Tema : Incentivos para o Turismo Sustentável. Palestrantes:

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1 PALESTRA DA REUNIÃO DO CONSELHO DE TURISMO (CTUR), REALIZADA NO DIA VINTE E NOVE DE MAIO DE DOIS MIL E TREZE, NA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO (CNC), NO RIO DE JANEIRO, RJ. Tema : Incentivos para o Turismo Sustentável Palestrantes: Sra. Luciane Gorgulho é chefe do Departamento de Cultura, Entretenimento e Turismo do BNDES, departamento criado, em 2006, para o desenvolvimento de operação de novas ações e instrumentos financeiros para o setor de Economia da Cultura e do Turismo. Desde 2010, opera também o ProCopa, programa destinado à construção e modernização da rede hoteleira brasileira. Economista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ, com mestrado em Economia Industrial pela mesma instituição e MBA Executivo pela COPPEAD, ingressou no BNDES, por concurso, em 1992, onde atuou na capitalização de empresas nascentes e emergentes de base tecnológica por meio de venture capital e fundos de investimentos. Cedida à Finep de 2000 a 2003, participou da estruturação do Projeto Inovar, projeto pioneiro voltado para a capitalização de empresas inovadoras. Sr. Ricardo Bezamat é engenheiro eletrotécnico, formado pela Universidade Gama Filho. É diretor de Novos Negócios de Eficiência Energética da Eneltec Energia Elétrica e Tecnologia. Atua na coordenação de vários projetos de racionalização de energia elétrica. Foi responsável pela coordenação da inspeção de todas as medições de grandezas elétricas feitas nas subestações do Sistema da Companhia de Eletricidade do Rio de Janeiro CERJ. Foi representante da CERJ no Grupo de Trabalho de proteção da Eletrobras. Participou da coordenação do Grupo de Crise Energética GCE criado pelo Sistema

2 2 Firjan e do projeto de Fiscalização Preventiva de Instalações FPI, criado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro CREA-RJ. Sr. Jefferson do Nascimento Monteiro é graduado em Processamento de Petróleo e Gás Natural e em Engenharia de Petróleo, pela Universidade Gama Filho. É responsável no Grupo Gás Natural Fenosa GNF Brasil pelo desenvolvimento de projetos eficientes e sustentáveis, focados no mercado hoteleiro. Tem dez anos de experiência gerencial energética e estudos de eficiência em vários estados do país, trabalhando com brasileiros e estrangeiros Palestra do Conselho de Turismo da CNC

3 3 SRA. LUCIANE GORGULHO (BNDES) Hoje, a meta é falar da parte de turismo, da nossa linha de financiamento a hotéis. Mas, em outra oportunidade, se quiserem tratar do tema de cultura e entretenimento, estamos disponíveis. A cultura, de forma geral, é uma atividade não impactante do meio ambiente, uma atividade que não tem elementos industriais que causam tantos impactos ao meio ambiente. Vou apresentar o ProCopa, esta linha criada pelo BNDES em conjunto com o Ministério do Turismo, em (Apresentação: BNDES e TURISMO) O BNDES, por dever de ofício, sempre observa todas as normas ambientais. O que se buscou aqui foi fomentar o planejamento dos empreendimentos hoteleiros, fazer com que os empreendedores pensassem, buscassem e se sentissem incentivados a um maior comprometimento com a questão da eficiência energética acredito que este vá ser o tema do nosso colega e com a questão ambiental. Em primeiro lugar, um pouco de informações institucionais sobre o BNDES. Como o BNDES atua? O BNDES é o principal banco brasileiro de desenvolvimento e fomento. Ele não tem agências, não atua na ponta. Estamos concentrados aqui no Rio de Janeiro, no Largo da Carioca, com cerca de funcionários. E temos apenas dois ou três escritórios regionais no resto do país. O BNDES, tradicionalmente, desde a sua criação na década de 1950, é um banco voltado para o financiamento de grandes projetos, isto é, de projetos de maior porte, com financiamentos de longo prazo. São projetos mais estruturantes da economia. Por isso, o BNDES participou da construção da nossa indústria e de toda a economia que temos hoje. Com o passar do tempo, houve a necessidade de o BNDES também oferecer linhas financeiras para empresas de menor porte e para setores não tão ligados a grandes projetos de infraestrutura ou a grandes plantas fabris. Palestra do Conselho de Turismo da CNC

