DESAFIOS PARA UMA URBANIZAÇÃO SUSTENTÁVEL: A QUESTÃO DO TRANSPORTE NO DF.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DESAFIOS PARA UMA URBANIZAÇÃO SUSTENTÁVEL: A QUESTÃO DO TRANSPORTE NO DF."

Transcrição

1 IX ENCONTRO NACIONAL DA ECOECO Outubro de 2011 Brasília - DF - Brasil DESAFIOS PARA UMA URBANIZAÇÃO SUSTENTÁVEL: A QUESTÃO DO TRANSPORTE NO DF. Milca Vieira de Barros Neta (Universidade Catolica de Brasilia) - Edson Kenji Kondo (Universidade Católica de Brasília) - Weeberb João Réquia Júnior (Universidade de Brasília) - Adilson dos Santos Miranda (Universidade Catolica de Brasilia) -

2 1. Título Desafios para uma urbanização sustentável: a questão do transporte no DF. (Consciência ambiental e política de mobilidade urbana sustentável) 2. Eixo temático Cidades sustentáveis: Outros aspectos e políticas urbanos com reflexos ambientais. 3. Resumo e Abstract (máximo de 300 palavras) O presente estudo descreve os desafios de uma metrópole especificamente projetada para depender de carros. Discute o impacto que a poluição do ar provocada pelas emissões de veículos auto-motores pode causar na saúde humana e a importância de repensar as políticas públicas de transporte para transformar os espaços urbanos do DF numa região ambientalmente sustentável. O estudo realiza uma pesquisa de opinião com mais de 550 usuários de veículos e descobre que a maioria dos usuários não está disposta a substituir seu veículo por transportes alternativos principalmente devido ao conforto e à segurança que eles lhes garantem. Ao mesmo tempo, o estudo revela que a maioria está consciente da sua contribuição para o aumento da poluição atmosférica, mas a má qualidade do transporte público e a falta de estações de metrô próximos à residência e ao trabalho são as principais barreiras ao uso do transporte alternativo. 4. Palavras-chave Política pública; cidade sustentável; mobilidade urbana; automóvel; transporte. 5. Introdução Dentre as várias tecnologias que contribuíram para o desenvolvimento das sociedades, o transporte esteve muito presente ao dar maior mobilidade, permitir o intercâmbio entre povos e estruturar as grandes metrópoles. Ao mesmo tempo, consolidou-se como um dos principais desafios da sociedade moderna ao se constituir num dos principais responsáveis pela produção de gases de efeito estufa.

3 O primeiro meio de transporte terrestre utilizado pelo homem foram os pés (SILVA, 2009, p. 36). Todavia, o transporte terrestre não-humano só se tornou possível com a domesticação de animais ocorrida por volta de anos a.c. (DIAMOND, 2010, p.167). Os grandes animais domésticos foram os principais meios de transporte terrestre até o advento das ferrovias no século XIX (DIAMOND, 2010, p.89). Os veículos motorizados foram inventados no século XIX, sendo que até 1905 do século passado era um artigo de luxo acessível apenas para os ricos (DIAMOND, 2010, p ). Em 1913, no entanto, com a produção em massa do modelo T, por Henri Ford, (MORAES NETO; CARVALHO, 1997, p. 527) o automóvel se tornou acessível a uma fração maior da humanidade. No Brasil, mesmo com a massificação do automóvel ocorrida nos Estados Unidos na primeira metade do século XX, o carro continuou a ser um bem de luxo para a grande maioria dos brasileiros, sendo acessível apenas à elite econômica do país. Foi no governo de Juscelino Kubitschek, em 1957, que a indústria automobilística foi instalada no Brasil e experimentou índices crescentes de produção até o começo da década de 80 (AZUAGA, 2000, p. 48). Brasília, concebida na era JK, foi fortemente influenciada pelo movimento de arquitetura moderno chamado cidades para o automóvel (SILVA, 2009, p. 47; FREITAG, 2002, p. 14) sendo, portanto, concebida nem para o pedestre e nem para o transporte coletivo, mas para a mobilidade via automóvel individual. A política desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek também concebia a industrialização do país por meio do automóvel, sendo Brasília seu campo de provas (JABUR, 2007, p. 19). Brasília, que fora projetada para comportar inicialmente não mais que 500 mil habitantes (DAMASIO et al., 2009, p. 22), alcançou, em 2010, o número de habitantes (IBGE, 2011). Já em 1970, o censo do IBGE, registrava a marca de habitantes (PAVIANI, 2007, p. 08). Ou seja, em apenas 10 anos, ela atingiu o número que se esperava alcançar apenas no ano 2000 (CARVALHO, 2008, p. 51).

