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Transcrição

1 3217,)Ë&,$81,9(56,'$'(&$7Ï/,&$'(0,1$6*(5$,6 )$&8/'$'(0,1(,5$'(',5(,72 52%(57$'(628=$3,172 75$%$/+27(0325È5,2 8PDFRQWULEXLomRSDUDDFRPSUHHQVmRGRVGLUHLWRVGR WUDEDOKDGRUGLDQWHGRSDUDGLJPDGDIOH[LELOL]DomR Belo Horizonte 2003

2 2 3217,)Ë&,$81,9(56,'$'(&$7Ï/,&$'(0,1$6*(5$,6 )$&8/'$'(0,1(,5$'(',5(,72 52%(57$'(628=$3,172 75$%$/+27(0325È5,2 8PDFRQWULEXLomRSDUDDFRPSUHHQVmRGRVGLUHLWRVGR WUDEDOKDGRUGLDQWHGRSDUDGLJPDGDIOH[LELOL]DomR Monografia apresentada ao Curso de Direito da Faculdade Mineira de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Direito Área de concentração: Direito do Trabalho Orientador: Prof. Dr. Márcio Túlio Viana Belo Horizonte 2003

3 3 %$1&$(;$0,1$'25$ Prof. Márcio Túlio Viana. Prof. César Augusto de Castro Fiuza Prof.(a) Isabelle Siqueira Maksud Belo Horizonte 23/01/2003.

4 4 '(',&$7Ï5,$ Ao orientador e professor Márcio Túlio Viana por acolher-me como orientanda, recebendo-me sempre de forma carinhosa e amiga. Por expandir meus conhecimentos e me incentivar a alcançar novos objetivos. Por ensinar-me a crescer com sua sabedoria e simplicidade. À professora e amiga Gabriela Neves Delgado por ajudar a traçar os caminhos que levaram a este trabalho, incentivando-me a percorrê-lo para alcançar o sucesso. Por ajudar na escolha do tema de grande importância para todos os trabalhadores.

5 5 $*5$'(&,0(1726 Agradeço a todas as pessoas que colaboraram para a realização deste trabalho. Àqueles que, de forma direta ou indireta, contribuíram para minha formação jurídica. Em especial, aos mestres da área trabalhista, que despertaram em mim a paixão pelo Direito do Trabalho.

6 6 5(6802 A monografia tem como núcleo central de análise a temática da terceirização temporária com enfoque nos princípios da proteção e da continuidade da relação de emprego. Serão apreciados os problemas enfrentados pelo trabalhador temporário diante da flexibilização das normas trabalhistas. Os mecanismos de retificação do trabalho serão demonstrados com a finalidade de compatibilizar o fenômeno da terceirização com caráter teleológico do Direito do Trabalho.

7 7 $%675$&7 This dissertation has as its central nucleus the analysis of the manpower temporary outsourcing policy made in light of the principles of protection and preservation of the employer/employee relationship and focused mainly on the problems caused to temporarily outsourced workers due to the flexibilization of the Labour Law provisions governing the matter. Demonstration of work condition restoration mechanisms to ensure the compatibilization of the labour outsourcing phenomenon with the ultimate goals of the Labour Law.

8 8 680È5,2,±,1752'8d ,,35,1&Ë3,26%$6,/$5(6'2',5(,72'275$%$/ ,1&Ë3,2'$3527(d 2$275$%$/+$' ,1&Ë3,2'$&217,18,'$'('$5(/$d 2'((035(* ,1&Ë3,2618&/($5(6'2',5(,72'275$%$/ ,,,±7(5&(,5,=$d ±&21&(, ±9$17$*(16('(69$17$*(16'$7(5&(,5,=$d ±7,326'(7(5&(,5,=$d ±(92/8d 2+,67Ï5,&$(/(*,6/$7,9$...19 ±7(5&(,5,=$d 2/Ë&,7$(,/Ë&,7$...21,9±75$%$/+27(0325È5, ±&21&(, ±(92/8d 2+,67Ï5,&$(/(*,6/$7,9$ ,3Ï7(6(6'(3$&78$d ±)250$/,'$'(6(35$= ±',5(,726'$&$7(*25,$7(0325È5,$...35 ±6$/È5,2(48,7$7, ±0(&$1,60263$5$5(7,),&$d 2'275$%$/

