Leia mais

Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas

Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas À semelhança do que acontece nas sociedades contemporâneas mais avançadas, a sociedade portuguesa defronta-se hoje com novos e mais intensos

Leia mais

1. Objectivos do Observatório da Inclusão Financeira

1. Objectivos do Observatório da Inclusão Financeira Inclusão Financeira Inclusão Financeira Ao longo da última década, Angola tem dado importantes passos na construção dos pilares que hoje sustentam o caminho do desenvolvimento económico, melhoria das

Leia mais

CEF/0910/28031 Relatório preliminar da CAE (Poli) - Ciclo de estudos em funcionamento

CEF/0910/28031 Relatório preliminar da CAE (Poli) - Ciclo de estudos em funcionamento CEF/0910/28031 Relatório preliminar da CAE (Poli) - Ciclo de estudos em funcionamento Caracterização do ciclo de estudos Perguntas A.1 a A.9 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora:

Leia mais

PROGRAMA DE FORMAÇÃO

PROGRAMA DE FORMAÇÃO PROGRAMA DE FORMAÇÃO 1. Identificação do Curso Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Recursos Humanos 2. Destinatários Profissionais em exercício de funções na área de especialização do curso ou novos

Leia mais

PROGRAMA DE ACÇÃO COMUNITÁRIO RELATIVO À VIGILÂNCIA DA SAÚDE PROJECTO DE PROGRAMA DE TRABALHO 1998-1999 (Art. 5.2.b da Decisão Nº 1400/97/CE)

PROGRAMA DE ACÇÃO COMUNITÁRIO RELATIVO À VIGILÂNCIA DA SAÚDE PROJECTO DE PROGRAMA DE TRABALHO 1998-1999 (Art. 5.2.b da Decisão Nº 1400/97/CE) PROGRAMA DE ACÇÃO COMUNITÁRIO RELATIVO À VIGILÂNCIA DA SAÚDE PROJECTO DE PROGRAMA DE TRABALHO 1998-1999 (Art. 5.2.b da Decisão Nº 1400/97/CE) 1. INTRODUÇÃO As actividades da União Europeia no domínio da

Leia mais

Sinopse das Unidades Curriculares Mestrado em Marketing e Comunicação. 1.º Ano / 1.º Semestre

Sinopse das Unidades Curriculares Mestrado em Marketing e Comunicação. 1.º Ano / 1.º Semestre Sinopse das Unidades Curriculares Mestrado em Marketing e Comunicação 1.º Ano / 1.º Semestre Marketing Estratégico Formar um quadro conceptual abrangente no domínio do marketing. Compreender o conceito

Leia mais

ESTÁGIO DE INTEGRAÇÃO À VIDA PROFISSIONAL II 4.º ANO - ANO LECTIVO 2008/2009

ESTÁGIO DE INTEGRAÇÃO À VIDA PROFISSIONAL II 4.º ANO - ANO LECTIVO 2008/2009 1 INSTITUTO PIAGET Campus Universitário de Viseu ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE JEAN PIAGET/VISEU (Decreto n.º 33/2002, de 3 de Outubro) ESTÁGIO DE INTEGRAÇÃO À VIDA PROFISSIONAL II (SERVIÇOS HOSPITALARES) 4.º

Leia mais

As ações de formação ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada.

As ações de formação ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada. Anexo A Estrutura de intervenção As ações de formação ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada. 1. Plano de ação para o período 2016

Leia mais

PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO CUIDADOS PALIATIVOS - REGIÃO DE SAÚDE DO NORTE -

PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO CUIDADOS PALIATIVOS - REGIÃO DE SAÚDE DO NORTE - PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO CUIDADOS PALIATIVOS - REGIÃO DE SAÚDE DO NORTE - Considerando que o aumento da sobrevida e o inerente acréscimo de doenças crónicas e progressivas, bem como, as alterações na rede

Leia mais

Realizou-se dia 24 de Março, na Maia, nas instalações da Sonae Learning Center, a 6ª sessão da CoP, desta vez presencial.

Realizou-se dia 24 de Março, na Maia, nas instalações da Sonae Learning Center, a 6ª sessão da CoP, desta vez presencial. CoP de Gestão do Conhecimento Notas da sessão presencial de 24 de Março de 2014 Realizou-se dia 24 de Março, na Maia, nas instalações da Sonae Learning Center, a 6ª sessão da CoP, desta vez presencial.

