Aula 00 - Direito Penal para o TCMSP - Teoria e exercícios. - Professor: Rafael Augusto

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Aula 00 - Direito Penal para o TCMSP - Teoria e exercícios. - Professor: Rafael Augusto"

Transcrição

1 Aula 00 - Direito Penal para o TCMSP -. - Professor:

2 AULA 00: Crimes contra a Administração Pública. Crimes contra as Finanças Públicas. Legislação: Código Penal, artigos 312 a 337 e 359-A a 359-H. Sumário 1.Apresentação A Banca Metodologia das aulas Observações finais Conteúdo programático Crimes contra a Administração Pública. Crimes contra as Finanças Públicas. Legislação: Código Penal, artigos 312 a 337 e 359-A a 359-H Página 2 de 41

3 1. Apresentação: Olá futuros servidores públicos! Nesta aula demonstrativa me permitirei falar um pouco sobre mim, de forma objetiva e sem delongas, uma apresentação necessária para termos um maior alinhamento e podermos desenvolver este trabalho juntos rumo à aprovação. Sou o professor, servidor público do Distrito Federal há 15 anos, atualmente, Auditor Fiscal de Trânsito. Formado em Letras pela Universidade de Brasília (2003) e Direito pela Unieuro (2011), pós-graduado em Gestão Processual pela Faculdade Fortium. Eterno estudante, pesquisador, concurseiro, sou ávido pelo conhecimento. Tenho uma relação umbilical com concursos públicos, sei bem como é essa árdua batalha diária, de inúmeros sacrifícios, renúncias, dores, desesperanças. Conheço o que é contar o dia por, me perdoem o termo, horas bunda de estudos! Sem dor, sem ganho! Minha marca, a perseverança e a fé! Sei o que é o êxito, a bonança depois da tempestade! Nesse caminhar fui aprovado em alguns concursos, dentre eles, Departamento Metropolitano de Transportes Urbanos do Distrito Federal, Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, Caixa Econômica Federal, Secretaria de Estado de Saúde, Tribunal Superior do Trabalho, Departamento de Trânsito do Distrito Federal e Exame da Ordem dos Advogados do Brasil. Tenho como foco as disciplinas de Direito Penal e Processo Penal. Vamos caminhar juntos rumo à aprovação, e mais do que isso, em direção à materialização de sonhos! Lute, persevere! FORÇA, FOCO E FÉ! Professor....tudo posso naquele que me fortalece Filipenses Página 3 de 41

4 2. A Banca: O preliminar estudo da banca examinadora é fator imprescindível para o sucesso do candidato! Os especialistas em preparação para concursos são unânimes em afirmar que as melhores estratégias para conquistar a aprovação incluem o conhecimento dos critérios e metodologias da banca responsável pela organização do certame, visto que muitas das bancas organizadoras mais importantes são vinculadas a instituições de ensino que contam com quadros permanentes de professores responsáveis pela abordagem do conteúdo e elaboração das questões propostas nas provas. Conhecer o perfil de cada banca é indispensável! O certame para o cargo de Agente de Fiscalização, de Nível Superior, para compor o quadro administrativo do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, ficou a cargo da FGV. A FGV é uma das bancas mais importantes e respeitadas do país e ganhou destaque ao longo dos anos por promover grandes concursos públicos da esfera estadual como a Defensoria Pública do Distrito Federal, Assembleia Legislativa do Estado da Bahia ALBA, Sefaz-RJ e alguns da esfera federal entre eles o exame de Ordem da OAB e o último concurso do Senado federal. É conhecida por não ter um modelo padrão de complexidade, ou seja, as provas da banca são imprevisíveis e mudam totalmente de uma prova para outra. Em geral as questões da FGV são de múltipla escolha, com cinco alternativas possíveis e uma correta. Os enunciados costumam ser longos e exigem atenção por parte do candidato que pode ficar facilmente cansado com esse estilo de prova. Nos enunciados encontramos textos bem trabalhados e com vocabulário repleto de linguagem metafórica. Prepare-se! Página 4 de 41

5 1.1. Metodologia das aulas. a) Nosso curso será composto por aulas expositivas, descritivas e com aproximadamente 40 páginas por aula, as quais poderão variar em quantidade, dependendo do assunto tratado e da abordagem oferecida. Todas as aulas terão uma abordagem inicial teórica conceitual exemplificada e com seu conhecimento aplicado descrito no decorrer da resolução dos exercícios, demonstrando assim o formato como a matéria tratada é cobrada nas provas, por esse processo o candidato desenvolve o raciocínio necessário para a resolução das questões. b) Diferentes níveis de conhecimento serão tratados nas aulas, desde o básico até o avançado, de tal sorte que o aluno iniciante tenha conhecimento e contato inicial com os tópicos tratados, bem como o aluno que já o conhece possa aprofundar seu conhecimento aplicável à resolução de questões. A aplicação dos exercícios poderá variar de aula pra aula, de acordo com o fechamento ou não do assunto tratado. c) Para efeito didático, facilitando a transmissão do conteúdo, serão utilizados gráficos, tabelas e recursos mnemônicos aplicáveis ao assunto de modo que os alunos possam realmente entender o que está sendo apresentado. Página 5 de 41

6 1.2. Observações finais. Algumas informações finais são pertinentes agora: a) As aulas textuais se caracterizam pela a informalidade, praticidade, eficácia. A linguagem será rebuscada apenas nos momentos em que autores forem citados. A comedida descontração irá fazer parte delas para que tenhamos o maior nível de integração possível entre nós, lembrem-se que a única coisa que mudou aqui foi a interface entre professor e alunos e se os senhores quisessem livros cheios de formalidade e teorias aplicáveis ao Direito, comprariam em livrarias, então vamos abusar desta nossa interface e da comunicação no Fórum. b) Aconselho que planejem seus estudos e cumpram os seus horários de forma adequada, leio bons livros, filtrem informações, fiquem atentos às novidades. c) Sejam perseverantes e disciplinados e tenham ritmo e continuidade nos estudos. Afinal, deve-se fazer prova até passar, não para passar! Página 6 de 41

7 2. Conteúdo programático e planejamento das aulas (Cronograma). O Conteúdo programático está distribuído de forma que os alunos, mesmo que nunca tenham tido contato com o assunto, possam compreender o contexto da disciplina e também a forma com que ela se encaixa dentro das instituições e que pode ser cobrada na prova, com base no Edital em vigor, caso tenha saído, ou em edital anterior do mesmo certame. Cada aula tem características peculiares, um conteúdo diverso, mas tudo dentro de um limite imposto pelo programa da banca, nada além, nada aquém, pois a objetividade faz parte deste modelo de aulas. Aula Aula Demonstrativa 19/06/2015 Conteúdo a ser trabalhado Crimes contra a Administração Pública. Crimes contra as Finanças Públicas. Legislação: Código Penal, artigos 312 a 337 e 359-A a 359- H Aula 1 26/06/2015 As infrações administrativas da Lei Federal nº /2001. Vamos caminhar juntos rumo à aprovação, e mais do que isso, em direção à materialização de sonhos! Lute, persevere! FORÇA, FOCO E FÉ! Professor. Página 7 de 41

8 3. Crimes contra a Administração Pública. Crimes contra as Finanças Públicas. Legislação: Código Penal, artigos 312 a 337 e 359-A a 359-H: 4. Crimes contra a Administração Pública: ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: Em sentido formal, é o conjunto de órgãos instituídos para consecução dos objetivos do Governo; Em sentido material, é o conjunto das funções necessárias aos serviços públicos em geral; CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL Destacamos que este Capítulo prevê delitos que só podem ser praticados de forma direta por funcionário público, são crimes funcionais. Os crimes funcionais são crimes Página 8 de 41

9 próprios, porque a lei exige uma característica específica no sujeito ativo, ou seja, ser funcionário público. Subdividem-se em: Crimes funcionais próprios: aqueles cuja exclusão da qualidade de funcionário público torna o fato atípico. Ex.: prevaricação provado que o sujeito não é funcionário público, o fato torna-se atípico. Crimes funcionais impróprios: excluindo-se a qualidade de funcionário público, haverá desclassificação do crime de outra natureza. Ex.: peculato se provado que a pessoa não é funcionário público, desclassifica-se para furto ou apropriação indébita. Lembre-se que é possível que pessoa que não seja funcionário público responda por crime funcional como coautora ou partícipe. Isso porque o artigo 30 do Código Penal diz que as circunstâncias de caráter pessoal, quando elementares do crime, comunicam-se a todas as pessoas que dele participem. Ora, ser funcionário público constitui elementar de todos os crimes funcionais e, dessa forma, comunica-se às demais pessoas que não possuam essa qualidade, mas que tenham cometido crime funcional juntamente com um funcionário público. Exige-se, porém, que o terceiro saiba da qualidade de funcionário público do outro. Ex.: funcionário público e não-funcionário público furtam bens do Estado. Ambos responderão por peculato. O funcionário público é denominado intraneus, e o nãofuncionário público, extraneus. Veja o conceito de funcionário público, que o Código Penal traz no artigo Página 9 de 41

