ENTENDENDO O TRABALHO TEMPORÁRIO NO BRASIL

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1 ENTENDENDO O TRABALHO TEMPORÁRIO NO BRASIL

2 Marcos Abreu Diretor Jurídico da Asserttem Presidente do Grupo Employer

3 HISTÓRIA DO TRABALHO TEMPORÁRIO Para entender o trabalho temporário no Brasil é necessário, estudar a evolução histórica previsto na Lei federal 6019/74 que impõem condições para o regime contratual do trabalho temporário.

4 EVOLUÇÃO HISTÓRICA Fundação ASSERTTEM: Janeiro de 1970 Edição da Lei 6019: Janeiro de 1974 Edição DL 73841: Março de 1974 Fundação do SINDEPRESTEM: Junho de 1991 Revisão do enunciado 331 TST: Janeiro de 1994 Edição da IN 03 SIT/MTB: Setembro de 1997 Ministério do Trabalho e Emprego: Janeiro de 1999 Portaria 789 SRT/MTE: Junho de 2014

5 CONDIÇÃO LEGAL - I Criação do regime do trabalho temporário; A Lei Federal 6019 de 1 de janeiro de 1974: Dispõe sobre o Trabalho Temporário nas Empresas Urbanas, e dá outras Providências. Art. 1º - É instituído o regime de trabalho temporário, nas condições estabelecidas na presente Lei. O regime legal deve ser obedecido por todos os brasileiros.

6 CONDIÇÃO LEGAL - II A Constituição Federal de 1988 acatou o trabalho temporário legal. Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social; - III - Fundo de garantia do tempo de serviço. - FGTS Direito substituído: Art Ficam assegurados ao trabalhador temporário os seguintes direitos: - f) Indenização por dispensa sem justa causa ou término normal do contrato, correspondente a 1/12 (um doze avos) do pagamento recebido;

7 O QUE É TRABALHO TEMPORÁRIO - I Trabalho temporário legal é o previsto na Lei 6019/74 No Art. 2 da Lei 6019/74: - Art. 2º - Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física a uma empresa, para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou à acréscimo extraordinário de serviços. Não consta agência na relação do emprego temporário

8 O QUE É TRABALHO TEMPORÁRIO - II Prestar trabalho não é prestar serviços O trabalho é prestado por um empregado É limitado ao motivo justificador de até 3 meses, sendo prorrogável até 6 meses para acréscimo e 9 meses para substituição. A Utilizadora deve ter necessidade transitória

9 A ESTRATÉGIA DO TRABALHO TEMPORÁRIO Reduzir custos fixos da folha de salários Facilitar o uso de mão de obra transitória Evitar a precarização existente na terceirização Possibilitar a contratação efetiva - sem restrições Garantir segurança jurídica para a Utilizadora: I - A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de ). TST Enunciado nº Revisão da Súmula nº 256

10 UTILIZADORA DE MÃO DE OBRA DE TRABALHO TEMPORÁRIO (UMTT) Tomadora de serviços é um termo utilizado na terceirização, o que conflita com a utilização da mão de obra de temporária. A Utilizadora é a empresa que contrata mão de obra temporária, através da agência cujo termo, Utilizadora, é o indicado pela OIT e Asserttem para definir a contratante. A Utilizadora contrata, não a prestação de serviços mas sim o, agenciamento de mão de obra temporária com a agência credenciada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (APTT)

11 MOTIVOS JUSTIFICADORES PARA O TRABALHO TEMPORÁRIO - I Lei Federal 6019/74 Art. 2º - Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física a uma empresa, para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou à acréscimo extraordinário de serviços. Não existe trabalho temporário sem necessidade transitória na Utilizadora.

12 MOTIVOS JUSTIFICADORES PARA O TRABALHO TEMPORÁRIO - II A necessidade transitória deve ser o motivo da contratação da mão de obra temporária, sob pena de ilegalidade. Cabe á agência privada de trabalho temporário identificar e incluir no contrato de agenciamento o motivo justificador da necessidade transitória.

13 CONDIÇÕES NECESSÁRIAS NA UTILIZADORA (UMTT) Atividade econômica temporária. Ex: FIFA Copa do Mundo no Brasil Substituição de pessoal permanente. Ex: Substituição de empregada gestante Excesso (transitório) de trabalho Acréscimo. Ex: Qualificação de dados para o esocial.

14 AGÊNCIA PRIVADA DE TRABALHO TEMPORÁRIO (APTT) - I Empresa de trabalho temporário é um termo utilizado na Lei Federal 6019/74, o que não traduz a real função do agenciamento de mão de obra temporária. A agência privada de trabalho temporário é a empresa que contrata, mão de obra temporária, em nome da utilizadora cuja denominação, é a indicada pela OIT e Asserttem para definir a contratada. Agência é uma concessionária do Governo Federal - MTE

15 AGÊNCIA PRIVADA DE TRABALHO TEMPORÁRIO (APTT) - II A agência, não a presta serviços temporários, mas sim o agenciamento. A agência está proibida de ter temporários Ex: O Advogado temporário precisa estar registrado na OAB, o que não é o caso da agência.