Leia mais

As parcerias e suas dinâmicas: considerações a ter em conta para a promoção da mudança

As parcerias e suas dinâmicas: considerações a ter em conta para a promoção da mudança Centro de Recuperação de Menores D. Manuel Trindade Salgueiro Assumar 26 e 27 de Abril de 2013 As parcerias e suas dinâmicas: considerações a ter em conta para a promoção da mudança João Emílio Alves ESE-IPP

Leia mais

Qpoint Rumo à Excelência Empresarial

Qpoint Rumo à Excelência Empresarial 2 PRIMAVERA BSS Qpoint Rumo à Excelência Empresarial Numa era em que a competitividade entre as organizações é decisiva para o sucesso empresarial, a aposta na qualidade e na melhoria contínua da performance

Leia mais

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Alteração ao Regime Jurídico da Avaliação do Ensino Superior Num momento em que termina o ciclo preliminar de avaliação aos ciclos de estudo em funcionamento por parte da Agência de Avaliação e Acreditação

Leia mais

Índice: Introdução 3. Princípios Orientadores 3. Definição do projecto 4. Considerações Finais 8. Actividades a desenvolver 9.

Índice: Introdução 3. Princípios Orientadores 3. Definição do projecto 4. Considerações Finais 8. Actividades a desenvolver 9. Índice: Introdução 3 Princípios Orientadores 3 Definição do projecto 4 Objectivos a alcançar 5 Implementação do projecto 5 Recursos necessários 6 Avaliação do projecto 7 Divulgação Final do Projecto 7

Leia mais

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO F O R M A Ç Ã O A V A N Ç A D A CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO FORMAÇÃO ESPECÍFICA PARA MEMBROS DA ORDEM DOS ENGENHEIROS ENQUADRAMENTO O CEGE/ISEG é um centro de investigação e projectos do ISEG Instituto

Leia mais

SAÚDEGLOBAL. AON Portugal

SAÚDEGLOBAL. AON Portugal SAÚDEGLOBAL AON Portugal Breve Apresentação do Negócio DADOS DE CARACTERIZAÇÃO Designação Comercial Saúdeglobal N.º Colaboradores N.º de Estabelecimentos Dispersão Geográfica Nacional Facturação em 2010

Leia mais

ISO 9000:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário. As Normas da família ISO 9000. As Normas da família ISO 9000

ISO 9000:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário. As Normas da família ISO 9000. As Normas da família ISO 9000 ISO 9000:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário Gestão da Qualidade 2005 1 As Normas da família ISO 9000 ISO 9000 descreve os fundamentos de sistemas de gestão da qualidade e especifica

Leia mais

Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva

Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva Na parte final da fase 1 do projecto Processo de Avaliação em Contextos Inclusivos foi discutido o conceito processo de avaliação inclusiva e prepararam-se

Leia mais

Enquadramento 02. Justificação 02. Metodologia de implementação 02. Destinatários 02. Sessões formativas 03

Enquadramento 02. Justificação 02. Metodologia de implementação 02. Destinatários 02. Sessões formativas 03 criação de empresas em espaço rural guia metodológico para criação e apropriação 0 Enquadramento 02 Justificação 02 de implementação 02 Destinatários 02 Sessões formativas 03 Módulos 03 1 e instrumentos

Leia mais

SEMINÁRIO «ESTRATÉGIA, CONHECIMENTO E PESSOAS»

SEMINÁRIO «ESTRATÉGIA, CONHECIMENTO E PESSOAS» T TätÄ t ûé wx WxáxÅÑxÇ{É ÇÉá [ÉáÑ àt á XcX Coimbra, Fevereiro de 2011 COMO SURGEM OS HOSPITAIS EPE A reforma da gestão das organizações hospitalares verificou-se em finais do século XX e início do século

Leia mais

Sistema de Informação e Comunicação da Rede Social de Alcochete. Sistema de Informação e Comunicação - REDE SOCIAL DE ALCOCHETE

Sistema de Informação e Comunicação da Rede Social de Alcochete. Sistema de Informação e Comunicação - REDE SOCIAL DE ALCOCHETE . Sistema de Informação e Comunicação da Rede Social de Alcochete . Objectivos e Princípios Orientadores O Sistema de Informação e Comunicação (SIC) da Rede Social de Alcochete tem como objectivo geral

Leia mais

Portaria n.º 605/99, de 5 de Agosto Regulamento do Sistema Nacional de Farmacovigilância (Revogado pela Decreto-Lei n.º 242/2002, de 5 de Novembro)

Portaria n.º 605/99, de 5 de Agosto Regulamento do Sistema Nacional de Farmacovigilância (Revogado pela Decreto-Lei n.º 242/2002, de 5 de Novembro) Regulamento do Sistema Nacional de Farmacovigilância (Revogado pela Decreto-Lei n.º 242/2002, de 5 de Novembro) O sistema de avaliação e autorização de introdução no mercado de medicamentos, que tem vindo

Leia mais

Data de adopção. Referência Título / Campo de Aplicação Emissor. Observações

Data de adopção. Referência Título / Campo de Aplicação Emissor. Observações NP ISO 10001:2008 Gestão da qualidade. Satisfação do cliente. Linhas de orientação relativas aos códigos de conduta das organizações CT 80 2008 NP ISO 10002:2007 Gestão da qualidade. Satisfação dos clientes.