10 Artigo 327 Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego, ou função pública. Art. 327, 1º Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública. Nova redação determinada pela Lei 9.983/2000. Para uma corrente, chamada de ampliativa, abrange os funcionários que atuam nas: a) autarquias (ex.: INSS); b) sociedades de economia mista (ex.: Banco do Brasil); c) empresas públicas (ex.: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos); d) fundações instituídas pelo Poder Público (ex.: FUNAI). Estas três últimas são pessoas jurídicas de direito privado, mas, para fins penais, seus agentes são considerados funcionários públicos por equiparação. Segundo essa corrente, a redação do artigo 327, 2º, do Código Penal deixa clara essa opção do legislador pela tese ampliativa. Página 10 de 41

11 PECULATO CP 312: Vem de peculatu pecus: gado em certa época foi o gado a base das fortunas. Artigo 303 do CPM Dos crimes contra a Administração Militar: Pena: Reclusão de 03 a 15 anos. 1. Bem jurídico: patrimônio público e probidade administrativa 2. Sujeitos: a) Ativo: funcionário público, sendo admissível o concurso com o particular. b) Passivos: União, Estados-membros, Distrito Federal, municípios e demais pessoas jurídicas mencionadas no artigo 327, 1º. 3. Tipo objetivo:apropriação ou desvio de bem móvel ou qualquer outro valor, público ou particular, de que o agente detenha a posse, em razão do cargo. O objeto material do crime de peculato é dinheiro, valor ou qualquer outro bem e deve ser coisa corpórea 4. Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo, consistente no especial fim de obter proveito próprio ou alheio. PECULATO-TIPO: CAPUT DO ARTIGO 312 DO CPB. Análise do núcleo do tipo: são duas as condutas típicas previstas: 1) PECULATO-APROPRIAÇÃO: Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo... Apropriar-se é fazer sua a coisa de outra pessoa, invertendo o ânimo sobre o objeto. O funcionário tem a posse do bem, mas passa a atuar como se fosse seu dono. Ademais, o funcionário público deve ter a posse em razão do cargo. A expressão posse, nesse crime, abrange também a detenção e a posse indireta. A posse deve ter sido obtida de forma lícita. Página 11 de 41

12 2) PECULATO-DESVIO:... ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio. PECULATO-FURTO: Artigo 312, 1º do CPB: também chamado de PECULATO IMPRÓPRIO. PECULATO CULPOSO: Artigo 312, 2º do CPB. CAUSA DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE OU DE REDUÇÃO DA PENA: Artigo 312, 3º do CPB. Efeito da reparação do dano no peculato doloso: não extingue a punibilidade; se a reparação for feita antes da denúncia por ato voluntário do agente: a pena será reduzida de 1/3 a 2/3: hipótese de arrependimento posterior( artigo 16 do CPB ); se após o recebimento da denúncia e antes da sentença de 1ª Instância: atenuante genérica do artigo 65, III, b, do CPB, se após a sentença e antes do acórdão artigo 66 do CPB.( ATENUANTE INOMINADA OU DA CLEMÊNCIA. PECULATO-USO: Se for bem fungível, há peculato: funcionário que usa dinheiro público para comprar apartamento: crime consumado, mesmo que depois reponha aos cofres públicos; se for infungível não há crime: funcionário que usa um trator público em sua casa e depois devolve. PECULATO MEDIANTE ERRO DE OUTREM: CP artigo 313. Conduta típica: Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por erro de outrem Pena: reclusão, de um a quatro anos, e multa. Cuida-se aqui do chamado peculato-estelionato. 1. Bem jurídico. Tutela-se a Administração Pública, no aspecto material e moral. 2. Sujeitos: Página 12 de 41

13 a) Ativo: É o funcionário público. Trata-se de crime próprio. O particular pode ser partícipe do fato, respondendo pelo crime. Exemplo de Noronha: Se um funcionário, por um equívoco, recebe determinada quantia de um contribuinte e pensa restituí-la, no que, entretanto, é desaconselhado por um amigo não funcionário acabando por dividirem entre si o dinheiro, há concurso. b) Passivo: Direto é o Estado. De forma secundária, também o indivíduo que sofreu a lesão patrimonial. INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA DE INFORMAÇÕES CP 313-A 1. Bem jurídico. interesse em preservar o patrimônio público e garantir o respeito à probidade administrativa. 2. Sujeitos: a) Ativo: funcionário público, sendo admissível o concurso com particular. b) Passivos: União, Estados-membros, Distrito Federal, municípios e as demais pessoas mencionadas no artigo 327, 1º. Secundariamente, o particular que sofreu o dano. 3. Tipo objetivo. Inserir ou facilitar a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano. 4. Tipo subjetivo. O dolo e o elemento subjetivo especial do tipo fim especial de agir consubstanciado na expressão com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano. 5. Consumação. por se tratar de crime formal, ocorre com a concreção de qualquer uma das condutas, não se exigindo a obtenção da vantagem indevida nem que haja o dano almejado (exaurimento). Página 13 de 41

14 6. Tentativa. Admissível, por ser o crime plurissubsistente. 8. Pena e Ação penal. A pena é de dois a doze anos de reclusão, além da multa, e a ação é pública incondicionada. MODIFICAÇÃO OU ALTERAÇÃO NÃO AUTORIZADA DE SISTEMA DE INFORMAÇÕES CP 313-B 1. Bem jurídico. O interesse em se preservar o normal funcionamento da Administração Pública, especialmente o seu patrimônio e o do administrado, bem como assegurar o prestígio que deve gravitar em torno dos atos daquela. 2. Sujeitos. a) Ativo: funcionário público, sendo admissível o concurso como particular. b) Passivos: União, Estados-membros, Distrito Federal, municípios e demais pessoas mencionadas no artigo 327, 1º, bem como o particular que sofreu o dano. 3. Tipo objetivo. Modificar ou alterar sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente. 4. Tipo subjetivo. O dolo. 5. Consumação. Por se tratar de crime formal, dá-se no momento da concreção de qualquer uma das condutas, não se exigindo a superveniência de dano, que, no caso, qualifica o crime. 6. Tentativa. Admissível, por ser o crime plurissubsistente. EXTRAVIO, SONEGAÇÃO OU INUTILIZAÇÃO DE LIVRO OU DOCUMENTO CP 314 Página 14 de 41

15 1. Análise do núcleo do tipo. As condutas previstas são extraviar, sonegar e inutilizar e podem ser realizadas total ou parcialmente, o que torna mais difícil a configuração da tentativa, já que a inutilização parcial de um documento constitui delito consumado, em face da descrição típica. 2. Sujeitos a) Ativo: somente o funcionário público. b) Passivo: o Estado e, secundariamente, a entidade de direito público ou outra pessoa prejudicada. 3. Elemento subjetivo. Dolo, nao se exige elemento subjetivo nem se pune a forma culposa. 4. Objetos material e jurídico. Objeto material é o livro oficial ou outro documento e o objeto jurídico é a administração pública. 5. Classificação. Crime próprio, formal, de forma livre, comissivo, omissivo, ou omisso impróprio, instantâneo, unisubjetivo, uni ou plurissubsistente; admite tentativa na forma plurissubsistente. EMPREGO IRREGULAR DE VERBAS OU RENDAS PÚBLICAS CP Análise do núcleo do tipo. A conduta consiste em dar aplicação, e tem como objeto as verbas ou rendas públicas. 2. Sujeitos: a) ativo: funcionário público. b) passivo: o Estado, secundariamente, a entidade de direito público prejudicada. 3. Elemento subjetivo do tipo. Dolo, não se exige elemento subjetivo específico, nem se pune a forma culposa. Página 15 de 41

