II SEMINÁRIO SOBRE COMPLEXO INDUSTRIAL DA SAÚDE

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1 II SEMINÁRIO SOBRE COMPLEXO INDUSTRIAL DA SAÚDE ASSISTÊNCIA OBSTETRÍCA: ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL E AO PARTO ULTRA-SONOGRAFIA E O MONITORAMENTO DO PARTO JACOB ARKADER

2 EXPECTATIVA DE VIDA Mulheres 71,97 64,33 65,35 59,01 Homens

3 Idade (anos) ,5 53,3 61,8 67,7 Expectativa de vida 71,4 72,9 Idade à época da menopausa População total = 169 milhões População feminina = (50,77%)> 45 anos = (22,05%) IBGE, 2000

4 ATENÇÃO QUALIFICADA NO CICLO GRÁVIDO PUERPERAL RN morrem por complicações durante o parto 120 milhões de gestações / ano MUNDO mortes maternas + 50 milhões de mulheres sofrem seqüelas relacionadas à gravidez Family Care International, 2003

5 SAÚDE MATERNO-INFANTIL DEFICIÊNCIAS BRASIL ALTA MORTALIDADE MATERNA ALTA MORTALIDADE PERINATAL ALTA PREVALÊNCIA DE BAIXO PESO AO NASCER AUMENTO DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA NUTRIÇÃO DAS ZONAS URBANAS E RURAIS PNDS, 1996

6 MORTALIDADE MATERNA CAUSAS TOXEMIA HEMORRAGIA INFECÇÃO OUTRAS

7 RISCO MATERNO PROBABILIDADE DE MORTE OU DE OCORRER COMPLICAÇÕES GRAVES DEVIDO À GRAVIDEZ OU PARTO WINIKOFF.B, % DE TODAS AS GRAVIDAS 15 % DE TODAS AS GRAVIDAS ALGUMA COMPLICAÇÃO NECESSITAM ATENÇÃO OBSTÉTRICA ESPECIALIZADA AS COMPLICAÇÕES SÃO IMPREVISIVEIS KOBLINSKY.M, 1993

8 MORTALIDADE MATERNA POR QUE MORREM? ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL ASSISTÊNCIA AO PARTO ASSISTÊNCIA AO PUERPÉRIO PLANEJAMENTO FAMILIAR CONDIÇÕES SÓCIO-ECONÔMICAS

9 60 Brasil Argentina Razão de Mortalidade Materna Brasil Cuba Canadá RMM 68,9 68,3 61,5 56,7 52,5 50,8 49,5 53,0 49,6 47,8 47,7 44,2 44,6 47,9 48,3 47,7 44,1 53,4 58,5 53,3 0 CMM/ NV Fonte:SIM / CENEPI / FUNASA / MS Estimativa Nascidos Vivos / IBGE Razão por NV O Brasil é um país que ainda não tem um sistema hospitalar em condições adequadas para garantir partos seguros para todas as suas parturientes.

10 PRÉ-NATAL SAÚDE DA MULHER BRASIL COBERTURA 85,6% URBANA 91,4% RURAL 68,1% PRIMEIRA CONSULTA NO 1º TRIMESTRE 66% MAIS DE 4 CONSULTAS - 75,9%

11 NÚMERO DE CONSULTAS DE PRÉ-NATAL NO BRASIL % 77% % 1,2% 0 Nenhuma 1-3 Visitas > 4 Visitas Fonte: Pesquisa Nacional Sobre Demografia e Saúde Março, 1997.

12 ATENÇÃO QUALIFICADA AO PARTO ENFOQUE DE RISCO PRÉ-NATAL UTILIZA FERRAMENTAS IMPRECISAS NÃO LEVA EM CONTA QUE A MAIORIA DAS COMPLICAÇÕES NÃO SÃO PREVISIVEIS, MAS PODEM SER TRATADAS

13 Pré-Natal Materno Infantil Mortalidade Materna Mortalidade Perinatal

14 PERCENTUAL DE PARTOS ASSISTIDOS POR PESSOAL QUALIFICADO AMÉRICA DO NORTE EUROPA AMÉRICA LATINA ÁSIA OCEÂNIA ÁFRICA 99 % 98 % 75 % 53 % 52 % 42 % OMS, 1997

15 PARTO HOSPITALAR BRASIL REGIÃO NORTE NORDESTE SUDESTE SUL CENTRO-OESTE PARTO HOSPITALAR ( %) 81,9 83,4 95,1 97,4 97,1 BRASIL 91,0 PNDS, 1996

16 HOSPITAIS COM LEITOS OBSTÉTRICOS 1998 FEDERAL ESTADUAL MUNICIPAL PRIVADO FILANTRÓPICO UNIVERSITÁRIO IGNORADO TOTAL SIH/SUS, MS