4 Esse crescimento contribuiu para que Brasília chegasse hoje ao limite de sua taxa de saturação, isto é, a capacidade de suas vias de manter um nível razoável de circulação de veículos, de modo que o trânsito flua livremente (CARVALHO, 2008, p. 56). Assim uma das conseqüências de se ter alcançado essa taxa de saturação são os congestionamentos, comuns em vários pontos da cidade, uma das características mais marcantes de cidades do patamar de metrópole (SANTOS, 2010, p. 02). Além do desenho e da concepção original que privilegiava o transporte individual na cidade, há que se destacar o problema da má qualidade do transporte público. Desse modo, a questão da mobilidade no DF se torna emblemática, uma vez que aqueles que não tem condições, necessitam se sujeitar ao transporte público coletivo de má qualidade, deixando muitos condutores de veículos com a difícil opção de encontrar alternativas realistas. Assim, muitos se utilizam do carro por não terem suas necessidades de locomoção supridas pelo transporte público coletivo (CARVALHO, 2008, p. 67). Além disso, o sistema de transporte de uma cidade está intrinsecamente ligado a outros componentes urbanos. Destaca-se, dentre os vários componentes, a saúde das pessoas. Essa relação ocorre devido à queima dos combustíveis que movem os veículos automotores ser responsável por uma parcela significativa da emissão dos poluentes atmosféricos. Carros a álcool e a gasolina são emissores importantes de monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOX) e hidrocarbonetos. Veículos com motor de ciclo Diesel, em especial os caminhões e ônibus, são emissores importantes de óxidos de enxofre (SOX), óxidos de nitrogênio (NOX) e partículas totais em suspensão (PTS), além de emitirem, embora em menor grau, CO e hidrocarbonetos (PHILIPPI et al., 2007). Como consequência, o crescimento na frota de veículos é inversamente proporcional à qualidade do ar. Quanto mais veículos, mais congestionamento, mais liberação de poluentes, menor a qualidade do ar e menor qualidade da saúde das pessoas (JANSSEN et al., 2003; NICOLAI et al., 2003). A Organização Mundial da Saúde (2004) descreve alguns indicadores utilizados para avaliar o impacto da poluição do ar na saúde humana como por exemplo

5 mortalidade e internações hospitalares (doenças do sistema respiratório e circulatório), parto prematuro e parto de bebês com baixo peso. Nesse sentido, pesquisas já realizadas fundamentam a afirmação de que, os meios de transporte influenciam a saúde humana. Correia (2001) desenvolveu um estudo com objetivo de associar os impactos causados pela poluição atmosférica na cidade de São Paulo. Em laboratório, num experimento com ratos e camundongos, o autor simulou a característica do ar de São Paulo. Ao mesmo tempo, um outro grupo de ratos e camundongos ficaram expostos à simulação do ar de uma zona rural. Após um ano de experimento, Correia (2001) pôde concluir que os ratos e camundongos expostos ao ar de São Paulo desenvolveram hiper reatividade brônquica e disfunção no aparelho mucociliar (mais suscetibilidade para desenvolvimento de doenças respiratórias). Já os ratos e camundongos expostos ao ar de uma zona rural, não desenvolveram problemas respiratórios. Pereira et al. (1995) também utilizaram ratos para estudar os efeitos do combustível diesel à longo prazo. Os ratos foram mantidos por três meses em um local reservado no centro de São Paulo (lugar característico de altas concentrações de poluentes oriundos da queima do diesel). Após o período de experiência, a saúde desses ratos foi comparada com os ratos que foram mantidos em Atibaia (uma região relativamente limpa, comparada a São Paulo). A conclusão da pesquisa foi que os ratos mantidos em São Paulo desenvolveram o efeito da hiperatividade das vias aéreas, do sistema respiratório. E quando transferidos para Atibaia, ficando por mais três meses, esse efeito desapareceu. Braga et al. (2010) também afirmam que a poluição do ar em São Paulo induz a danos do DNA (mutações) com favorecimento do surgimento de tumores pulmonares em humanos e animais. No mesmo sentido, Diaz et al. (2003) mostraram que quem reside perto de estradas com tráfego intenso tem uma probabilidade significativa de adquirir asma e rinite. Santos (2002) estudou os efeitos do material particulado na saúde dos controladores de tráfego (trânsito urbano) na cidade de São Paulo. Foi identificado em uma amostra de 50 controladores de tráfego, um aumento de 31% na

6 responsividade brônquica das vias aéreas, um declínio da função pulmonar e um aumento na variabilidade da frequência cardíaca. Bakonyi et al. (2004) identificaram que os poluentes atmosféricos material particulado, fumaça, dióxido de nitrogênio (NO 2 ) e ozônio (O 3 ) apresentam efeitos sobre as doenças respiratórias de crianças que residem em Curitiba. Os resultados divulgados relataram que um aumento de 40,4 µg/m 3 dos poluentes atmosféricos estiveram associados a um aumento de 4,5% nas consultas por doenças respiratórias de crianças. Contudo, Bakonyi et al. (2004) concluíram que mesmo quando os níveis dos poluentes estão aquém do que determina a legislação, a poluição atmosférica ocasiona efeitos adversos para a saúde das crianças. No Distrito Federal, Réquia (2011) encontrou correlações positivas da poluição atmosférica com a saúde humana. O autor observou que crianças e idosos internados por motivos de doenças respiratórias, no período de 2007 a 2009, estiveram associados com a concentração de particulado. Como a região do Distrito Federal não possui grandes pólos industriais, os automóveis representam as principais fontes de poluição atmosférica. O DETRAN-DF (2010) mostra que o crescimento da frota de veículos no Distrito Federal durante o período de 2000 a 2009 foi em torno de 100%. No ano de 2000 havia no Distrito Federal aproximadamente veículos. Em 2009, esse número era de veículos. A facilidade de financiamento dos últimos anos aliada às expectativas positivas de crescimento econômico tem poduzido um aumento ainda mais destacado na frota de veículos, colocando o DF atualmente com veículos, e um crescimento anual de 8,6%. Além da saúde humana, a poluição do ar impacta outros meios. Citam-se os impactos à vegetação, estética dos materiais, efeitos globais e impactos à economia. A principal consequência da poluição atmosférica relacionada à vegetação está direcionada ao retardamento do crescimento das plantas, envelhecimento precoce e descoloração. Quanto à estética dos materiais, destacam-se a deposição de particulados, e a corrosão de materiais metálicos causados por gases ácidos. Os efeitos globais (em escala global) são