9 9 9 ± 2 75$%$/+2 7(0325È5,2 &202 )250$ '( )/(;,%,/,=$d 2 '$6 5(/$d (6'(75$%$/ , ± 2 75$%$/+2 7(0325È5,2 &202 )250$ '( )/(;,%,/,=$&$2 ( 2 35,1&Ë3,2 '$ 3527(d 2 ( '$ &217,18,'$'( '$ 5(/$d 2 '( (035(* ,,±&21&/ ,,,±5()(5Ç1&,$6%,%/,2*5È),&$6...60

10 10 CC Código Civil /,67$'($%5(9,$785$6(6,*/$6 CF Constituição Federal CLT Consolidação das Leis do Trabalho CTPS Carteira de Trabalho e Previdência Social FGTS Fundo de Garantia do Tempo de Serviço IN Instrução Normativa TST Tribunal Superior do Trabalho

11 11 $VVLPFRPRSHQVDVDVVLPDQGDVDVVLPFDPLQKDV $VVLPFRPRDPDVDVVLPDWUDLV 7XHVWiVKRMHRQGHRVWHXVSHQVDPHQWRVWHOHYDUHP 6HMD TXDO IRU R WHX DPELHQWH DWXDO FDLUiV SHUPDQHFHUiV RX WH HUJXHUiV FRP WHX SHQVDPHQWRFRPWXDYLVmRFRPWHXLGHDOHWHWRUQDUiVWmRSHTXHQRTXDQWRRGHVHMR TXHWHFRQWURODRXWHWRUQDUiVHQWmRWmRJUDQGHTXDQWRDDVSLUDomRTXHWHGRPLQD (-DPHV$OOHQ)

12 12,±,1752'8d 2 A presente monografia tem como objetivo primordial analisar a problemática do Trabalho Temporário frente aos princípios nucleares do Direito do Trabalho, em especial o princípio da proteção e o princípio da continuidade da relação de emprego. O Trabalho Temporário, regulado pela Lei nº 6019/74, será analisado à luz da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) na realidade brasileira contemporânea. Será analisada a evolução histórica e legislativa da terceirização de serviços, também chamada terceirização para dentro da empresa. Além do mais, será objeto dessa dissertação a definição do trabalho temporário, sua legislação específica (Lei nº 6.019/74), caracterização, hipóteses de pactuação, formalidades, prazos, direitos da categoria temporária como, por exemplo, o salário eqüitativo. Os aspectos e discussões concernentes à problemática da terceirização das chamadas atividades-meio e atividades-fim serão apresentadas de maneira objetiva. Será tratado, comparativamente, sob o aspecto jurídico-trabalhista, a perspectiva do trabalho temporário no que concerne aos obreiros e aos tomadores de serviço. Por fim, serão demonstrados mecanismos para retificação do trabalho temporário em favor da concretização dos princípios da proteção e da continuidade da relação de emprego. Será demonstrado, também, em que medida a legislação brasileira (Constituição Federal, CLT e Lei nº 6109/74) protege os trabalhadores da flexibilização do trabalho no que concerne ao trabalho temporário.

13 13 Essa pesquisa procurou contribuir para que os trabalhadores possam melhor compreender as regras jurídicas pertinentes à terceirização dos serviços, ampliando a cidadania e o acesso à justiça para todos.

14 14,,35,1&Ë3,26%$6,/$5(6'2',5(,72'275$%$/+2 ±35,1&Ë3,2'$3527(d 2$275$%$/+$'25 Antes de conceituar os princípios basilares do Direito do Trabalho é importante ressaltar a importância dos princípios para todo e qualquer ramo jurídico. Em geral os princípios do Direito possuem tríplice função. A primeira é a função informadora, onde o legislador utiliza-se dos princípios para sustentar o ordenamento jurídico. A função normativa constitui a inclusão desses princípios como fonte supletiva de qualquer ramo jurídico. Por fim, demonstra-se a função interpretadora que orienta o juiz ou intérprete na aplicação da lei. 1 O princípio da igualdade constitui o cerne de todo o ordenamento jurídico. Ele está presente no FDSXW do artigo 5º da Constituição Federal. E é por estar inserido na Carta Maior, que esse princípio fundamental é acolhido por todos os ramos do ordenamento jurídico. Apesar do respeito ao princípio da igualdade, o legislador trabalhista teve grande preocupação em estabelecer maior amparo a uma das partes da relação e por isso objetivou a proteção do trabalhador. Mas, não se pode dizer que com essa proteção o legislador estaria violando o princípio da igualdade. Isso porque a aparente desigualdade tem por finalidade igualar as partes na relação jurídico-trabalhista. 1 Nesse sentido, Américo Plá Rodriguez (1978) faz menção a Frederico de Castro (1949) que diz que os princípios de direito cumprem tríplice missão: a) informadora: inspiram o legislador, servindo de fundamento para o ordenamento jurídico; b) normativa: atuam como fonte supletiva, no caso de ausência de lei. São meios de integração de direito, e c) interpretadora: operam como critério orientador do juiz ou do intérprete.

