ONDE ESTÃO AS LASCAS?

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1 ONDE ESTÃO AS LASCAS? T. O. Miller RESUMO Após apresentar o homem pré-histórico no seu contexto e resumir o nosso conhecimento atual sobre a tecnologia lítica, o autor levanta várias questões sobre o fato de os arqueólogos não estarem tirando o que se pode dos acervos recuperados do solo. Trata da negligência de instrumentos que não são feitos na base ( suporte ) de lascas, resultando em complexos pré-históricos inteiros não sendo reconhecidos como artefatos. Discutem-se problemas específicos como a miniaturização, o uso da tecnologia para melhor definir culturas arqueológicas, e o problema específico dos bordos ativos e o que eles podem nos dizer sobre as atividades realizadas nos sítios sob estudo. Conclui que estamos perdendo muitas informações. Anexa-se um glossário de terminologia lítica. PALAVRAS-CHAVE: Tecnologia Lítica, Arqueologia Experimental, Interpretação de Instrumentos Expedientes ABSTRACT Presenting prehistoric man in his context with a summary of our knowledge of lithic technology, the author raises several questions about where archaeologists are not getting all the information they could from the samples collected. He deals with the neglect of instruments that are not made from flakes, which results in whole prehistoric complexes being ignored for not being recognized as artifacts. He discusses specific problems such as miniaturization, the use of technology in better definition of archaeological complexes, and the specific problem of working edges and what these can tell us about the activities carried out at sites studied. He concludes that we are losing too much information. The article comes with a glossary of lithic technology in an annex. KEYWORDS: Lithic Technology, Experimental Archaeology, Interpretation of Expedient Artifacts 6

2 A tecnologia lítica pré-histórica é a ciência do conhecimento sistemático da transformação da pedra em implementos funcionais para cortar, rachar e outras atividades. Mas essa tecnologia lítica envolve dois fatores o método e a técnica. O método está na mente; a técnica está nas mãos. Don Crabtree, pioneiro da Arqueologia Experimental. QUANDO É UMA LASCA? Na ocasião da visita do arqueólogo Alan L. Bryan e a sua esposa geóloga, Ruth Grun Bryan, no início da década de 1970, visitamos o sítio arqueológico de Tira Chapéu, perto de Rio Claro, no Estado de São Paulo. O interesse principal era o componente inferior, Tira Chapéu I, no Primeiro Terraço Fluvial, ao pé de uma rampa de colúvio que aflora no barranco quatro metros acima do córrego. O acervo arqueológico era constituído de blocos, fragmentos, plaquetas e bonecos (pequenos nódulos) de sílex preto. Já haviam sido encontradas duas bifaces discoidais fabricados através de uma técnica de redução por debitagem de lascas grandes, grossas e arredondadas, retiradas das duas faces. O casal Bryan mexia e remexia no barranco até perguntar: Onde estão as lascas? Finalmente encontramos algumas. De fato, uma característica deste componente e de outros por nós encontrados em pavimentos detríticos, soterrados ou não, é que grande número de pedras foi aproveitado na sua forma natural (plaquetas quebradas), com retoques marginais (bonecos, plaquetas e fragmentos) ou quebradas pela técnica que chamamos de espatifamento. Lascas, reconhecíveis como tal, eram poucas e muito distantes uma da outra. Sítios dessa natureza, a não ser que bifaces ou outras peças chamativas sejam logo encontradas, normalmente provocam uma perda de interesse por parte do estudioso, que conclui que não há artefatos - afinal, não há lascas! Portanto, classes inteiras de sítios arqueológicos são ignoradas porque não apresentam lascas, ao menos não inicialmente. Afinal, o que é ou não é uma lasca? Por que é tão importante? Precisamos começar a discussão respondendo a perguntas mais fundamentais sobre o que 7

3 procuramos e por que, além de como esses fenômenos chegaram a existir em camadas e depósitos geomorfológicos. O HOMEM E O SEU CONTEXTO Os seres humanos vivem em grupos organizados em territórios próprios. Precisam se abastecer de energias e matérias-primas para a sua sobrevivência e a fonte destas é o seu ambiente físico-geográfico. Diferentemente dos casos de todas as outras espécies vivas, a maneira de os seres humanos lidarem com o seu ambiente para extrair o necessário para satisfazer as suas necessidades envolve uma variedade estonteante de instrumentos e facilidades ( tecnologia ) manufaturados para esta finalidade, o instrumental usado pelo pessoal organizado em instituições (Malinowski, 1970). O arqueólogo Lewis Binford considera que o enfoque de pesquisa deve ser o palco onde um grupo de atores (o pessoal ) realizou atividades organizadas de extração (de energias e matérias) do ambiente, ou que transformou (processou) tais matérias para produzir instrumentos ou energias utilizáveis como, por exemplo, alimentos, (Binford, 1962, 1964). Sendo a atividade organizada, deixaria também o seu reflexo na organização dos instrumentos e nas modificações do palco que os atores abandonaram após terminarem a sua atividade. A relação entre a sociedade humana (sistema sociocultural) e o seu ambiente é, portanto, crucial. Este é a fonte das matérias-primas para fabricação dos instrumentos necessários para lidar com o ambiente e das energias necessárias para o funcionamento do próprio sistema sociocultural. A tecnologia lida, entre outras coisas, com os meios de regular o fluxo de energia. Mencionamos instrumentos e facilidades. Facilidades são desenhadas para diminuir ou controlar o fluxo de matéria ou energia como, por exemplo, roupas e casas para controlar a temperatura ambiental e diminuir o fluxo de chuva e vento, cestos para não deixar quantidades de objetos pequenos se espalharem, potes para conter líquidos, etc. Instrumentos, ao contrário, existem para aumentar a eficiência no fluxo de energia, como no caso de alavancas para concentrar o esforço. Na mesma categoria estão os rolamentos ou a água (navegação) para diminuir a fricção no deslocamento de objetos no espaço. Para minimizar a resistência das matérias-primas sendo tratadas, os 8

4 instrumentos diminuem a área de contato: para furar, até um ponto (agulha) e para cortar até uma linha (faca ou plaina). Os instrumentos da classe que acabamos de citar são aqueles que mais aparecem em culturas arqueológicas porque, normalmente, são feitos de pedra. Existem muitas variedades de pedra, mas as pedras mais úteis para cortar, desbastar, aplainar e furar são as rochas quebradiças que se partem de maneiras previsíveis ao menos para o artesão que conhece a pedra. Essas são as que os minerólogos chamam de pedras amorfas (sem estrutura interna: ex. opala) e pedras cripto-cristalinas (rochas sedimentares permeadas de sílica). Estas últimas podem ser fibrosas (calcedônia) ou granulares (sílex, jaspe e chert). De qualidade inferior, se bem que ainda utilizáveis, são as rochas sedimentares silicificadas, a utilidade das quais depende do grau de silicificação. Há ainda o basalto e o diabásio, que são rochas eruptivas granulares. Arenito pouco silicificado e basalto podem ser lascados, mas só servem para trabalhos mais grosseiros. Quartzo também pode ser lascado, mas a sua estrutura cristalina pode dificultar o controle no talhe. Entretanto, o que nos interessa é o comportamento da rocha no talhe, e isso os minerólogos não podem nos informar. Quando perguntamos a um deles sobre o assunto, ele nos disse estar esperando que nós, os arqueólogos, esclareçamos esse ponto. Crabtree divide o estudo da tecnologia lítica em dois aspectos, a saber, o método e a técnica. Segundo esse autor, O método é a maneira lógica do processo de lasqueamento sistemático e ordenado, ou o plano preconcebido da ação de lascar, na base das regras, da mecânica, da ordem e do procedimento. O método verifica a teoria dos historiadores que o lasqueamento não era uma arte aleatória, mas antes, um processo cuidadosamente planejado de fazer instrumentos de pedra adequados a alguma finalidade funcional específica. A forma, o comprimento, a largura, a espessura e a técnica de força aplicada para a formação do instrumento se predeterminaram pelo artesão antes da fratura inicial da matéria-prima. Este também determinou quais os instrumentos que se utilizariam no processo antes de tal fratura inicial (Crabtree, 1982: 1). A técnica, por sua vez, é o aspecto aplicado do método na redução de uma massa de pedra a um instrumento útil. Cada técnica produz um caráter distinto de lasqueamento e de atributos tecnológicos (idem). 9

