CADERNOS REGIONAIS SUDESTE

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1 CADERNOS REGIONAIS SUDESTE 2015

2 Apresentação Neste ano de 2015 se realiza o 12º CONCUT Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores -, momento de suma importância para não só eleger a nova direção da Central, mas também para debater temas estratégicos, mobilizar as bases e elaborar o plano de lutas do próximo período. O processo desta edição do Congresso será qualitativamente diferente dos anteriores e orientará para que as discussões dos temas de interesse da classe trabalhadora ocorram a partir das bases sindicais. A Secretaria Geral, em parceria com a Secretaria Nacional de Formação, coordenou os trabalhos das equipes do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), do Instituto Observatório Social e da Secretaria Nacional de Organização, que produziram um conjunto de textos com diversos indicadores sobre questões econômicas e sociais consideradas fundamentais para subsidiar os debates nas bases e entidades CUTistas em todas as regiões do Brasil. Os textos de subsídios foram divididos por regiões do Brasil e possuem uma grande quantidade de informações socioeconômicas, entre elas: evolução e participação setorial no PIB (Produto Interno Bruto), indicadores sociais relacionados ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), acesso à educação, pobreza, mortalidade infantil, emprego e mercado de trabalho, negociação coletiva, jornada de trabalho, renda, trabalho escravo, condições de trabalho, alcance dos programas sociais e conflitos no campo, sindicalização, entre outros indicadores. Dessa forma, toda entidade terá a sua disposição esse conjunto de informações e estudos para realizar bons debates, levantar os principais problemas da região e trazer as questões mais importantes para os debates nos Congressos Estaduais e para Congresso Nacional da CUT, que acontece em outubro desse ano. Boa leitura! Sergio Nobre Secretário-Geral e Coordenador do 12º CONCUT Maria Aparecida Faria Secretaria- Geral Adjunta 2

3 Lista de Gráficos, Tabelas, Figuras e Quadros PARTE I: ESTRUTURA ECONÔMICA E INDICADORES SOCIAIS DO SUDESTE Aspectos da estrutura econômica da região Sudeste...6 GRÁFICO 1: Variação acumulada no PIB de 2002 a 2012, região Sudeste e Brasil, em %. GRÁFICO 2: Participação no valor adicionado bruto, regiões do Brasil (divisão CUT), 2002 a 2012, em % do total. GRÁFICO : Participação no valor adicionado bruto da região Sudeste por unidades da federação, 2002 a 2012, em % do total. TABELA 1: Participação da região Sudeste no valor adicionado bruto total do Brasil, por atividades econômicas, 2002 a 2012, em % sobre o total. QUADRO 1 Atividade econômica de maior peso, de maior crescimento e maior queda em relação ao total do Valor Adicionado do respectivo estado, região Sudeste, 2002 a Indicadores Sociais...10 FIGURAS 1 e 2: IDH Brasil, 1991 e FIGURA : IDH municipal da região Sudeste 1991 FIGURA 4: IDH municipal da região Sudeste 2010 GRÁFICO 4: IDH municipal, região Sudeste, 1991 e 2010 GRÁFICO 5: Percentual da população de 15 a 17 anos com fundamental completo, 1991,2000 e 2010 GRÁFICO 6: Percentual da população de 18 a 20 anos de idade com o ensino médio completo,, região Sudeste, 1991, 2000 e 2010, em % TABELA 2: Número de matriculados em graduação no Ensino Superior, 2012 e 201, em % GRÁFICO 7: Esperança de vida ao nascer, região Sudeste, 1991, 2000 e 2010 GRÁFICO 8 Taxa de pobreza extrema por Região, 1995 e 2008 GRÁFICO 9: Taxa de pobreza extrema na Região Sudeste por estado, 1995 e 2008 GRÁFICO 10: Taxa de Mortalidade Infantil Brasil e Grande Regiões (mortes por mil nascidos vivos), 2000 e PARTE II: MERCADO DE TRABALHO E NEGOCIAÇÕES COLETIVAS NA REGIÃO SUDESTE Introdução...18 Mercado de trabalho geral...18 TABELA : Distribuição dos ocupados por Ramos da CUT/Atividade econômica, região Sudeste (total), 2004 e 201, em nº de trabalhadores. QUADRO 2: Ramos da CUT: observação da variação em números absolutos no período considerado por unidade da federação, região Sudeste, de 2004 a 201. TABELA 4: Distribuição dos ocupados por Macrossetores da CUT, região Sudeste, 2004 e 201, em % em relação ao total. TABELA 5: Ocupações de maior crescimento e maior queda, região Sudeste, 200 e 2012, em nº de ocupados. GRÁFICO 11: Taxa de desocupação dos estados da região Sudeste, 2004 e 201, em %. TABELA 6 Escolaridade dos ocupados na região Sudeste, geral e por estado, 2004 e 201, em anos. GRÁFICO 12: Taxa de formalização da região Sudeste, 2004 e 201, em %. TABELA 7: Taxa de formalização por macrossetores CUT e unidade da federação, região Sudeste, 2004 e 201, em % do total de ocupados do macrossetor.