4 4 Isso vem acontecendo ao longo do tempo. Cada vez mais, o BNDES vem atuando em setores diferenciados, setores de ponta, de tecnologia, de inovação, software, biotecnologia, na área do comércio, no varejo e no meio ambiente. Com isso, a questão das microempresas e das pequenas empresas vem crescendo dentro do BNDES. Hoje, para atender esses dois públicos diferenciados, temos duas formas de atuações principais: as operações diretas, que são aquelas solicitadas, analisadas e contratadas diretamente com o BNDES; e as operações indiretas, que são trazidas por instituições financeiras, toda a rede de bancos comerciais ou agências de fomento, financiadas com recursos do BNDES, repassados a essas instituições, que operam na ponta, atendem o cliente, fazem a análise, assumem o risco da operação e cobram um spread diferenciado por esse trabalho. No segmento das micro e pequenas empresas, estão contempladas as que apresentam um faturamento anual de até R$90 milhões. Quer dizer, as empresas beneficiadas com as várias políticas de apoio não são tão pequenas assim. Essa é uma estatística de como tem sido a atuação do BNDES com esses de diversos portes. Em termos de desembolso, existe uma concentração natural na grande empresa, correspondendo a 64 por cento dos desembolsos. Em termos de número de operações com os diversos instrumentos, o BNDES tem conseguido chegar a 76 por cento de financiamento para empresas consideradas micro ou pequenas. Falando diretamente do apoio ao turismo, na parte de hotelaria, quero fazer um breve histórico. O BNDES sempre teve uma linha chamada Finame Capacidade Produtiva, atende a todos os setores da economia. A depender da política industrial, da estratégia do governo no momento, pode haver um custo, um spread diferenciado, uma condição financeira diferenciada para cada uma das linhas. Isso não é diferente no caso de hotéis, que são, pelo menos de vinte anos para cá, empreendimentos passíveis de financiamento pelo BNDES. Mas não havia muita procura. Num passado recente, essas operações de Palestra do Conselho de Turismo da CNC

5 5 financiamento a hotéis não estavam ocorrendo, um pouco pela existência de outras fontes de financiamento, como os fundos constitucionais do Nordeste, operados pelo Banco do Nordeste do Brasil BNB, e os fundos constitucionais do Centro-Oeste, e também um pouco por questões de economia, de um momento de crise do setor. Mas, de modo geral, houve a percepção, há uns quatro ou cinco anos, de que esta linha de financiamento não estava sendo muito atrativa para este tipo de empreendimento. Então, fomos procurados pelo Ministério do Turismo, quando houve a antevisão de que teríamos os Jogos da Copa do Mundo e as Olimpíadas. Portanto, precisaríamos nos preparar para os eventos. O Ministério do Turismo nos procurou, solicitando que nós e não somente nós, mas também a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil tentássemos estudar formas de melhorar as condições de acesso a essas linhas. Foram realizadas várias reuniões de trabalho para elaborar o formato que essa linha poderia ter, atendendo, ao mesmo tempo, a lógica de análise bancária do BNDES e a pleitos do setor. As conclusões que os debates trouxeram: os prazos das operações estavam inadequados, principalmente. Para terem uma ideia, os financiamentos a hotéis estavam sendo concedidos com prazos de cerca de seis anos, já incluindo a carência, o que, para um empreendimento com tanta mobilização de ativo, não é um tempo suficiente para o retorno do investimento. A prova disso é que havia solicitações de reescalonamento, ou não interesse pela linha. Essa foi a primeira percepção. Outra conclusão dos debates envolveu nossa equipe de engenheiros e pessoas da área de planejamento, especializada em questões ambientais. Eles fizeram várias reuniões de trabalho com os órgãos fiscalizadores para entender como funcionavam as certificações e como poderiam ser incorporadas ao financiamento a hotéis. Chegou-se a dois tipos de certificação que seriam incorporadas às linhas do BNDES. Uma foi denominada Hotel Sustentável, com certificação no Sistema Palestra do Conselho de Turismo da CNC

6 6 de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem, através da NBR , da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT. A outra certificação foi o Procel da Eletrobras, especificamente o Procel Edifica A, voltado para a questão da eficiência energética das edificações. No caso do hotel sustentável, o conceito é o Green Building, quer dizer, é inspirado nas certificações internacionais do Green Building. Mas há a opção de usar uma norma, um modelo de certificação brasileiro, sob o guarda-chuva do Inmetro. Bom, em termo de custo financeiro, não vou entrar em detalhes. O indexador principal é a Taxa de Juros de Longo Prazo TJLP, mas outras moedas compõem o custo do financiamento. Existe uma remuneração básica para remunerar o BNDES, neste caso, 1,8 por cento. E uma taxa de risco de crédito que varia de cliente a cliente, conforme o rating da nossa área de classificação de riscos, que pode começar em 0,4 por cento e chegar a 3,5 por cento, ou 4 por cento, dependendo do nível de risco do cliente. O valor mínimo para obtenção desta linha de financiamento, a regra geral do BNDES para fazer operações diretas, é de R$10 milhões. No caso do nosso programa, reduzimos o valor mínimo para R$3 milhões nas capitais, em vista dos Jogos, prevalecendo R$10 milhões nas demais cidades. A condição básica do programa, que antes estabelecia um prazo de financiamento de cerca de seis anos, foi ampliar este prazo para dez anos, como referência básica para a construção de novos hotéis, e para oito anos, no caso de reforma. Mas, se os empreendimentos obtiverem a certificação ambiental, podem obter prazos mais avançados e a própria redução das condições financeiras. O Procel Edifica refere-se à certificação de eficiência energética nível A, dentro do Programa de Eficiência Energética em Edificações. Sem a certificação Procel Edifica, o prazo pode ser de até dez anos; se for reforma, de oito anos. Com a certificação Procel Edifica, os novos hotéis podem ter prazos de até 15 anos; e, para reforma, de até dez anos. A outra certificação, Hotel Sustentável, refere-se à certificação no Sistema de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem, segundo a NBR n da ABNT. Sem a certificação Hotel Sustentável, os novos hotéis Palestra do Conselho de Turismo da CNC