5 A maneira é uma parte da técnica e o modo ou estilo característico de preparar e aplicar forças para formar o artefato por um método definido. A maneira é o ângulo e a aplicação de força determinados, seja pela percussão por um golpe reto ou curvo, seja imprimir, romper ou força indireta pela percussão ou pressão. A técnica é o resultado final do método aplicado numa maneira pré-determinada. Uma técnica única é o princípio básico e simples de desprender, por percussão ou pressão, uma lasca cortante utilizável. Entretanto, cada uma dessas maneiras de aplicar a força varia com a intenção e a espécie de instrumento e, conseqüentemente, temos técnicas múltiplas (Crabtree, 1982: 1). Uma técnica complexa, de acordo com o citado autor, é uma combinação de diversas técnicas individuais para alcançar a finalização de uma espécie de projeto. O LASQUEAMENTO As qualidades mais importantes da rocha, para o artesão no talhe, são as seguintes: (a) a homogeneidade (as impurezas desviam os planos de clivagem); (b) a elasticidade, que define a sua capacidade de absorver o choque de percussão sem colapso da sua estrutura, no plano de percussão ou na sua estrutura interna; (c) a flexibilidade, que permite guiar uma lasca através de uma superfície curva, normalmente com um apoio ou contraforça no lado escuro do bloco ou núcleo; e, a (d) textura da rocha, que define as suas qualidades (de amorfa / vítreo até granular). Existem mais parâmetros importantes no talhe: A força do golpe necessário para desprender uma lasca depende da estrutura e textura, do ângulo do golpe e da distância do ponto de impacto da margem da plataforma ou plano de percussão. Normalmente muito pouca força é necessária e, o principiante (de experimentador) deve se prevenir contra a tendência natural, se errado, de aumentar a força se a lasca não sai a primeira vez, em vez de fechar mais o ângulo (do golpe, ver Figura 1) ou diminuir a distância da margem do plano de percussão. Frequentemente, é o suficiente a inércia do percussor caindo, com os músculos do braço frouxos, se o ângulo for suficientemente fechado e o ponto de impacto perto da margem (Miller, 1975: 15). 10

6 Figura 1: Cone hertziano. A: Plataforma com ponto de percussão e fragmentos recolocados no lugar; B: Face interna, fragmentos da plataforma esmagada; C: Cone de força numa Lasca de Espatifamento. Baseado em Crabtree, 1982: 29 Existem técnicas específicas para quebrar pedra (termo usado pelos índios Xetás, nossos mestres no estudo) na procura de produtos específicos. Estas são o lasqueamento por percussão direta com martelos duros ou moles, percussão indireta, percussão bipolar, percussão indireta e pressão. 11

7 Crabtree nos fala do princípio do cone (figura 1) como conceito central do comportamento de líquidos e de rochas amorfas ou cripto-cristalinas. Quando se desprende uma lasca da massa original, forma-se um cone ou uma parte de um cone. A lasca é a parte positiva do cone e a cicatriz é a parte negativa. Este princípio funciona mais ou menos da mesma maneira que o cone formado numa vidraça quando atingida por um tiro de escopeta. Quando o chumbinho atinge o vidro a um ângulo reto da superfície plana, a força se irradia para fora em círculos em expansão num ângulo tangencial à direção do impacto e, finalmente, a força excede o limite de elasticidade do vidro e um cone se remove do lado oposto do ponto de força aplicada. Se a energia do chumbinho for insuficiente e a força dissipada, o cone vai se penetrar somente parcialmente se penetrar e somente uma parte do cone formar-se-á. Se a velocidade da pelota for grande demais, o cone espatifar-se-á (Crabtree, 1982: 3). Cones completos ou semicompletos se formam por percussão, partes de cones sendo removidas por percussão ou pressão. Lascas são partes de cones e, o ângulo de fratura do cone é o lado ventral da lasca. O ápice do cone (ponto proximal da lasca), onde se aplica a força, chama-se a parte da plataforma. Examinar o ângulo da plataforma e o da fratura do cone determinará a direção da força aplicada. Por causa da natureza amorfa de muita matéria-prima, o artesão tem que calcular constantemente o ângulo da fratura do cone para determinar a direção da força aplicada, para remover lascas a um ângulo diferente da força do percussor ou pressor. Tanto a posição da matéria sendo trabalhada quanto a direção da força aplicada mudamse constantemente, nos estágios iniciais da manufatura. Isto permite ao artesão selecionar a área da plataforma e determinar o ângulo de força correto (Crabtree, 1982: 3-4). A Percussão Durante uma grande parte da Pré-História, a percussão foi o conjunto de técnicas mais aplicado para a produção de instrumentos de pedra. Envolve a aplicação de força com a utilização de um martelo, diretamente ou através de uma peça intermediária (punção), a um ponto perto da margem externa de um plano da pedra tratada (para o plano de percussão, ver figura 2; para outros termos, ver o Glossário em anexo). A percussão requer que o martelo seja pesado o suficiente para gerar a força suficiente para exceder os limites da elasticidade da pedra, ao 12

8 provocar a fratura. Instrumentos de percussão são pedras-martelos, encabados ou não, de durezas, texturas e tamanhos diferentes; cilindros de madeira, chifre e osso [...] e, o artesão até pode usar uma bigorna como suporte para o bloco [...]. A dureza ou moleza do martelo controla o período de contato entre o percussor e a matéria-prima tratada, pois o momento de contato é proporcional à renda e a densidade do percussor. Se o martelo for de arenito, madeira, chifre ou osso, então o momento de contato se prolonga (dispersando a energia, n. do a.). Se o percussor for de sílex, aço ou madeira (como mogno), este momento se encurta (concentrando a energia, n. do a.). Se o percussor for mole, tem que ser grande e pesado e a velocidade do golpe deve se aumentar; pois, se a peça sendo trabalhada for pequena e um percussor mole desfecha um golpe lento, o artefato mover-se-á com a força aplicada. A densidade do percussor deve corresponder ao tamanho e tipo de matéria-prima sendo tratada e, a técnica sendo aplicada. Se a pedra sendo trabalhada for suficientemente inerte (i. é, descansando numa bigorna), o tamanho e peso do percussor podem ser aumentados e a velocidade do golpe pode ser diminuída até o ponto onde a força aplicada quase se aproxima à pressão. Um percussor muito duro, frequentemente, esmagará ou estilhaçará a lasca ou artefato, sendo, por isso, utilizado em poucas técnicas. Percussores relativamente moles contatam uma área maior do que os percussores duros, provocando terminações maiores dos cones e bulbos de percussão difusos nas lascas (Crabtree, 1982: 4-5). Figura 2: Planos e Ângulos de Debitagem de Lascas 13

9 No lasqueamento por percussão direta controlada ( à mão livre ), o artesão segura o bloco a ser lascado numa mão e o martelo ( percussor ) noutra. Isso produz lascas de forma definida, e os blocos dos quais as lascas foram tiradas chamam-se núcleos isto do ponto de vista do investigador, pois os índios, nossos informantes e mestres na pesquisa, parecem não ter qualquer conceito nem de lasca nem de núcleo (figuras 2 e 3). A sua idéia é só de pedra e de pedra quebrada. As dimensões da lasca são controladas pelas características da face do bloco ou núcleo a ser tratado. Superfícies planas permitem a lasca a expandir (lateralmente) enquanto numa aresta, ou arestas, conter-se-á a força, permitindo uma lasca comprida ou lâmina a se formar, isto se o ângulo e o grau de força sejam corretos (Crabtree, 1982: 6). O controle da espessura está relacionado com a distância do ponto de impacto da margem da plataforma (ver figura 2). A retidão da lasca depende da inércia da matéria. Grandes massas de pedra permanecerão inertes por causa do seu tamanho e peso. Se a peça for pequena, pode ser apoiada ou por um grampo ou colocando numa bigorna. Se a peça tratada for segurada na mão e rola com o golpe, a lasca será curva. Outro fator é o trajeto do golpe um golpe de trajeto curvo provoca curvatura, enquanto um golpe reto produzirá lascas mais retas (CRABTREE, 1982: 6). A ponta (ou terminação) da lasca também se relaciona com as técnicas escolhidas. As fraturas terminais podem ser em forma de pena (cada vez mais fina até acabar o material), de dobradiça ou de degrau. A característica da terminação (ponta distal) da lasca é o resultado da regularidade ou irregularidade da superfície da matéria e a quantidade e ângulo de força (idem). A superfície do bloco onde se desfecha o golpe se chama de plano de percussão, e a parte dela que se separa com a lasca chamamos de Plataforma (figura 2). A lasca tem duas faces, a externa, que estava no lado de fora do bloco ou núcleo, e a interna, que só se vê depois de desprender a lasca. Outros aspectos da anatomia da lasca podem ser vistos na figura 3. 14

10 Figura 3: Morfologia da lasca: (A) Arestas, (B) Bulbo de força, (C) Cicatrizes, (D) Cornija, (E) Crosta, (F) Eraillure, (G) Lado, (H) Oco, (J) Ondas, (K) Plataforma, (L) Ponta da lasca, (M) Ponto de Impacto, (N) Raios Em lascas dessa classe, no caso do uso de um percussor duro (pedra), o bulbo tende a ter uma forma concoidal ou de concha, de fato um cone achatado, a partir do ponto de impacto (figura 4(a)). A partir deste, encontramos uma série de ondas concêntricas, como as vistas na água após jogar uma pedra e, ainda, linhas convergentes no ponto de impacto, chamadas de raios. Frequentemente, uma pequena lasca despreende-se do bulbo (chamada eraillure ). Na face interna em geral, as ondas são pouco nítidas (rasas) e regulares. Na direção da ponta e dos lados da lasca, ela fica cada vez mais fina e termina como uma pena, fina e quebradiça. 15