4 GRÁFICO 1: Jornada média semanal do trabalho principal, região Sudeste, 2004 e 201, em horas. GRÁFICO 14: Rendimento médio, estados da região Sudeste, 2004 e 201, em Reais (R$) de janeiro de 2015 (INPC-IBGE). GRÁFICO 15: Taxa de sindicalização, região Sudeste, em % do total de ocupados, 2004 e 201. GRÁFICO 16: Taxa de desocupação por faixas etárias, região Sudeste, em % do total de ocupados, 2004 e 201. GRÁFICO 17: Rendimento médio por gênero, região Sudeste, 2004 e 201, em Reais (R$) de janeiro de 2015 (INPC-IBGE). GRÁFICO 18: Rendimento médio por raça/cor, região Centro Oeste e Tocantins, 2004 e 201, em Reais (R$) de janeiro de 2015 (INPC-IBGE). Mercado de trabalho formal...0 GRÁFICO 19: Emprego Formal nos estados do Sudeste - Variação 200/2014 GRÁFICO 20: Emprego Formal (com carteira assinada) nos estados do Sudeste: distribuição por unidades da federação no ano de 2014*, em nº de empregados formais. FIGURA 5: Distribuição do emprego formal por faixas de quantidade de trabalhadores formais segundo município, Sudeste, junho de GRÁFICO 21: Evolução da massa salarial e dos rendimentos médios do emprego formal, Sudeste, 200 a 2014, em número índice, (base: 200=100). FIGURA 6: Faixa de remuneração média em salários mínimos (SM) por município, Sudeste, junho de Negociações Coletivas...5 TABELA 6: Instrumentos Coletivos Registrados na Região Sudeste, por Unidade da Federação 1997 a 2008 GRÁFICO 22: Distribuição dos reajustes salariais em comparação com o INPC-IBGE, região Sudeste, 2010 a GRÁFICO 2: Percentual de negociações com reajustes superiores ao INPC-IBGE segundo UF, Região Sudeste, 2010 a GRÁFICO 24: Percentual de negociações com reajustes superiores ao INPC-IBGE segundo setor Sudeste, 2010 a PARTE III: INDICADORES DETRABALHO DECENTE Trabalho Inaceitável...40 Tabela 1: Trabalhadores Resgatados em Condições Análogas à Escravidão nos meios Urbano e Rural - Região Sudeste, por Unidade da Federação, 2008 a 201 Tabela 2: Pessoas de 10 a 17 anos de idade, ocupadas na semana de referência, por grupos de idade e situação do domicílio Região Sudeste, por Unidade da Federação, 2010 Tratamento Digno...42 Tabela : Salário Médio Real(*) de Admissão por Gênero - Região Sudeste, por Unidade da Federação, 1º Trimestre de 2014 Jornada Decente...4 Tabela 4: Média de Horas Semanais trabalhadas no Trabalho Principal, em Afazeres Domésticos e Jornada Total das pessoas de 16 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência, por sexo - Região Sudeste, por Unidade da Federação, 2012 Equilíbrio entre Trabalho, Vida Pessoal e Familiar...4 Tabela 5: Pessoas Ocupadas na semana de referência que trabalhavam fora do domicílio e retornavam para seu domicílio diariamente, por tempo habitual de deslocamento para o trabalho - Região Sudeste, por Unidade da Federação e Capital,

5 Trabalho Seguro...44 Tabela 6: Acidentes de Trabalho Brasil Tabela 7: Dados estatísticos - acidentes de trabalho - Região Sudeste Proteção Social...45 G. 1: Distribuição de auxílios ativos no meio rural - Grandes Regiões, Dez/2012 G. 2: Distribuição de auxílios ativos no meio urbano - Grandes Regiões, Dez/2012 Tabela 8: Quantidade de Aposentadorias Urbanas e Rurais Ativas, por grupos de espécies - Região Sudeste, por Unidade da Federação, posição em Dezembro, 2010/2012 Contexto Socioeconômico Programas Sociais (o Bolsa Família )...47 Tabela 9: Número de Beneficiários atendidos pelo Programa Bolsa Família - Região Sudeste, por Unidade da Federação, Folhas de pagamento: Setembro e Outubro de 2014 Conflitos no Campo...49 Tabela 1: Assassinatos em Conflitos no Campo na Região Sudeste em 201 Folhas de pagamento: Setembro e Outubro de 2014 Tabela 2: Conflitos no Campo no Espírito Santo em 201 Tabela : Conflitos no Campo em Minas Gerais em 201 Tabela 4: Conflitos no Campo no Rio de Janeiro em 201 Tabela 5: Conflitos no Campo em São Paulo em 201 PARTE IV: CONCLUSÕES...,,,...56 ANEXO: SINDICALIZAÇÃO...,,,,,,,

6 PARTE I: ESTRUTURA ECONÔMICA E INDICADORES SOCIAIS DO SUDESTE Aspectos da estrutura econômica da região Sudeste A região Sudeste do Brasil, no período de 2002 a 2012, apresentou dinamismo econômico abaixo do verificado no país. Considerando a variação do Produto Interno Bruto (PIB), a economia do Sudeste cresceu 46,8% (a que menos cresceu no período) contra 49,6% do PIB do Brasil. Mais do que o fato deste crescimento ter sido inferior ao restante do país, o que mais se destaca é a grande assimetria dos estados: enquanto São Paulo apresentou a segunda menor taxa de crescimento do PIB no período dentre todas as unidades da federação, de 4,5%, Espírito Santo teve desempenho muito superior, tanto à média da região como do país, com 95,7%. Em relação aos demais estados da região, enquanto o Rio de Janeiro também cresceu abaixo da média nacional e da região, Minas Gerais teve desempenho melhor e variação superior a ambos. GRÁFICO 1 Variação acumulada no PIB de 2002 a 2012, região Sudeste e Brasil, em %. Fonte: Elaboração Subseção DIEESE/CUT-Nacional a partir do Sistema de contas regionais IBGE 6

7 Devido a este comportamento da economia do Sudeste, a região, ainda que permaneça responsável por mais da metade da economia do país, registrou no período perda desta participação: se em 2002 ela representava 55,7% (chegando a 56,0% em 2006), em 2012 (último ano disponível) a região representava 54,%, encontrando-se em trajetória declinante desde o ano de GRÁFICO 2 Participação no valor adicionado bruto, regiões do Brasil (divisão CUT), 2002 a 2012, em % do total. Fonte: Sistema de contas regionais - IBGE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional O estado de São Paulo, apesar de ainda possuir a maior economia da região Sudeste e do Brasil, devido ao fato de ter crescido menos que as demais, observou perda em sua participação na região: enquanto no ano de 2002 representava mais de 60% da economia da região, em 2012 este percentual caiu para 57,1%, ainda que seja a maior parte da região, mas obteve uma queda percentual de,4% na região. O estado do Rio de Janeiro, apesar de ter visto um crescimento pouco abaixo da média da região, conseguiu crescer em sua participação dada a grande queda paulista. Porém, tanto Minas Gerais como especialmente o Espírito Santo tiveram aumento considerável de suas respectivas participações no valor adicionado bruto da região. 7

8 GRÁFICO Participação no valor adicionado bruto da região Sudeste por unidades da Federação, 2002 a 2012, em % do total. Fonte: Sistema de contas regionais - IBGE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional. Do ponto de vista setorial, basicamente a economia brasileira está dividida da seguinte forma: em 2012, a Agropecuária respondia por 5,% do valor adicionado bruto, a Indústria Extrativa Mineral 4,%, Indústria de Transformação 1,0%, Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP),1%, Construção Civil 5,7%, Comércio 12,7%, Intermediação Financeira 7,2%, Administração Pública 16,6% e Outros Serviços 2,1% (incluindo serviços prestados às empresas, Educação e Saúde privadas, serviços pessoais, entre outros). Já a região Sudeste, nesta mesma divisão, tem maior densidade nos serviços em geral (incluindo Intermediação Financeira) e no setor Industrial, sendo ela menor no setor de Agropecuária, ainda que se destaque que esta região, até pelo seu tamanho, ainda concentra a maior parte da produção do setor, se observada em números absolutos. Destaque também para a Indústria Extrativa Mineral, relacionada à exploração de petróleo no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, que eleva a participação da atividade no total nacional. 8