16 4. Objetos material e jurídico. Objeto material é a verba ou a renda pública, objeto jurídico é a administração pública, em seus interesses patrimonial e moral. 5. Classificação. Crime próprio, material, de forma livre, comissivo e, excepcionalmente, omissivo impróprio, instantâneo, unissubjetivo, plurissubsistente; admite tentativa. CONCUSSÃO CP Análise do núcleo do tipo. A conduta consiste em exigir, que significa ordenar ou demandar, havendo um aspecto nitidamente impositivo na conduta. 2. Sujeitos a) ativo: somente o funcionário público. b) passivo: Estado e, secundariamente, a entidade de direito público ou a pessoa diretamente prejudicada. 3. Elemento subjetivo do tipo. Dolo, exige-se o elemento subjetivo específico, consistente em destinar a vantagem para i ou para outra pessoa. Não existe forma culposa. 4. Objetos material e jurídico. Objeto material é a vantagem indevida e objeto jurídico é a administração púbica (aspectos material e moral). 5. Classificação. Crime próprio, formal, de forma livre, comissivo e, excepcionalmente, omissivo impróprio, instantâneo, unissubjetivo, unissubsistente ou plurissusistente, forma em que admite tentativa. Página 16 de 41

17 EXCESSO DE EXAÇÃO CP 316 1º E 2º Exação é a cobrança pontual de impostos. Pune-se o excesso, sabido que o abuso de direito é considerado ilícito. Assim, quando o funcionário público cobre imposto além da quantia efetivamente devida, comete o excesso de exação. 1. Análise do núcleo do tipo. Há duas formas para compor o excesso de exação: a) exigir o pagamento de tributo ou contribuição sindical indevidos; b) empregar meio vexatório na cobrança. 2. Elemento subjetivo do tipo. Dolo, nas modalidades direta e indireta. Não há elemento subjetivo do tipo, nem se pune a forma culposa. 3. Elemento normativo do tipo. Meio vexatório é o que causa vergonha ou ultraje; gravoso é o meio oneroso ou opressor. CORRUPÇÃO PASSIVA CP Crime comum ou militar. A corrupção passiva está tipificada tanto no direito penal ordinário (art. 317 do CPB) quanto no direito penal militar (art. 308 do CPM) 2. Corrupção eleitoral. No Código Eleitoral (Lei 4737/65) está previsto também a corrupção passiva como crime eleitoral. A referida lei sofreu modificações introduzidas pela lei 9504/97 entretanto, os tipos penais continuam sendo disciplinados pela lei 4737/65. O tipo penal aqui descrito é de conteúdo alternativo porque traz vários verbos contemplando tanto a corrupção passiva quanto a ativa. 3. Análise do núcleo do tipo. O tipo penal descrito no art. 317 do CPB é composto por três verbos: solicitar, receber, aceitar. Diz respeito ao indivíduo que solicita, recebe ou aceita promessa de vantagem indevida. Página 17 de 41

18 4. Corrupção própria. Quando o servidor ou funcionário público solicita, recebe ou aceita promessa de vantagem indevida em razão de um ato ilícito. DA FACILITAÇÃO DE CONTRABANDO OU DESCAMINHO CP Conduta típica. É a facilitação com violação do dever funcional do descaminho ou contrabando. Para configurar a prática do delito previsto no art. 318 do CP, é necessário que o funcionário público esteja investido na função de fiscalizar a entrada e a saída de mercadorias do território nacional. 2. Contrabando. É a importação ou exportação de mercadorias cuja comercialização seja proibida. 3. Descaminho. É a importação ou exportação de mercadorias cuja comercialização seja legalmente permitida com a ocorrência de fraude no pagamento de tributos. 4. Competência. Pelo disposto no art. 144 da CF/88, julgar pessoas incursas na prática do presente delito é de competência da justiça federal, sendo a polícia federal a competente para efetuar as prisões. Por convênio firmado entre o ex-governador de Minas Gerais, Hélio Garcia, e o ex-ministro da justiça à época, aqui é competente para fiscalizar e reprimir o tráfico ilícito de drogas a Polícia Civil do estado. DA PREVARICAÇÃO CP 319 / CPM 319 Do latim praevaricare que significa faltar com os deveres do cargo 1. Objeto jurídico. Proteger o prestígio da Administração Pública Página 18 de 41

19 2. Sujeito a) Ativo. Funcionário público no exercício da função b) Passivo. O Estado 3. Análise do núcleo do tipo. "Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal". O tipo penal tem seu núcleo composto por 3 verbos: retardar, deixar de praticar, praticar. 4. Classificação. Crime próprio - somente pode ser praticado por funcionário público, se retirada a qualidade o fato torna-se atípico - formal - comissivo - instantâneo - unissubjetivo - plurissubsistente - de ação múltipla - de conteúdo variado ou alternativo. DA CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA CP 320 / COM Definição jurídica. A condescendência criminosa consiste em "deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente, punível com pena de detenção, de 15 (quinze) dias a 1 (um) mês, ou multa". A terminologia é imprópria porque não se trata apenas do fato de um funcionário público ser condescendente com outro que tenha tido conduta criminosa mas também, se aquele tiver cometido qualquer falta disciplinar. A condescendência criminosa é praticada pelo funcionário público que, por indulgência, benevolência ou tolerância, deixa de responsabilizar subalterno hierárquico que tenha cometido crime, contravenção penal ou qualquer falta disciplinar. Também comete o delito em estudo o funcionário público que, embora não seja superior hierárquico daquele Página 19 de 41

20 que tenha cometido crime, contravenção penal ou qualquer falta disciplinar, deixa de levar o fato ao conhecimento da autoridade competente para puni-lo. 2. Bem jurídico. A Administração Pública 3. Sujeitos a) ativo. Funcionário público b) passivo. O Estado 4. Tipo subjetivo. Indulgência, benevolência ou tolerância; no Direito Penal Militar além disso, a negligência. 5. Condutas típicas Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo; Deixar o funcionário, por indulgência, de levar ao conhecimento de autoridade competente para punir, o fato de que outro funcionário público tenha cometido infração no exercício do cargo, evitando assim que o infrator seja responsabilizado. ADVOCACIA ADMINISTRATIVA CP 321 / CPM Definição jurídica. O termo advocacia é impróprio e indevido pois nada tem a ver com a função do advogado. O delito consiste em "patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário; punível com pena de detenção, de 1 (um) a 3 (três) meses, ou multa. Se o interesse é ilegítimo a pena é de detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, além da multa". No Direito Penal Militar a incorreição no nomem iuris é desfeita, naquele diploma legal a nomenclatura usada é "patrocínio indébito". Importa salientar que no projeto de reforma do CPB o presente tipo adota a nomenclatura do CPM. Página 20 de 41

21 2. Análise do núcleo do tipo. O verbo núcleo do tipo é patrocinar, significa proteger ou beneficiar. É a figura do funcionário público relapso que relega seu serviço a um segundo plano e passa a defender interesses privados, legítimos ou ilegítimos, ante a Administração Pública. 3. Sujeitos a) ativo. Funcionário público b) passivo. A Administração Pública 4. Desnecessidade de ser advogado. Tendo em vista que o funcionário público é impedido de exercer a advocacia, é desnecessária a qualidade de advogado ao autor para que o delito se configure. VIOLÊNCIA ARBITRÁRIA CP Revogação do artigo 322 pela Lei de Abuso de Autoridade. GUILHERME NUCCI crê estar revogado este tipo penal pela vigência da Lei 4.898/65, que disciplinou, integralmente, os crimes de abuso de autoridade. Assim, a violência praticada no exercício da função ou a pretexto de exercê-la deve encaixar-se em uma das figuras previstas na referida lei, não havendo mais necessidade de se utilizar o art ABANDONO DE FUNÇÃO CP 323 / COM Definição jurídica. O delito consiste em "abandonar cargo público, fora dos casos permitidos em lei; punível com pena de detenção, de 15 (quinze) dias a 1 (um) mês, ou multa. Se do fato resulta prejuízo público a pena é de detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa. Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira a pena é de detenção, Página 21 de 41