7 7 podem ter prazo de até dez anos para construção e de oito para reformas e modernização. Com a certificação Hotel Sustentável, os novos hotéis podem ter prazo de até 18 anos para construção e de 12 para reformas e modernização. Para o BNDES, esses 18 anos representam um prazo bastante alongado. À diferença de outros organismos internacionais que vivem em mercados financeiros mais maduros e conseguem financiamentos de longo prazo, no Brasil sabemos que é muito difícil haver linhas de financiamento de longo prazo. Então, mesmo para um banco de desenvolvimento como o BNDES, prazos tão longos como esse só têm sido praticados em grandes projetos de infraestrutura, nos grandes projetos que estão sendo implantados no âmbito do PAC. É uma condição de prazo bastante arrojada. E isso tudo para fazer com que os empreendimentos que viessem a se instalar por ocasião dos Jogos recebessem esse estímulo e tivessem esse impulso de buscar as certificações ambientais. A empresa tem de apresentar uma carta-consulta, um pleito de financiamento. Isso será analisado por um departamento específico, o Departamento de Prioridades, que propõe ou não ao Comitê de Crédito o enquadramento preliminar daquela operação. Essa proposição inicial depende da proposta estar adequada a alguma linha de financiamento existente e de uma avaliação preliminar de risco. Então, é feita a classificação de risco de crédito da empresa, o rating preliminar, os balanços são analisados e faz-se uma análise cadastral. Se o rastreamento preliminar der sinal positivo, será encaminhado para o superintendente. Este acolhe o pleito, e vai para os departamentos operacionais. O departamento responsável pela análise de financiamentos de hotéis é o nosso. Depois de enquadrado, o empresário tem sessenta dias para detalhar o projeto, enviar as informações adicionais solicitadas, as projeções financeiras etc. Depois, vem a aprovação em diretoria, a contratação e o desembolso. Abaixo do valor mínimo estabelecido para a operação direta, R$10 milhões em geral e R$3 milhões para os hotéis das capitais, há o caminho BNDES Palestra do Conselho de Turismo da CNC

8 8 Automático. Por solicitação do Ministério do Turismo, incorporou-se a exigência do CADASTUR para a obtenção do financiamento. Outro instrumento para atender os empreendimentos de menor porte é o Cartão BNDES. Os senhores já devem ter bastante informação. Houve uma intensificação das campanhas de divulgação deste cartão, que tem quase dez anos de existência. Baseado no conceito de cartão de crédito, visa financiar de forma ágil e simplificada os investimentos das micro e pequenas empresas. É o cartão de crédito da micro e pequena empresa. Cada banco, cada bandeira, dá um limite para a empresa, dependendo do seu perfil de risco. A empresa vai comprando produtos que os fornecedores credenciam no portal do cartão. E vai funcionando como um crédito rotativo. À medida que as prestações forem pagas, o crédito vai sendo liberado. As taxas de juros são em torno de um por cento ou menos, bastante competitiva. O prazo pode ser de até 38 meses. O limite por cartão que uma empresa pode receber é de R$1 milhão. A empresa pode ter um limite em cada banco, em cada bandeira, como acontece conosco. Hoje, temos R$30 bilhões de crédito pré-aprovado nos cartões, 568 mil compradores e 45 mil fornecedores de bens e insumos em mais de duzentos mil produtos. Nossos parceiros são o Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, a Caixa Econômica Federal, as bandeiras Visa e Mastercard e várias agências de fomento. Por que o credenciamento de parceiros não é mais rápido? Porque requer um investimento na informática interna dos parceiros. Tudo é feito pelo portal do Cartão BNDES. O que pode ser financiado? Máquinas, equipamentos e alguns insumos industriais. Mas nos interessa destacar que, por força dessa parceria com o Ministério do Turismo, tendo em vista a questão dos Jogos e esse incremento que se espera do turismo no Brasil, foram incluídos, de forma praticamente inédita, os serviços de qualificação em hospedagem e lazer, inclusive cursos de idiomas. Em geral, o cartão é usado para a compra de bens físicos, máquinas, equipamentos e insumos. Estamos fazendo um esforço de credenciamento Palestra do Conselho de Turismo da CNC