7 exemplificados pela redução da camada de ozônio e a chuva ácida (ASSUNÇÃO, 2004). Miraglia (2002) e Motta et al. (1998) mostram que a poluição atmosférica gera efeitos econômicos à sociedade. Esses efeitos podem ser expressos em gastos com a saúde e classificados em: gastos médicos (ex.: medicamentos) associados com tratamentos de doenças induzidas pela poluição atmosférica, dias de trabalho perdidos (ex.: atestado médico) devido às doenças induzidas pela poluição atmosférica, gastos preventivos (são gastos associados com a tentativa de mitigar a doença), oportunidades de lazer perdidas devido à doença. Lvosky et al. (2000) estudaram os custos (em US$) das doenças respiratórias em seis cidades: Mumbai, 150 milhões; Xangai, 730 milhões; Manila, 389 milhões; Bangkok, 491 milhões; Croácia, 87 milhões e Santiago, 780 milhões. Outra vertente para análise dos meios de transporte e o sistema econômico é a questão da renda e a aquisição de veículos. De acordo com o Banco Mundial as cidades que possuem um crescimento rápido adquirem taxas de motorização que estão acima da média, quando comparadas ao nível nacional de renda. Dessa forma, tendem a ter um espaço em suas vias abaixo da média, acarretando os grandes congestionamentos. A posse de veículos está associada à renda, independente de ser em países desenvolvidos ou não. A diferença é que, em países ricos o investimento em infra-estrutura viária de qualidade é bem maior, e o mesmo se aplica ao controle populacional. Em lugares com rápido crescimento, o desenvolvimento de transportes de massa dificilmente acompanha esse ritmo. Em contrapartida, em cidades com uma taxa de crescimento populacional baixa, as chances de haver um sistema de transporte de massa de qualidade são maiores. O fato é que, segundo o estudo, os níveis de tráfego e congestionamento aumentam com a renda (WORLD BANK, 2003). O World Bank (2003) menciona o fato de pessoas que trabalham nos centros das cidades geralmente optarem por moradias próximas ao trabalho, a fim de reduzirem os gastos com transportes, diminuindo a distância entre casa e o local de trabalho. No entanto, à medida que a renda e os congestionamentos dos centros

8 vão aumentando, as pessoas tendem a buscar espaços mais cômodos e, constantemente mais distantes, tornando-se gradativamente mais dependentes de carros. O mesmo estudo faz uma análise da proporção do gasto com transporte pelos diversos grupos de renda e constatam que os grupos mais ricos gastam mais em transporte. Na América Latina, o estudo mostra que a renda média dos usuários de veículos particulares acaba sendo o dobro daqueles que não possuem carros próprios. Em termos de volume de gastos, o IPC Maps (2011), empresa especializada no cálculo de índices de potencial de consumo que se baseia em dados divulgados por instituições oficiais, o consumo dos brasileiros para gastos com veículos próprios, passará da casa dos 114 bilhões de reais em Ximenes et al. (2008), mostra que a política pública de facilitação de crédito tem facilitado a aquisição de veículos com extrema facilidade, seja da classe média como da alta. Segundo os autores, isso se deve ao crescimento da economia nas cidades brasileiras que tem proporcionado uma melhora na renda média dos trabalhadores, propiciando oportunidades de adquirir bens que, antigamente, estariam fora de suas condições financeiras. As políticas públicas atuais impulsionam o mercado consumista, tendo juros menores e prazos maiores como atrativos para os setores automobilísticos. Assim, a situação descrita acima, coloca o cidadão do DF frente ao grave problema de mobilidade cada vez mais difícil, lento e estressante. Como alternativa, o usuário poderia escolher o transporte coletivo para seu deslocamento, mas esse meio, por não contar com nenhum privilégio em relação ao carro (pelo menos no caso dos ônibus) é ainda mais lento e pouco confiável. Seria possível repensar caminhos ambientalmente mais sustentáveis para o trânsito de Brasília? Tendo sido projetado para depender de veículos de transporte individual, a população estaria preparada para buscar opções ambientalmente mais sustentáveis? A consciência ambiental dos usuários de veículos do DF seria um