22 de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. É o cidadão que investido em cargo público, por nomeação ou contratação, abandona-o. No Direito Penal Militar tem-se a figura do abandono de cargo e do abandono de posto (figura do sentinela na guarita). 2. O prazo do abandono. A lei não estabelece prazo mínimo para configuração do abandono, basta haver prova da probabilidade de dano que o delito está caracterizado. Se houver prova do dano ou se o delito tiver sido cometido em faixa fronteiriça (150 km de largura - lei 6634/79, art. 1º), o crime será qualificado. A lei 869/58 (Estatuto dos Servidores Públicos de Minas Gerais) estabelece prazo de 30 dias para caracterizar o abandono. Pela Lei 8112/90, constitui o abandono a ausência intencional por mais de trinta dias consecutivos. No Direito Penal Militar basta provar o espaço que o sentinela afastou-se do seu posto. No caso de abandono de função em região de fronteira o prazo pode ser contado até em horas. 3. Elemento normativo do tipo. A expressão "fora dos casos permitidos em lei" constitui o elemento normativo do tipo. EXERCÍCIO FUNCIONAL ILEGALMENTE ANTECIPADO OU PROLONGADO CP Análise do núcleo do tipo. Entrar no exercício significa iniciar o desempenho de determinada atividade; continuar a exercê-la quer dizer prosseguir no desempenho de determinada atividade. O objeto é a função pública. 2. Sujeitos. a) ativo: somente funcionário público nomeado, porém sem ter tomado posse; na segunda hipótese, há de estar afastado ou exonerado. b) passivo: Estado. 3. Elemento subjetivo do tipo. É o dolo. Não se exige elemento subjetivo específico, nem se pune a forma culposa. Na segunda figura, há apenas o dolo direto. Inexiste forma culposa. Página 22 de 41

23 4. Elemento normativo do tipo. A expressão sem autorização indica a ilicitude da conduta, ao passo que a continuidade do exercício, devidamente permitida pela administração pública, não configura o tipo penal. 5. Objetos material e jurídico. O objeto material é a função pública e o objeto jurídico é a administração pública, nos interesses material e moral. 6. Classificação. Crime próprio, delito de mão própria, formal, de forma livre, comissivo e, excepcionalmente, omissivo impróprio, instantâneo, unissubjetivo, plurissubsistente; admite tentativa. VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL CP Análise do núcleo do tipo. Revelar significa fazer conhecer ou divulgar; facilitar a revelação quer dizer tornar sem custo ou esforço a descoberta. O objeto é o fato que deva permanecer em segredo. 2. Sujeitos a) ativo: o funcionário público, abrangendo o aposentado ou em disponibilidade. b) passivo: o Estado, secundariamente, a pessoa prejudicada com a revelação. 3. Elemento subjetivo do tipo. O dolo, não existe a forma culposa, nem se exige elemento subjetivo do tipo específico. 4. Objetos material e jurídico. O objeto material é a informação sigilosa. O objeto jurídico é a administração pública, nos interesses material e moral. 5. Classificação. Crime próprio, formal, de forma livre, comissivo e, excepcionalmente, omissivo impróprio, instantâneo, unissubjetivo, unissubsistente ou plurisusistente, forma em que se admite a tentativa. Página 23 de 41

24 VIOLAÇÃO DO SIGILO DE PROPOSTA OU CONCORRÊNCIA CP 326 Revogado pelo artigo 94 da Lei 8.666/93. USURPAÇÃO DE FUNÇÃO PÚBLICA CP Análise do núcleo do tipo. O verbo usurpar significa alcançar algo sem o regular direito. 2. Sujeito a) Ativo. Qualquer pessoa, inclusive o funcionário público. b) Passivo. A Administração Pública. 3. Classificação. Crime comum, formal, comissivo, instantâneo, unissubjetivo, plurissubsistente. 4. Forma qualificada. A forma qualificada está prevista no parágrafo único do artigo e se refere ao fato de auferir vantagem da função pública usurpada. 5. Necessidade de pelo menos um ato. A doutrina entende que o usurpador tem que cometer pelo menos um ato utilizando a qualidade usurpada de funcionário público ou atinente à função para que se caracterize o crime. RESISTÊNCIA CP Conduta típica. Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio. 2. Análise do núcleo do tipo. É a oposição a um ato legal 3. Sujeito Página 24 de 41

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ TÍTULO XI DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Capítulo I Dos Crimes Praticados por Funcionário Público contra a Administração em Geral Peculato Art. 312. Apropriar-se o funcionário público de dinheiro,

Leia mais

Direito Administrativo Crimes contra a Administração Pública

Direito Administrativo Crimes contra a Administração Pública 1 de 6 14/02/2015 21:13 Curtir Compartilhar 6 mil Tweet Seguir 91.4Mil seguidores PROGRAMA DO CONCURSO Direito Administrativo Crimes contra a Administração Pública Peculato TÍTULO XI DOS CRIMES CONTRA

Leia mais

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, decreta a seguinte Lei:

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, decreta a seguinte Lei: DECRETO-LEI N o 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, decreta a seguinte Lei: (...) TÍTULO XI DOS CRIMES CONTRA A

Leia mais

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 1 Certas práticas, sejam cometidas por agentes públicos ou por particulares, afetam negativamente a gestão pública. Algumas são consideradas crimes pelo Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei n. 2.848, de

Leia mais

Lição 5. Crimes contra a administração pública

Lição 5. Crimes contra a administração pública Lição 5. Crimes contra a administração pública 5.1. CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS PECULATO Artigo 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel,

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Aspectos penais em tópicos sintéticos: QUEM É O FUNCIONÁRIO PÚBLICO OU EQUIPARADO?

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Aspectos penais em tópicos sintéticos: QUEM É O FUNCIONÁRIO PÚBLICO OU EQUIPARADO? Do que trata? * Crimes contra a administração pública, cometidos por funcionário público. QUEM É O FUNCIONÁRIO PÚBLICO OU EQUIPARADO? Considera-se funcionário público, para os efeitos penais (Conforme

Leia mais

Proposta de Razão Recursal

Proposta de Razão Recursal Concurso: Banca examinadora: Proposta de Razão Recursal Oficial Escrevente FAURGS Questões recorríveis: 46, 47, 48, 49 e 52 Professor: Davi André Costa Silva Objeto de recurso Questão Motivo 46 Objeto

Leia mais

1. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

1. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1 DIREITO PENAL PONTO 1: Crimes Contra a Administração Pública 1. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Crimes contra a Administração Pública impedem a progressão de regime sem a reparação do dano. A reparação

Leia mais

BEM JURÍDICO TUTELADO (DIREITO PROTEGIDO)

BEM JURÍDICO TUTELADO (DIREITO PROTEGIDO) CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BEM JURÍDICO TUTELADO (DIREITO PROTEGIDO) O direito protegido é o funcionamento da administração pública, ou seja, a normalidade, prestígio da administração em geral.

Leia mais

TÍTULO XI DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CAPÍTULO I DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL

TÍTULO XI DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CAPÍTULO I DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL TÍTULO XI DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CAPÍTULO I DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL Peculato Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro,

Leia mais

1. Crimes contra Administração Pública: Conceito de Funcionário Público para fins penais art. 327 1, CP: (É diferente do art. 5º 2 da Lei 4898/65)

1. Crimes contra Administração Pública: Conceito de Funcionário Público para fins penais art. 327 1, CP: (É diferente do art. 5º 2 da Lei 4898/65) 1 PONTO 1: Crimes contra Administração Pública PONTO 2: Introdução aos crimes em espécie PONTO 3: Crimes em espécie 1. Crimes contra Administração Pública: Conceito de Funcionário Público para fins penais

Leia mais

CURSO ON-LINE PROFESSOR: ANDERSON LUIZ. 5º Simulado de Ética na Administração Pública

CURSO ON-LINE PROFESSOR: ANDERSON LUIZ. 5º Simulado de Ética na Administração Pública Prezados(as) concurseiros(as), Espero que todos estejam bem! Divirtam-se! 5º Simulado de Ética na Administração Pública 1. (CESPE/ACE/TCE-AC/2009) Suponha que Fábio, auditor-fiscal da Receita Federal do

Leia mais

1. DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Inserção de dados falsos em sistema de informações

1. DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Inserção de dados falsos em sistema de informações 1. DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Inserção de dados falsos em sistema de informações Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir

Leia mais

Art. 316 CONCUSSÃO. 3. ELEMENTO DO TIPO 3.1. Ação nuclear. Objeto material. Elemento normativo do tipo

Art. 316 CONCUSSÃO. 3. ELEMENTO DO TIPO 3.1. Ação nuclear. Objeto material. Elemento normativo do tipo Art. 316 CONCUSSÃO 1. CONCEITO Reza o artigo 316, caput, do Código Penal: Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função, ou antes, de assumi-la, mas em razão dela, vantagem