9 Setorialmente, dada estas distribuições, o que se observa é que apesar de a região Sudeste ser a maior economia do país e isso se refletir em suas participações sobre o total do valor adicionado bruto dos setores analisados, com exceção da relativa estabilidade da Agropecuária, do segmento de Intermediação Financeira e da Indústria Extrativa Mineral, a participação da região foi de queda, muito devido ao fato de outras regiões do país terem crescido acima da média da região. Na Indústria de Transformação especificamente, a queda foi maior ainda: se tivermos em conta que o setor apresentou queda no país como um todo, ela foi mais pronunciada ainda no Sudeste, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, conforme veremos a seguir. TABELA 1 Participação da região Sudeste no valor adicionado bruto total do Brasil, por atividades econômicas, 2002 a 2012, em % sobre o total. Atividade Econômica Agropecuária 29,9 26,5 27,2 29,7 1,8 29, 26,4 27,1 29,9 1,7 29,8 Indústria Extrativa Mineral 74,1 75,4 7,7 78, 81,1 79,1 77,6 75,0 71,1 7,4 77,0 Indústria de Transformação 60,5 60,9 61, 61,8 61,5 62,8 62,7 60,6 60, 59,6 58,6 Construção Civil 56,0 54,8 54,4 50, 51,5 51,1 50,9 50,7 50,6 51, 50,8 SIUP 51,2 51,6 50,8 52,8 51,6 47,9 45,0 48,0 47,7 44,6 44,5 Comércio 54, 50, 51, 52,4 5, 52,2 50,6 50,4 51,4 51,5 51,0 Financeiro 65,9 68,5 66,6 67,5 67,1 68,2 67,2 67,7 66,9 66,9 65,7 Administração Pública 4,6 42,8 42,2 42,0 41, 41,8 41,8 41,5 40,1 40,0 40,1 Outros Serviços* 61,8 61,6 61,0 61, 61,5 60,9 61,2 61,2 61,2 61,0 61,4 *: Engloba atividades de Turismo, Assessoria técnica especializada, Saúde e Educação Privadas, prestação de serviços pessoais, entre outros. Fonte: Sistema de contas regionais - IBGE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional. 9

10 Este comportamento setorial, no entanto, foi diverso. A importância dos Outros Serviços na economia dos estados fica patente em atividades que englobam Turismo, Assessoria Técnica Especializada, Saúde e Educação Privadas, Prestação de Serviços Pessoais, entre outros, sendo predominante nos estados, com exceção do Espírito Santo que observou crescimento na Indústria Extrativa Mineral nos últimos anos, fruto da indústria de extração de petróleo no estado, assim como observado no Rio de Janeiro, onde esta atividade cresceu muito acima das demais e, por isso, notou-se grande aumento de sua participação na economia carioca. Por outro lado, diante do fato de ser a região que mais concentra atividade da indústria de transformação, a queda explica grande parte do movimento geral do setor no país, sendo mais perceptível no estado de São Paulo e em Minas Gerais, dois dos principais polos industriais do país. QUADRO 1 Atividade econômica de maior peso, de maior crescimento e maior queda em relação ao total do Valor Adicionado do respectivo estado, região Sudeste, 2002 a ESTADO Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo Atividade(s) mais importante Outros Serviços Indústria extrativa mineral Outros Serviços Outros Serviços Maior crescimento Indústria extrativa mineral, Construção Civil, Comércio Indústria extrativa mineral, Comércio Indústria Extrativa Mineral Comércio, Intermediação Financeira, Administração Pública, Outros serviços Maior queda Indústria de Transformação, Agropecuária Indústria de Transformação, Agropecuária Indústria de Transformação, Construção Civil Indústria de Transformação, Agropecuária Fonte: Elaboração Subseção DIEESE/CUT-Nacional a partir do Sistema de contas regionais - IBGE. 10

11 Indicadores Sociais Do período de 1991 a 2010 o Brasil apresentou uma significativa evolução no desenvolvimento econômico e das condições de vida da sua população medida pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), nas figuras a seguir é possível notar que a maior parte do país era classificada como tendo muito baixo desenvolvimento humano IDH menor que 0,499. FIGURAS 1 e 2 IDH Brasil, 1991 e 2010 IDH 1991 IDH 2010 Fonte: PNUD. Elaboração: Secretaria Geral - CUT Na região Sudeste, observa-se no mapa, que a grande maioria dos municípios da região, no ano de 1991, estava classificada como muito baixo desenvolvimento humano (1.8 municípios) e baixo desenvolvimento humano (268 municípios) e nenhum município se encontrava com situação de alto ou muito alto desenvolvimento humano. 11

12 FIGURA IDH municipal da região Sudeste Fonte: PNUD. Elaboração: Secretaria Geral - CUT Em 2010, o quadro de desenvolvimento humano na região Sudeste é bem diferente. Apenas 8 municípios estavam classificados como muito baixo desenvolvimento humano. A maior mudança positiva é observada na quantidade de municípios com médio desenvolvimento humano (644 municípios) e alto desenvolvimento humano (648 municípios). Porém ainda há 5 municípios classificados como baixo desenvolvimento humano. FIGURA 4 IDH municipal da região Sudeste 2010 Fonte: PNUD. Elaboração: Secretaria Geral - CUT Todos os Estados do Sudeste estão com o IDH superior a 0,71, o que classifica a região como de alto desenvolvimento humano, patamar bem superior ao observado no início dos anos 1990, quando a região situava-se na faixa de médio desenvolvimento humano, com o IDH com patamares acima de 0,

13 GRÁFICO 4 IDH municipal, região Sudeste, 1991 e Fonte: PNUD. Elaboração: Secretaria Geral - CUT Um dos fatores que influenciam o desenvolvimento humano de uma região é o acesso à educação, e nesse ponto a região Sudeste apresentou um excelente desempenho. No início dos anos 1990 de 20% a 0% da população de 15 a 17 anos tinham ensino fundamental completo. Já em 2010 a maioria dos Estados superou o percentual de 50% de jovens de 15 a 17 anos com ensino fundamental completo, apenas o Rio de Janeiro ficou abaixo (55,7%) e São Paulo que superou 70%. GRÁFICO 5 Percentual da população de 15 a 17 anos com fundamental completo, 1991, 2000 e Fonte: PNUD. Elaboração: Secretaria Geral - CUT Em relação à população de jovens de 18 a 20, menos de 20% completaram o ensino médio em todos os estados. Nos 10 anos seguintes houve uma evolução nesse indicador, com a maioria dos estados da região se aproximando do patamar de 0%. Porém, uma evolução mais rápida é observada na década seguinte: em 2010 os estados da região Sudeste praticamente triplicaram o 1