9 9 para essa parte de capacitação, com o Senac, o Sebrae etc., além do Sistema S, com cursos particulares de idiomas. Esta é uma facilidade de financiamento que o empreendedor hoteleiro tem para capacitar seus funcionários. A evolução dos desembolsos com o Cartão BNDES, desde que foi criado em 2003, totalizando 790 mil operações realizadas. O perfil das empresas portadoras corresponde, em sua maioria, às microempresas, 88 por cento. Houve um esforço para o cartão chegar a todos os municípios brasileiros. Estamos quase lá, com 95,9 por cento de cobertura. Em alguns estados, todos os municípios já têm o cartão. Por fim, queria voltar ao ProCopa, com alguns resultados, somando com esses instrumentos indiretos que já mencionei. Desde 2010, quando houve uma tentativa de incrementar as condições de financiamento para hotéis, o balanço em termos de quantidade de operações é: 27 operações de financiamento diretas; 886 operações indiretas; e com o Cartão BNDES. Em termos de valor, os números são: R$ ,00 em operações diretas; R$ ,00 em operações indiretas; e R$ ,00 com o Cartão BNDES. O total de recursos já passou de R$1 bilhão, que era a dotação original do programa. Já houve uma nova dotação, certamente esta será utilizada. Mas, se houver necessidade de novas dotações, não será problema. SR. RICARDO BEZAMAT (Eneltec) - A sustentabilidade é uma discussão que sempre envolve o Ministério de Minas e Energia e o Ministério do Meio Ambiente. Faz dez anos que estou nesta briga entre os dois. (Apresentação: Eficiência Energética e Sustentabilidade) Sem considerar a questão energética, não há sustentabilidade. Sem energia, a economia não se desenvolve. E, se a economia não se desenvolve, as condições de vida das populações se deterioram. E, sem considerar a questão ambiental, não há sustentabilidade. Com o meio ambiente Palestra do Conselho de Turismo da CNC

10 10 degradado, o ser humano abrevia o seu tempo de vida; a economia não se desenvolve; o futuro fica insustentável. Oitenta e cinco por cento da energia do Brasil vem das hidrelétricas. A hidrelétrica esbarra no meio ambiente, represa, agride demais. Então, tudo o que vou apresentar traz soluções para os dois ministérios. Evita a necessidade de crescimento das usinas. E as ações que vou apresentar são as que minimizam o meio ambiente diretamente. Para mostrar que o Brasil, infelizmente, é um mar de oportunidades neste segmento, comparamos a eficiência energética do Brasil em relação ao PIB. O Brasil gasta duas vezes mais energia do que os Estados Unidos, para alcançar o respectivo PIB. Quer dizer, um país como os Estados Unidos, que tem um PIB muito maior, consegue ser duas vezes mais eficiente. E o Japão, quatro vezes! Estou falando com líderes, então, os senhores precisam ter muito cuidado com o que vão fazer. O início é importante e precisa obedecer aos seguintes critérios: reunião técnica inicial; apresentação do programa; obtenção das últimas contas de energia elétrica, água e gás; visita técnica às instalações e processo; análise de desperdícios na compra dos insumos; e elaboração de relatório técnico preliminar. Por ter ficado vinte anos dentro de uma concessionária, sei que a concessionária, por política de faturamento, evita mostrar alguns custos da conta totalmente evitáveis. Continuando... Temos de fazer o diagnóstico energético, a aquisição de dados complementares e específicos das principais cargas elétricas, como a avaliação econômica detalhada, o pay-back, o estabelecimento de cronograma de implementação das medidas de eficiência; a definição dos critérios de medição e verificação; e o acompanhamento dos resultados obtidos. Falando especificamente das armadilhas de nossas contas de energia, tenho um exemplo muito interessante. Em Recife, estava dando uma palestra, e um dos hoteleiros me falou: Ricardo, o que é isso que vem na minha conta? Eu Palestra do Conselho de Turismo da CNC

11 11 já pago há mais de três anos esse tal de EREX e ele só faz aumentar! O que é EREX? Ninguém sabe. Na verdade, é uma multa! Poderia vir escrito: multa. E você poderia tomar as providências para deixar de pagar essa multa. Mas as concessionárias usam esse termo, que quer dizer energia reativa excedente. A energia reativa excedente funciona, mais ou menos, assim: a Light oferece a energia que pagamos, quando passa pelo nosso relógio. Com a simples instalação de um equipamento chamado banco de capacitor, é possível zerar a passagem dessa energia reativa excedente, que os motores de grandes hotéis, usinas e instalações usam e que é medida e cobrada. Para terem uma ideia, já peguei instalações que pagavam R$5 mil por mês, há mais de cinco anos. O custo do capacitor não chegou a isso. Quer dizer, o custo do equipamento foi inferior a uma mensalidade de EREX. Entrando nas ações de eficiência energética que podem ser implantadas em instalações como shoppings, hotéis, hospitais e grandes prédios como este, a primeira é a película para proteção solar. A película para proteção solar, como nos exemplos do Museu da Inconfidência, em Minas Gerais, e no Ecco Restaurante, em São Paulo, proporciona economia de energia, protege, aumenta a privacidade e dá estilo. O uso de películas de proteção solar pode reduzir em até 15 por cento os custos anuais de energia elétrica por refrigeração dos edifícios. Um terço da carga de resfriamento de um edifício se deve ao ganho de calor solar pelas janelas. Uma película de proteção solar tem sete camadas, inclusive com metais nobres, que evitam o calor demasiado, um dos vilões que fazem a climatização, por exemplo, ser muito cara na conta de energia. Outro ponto importante é a iluminação. Precisamos sempre fazer a avaliação de retrofit de iluminação para otimizar esse fator importante de eficiência energética. Como? Começando com o diagnóstico energético do sistema de iluminação, a medição dos níveis de iluminância dos ambientes e a comparação com os níveis recomendados, fazendo um projeto do novo Palestra do Conselho de Turismo da CNC