Leia mais

MESTRADO EM GESTÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE

MESTRADO EM GESTÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE MESTRADO EM GESTÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE Programas das cadeiras Gestão de Unidades de Saúde Pretende-se que os participantes identifiquem os conceitos fundamentais de gestão e a sua aplicabilidade no contexto

Leia mais

PROGRAMA DE PROMOÇÃO DA

PROGRAMA DE PROMOÇÃO DA UNIVERSIDADE DO PORTO PROGRAMA DE PROMOÇÃO DA LITERACIA FINANCEIRA DA U.PORTO Outubro de 2012 Enquadramento do programa na Estratégia Nacional de Formação Financeira Plano Nacional de Formação Financeira

Leia mais

Termos de Referência

Termos de Referência MAPEAMENTO DE PARTES INTERESSADAS (PARCEIROS E DOADORES) Termos de Referência 1. Contexto O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) tem vindo a trabalhar em Moçambique desde os meados dos anos 90 em áreas-chave

Leia mais

POR UMA ESCOLA INCLUSIVA

POR UMA ESCOLA INCLUSIVA POR UMA ESCOLA INCLUSIVA Sílvia Ferreira * Resumo: A promoção de uma escola democrática, onde incluir se torne um sinónimo real de envolver, é um desafio com o qual os profissionais de Educação se deparam

Leia mais

Regulamento do Concurso para Pontos de Contacto Nacionais do 7º Programa-Quadro de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico da União Europeia

Regulamento do Concurso para Pontos de Contacto Nacionais do 7º Programa-Quadro de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico da União Europeia Regulamento do Concurso para Pontos de Contacto Nacionais do 7º Programa-Quadro de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico da União Europeia O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES)

Leia mais

Avaliação Interna e Qualidade das Aprendizagens

Avaliação Interna e Qualidade das Aprendizagens Avaliação Interna e Qualidade das Aprendizagens Perspectivas da OCDE www.oecd.org/edu/evaluationpolicy Paulo Santiago Direcção da Educação e das Competências, OCDE Seminário, Lisboa, 5 de Janeiro de 2015

Leia mais

::ENQUADRAMENTO ::ENQUADRAMENTO::

::ENQUADRAMENTO ::ENQUADRAMENTO:: ::ENQUADRAMENTO:: :: ENQUADRAMENTO :: O actual ambiente de negócios caracteriza-se por rápidas mudanças que envolvem a esfera politica, económica, social e cultural das sociedades. A capacidade de se adaptar

Leia mais

Introdução 02. CRER Metodologia Integrada de Apoio ao Empreendedor 04. Passos para criação do CRER Centro de Recursos e Experimentação 05

Introdução 02. CRER Metodologia Integrada de Apoio ao Empreendedor 04. Passos para criação do CRER Centro de Recursos e Experimentação 05 criação de empresas em espaço rural guia metodológico para criação e apropriação 0 Introdução 02 O que é o CRER 03 CRER Centro de Recursos e Experimentação 03 CRER Metodologia Integrada de Apoio ao Empreendedor

Leia mais

Prémio Inovação em Intervenção Psicológica

Prémio Inovação em Intervenção Psicológica Prémio Inovação em Intervenção Psicológica ABRIL 2015 Índice 03 05 11 1. Programa OPP Inovação em Intervenção Psicológica 1.1. Prémio Inovação em Intervenção Psicológica 1.2. Summer Camp - Inovação em

Leia mais

Primeira Unidade Empresarial de Serviços Partilhados em Saúde arranca em Portugal

Primeira Unidade Empresarial de Serviços Partilhados em Saúde arranca em Portugal Primeira Unidade Empresarial de Serviços Partilhados em Saúde arranca em Portugal É hoje apresentada publicamente a primeira Unidade Empresarial de Serviços Partilhados em Saúde a funcionar em Portugal.

Leia mais

O Quadro Nacional de Qualificações e a sua articulação com o Quadro Europeu de Qualificações

O Quadro Nacional de Qualificações e a sua articulação com o Quadro Europeu de Qualificações O Quadro Nacional de Qualificações e a sua articulação com o Quadro Europeu de Qualificações CENFIC 13 de Novembro de 2009 Elsa Caramujo Agência Nacional para a Qualificação 1 Quadro Europeu de Qualificações

Leia mais

6 de Maio de 2009 Anabela Lagorse Pontes

6 de Maio de 2009 Anabela Lagorse Pontes Códigos de Conduta e Ética 6 de Maio de 2009 Anabela Lagorse Pontes Códigos de Conduta e de Ética ETICA COMPROMISSO CONDUTA EMPRESAS PROFISSIONAL PRINCÍPIOS INDEPENDÊNCIA DEVERES CLIENTES EXIGÊNCIAS PÚBLICO