14 número de jovens que completaram o ensino médio em relação ao ano de 1991, com todos os estados superando os 40%; São Paulo alcançou mais de 50%. GRÁFICO 6 Percentual da população de 18 a 20 anos de idade com o ensino médio completo, região Sudeste, 1991, 2000 e 2010, em %. Fonte: PNUD. Elaboração: Secretaria Geral CUT No ensino superior, a população com 18 anos ou mais que frequentava esta faixa de escolaridade no Sudeste foi a que apresentou menor taxa de crescimento no período, de 1,% na comparação entre os anos de 2004 e 201 (a média nacional foi de 52,5%), em parte devido ao fato de que se trata da região com maior número de estudantes universitários e, assim, com possibilidades menores de expansão. O crescimento ocorreu tanto no ensino superior público quanto no privado, sendo mais pronunciado neste último (em boa parte devido a programas governamentais como FIES e PROUNI). Dentre as unidades da Federação da região, as que apresentaram maior crescimento foram Minas Gerais e Espírito Santo, sendo que Minas, juntamente com São Paulo, são os estados que concentram maior número absoluto de estudantes universitários, não só na região, mas no Brasil como um todo. Dado o crescimento mais lento no número de universitários acima de 18 anos, a região passou a possuir percentual levemente inferior à média nacional em 201 (de 4,6%), revertendo a posição de 2004 quando era superior. 14

15 TABELA 2 Número de matriculados em graduação no Ensino Superior na região Sudeste, população com 18 anos ou mais, público e privado, 2004 e 201, em nº e %. UF Público Privado TOTAL % 18 anos ou mais Público Privado TOTAL % 18 anos ou mais Minas Gerais ,6% ,5% Espírito Santo ,% ,0% Rio de Janeiro ,1% ,1% São Paulo ,0% ,6% Sudeste ,0% ,5% Fonte: Microdados PNAD. Elaboração: Secretaria Geral - CUT Outro indicador importante na qualidade de vida de uma população e o desenvolvimento socioeconômico é a expectativa ou esperança de vida ao nascer. No início dos anos 1990, a expectativa era de 66 a 68 anos em todos estados da região. Já em 2000, há uma elevação na expectativa de vida para mais de 70, porém, apenas em 2010 todos os estados alcançam ou superam os 75 anos de expectativa de vida ao nascer. GRÁFICO 7 Esperança de vida ao nascer, região Sudeste, 1991, 2000 e Fonte: PNUD. Elaboração: Secretaria Geral - CUT 15

16 A pobreza extrema ainda é um problema grave que deve ser enfrentado nos próximos anos, porém, observa-se que de 1995 a 2008, segundo levantamento do IPEA, a taxa de pobreza extrema (renda familiar per capita inferior a meio salário mínimo) foi reduzida de forma significativa em todas as regiões do país, porém a região Sudeste, que apresentava a menor taxa em 1995, apesar de reduzir significativamente a pobreza extrema, perdeu a primeira colocação para a região Sul, que reduziu a pobreza de forma mais expressiva, sendo hoje a região com o menor percentual. GRÁFICO 8 Taxa de pobreza extrema por Região, 1995 e Fonte: PNUD. Elaboração: Secretaria Geral CUT Entre os estados da região, o que possui menor taxa de pobreza extrema é São Paulo (4,6%). Já Minas Gerais possui a maior taxa da região (9,%), percentual muito próximo ao Espírito Santo (9,1%). GRÁFICO 9 Taxa de pobreza extrema na região Sudeste por estado, 1995 e Fonte: IPEA. Elaboração: Secretaria Geral - CUT 16

17 A mortalidade infantil foi reduzida em todas as regiões do Brasil, sendo que a média nacional foi reduzida de 29,7% para 15,6%. O destaque de redução ficou para a região Nordeste (de 44,7% para 18,5%), ainda a maior do Brasil, mas já bem próxima da região Norte (18,1%). Já o Sudeste teve queda no período, de 21,% para 1,1%, sendo a segunda menor taxa do país, perdendo apenas para a região Sul (12,6%). GRÁFICO 10 Taxa de Mortalidade Infantil - Brasil e Grandes Regiões (mortes por mil nascidos vivos), 2000 e Fonte: Censo. Elaboração: Secretaria Geral - CUT 17

18 PARTE II: MERCADO DE TRABALHO E NEGOCIAÇÕES COLETIVAS NA REGIÃO SUDESTE Introdução As transformações econômicas e sociais pelas quais passou o Brasil na última década não passaram incólumes à região Sudeste. Importantes modificações foram percebidas no mercado de trabalho a partir destas transformações, em particular, o aumento da ocupação, dos rendimentos do trabalho e da formalização. Neste texto, serão analisadas as mudanças ocorridas no mercado de trabalho da região Sudeste a partir dos estados que a compõem. Na primeira parte, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), para o período de 2004 a 201, serão analisados os indicadores referentes ao mercado de trabalho geral como: ocupação, taxa de desocupação total e por faixa etária, taxa de formalização, jornada média semanal do trabalho principal, rendimento médio total, por gênero, por raça/cor e taxa de sindicalização. Na segunda parte, a análise referente ao período de 200 a 2014, que terá como fonte a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), trará informações do mercado de trabalho formal por meio dos indicadores de evolução do emprego formal da região e estados, distribuição do emprego formal por faixas de quantidade de trabalhadores, evolução da massa salarial e dos rendimentos médios e faixa de remuneração média em salários mínimos por municípios. Por fim, na terceira parte, a partir do Banco de Dados do DIEESE, serão analisadas informações de negociação coletiva da região, como distribuição dos reajustes salariais e percentual das negociações com reajustes superiores à inflação do setor da Indústria e Comércio e Serviços, referentes ao período de 2010 a Mercado de trabalho geral Considerando os anos de 2004 e 201, a região Sudeste observou um crescimento no número de ocupados 1 na ordem de 17,5%, passando de 5,4 para 41,6 milhões, crescimento acima do verificado para o país como um todo no mesmo período (14,5%). No geral, a participação da região no total de ocupados aumentou de 2004 e 201, sendo que no primeiro ano era de aproximadamente 42% e, no último dado, os ocupados do Sudeste, em relação ao país como um todo, havia aumentado para 4,1%, ou seja, se aproximando da metade do total. 1 Pessoa Ocupada: Pessoa que tem trabalho durante todo ou parte do período de referência especificado (semana de referência da pesquisa ou período de referência de 65 dias), inclusive a pessoa que não exerce o trabalho remunerado que tem nesse período por motivo de férias, licença, falta, greve etc. 18