12 12 sistema de iluminação e quantificando a economia alcançada com a implantação desse sistema. O terceiro ponto é a otimização de sistemas de condicionamento de ar, com a revisão do cálculo de carga térmica total, a redefinição dos equipamentos da nova carga térmica e o sistema de controle automático e de supervisão predial. O quarto é o recuperador de calor, produto criado pela Eneltec, do qual tenho muito orgulho. Por exemplo, num shopping, o ar tem de ser trocado, segundo orientação da ANVISA. O shopping fica totalmente lotado e as pessoas que estão lá dentro respiram; esse ar precisa ser trocado. Notamos que esse ar trocado era jogado fora a 24. Apesar de estar contaminado, era baixa sua temperatura. E inventamos uma câmara, onde pegamos esse ar, dutamos e umidificamos. Pelas leis da termodinâmica, ao ser umidificado, esse ar diminui de 24 para 18, ainda contaminado, mas bem frio. O que acontece? Troco a passagem que a ANVISA obriga qualquer instalação jogar. Só que este ar, no verão do Rio de Janeiro, está a 35 ou 37. Ao entrar com esse ar para jogar na instalação do shopping, eu passo o ar em várias aletas de metal, e ele vai cruzar com aquele ar totalmente úmido e danificado, trocando calor. Então, esse ar de 35 passa a entrar no shopping a 25 ou 26. Para vocês terem uma ideia, já consegui tirar R$85 mil por mês da conta de um shopping, graças à aplicação deste método, que gera diminuição da temperatura do ambiente, custos menores de manutenção preventiva e corretiva e diminuição da capacidade dos compressores, propiciando economia de energia elétrica e custos mais baixos de infraestrutura elétrica. Em seguida, temos a energia solar. O preço está começando a ficar viável. E, mais interessante, foi aprovado há pouco tempo o fim do uso de baterias. Então, o que acontece hoje? Você aplica os painéis fotovoltaicos, e esta energia gerada é injetada diretamente no sistema da Light, por exemplo. Os medidores têm mão e contramão. A instalação passa a ter créditos daquela energia para gastar à noite ou em qualquer outro dia. Palestra do Conselho de Turismo da CNC

13 13 Isso é muito interessante. Este segmento vai avançar muito, depois da aprovação de o medidor ser obrigado a medir o que você cede de energia, não só o que compra. Por último, a cogeração. Sempre que você gera gás, por exemplo, que é uma energia limpa e vale a pena, normalmente, tem cem por cento do seu combustível, mas só usa quarenta por cento para que vire energia. O restante é jogado fora. Na eficiência energética, a gente consegue fazer a cogeração, isto é, aproveitar quase todo o combustível usado não só para gerar energia, mas, também, outros tipos de energia. Neste exemplo, temos um gerador de energia a gás; e, aqui, o único lugar em que estou consumindo combustível, gás natural. Daqui, consigo gerar energia elétrica a gás e calor, que, por um processo químico, vai gerar frio. Este frio vai gelar a água que serve para fazer climatização. Esta água volta um pouco mais quente. E com a exaustão do meu gerador, volto a congelar esta água mais ainda. E ainda há uma terceira opção, pegar a água que vem para resfriar; esta água entra fria e sai quente. E esta água quente pode ser bombada e usada em processo, banhos e tudo mais. Quer dizer, este é um exemplo maravilhoso. Só com gás, consigo manter água quente, climatização e energia elétrica em uma instalação. Se a gente conseguisse sensibilizar um segmento, o que a massificação de atitudes como esta poderia fazer num segmento como o hoteleiro? Conseguiríamos gerar 180 megawatts de não necessidade, que chamamos de usina virtual. Por que é uma usina virtual? Além de não gastar, economizar custo, evita que o país construa uma hidrelétrica de 187 megawatts. O doutor Alexandre Sampaio nos convidou para uma reunião com o ministro Edison Lobão. Tudo isso foi mostrado ao ministro do Turismo e ao ministro do Meio Ambiente, que estavam presentes à reunião. Palestra do Conselho de Turismo da CNC