11 (a) (b) (c) Figura 4: Lascas Experimentais de Percussão Direta; (a) Percussor de pedra; (b) Percussor de peroba; (c) Percussor de chifre. (A) Arestas, (B) Bulbo de força, (C) Cicatrizes, (D) Cornija, (H) Oco, (J) Ondas, (K) Plataforma, (L) Ponta da lasca, (M) Ponto de Impacto No caso do uso de um percussor mole (chifre ou madeira de lei, figura 4(b-c)), o bulbo tende a ser mais largo e difuso, e na margem interna da plataforma há uma pequena cornija, mais fácil de encontrar por tato do que por olhar. Na face externa da plataforma, oposto ao bulbo, freqüentemente saem umas lascas, deixando um oco na 16

12 margem externa da plataforma, dando a esta uma forma semelhante a um U com uma ou duas asas (Figura 4c). Uma vez fomos chamados para consulta sobre a tecnologia de lasqueamento de material de Goiás (Serranópolis) pela equipe do Instituto Anchietano, pois parecia que havia uso de percussores moles ou punções num contexto muito antigo para tais técnicas no Brasil. Conseguimos determinar, por intermédio de experiências, que a questão aqui era a matéria-prima trabalhada, arenito silicificado. O arenito é mais mole de que o sílex, portanto, as características apresentadas nos artefatos foram devidas à matéria-prima mole, mesmo com percussor duro. Existem também outras técnicas, a que nós chamamos de percussão indireta, percussão bipolar e lasqueamento por pressão, este último utilizando de um pressor com força e movimento bem definidos. Todas essas técnicas, quando controladas, produzem lascas com bordos cortantes A Percussão Indireta A percussão indireta pressupõe o uso de um punção ou peça intermediária entre o percussor e o núcleo a ser lascado. Permite ao artesão colocar a ponta do punção no ponto certo da plataforma e controlar o ângulo da transmissão de força, dando mais precisão à operação. Sendo mole o punção, as lascas produzidas são, em geral, indistinguíveis daquelas tiradas por percussão direta com percussor mole (figura 5). No entanto, devido à tendência de o punção escorregar durante essa operação (com resultado potencialmente doloroso para os dedos), os artesãos tendem a esfregar a plataforma perto da margem com o percussor, deixando uma série de pequenas cicatrizes de lascas que servem para aumentar a fricção, diminuindo as probabilidades de o punção escorregar. Essa área de cicatrizes os arqueólogos chamam de plataforma facetada. Quando a plataforma for grosseiramente lixada a superfície se enfraquece, o instrumento de pressão ou percussão não se escorregará, e, a quantidade de força necessária para induzir a fratura se reduz. (Crabtree, 1982: 4) 17

13 (a) (b) Figura 5: Lascas Experimentais de Percussão Indireta, punção de chifre. (B) Bulbo de força, (C) Cicatrizes, (D) Cornija, (M) Ponto de Impacto As lascas debitadas por esta técnica tendem a serem mais retas. Ainda segundo Crabtree, Características de lascas e lâminas feitas por punção são plataformas pequenas e uma padronização do seu tamanho e forma. Frequentemente, uma cornija se apresenta na face interna (da plataforma da lasca debitada) e esta (face) terá menos ondulações de que as lascas produzidas por percussão direta (Crabtree, 1982: 7). O Espatifamento Ainda temos o que chamamos de espatifamento, no qual, propositadamente, cria-se um colapso da estrutura interna da pedra para produzir lascas, fragmentos e estilhaços (figuras 6 e 7), com cortes de ângulo bem aberto, os melhores para trabalho em madeira e osso. Há várias técnicas para se fazer isso. Uma delas, o arremesso: A maneira mais simples de espatifar. O que denominamos espatifamento por arremesso (figura 6), e consiste em 18

14 [...] jogar a matéria-prima com grande força contra uma bigorna de pedra para quebrar ou espatifá-la em pedaços utilizáveis com bordos cortantes. Estas lascas já poderiam ser usadas desse modo ou com os bordos afilados por modificação. Observadores vêm notando essa técnica em tempos recentes entre os indígenas da Austrália. Entretanto, às vezes, é necessário usar esse método para provocar a primeira quebra de matéria esférica, sem nenhuma superfície plana sobre a qual se possa aplicar a força. Superfícies arredondadas se inclinam com a direção do golpe, tal que a força precisa entregar muita energia para coibir o ricochetear do seixo ou do percussor. Frequentemente, os esferóides quebrados por arremesso espatificam, estilhaçam, esfolham ou se fendem, dependendo do peso do seixo e a velocidade de arremesso. (Crabtree, 1982: 5) Figura 6: Lascas e Estilhaços Experimentais de Espatifamento por Arremesso 19

15 Figura 7: Lasca e Fragmento Experimentais da Técnica de Espatifamento Bloco-sobre-bloco Bloco-sobre-bloco é uma técnica (figura 7) que consiste em bater verticalmente a massa a ser trabalhada no bloco de pedra passivo com um golpe muito forte. O bloco segurado é o núcleo, do qual se espera tirar lascas ou fragmentos. As lascas debitadas saltam para cima, o que representa perigo para o experimentador. O golpe de pedreiro é um golpe forte e seco (como de karatê) desfechado por um percussor duro contra um bloco segurado pela outra mão, bem longe da margem da plataforma e, com trajeto perto do vertical; de maneira tal que tende a fender o bloco. Na percussão espatifada (figura 8), desfecha-se um golpe com percussor duro (de preferência redondo), com mais força de que a estritamente necessária para desprender uma lasca. Ou faz-se isso mais longe da margem da plataforma (o que aumenta a massa que absorve o golpe, exigindo maior força para efetuar a debitagem) ou com ângulo de golpe (ver figura 2) mais aberto, com o mesmo efeito. Lascas e fragmentos de espatifamento tendem a mostrar bulbos cônicos (em vez de concoidais) e salientes. Às vezes, a plataforma em volta do cone sai esmagada (figura 1). Em toda a face interna da lasca pode-se ver uma clivagem irregular com ondas salientes e irregulares entre si (figura 7), com múltiplas fraturas em forma de dobradiça 20

16 (curvas, figura 8) e de degrau (em ângulo), embora não cortante (figuras 7 e 8). Frequentemente estas lascas terminam com uma fratura em forma de degrau ou de dobradiça (figura 8). Figura 8: Lasca Experimental de Percussão Espatifada: (A) Arestas, (C) Cicatrizes, (F) Eraillure, (M) Ponto de Impacto, (N) Raios Os bordos, normalmente, são de ângulos abertos (45-95 ) em vez de fechados (20-35 ). Os nossos informantes e mestres Xetás, Kwem e Nheengo, procuravam instrumentos cujos bordos cortantes possuíssem ângulos desta gama, pois estavam reduzindo madeira a artefatos úteis. Por preferência, escolheram como técnicas o lasqueamento espatifado, ocasionalmente, com o golpe de pedreiro e o bloco-sobrebloco. Os produtos escolhidos para uso foram aqueles que tinham gumes de ângulo aberto e bordo de preensão para proteger a mão durante a operação, ou fizeram um bordo de preensão (os únicos retoques para regular a peça que aplicaram) para abafar a margem cortante oposta ao bordo ativo ao picotá-lo ou esfregá-lo com uma pedra. Terminada a atividade, as peças foram descartadas porque o investimento em tempo e trabalho era mínimo, sendo mais fácil fazer outros, em qualquer operação futura, em vez de carregar pedra. Como o nosso trabalho era pioneiro e ainda não havia outras experiências anteriores para comparar, foi só em retrospecto que vimos que deveríamos ter dado, paralelamente, outras tarefas a desempenhar, envolvendo trabalho com carne e couro, 21