19 Dentre os estados constituintes da região Sudeste, o que concentrava maior número de ocupados era São Paulo, com 21,7 milhões em 201 (variação de 19,6% em relação a 2004), seguido por Minas Gerais com 10,5 milhões (variação de 16,4%), Rio de Janeiro (7,5 milhões) e Espírito Santo, com aproximadamente 1,9 milhões. Enquanto a distribuição por gênero apresentava pequeno avanço das mulheres em relação ao total (de 42,6% para 4,5% em 201), os negros observaram aumento mais expressivo de sua participação no total, passando de 7,8% para 45,1% nos mesmos anos. Em relação aos Ramos da CUT e/ou atividade econômica, considerando a região como um todo na comparação entre os anos de 2004 e 201, ocorreu expressiva redução dos ocupados no ramo Rural de 90 mil (assim como quase em todo país), mas também foi observada queda em ramos industriais importantes, como Químico e Vestuário, além de Urbanitários e no ramo da Comunicação e Informação. Por outro lado, foi verificado crescimento no ramo do Comércio e Serviços, Construção e Madeira, Transporte, Seguridade Social e Saúde, Educação e Administração Pública, dentre os principais. TABELA Distribuição dos ocupados por Ramos da CUT/Atividade econômica, região Sudeste (total), 2004 e 201, em nº de trabalhadores. RAMOS CUT / Atividade econômica Variação Rurais Extração mineral Alimentação Vestuário Construção e madeira Químicos Comunicação e informação Metalúrgicos Urbanitários Comércio e serviços Transporte Financeiro Administração Pública Educação Seguridade social e saúde Reciclagem TOTAL Fonte: Elaboração Subseção DIEESE/CUT-Nacional a partir de microdados da PNAD. Nota: Não considera os ocupados sem declaração. 19

20 Considerando as unidades da Federação da região Sudeste, no geral, a tendência foi de crescimento no ramo do Comércio e Serviços, Construção e Madeira, Transporte, Seguridade Social e Saúde, e Educação. Por outro lado, as quedas se concentraram principalmente no ramo Rural e em algum ramo Industrial conforme estado, como Vestuário em Minas Gerais e Espírito Santo, Alimentação no Rio de Janeiro e Químico em São Paulo, refletindo a deterioração do setor industrial na região (a mais industrializada do país). QUADRO 2 Ramos da CUT: observação da variação em números absolutos no período considerado por unidade da Federação, região Sudeste, de 2004 a 201. Unidade da Federação Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo Fonte: Elaboração Subseção DIEESE/CUT-Nacional Ramos da CUT / Atividade econômica Crescimento no ramo do Comércio e Serviços, Construção e Madeira, Seguridade Social e Saúde e Educação. Queda no ramo do Vestuário e Rural Crescimento no ramo do Comércio e Serviços, Construção e Madeira, Transportes e Seguridade Social e Saúde. Queda no ramo Rural e no Vestuário Crescimento no ramo do Comércio e Serviços, Construção e Madeira, Administração Pública e Transportes. Queda no ramo da Alimentação e Rural Crescimento no ramo do Comércio e Serviços, Construção e Madeira, Transportes e Educação. Queda no ramo Rural e no Químico Quando observado os Macrossetores da CUT 2, a região Sudeste aponta queda do Rural, relativa estabilidade do macrossetor Indústria e crescimento do Comércio, Serviços e Logística e do Setor Público. A queda no macrossetor Rural foi generalizada em todos os estados da região Sudeste. Enquanto isso, no macrossetor da Indústria, a relativa estabilidade esconde uma importante mudança: queda das ocupações relacionadas à Indústria de Transformação, que foi compensada pelo crescimento das ligadas à Construção Civil (que faz parte do macrossetor Indústria). Em relação aos outros dois macrossetores, a tendência de crescimento observada em outras regiões também se manteve, com exceção da pequena queda do número de ocupados no macrossetor Comércio, Serviços e Logística no Rio de Janeiro, que mesmo assim, continua a ser o que possui a maior concentração do total de ocupados no estado neste macrossetor, concentrando 65,9% em Distribuição dos Macrossetores da CUT nos ramos: o rural contém o ramo rural, no Macrossetor da Indústria estão contidos os ramos de extração mineral, químico, metalúrgico, construção e madeira, alimentação e vestuário. No Macrossetor Comércio e Serviços estão contemplados os ramos Comunicação e Informação, Urbanita rios, Comércio e Serviços, Transportes, Financeiro e Educação e Saúde (a parte privada). E no Macrossetor Setor Público estão contidos o ramo da Administração Pública, Educação e Saúde Públicas. 20

21 TABELA 4 Distribuição dos ocupados por Macrossetores da CUT, região Sudeste, 2004 e 201, em % em relação ao total. Unidade da federação RURAL INDÚSTRIA COMÉRCIO, SERVIÇOS E LOGÍSTICA SETOR PÚBLICO TOTAL Minas Gerais 21,7% 18,1% 21,8% 22,% 47,4% 48,7% 9,2% 10,9% Espírito Santo 2,6% 15,0% 19,2% 21,9% 47,0% 51,9% 10,2% 11,2% Rio de Janeiro 2,% 1,5% 19,7% 20,1% 66,2% 65,9% 11,8% 12,5% São Paulo 5,7%,9% 26,4% 25,5% 59,5% 61,7% 8,5% 9,0% SUDESTE 10,0% 7,6% 2,6% 2,5% 57,0% 58,7% 9,4% 10,2% Fonte: Elaboração Subseção DIEESE/CUT-Nacional a partir de microdados da PNAD. Nota: Não considera os ocupados sem declaração. Como esperado diante desta dinâmica setorial, as ocupações que observaram maior crescimento no número de ocupados foram as ligadas à Construção Civil e Serviços, sendo expressivo também o aumento dos profissionais do Ensino com formação de nível superior, estes, derivados da substituição de professores sem formação universitária (que apresentaram queda). Dentre as ocupações que observaram redução no número de ocupados, além das ligadas à Agropecuária, funções Industriais e do Emprego Doméstico (este último é uma tendência geral no período no país) foram tônicas da região na comparação entre os anos de 2004 e 201. TABELA 5 Ocupações de maior crescimento e maior queda, região Sudeste, 200 e 2012, em nº de ocupados. Ocupações que mais cresceram Nº TRABALHADORES DA INDÚSTRIA EXTRATIVA E DA CONSTRUÇÃO CIVIL TRABALHADORES DOS SERVIÇOS ESCRITURÁRIOS PROFISSIONAIS DO ENSINO (COM FORMAÇÃO DE NÍVEL SUPERIOR) TRABALHADORES DE FUNÇÕES TRANSVERSAIS E OPERADORES DE OUTRAS INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS Ocupações que mais caíram Nº TRABALHADORES NA EXPLORAÇÃO AGROPECUÁRIA EMPREGO DOMÉSTICO TRABALHADORES DAS INDÚSTRIAS TÊXTEIS, DO CURTIMENTO, DO VESTÚARIO E DAS ARTES GRÁFICAS PROFESSORES LEIGOS E DE NÍVEL MÉDIO TRABALHADORES DA FABRICAÇÃO DE ALIMENTOS, BEBIDAS E FUMO Fonte: Elaboração Subseção DIEESE/CUT-Nacional a partir de microdados da PNAD. 21