Leia mais

SISTEMA DE APOIO À MODERNIZAÇÃO E CAPACITAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CRITÉRIOS DE SELEÇÃO (PI 2.3 E 11.1)

SISTEMA DE APOIO À MODERNIZAÇÃO E CAPACITAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CRITÉRIOS DE SELEÇÃO (PI 2.3 E 11.1) SISTEMA DE APOIO À MODERNIZAÇÃO E CAPACITAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CRITÉRIOS DE SELEÇÃO (PI 2.3 E 11.1) CA 9.03.2015 Versão Definitiva Consulta escrita Maio.2015 Página 1 de 13 TIPOLOGIAS DE INVESTIMENTOS

Leia mais

QUADRO DE REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO DE ESCOLAS E AGRUPAMENTOS

QUADRO DE REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO DE ESCOLAS E AGRUPAMENTOS QUADRO DE REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO DE ESCOLAS E AGRUPAMENTOS I Os cinco domínios 1. Resultados 2. Prestação do serviço educativo 3. Organização e gestão escolar 4. Liderança 5. Capacidade de auto-regulação

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO EM CUIDADOS FARMACÊUTICOS

PÓS-GRADUAÇÃO EM CUIDADOS FARMACÊUTICOS PÓS-GRADUAÇÃO EM CUIDADOS FARMACÊUTICOS 1. Introdução O papel do farmacêutico, em particular no contexto da Farmácia Comunitária tem vindo a evoluir no sentido de uma maior intervenção do Farmacêutico

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL EM PORTUGAL REALIDADE OU FICÇÃO?

RESPONSABILIDADE SOCIAL EM PORTUGAL REALIDADE OU FICÇÃO? RESPONSABILIDADE SOCIAL EM PORTUGAL REALIDADE OU FICÇÃO? O mundo sindical tem tido várias reacções a este conceito, nem sempre favoráveis, sendo certo que deve haver consciência de que uma certa medida

Leia mais

Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005.

Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005. Cooperação empresarial, uma estratégia para o sucesso Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005. É reconhecida a fraca predisposição

Leia mais

AUDITORIAS DE VALOR FN-HOTELARIA, S.A.

AUDITORIAS DE VALOR FN-HOTELARIA, S.A. AUDITORIAS DE VALOR FN-HOTELARIA, S.A. Empresa especializada na concepção, instalação e manutenção de equipamentos para a indústria hoteleira, restauração e similares. Primeira empresa do sector a nível

Leia mais

Identificação da empresa. Missão

Identificação da empresa. Missão Identificação da empresa SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, EPE, pessoa coletiva de direito público de natureza empresarial, titular do número único de matrícula e de pessoa coletiva 509

Leia mais

Master in Management for Human Resources Professionals

Master in Management for Human Resources Professionals Master in Management for Human Resources Professionals Em colaboração com: Master in Management for Human Resources Professionals Em colaboração com APG Um dos principais objectivos da Associação Portuguesa

Leia mais

ASSOCIAÇÃO PARA A ECONOMIA CÍVICA PORTUGAL

ASSOCIAÇÃO PARA A ECONOMIA CÍVICA PORTUGAL ASSOCIAÇÃO PARA A ECONOMIA CÍVICA PORTUGAL MISSÃO A Associação para a Economia Cívica Portugal é uma Associação privada, sem fins lucrativos cuja missão é: Promover um novo modelo de desenvolvimento económico

Leia mais

CURSO DE FORMAÇÃO EM CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS

CURSO DE FORMAÇÃO EM CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS 1 CURSO DE FORMAÇÃO EM CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS INTRODUÇÃO Os Cuidados de Saúde Primários (CSP), em Portugal, atravessam um momento de grande crescimento científico e afirmação como pilar essencial

Leia mais

PLANO DE ESTUDOS DO 51º CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE PÚBLICA

PLANO DE ESTUDOS DO 51º CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE PÚBLICA PLANO DE ESTUDOS DO 51º CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE PÚBLICA Janeiro de 2012 ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO... 3 2. DESTINATÁRIOS... 4 3. FINALIDADE... 4 4. OBJECTIVOS GERAIS... 4 5. PLANO CURRICULAR... 5 6.