17 para ver a diferença nas atividades de manufatura. Esse trabalho, no entanto, nos ensinou a experimentar assentar as peças arqueológicas na mão, como fizeram os nossos mestres Xetás, para entender como foram usadas. O arqueólogo especialista em análise replicativa de tecnologia lítica, J. Jeffery Flenniken, que ministrou um curso no Brasil, afirmou (em conversa particular) ser o nosso trabalho sobre espatifamento era coisa nova para ele, e que Em Natal aprendi uma coisa nova. Discorrendo sobre espatifamento e experimentação, Solange Caldarelli cita a nossa descrição de bloco-sobre-bloco e arremesso. Admitindo o fato de que tais ações possam produzir as lascas que descrevemos, a pesquisadora faz a seguinte contestação: afirmar [...] que essa técnica foi empregada pelos homens pré-históricos e que as características acima permitem identificá-la é algo com que absolutamente não posso concordar (Caldarelli, 1983: 307). Para ela, as lascas que descrevemos como lascas de percussão espatifada podem ser obtidas por percussão direta com percussor duro e pesado. Além do mais, Caldarelli, citando Tixier, chama atenção para o perigo de se fazer inferências a partir de um número reduzido de experiências. Concordamos com esse pensamento. Descrevemos esse método como sendo uma das maneiras de se obter lascas e fragmentos de espatifamento, por comprometer a estrutura interna da pedra ao produzir planos de fraturas em direções diversas. No laboratório, várias gerações dos nossos alunos produziram e utilizaram lascas e fragmentos assim. Fizeram desenhos destas peças, o que os fez aprender, portanto, a reconhecê-las no registro arqueológico. Além do mais, eram as técnicas preferidas dos nossos informantes Xetás. A tecnologia lítica (principalmente as diversas formas de lasqueamento) faz parte do programa da disciplina de Arqueologia Experimental. Nos anos em que foi ministrado o nosso Curso de Laboratório, na Arqueologia, cada aluno realizou um número programado de experiências com diversas técnicas, percussores, entre outros, com as condições prévias e os resultados registrados em fichas, com desenhos, num mínimo de dois ensaios de cada experiência. Os resultados depois foram quantificados e comparados. Fizemos isto sozinhos em Rio Claro, depois com alunos. Em seguida observamos os Xetás e, durante anos de aulas, continuamos com as experiências e as orientações de bolsistas no Museu Câmara Cascudo (UFRN). Pessoas do Sul também 22

18 vinham para Natal para participar desses cursos, para aprender a reconhecer os produtos das diversas técnicas de lasqueamento no registro arqueológico. Ministramos, também, a disciplina de Arqueologia Experimental (lasqueamento) no Curso de Etnoarqueologia do Museu Paranaense em Não podemos esquecer que foi publicado o resultado de um desses cursos, em Florianópolis, SC (Miller, 1975), texto que Caldarelli não mencionou nem citou na sua bibliografia. Na obra em pauta, programava-se uma série de experiências, realizadas pelos alunos do curso citado, com o registro dos resultados esperados e observados, ilustrados com desenhos. Não acreditamos que tudo isto possa constituir um número reduzido de experiências. Por outro lado, deve-se salientar que o pesquisador pode não ter as mesmas finalidades dos artesãos pré-históricos, o que seria relevante na escolha das peças para utilização e para análise do uso desgaste. Não acreditamos que seja relevante aqui, mas, neste momento, estamos estudando o comportamento da rocha e não do artesão. A Percussão Bipolar A percussão bipolar também abrange duas técnicas distintas. Na primeira, coloca-se o núcleo em cima de uma bigorna, criando, assim, dois focos de força, o do percussor e o da bigorna. Se o núcleo for um pequeno seixinho, e o golpe vertical, a tendência é de fender o seixo ou bloco, como se quebra uma noz, deixando duas metades ou uma série de gomos. Veja-se a descrição que segue. A força se induz tanto da bigorna quanto do percussor, resultando na formação de cones de força nos dois pontos do seixo, não necessariamente deixando cicatrizes de cone. Quando a força vem da direção contrária, o cone excede os limites de elasticidade da matériaprima e este se fragmenta. Os detritos parecer-se-ão com os gomos de uma laranja. A fratura bipolar ideal é de formar um cone em cada ponta da matéria ao direcionar uma das forças levemente fora do centro, o que rachar ou fender-se-á o seixo. Fender irradia as ondas de força de ponto a ponto, normalmente a partir da ponta tendo o menor contato com o percussor ou a bigorna. Esta técnica raramente deixa uma cicatriz de bulbo de força, positiva ou negativa. Mas, a técnica bipolar de fender 23

19 deixa cicatrizes de ondas de força na área de menor contato e, a ponto oposto pode ostentar sinais de esmagamento (Crabtree, 1982: 5). Ao contrário de outras técnicas, esta tende a rachar o cone de força. O rachar do cone é uma exceção da regra de usar o ângulo de fratura do cone. O cone se fende ao apoiar o bloco ou núcleo, assim provocando forças opostas simultâneas (do percussor e do suporte), provocando rachadura do cone. Neste caso, a fratura é bem achatada e as superfícies, positiva (lasca) e negativa (núcleo) pouco têm de bulbos de força (Crabtree, 1982: 4). Crabtree afirma ser errônea a idéia comum de que as lâminas feitas pela técnica bipolar ostentam bulbos de percussão nas duas pontas. Em suas palavras: Experiências contradizem essa teoria. Lâminas removidas de um núcleo sustentado por uma bigorna têm que ter a margem de frente da base do núcleo livre de contato com a bigorna, o que impossibilita um bulbo nos dois pontos. Ademais, a força tem que ser dirigida tangencialmente, em vez de perpendicularmente, em relação à face do núcleo, e a lâmina destacada terá um bulbo de força na ponta proximal. Se, na técnica bipolar, a força for diretamente à oposição entre a bigorna e o percussor, a lâmina colapsará e não haverá bulbos de percussão nos dois pontos. Núcleos podem exibir cicatrizes de lâminas na mesma face e cicatrizes de bulbos nos dois pontos, mas isto não é o caso com as lâminas... Uma bigorna é útil de várias maneiras, mas a força não se aplica, normalmente, em direção contra a bigorna. Uma verdadeira técnica bipolar se utiliza para formar e para formar um lado numa lasca ou lâmina. Envolve destacando lascas esmagadas de uma margem para formar um ângulo reto e para remover a corte aguda da margem oposta ao pretenso gume. (Crabtree, 1982: 5-6) Outra forma da percussão bipolar consiste em dar um apoio macio ao núcleo, em vez de se usar uma bigorna de pedra, e bater com um golpe de ângulo tangencial, e não vertical. Isto produz uma lasca côncava e uma faceta convexa no núcleo, possibilitado pela flexibilidade da rocha (figura 9). Vimos um rapaz Xetá lascar desta maneira, e procuramos duplicar o resultado no laboratório, mas com menos êxito (curvatura da lasca) de que o índio. Uma característica dessas lascas côncavas é o fato de o encontro da força (do martelo) e da contraforça (da bigorna) acontecer no meio da lasca, deixando um pequeno bulbo em forma de mamilo. 24

20 Figura 9: Lascas Experimentais de Percussão Bipolar, Suporte Mole: (B) Bulbo de força, (J) Ondas O núcleo gasto mostra facetas convexas e, evidentemente, se aparece com os núcleos gastos do lasqueamento térmico natural, após a retirada de lascas cônicas em forma de tampa de panela (figura 12, G-H), ou seja, em forma de uma bola poliédrica. O princípio da curvatura da lasca resultando do apoio macio na face escura da lasca se encontra no lasqueamento por pressão, no qual o artesão lasca com um pequeno pressor de osso, chifre ou cobre, no lugar de um percussor. Essas lascas tendem a ser mais finas - delgadas do que as outras, frequentemente curvas, alem de sem degraus, dobradiças e ondas salientes. O bulbo tende a ser largo e raso, discreto, e, a cornija aparece. O Lasqueamento por Pressão Talvez o conjunto de técnicas que dá maior precisão e beleza de acabamento a um artefato seja o lasqueamento por pressão. Nessa técnica utiliza-se um instrumento 25

21 (pressor) pontudo, como, por exemplo, a ponta de um galho de chifre de veado, para aplicar força, utilizando os músculos das mãos, dos braços, dos ombros e da coxa. Essa força se aplica a um ponto e de maneira bem precisamente controlada. Desse modo, o artesão pode debitar lascas de forma não somente aleatória, mas pré-concebida, tais como em direções paralelas entre si ou formando um ângulo uma com a outra, diagonal ou oblíquamente, e assim por diante. Comenta Crabtree: Mas, tecnicamente, todos têm métodos básicos que envolvem a colocação do instrumento de pressão sobre uma plataforma natural ou preparado, na margem da pré-forma, e a aplicação de força de pressão para debitar uma lasca da face escura. As variedades de técnicas de pressão são infinitas e variam com (1) o modelo do artefato na mente do artesão, (2) combinações de pressão para dentro e para baixo na peça, (3) várias posições do corpo e das mãos, (4) muitas formas de plataformas, (5) o uso de suportes tais como bigornas ou mãos, (6) variedades de instrumentos de pressão, (7) métodos de segurar a peça e o punção, (8) materiais líticos inferiores e superiores, e (9) função projetada (Crabtree, 1982: 7). Em seguida, esse pesquisador nos fornece uma descrição detalhada e como se fazer esse serviço, acrescentando que a ponta do instrumento de pressão se coloca firmemente contra a margem de uma plataforma previamente regularizada e preparada ao remover lascas minúsculas ou pela abrasão, para evitar o esmagamento (Crabtree, 1982: 7). Prossegue ele: Em geral, as lascas de pressão são pequenas e delgadas, em comparação às feitas por percussão direta ou indireta [...] Contrariamente à opinião popular, as lascas debitadas pela técnica de pressão manual podem exceder cinco centímetros de comprimento e, frequentemente, são erroneamente tidas como lascas de percussão... Infelizmente, o último estágio do lasqueamento por pressão produz lascas pequenas que raramente são recuperadas para análise. Também são delgadas e possuem uma tendência para o colapse estrutural mesmo que se desprendem e terminam apropriadamente. Esta fratura se deve, em parte, ao suporte do artefato na palma da mão. Estas lascas debitadas por pressão, normalmente, são o dobro da largura da cicatriz deixada. Quando uma aresta for utilizada para guiar a remoção da lasca, esta mantém a metade da cicatriz anterior no lado dorsal. Lascas de pressão e as suas cicatrizes correspondentes são, em geral, mais uniformes, têm melhor definição e elementos de caráter constantes e, portanto, são mais diagnósticas de que aquelas feitas pela 26