15 15 Nas relações trabalhistas percebe-se facilmente a desigualdade entre as partes, especialmente aquela de cunho econômico. O empregador possui o poder de dirigir o seu empreendimento e, não se pode negar que, em tempos de altos níveis de desemprego, o empregado não sinta medo de perder seu emprego. Assim, como poderia o direito tratar igualmente aqueles que flagrantemente são desiguais? Foi justamente com a finalidade de igualar os desiguais que surgiu o princípio da proteção ao trabalhador no âmbito do Direito do Trabalho. Ademais, o Direito do Trabalho sempre procurou proteger a parte hipossuficiente da relação de emprego, sendo que sua função primordial é finalística ou teleológica como ensina Maurício Godinho Delgado: [...] o ramo juslaboral destaca-se exatamente por levar a certo clímax esse FDUiWHU WHOHROyJLFR que caracteriza o fenômeno do Direito. De fato, o ramo justrabalhista incorpora, no conjunto de seus princípios, regras e institutos, um valor finalístico essencial, que marca a direção de todo o sistema jurídico que compõe 2. Esse valor finalístico, afirmado pelo doutrinador, é que caracteriza a busca pela melhoria das condições de pactuação da força de trabalho dos obreiros em relação a seus empregadores. O surgimento do princípio da proteção ou tutelar na seara trabalhista ocorreu na época do Estado de Bem Estar Social. Foi durante esse período, também, que o Direito do Trabalho surgiu como ramo específico, autônomo e especializado, conforme relata Maurício Godinho Delgado. 3 2 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 2ed. São Paulo: LTr, p.60. 3,GHPLELGHP.

16 16 O princípio da proteção é o reflexo do princípio da igualdade preconizado no âmbito do direito comum. No ramo justrabalhista deve existir uma harmonização das regras jurídicas em favor do empregado, visando a proteção do hipossuficiente. Nos dizeres de Cássio Barros Mesquita R QDVFLPHQWR GR SULQFtSLR SURWHWRU GR HPSUHJDGR QXPD WHQWDWLYD GH FRPSHQVDU R GHVHTXLOtEULR HFRQ{PLFR HQWUH HPSUHJDGR H HPSUHJDGRU H D VLWXDomR GH LQIHULRULGDGH HP TXH VH HQFRQWUD R HPSUHJDGRQDFHOHEUDomRGRFRQWUDWR 4. A conexão entre o princípio da igualdade e o princípio da proteção é facilmente observada quando se admite que o princípio tutelar busca trazer igualdade jurídica para os que possuem desigualdade econômica. Sobre o princípio da igualdade, Nelson Nery afirma que se deve dar tratamento isonômico às partes, entretanto GDU WUDWDPHQWR LVRQ{PLFR jv SDUWHV VLJQLILFD WUDWDU LJXDOPHQWH RV LJXDLV H GHVLJXDOPHQWH RV GHVLJXDLV QD H[DWD PHGLGD GH VXDV GHVLJXDOGDGHV Destarte, pode-se afirmar que a aplicação do princípio da proteção no âmbito do Direito do Trabalho, não reflete quebra da isonomia dos contratantes, mas traduz a perfeita aplicação da igualdade entre as partes frente a gritante desigualdade econômica existente entre o trabalhador e seu empregador. Nos dizeres de Américo Plá Rodriguez, maior estudioso dos princípios do Direito do Trabalho, o significado do princípio da proteção reporta-se a função teleológica do ramo justrabalhista, visto que esse princípio DRLQYpVGHLQVSLUDUVHQXPSURSyVLWRGH 4 MESQUITA, Cássio Barros. Os Princípios do Direito do Trabalho e Mercosul. In: SILVESTRE, Rita Maria; NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Os novos paradigmas do direito do trabalho. São Paulo: Saraiva, p JÚNIOR, Nelson Nery. Princípios de Processo Civil na Constituição Federal. 3ed. São Paulo: Revista do Tribunais, p.43.