9 fator capaz de influenciar o usuário de veículos do DF a trocá-lo pelo transporte coletivo? Esta pesquisa busca atingir os seguintes objetivos: - Examinar a percepção do usuário de veículos do DF com relação à conveniência dos veículos individuais como o principal meio de transporte para o trabalho; - Examinar a preocupação do usuário de veículos do DF sobre sua contribuição para o agravamento da qualidade do ar; - Examinar a predisposição do usuário de veículos do DF em trocar de meio de transporte passando a usar transportes coletivos em lugar de veículos individuais; - Examinar os principais motivos que afetam a decisão de deixar o transporte individual e passar a usar o transporte coletivo. 6. Metodologia e informações utilizadas Este é um estudo exploratório qualitativo e quantitativo que buscou identificar a percepção do usuário de carros com relação às questões apontadas acima. Devido à falta de recursos, o estudo elegeu uma amostra por acessibilidade, procurando contudo, garantir uma certa dispersão geográfica dentro do DF. A coleta foi feita nas regiões administrativas de Taguatinga, Ceilândia, Riacho Fundo, Riacho Fundo I, Gama, Lago Norte, Lago Sul, Plano Piloto e Recanto das Emas, num total de 567 questionários respondidos. O estudo não busca tirar conclusões que se apliquem a todos os usuários de veículos individuais do DF, mas considerando-se a diversidade geográfica do local de residência dos respondentes, espera contribuir com uma aproximação da realidade capaz de instruir as políticas públicas no sentido de indicar caminhos que permitam pensar o sistema de transporte do DF de maneira ambientalmente sustentável.

10 7. Resultados finais ou parciais Motivos que levariam o usuário de carros a utilizar transportes alternativos Dos 567 questionários aplicados, 543 forneceram respostas referentes a motivos que poderiam influenciar sua decisão de utilizar transportes alternativos ao carro. Os usuários foram questionados se e quanto cada um dos fatores listados na Tabela 1 afetariam a decisão de deixar o carro em casa. O questionário pedia a resposta em quatro níveis de intensidade: Sempre; Com frequência; Às vezes; Nunca. Estas respostas receberam pesos iguais a 3, 2, 1 e zero respectivamente, e os resultados estão apresentados na mesma tabela. Tabela 1 Fatores que influenciam o uso do transporte alternativo Fatores Influência A- Maior respeito dos motoristas pelos ciclistas 1.1 B- Uma estação de ônibus perto da minha casa e do meu trabalho 1.6 C- Faixas especiais que priorizam carros com mais de um passageiro 1.4 D- Melhoria do transporte público. 2 E- Ônibus e metrô integrados que me permitissem sair de casa e chegar ao trabalho B F - Criação de ciclovias nas principais vias 1.2 G- Uma estação de metrô perto da minha casa e do meu trabalho 2 H- Medidas de restrição de uso dos automóveis como: pedágio, rodízio e estacionamento público pago. 1.4 Para verificar a significância dos resultados, procedeu-se inicialmente a um teste ANOVA. O resultado da estatística F na Tabela 2 abaixo, muito superior ao F- crítico, demonstra a relevância do modelo elaborado.

11 Tabela 2-ANOVA Fonte da variação SQ gl MQ F valor-p F crítico 5.8E- Entre grupos Dentro dos grupos Total Para verificar a relevância das diferenças entre as médias listadas na Tabela 1, procedeu-se a um teste de Tukey, cujos resultados mostraram que não existem diferenças significativas entre os fatores com média mais baixa (A e F), ou dentre os de média mais alta (D, E e G). Por outro lado, diferenças estatisticamente significativas existiam entre qualquer um do grupo mais baixo com qualquer um do grupo mais alto (A e G, por exemplo). Substantivamente, podemos ver que os fatores de maior influência (valores mais altos) seriam a melhoria do transporte público (D), a integração entre metrôs e ônibus (E), além da existência de uma estação de metrô perto da casa e do trabalho (G). A alternativa de utilizar bicicletas (A e F) definitivamente parece não atrair os motoristas do DF. Contribuição do uso de carros para a piora do problema da poluição Perguntado sobre sua contribuição para a poluição do ar, 72% afirmaram contribuir com muito (13%) ou pouco (59%), enquanto que 28% afirmaram contribuir muito pouco (23%) ou nada (5%). Infelizmente o estudo não cobriu o tipo de veículo sendo utilizado, o que poderia nos dar maiores detalhes sobre principalmente aqueles que entender contribuir muito pouco para o problema da poluição. Por outro lado, muitos podem estar observando a emissão explícita de fumaça de ônibus mal regulados e estar concluindo que seu veículo é menos poluente, embora dados específicos não tenham sido levantados pela pesquisa.