22 percussão [...] Desde que somente as cicatrizes de lascas do último estágio permanecem no artefato, o analista não pode considerar os estágios anteriores do trabalho de pressão na sua análise (Crabtree, 1982: 7-8). Crabtree nos informa que há duas maneiras de aplicar o princípio do cone nesse processo: A força de pressão aplicada na direção apenas para baixo provocará a remoção da lasca tangencialmente à direção da força aplicada, mais ou menos como na percussão direta. Estas lascas são, em geral, curtas e com uma terminação em forma de pena e, têm bulbos de pressão salientes. O segundo e mais comum método é de aplicar a pressão em duas direções para dentro, na direção da lasca desejada e, simultaneamente, pressionando na direção fora da margem. Isto desloca o ângulo de fratura do cone e, quando a ponta proximal da lasca começa o seu desprendimento, se finda a aplicação da força para baixo, mas, continua a pressão para dentro. Se a força aplicada for guiada por arestas ou convexidades, lascas compridas e estreitas podem ser removidas. Sem o controle da aresta, as lascas alargar-seão, não importa qual a técnica [...] (ibid: 7-8). Como vimos anteriormente, cada uma dessas técnicas rende produtos distintos e bem reconhecíveis pelos pesquisadores que realizam muitas experiências e quantificam os resultados destas. POR QUE DISCUTIR A TECNOLOGIA? Existem problemas que melhor podem ser esclarecidos quando nos debruçamos sobre a tecnologia. No Brasil, dependendo do local, há um estágio antigo que começa entre a anos atrás, terminando abruptamente a aproximadamente anos atrás. A temperatura aumenta, a pluviosidade é irregular e nível do mar baixo. Em raros locais, começa a técnica de picoteamento com alisamento, antes usada para trabalhar osso e agora aplicada à pedra, para fazer pilões, mãos de pilão, bigornas, mós, etc. Instrumentos unifaciais são típicos, embora pontas pedunculadas foram reportadas para o Sul e em Pernambuco. Acampamentos são de grupos pequenos em grutas e abrigos, em locais ao ar aberto no alto das colinas, no Nordeste e o Centro- 27

23 oeste. No Sul, existem acampamentos ao longo dos rios, perto de corredeiras e ilhas, com facas bifaciais e outros instrumentos plano-convexos. A Miniaturização No mesmo período, no Centro-sul, aparecem certos sítios com instrumentos muito pequenos, que também foram observados em outros locais, como, por exemplo, o interior do Pernambuco (onde o arqueólogo F. Laroche provisoriamente datou o depósito de anos atrás) e o litoral do Peru, aparentemente com data de a anos de idade. No Estado de São Paulo (região do Médio Tietê), as culturas arqueológicas que apresentam essas características foram reunidas sob o rótulo de Tradição Ipeúna. O contexto, até agora, é de cascalheiras de material redepositado por deflação pluvial ( paleopavimento inferior ) ou em superfícies deflacionadas. A datação estimada, na base de ser anterior à deposição secundária do estrato geomorfológico onde se encontra, é de a anos atrás. A matéria-prima é variável, podendo ser de quartzo (cristais, seixinhos fendidos pela técnica bipolar) sílex, jaspe ou calcário-siltito silicificado (fragmentos, estilhaços, e nódulos com retoques marginais). Os retoques são abruptos (85-95 ângulo de bordo ativo) ou apenas sinais de uso-desgaste em porções reduzidas de bordos cortantes. De fato, é muito comum o instrumento inteiro ser de tamanho reduzido (15-30mm). Tal ângulo de bordo ativo não serve para cortar carne ou vegetais nem para descarnar ossos, mas são adequados para desbastar e aplainar madeira ou osso. As lascas podem estar presentes, mas são raros ou frequentemente encontram-se ausentes. De fato, isso tem sido um problema no reconhecimento dessa indústria como sendo de fabricação humana presume-se que, para ser artefato humano, tem de ser lasca e, aqui, normalmente não o é. Muito mais usados são as seguintes tecnologias: (a) fragmentar por espatifamento e, mais ainda, (b) utilizar-se de formas naturais (fragmentos, nódulos, plaquetas) com pouca modificação apenas uma quebra por golpe de espatifamento ou (c) fender um seixo por golpe bipolar, para produzir um bordo cortante (por pequeno que seja) de ângulo bem abrupto. 28

24 Tabela 1 Dimensão Máxima, em porcentagens, dos implementos de oito componentes do Médio Tietê, SP; sendo da Tradição Ipeúna: 81, 89, 82, 62; e da Tradição Rio Claro: 76, 61, 44, 51 Componente Maior do que 10cm 0,0 0,0 2,4 4,9 2,2 8,2 10,7 14,8 De 4,0-10,0 cm 3,2 2,1 24,6 63,4 38,0 73,1 80,4 72,1 De 2,0-4,0 cm 39,6 38,3 31,3 29,3 49,3 18,4 8,9 9,8 Menor de 2,0 cm 57,2 59,6 41,7 2,4 10,5 0,4 0,0 0,0 Não determinável , , A esse conjunto de tecnologias rotulamos de aproveitamento para enfatizar o fato de ter um mínimo de modificações sobre a base ( suporte ) original. Os artefatos mostram sinais de uso-desgaste mesmo quando não apresentarem retoques de regularização. Essas características têm dificultado a identificação dessa indústria em outras regiões, como já salientamos, pois poucos pesquisadores procuram ou reconhecem a mesma pelas razões já citadas. É que estão procurando por lascas e não reconhecem como artefatos esses objetos. No período seguinte, estamos no período mais quente: o Altitermal. O nível do mar sobe até maior de que o atual e, a umidade é oscilante. Começa em aproximadamente e vai até mais ou menos No Nordeste e Centro Oeste, há mudanças extremamente rápidas no clima e na vegetação. Lugares antes ocupados são abandonados e novos locais aproveitados, o que sugere uma migração da flora e fauna. A caça fica muito reduzida, aumenta a importância de frutos e há grande quantidade de moluscos terrestres. Grupos maiores usam abrigos durante mais tempo, embora a densidade demográfica total deva ficar ao mesmo nível do período anterior. A especialização local se inicia, tendo-se o começo dos sambaquis no litoral. Aumenta o uso de osso e de concha como matérias-primas na fabricação de implementos, e aparecem muitos sepultamentos. No Sul e no Centro-sul, há sítios grandes (até m 2 ) e pequenos, especialmente na margem entre a estepe semi-árido e os refúgios de matas. Os sítios estão nos flancos de elevações ou de terras aplainadas, localizados perto de fonte de 29