17 17 LJXDOGDGH UHVSRQGH DR REMHWLYR GH HVWDEHOHFHU XP DPSDUR SUHIHUHQFLDO D XPD GDV SDUWHVRWUDEDOKDGRU 6. A doutrina é majoritária em admitir que o princípio da proteção fundamenta-se na função teleológica que emana do próprio Direito do Trabalho. Nesse sentido Maurício Godinho Delgado entende que R SULQFtSLR WXWHODU LQIOXL HP WRGRV RV VHJPHQWRV GR 'LUHLWR,QGLYLGXDO GR 7UDEDOKR LQIOXLQGR QD SUySULD SHUVSHFWLYDGHVVHUDPRDRFRQVWUXLUVHGHVHQYROYHUVHHDWXDUFRPRGLUHLWR 7. O princípio da proteção é inerente ao ramo trabalhista. Pode-se dizer, portanto, que todos os outros princípios basilares do Direito do Trabalho sofrem influência desse princípio. Segundo Américo Plá Rodriguez esse princípio possui três formas distintas, que são por ele influenciadas. O princípio da proteção engloba a regra do LQ GXELR SUR RSHUDULRa regra da norma mais favorável e a da condição mais benéfica. 8 Todavia, como esse princípio faz parte da estrutura do Direito do Trabalho, podese dizer que ele influência quase todos os princípios fundamentais desse ramo jurídico. Portanto, percebe-se que o princípio da proteção ao trabalhador objetiva estabelecer uma igualdade jurídica, preconizada pelo Direito Comum, entre os sujeitos do Direito do Trabalho: empregado e empregador. O objetivo desse princípio é proteger o hipossuficiente econômico, que em uma relação de trabalho será sempre o empregado. 6 RODRIGUEZ, Américo Plá. Princípios de Direito do Trabalho. 1ed. São Paulo: LTr, p DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. Op. Cit. p RODRIGUEZ, Américo Plá. Op. Cit p.42.

18 18 ±35,1&Ë3,2'$&217,18,'$'('$5(/$d 2'((035(*2 O princípio da continuidade da relação de emprego, assim como o princípio tutelar, constitui princípio nuclear do Direito do Trabalho. Américo Plá Rodriguez explica que HVWHSULQFtSLRH[SUHVVDDWHQGrQFLDDWXDOGR 'LUHLWRGR7UDEDOKRGHDWULEXLUjUHODomRGHHPSUHJRDPDLVDPSODGXUDomRVREWRGRV RVDVSHFWRV 9 Assim, sob o enfoque protetivo do Direito do Trabalho pode-se dizer que esse princípio deriva do princípio tutelar na medida em que visa atender a necessidade de segurança que tem o trabalhador frente a atroz desigualdade econômica existente entre ele e o empregador. Nesse sentido Rodrigues Pinto afirma que: Trata-se de evidente extensão do princípio da proteção do empregado, desde que no contrato individual de emprego está a fonte de sua subsistência pessoal e familiar, e na retribuição do trabalho, obrigação fundamental do empregador, a fonte concretamente alimentar do trabalhador. Logo, quanto mais duradoura for a relação de emprego, maior será o equilíbrio pessoal e familiar do empregado. 10 Portanto, é fundamental que o empregado possua segurança no emprego. É por esse motivo que a idéia de continuidade no emprego foi esculpida como princípio basilar do ramo trabalhista. 9,GHP. p PINTO, José Augusto Rodrigues. Curso de direito individual do trabalho. 5 ed. São Paulo: LTr, p.79.