Leia mais

ELABORAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE PROJETOS EDUCATIVOS MUNICIPAIS E DE PROJETO EDUCATIVO METROPOLITANO

ELABORAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE PROJETOS EDUCATIVOS MUNICIPAIS E DE PROJETO EDUCATIVO METROPOLITANO ELABORAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE PROJETOS EDUCATIVOS MUNICIPAIS E DE PROJETO EDUCATIVO METROPOLITANO OBJETIVOS, METODOLOGIA E ETAPAS DO PROJETO EDUCATIVO MUNICIPAL Concebendo a Educação como

Leia mais

AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS E DE PROJECTOS PEDAGÓGICOS

AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS E DE PROJECTOS PEDAGÓGICOS AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS E DE PROJECTOS PEDAGÓGICOS Prof. Domingos Fernandes/Portugal* A avaliação é uma prática social cuja presença é cada vez mais indispensável para caracterizar, compreender, divulgar

Leia mais

Número 7/junho 2013 O PROGRAMA URBACT II

Número 7/junho 2013 O PROGRAMA URBACT II Número 7/junho 2013 O PROGRAMA URBACT II PARTILHA DE EXPERIÊNCIAS E APRENDIZAGEM SOBRE O DESENVOLVIMENTO URBANO SUSTENTÁVEL O URBACT permite que as cidades europeias trabalhem em conjunto e desenvolvam

Leia mais

Capítulo III Aspectos metodológicos da investigação

Capítulo III Aspectos metodológicos da investigação Capítulo III Aspectos metodológicos da investigação 3.1) Definição do problema Tendo como ponto de partida os considerandos enumerados na Introdução, concretamente: Os motivos de ordem pessoal: Experiência

Leia mais

III Forum ERS A Nova Lei-Quadro e os Prestadores de Saúde Fundação Eng. António de Almeida, Porto 27 Setembro, 16 horas

III Forum ERS A Nova Lei-Quadro e os Prestadores de Saúde Fundação Eng. António de Almeida, Porto 27 Setembro, 16 horas III Forum ERS A Nova Lei-Quadro e os Prestadores de Saúde Fundação Eng. António de Almeida, Porto 27 Setembro, 16 horas Começo por cumprimentar os membros deste painel, Professor João Carvalho das Neves,

Leia mais

INSPECÇÃO-GERAL DA EDUCAÇÃO PROGRAMA AFERIÇÃO

INSPECÇÃO-GERAL DA EDUCAÇÃO PROGRAMA AFERIÇÃO INSPECÇÃO-GERAL DA EDUCAÇÃO PROGRAMA AFERIÇÃO EFECTIVIDADE DA AUTO-AVALIAÇÃO DAS ESCOLAS PROJECTO ESSE Indicadores de qualidade I Introdução Baseado em investigação anterior e na recolha de informação

Leia mais

AGRUPAMENTO DE CENTROS DE SAÚDE

AGRUPAMENTO DE CENTROS DE SAÚDE AGRUPAMENTO DE CENTROS DE SAÚDE UNIDADE DE SAÚDE PUBLICA Ao nível de cada Agrupamento de Centros de Saúde (ACES), as Unidades de Saúde Pública (USP) vão funcionar como observatório de saúde da população

Leia mais

A Gestão dos Recursos Humanos em Saúde:Situação e Perspectivas (*)

A Gestão dos Recursos Humanos em Saúde:Situação e Perspectivas (*) A Gestão dos Recursos Humanos em Saúde:Situação e Perspectivas (*) Covilhã, 18 de Maio de 2007 (*) Manuel Delgado 1 AGENDA I Breve Caracterização dos Recursos Humanos da Saúde II As Despesas com Pessoal

Leia mais

O P E R A C I O N A L I Z A Ç Ã O D A S U N I D A D E S D E S A Ú D E F A M I L I A R E S. Carlos Nunes. Missão para os Cuidados de Saúde Primários

O P E R A C I O N A L I Z A Ç Ã O D A S U N I D A D E S D E S A Ú D E F A M I L I A R E S. Carlos Nunes. Missão para os Cuidados de Saúde Primários O P E R A C I O N A L I Z A Ç Ã O D A S U N I D A D E S D E S A Ú D E F A M I L I A R E S Carlos Nunes Missão para os Cuidados de Saúde Primários VILAMOURA 23 Março 2007 C A N D I D A T U R A S A U S F

Leia mais

Do ensino modular ao ensino por elearning uma evolução natural para o Ensino Profissional

Do ensino modular ao ensino por elearning uma evolução natural para o Ensino Profissional Título Do ensino modular ao ensino por elearning uma evolução natural para o Ensino Profissional Autora Ana Paula Salvo Paiva (Doutorada em Ciências da Educação pela Universidade Católica Portuguesa) apaula.sintra.paiva@gmail.com

Leia mais

Alto Comissariado da Saúde

Alto Comissariado da Saúde Alto Comissariado da Saúde QUAR 2010 Projecto de Parecer emitido pelo Alto Comissariado da Saúde (GPEARI do Ministério da Saúde) com Análise Crítica da Auto-Avaliação do Instituto Português do Sangue,

Leia mais

Seminário Garantia da qualidade na Educação e Formação Profissional Abril de 2015