12 Comparação entre os três principais meios de transporte O usuário de veículos foi questionado sobre sua avaliação sobre as principais características dos três meios de transporte existentes no DF. É claro que, tendo sido a entrevista conduzida com motoristas de veículos, o seu relativo desconhecimento das características reais dos outros meios de transporte é uma limitação do desenho da pesquisa. Tabela 3 Avaliação comparativa dos meios de transporte Quesito Carro Ônibus Metrô Segurança Conforto Economia Sustentabilidade Tempo no trânsito Média Conforme mostra a Tabela 3, pode-se notar que no quesito conforto o carro é percebido como incoparavelmente melhor que os outros tipos de tranporte. O carro é ainda o preferido no aspecto da segurança. No geral, o metrô é o meio de transporte melhor avaliado, bem avaliado principalmente no que concerne à sustentabilidade e ao tempo no trânsito. Nota-se claramente que o ônibus, para o motorista de veículos, sequer representa uma opção, sendo avaliado em segundo somente no quesito economia e daí para pior em todos os outros quesitos. 8. Conclusões ou considerações parciais O estudo mostra que o impacto da concepção inicial de uma cidade projetada para o automóvel representa um desafio enorme na necessária remodelação da mobilidade urbana no DF. A pesquisa mostra que o atual usuário de veículos não está propenso a deixar o carro em casa e adotar alguns dos transportes alternativos existentes na cidade: a bicicleta, o ônibus, ou o metrô. Apesar de contar com um clima e um relevo propenso ao uso amplo da bicicleta, para o motorista médio, a influência das políticas públicas de melhoria desse meio de transporte nos

13 motoristas é muito pequena. Em contraste, a melhoria do transporte público, principalmente a disponibilidade de estações de metrô nas proximidades da residência e do trabalho seriam fatores que teriam alta influência na adoção desses transportes. Finalmente, a percepção do usuário de veículos do DF é de que o transporte urbano é perigoso (é o menos seguro de todos), desconfortável, e demorado, enquanto que o carro é considerado o mais seguro e, no quesito, conforto, imbatível. Futuros estudos, com mais recursos e com a aplicação de questionários de maneira rigorosamente aleatória seriam importantes contribuições futuras no sentido de corroborar ou não os resultados deste estudo exploratório e preliminar e que, certamente podem contribuir na elaboração de políticas públicas para a transformação do DF numa cidade ambientalmente sustentável. 9. Bibliografia utilizada ASSUNÇÃO, J. V. Controle Ambiental do Ar. In: PHILIPPI JUNIOR, A.; ROMÉRIO, M. A.; BRUNA, G. C. (Ed.). Curso de Gestão Ambiental. Barueri, SP: Manole, Cap. 4, p AZUANGA, D. Danos Ambientais Causados por Veículos Leves no Brasil. Rio de Janeiro: COPPE, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2000, 126p. Tese (Doutorado). BAKONYI, S. M. C. et al. Poluição atmosférica e doenças respiratórias em crianças na cidade de Curitiba, PR. Revista Saúde Pública, São Paulo, v. 38, n. 5, p , BRAGA, A.; PEREIRA, L. A. A.; SALDIVA, P. H. N. Poluição atmosférica e seus efeitos na saúde humana. Disponível em: <http://www.comciencia.br/reportagens/cidades/paper_saldiva.pdf>. Acesso em: 22 set CARVALHO, D. L. Mobilidade urbana e cidadania no Distrito Federal: um estudo do programa Brasília Integrada p. Dissertação (mestrado) - Universidade de Brasilia, Departamento de Sociologia, CORREIA, J. E. M. Efeitos crônicos da poluição urbana sobre o sistema respiratório. Informes de saúde pública, v.3, p.3-11, 2001.

14 DAMÁSIO et al. Brasília utopia e realidade: as consequências do desenvolvimento desordenado. DIAS, B. S. (org.) Planejamento urbano, regional e sócio-ambiental: visões de Cascavel: Smolarek Arquitetura, DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DO DISTRITO FEDERAL (DETRAN-DF). Estatística de frota de veículos. Disponível em: <http://www.detran.df.gov.br/>. Acesso em: 16 de maio de DIAZ, S. D.; PROIETTI, L.; POLOSA, R. Diesel fumes and the rising prevalence of atopy: an urban legend? Curr Allergy Asthma Rep, v.3, , DIAMOND, J. M. Armas, germes e aco: os destinos das sociedades humanas. 10. ed. Rio de Janeiro: Record, FREITAG, B. Utopias Urbanas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2002, p GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL (GDF). Programa Brasília integrada: relatório de avaliação ambiental estratégica: sumário executivo. Brasília, INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA (IBGE). Brasil é de pessoas. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noti cia=1766>. Acesso em: 18 mai IPC Maps. Consumo Brasil Disponível em: JABUR, P. de A. C. Brasília: o avesso da utopia? Projeto Itinerâncias Urbanas, Brasília, Disponível em: <vsites.unb.br/ics/sol/itinerancias/bsb/.../avesso_da_utopia.pdf>. Acesso em 16 maio JANSSEN, N. A. et al. The relationship between air pollution from heavy traffic and allergic sensitization, bronchial hyperresponsiveness, and respiratory symptoms in Dutch schoolchildren. Environmental Health Perspect, v.111, LVOVSKY, K. et al. Environmental costs of fóssil fuel: a rapid assessment method with aplication to six cities. Word Bank, MIRAGLIA, S. G. E. K.. O ônus da poluição atmosférica sobre a população do município de São Paulo: uma aplicação do método Daly. Tese (Doutorado) Departamento da Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.