Leia mais

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade TEORIA GERAL DO CRIME FATO TÍPICO Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Resultado Nexo de causalidade Tipicidade RESULTADO Não basta existir uma conduta. Para que se configure o crime é necessário

Leia mais

CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1. Conceito de Funcionário Público (intraneus): Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração,

Leia mais

Teoria Parte 09. Direito Penal. Turmas 02 I 04 I 06 I 08 I 10. Prof. Lísias Data de impressão: 19/01/2011

Teoria Parte 09. Direito Penal. Turmas 02 I 04 I 06 I 08 I 10. Prof. Lísias Data de impressão: 19/01/2011 PF Turmas 02 I 04 I 06 I 08 I 10 Teoria Parte 09 Data de impressão: 19/01/2011 ELABORAÇÃO E PRODUÇÃO: UMA PARCERIA Visite o Portal dos Concursos Públicos WWW.CURSOAPROVACAO.COM.BR/CURITIBA MATERIAL DIDÁTICO

Leia mais

Questões relevantes Parte Especial CP

Questões relevantes Parte Especial CP Direito Penal 1ª Fase OAB/FGV Aula 5 Professor Sandro Caldeira Questões relevantes Parte Especial CP Crimes contra a honra Crimes contra o patrimônio; Crimes contra a dignidade sexual; Crimes praticados

Leia mais

DIREITO PENAL CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Prof. Maurilúcio Alves de Souza

DIREITO PENAL CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Prof. Maurilúcio Alves de Souza DIREITO PENAL CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Prof. Maurilúcio Alves de Souza CONSIDERAÇÕES GERAIS - Consecução das finalidades sociais: (paz, saúde, educação, interesses coletivos); - Proteção às

Leia mais

QUESTÕES PARA RESOLUÇÃO DIREITO PENAL PROF. JOERBERTH PINTO NUNES

QUESTÕES PARA RESOLUÇÃO DIREITO PENAL PROF. JOERBERTH PINTO NUNES QUESTÕES PARA RESOLUÇÃO DIREITO PENAL PROF. JOERBERTH PINTO NUNES 01. Funcionário público da fiscalização em transportes, no exercício da sua função, que adverte um amigo seu de uma fiscalização itinerante

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE JATAÍ - CESUT A s s o c i a ç ã o J a t a i e n s e d e E d u c a ç ã o

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE JATAÍ - CESUT A s s o c i a ç ã o J a t a i e n s e d e E d u c a ç ã o EMENTA 1- DOS CRIMES CONTRA A FAMÍLIA 2 - Dos crimes contra o estado de filiação 3 - Dos crimes contra a assistência familiar 4 - Dos crimes contra o pátrio poder, tutela e curatela 5 - DOS CRIMES CONTRA

Leia mais

Crime Unisubjetivo: quando o crime pode ser cometido por uma única pessoa. Crime Plurisubjetivo: quando o crime exige uma quantidade de pessoas.

Crime Unisubjetivo: quando o crime pode ser cometido por uma única pessoa. Crime Plurisubjetivo: quando o crime exige uma quantidade de pessoas. CONCURSO DE PESSOAS Crime Unisubjetivo: quando o crime pode ser cometido por uma única pessoa. Crime Plurisubjetivo: quando o crime exige uma quantidade de pessoas. Nos crimes unisubjetivos o concurso

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2003

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2003 SENADO FEDERAL Gabinete do Senador DEMÓSTENES TORRES PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2003 Altera dispositivos do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 Código Penal, para agravar penas e determinar

Leia mais

DIREITO PENAL. Professora Caroline Pastri Pinto ARTIGOS 293 A 305; 307; 308; 311-A; 312 A 317; 319 A 333; 335 A 337; 339 A 347; 350; 357 E 359.

DIREITO PENAL. Professora Caroline Pastri Pinto ARTIGOS 293 A 305; 307; 308; 311-A; 312 A 317; 319 A 333; 335 A 337; 339 A 347; 350; 357 E 359. Professora Caroline Pastri Pinto Formada em Direito pela Universidade Estadual de Maringá. Advogada e Consultora Jurídica atuante na área de Direito Penal, dentre outras. Ex-servidora da 4ª Vara Criminal

Leia mais

DIREITO PENAL. Os Crimes Praticados por Funcionário Público Contra a Administração

DIREITO PENAL. Os Crimes Praticados por Funcionário Público Contra a Administração DIREITO PENAL 21 Os Crimes Contra a Administração Pública Os Crimes Praticados por Funcionário Público Contra a Administração Introdução Administração Pública: É toda a atividade dos órgãos públicos, quer

Leia mais

RESPONSABILIDADE DO SERVIDOR E DEVERES DO ADMINISTRADOR

RESPONSABILIDADE DO SERVIDOR E DEVERES DO ADMINISTRADOR RESPONSABILIDADE DO SERVIDOR E DEVERES DO ADMINISTRADOR A punição administrativa ou disciplinar não depende de processo civil ou criminal a que se sujeite também o servidor pela mesma falta, nem obriga

Leia mais

LFG MAPS. Teoria Geral do Delito 05 questões

LFG MAPS. Teoria Geral do Delito 05 questões Teoria Geral do Delito 05 questões 1 - ( Prova: CESPE - 2009 - Polícia Federal - Agente Federal da Polícia Federal / Direito Penal / Tipicidade; Teoria Geral do Delito; Conceito de crime; Crime impossível;

Leia mais

01 MOEDA FALSA. 1.1. MOEDA FALSA 1.1.1. Introdução. 1.1.2. Classificação doutrinária. 1.1.3. Objetos jurídico e material

01 MOEDA FALSA. 1.1. MOEDA FALSA 1.1.1. Introdução. 1.1.2. Classificação doutrinária. 1.1.3. Objetos jurídico e material 01 MOEDA FALSA Sumário: 1. Moeda falsa 2. Crimes assimilados ao de moeda falsa 3. Petrechos para falsificação de moeda 4. Emissão de título ao portador sem permissão legal. 1.1. MOEDA FALSA 1.1.1. Introdução

Leia mais

RESOLUÇÃO NORMATIVA CFA Nº 458, DE 08 DE JANEIRO DE 2015

RESOLUÇÃO NORMATIVA CFA Nº 458, DE 08 DE JANEIRO DE 2015 Publicado no D.O.U. nº 8 de 13/01/2015, Seção 1 pag. 56 RESOLUÇÃO NORMATIVA CFA Nº 458, DE 08 DE JANEIRO DE 2015 Aprova o Manual de Postura do Fiscal O CONSELHO FEDERAL DE ADMINISTRAÇÃO, no uso da competência

Leia mais

COMENTÁRIOS DAS PROVAS DE DIREITO PENAL DO TRE PB Autor: Dicler Forestieri Ferreira

COMENTÁRIOS DAS PROVAS DE DIREITO PENAL DO TRE PB Autor: Dicler Forestieri Ferreira Saudações aos amigos concurseiros que realizaram a prova do TRE PB. Analisei as questões de Direito Penal (área judiciária e área administrativa) e estou disponibilizando o comentário das mesmas. Na minha

Leia mais

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS ALESSANDRO CABRAL E SILVA COELHO - alessandrocoelho@jcbranco.adv.br JOSÉ CARLOS BRANCO JUNIOR - jcbrancoj@jcbranco.adv.br Palavras-chave: crime único Resumo O presente

Leia mais

Aulão Polícia Civil Direito Penal Questões Emerson Castelo Branco

Aulão Polícia Civil Direito Penal Questões Emerson Castelo Branco Aulão Polícia Civil Direito Penal Questões Emerson Castelo Branco 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. 1-Fundação Pública Federal contrata o técnico de informática

Leia mais

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Omissão de Notificação da Doença DIREITO PENAL - Omissão de Notificação de Doença CP. Art. 269. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja

Leia mais

O crime de peculato mediante erro de outrem exige como sujeito ativo o FUNCIONÁRIO PÚBLICO, portanto é crime PRÓPRIO.