19 19 Rodrigues Pinto conceitua esse princípio em poucas palavras, dizendo que ele FRQVLVWH QD RULHQWDomR GDV QRUPDV WUDEDOKLVWDV SDUD HPSUHVWDU DR FRQWUDWR LQGLYLGXDO GHHPSUHJRDPDLRUGXUDomRSRVVtYHO 11 De acordo com a CLT o contrato de trabalho pode ser expresso por prazo indeterminado e por prazo determinado. A duração do contrato é definida no momento da sua celebração. Apesar de existirem duas hipóteses de duração do contrato de trabalho, existe severo controle em relação aos casos em que é permitida a estipulação do contrato por prazo determinado, como expressa o artigo 443, 2º da CLT. Com isso, Rodrigues Pinto observa que a restrição das hipóteses de tolerância para a celebração desse tipo de contrato LQGLFD D ILUPH DWXDomR GHVVH SULQFtSLR HP QRVVRGLUHLWR 12 Para Maurício Godinho Delgado é interessante a permanência do vínculo empregatício, em razão do REMHWLYR WHOHROyJLFR GR 'LUHLWR GR 7UDEDOKR GH DVVHJXUDU PHOKRUHV FRQGLo}HV VRE D ywlfd REUHLUD GH SDFWXDomR H JHUHQFLDPHQWR GD IRUoD GH WUDEDOKRHPGHWHUPLQDGDVRFLHGDGH 13 Por fim, pode-se dizer que esse princípio decorre do princípio da proteção, por estabelecer regras que visam a proteção do trabalhador diante de despedida arbitrária, ou até mesmo quando o empregador tentar burlar a relação empregatícia. 11,GHP, LELGHP. 12,GHP, LELGHP. 13 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. Op Cit. p. 208.

20 20 Vale acrescentar, ainda, que o Enunciado. nº 212 do Tribunal Superior do Trabalho -TST determina a presunção da continuidade da relação de emprego. Assim, findo o contrato de trabalho, a prova do término do contrato laboral fica incumbida ao empregador. ± ,1&Ë3,2618&/($5(6'2',5(,72'275$%$/+2 Além desses princípios ora estudados é importante ressaltar a importância de outros para a construção do ordenamento jurídico trabalhista. Assim, entre os princípios basilares destaca-se o princípio da norma mais favorável, que informa a aplicação da norma trabalhista mais vantajosa ao empregado quando duas ou mais delas, ainda que de fontes diversas, oferecerem diferentes vantagens. Segundo Maurício Godinho Delgado, esse princípio deve ser aplicado em três situações ou dimensões distintas. Quando na elaboração de normas, quando existir confronto de regras já elaboradas ou no contexto de interpretação de regras jurídicotrabalhistas. 14 O princípio da condição mais benéfica garante o exercício do direito mais benéfico ao empregado quando a criação de uma nova norma altere, com desvantagens, as concessões e faculdades asseguradas ao trabalhador pela norma anterior. 14 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. Op Cit. p.198

21 21 Esse princípio determina D SUHYDOrQFLD GDV FRQGLo}HV PDLV YDQWDMRVDV SDUD R WUDEDOKDGRU DMXVWDGDV QR FRQWUDWR GH WUDEDOKR RX UHVXOWDQWHV GR UHJXODPHQWR GH HPSUHVD 15 O princípio da irrenunciabilidade de direitos, princípio acolhido pela CLT em seu artigos 9º, 468, 477, dentre outros, retira do trabalhador a prerrogativa da renúncia prévia, antes ou durante a vigência do contrato de trabalho, de direitos previamente assegurados. Segundo Américo Plá Rodriguez a irrenunciabilidade de direitos consiste na LPSRVVLELOLGDGH MXUtGLFD GH SULYDUVH YROXQWDULDPHQWH GH XPD RX PDLV YDQWDJHQV FRQFHGLGDVSHORGLUHLWRWUDEDOKLVWDHPEHQHItFLRSUySULR 16. Já o princípio da primazia da realidade sobre a forma determina que a realidade constatada prevalecerá sobre as ajustadas em contrato quando em benefício do empregado anulando-se este princípio quando desfavorecê-lo, guardando consonância com o princípio da proteção. Nesse sentido afirma Maurício Godinho Delgado que se deve sempre pesquisar, na esfera trabalhista, DSUiWLFDFRQFUHWDHIHWLYDGDDRORQJRGDSUHVWDomRGHVHUYLoRV LQGHSHQGHQWHPHQWHGDYRQWDGHHYHQWXDOPHQWHPDQLIHVWDGDSHODVSDUWHVQDUHVSHFWLYD UHODomRKDELWXDO 17. Enfim, pode-se dizer que o princípio de proteção ao hipossuficiente econômico explica a razão dos demais princípios, na medida em que, independentemente da análise do mérito, confere precisamente ao empregado a característica de indefeso e frágil na relação de emprego. 15 SUSSEKIND, Arnaldo et al. Instituições de direito do trabalho. 16 ed. São Paulo: LTr, p RODRIGUEZ, Américo Plá. Princípios de Direito do Trabalho. Op. Cit. p DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. Op Cit. p. 207.