Seminário Garantia da qualidade na Educação e Formação Profissional Abril de 2015 Seminário Garantia da qualidade na Educação e Formação Profissional Abril de 2015 Garantia da qualidade nas modalidades de dupla certificação: um guião para operadores de Educação e Formação Profissional

Leia mais

Desenvolvimento Sustentável da Inovação Empresarial

Desenvolvimento Sustentável da Inovação Empresarial Desenvolvimento Sustentável da Inovação Empresarial Inovar para Ganhar Paulo Nordeste Portugal tem apresentado nos últimos anos casos de sucesso em inovação; como novos produtos, serviços e modelos de

Leia mais

1. Designação do Curso A CONTRATUALIZAÇÃO NOS SERVIÇOS DE SAÚDE. 2. Fundamentação

1. Designação do Curso A CONTRATUALIZAÇÃO NOS SERVIÇOS DE SAÚDE. 2. Fundamentação 1. Designação do Curso A CONTRATUALIZAÇÃO NOS SERVIÇOS DE SAÚDE 2. Fundamentação A política da saúde tem a difícil tarefa de estabelecer prioridades e alcançar compromissos entre objetivos sociais contraditórios

Leia mais

Acreditação de Unidades de Saúde nos CSP. A experiência de Valongo

Acreditação de Unidades de Saúde nos CSP. A experiência de Valongo Acreditação de Unidades de Saúde nos CSP A experiência de Valongo Direcção-Geral da Saúde Ministério da Saúde Filipa Homem Christo Departamento da Qualidade em Saúde Direcção Geral da Saúde Da Auto-avaliação

Leia mais

Anexo VI (A que se refere o artigo 2.º) LISTA DE COMPETÊNCIAS DIRIGENTES INTERMÉDIOS

Anexo VI (A que se refere o artigo 2.º) LISTA DE COMPETÊNCIAS DIRIGENTES INTERMÉDIOS Anexo VI (A que se refere o artigo 2.º) LISTA DE COMPETÊNCIAS DIRIGENTES INTERMÉDIOS N.º ORIENTAÇÃO PARA RESULTADOS: Capacidade para se focalizar na concretização dos objectivos do serviço e garantir que

Leia mais

Empreendedorismo De uma Boa Ideia a um Bom Negócio

Empreendedorismo De uma Boa Ideia a um Bom Negócio Empreendedorismo De uma Boa Ideia a um Bom Negócio 1. V Semana Internacional A Semana Internacional é o evento mais carismático e que tem maior visibilidade externa organizado pela AIESEC Porto FEP, sendo

Leia mais

Membro da direcção da Revista Intervenção Social Investigadora do CLISSIS Doutoranda em Serviço Social

Membro da direcção da Revista Intervenção Social Investigadora do CLISSIS Doutoranda em Serviço Social A investigação do Serviço Social em Portugal: potencialidades e constrangimentos Jorge M. L. Ferreira Professor Auxiliar Universidade Lusíada Lisboa (ISSSL) Professor Auxiliar Convidado ISCTE IUL Diretor

Leia mais

Tipologia de Intervenção 6.4

Tipologia de Intervenção 6.4 Documento Enquadrador Tipologia de Intervenção 6.4 Qualidade dos Serviços e Organizações Acções de consultoria inseridas no processo que visa conferir uma certificação de qualidade às organizações que

Leia mais

Certificação da Qualidade dos Serviços Sociais. Procedimentos

Certificação da Qualidade dos Serviços Sociais. Procedimentos Certificação da Qualidade dos Serviços Sociais EQUASS Assurance Procedimentos 2008 - European Quality in Social Services (EQUASS) Reservados todos os direitos. É proibida a reprodução total ou parcial

Leia mais

AULA 11 Desenhos, recursos e obstáculos

AULA 11 Desenhos, recursos e obstáculos 1 AULA 11 Desenhos, recursos e obstáculos Ernesto F. L. Amaral 15 de abril de 2010 Metodologia (DCP 033) Fonte: Flick, Uwe. 2009. Desenho da pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Artmed. pp.57-73 & 75-85.

Leia mais

NP EN ISO 9001:2000 LISTA DE COMPROVAÇÃO

NP EN ISO 9001:2000 LISTA DE COMPROVAÇÃO NP EN ISO 9001:2000 LISTA DE COMPROVAÇÃO NIP: Nº DO RELATÓRIO: DENOMINAÇÃO DA EMPRESA: EQUIPA AUDITORA (EA): DATA DA VISITA PRÉVIA: DATA DA AUDITORIA: AUDITORIA DE: CONCESSÃO SEGUIMENTO ACOMPANHAMENTO

Leia mais

O Que São os Serviços de Psicologia e Orientação (SPO)?