25 água (rios ou córregos). Os instrumentos mostram a utilização de recursos das matas juntamente com os dos campos. Na região do Médio Tietê ainda não encontramos sítios primários (deposição original) desse período, apenas os depósitos resultantes da remobilização de detritos do período anterior, indicando uma fase de erosão agressiva, datada de a anos atrás. Aproveitamento e a tradição Ipeúna Devemos mencionar ainda mais um fato relacionado, ignorado pela maioria dos colegas: as culturas às quais chamamos de Tradição Ipeúna, Fase Monjolo Velho. Ninguém mais tem se reportado às manifestações culturais semelhantes, embora as tenhamos visto nas regiões de Conchas-Tietê, Parapuã-Ocauçu e Marília-Tupã. Retomamos aqui a indagação de Alan Bryan ao ver o depósito de Tira Chapéu I: Onde estão as lascas? De fato, as lascas são poucas, pois a ênfase está em outras tecnologias, notadamente no aproveitamento de formas naturais, mas com retoques, lasqueamento bipolar para fender seixos e espatifamento para produzir estilhaços. Muitos não reconhecem esse material como sendo artefatual, negligenciando-o, inclusive no campo. O melhor lugar para procurar esses fenômenos está nos paleopavimentos de cascalho miúdo. Solange Caldarelli (1983) refere-se à Tradição Ipeúna como tendo uma base tecnológica calcada na técnica que chamamos de aproveitamento, descrita pela pesquisadora quando cita os nossos trabalhos. Por outro lado, ela não percebe que alguns componentes da referida tradição, tais como Tira Chapéu II (ver figuras 10 e 11) e São Lourenço I (figura 12), apresentam mais espatifamento de que aproveitamento. Ela também chama atenção às nossas fotos de artefatos na base de aproveitamento e comenta que, A meu ver, elas podem perfeitamente ser produtos de ação natural, não havendo nada que permita caracterizá-las como produto de ação intencional. No caso dos utensílios a posteriori, baseei-me em peças provenientes de sítios arqueológicos em que as evidências de lascamento intencional eram concretas. Ora, muitos dos sítios arqueológicos descritos pelo autor [Areião I, São Lourenço I, Paraíso I e II, João Pinto I, Laboratório I, Tira Chapéu I e II, Monjolo Velho, Bairro do Cabeça I, Tamandupá I, Nauti Clube I e II, Tietê, Santa Rosa I, Poço Fundo I, Pau d Alho I, e Horto do Paulista] foram definidos em função exclusiva dessa pseudo-indústria (Caldarelli 1983: 306-7). 30

26 Em seguida, a autora ressalta que toda a nossa sequência teria de ser rejeitada ou, no mínimo, encarada com muitas reservas. Numa nota de rodapé, ela declara que, juntamente com Tixier, teria reanalisado em conjunto estes dados em 1972, tendo chegando à mesma conclusão. Figura 10: Artefatos de Tira Chapéu II (SP). Comprimento de A : 3,7 cm.; Bordo ativo de K = 1,2 cm; N tem 2,4 cm de largura e bordo ativo de 1,1 cm. 31

27 Figura 11: Artefatos de Tira Chapéu I e II (SP). A: Fragmento com retoques marginais (Uso); B: Plaqueta com retoques marginais; largura 4,8 cm. 32

28 Figura 12: Artefatos com base de Aproveitamento : A-D: Nódulos retocados; E: Seixo com retoques marginais; F: Plaqueta rolada até se formar em seixo, com retoques marginais; G-H: Bolas (Núcleos Poliédricos). Queremos deixar claro que não estamos querendo menosprezar o trabalho da Dra. Solange Caldarelli, só porque estamos em desacordo sobre certos pontos. A construção de uma ciência saudável e sólida começa com a dúvida, e exige a discussão aberta e pública. Caldarelli é quase a única a fazer isto em relação a algum aspecto do nosso trabalho (Astôlfo Araújo também expressou algumas restrições dignas de consideração mas sobre outro assunto), e queremos saudar a sua iniciativa, à qual deveríamos ter respondido há muito tempo. Só ficamos adiando, no entanto, porque 33

29 estivemos longe de Rio Claro, SP, e do material em questão, além de envolvidos com outros tipos de problemas. Durante esse período, não nos sentimos muito à vontade para discutir um assunto com o qual não estávamos mais trabalhando correntemente nem tínhamos um acervo de laboratório a consultar. Mas, desde que a ciência progride pela dúvida e pela discussão, melhor tarde do que nunca. A retomada de interesse no nosso trabalho exige que não se adiasse mais. Duvidamos que a Dra. Caldarelli tenha levado algum material de Monjolo Velho, Tira Chapéu II (neste, predominando o espatifamento) etc. para Paris, devendo ela estar, portanto, se baseando nas nossas fotos. Entendemos agora que a fotografia é inadequada para mostrar os detalhes da formação dessas peças para produzir bicos, goivas e retificar gumes, como também para revelar os sinais de uso-desgaste. Existem lascas nesses ajuntamentos, mesmo se numa proporção pequena em relação aos produtos das outras técnicas, e foram estas, por serem menos conhecidas, que queríamos enfatizar nas fotos. Realmente, deveríamos ter usado desenhos em vez de fotos, o que passamos a fazer depois. As reportagens sobre Poço Fundo I e São Lourenço I são ilustradas com desenhos, o mesmo procedimento que adotamos neste trabalho, inclusive para Tira Chapéu II. Resumindo, esses componentes apresentam um quadro tecnológico variável, no qual figura um conjunto chamado de aproveitamento que envolve a utilização expediente de formas naturais oferecidas pela natureza, técnicas bipolares para fender seixos de quartzo para obter gumes cortantes abertos na margem de superfícies planas, além dos gomos considerados típicos da técnica bipolar ou outras técnicas de lasqueamento que visam ao colapso intencional da estrutura interna da pedra para produzir lascas, fragmentos e estilhaços cortantes, normalmente com gumes cortantes abertos, e quantidades estatisticamente pouco expressivas de lascas de percussão direta controlada. Ressaltamos que encaramos os implementos individuais do ponto de vista do artesão, procurando um gume cortante e uma maneira de assentar o instrumento na mão (ou encabado) para se usar. Olhamos para o gume, para evidências não aleatórias de modificação, seja intencional seja pelo uso, e olhamos o ajuntamento em termos de probabilidades de a natureza fazer igual ao conjunto num só lugar. Não estamos olhando para a forma do instrumento para inseri-lo numa tipologia formal já convencionada na 34

30 Europa, na África ou em qualquer lugar. Estamos olhando para a sua utilidade prática, como também fizeram os nossos informantes Xetás. Observem-se, por exemplo, os artefatos das figuras 10 (K e L), 11(b) e 12, que não podem ser artefatos porque a sua base ( suporte na terminologia da nossa autora) não é nem lasca nem núcleo, são nódulos, plaquetas e seixos com retoques marginais. Mas isso é o que chamamos de aproveitamento de formas naturais. Então, por extensão, os componentes contendo as outras peças que estavam com estes são descartados porque o seu conteúdo também não pode ser de artefatos, porque estavam juntos com peças feitas na base de aproveitamento. Assim, descartam-se dezenas de componentes porque, por definição, não podem conter artefatos. Essa conclusão parecenos bastante radical, embora possa representar menos trabalho para arqueólogos muitos componentes não precisam ser analisados porque, por definição, não têm artefatos. Em relação aos artefatos na base de seixinhos fendidos da Tradição Ipeúna, uma vez os geomorfólogos M. Penteado e J.J. Bigarella nos levaram para a Serra dos Padres, onde nos mostraram uma cascalheira desse material num depósito datando do Pliocênio. Os seixinhos eram idênticos aos que afloram na velha superfície interplanáltica de Rio Claro, como também nos redepositados em paleopavimentos, com muitos já modificados pelo homem, como os de Monjolo Velho e outros. Tiramos muitos exemplos, procurando ver se havia alguns parecidos com artefatos, mas não houve um sequer com retoques, e raríssimos exemplos fendidos naturalmente, em contraste aos muitos fendidos e retocados em sítios como Monjolo Velho. Se os seixinhos da cascalheira da Serra dos Padres (SP) fossem iguais aos dos componentes por nós estudados, seria a prova de que não eram modificados pelo homem. Mas não era o caso. Realmente, há uma diferença muito grande no conjunto. Espatifamento de novo - atividade industrial e parcimônia Comentando o nosso conceito de Espatifamento, Caldarelli declara que, [...] da minha parte, considero bastante improvável que um artesão pré-histórico tenha recorrido a um método tão pouco eficaz (Espatifamento) quanto ao controle dos resultados de seu emprego para produzir instrumentos brutos utilizáveis ou suportes para confecção dos seus artefatos (Caldarelli, 1983: 309). 35