15 MORAES NETO, B. R. ; CARVALHO, E. G.. Notas para uma História Econômica da rigidez e da flexibilidade na produção em massa. In: II Encontro Nacional de Economia Política, 1997, São Paulo - SP. Anais do II Encontro acional de Economia Política - SEP, p MOTTA, R. S.; ORTIZ, R. A.; FERREIRA, S. F. Avaliação econômica dos impactos causados pela poluição atmosférica na saúde humana: um estudo de caso para São Paulo. Rio de Janeiro: IPEA/UFRJ, Disponível em: <http://www.race.nuca.ie.ufrj.br/eco/trabalhos/mesa3/5.doc>. Acesso em: 22 set NICOLAI, T. et al. Urban traffic and pollutant exposure related to respiratory outcomes and atopy in a large sample of children. Eur Respir Journal, v.21, p , ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Meta analysis Fo time series studies and panel studies of particulate matter (PM) and ozone (O 3 ). Report of a WHO task group. Copenhagen, PAVIANI, A. Geografia urbana do Distrito Federal: evolução e tendências. Espaço & Geografia. Brasília, v. 10, n. 1, pp. 1-22, jan.-jun PEREIRA, P.; SALDIVA, P. H.; SAKAE, R. S. Urban levels of air pollution increase lung responsiveness in rats. Environmental Res, v.69, p , PHILIPPI, A.; ROMÉRO, M. A.; BRUNA, G. C. Curso de gestão ambiental. São Paulo: Ed. Manole, RÉQUIA, W. J. Jr. Influência dos níveis de partículas totais suspensas no ar do Distrito Federal sobre o número de internações hospitalares e mortalidade de crianças e idosos. Brasília, Dissertação (Mestrado) Universidade Católica de Brasília. SANTOS, L. M. A faceta econômica dos congestionamentos: um balanço entre as políticas de incentivo ao transporte público vs políticas de restrição ao transporte individual. Disponível em: <http://pluris2010.civil.uminho.pt/actas/pdf/paper226.pdf>. Acesso em: 18 maio SANTOS, U. P. Estudos de alterações cardiovasculares e respiratórias em indivíduos expostos à poluição atmosférica na cidade de São Paulo. São Paulo, Tese (Doutorado) Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo. Environmental International. Pergamon Published, n.30, p , SILVA, C. O. Cidades concebidas para o automóvel: mobilidade urbana nos planos diretores posteriores ao Estatuto da Cidade f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo)-Universidade de Brasília, Brasília, 2009.

16 WORLD BANK. Cities on the move: a World Bank urban transport strategy review Disponível em: siteresources.worldbank.org/.../portuguese_cities_on_the_move.pdf XIMENES, A. R.; MERLI, A. G.; CAMPOS de. E. M.; DIAS, J. V. P. P. O impacto ambiental devido a política de crescimento da frota de veículos. Revista Ciências do Ambiente (On-line). v. 8, n.2, 2008.

Frota de veículos automotores e seca no Distrito Federal: os efeitos sobre a saúde pública

Frota de veículos automotores e seca no Distrito Federal: os efeitos sobre a saúde pública Frota de veículos automotores e seca no Distrito Federal: os efeitos sobre a saúde pública Weeberb João Réquia Júnior (Universidade de Brasília - UnB) Engenheiro Ambiental, Doutorando do Instituto de Geociência

Leia mais

1.1 Poluentes atmosféricos. 1.2 Principais Poluentes Atmosféricos

1.1 Poluentes atmosféricos. 1.2 Principais Poluentes Atmosféricos 18 1. Introdução Nos últimos anos, o crescimento econômico dos países desenvolvidos provocou o aumento da demanda mundial por energia. Com esta também veio um forte aumento da dependência do petróleo e

Leia mais

Mobilidade Urbana COMO SE FORMAM AS CIDADES? 06/10/2014

Mobilidade Urbana COMO SE FORMAM AS CIDADES? 06/10/2014 Mobilidade Urbana VASCONCELOS, Eduardo Alcântara de. Mobilidade urbana e cidadania. Rio de Janeiro: SENAC NACIONAL, 2012. PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL LUCIANE TASCA COMO SE FORMAM AS CIDADES? Como um

Leia mais

Divisão de Questões Globais PROCLIMA Programa de Prevenção às Mudanças Climáticas CETESB Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental

Divisão de Questões Globais PROCLIMA Programa de Prevenção às Mudanças Climáticas CETESB Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental João Wagner Alves 1 Divisão de Questões Globais PROCLIMA Programa de Prevenção às Mudanças Climáticas CETESB Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental Agradecimentos: Prof. Dr. Ronaldo Balassiano

Leia mais

Sistema de Informações da Mobilidade Urbana. Relatório Geral 2011

Sistema de Informações da Mobilidade Urbana. Relatório Geral 2011 Sistema de Informações da Mobilidade Urbana Relatório Geral 2011 Dezembro/2012 Relatório Geral 2011 1 Sumário executivo... 3 2 Mobilidade... 28 2.1 Valores para Brasil (municípios acima de 60 mil habitantes)...

Leia mais

PLANOS DE MOBILIDADE URBANA

PLANOS DE MOBILIDADE URBANA IMPLANTAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA: PLANOS DE MOBILIDADE URBANA RENATO BOARETO Brasília, 28 de novembro de 2012 Organização Não Governamental fundada em 2006 com a missão de apoiar a

Leia mais

Combate à poluição: importante como o ar que você respira.