17 Partos e Consultas de Pré-Natal REDE SUS - BRASIL, a Partos Pré-Natal Fonte: MS/DATASUS

18 ASSISTÊNCIA AO PARTO ECONÔMICO APOIO POLÍTICO À QUALIDADE PARTO NORMAL COM PROFISSIONAL QUALIFICADO US$ 8 a US$ 15 em centros de saúde da África e América Latina Parto normal com profissional qualificado US$ 10 a US$ 35 em hospital Cesárea US$ 50 a US$ 100 OMS, 1997

19 GASTOS PER CAPITA EM OBSTETRÍCIA EM R$ 1,00 REGIÃO CENTRO OESTE REGIÃO NORDESTE REGIÃO NORTE REGIÃO SUDESTE REGIÃO SUL R$ 4,01 R$ 4,84 R$ 5,03 R$ 3,60 R$ 3,57 BRASIL R$ 4,08 SAS/MS, 2002

20 TAXA CESARIANA BRASIL ,97 % 24,79 % REDUÇÃO 22,5 % EM TERMOS ABSOLUTOS REDUÇÃO MÉDIA 31 % SAS/MS, 2002

21 ASSISTÊNCIA OBSTÉTRICA BRASIL 1995 PARTO NORMAL (SUS) R$ 114, PARTO NORMAL (SUS) R$ 300,00 AUMENTO DE 162,63 % 1997 ASSISTÊNCIA OBSTÉTRICA R$ 554 MILHÕES 2002 ASSISTÊNCIA OBSTÉTRICA R$ 712 MILHÕES AUMENTO DE 28,6 % SAS/MS, 2002

22 CONDIÇÕES IDEAIS DE SEGURANÇA DE LOCAL PARA ATENDIMENTO AO PARTO Disponibilidade de acesso imediato a: 1) Sangue e hemoderivados; 2) Ocitócicos; 3) Antibióticos. Disponibilidade 24 horas por dia de médicos especialistas em: 1) Obstetrícia; 2) Neonatologia; 3) Anestesia. Condições no local para realizar cesariana de urgência. Possibilidade de acesso no local, ou por transferência, a Centro de Terapia Intensiva para a Mãe e para o RN

23 AVALIAÇÃO DA SAÚDE FETAL OBJETIVO O objetivo de qualquer teste ante parto é detectar alguma patologia fetal e possibilitar uma intervenção terapêutica precoce para prevenir a morte fetal e ou amenizar as seqüelas sobre o futuro deste feto como ser humano.

24 INDICAÇÕES FETAIS CIU R Malfor mações isoimu nização Hidropsia fetal Infec ção fetal

25 MÉTODOS Cardiotocografia Perfil biofísico fetal Ultra-sonografia

26 CARDIOTOGRAFIA CONSISTE NO REGISTRO SIMULTÂNEO DA FCF, MOVIMENTOS FETAIS E CONTRAÇÕES UTERINAS, REALIZADA A PARTIR DE 28 SEMANAS.

27 PERFIL BIOFÍSICO FETAL Complementar a CTR alterada ou duvidosa Aparelhos utilizados: cardiotocógrafo, ecógrafo de tempo real Variáveis: Movimentos respiratórios fetais Movimentos fetais Tônus fetal Reatividade fetal Volume de LA

28 ULTRA-SONOGRAFIA Exame da rotina pré-natal. Na disponibilidade de apenas 1 exame, realizá-lo IG de 15 à 20 semanas ( IG e morfologia); Primeiro trimestre realizar ECO transvaginal. Segundo e terceiro trimestres Eco transabdominal.

29 ULTRA-SONOGRAFIA OBJETIVOS: Avaliar o desenvolvimento fetal, com informações sobre concepto, líquido amniótico (LA) e placenta; Monitorar movimentos respiratórios, motores, deglutição e atividade cardíaca

30 CLASSIFICAÇÃO DO RISCO GESTACIONAL: Baixo Risco Alto Risco Não existe Gestante Sem Risco Uma gestação só pode ser classificada como de Baixo Risco, 24 a 48 horas após o nascimento de uma criança saudável pesando entre 2500g g, fruto de uma gestação com duração de 38 a 40 semanas que não tenha apresentado nenhuma intercorrência durante o pré-natal e cujo trabalho de parto teve início espontâneo e curso eutócico. JA

31 CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA Capítulo II : Dos Direitos Sociais Artigo 6: São direitos sociais, a educação a saúde, o trabalho, o lazer, a previdência social, a proteção à maternidade, à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta constituição. Artigo Seção III: Da Previdência Social. δ III -... Proteção à maternidade, especialmente à gestação.

32 MORTALIDADE MATERNA NO MUNDO...um investimento tão pequeno quanto US$ 3 por pessoa poderia prevenir a grande parte das mortes e das seqüelas nessas mães e nesses recém nascidos... Dr. Hiroshi Nakajima, Diretor Geral da OMS, 1998.

33 DI PARTO NON SI DEVE MORIRE ROSSI-DORIA, 1907

34 Humanizar o parto, significa devolver a figura central do nascimento aos pais e ao recémnascido, sem prejuízo à segurança da gestante e de seu filho.

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