31 Os nossos informantes Xetás, Kwem e Nheengo, não são pré-históricos, mas acho significante o fato de que favoreceram a Percussão Espatifada para produzir fragmentos e lascas com ângulos de corte de 85º a 95º. Isso porque são comprovadamente melhores para o trabalho de madeira e chifre, o que é muito mais difícil fazer com os produtos de lasqueamento por percussão direta controlada, já estes ficam com gumes bem mais cortantes, mas, em troca, mais quebradiços. Mais ainda, fizeram uso também da técnica bloco-sobre-bloco, cuja descrição foi feita originalmente, se a memória não me falha, por F. Bordes, mas também foi descrita por Don Crabtree. Os citados Xetás não tinham nenhum conceito de núcleo ou lasca ou do seu contraste. Não procuraram nada mais e nada menos do que objetos cortantes eficientes para os seus fins do momento. Satisfeita esta necessidade, perderam o interesse no objeto e o descartaram. Eles sequer têm termo para lascar, falando apenas em quebrar pedra. Não acreditamos que o homem pré-histórico estava procurando fazer instrumentos cada vez mais formalizados, elegantes e bonitos para impressionar arqueólogos do seu futuro. Acreditamos que estavam procurando meios efetivos e parcimoniosos de produzir bordos cortantes mais adequados para os seus fins, para trabalhar com o máximo de eficiência e mínimo de desperdício energético. Para quem precisa de bordos cortantes abertos e resistentes, encontraram a solução efetiva no espatifamento. Assim, isto não é uma técnica primitiva em relação à percussão direta controlada, e sim uma técnica eficaz para solucionar certo tipo de problema. O problema está no olho do observador científico moderno. Se você começa com a tradição arqueológica evolucionista da Europa, que olha em primeiro plano para a forma global do instrumento, pode funcionar para a Europa mas nem sempre para nossa realidade. De fato, a maior parte dos artefatos em ajuntamentos arqueológicos aqui consiste em instrumentos expedientes, facilmente feitos e facilmente descartados. Isso resolve o problema energético com o mínimo de entropia. Porém, a maioria dos arqueólogos presta pouca ou nenhuma atenção ao que consideram ser lascas retocadas ou lascas utilizadas, muito menos ao que, sequer, são lascas ( aproveitamento ). 36

32 E o que significa aquela minoria das peças arqueológicas, as que Binford costuma chamar de curacionadas, com muito maior investimento de tempo e energia? Depois, vão ter de ser carregadas, de um lugar para outro, pelos seus fabricantes, porque estes não vão querer jogar fora tanto investimento de trabalho nas mudanças. Vão ter de, literalmente, carregar pedra. Isso é irracional. No entanto, certo número de tais instrumentos realmente foi produzido e constitui objetos de discussão da maior parte das reportagens arqueológicas. Do ponto de vista energético, insistimos que tal comportamento irracional para trabalhos do dia a dia ou de subsistência só se torna racional quando há razões sociais que o justificam (marca de prestígio para um mestre artesão ou mestre caçador) ou religiosas (instrumentos enterrados com pessoas de prestígios por serem eles mestres). Em certos casos, pode até ser privilégio apenas dos mestres de terem tais instrumentos elegantes, como no caso da cultura Old Copper da pré-história do Centro-Oeste americano, na qual instrumentos de cobre foram marca social privilegiada apenas para os mestres, numa sociedade não estratificada, mas hierarquizada. Embora isso seja especulação, tem de haver alguma razão racional para um comportamento estatisticamente excepcional e energeticamente irracional. Lasqueamento controlado; observações, nem sempre A nossa colega menciona ainda as nossas declarações sobre o lasqueamento por percussão direta com percussor duro. As nossas advertências sobre o que pode acontecer se se bater longe da margem da plataforma decorrem de evidências experimentais. Há, sem dúvida, um jogo complexo de peso e dureza do percussor, força e ângulo do golpe, ângulo da face externa da plataforma, preparo ou não desta, presença ou não de aresta guia, etc. Temos um conjunto de percussores de dureza e pesos distintos e, nas experiências, esses fatores entram nas fichas para servir de controles. Mas continuamos a insistir que, com o mesmo percussor, um golpe leve no meio do núcleo dificilmente irá produzir uma lasca de forma previsível, e um golpe forte pode prejudicar a estrutura da pedra: o que chamamos de lasqueamento espatifado. As técnicas de percussão direta com percussor mole e com percussão indireta produzem lascas fáceis de identificar (falando estatisticamente, sempre há um ou outro caso excepcional), pois os bulbos são largos e rasos e, frequentemente, uma lasca 37

33 desprende da face externa frente ao ponto de impacto, deixando a plataforma em forma de U com uma ou duas asas. Além do mais, há uma fina cornija na face interna da lasca, mais facilmente identificada pelo tato de que pela vista. Lascas tiradas pela técnica indireta são quase que idênticas, mas, normalmente, o artesão esfrega a margem da plataforma com o percussor ou outra pedra para produzir uma área em que a fricção das escamas negativas diminui a probabilidade de o punção escorregar durante a operação. Essa plataforma facetada pode ser reconhecida e, pelo que se sabe, não tem outra utilidade. Portanto, não entendemos por que a nossa colega acha tão arriscado tentar identificar a origem de tais lascas. Melhor identificar 80% ou 90% do que nenhuma delas, só por medo de errar em uma ou outra instância. O fato experimental, citado por Caldarelli, de que se pode replicar uma ponta Folsom por mais de uma técnica, não implica, a nosso ver, que devemos parar de tentar fazer experiências e interpretar artefatos pré-históricos só porque algum artesão experimental muito habilidoso possa aprender a dominar diversas técnicas. Não dominamos a técnica de lasqueamento por pressão, e ficamos muito admirados de ver as coisas belas feitas por Crabtree e por Flenniken. Mas, por outro lado, não desistimos de experimentar e tentar interpretar só por causa disso. O QUE UM NOVO OLHAR TECNOLÓGICO PODE SUGERIR SOBRE AS INDÚSTRIAS LÍTICAS DO BRASIL No período que segue o Altitermal, o clima está mudando na direção do aumento da vegetação, do crescimento e do avanço das matas, diminuindo os campos e, portanto, as áreas de maior produção de animais. Aqui, realmente, verificamos um período de especialização nos diferentes ambientes, com o aparecimento de uma pluralidade de culturas locais ou regionais. Temos uma relativa estabilidade de recursos renováveis, espetacularmente no litoral sul e no Centro-sul. Aparece a pesca no interior, com químicos (timbó) e talvez redes. Há uma diminuição absoluta dos recursos utilizados nos períodos anteriores, no interior. De uma extremidade a outra (do Rio de Janeiro e de Minas Gerais até o Piauí) tem-se a impressão de que estamos com tradições culturais derivadas de uma única matriz, básica do Nordeste, até o norte ou parte central de Minas (chamada Tradição Itaparica, pelos arqueólogos), a mesma região sendo a habitada por povos de língua 38

34 Macro-Jê até recentemente. Tecnologicamente, existem semelhanças entre Humaitá (e Altoparanaense) e Itaparica. A Tradição Umbu No Sul e no Centro-sul temos basicamente três adaptações distintas. Nos limites entre os campos e a floresta de araucárias, temos a Tradição Umbu que é descendente da adaptação de caçadores do período anterior. Ainda temos maior ênfase, evidentemente, na caça, às vezes com muitas pontas de projétil, que foram datadas a partir de anos atrás, no Rio Uruguai. Os acampamentos estão em abrigos e sítios abertos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, e no sul do Rio Grande do Sul, localizados em pequenos aterros ( cerritos ). Estão localizados perto de rios e córregos, às vezes de lagoas. Embora fiquem na zona de contato entre campo e mato, perto de fontes de pedras criptocristalinas (calcedônia, sílex) e raramente penetram na floresta fechada. Em certas épocas, mudaram para os locais de produção de peixes e moluscos, levando até mesmo produtos do mar para o interior. Aproveitaram também coquinhos e pinhão. Com cada mudança de estação, mudaram de acampamento, para aproveitar melhor o que houve de maior produção naquela estação. Fundamentalmente é uma adaptação aos campos, com ênfase na caça. A indústria lítica (ver figura 13) caracteriza-se principalmente por lascas cuidadosamente retocadas, podendo esses retoques envolver toda uma face ou até as duas faces, numa tecnologia que o arqueólogo André Prous afirma lembrar a tecnologia do talhe dos Solutreanos e Clovis. As cicatrizes das lascas debitadas das faces dos instrumentos são normalmente rasas, sem terminar em formas de dobradiça ou degrau, e feitas por percussor mole ou por pressão. As lascas retiradas da face externa do implemento terminam em forma de pena, e as arestas não são proeminentes. A quantidade de pontas de projétil é muito variada de local para local e as formas das pontas e dos outros instrumentos também com grandes diferenças regionais e locais, sugerindo um longo período para a formação de adaptações especializadas locais ou regionais. Em vez de pinturas rupestres, como nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, aqui aparecem petróglifos, ou inscrições gravadas na rocha. 39

35 Quando a cerâmica chega a ser adicionada a essa tradição, os arqueólogos a chamam de Tradição Vieira e, frequentemente se encontra associada aos cerritos. Nessa feição, está associada aos povos do grupo Minuano, evidentemente da família de línguas Macro-Jê. Sítios ostentando material da Tradição Umbu também se encontram no Paraná e em São Paulo em regiões abertas, tais como os Campos Novos onde, historicamente, habitavam os Otis, um povo extinto e pouco conhecido, dedicado à caça. Tivemos a oportunidade de conhecer pessoalmente a última sobrevivente oti no Posto da FUNAI em Braúna, mais um mestiço kaingáng-oti no posto Vanuire, em Tupã (SP), ambos criados como kaingángs. Surpreendentemente, os dois eram de cor escura igual à dos aimarás, do Planalto Boliviano e, praticamente, inexistente no resto do Continente em tempos pré-cabralianos. Engenheiros e operários da construção da ferrovia Noroeste do Brasil coletaram artefatos otis, inclusive flechas, as quais foram publicadas em fotografias. Seria interessante tentar localizar essas flechas (nos labirintos e porões do Museu Paulista!) e, também, os sítios arqueológicos nos Campos Novos que foram paradeiros conhecidos dos Otis. 40