O Que São os Serviços de Psicologia e Orientação (SPO)? O Que São os Serviços de Psicologia e Orientação (SPO)? São unidades especializadas de apoio educativo multidisciplinares que asseguram o acompanhamento do aluno, individualmente ou em grupo, ao longo

Leia mais

CIRCULAR. Assunto: Avaliação na Educação Pré- Escolar

CIRCULAR. Assunto: Avaliação na Educação Pré- Escolar CIRCULAR Data: 11/04/2011 Circular nº.: 4 /DGIDC/DSDC/2011 Assunto: Avaliação na Educação Pré- Escolar Para: Inspecção-Geral de Educação Direcções Regionais de Educação Secretaria Regional Ed. da Madeira

Leia mais

CONTRIBUTO DOS SISTEMAS DE GESTÃO DE IDI PARA O SUCESSO DAS ORGANIZAÇÕES 7 de Outubro de 2013

CONTRIBUTO DOS SISTEMAS DE GESTÃO DE IDI PARA O SUCESSO DAS ORGANIZAÇÕES 7 de Outubro de 2013 CONTRIBUTO DOS SISTEMAS DE GESTÃO DE IDI PARA O SUCESSO DAS ORGANIZAÇÕES 7 de Outubro de 2013 COTEC Portugal 1. COTEC Portugal Origem, Missão, Stakeholders 2. Desenvolvimento Sustentado da Inovação Empresarial

Leia mais

CARTA EUROPEIA DAS PEQUENAS EMPRESAS

CARTA EUROPEIA DAS PEQUENAS EMPRESAS CARTA EUROPEIA DAS PEQUENAS EMPRESAS As pequenas empresas são a espinha dorsal da economia europeia, constituindo uma fonte significativa de emprego e um terreno fértil para o surgimento de ideias empreendedoras.

Leia mais

PROPOSTA DE CARREIRA PARA OS TÉCNICOS SUPERIORES DA ÁREA DA SAÚDE EM REGIME DE CIT. Capítulo I Objecto e Âmbito Artigo 1.º Objecto

PROPOSTA DE CARREIRA PARA OS TÉCNICOS SUPERIORES DA ÁREA DA SAÚDE EM REGIME DE CIT. Capítulo I Objecto e Âmbito Artigo 1.º Objecto PROPOSTA DE CARREIRA PARA OS TÉCNICOS SUPERIORES DA ÁREA DA SAÚDE EM REGIME DE CIT Capítulo I Objecto e Âmbito Artigo 1.º Objecto 1 - O presente Decreto-Lei estabelece o regime jurídico da carreira dos

Leia mais

SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA, PRESTAÇÃO DE CONTAS E RESPONSABILIDADE

SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA, PRESTAÇÃO DE CONTAS E RESPONSABILIDADE V EUROSAI/OLACEFS CONFERENCE SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA, PRESTAÇÃO DE CONTAS E RESPONSABILIDADE CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES A V Conferência EUROSAI/OLACEFS reuniu, em Lisboa, nos dias 10 e 11 de Maio de

Leia mais

Factores Determinantes para o Empreendedorismo. Encontro Empreender Almada 26 de Junho de 2008

Factores Determinantes para o Empreendedorismo. Encontro Empreender Almada 26 de Junho de 2008 Factores Determinantes para o Empreendedorismo Encontro Empreender Almada 26 de Junho de 2008 IAPMEI Instituto de Apoio às PME e à Inovação Principal instrumento das políticas económicas para Micro e Pequenas

Leia mais

BASES GERAIS DO REGIME JURÍDICO DA PREVENÇÃO, HABILITAÇÃO, REABILITAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA. Lei n.º 38/2004, de 18 de Agosto

BASES GERAIS DO REGIME JURÍDICO DA PREVENÇÃO, HABILITAÇÃO, REABILITAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA. Lei n.º 38/2004, de 18 de Agosto BASES GERAIS DO REGIME JURÍDICO DA PREVENÇÃO, HABILITAÇÃO, REABILITAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA Lei n.º 38/2004, de 18 de Agosto Define as bases gerais do regime jurídico da prevenção,

Leia mais

Estratégias de Pesquisa

Estratégias de Pesquisa Estratégias de Pesquisa Ricardo de Almeida Falbo Metodologia de Pesquisa Departamento de Informática Universidade Federal do Espírito Santo Agenda Survey Design e Criação Estudo de Caso Pesquisa Ação Experimento

Leia mais

Projectos de Diplomas Ponto da Situação?