14 14 Queremos fazer disso um programa sério. Os hotéis que aderirem ganharão um selo de participação. Além de evitar o custo, evita a agressão ao meio ambiente. A ideia é que os senhores líderes nos ajudem a criar um marco. E que a gente consiga juntar outros segmentos. Por que não diminuir o custo da energia, se o custo da tarifa é justamente o custo Brasil de energia elétrica? Unidos, somos capazes de economizar R$208 milhões por ano. Então, temos direito de pedir uma desoneração real no custo da energia elétrica. O Jefferson vai falar como implantar esses programas de uma maneira simpática, sem investimentos diretos. SR. JEFFERSON MONTEIRO (GNF) Obrigado à casa por me convidar a participar desta palestra. O Grupo Gás Natural Fenosa - GNF, hoje proprietário da Distribuidora de Gás CEG, sente-se muito honrado em estar nesta casa, fazendo parte deste projeto tão importante de tornar o nosso sistema elétrico mais eficiente. Como vamos fazer para ter mais eficiência de energia? Estava comentando, quando cheguei, que recebi minha conta de energia em casa: R$200,00. Para quem quase não fica em casa é uma fortuna! Elegi, na minha casa, um gestor. Chamei meu filho de dez anos, sentei e falei: Benjamin, você agora é o nosso gestor energético. Você recebe agora um salário mensal de R$5,00 para gerir a energia da casa. E, sobre a sua economia, a economia que você vai gerar na nossa conta, tomando por base a conta de maio, você vai receber cinquenta por cento de toda a economia que conseguir gerar. A partir daí, todos os aparelhos não estavam mais na tomada e todas as luzes estavam apagadas. Tive de ligar a geladeira umas três vezes. Mas gerou uma economia de R$20,00! (Riem) Ele ficou muito satisfeito, botou R$10,00 no bolso. A meta dele é reduzir ainda mais a conta, para continuar mantendo aquele ganho no bolso. Vou contratar o Benjamin para trabalhar com o Bezamat! A ideia foi ter o BNDES como um parceiro de negócios, fomentar um mercado de tantas soluções, com os modelos de negócios apresentados pelo Ricardo. Palestra do Conselho de Turismo da CNC

15 15 E nós, do GNF, queremos ser o Benjamin da vida de vocês. Queremos ser gestores da energia de vocês. Prometo que vou ser bem rápido. (Apresentação: Grupo Gás Natural Fenosa) Só para lembrar, o Grupo Gás Natural adquiriu a CEG, distribuidora de gás, em Em 2008, o Grupo Gás Natural comprou a Unión Fenosa, no auge da crise financeira americana. Deu-se a fusão das duas empresas. O pessoal do marketing, brilhantemente, criou o nome Grupo Gás Natural Fenosa. Hoje, somos uma empresa que atua em mais de 23 países ao redor do mundo. Aqui no Brasil, atuamos em dois estados, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Jefferson, você trabalha com gás natural? Sim, sou a distribuidora de gás natural do Rio de Janeiro. Mas, dentro do meu grupo, deixei de ser uma distribuidora só de gás, sou uma empresa focada em energia, energia elétrica, energia térmica, energia! Nós desenvolvemos um modelo de negócios. Temos especialistas da área de soluções do GNF que desenvolve modelos de negócios para a gestão energética. Como funciona o negócio com nosso parceiro BNDES? Basicamente, o BNDES libera o valor, nossos clientes contratam os fornecedores, gerenciam o sistema instalado e o BNDES, nosso parceiro, efetua os pagamentos. Este é o modelo padrão utilizado no mercado, muito funcional e muito bom, por sinal. No modelo que desenvolvemos, nós fazemos a parte consultiva do negócio. Literalmente, desenvolvemos um modelo de negócios para a empresa. Efetuamos, se houver necessidade, o investimento, contratamos as pessoas, os projetos, os equipamentos e somos parceiros da empresa ao longo de todo o período do contrato. O que nós fazemos como gestores? Participamos do desenvolvimento do projeto em todas as fases. Basicamente, é o que chamamos no mercado de BOT Build-Operate-Transfer. Crio, opero e transfiro todo o bem, o ativo, para as empresas. Palestra do Conselho de Turismo da CNC