22 Outro aspecto onde fica evidente a grande assimetria entre os estados da região Sudeste é o que se relaciona à taxa de desocupação : Apesar de todas observarem redução na comparação entre os anos de 2004 e 201, Rio de Janeiro (a maior, independentemente do ano analisado) e São Paulo possuíam as maiores taxas da região. Por outro lado, o estado com menor taxa de desocupação é Minas Gerais, ainda que Espirito Santo tenha a taxa de 201 semelhante. A taxa da região como um todo, que era de 10,5% em 2004, caiu para 6,6% em GRÁFICO 11 Taxa de desocupação dos estados da região Sudeste, 2004 e 201, em %. Fonte: Microdados PNAD/IBGE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional. Considerando o universo de ocupados da região, a escolaridade medida em anos de estudo teve considerável avanço: a região passou de 8,2 anos para 9,4 anos em 201, acima da média nacional (de 8,7), sendo a região com maior média de escolaridade. O estado da região onde os ocupados possuem maior escolaridade é São Paulo, com 9,8 anos, seguido pelo Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, os dois últimos abaixo da média nacional. Taxa de desocupação: Percentagem de pessoas desocupadas de um grupo etário em relação ao total de pessoas economicamente ativas do mesmo grupo etário. Pessoa economicamente ativa: Pessoa classificada como ocupada ou desocupada no período de referência especificado (semana de referência da pesquisa ou período de referência de 65 dias). 22

23 TABELA 6 Escolaridade dos ocupados na região Sudeste, geral e por estado, 2004 e 201, em anos de estudo. UF Minas Gerais 7,07 8,9 Espírito Santo 7,4 8,69 Rio de Janeiro 8,61 9,74 São Paulo 8,69 9,84 Sudeste 8,21 9,40 Fonte: Microdados PNAD/IBGE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional. Em relação às taxas de formalização 4, assim como observado no restante do país, ocorreu um aumento da formalização das relações de trabalho, inclusive com todos os estados do Sudeste possuindo taxas acima da média nacional em 201. No geral, as taxas na região avançaram de 48,8% para 58,%. Considerando o ano de 201, a maior taxa de formalização era a do estado de São Paulo e a menor era a de Minas Gerais. Se analisada a taxa de formalização por macrossetores CUT, por sua vez, em todos os houve crescimento das taxas de formalização; analisando-se os estados, em todos ocorreu crescimento da formalização das relações de trabalho, com exceção apenas do setor público de Minas Gerais, Rio de Janeiro e do Espírito Santo, que observaram redução. GRÁFICO 12 Taxa de formalização da região Sudeste, 2004 e 201, em %. Fonte: Microdados PNAD/IBGE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional. 4 Taxa de formalização: Participação dos trabalhadores com carteira, militares e estatutários em relação ao total de ocupados. 2

24 TABELA 7 Taxa de formalização por macrossetores CUT e unidade da Federação, região Sudeste, 2004 e 201, em % do total de ocupados do macrossetor. UF RURAIS INDÚSTRIA COM, SERV. E LOG SETOR PÚBLICO Minas Gerais 15,1% 16,1% 47,8% 56,9% 41,9% 52,6% 80,2% 78,4% Espírito Santo 7,5% 10,9% 47,1% 5,% 4,5% 57,4% 75,1% 72,% Rio de Janeiro 15,1% 19,1% 42,1% 51,6% 47,1% 55,9% 88,5% 87,6% São Paulo 41,5% 46,4% 58,% 6,8% 47,7% 60,2% 85,1% 88,1% Sudeste 21,9% 2,8% 52,9% 59,8% 46,2% 57,6% 84,1% 84,6% Fonte: Microdados PNAD/IBGE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional. Sobre a jornada de trabalho dos ocupados da região, somente no Espírito Santo houve uma elevação das horas trabalhadas, considerando o trabalho principal (de onde o ocupado extrai a maior parte de sua renda); nos demais, seguiu-se a tendência observada no restante no país, de queda da jornada semanal do trabalho principal. Considerando a região como um todo, a jornada do trabalho principal caiu de 41,4 horas/semana em 2004 para 40,5 horas/semana em 201. Considerando jornadas acima de 45 horas semanais em todos os trabalhos, a porcentagem de ocupados do setor que atuavam desta forma, que era de quase 40% em 2004, caiu para pouco mais de 0% em 201. O aumento da formalização das relações de trabalho parece ter papel fundamental na redução da jornada de trabalho semanal, já que acaba por limitar as horas trabalhadas à jornada legal. GRÁFICO 1 Jornada média semanal do trabalho principal, região Sudeste, 2004 e 201, em horas. Fonte: Microdados PNAD/IBGE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional. 24

25 Em relação aos rendimentos médios, na região Sudeste, comparando os anos de 2004 e 201, houve um expressivo aumento em termos reais (deflacionado pelo INPC-IBGE para valores de janeiro de 2015) de 41,6%, ainda que este tenha sido inferior ao verificado no país como um todo no mesmo período (de quase 50,0%). A região possui o maior valor, independentemente do ano analisado, passando de R$ 1.60,00 para R$ 1.926,29 em 201. Quando analisado especificamente os estados da região Sudeste, São Paulo permanecia com o maior valor em 201, de R$ 2.147,87, ainda que tenha sido aquele que apresentou menor variação na comparação entre 2004 e 201, seguido de perto pelo Rio de Janeiro. GRÁFICO 14 Rendimento médio, estados da região Sudeste, 2004 e 201, em Reais (R$) de janeiro de 2015 (INPC-IBGE). Fonte: Microdados PNAD/IBGE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional. 25