36 Figura 13: Artefatos da Tradição Umbu, Paraná. (Segundo Prous 1991, Fig. 22) A Tradição Humaitá Nas florestas densas dos rios Paraná, do Uruguai e do Jacuí, temos as mais antigas evidências da Tradição Humaitá. Uma data antiga para essa tradição é de anos atrás, no estado de Santa Catarina. A tecnologia desta Tradição freqüentemente envolve instrumentos morfologicamente grossas tiradas de lascas e blocos grossos e angulares produzidos 41

37 pelo espatifamento e pelo lasqueamento espatifado (ver figura 14). Freqüentemente, as lascas debitadas da face externa são grandes, grossas e discoidais ou ovais, como já notamos, indicando o talhe por percussão direta com percussor duro. Essas lascas grossas de formação da peça, parcialmente atravessando a face externa da peça, podem terminar em fraturas com forma de degrau ou de dobradiça, indicando um golpe forte e ou de ângulo abrupto (lasqueamento espatifado). As arestas entre as cicatrizes são fortes. Observamos fenômenos semelhantes em instrumentos da Tradição Itaparica oriundos de sítios em Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Pernambuco. 42

38 Figura 14: Artefatos da Cultura Altoparanaense, Tradição Humaitá, SC. (Segundo Prous 1991, Figura 23) Essa indústria ou Tradição Humaitá encontra-se nas florestas subtropicais com araucária, onde também há casas subterrâneas, e nas florestas atlânticas da região litorânea. Aqui, a ênfase é de caça miúda e muita coleta de produtos vegetais. Aparecem bifaces, lesmas, instrumentos para trabalhar madeira, e muitas lascas, retocadas ou não. Há moradias nos vales cobertos de floresta, de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina, 43

39 o Planalto Sul-rio-grandense, de Missiónes (Argentina - a Cultura Altoparanaense - ver figura 14) e do sudoeste do Paraguai. Na mesma região, posteriormente, aparecem as tradições cerâmicas de Taquara (RS e SC) e Casa de Pedra Itararé (SC, PR e SP), as quais, por sua vez, associam-se aos povos históricos Kaingáng e Xokleng, ambos falantes de línguas Macro-Jê. A Tradição Itaparica Encontra-se material da Tradição Itaparica nos territórios do Nordeste até Goiás e Minas Gerais. No Vale do São Francisco, há datas a partir de anos atrás, com datas seguras de 7000 a 6000 anos. Os instrumentos líticos (ver figura 15) considerados diagnósticos incluem principalmente, lesmas de sílex, de arenito silicificado e de calcedônia, raspadores circulares, semicirculares, laterais e na forma de leque, alguns finamente retocados por pressão... Aparecem algumas lâminas... Nos períodos mais recentes da tradição, em torno de 4000 anos BP, aparecem algumas tentativas de elaboração de pontas com pedúnculo, ainda unifaciais... Os restos alimentares coletados nos abrigos goianos e nos do vale do São Francisco se apresentam como refúgio de caçadores-pescadores-coletores generalizados, consumidores de micro-fauna, gastrópodes e peixes (Martin, 1997: 174). Os instrumentos que examinamos têm a sua formação feita pela retirada de lascas largas e grossas, frequentemente terminando em fraturas das formas dobradiça e degrau, facilmente detectadas pelo tato. André Prous não considera muito útil para fins de classificação descritiva a categoria ou Tradição Itaparica, por ser extensiva demais e, portanto, generalizada demais. Do nosso ponto de vista, a categoria é útil porque enfatiza um substrato tecnológico em comum em toda a área habitada por povos de língua jê ou macro-gê, o que é também a região das cerâmicas pardas alisadas, em vez de pintadas ou texturizadas, e do complexo agrícola de produtos semeados, em contraste ao de plantar clones (maniva), mais característico dos amazonenses. Também no fim deste período, aparecem (em Minas Gerais) exemplos de milho antigo e moderno (em conjunto) em abrigos-sob-rocha, locais onde também se observa muita vegetação do tipo voluntário ou autodomesticado, como tomate silvestre, do tamanho de uma cereja. 44

40 Aliás, outras evidências interessantes são oferecidas pela grande quantidade de pinturas rupestres existentes do Nordeste e no Centro-oeste (onde também se falava línguas dos grupos Jê e Macro-Jê), incluindo representações de cerimônias de figuras humanas, mascaradas ou com cocares ou não, dançando em volta de uma árvore, ou em volta de uma mulher deitada, dentro ou fora de uma choça, cerimônias as quais lembram rituais continuados até hoje por fulniô, pataxó (árvore), caiapó e xavante (mulher com ou sem choça) até hoje; todos sendo povos classificados como falantes de línguas Macro-Jê. Figura 15: Artefatos da Tradição Itaparica, de Rio Grande do Norte. (segundo Martin 1997, Fig. 33) 45

41 O Médio Tietê Na região do Médio Tietê, mais conhecido em sítios perto de Rio Claro (SP), uma adaptação semelhante também ocorre num contexto geográfico-ecológico semelhante, a qual Prous quer jogar mais para o lado da Tradição Umbu por causa, talvez, das pontas de projétil. Para nós, a tecnologia mais lembra Humaitá de que Umbu, e as pontas de projétil entram tardiamente na sequência. Não nos sentimos inteiramente tranquilos com a classificação desse material como sendo Humaitá nem, muito menos, Umbu, embora ele ostente mais semelhanças com a primeira (especialmente na fase Serra d'água, incluindo Santa Rosa, com ênfase numa indústria lítica em sílex preto - ver figura 15), de que com a segunda. Nessa fase, também encontramos uma pequena continuação de artefatos que lembram a Tradição Ipeúna, na forma de instrumentos miniaturizados, agulhas, e objetos na base de nódulos e fragmentos, em vez de lascas propriamente ditas. B Figura 15: A - Biface em forma de Folha de Santa Rosa (SP, 15,6 cm), de estilo Humaitá; e B - Lesma de estilo Humaitá, Santa Rosa (SP, 11 cm). Na fase subseqüente, a Santo Antônio (figura 16), essas características que lembram Humaitá diminuem até desaparecerem, como também os artefatos com formas 46

42 definidas, e a indústria dá ênfase maior a variedades de jaspe variegado em vez de sílex preto. Em seguida (fases Marchiori e Pitanga) as pontas de projétil ficam mais comuns, artefatos na base de lascas expedientes praticamente excluem os de forma definida, desaparecem formas como lesmas; e, além disso,uma grande variedade de pedras é talhada com uma multiplicidade de técnicas. No fim da seqüência, entram as pontas de seção transversal cilíndrico com os lados serrilhados, e, a grande variedade de matériasprimas passa a incluir arenito silicificado, além das anteriores. De resto, são artefatos na base de lascas expedientes. O próprio Prous (1991) comentou que quanto mais se vai na direção norte, mais difícil fica de classificar os acervos nessas categorias (Umbu / Humaitá). A nosso ver, os problemas principais são: uma ênfase desproporcional nas pontas de projétil e de certos instrumentos formalmente chamativos (mesmo estes constituindo uma proporção minúscula dos acervos arqueológicos em questão); uma falta de análises tecnológicas aprofundadas; e, ainda, de estudos dos padrões de retoques em instrumentos descartáveis. Isto nos daria mais informação sobre o domínio das tecnologias e sobre as atividades desempenhadas usando instrumentos cortantes de pedra. Uma definição tecnológica das Tradições Umbu, Humaitá e Itaparica poderia esclarecer muita coisa nesse sentido. 47

43 Figura 16: Forma que lembra Humaitá, mas com tecnologia comparável também a Umbu: Sítio Santo Antônio, SP. Mais recentemente alguns arqueólogos, incluindo o paranaense Igor Chmyz, estão querendo dividir as culturas com pontas de projétil em duas classes gerais, uma ostentando pontas com maior freqüência e mais ligada a regiões mais ao sul (Uruguai, Argentina), embora também presentes no Brasil; e, outra, com pontas menos frequentes e mais especificamente distribuída no Brasil. Embora essa classificação pareça fazer sentido, a única maneira de documentar em definitivo tal hipótese seria aquela que acabamos de recomendar. COMO A BASE TECNOLÓGICA PODE FORNECER OUTRAS INFORMAÇÕES Para mostrar outro exemplo de que se pode fazer com esse tipo de informações, dados quantificados sobre a tecnologia lítica de uma amostra inteira de um componente, oferecemos o seguinte: 48

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