16 16 Atendemos, com isso, a algumas demandas do mercado: financeira, ambiental, administrativa e operacional, dando soluções às necessidades do mercado de hoje. Dentro do Grupo, temos Gás Natural Serviços, que desenvolve soluções em compressão para postos, GNC, GNI, geração de energia elétrica em ponta e cogeração, atuando, hoje, em oito estados. As soluções apresentadas pela Eneltec são facilmente viáveis, já funcionam, hoje. Ninguém inventou a roda. Elas existem, funcionam, precisam ser implementadas. Somos especialistas em implementar projetos dentro das empresas. E esses são alguns dos nossos clientes, inclusive o pessoal do Via Parque Shopping. Eles têm duas máquinas de três megawatts e contrataram a terceira máquina. Estão indo para quatro megawatts de energia gerada. Temos clientes como o Instituto Vital Brasil, o Instituto Nacional de Tecnologia e o Casa Shopping, clientes em geração de energia elétrica em emergência. O Centro Empresarial Mourisco é nosso cliente em climatização, assim como a Casa de Saúde São José. Finalmente, vamos ver, passo a passo, como funciona o processo de eficiência energética. É fácil. Vocês nos dizem: Olha, quero que você vá até a empresa e desenvolva este trabalho. A partir da carta de intenções, nós fazemos todo o levantamento. Temos parceiros altamente qualificados, como a Eneltec, que faz todo o levantamento. E nós apresentamos à sua empresa o modelo de negócios, o projeto necessário para você economizar energia e criar aquela usina virtual mencionada anteriormente. Podemos utilizar geração distribuída, geração de frio, geração de calor, painéis fotovoltaicos, turbinas, iluminação pública com painel solar, postes de longa vida e chiller de alta eficiência. Ou seja, são ações simples que precisam apenas de um gestor. Jefferson, você me desculpa, mas na minha empresa tenho pessoas altamente treinadas e capacitadas para fazer tudo o que você está falando. Mas este não é o seu negócio! O seu negócio é hotelaria, hospedagem; o nosso negócio, o negócio do Grupo Gás Natural Fenosa, é gerenciar energia. Palestra do Conselho de Turismo da CNC

17 17 Somos especialistas, queremos deixar seu espaço livre, de modo que você possa gerir seu negócio. Com essas ações de eficiência, queremos ajudá-lo a se tornar um hotel mais competitivo, uma empresa mais competitiva. Essas são ações que fizemos em hotéis fora do Brasil, que apresentavam um consumo energético monstruoso. Conseguimos reduções interessantes, graças ao nosso programa de eficiência energética. Infelizmente, no Brasil, só estamos em cinco hotéis. Eles já estão utilizando esses sistemas. Para concluir, como especialistas, desenvolvemos projetos mais eficientes, mas não necessariamente projetos mais caros. Como especialistas, otimizamos os recursos. Por que não pensamos no aproveitamento da chuva? Por que não pensamos no aproveitamento da energia solar? São opções simples que podem trazer grandes resultados na conta final do empresário. Nós criamos soluções sem investimento inicial. Ou seja, todo o risco quem corre é o GNF. Nós gerenciamos sua energia, você faz apenas um contrato. SR. MARIO BRAGA (M.Braga) - Vocês têm uma média do tempo de retorno do investimento para usar os equipamentos e os sistemas que oferecem? Gostaria de ter um cartão seu. Trabalho como consultor de três cadeias de hotéis fora do Brasil. Gostaria de conversar e de ter informações mais detalhadas. Qual o custo de investimento para um hoteleiro ingressar e participar desses programas que nos pareceram tão bons? No que diz respeito ao nosso amigo Ricardo, a mesma coisa. Acho que o senhor e sua empresa poderiam ganhar um Prêmio Nobel com esses inventos! Mas me preocupa o fato de o senhor estar nesta batalha há dez anos. Como se sente, ganhou muitos rounds? O senhor ficou vinte anos trabalhando numa empresa, o que conseguiu com sua batalha? Quais são os itens importantes para a hotelaria? Cite dois ou três exemplos de êxito dos seus vinte anos de batalha e dos seus dez anos de luta. Palestra do Conselho de Turismo da CNC

18 18 No que diz respeito à nossa querida amiga Luciane, gostaria de dizer que escrevemos para uma revista específica destinada a hoteleiros. Temos uma página que se chama Universo do Hoteleiro. Temos dois pedidos e uma pergunta. Poderíamos ter uma indicação do que o BNDES pode oferecer para os hoteleiros? Seremos divulgadores da senhora e de seu departamento. Também poderíamos ter sua licença para realizar um tipo de entrevista. Entrevistamos hoteleiros, gestores e donos de hotéis. Poderíamos fazer uma entrevista com algumas perguntas para divulgar as diferentes nuances do que o BNDES pode fazer. Quanto mais divulgação melhor. Mas vocês esperam que batam à sua porta pedindo ajuda ou convidam hoteleiros para vir a vocês em nichos específicos do mercado? Onde o BNDE acha que precisa ajudar, motivar e criar? SRA. LUCIANE GORGULHO (BNDES) Minha resposta vai ser igualmente rápida. Está aceito o convite. Agradeço por poder colaborar com o Universo do Hoteleiro, seja na forma de um artigo, entrevista ou como acharem melhor. Com certeza, para nós é importante divulgar ao máximo e esclarecer as regras. Respondendo à segunda pergunta, fizemos a opção por colocar apenas o viés das certificações ambientais e não escolher um foco regional, por tipo de hotel etc. Uma análise poderia detectar que faltam mais hotéis do tipo business, econômico, mas optamos por deixar o leque aberto, pelo menos no primeiro momento. Não existe escolha por temática ou região. Fazemos uma divulgação ampla. O BNDES tem ações já estruturadas para divulgar todas as suas linhas, mediante palestras como O BNDES Perto de Você etc. Sempre que possível, procuramos estabelecer parcerias com associações do setor para fazer uma divulgação mais específica. E estamos sempre à disposição para isso. SR. RICARDO BEZAMAT (Eneltec) Fiquei vinte anos dentro da concessionária. Naquela época, estava do outro lado. Quis dar o exemplo porque conheço bem aquela parte da conta. Nesses vinte anos, não olhava pelo lado que olho hoje. Depois disso, começou a crise energética, em O Eduardo Eugênio me convidou para Palestra do Conselho de Turismo da CNC