26 A região Sudeste, em relação à taxa de sindicalização 5 dos ocupados, apresentou comportamento semelhante ao restante do país: teve queda de 17,5% para 14,4%, permanecendo abaixo da média nacional (em 2004 foi de 18,0% e em 201 era de 16,0%). Este decréscimo foi verificado em quase todos os estados, com exceção de Minas Gerais, que observou aumento de 1,5%. O estado da região que possuía a maior taxa em 201 era o Espírito Santo, com 17,2%, mesmo sendo o que apresentou maior queda no indicador. GRÁFICO 15 Taxa de sindicalização, região Sudeste, em % do total de ocupados, 2004 e 201. Fonte: Microdados PNAD/IBGE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional. Esta análise não poderia deixar de enfocar, porém, as assimetrias existentes no mercado de trabalho da região em relação às particularidades envolvidas na inserção de gênero, faixa etária e raça. Como em outras regiões do país, estes grupos são os que possuem piores inserções ocupacionais, com maiores taxas de desocupação e menores rendimentos. 5 Taxa de sindicalização: Participação de pessoas associadas a algum sindicato na semana de referência em relação ao total de ocupados. 26

27 Considerando o universo dos jovens, a dificuldade de inserção no mercado de trabalho é notória. Os com até 24 anos, principalmente, possuem taxas de desocupação muito superiores aos demais grupos etários, podendo caracterizar a juventude como grande vítima da falta de trabalho. De 2004 a 201, aliás, aumentou a desocupação entre os jovens com até 24 anos, permanecendo relativamente estável a da população economicamente ativa entre 25 a 29 anos e caindo para aqueles com 0 anos ou mais. A inserção jovem no mercado de trabalho tem sido cada vez mais difícil e no Sudeste não tem sido diferente. GRÁFICO 16 Taxa de desocupação por faixas etárias, região Sudeste, em % do total de ocupados, 2004 e 201. Fonte: Microdados PNAD/IBGE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional Já para Negros e Mulheres, ainda que o fenômeno da inserção no mercado de trabalho seja muito mais complexo que do homem branco de 0 anos ou mais, talvez a principal assimetria se concentre em relação aos rendimentos médios: mesmo com todos os avanços do mercado de trabalho no período, este não foi suficiente para minorar as ainda consideráveis diferenças salariais. As mulheres ocupadas no Sudeste, na comparação entre os anos de 2004 e 201, viram suas diferenças salariais entre os homens observar considerável queda: enquanto em 2004 o rendimento médio de uma mulher representava 6,5% dos homens, em 201 esta mesma relação era de 67,5%. Apesar das diferenças, pelo menos na análise fica claro que os rendimentos das mulheres cresceram de forma mais acelerada que dos homens. 27

28 GRÁFICO 17 Rendimento médio por gênero, região Sudeste, 2004 e 201, em Reais (R$) de janeiro de 2015 (INPC-IBGE). Fonte: Microdados PNAD/IBGE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional Já em relação à questão de raça/cor, o mercado de trabalho avançou de forma mais discreta na região Sudeste: comparando os rendimentos médios dos Negros em relação aos Não Negros nos estados considerados, enquanto em 2004 os primeiros recebiam em média 54,% do que os Não Negros, em 201 esta relação avançou para 59,5%, ou seja, houve uma redução na desigualdade entre Negros e Não Negros de 5,2% entre os dois anos analisados, mas ainda há reflexos tanto de uma pior inserção profissional como principalmente ainda muitos preconceitos de raça no mercado de trabalho. GRÁFICO 18 Rendimento médio por raça/cor, região Sudeste, 2004 e 201, em Reais (R$) de janeiro de 2015 (INPC-IBGE). Fonte: Microdados PNAD/IBGE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional 28

29 Mercado de trabalho formal 6 No mercado de trabalho formal, os dados RAIS/CAGED do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que no período de 200 a 2014 a variação do emprego formal nos estados da região Sudeste teve um comportamento semelhante, marcado por uma trajetória ascendente em todo o período. No entanto, algumas ponderações merecem um destaque maior, como por exemplo, o emprego formal no estado do Espírito Santo que apresentou um crescimento maior, se comparado aos outros estados da região. Deve-se considerar que a posição de liderança deste estado pode ser atribuída a uma maior margem de crescimento resultante de um mercado de trabalho mais reduzido: em 200, a participação do Espírito Santo na Região Sudeste era de,7%, em 2014 passou para,9%. A participação de Minas Gerais e São Paulo no total de ocupados da região no período analisado apresentou um ligeiro crescimento. Por outro lado, o estado do Rio de Janeiro perdeu participação no total de ocupados da região, passando de 19,1% em 200 para 18,5% em GRÁFICO 19 Emprego Formal nos estados do Sudeste Variação 200/2014 Fonte: RAIS/CAGED-MTE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional. *Até junho de Mercado de trabalho formal: Nesse estudo é constituído pelos empregados contratados por empregadores, pessoa física ou jurídica, sob o regime da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), por prazo indeterminado ou determinado, inclusive a título de experiência, mais os Estatutários, que é o regime definido por um conjunto de regras que regulam a relação funcional entre o servidor e o Estado. Ele submete-se ao Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Federais (lei 8.112/90). As condições de prestação de serviço estão, portanto, traçadas na lei. 29

30 Em relação a distribuição da ocupação formal na região, 57,0% dos empregos formais estavam concentrados apenas no estado de São Paulo, 20,7% no estado de Minas Gerais, 18,5% no Rio de Janeiro e,9% no Espírito Santo. Sobre a participação da região Sudeste no total de empregos formais do país, nota-se uma queda de 52,0% em 200 para 50,0% em Com isso, pode-se concluir que apesar da importância e do dinamismo do mercado de trabalho da região Sudeste, sobretudo do estado de São Paulo, as políticas públicas de investimento, transferência de renda e a valorização do Salário Mínimo adotadas nos últimos anos, favoreceram o fortalecimento e crescimento do emprego formal em outras regiões do país. GRÁFICO 20 Emprego Formal (com carteira assinada) nos estados do Sudeste: distribuição por unidades da Federação no ano de 2014*, em nº de empregados formais. Fonte: RAIS/CAGED-MTE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional. *Até junho de 2014 A distribuição do emprego formal por município da região Sudeste revela que, em 2014, os municípios com mais de 500 mil trabalhadores concentravam mais de 7,0% da mão de obra formal da região, distribuída da seguinte forma: 21,0% em São Paulo (SP), 10,0% no Rio de Janeiro (RJ) e 5,0% em Belo Horizonte (BH). 0