O crime de peculato mediante erro de outrem exige como sujeito ativo o FUNCIONÁRIO PÚBLICO, portanto é crime PRÓPRIO. ART. 313 PECULATO MEDIANTE ERRO DE OUTREM A p r o p r i a r - s e d e d i n h e i r o o u q u a l q u e r u t i l i d a d e q u e, n o e x e r c í c i o d o c a r g o r e c e b e u p o r e r r o d e o

Leia mais

Crimes contra a ordem tributária e sonegação fiscal II. Crimes do artigo 2.º da Lei 8.137/90

Crimes contra a ordem tributária e sonegação fiscal II. Crimes do artigo 2.º da Lei 8.137/90 Crimes contra a ordem tributária e sonegação fiscal II Francisco Monteiro Rocha Júnior * Crimes do artigo 2.º da Lei 8.137/90 Os crimes previstos no artigo 2.º da Lei 8.137/90, cujo caput aduz constitui

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Page 1 of 7 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992. Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento

Leia mais

Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11.

Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11. Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11. Ricardo Henrique Araújo Pinheiro. A breve crítica que faremos neste

Leia mais

PROFESSOR FÁBIO BELLOTE GOMES. Graduado, Mestre e Doutor pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo USP. Professor no Curso FMB - SP

PROFESSOR FÁBIO BELLOTE GOMES. Graduado, Mestre e Doutor pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo USP. Professor no Curso FMB - SP PROFESSOR FÁBIO BELLOTE GOMES Graduado, Mestre e Doutor pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo USP Professor no Curso FMB - SP Autor do Manual Elementos de Direito Administrativo Editora

Leia mais

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas.

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. Programa de DIREITO PENAL I 2º período: 80 h/a Aula: Teórica EMENTA Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. OBJETIVOS Habilitar

Leia mais

Sumário. Prefácio... 15 Introdução... 19. PRIMEIRA PARTE - aspectos gerais... 23. Capítulo 1 Noções gerais aplicáveis aos crimes tributários...

Sumário. Prefácio... 15 Introdução... 19. PRIMEIRA PARTE - aspectos gerais... 23. Capítulo 1 Noções gerais aplicáveis aos crimes tributários... Sumário Prefácio... 15 Introdução... 19 PRIMEIRA PARTE - aspectos gerais... 23 Capítulo 1 Noções gerais aplicáveis aos crimes tributários... 25 1. Infração tributária e crime contra a ordem tributária...

Leia mais

Direito Penal. Furto art. 155/156 do CP. Furto art. 155/156 do CP. Professor Rafael Machado

Direito Penal. Furto art. 155/156 do CP. Furto art. 155/156 do CP. Professor Rafael Machado Direito Penal Professor Rafael Machado A Furto art. 155/156 do CP. Conceito: Subtração de coisa alheia móvel para si ou para outrem sem a prática de violência ou grave ameaça ou qualquer espécie de constragimento

Leia mais

Ladir & Franco. RESPONSABILIDADE CRIMINAL DOS CONTABILISTAS O contabilista pode ser preso por atos praticados no exercício profissional?

Ladir & Franco. RESPONSABILIDADE CRIMINAL DOS CONTABILISTAS O contabilista pode ser preso por atos praticados no exercício profissional? L F Ladir & Franco A D V O G A D O S RESPONSABILIDADE CRIMINAL DOS CONTABILISTAS O contabilista pode ser preso por atos praticados no exercício profissional? Túlio Arantes Bozola Advogado - Ladir & Franco

Leia mais

1 Introdução... 2. 2 Definições... 3. 3 Compromisso e adesão... 5. 4 Indícios que podem caracterizar corrupção... 6

1 Introdução... 2. 2 Definições... 3. 3 Compromisso e adesão... 5. 4 Indícios que podem caracterizar corrupção... 6 Manual Anticorrupção Versão 1 Abr/2015 SUMÁRIO 1 Introdução... 2 2 Definições... 3 3 Compromisso e adesão... 5 4 Indícios que podem caracterizar corrupção... 6 5 Violações e Sanções Aplicáveis... 6 6 Ações

Leia mais

Corrupção Ativa. Corrupção. passiva

Corrupção Ativa. Corrupção. passiva 1 - DIREITO PENAL - Corrupção Passiva e Corrupção Ativa Corrupção passiva Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la,

Leia mais

CURSO ON-LINE PROFESSOR: ANDERSON LUIZ

CURSO ON-LINE PROFESSOR: ANDERSON LUIZ Olá, amigos(as), Esta é a primeira parte dos comentários à prova de Direito Administrativo do concurso de AFRFB/2009 (P2 Gab. 1). Inicio pelas questões sobre os assuntos que vimos no Curso Regular de Ética

Leia mais

Calendário reuniões ENCCLA

Calendário reuniões ENCCLA Nº 11 Fevereiro/2015 Há dez anos, teve início o modelo do hoje reconhecido Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (PNLD). A percepção dos membros

Leia mais

CURSOS ON-LINE DIR. PENAL CURSO BÁSICO PROFESSOR JÚLIO MARQUETI

CURSOS ON-LINE DIR. PENAL CURSO BÁSICO PROFESSOR JÚLIO MARQUETI Agora iniciaremos um trabalho peculiar, passaremos a cuidar dos crimes em espécie. Para sermos eficientes, necessário que estabeleçamos um método prático. Para fazê-lo, primeiramente, devemos nos recordar

Leia mais

DIREITO PENAL CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (CONTINUAÇÃO...)

DIREITO PENAL CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (CONTINUAÇÃO...) DIREITO PENAL PONTO 1: CRIMES CONTRA A ADM. PÚBLICA PONTO 2: EMPREGO IRREGULAR DE RENDA OU VERBAS PÚBLICAS; EXCESSO DE EXAÇÃO; CORRUPÇÃO PASSIVA PONTO 3: CONTRABANDO E DESCAMINHO; PREVARICAÇÃO; DESOBEDIÊNCIA;

Leia mais

Espelho da 2ª Redação_ Simulado Policia Federal_30.11.13. Delimitação do tema.

Espelho da 2ª Redação_ Simulado Policia Federal_30.11.13. Delimitação do tema. Espelho da 2ª Redação_ Simulado Policia Federal_30.11.13 Um policial federal, ao executar a fiscalização em um ônibus interestadual procedente da fronteira do Paraguai, visando coibir o contrabando de

Leia mais

Lojas Virtuais Venda de Produtos Falsificados e Uso de Marcas de Terceiros: Repercussões penais Reflexos Criminais da Pirataria Eletrônica

Lojas Virtuais Venda de Produtos Falsificados e Uso de Marcas de Terceiros: Repercussões penais Reflexos Criminais da Pirataria Eletrônica Lojas Virtuais Venda de Produtos Falsificados e Uso de Marcas de Terceiros: Repercussões penais Reflexos Criminais da Pirataria Eletrônica Eduardo Reale Ferrari eduardo@realeadvogados.com.br Tel : (11)

Leia mais

TEMA: CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO CRIME CONSUMADO

TEMA: CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO CRIME CONSUMADO TEMA: CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO CRIME CONSUMADO Significado: Terminar, acabar. Importância: Termo inicial da prescrição e na competência territorial (não esquecer da teria da ubiqüidade quanto ao

Leia mais

Crimes em espécie. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Peculato Apropriação

Crimes em espécie. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Peculato Apropriação CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Peculato Apropriação Art. 312, caput, primeira parte - até a palavra cargo PECULATO APROPRIAÇÃO Art. 312. Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou

Leia mais

PROGRAMA APRENDA DIREITO PENAL EM 3 MESES

PROGRAMA APRENDA DIREITO PENAL EM 3 MESES PROGRAMA APRENDA DIREITO PENAL EM 3 MESES Perguntas/Respostas alunos Módulo 2 Seguem abaixo as respostas aos questionamentos elaborados pelos alunos. Bons estudos! PERGUNTA 1 Aluna: Talita Késsia Andrade

Leia mais

LEI ANTICORRUPÇÃO E PRÁTICAS DE COMPLIANCE PARA PESSOAS JURÍDICAS

LEI ANTICORRUPÇÃO E PRÁTICAS DE COMPLIANCE PARA PESSOAS JURÍDICAS LEI ANTICORRUPÇÃO E PRÁTICAS DE COMPLIANCE PARA PESSOAS JURÍDICAS Objeto da Lei n.º12.846, de 2013 A Lei Anticorrupção dispõe sobre: a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas. pela

Leia mais

I Seminário sobre Segurança da Informação e Comunicações

I Seminário sobre Segurança da Informação e Comunicações I Seminário sobre Segurança da Informação e Comunicações OBJETIVO Identificar os aspectos jurídicos e éticos relacionados à Segurança da Informação e Comunicações que impliquem em responsabilidades civil,