Combate à poluição: importante como o ar que você respira. Combate à poluição: importante como o ar que você respira. Ar A poluição do ar e a sua saúde O que é poluente atmosférico? É toda e qualquer forma de matéria ou energia em quantidade, concentração, tempo

Leia mais

INSPEÇÃO VEICULAR & SAÚDE I/M-SP DIESEL 2011 LPAE/FMUSP

INSPEÇÃO VEICULAR & SAÚDE I/M-SP DIESEL 2011 LPAE/FMUSP Introdução O impacto de ações ambientais ou o desenvolvimento e comparação de cenários de intervenção ambiental requerem a combinação de um conjunto de diferentes técnicas para quantificar indicadores

Leia mais

Poluição do Ar e a Saúde Respiratória no Município de Duque de Caxias

Poluição do Ar e a Saúde Respiratória no Município de Duque de Caxias Poluição do Ar e a Saúde Respiratória no Município de Duque de Caxias Felipe Sodré felipe.b4rros@gmail.com ( PUC-Rio) Felipe Fraifeld felipefrai@gmail.com (PUC-Rio) Leonardo Novaes - Objetivo geral: O

Leia mais

Metodologia. MARGEM DE ERRO O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Metodologia. MARGEM DE ERRO O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Metodologia COLETA Entrevistas domiciliares com questionário estruturado. LOCAL DA PESQUISA Município de São Paulo. UNIVERSO moradores de 16 anos ou mais. PERÍODO DE CAMPO de 26 de setembro a 1º de outubro

Leia mais

MOBILIDADE URBANA EM PRESIDENTE PRUDENTE: O TRANSPORTE COLETIVO E SUAS POSSIBILIDADES

MOBILIDADE URBANA EM PRESIDENTE PRUDENTE: O TRANSPORTE COLETIVO E SUAS POSSIBILIDADES 480 MOBILIDADE URBANA EM PRESIDENTE PRUDENTE: O TRANSPORTE COLETIVO E SUAS POSSIBILIDADES Poliana de Oliveira Basso¹, Sibila Corral de Arêa Leão Honda². ¹Discente do curso de Arquitetura e Urbanismo da

Leia mais

Henrique Naoki Shimabukuro henrique@abramet.org.br

Henrique Naoki Shimabukuro henrique@abramet.org.br Henrique Naoki Shimabukuro henrique@abramet.org.br Leitura crítica da realidade social no trânsito A evolução do homem: Cerca de quatro e meio milhões de anos se passaram... www.flickr.com Acesso em 01/08/2009.

Leia mais

SITUAÇÃO ENCONTRADA NO DF EM 2007

SITUAÇÃO ENCONTRADA NO DF EM 2007 SITUAÇÃO ENCONTRADA NO DF EM 2007 Frota antiga e tecnologia obsoleta; Serviço irregular de vans operando em todo o DF 850 veículos; Ausência de integração entre os modos e serviços; Dispersão das linhas;

Leia mais

SUGESTÃO PARA REDUÇÃO GLOBAL DA EMISSÃO DE POLUENTES DOS AUTOMOVEIS José Góes de Araujo Prof. Aposentado Abstract Comments about the reduction possibility of CO² on the atmosphere by the limitation of

Leia mais

Poluição do ar. Segundo o pesquisador Paulo Saldiva, coordenador. Deu no jornal. Nossa aula

Poluição do ar. Segundo o pesquisador Paulo Saldiva, coordenador. Deu no jornal. Nossa aula A UU L AL A Poluição do ar Segundo o pesquisador Paulo Saldiva, coordenador do laboratório de poluição atmosférica experimental da Faculdade de Medicina da USP, a relação entre o nível de poluição e a

Leia mais

Princípios de mobilidade para cidades inclusivas e sustentáveis

Princípios de mobilidade para cidades inclusivas e sustentáveis Princípios de mobilidade para cidades inclusivas e sustentáveis Ana Nassar, ITDP Brasil Seminário Aspectos da Mobilidade Urbana SEMOB - GDF Brasília, 24 de setembro de 2015 Sobre o ITDP Organização social

Leia mais

Mobilidade urbana e a emissão do gases de efeito estufa GEE na região central de Porto Alegre

Mobilidade urbana e a emissão do gases de efeito estufa GEE na região central de Porto Alegre Pesquisa de Opinião Mobilidade urbana e a emissão do gases de efeito estufa GEE na região central de Porto Alegre Soluções e desafios na busca de uma melhor qualidade do ar. Sumário 1. Objetivos 3 2. Metodologia

Leia mais

Impactos na Qualidade do Ar e na Saúde Humana da Poluição Atmosférica na Região Metropolitana de São Paulo - SP

Impactos na Qualidade do Ar e na Saúde Humana da Poluição Atmosférica na Região Metropolitana de São Paulo - SP V Encontro Nacional da Anppas 4 a 7 de outubro de 2010 Florianópolis - SC - Brasil Impactos na Qualidade do Ar e na Saúde Humana da Poluição Atmosférica na Região Metropolitana de São Paulo - SP Louise

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA DAS QUESTÕES DISCURSIVAS

PADRÃO DE RESPOSTA DAS QUESTÕES DISCURSIVAS DAS QUESTÕES DISCURSIVAS Pedagogia PADRÃO DE RESPOSTA O estudante deve redigir um texto dissertativo, em que: a) aborde pelo menos duas das seguintes consequências: aumento da emissão de poluentes atmosféricos;