19 19 coordenar um grupo de crise energética. E a gente tinha aquela obrigação de reduzir quarenta por cento, trinta por cento, vinte por cento nas instalações de indústrias, hotéis e diversos segmentos. Conseguimos ajudar muito. Já chegamos a baixar o consumo em cinquenta por cento. Mas esperávamos, naquela época, com todo o país em crise, que a cultura perdurasse. Minha luta pela conscientização continua e vai continuar, porque isso não aconteceu. Depois da crise, em 2001, as pessoas esqueceram que poderiam economizar. E pararam de economizar! Tentamos mudar o nome do grupo para Grupo de Eficiência Energética, mas esbarramos no que o Jefferson colocou muito bem. Qual a maior barreira? Apresentávamos diagnósticos com oportunidades para os hoteleiros, por exemplo, mas eles ficavam céticos, olhavam, analisavam o valor do investimento e preferiam não empenhar seu CNPJ naquele risco. Na parceria com o GNF, passei a não ter de vender custo, mas serviço. Eu mostro o potencial da instalação, digo para a pessoa: Implanto isso aqui. Se você tiver economia, paga a remuneração. Ao final de dez, oito anos, passa a ser seu patrimônio. A partir daí, estou conseguindo um pouco mais de êxito. SR. JEFFERSON MONTEIRO (GNF) Respondendo ao questionamento, no nosso caso é irrelevante o seu pay-back. Todo aporte financeiro é feito pelo Grupo Gás Natural Fenosa. Não se preocupe com o tempo que vai levar para pagar, estamos vendendo ao senhor o dinheiro, a solução. Esta é a parte interessante. Aquele bolo que o senhor paga à distribuidora, vai pagar com sua economia. Por isso, o projeto é tão interessante. SR. MARIO BRAGA (M.Braga) Se não houver economia, você não ganha nada? SR. JEFFERSON MONTEIRO (GNF) Se não houver economia, a gente não fecha negócio. SR. ORLANDO MACHADO SOBRINHO (Muperj) Vou inverter a ordem também e começar pelos nossos copérnicos inventores, que nos trazem grandes notícias. Moro numa cobertura que corresponde ao décimo terceiro andar. Não raro, penso que os modernos edifícios precisam ter portarias mais confortáveis, Palestra do Conselho de Turismo da CNC

20 20 dotadas até de alguma forma de entretenimento. O que mais falta, hoje, não são inventos que modernizem a utilização da energia elétrica, mas, sim, ter a própria energia elétrica. Os apagões são desmoralizantes. No mês passado, fiquei três vezes sentado na portaria do meu prédio, no Grajaú, esperando mais de duas horas por causa de apagões sucessivos. É incrível que isso aconteça neste instante em que os senhores nos relatam o cuidado de uma fornecedora ao oferecer projetos que diminuam a conta de luz. Vivemos num país em que só se aumentam as coisas! Ninguém concorre com ideias para a economia individual ou das empresas. Então, é uma notícia alvissareira esta de que estão pesquisando formas de diminuir as contas de luz, embora o jornal O Globo noticie, hoje, que ninguém terá desconto algum na conta de energia. Passo a palavra à representante do ex-bnde, que era a forma inicial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico. Quando este se dedicou à expansão da indústria automobilística, acrescentou-se ao nome do banco a palavra social, não me recordo quando foi isso. Hoje, o BNDES teria ou tem essa função de banco social, já que a Caixa não é mais um agente financeiro social e concorre com os bancos privados. E tem demonstrado muito mais apetite, porque seus lucros têm sido fantásticos! No entanto, creio que o BNDES, na sua função social, poderia levar à presidente da República, tão dedicada à parte social, uma ideia, no meu entender, muito superior ao programa Bolsa Família. Digo isso por uma razão: o Bolsa Família dá e não quer nada em troca. Os cidadãos esperam retirar o benefício sem nenhuma obrigação de oferecer à sociedade qualquer participação. No entanto, o turismo percebe que a empresa familiar, dedicada ao artesanato, poderá ser a grande salvação de uma população imensa que está perdida, precisando de orientação. Levei esta ideia por escrito, a da criação de um Shopping do Artesanato Brasileiro, inclusive para apresentação de arte folclórica. Seria uma atração turística fantástica. E estaríamos dando a milhares de famílias um trabalho harmônico entre pais, filhos, parentes e vizinhos, com recursos que não Palestra do Conselho de Turismo da CNC

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