16 CONCESSIONÁRIA DO GOVERNO FEDERAL - MTE

17 CREDENCIADA PELA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO TRABALHO TEMPORÁRIO - ASSERTTEM

18 NORMATIVAS INTERNACIONAIS - I Convenção Relativa às Agências de Emprego Privadas CONVENÇÃO 181[1] A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho: Convocada para Genebra pelo conselho de administração da Repartição Internacional do Trabalho, e aí reunida em 3 de Junho de 1997, na sua 85ª sessão; Tendo em conta as disposições da convenção sobre as agências de colocação não gratuitas (revista), 1949;

19 NORMATIVAS INTERNACIONAIS - II Artigo 1º 1 Para os efeitos da presente Convenção, a expressão agência de emprego privada designa qualquer pessoa singular ou coletiva, independente das autoridades públicas, que preste um ou mais dos seguintes serviços referentes ao mercado de trabalho: b) Serviços que consistem em empregar trabalhadores com o fim de os pôr à disposição de uma terceira pessoa, singular ou coletiva (adiante designada empresa utilizadora), que determina as suas tarefas e supervisiona a sua execução;

20 NORMATIVAS INTERNACIONAIS - III Artigo 2º 2 Para os efeitos da presente Convenção, a expressão «trabalhadores» abrange os candidatos a empregos. 3 A presente Convenção tem como objetivo permitir o funcionamento das agências privadas de emprego, assim como proteger os trabalhadores que recorram aos seus serviços, no quadro das suas disposições. Artigo 7º 1 As agências de emprego privadas não devem impor aos trabalhadores, direta ou indiretamente, no todo ou em parte, o pagamento de honorários ou outros encargos.

21 O PAPEL DA AGÊNCIA (APTT) Identificar na utilizadora o motivo da necessidade transitória: Substituição, acréscimo ou temporalidade. Negociar e elaborar o contrato de agenciamento. Recrutar, contratar e administrar a folha de pagamento. Emitir as notas fiscais de recrutamento e agenciamento. Emitir o demonstrativo dos direitos do trabalhador temporário (DDTT)

22 QUEM É O TRABALHADOR TEMPORÁRIO (TT) Adaptação do artigo 2 da Lei Federal 6019/74 -Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física, em situação de desemprego ou com tempo parcial, para uma empresa Utilizadora, que atende à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou à acréscimo extraordinário de serviços. CLT - Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.

23 A DIFERENÇA ENTRE TRABALHO E EMPREGO Trabalho é Gênero Pode ser mecânico, animal ou humano Ex: Trabalho voluntário, religioso, escolar e fisiológico. Emprego é Espécie de trabalho É o trabalho que atende a 4 requisitos: Ex: Subordinação, salário, rotina e pessoalidade

24 PORTARIA 789/14 SRT MTE - I Celebração direta para 6 ou 9 meses. Art. 1º Estabelecer instruções para o contrato de trabalho temporário por período superior a três meses e o fornecimento de dados relacionados ao estudo do mercado de trabalho.

25 PORTARIA 789/14 SRT MTE - II Separa substituição de acréscimo. Art. 2º Na hipótese legal de substituição transitória de pessoal regular e permanente, o contrato poderá ser pactuado por mais de três meses com relação a um mesmo empregado, nas seguintes situações: Parágrafo único. Observadas as condições estabelecidas neste artigo, a duração do contrato de trabalho temporário, incluídas as prorrogações, não pode ultrapassar um período total de nove meses.

26 PORTARIA 789/14 SRT MTE - III Limita a 6 meses para acréscimo. Art.3º Na hipótese legal de acréscimo extraordinário de serviços, será permitida prorrogação do contrato de trabalho temporário por até três meses além do prazo previsto no art. 10 da Lei 6.019, de 3 de janeiro de 1974, desde que perdure o motivo justificador da contratação. Art. 4º A empresa de trabalho temporário deverá solicitar as autorizações previstas nos arts. 2º e 3º desta Portaria por meio da página eletrônica do MTE, conforme instruções previstas no Sistema de Registro de Empresa de Trabalho Temporário SIRETT, disponível no endereço

27 PORTARIA 789/14 SRT MTE - IV Mantém necessidade da autorização prévia 5 dias 1º Quando se tratar de celebração de contrato de trabalho temporário com prazo superior a três meses, a solicitação de autorização deve ser feita com antecedência mínima de cinco dias de seu início. 2º Quando se tratar de prorrogação de contrato de trabalho temporário, a solicitação de autorização deve ser feita até cinco dias antes do termo final inicialmente previsto.

28 PORTARIA 789/14 SRT MTE - V Exige informações mensais para o SIRETT até 7 dia II - INFORMAÇÕES DESTINADAS AO ESTUDO DE MERCADO Art. 7º Para fins de cumprimento do disposto no art. 8º da Lei nº 6.019, de 1974, as empresas de trabalho temporário deverão informar, até o dia sete de cada mês, os dados relativos aos contratos de trabalho temporário celebrados no mês anterior.

29 PORTARIA 789/14 SRT MTE - VI Proíbe agência não credenciadas. Portaria 789/14 Art. 11. A atividade de locação de mão de obra temporária é exclusiva da empresa de trabalho temporário e não pode ser transferida a terceiros. Lei Federal 6019/74 Art. 5º - O funcionamento da empresa de trabalho temporário dependerá de registro no Departamento Nacional de Mão-de-Obra do Ministério do Trabalho e Previdência Social. Trabalho Temporário não é Terceirização

30 RELAÇÃO DE EMPREGO INTERPOSTA NECESSITA RECRUTA AUTORIZA TRABALHA U A M E TEMPORÁRIOS ADMINISTRA Até 6 ou 9 meses ACEITA O TT U: Utilizadora de mão de obra temporária UMTT A: Agência privada de trabalho temporário APTT M: Ministério do Trabalho e Emprego - MTE E: Trabalhador Temporário na condição de empregado - TT

31 CONCLUSÃO Trabalho temporário não é terceirização Negociar somente a taxa de agenciamento Direitos do temporário são inegociáveis Sem contrato de agenciamento não existe trabalho temporário

32 MUITO OBRIGADO! Marcos Abreu Diretor Jurídico da Asserttem Presidente do Grupo Employer

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