Projectos de Diplomas Ponto da Situação? Projectos de Diplomas Ponto da Situação? Lisboa 15 de Maio de 2006 João Rodrigues Missão para os Cuidados de Saúde Primários À MCSP foi entregue o mandato de: coordenar e apoiar tecnicamente o processo

Leia mais

A PARTICIPAÇÃO PÚBLICA E A REGIÃO NORTE

A PARTICIPAÇÃO PÚBLICA E A REGIÃO NORTE A PARTICIPAÇÃO PÚBLICA E A REGIÃO NORTE Autores: 1 Gabriela Azevedo e Rita Ramos Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte INTRODUÇÃO E OBJECTIVOS No âmbito dos procedimentos da Avaliação

Leia mais

A NORMA PORTUGUESA NP 4427 SISTEMA DE GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS REQUISITOS M. Teles Fernandes

A NORMA PORTUGUESA NP 4427 SISTEMA DE GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS REQUISITOS M. Teles Fernandes A NORMA PORTUGUESA NP 4427 SISTEMA DE GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS REQUISITOS M. Teles Fernandes A satisfação e o desempenho dos recursos humanos em qualquer organização estão directamente relacionados entre

Leia mais

Indicadores Gerais para a Avaliação Inclusiva

Indicadores Gerais para a Avaliação Inclusiva PROCESSO DE AVALIAÇÃO EM CONTEXTOS INCLUSIVOS PT Preâmbulo Indicadores Gerais para a Avaliação Inclusiva A avaliação inclusiva é uma abordagem à avaliação em ambientes inclusivos em que as políticas e

Leia mais

GARANTIAS DA ACREDITAÇÃO DOS CURSOS PARA OS AGENTES ECONÓMICOS Sérgio Machado dos Santos A3ES

GARANTIAS DA ACREDITAÇÃO DOS CURSOS PARA OS AGENTES ECONÓMICOS Sérgio Machado dos Santos A3ES PATROCINADORES OURO Lisboa 28 e 29 Junho 2011 Museu do Oriente GARANTIAS DA ACREDITAÇÃO DOS CURSOS PARA OS AGENTES ECONÓMICOS Sérgio Machado dos Santos A3ES Avaliação e Acreditação: processos em convergência

Leia mais

Os Modelos de Gestão da Qualidade das Respostas Sociais - Novos desafios

Os Modelos de Gestão da Qualidade das Respostas Sociais - Novos desafios Qualidade e Sustentabilidade das Organizações Sociais Os Modelos de Gestão da Qualidade das Respostas Sociais - Novos desafios Instituto da Segurança Social, I.P. Gabinete de Qualidade e Auditoria 17 de

Leia mais

FORMAÇÃO EM GESTÃO E DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS NOS SECTORES HOTELEIRO E TURÍSTICO

FORMAÇÃO EM GESTÃO E DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS NOS SECTORES HOTELEIRO E TURÍSTICO FORMAÇÃO EM GESTÃO E DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS NOS SECTORES HOTELEIRO E TURÍSTICO (Publicado na Revista Hotéis de Portugal Março/Abril 2004) por António Jorge Costa, Presidente do Instituto de Planeamento

Leia mais

O Relatório da OCDE: A avaliação do sistema de ensino superior em Portugal. Lisboa, 13 de Dezembro de 2006

O Relatório da OCDE: A avaliação do sistema de ensino superior em Portugal. Lisboa, 13 de Dezembro de 2006 O Relatório da OCDE: A avaliação do sistema de ensino superior em Portugal Lisboa, 13 de Dezembro de 2006 O relatório de avaliação do sistema de ensino superior em Portugal preparado pela equipa internacional

Leia mais

Análise Multidimensional da Evolução do Sistema de Saúde Português

Análise Multidimensional da Evolução do Sistema de Saúde Português Análise Multidimensional da Evolução do Sistema de Saúde Português Objectivos: Construir participativamente e partilhar amplamente uma visão dos determinantes da evolução do sistema de saúde português,

Leia mais

Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes

Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes INTRODUÇÃO O direito à protecção da saúde está consagrado na Constituição da República Portuguesa, e assenta num conjunto de valores fundamentais como a dignidade

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA

CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA Na defesa dos valores de integridade, da transparência, da auto-regulação e da prestação de contas, entre outros, a Fundação Casa da Música,

Leia mais

ISAL INSTITUTO SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO E LÍNGUAS PLANO DE ATIVIDADES

ISAL INSTITUTO SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO E LÍNGUAS PLANO DE ATIVIDADES ISAL INSTITUTO SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO E LÍNGUAS PLANO DE ATIVIDADES 2015 2 Formar gestores e quadros técnicos superiores, preparados científica e tecnicamente para o exercício de funções na empresa

Leia mais

12. Da discussão e dos seminários, surgiu um consenso sobre as ideias seguintes

12. Da discussão e dos seminários, surgiu um consenso sobre as ideias seguintes Conclusões «Inovação e sustentabilidade ambiental. A inovação e a tecnologia como motor do desenvolvimento sustentável e da coesão social. Uma perspectiva dos governos locais». 1. O Fórum irá estudar,

Leia mais