31 No período de 200 a 2014, os municípios com mais de 500 mil trabalhadores permaneceram os mesmos, mas reduziram a participação no total de empregos formais da região de 9,0% em 200 para 7,0% em No entanto, houve uma redução significativa: 42,0%, na quantidade de municípios na faixa com até 499 trabalhadores. Paralelamente, aumentou a participação de municípios em todas as outras faixas de classificação por número de ocupados, sobretudo, naquelas que agrupavam número maior de trabalhadores, fato favorecido pelo aumento do emprego formal verificado nos últimos anos. Com isso, entre 200 e 2014, cresceu 87,0% o número de municípios de 100 mil a 499 mil trabalhadores, 9,0% na faixa de 50 mil a 99 mil trabalhadores, 72,0% de 20 mil a 49 mil trabalhadores, 20,0% na faixa de 10 mil a 19 mil trabalhadores, 2,0% de 5 mil a 9 mil trabalhadores e 19,0% na faixa de 500 a 4 mil trabalhadores. No entanto, até junho de 2014, a maioria dos municípios dos concentravam-se na faixa até 5 mil trabalhadores formais (Figura 5). FIGURA 5 Distribuição do emprego formal por faixas de quantidade de trabalhadores formais segundo município, Sudeste, junho de Fonte: RAIS/CAGED-MTE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional. Analisando a evolução da massa salarial e dos rendimentos médios (em R$) nos estados do Sudeste, observa-se que o crescimento do montante total dos salários foi em intensidade muito superior ao da remuneração individual, o que resultou da grande expansão do emprego formal não acompanhado, na mesma proporção, pelo crescimento dos salários. Além disso, em ambos, observa-se uma queda a partir de 201, já refletindo a desaceleração da economia brasileira no período. 1

32 GRÁFICO 21 Evolução da massa salarial e dos rendimentos médios do emprego formal, Sudeste, 200 a 2014, em número índice, (base: 200=100). Fonte: RAIS/CAGED-MTE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional. A representação geográfica das remunerações médias pagas na região Sudeste revela um padrão salarial abaixo da média da região, que em 2014 foi de R$ 2.997,07, ou,2 salários mínimos. Do total de municípios da região, apenas 5% registraram uma média salarial acima de salários mínimos, sendo que mais de 2/ eram municípios paulistas. Os municípios com as maiores remunerações foram Macaé no estado do Rio de Janeiro (7,1 S.M.) e Jeceaba em Minas Gerais (6,1 S.M). Em 67,0% dos municípios a remuneração média foi de 1,5 a 2,5 salários mínimos (Figura 6). FIGURA 6 Faixa de remuneração média em salários mínimos (SM) por município, Sudeste, junho de Fonte: RAIS/CAGED-MTE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional. 2

33 Negociações Coletivas Os quatro estados do Sudeste, segundo dados do disponibilizados pelo MTE, são os que mais concentram negociações coletivas (acordos, convenções e termos aditivos para temas específicos) no país, 54,4% do total de 2008, por exemplo. Apenas São Paulo concentra negociações em 2008, seguido por Minas Gerais (com.760 documentos registrados). TABELA 6 Instrumentos Coletivos Registrados na Região Sudeste, por Unidade da Federação 1997 a Sudeste Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo Brasil Fonte: Delegacias Regionais do Trabalho. Elaboração: Secretaria de Relações do Trabalho (MTE). Dentre as informações analisadas anualmente pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em seus estudos sobre o comportamento dos reajustes salariais, a região Sudeste também é a que concentra o maior número de acordos e convenções coletivas de trabalho, ao todo são 162 unidades de negociação analisadas anualmente. O resultado do Sudeste, quando comparado com o Brasil, não revela grandes diferenças, no período de cinco anos (2010 a 2014), observa-se proximidade na distribuição dos reajustes segundo as categorias acima, igual e abaixo do INPC- IBGE. Os anos com maior percentual de reajustes superiores ao INPC-IBGE são: 2012 (95,7%) e 2014 (94,4%). Já 201 se destacaram por ter registrado 8,6% de negociações que encerraram o processo negocial com reajustes abaixo da inflação, isto é, acumulando perdas salariais.

34 GRÁFICO 22 Distribuição dos reajustes salariais em comparação com o INPC-IBGE, região Sudeste, 2010 a Fonte: DIEESE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional Nota: Inclui reajustes salariais definidos em contratos coletivos com abrangência nacional ou inter-regional. No interior da região Sudeste, a desagregação por Unidades da Federação mostra que, entre 2010 e 2014, o Espírito Santo é a localidade que mais vezes (2010, 2012 e 2014) assegurou reajustes acima da inflação para 100,0% das negociações salariais. Desempenho parecido foi verificado no caso das negociações de abrangência Nacional, que em 2011, 2012 e 2014 conquistaram ganhos reais para 100,0% dos acordos e convenções coletivas de trabalho. São Paulo foi outro destaque positivo, que em quarto dos cinco anos estudados (exceto 2012) superou o percentual de negociações com ganho real da região como um todo. 4

35 GRÁFICO 2 Percentual de negociações com reajustes superiores ao INPC-IBGE segundo UF, Região Sudeste, 2010 a ,0 90,0 80,0 70,0 60,0 50,0 40,0 0,0 20,0 10,0 0,0 94,9 94,2 100,0 100,0 100,0 97,1 88,5 85,9 87,5 88,6 85,7 82,1 82,9 82,9 62,5 95,0 100,0 92,5 94,5 95,9 100,0 100,0 91,8 87,7 85,0 82,5 84,9 8, 80,0 SUDESTE Espírito Santo Minas Gerais Rio de Janeiro São Paulo Nacional(1) Fonte: DIEESE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional Nota: (1) Reajustes salariais definidos em contratos coletivos com abrangência nacional ou inter-regional 50,0 O desempenho setorial das negociações do Sudeste não revela diferenças expressivas nos resultados, em especial no que se refere ao percentual de negociações com resultados acima do INPC-IBGE. Entretanto, alguns fatos devem ser destacados: Em três oportunidades (2010, 2011 e 201), o comércio foi o que assegurou maior percentual de negociações resultando em ganhos reais; O comércio foi o único setor a atingir a marca de 100,0% das negociações superando o INPC-IBGE, tal feito ocorrei em 2010; Em apenas um ano (2014) a indústria atingiu percentual superior aos demais setores. GRÁFICO 24 Percentual de negociações com reajustes superiores ao INPC-IBGE segundo setor Sudeste, 2010 a ,0 90,0 80,0 70,0 60,0 50,0 40,0 0,0 20,0 10,0 8,9 100,0 86,4 94,7 91,9 80,2 95,2 96, 89,5 8,9 96,8 94,7 94,7 92,6 77,8 0, INDÚSTRIA COMÉRCIO SERVIÇOS Fonte: DIEESE. Elaboração: Subseção DIEESE/CUT-Nacional Nota: Inclui reajustes salariais definidos em contratos coletivos com abrangência nacional ou inter-regional 5

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