22 22,,,±7(5&(,5,=$d 2 ±&21&(,72 Segundo o dicionário Aurélio, terceirização é o DWR RX HIHLWR GH WHUFHLUL]DU. Terceirizar é WUDQVIHULUDWHUFHLURVDWLYLGDGHRXGHSDUWDPHQWRTXHQmRID]SDUWHGHVXD OLQKDSULQFLSDOGHDWXDomR 18 A terceirização é um fenômeno que vem crescendo dentro do sistema econômico e jurídico brasileiro. No Direito do Trabalho, segundo Maurício Godinho Delgado, terceirização p R IHQ{PHQR SHOR TXDO VH GLVVRFLD D UHODomR HFRQ{PLFD GH WUDEDOKR GD UHODomR MXVWUDEDOKLVWDTXHOKHVHULDFRUUHVSRQGHQWH 19 Ainda conceituando a terceirização, deve-se observar a definição apresentada por Ophir Cavalcante Júnior: É o fenômeno econômico que não pode ficar limitado às atividades acessórias, pois um dos traços característicos da economia moderna é o uso intenso da tecnologia mais recente, o que conduz à especialização dos serviços, permitindo maior produtividade. Desse modo, as atividades que não se inserem no âmbito da especialização da empresa devem ser transferidas a outras, em um sistema de cooperação ou parceria empresarial. 20 Com o mesmo entendimento pode-se verificar a doutrina de Carlos Alberto Queiroz sobre o tema. Nos dizeres desse autor, a terceirização é: 18 FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da língua portuguesa. Cd-room. 19 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. Op Cit. p CAVALCANTE JÚNIOR, Ophir. A terceirização das relações laborais. São Paulo: LTr, p.73

23 23 [...] uma técnica administrativa que possibilita o estabelecimento de um processo gerenciado de transferência, a terceiros, das atividades acessórias e de apoio ao escopo das empresas que é sua atividade-fim, permitindo estas concentrarem-se no seu negócio, ou seja, no objeto final. 21 Nesse sentido, ainda, Jerônimo Souto Leiria diz que terceirização é D FRQWUDWDomR SRU GHWHUPLQDGD HPSUHVD GH VHUYLoRV GH WHUFHLUR SDUD VXDV DWLYLGDGHV PHLR. 22 Já Haroldo Verçosa entende que a terceirização abrange não só as atividades- meio como também as atividades-fins. 23 Na mesma linha de pensamento, Eduardo Gabriel Saad enquadra-se no pólo dos doutrinadores que caracterizam a terceirização como a transferência de atividade-meio ou atividade-fim a um terceiro, por intermédio da empresa contratante. 24 Antes do surgimento desse fenômeno buscava-se YHUWLFDOL]DU WRGDV DV HWDSDV GH SURGXomR SDUD UHGX]LU RV ULVFRV FRQWURODU RV FXVWRV H GRPLQDU XP PHUFDGR TXH SDUHFLDFDGDYH]PDLVIDPLQWR 25 A verticalização das etapas de produção é fruto do modelo Taylorista/ Fordista de organização do trabalho. A empresa era dividida em diversos departamentos e setores a fim de exercer o controle do ciclo produtivo. 21 QUEIROZ, Carlos Alberto Ramos Soares de. Manual de Terceirização. 7ºed. São Paulo: STS, p LEIRIA, Jerônimo Souto. Terceirização. Uma alternativa de flexibilidade empresarial. Porto Alegre: Ortiz, 1991, p VERÇOSA, Haroldo Malheiros Duclere. O direito e terceirização da economia. In: CARDONE, Marly A; VAZ DA SILVA, Floriano Corrêa. (coord.). Terceirização no Direito do Trabalho e na Economia. São Paulo: LTr, p SAAD, Eduardo Gabriel. O trabalhador e a terceirização da economia. Supl. Trab. LTr, São Paulo, n. 89, p. 563, VIANA, Márcio Túlio. Alguns Pontos Polêmicos da Terceirização. Repertório IOB de Jurisprudência. 2ª quinzena de Abril de Nº 8/97 Caderno 2 p.155.