Leia mais

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª-

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª- DIREITO PENAL IV LEGISLAÇÃO ESPECIAL 8ª - Parte Professor: Rubens Correia Junior 1 Direito penal IV 2 EXTORSÃO Art. 158 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter

Leia mais

Direito Penal Dr. Caio Paiva Aprovado no Concurso para Defensor Público Federal

Direito Penal Dr. Caio Paiva Aprovado no Concurso para Defensor Público Federal Direito Penal Dr. Caio Paiva Aprovado no Concurso para Defensor Público Federal Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados. 1 Direito Penal Parte Especial do

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR. Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR. Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará Cacildo Baptista Palhares Júnior: advogado em Araçatuba (SP) Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará 21. Para formação do nexo de causalidade, no

Leia mais

Direito Penal. Prof. Davi André Costa TEORIA GERAL DO CRIME

Direito Penal. Prof. Davi André Costa TEORIA GERAL DO CRIME TEORIA GERAL DO CRIME 1. Conceito de infração penal: a) Unitário (monista): infração penal é expressão sinônima de crime. Adotado pelo Código Penal do Império (1830). b) Bipartido (dualista ou dicotômico):

Leia mais

SELEÇÃO PARA ESTÁGIO REMUNERADO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ PARA ESTUDANTES DO CURSO DE DIREITO DA FACULDADE 7 DE SETEMBRO FA7

SELEÇÃO PARA ESTÁGIO REMUNERADO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ PARA ESTUDANTES DO CURSO DE DIREITO DA FACULDADE 7 DE SETEMBRO FA7 SELEÇÃO PARA ESTÁGIO REMUNERADO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ PARA ESTUDANTES DO CURSO DE DIREITO DA FACULDADE 7 DE SETEMBRO FA7 A FACULDADE 7 DE SETEMBRO, através do NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA,

Leia mais

Título IX DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA

Título IX DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA 1 DIREITO PENAL VI Denis Pigozzi Bibliografia GONÇALVES, Vitor Rios. Direito penal esquematizado. Saraiva. DAMÁSIO DE JESUS. Vol. 3 e 4. Saraiva. CAPEZ, Ferando. Vol. 3. MASSON, Cleber. Editora Método.

Leia mais

Coordenação Pedagógica Fiscal - Dezembro de 2014. Prof. Darlan Barroso. FUNDAMENTOS PARA RECURSOS Escrevente Técnico Judiciário TJ/SP

Coordenação Pedagógica Fiscal - Dezembro de 2014. Prof. Darlan Barroso. FUNDAMENTOS PARA RECURSOS Escrevente Técnico Judiciário TJ/SP Coordenação Pedagógica Fiscal - Dezembro de 2014 Prof. Darlan Barroso FUNDAMENTOS PARA RECURSOS Escrevente Técnico Judiciário TJ/SP Orientações de interposição do recurso O candidato poderá apresentar

Leia mais

DECRETO-LEI Nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - CÓDIGO PENAL BRASILEIRO

DECRETO-LEI Nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - CÓDIGO PENAL BRASILEIRO DECRETO-LEI Nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - CÓDIGO PENAL BRASILEIRO Art. 14 - Diz-se o crime: Tentativa II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade

Leia mais

1 (AMARELA) 9 (AZUL) 7 (ROSA) 4 (VERDE) 8 (AMARELA) 1 (AZUL) 3 (ROSA) 5 (VERDE) 13 (AMARELA) 18 (AZUL) 16 (ROSA) 16 (VERDE)

1 (AMARELA) 9 (AZUL) 7 (ROSA) 4 (VERDE) 8 (AMARELA) 1 (AZUL) 3 (ROSA) 5 (VERDE) 13 (AMARELA) 18 (AZUL) 16 (ROSA) 16 (VERDE) 1 (AMARELA) 9 (AZUL) 7 (ROSA) 4 (VERDE) A argumentação do recurso não merece acolhida. A noção de pressuposto não foi corretamente compreendida pelo candidato. Além disso, não se pode dizer que qualquer

Leia mais

DECRETO-LEI Nº 2.848, DE 07 DE DEZEMBRO DE 1940

DECRETO-LEI Nº 2.848, DE 07 DE DEZEMBRO DE 1940 DECRETO-LEI Nº 2.848, DE 07 DE DEZEMBRO DE 1940 Código Penal O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, decreta a seguinte lei: CÓDIGO PENAL PARTE ESPECIAL

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2011

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2011 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2011 Disciplina: Direito Penal IV Departamento III Penal e Processo Penal Docente Responsável: Mauro Augusto de Souza Mello Junior Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo:

Leia mais

www.apostilaeletronica.com.br

www.apostilaeletronica.com.br DIREITO PENAL PARTE GERAL I. Princípios Penais Constitucionais... 003 II. Aplicação da Lei Penal... 005 III. Teoria Geral do Crime... 020 IV. Concurso de Crime... 027 V. Teoria do Tipo... 034 VI. Ilicitude...

Leia mais

Leonardo de Medeiros Garcia. Coordenador da Coleção

Leonardo de Medeiros Garcia. Coordenador da Coleção Leonardo de Medeiros Garcia Coordenador da Coleção Marcelo André de Azevedo Promotor de Justiça no Estado de Goiás. Assessor Jurídico do Procurador-Geral de Justiça e Coordenador da Procuradoria de Justiça

Leia mais

CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Márcio Vinícius J. Lima Procurador do Município de Campinas Corregedor da Guarda Municipal de Campinas - SMCASP TÍTULO XI DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Leia mais

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL 1 PROCESSO PENAL PROCESSO PENAL PONTO 1: Princípios dos Juizados Especiais Criminais PONTO 2: Objetivos PONTO 3: Competência PONTO 4: Fase Policial PONTO 5: Fase Judicial PONTO 6: Recursos PONTO 7: Atos

Leia mais

Aspectos Éticos e Jurídicos Relacionados à Segurança da Informação e Comunicações SIC. por Siomara Pantarotto. siomara@planalto.gov.

Aspectos Éticos e Jurídicos Relacionados à Segurança da Informação e Comunicações SIC. por Siomara Pantarotto. siomara@planalto.gov. Aspectos Éticos e Jurídicos Relacionados à Segurança da Informação e Comunicações SIC por Siomara Pantarotto siomara@planalto.gov.br Identificar e refletir acerca dos aspectos jurídicos e éticos relacionados

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 Disciplina: Direito Penal III Departamento III Direito Penal e Direito Processo Penal Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo: Anual 4º ano Docente Responsável: Gustavo

Leia mais

Dos crimes contra administração pública Direito penal

Dos crimes contra administração pública Direito penal Polícia Federal Concurso de 2009 (Cespe/UnB) Direito penal Julgue os seguintes itens, relativos a crimes contra a pessoa e contra o patrimônio. 1 Diferenciam-se os crimes de extorsão e estelionato, entre

Leia mais

COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004

COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004 COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004 01- Podemos afirmar que a culpabilidade é excluída quando a) o crime é praticado em obediência à ordem, manifestamente legal, de superior

Leia mais

Aula 00 Aula Demonstrativa Curso: Direito Penal p/ ICMS RJ 2014 Professora: Karen Simões

Aula 00 Aula Demonstrativa Curso: Direito Penal p/ ICMS RJ 2014 Professora: Karen Simões Aula 00 Aula Demonstrativa Curso: Direito Penal p/ ICMS RJ 2014 Professora: Karen Simões 1 APRESENTAÇÃO Olá alunos e alunas, Bem vindos ao curso on-line preparatório para o cargo de Auditor Fiscal da Receita

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº DE 2011

PROJETO DE LEI Nº DE 2011 PROJETO DE LEI Nº DE 2011 Altera a Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, a Lei 8.666, de 21 de junho de 1993 e a Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º O art. 4º

Leia mais

PECULATO. Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. b) Passivo

PECULATO. Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. b) Passivo DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CAPÍTULO I DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO P CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL PECULATO Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público p de dinheiro,

Leia mais

Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais Para Reflexão Ao indivíduo é dado agir, em sentido amplo, da forma como melhor lhe indicar o próprio discernimento, em juízo de vontade que extrapola

Leia mais

Apologia de crime ou criminoso

Apologia de crime ou criminoso 1. CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA O iter criminis é dividido em três fases: cogitação, preparação e execução. O ponto que inicia a execução é aquele no qual se atinge o núcleo do tipo, saindo da esfera do

Leia mais

Direito Tributário Toque 1 Competência Tributária (1)