24 24 Hoje, procura-se KRUL]RQWDOL]DU R PDLV SRVVtYHO SDUD HQ[XJDU D PiTXLQD DXPHQWDUDHILFLrQFLDJDUDQWLUDTXDOLGDGHHFRQTXLVWDUXPPHUFDGRTXHSDUHFHFDGD YH]PDLVH[LJHQWH 26 Por isso no modelo Toyotista de organização do trabalho, os sistemas de trabalho e as empresas utilizavam-se da horizontalização das etapas de produção. As empresas especializavam-se em apenas uma atividade relacionada ao ciclo de produção. Portanto, é com essa horizontalização que se insere a terceirização que será enquadrada no processo realizado por uma empresa que irá repassar a terceiros o serviço ou a produção de um determinado bem, para alcançar maior qualidade, produtividade e reduzir os custos. 27 É nesse sentido que a terceirização se difere da clássica relação de emprego, visto que essa é constituída por uma relação bilateral, entre empregado e empregador, com a necessária presença dos cinco elementos fático-jurídicos da relação empregatícia (pessoa física, pessoalidade, onerosidade, subordinação e nãoeventualidade), previstos nos artigos 2º e 3º, FDSXW da CLT. A terceirização se forma através de uma relação trilateral de contratação da força de trabalho. Essa relação é composta pela empresa terceirizante, pelo obreiro terceirizado e pela empresa tomadora de serviços. O vínculo empregatício formado entre a empresa terceirizante e o obreiro terceirizado, é designado de relação justrabalhista. 26,GHPLELGHP 27 CAVALCANTE JÚNIOR, Ophir. A terceirização das relações laborais. Op Cit. p.74.

25 25 Além dessa, existe outra relação estabelecida entre o trabalhador terceirizado e a empresa tomadora de serviços, que é a chamada relação econômica de trabalho. Essa empresa tomadora é quem se beneficiará com a prestação laborativa do obreiro. Ressalta-se que a terceirização gera mudanças não apenas na clássica relação empregatícia, mas também no sistema contratual. Assim ensina Márcio Túlio Viana: Ao invés de uma única relação jurídica, envolvendo as partes, temos agora três sujeitos e dois contratos: o interempresário e o de trabalho. O primeiro, entre a empresa fornecedora e a cliente. O segundo, entre a fornecedora e o trabalhador. 28 Por fim, pode-se dizer que a terceirização é um fenômeno que surgiu, como forma de flexibilizar o modelo bilateral de relação de emprego para adequá-la ao novo enfoque dado a economia em virtude de crises políticas, econômicas, sociais e culturais. ±9$17$*(16('(69$17$*(16'$7(5&(,5,=$d 2 Como já abordado, a terceirização modifica a estrutura da clássica relação de emprego. Alguns doutrinadores defendem esse fenômeno. Já outros criticam e lutam para a sua extinção. Para a vertente empresarial a terceirização é um processo ideal na busca incessante de otimização dos custos. Esse fenômeno reduz a ociosidade dentro da empresa, aumentando a produtividade dos empregados por hora trabalhada. Além de eliminar da empresa as operações não essenciais, como também liberar o capital para ser aplicado em novas tecnologias e produtos. 28 VIANA, Márcio Túlio. Alguns Pontos Polêmicos da Terceirização. Repertório IOB de Jurisprudência. 2ª quinzena de Abril de Nº 8/97 Caderno 2 p.155.

26 26 Nesse sentido, Sérgio Pinto Martins: A principal vantagem, sob o aspecto administrativo, seria a de se ter alternativa para melhorar a qualidade do produto ou serviço vendido e também a produtividade. Seria uma forma também de obter um controle de qualidade total dentro da empresa. Um dos objetivos básicos dos administradores de empresas tem sido a diminuição de encargos trabalhistas e previdenciários, além da redução do preço final do produto ou serviço. Não se pode negar, contudo que a terceirização gera desburocratização na estrutura organicional da empresa, simplificando a estrutura empresarial. 29 Além das vantagens demonstradas pelos doutrinadores, pode-se observar as apresentadas nos sites das empresas terceirizantes. Elas pretendem vender mão-deobra terceirizada com o seguinte slogan: Procurando desprender a preocupação quanto ao gerenciamento das atividades-meio de sua empresa, a INSIDE executa seus trabalhos, visando sempre : 1) Redução de custos para o cliente; 2) Pulverização da ação sindical dentro da empresa do cliente; 3) Transformação de custos fixos em custos variáveis; 4) Aumento da qualidade dos serviços executados nas atividades-meio; 5) Direcionamento total da atenção dos diretores, gerentes e chefes da empresa contratante para o objetivo final da mesma. 30 Apesar de as vantagens serem maiores para as empresas, Sérgio Pinto Martins afirma que os trabalhadores, também, são beneficiados com: [...] implementação do sonho de adquirir e trabalhar no seu próprio negócio, deixando de ser empregado para ser patrão; interdependência na prestação dos serviços, que não tinha quando era empregado e estava sujeito a ordens de serviço; maior motivação para produzir, pois o negócio é seu; desenvolve no trabalhador o seu lado empreendedor, de produzir alguma coisa por sua própria conta MARTINS, Sérgio Pinto. A terceirização e o direito do trabalho. 2ª ed. Malheiros Ed: São Paulo, p Fonte: Texto disponível em Acesso em 17 de outubro de MARTINS, Sérgio Pinto. Op. Cit. p.36.

27 27 Como desvantagens ressaltam-se o desemprego e o subemprego. Além disso, a terceirização piora as condições de saúde e segurança no trabalho, pois reduz a proteção que uma clássica relação de emprego garante. Também elimina os benefícios sociais direitos e indiretos alcançados em uma relação bilateral de emprego. Pesquisas mostram o crescimento da terceirização no Brasil. 32 Outra desvantagem é a fragilização do movimento sindical, pois o empregado não sabe para qual empregador ele irá reivindicar seus direitos trabalhistas. A terceirização, também, amplia a rotatividade da mão-de-obra o que prejudica consideravelmente a segurança no emprego e reduz a aplicação do princípio da continuidade da relação de emprego. Nesse sentido Sérgio Pinto Martins: Como desvantagem para o trabalhador pode-se indicar o fato de perder o emprego, em que tinha uma remuneração certa por mês, passando a ter uma incerta, além dos benéficos sociais decorrentes do contrato de trabalho e das normas coletivas da categoria. A principal desvantagem é o desemprego, além da rotatividade da mão-de-obra. A segunda desvantagem é a falta de carteira assinada por parte do trabalhador, que deixa de perceber salários e vantagens ou benefícios decorrentes do contrato de trabalho ou das normas coletivas da categoria. A terceira perda é que o trabalhador deixa de ter uma tutela trabalhista de modo a protegê-lo. 33 Pelo exposto, pode-se verificar que a terceirização é um fenômeno que traz vantagens e desvantagens para trabalhadores e empresários. Nota-se que as 32 Nesse sentido Márcio Túlio Viana faz menção ao economista Dari Alves Krein que se reporta a estudos do DIEESE, em 1999, envolvendo 40 empresas terceirizadas do ABC dos quais 72,5% apresentava benefícios sociais inferiores; e 67,5% níves salariais mais baixos. As jornadas eram mais extensas e as condições de saúde e segurança mais precárias. 33,GHP p. 37.

28 28 desvantagens são em maior número voltadas aos obreiros e em contrapartida os empresários são os maiores beneficiados. ±7,326'(7(5&(,5,=$d 2 No mercado de trabalho brasileiro encontram-se duas modalidades de terceirização. A primeira delas é a terceirização para dentro da empresa ou terceirização de serviço. Nesse tipo de terceirização os trabalhadores terceirizados são incorporados ao quadro de pessoal da empresa tomadora, como trabalhadores contratados pela empresa terceirizante. Nesse caso D WRPDGRUD FRQWLQXD VHQGR UHVSRQViYHO SHOD SURGXomR GH EHQV H DWLYLGDGHVFRPD~QLFDUHVVDOYDGHTXHXWLOL]DUiPmRGHREUDWHUFHLUL]DGD 34. Um grande exemplo dessa hipótese de terceirização são os serviços de conservação e limpeza. A empresa tomadora contrata essa mão-de-obra terceirizada para executar serviços dentro da própria empresa. Essa é o tipo mais comum de terceirização, principalmente por estar consagrado pelo Enunciado nº 331 do TST. A outra modalidade de terceirização é a de atividades ou terceirização para fora da empresa tomadora. Robortella denomina esse tipo de terceirização como subcontratação, conforme se verifica: A subcontratação dá origem a uma parceria entre empresas, cada qual especializada em determinada atividade, direta ou indiretamente ligada ao ciclo produtivo, com seus próprios empregados ou prestadores de serviços, sem qualquer relação subordinante entre elas, mas com divisão e definição de 34 DELGADO, Gabriela Neves. Terceirização: Paradoxo do Direito do Trabalho Contemporâneo. Dissertação de mestrado, PUC Minas, BH, p. 120.

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