Direito Tributário Toque 1 Competência Tributária (1) É com grande satisfação que inicio minha jornada no site da Editora Ferreira. Neste espaço, iremos abordar o Direito Tributário com um único objetivo: obter, nesta disciplina, uma ótima pontuação em qualquer

Leia mais

COMENTÁRIOS DAS PROVAS DE DIREITO PENAL DO TRE MS Autor: Dicler Forestieri Ferreira

COMENTÁRIOS DAS PROVAS DE DIREITO PENAL DO TRE MS Autor: Dicler Forestieri Ferreira Caros amigos batalhadores pela aprovação no concurso público, abaixo segue a resolução das provas de Direito Penal aplicadas pela Fundação Carlos Chagas (FCC) no último fim de semana em virtude do concurso

Leia mais

SANÇÕES ADMINISTRATIVAS E PROCESSO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR NO ÂMBITO DA SUSEP

SANÇÕES ADMINISTRATIVAS E PROCESSO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR NO ÂMBITO DA SUSEP SANÇÕES ADMINISTRATIVAS E PROCESSO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR NO ÂMBITO DA SUSEP MARÇO 2011 DE Sanções Administrativas e PAS O Poder de Polícia do Estado (Regulação e Supervisão) O Processo Administrativo

Leia mais

A parte interessada deverá arguir o impedimento ou a suspeição - na primeira oportunidade em que Ihe couber falar nos autos.

A parte interessada deverá arguir o impedimento ou a suspeição - na primeira oportunidade em que Ihe couber falar nos autos. 1º BLOCO... 2 I. Direito Processual Civil... 2 II. Impedimento... 2 III. Suspeição... 2 IV. Atos Processuais... 2 V. Atos das Partes... 3 VI. Atos do Juiz... 3 VII. Do Tempo e do Lugar dos Atos Processuais...

Leia mais

Assim, o bem jurídico tutelado é o meio ambiente natural, cultural, artificial e do trabalho, englobáveis na expressão BEM AMBIENTAL.

Assim, o bem jurídico tutelado é o meio ambiente natural, cultural, artificial e do trabalho, englobáveis na expressão BEM AMBIENTAL. ASPECTOS DA TUTELA PENAL DO AMBIENTE 1. Introdução Como conseqüência da consciência ambiental, o legislador brasileiro não só previu a proteção administrativa do meio ambiente e a denominada tutela civil

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA O título reservado aos crimes contra a fé pública divide-se em quatro capítulos, com as seguintes epígrafes: Da moeda falsa, Da falsidade de títulos e outros papéis públicos,

Leia mais

ALTERAÇÕES A TIPOS PENAIS

ALTERAÇÕES A TIPOS PENAIS ALTERAÇÕES A TIPOS PENAIS COMO É HOJE VERSÃO DO PL ANTERIOR SUBSTITUTIVO APRESENTADO em 22 de setembro de 2015 Art. 141 - As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes

Leia mais

PARECER ANISTIA FISCAL MULTA E JUROS RENÚNCIA DE RECEITA

PARECER ANISTIA FISCAL MULTA E JUROS RENÚNCIA DE RECEITA Salvador, 17 de Março de 2014. Da: CAMP - Consultoria em Administração Pública Ltda. Para: Prefeito Municipal de Barrocas Senhor Prefeito, Vimos por meio deste, em atenção a consulta feita por V.Exª.,

Leia mais

Poder Judiciário TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO Gabinete do Desembargador Federal Geraldo Apoliano RELATÓRIO

Poder Judiciário TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO Gabinete do Desembargador Federal Geraldo Apoliano RELATÓRIO Poder Judiciário RELATÓRIO O DESEMBARGADOR FEDERAL GERALDO APOLIANO (RELATOR): Cuida-se de Inquérito Policial, instaurado para apurar a responsabilidade de EMANUEL SANTIAGO ALENCAR, Prefeito do município

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO-LEI N o 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940. Código Penal. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art.

Leia mais

DA EXTORSÃO ART. 158 DO CP DA EXTORSÃO ART. 158 DO CP DA EXTORSÃO ART. 158 DO CP DA EXTORSÃO ART. 158 DO CP DA EXTORSÃO ART.

DA EXTORSÃO ART. 158 DO CP DA EXTORSÃO ART. 158 DO CP DA EXTORSÃO ART. 158 DO CP DA EXTORSÃO ART. 158 DO CP DA EXTORSÃO ART. DA EXTORSÃO ART. 158 DO CP Art. 158 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou

Leia mais

DIREITO PENAL DO TRABALHO

DIREITO PENAL DO TRABALHO DIREITO PENAL DO TRABALHO ÍNDICE Prefácio à 1º Edição Nota à 4º Edição Nota à 3º Edição Nota à 2º Edição 1. CONCEITOS PENAIS APLICÁVEIS AO DIREITO DO TRABALHO 1.1. DoIo 1.1.1. Conceito de dolo 1.1.2. Teorias

Leia mais

ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL: O DELITO DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL

ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL: O DELITO DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL: O DELITO DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL. Nomen juris: a Lei nº 12.978/2014 alterou o nome

Leia mais

DOS CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA

DOS CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA DOS CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA Crimes Tributários: Conceito:- Crimes tributários em sentido amplo condutas delituosas com comportamento lesivo ao erário (inclui contrabando e, mais particularmente,

Leia mais

São Paulo - SP Av. Nove de Julho, 5.109 3º Andar (55 11) 3254 0050 www.porto.adv.br

São Paulo - SP Av. Nove de Julho, 5.109 3º Andar (55 11) 3254 0050 www.porto.adv.br São Paulo - SP Av. Nove de Julho, 5.109 3º Andar (55 11) 3254 0050 www.porto.adv.br 86º ENIC: 2014 Comissão de Obras Públicas - COP Lei Anticorrupção Lei nº 12.846, de 01/08/2013 PORTO ADVOGADOS www.porto.adv.br

Leia mais

Tempo do crime art. 4º do CP: considera-se praticado o crime, o momento da ação ou omissão mesmo que outro seja o momento do resultado.

Tempo do crime art. 4º do CP: considera-se praticado o crime, o momento da ação ou omissão mesmo que outro seja o momento do resultado. Tempo do crime art. 4º do CP: considera-se praticado o crime, o momento da ação ou omissão mesmo que outro seja o momento do resultado. (utilizado como critério para inimputabilidade do menor de 18 anos).

Leia mais

Ementa: Apresentação da declaração de bens e rendas. Lei 8.730/93. Lei 8.429/92. Instrução Normativa do TCU nº 65, de 20 de abril de 2011.

Ementa: Apresentação da declaração de bens e rendas. Lei 8.730/93. Lei 8.429/92. Instrução Normativa do TCU nº 65, de 20 de abril de 2011. Nota Técnica n 01/2011 Ementa: Apresentação da declaração de bens e rendas. Lei 8.730/93. Lei 8.429/92. Instrução Normativa do TCU nº 65, de 20 de abril de 2011. Obrigatoriedade. 1. No dia 03.05.2011 o

Leia mais

RECURSOS DIREITO TRIBUTÁRIO- ALEXANDRE LUGON PROVA 2 ATRFB (ÁREA GERAL) -DIREITO TRIBUTÁRIO

RECURSOS DIREITO TRIBUTÁRIO- ALEXANDRE LUGON PROVA 2 ATRFB (ÁREA GERAL) -DIREITO TRIBUTÁRIO RECURSOS DIREITO TRIBUTÁRIO- ALEXANDRE LUGON QUESTÃO 1 1 - Responda às perguntas abaixo e em seguida assinale a opção correta. I. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios cobrar

Leia mais

OS REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL E A RESPONSABILIDADE DOS CONSELHEIROS REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL

OS REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL E A RESPONSABILIDADE DOS CONSELHEIROS REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL OS REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL E A RESPONSABILIDADE DOS CONSELHEIROS REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL O Regime Próprio de Previdência Social RPPS, de caráter contributivo, é o regime assegurado

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em 2003, João ingressou como sócio da sociedade D Ltda. Como já trabalhava em outro local, João preferiu não participar da administração da sociedade. Em janeiro

Leia mais

Falsificação de documento particular. Falsidade ideológica

Falsificação de documento particular. Falsidade ideológica 1. DA FALSIDADE DOCUMENTAL Documento Público: é aquele elaborado por funcionário publico no exercício de suas funções e nos limites das suas atribuições. Falsificação de documento particular Art. 298 -

Leia mais