Leia mais

Curso de Gestão da Mobilidade Urbana Ensaio Crítico - Turma 8 Mobilidade urbana e de seu interesse Rogério Soares da Silva (*)

Curso de Gestão da Mobilidade Urbana Ensaio Crítico - Turma 8 Mobilidade urbana e de seu interesse Rogério Soares da Silva (*) Curso de Gestão da Mobilidade Urbana Ensaio Crítico - Turma 8 Mobilidade urbana e de seu interesse Rogério Soares da Silva (*) O crescimento global da população vem atingindo índices cada vez maiores nos

Leia mais

Plano de Mobilidade Urbana Sustentável

Plano de Mobilidade Urbana Sustentável Viajeo Plus City Showcase in Latin America Plano de Mobilidade Urbana Sustentável Nívea Oppermann Peixoto, Ms Diretora de Desenvolvimento Urbano EMBARQ Brasil EMBARQ Brasil auxilia governos e empresas

Leia mais

PLANO DIRETOR DE TRANSPORTE E MOBILIDADE DE BAURU - PLANMOB

PLANO DIRETOR DE TRANSPORTE E MOBILIDADE DE BAURU - PLANMOB PLANO DIRETOR DE TRANSPORTE E MOBILIDADE DE BAURU - PLANMOB O QUE É O Plano Diretor de Transporte e da Mobilidade é um instrumento da política de desenvolvimento urbano, integrado ao Plano Diretor do município,

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº,de 2012 (Dos Sr. José de Filippi Júnior e Carlos Zarattini)

PROJETO DE LEI Nº,de 2012 (Dos Sr. José de Filippi Júnior e Carlos Zarattini) PROJETO DE LEI Nº,de 2012 (Dos Sr. José de Filippi Júnior e Carlos Zarattini) Institui as diretrizes da Política Metropolitana de Mobilidade Urbana (PMMU), cria o Pacto Metropolitano da Mobilidade Urbana

Leia mais

Job 150904 Setembro / 2015

Job 150904 Setembro / 2015 Job 50904 Setembro / Metodologia TÉCNICA DE LEVANTAMENTO DE DADOS: Entrevistas pessoais com questionário estruturado. LOCAL DA PESQUISA: Município de São Paulo. UNIVERSO: Moradores de 6 anos ou mais de

Leia mais

ESTIMATIVA DAS EMISSÕES DE POLUENTES DOS AUTOMÓVEIS NA RMSP CONSIDERANDO AS ROTAS DE TRÁFEGO

ESTIMATIVA DAS EMISSÕES DE POLUENTES DOS AUTOMÓVEIS NA RMSP CONSIDERANDO AS ROTAS DE TRÁFEGO ESTIMATIVA DAS EMISSÕES DE POLUENTES DOS AUTOMÓVEIS NA RMSP CONSIDERANDO AS ROTAS DE TRÁFEGO Autor:Marcelo Camilli Landmann Aluno de doutorado do PROCAM/USP Programa de Ciência Ambiental Universidade de

Leia mais

Plano de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte - PlanMob-BH. Marcelo Cintra do Amaral. 20 de novembro de 2012

Plano de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte - PlanMob-BH. Marcelo Cintra do Amaral. 20 de novembro de 2012 Plano de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte - PlanMob-BH Marcelo Cintra do Amaral 20 de novembro de 2012 Roteiro da apresentação: Contexto do PlanMob-BH: prognóstico, caráter de plano diretor, etapas

Leia mais

A taxa de motorização nas cidades brasileiras e a questão da mobilidade urbana.

A taxa de motorização nas cidades brasileiras e a questão da mobilidade urbana. 1 A taxa de motorização nas cidades brasileiras e a questão da mobilidade urbana. Mauricio Renato Pina Moreira 1 ; Anísio Brasileiro de Freitas Dourado 2 1 Grande Recife Consórcio de Transporte, Cais de

Leia mais

MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL

MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL Marcia Fernanda Pappa 1, Daiane Maria de Genaro Chiroli 2 RESUMO: As cidades podem ser estudadas como meio de sobrevivência

Leia mais

Infraestrutura Turística. Magaeventos Esportivos e a Promoção da Imagem do Brasil no Exterior 16 e 17 de agosto Brasília.

Infraestrutura Turística. Magaeventos Esportivos e a Promoção da Imagem do Brasil no Exterior 16 e 17 de agosto Brasília. Infraestrutura Turística. Magaeventos Esportivos e a Promoção da Imagem do Brasil no Exterior 16 e 17 de agosto Brasília Mobilidade Urbana Renato Boareto 1 Organização Não Governamental fundada em 2006

Leia mais

Filtro Automotivo Separador de Poluentes Controle da emissão de poluentes

Filtro Automotivo Separador de Poluentes Controle da emissão de poluentes Ricardo Castro de Aquino Filtro Automotivo Separador de Poluentes Controle da emissão de poluentes Trabalho desenvolvido com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Transporte do Tribunal Superior do Trabalho

Leia mais

REPARTIÇÃO INTERMODAL DO TRÁFEGO

REPARTIÇÃO INTERMODAL DO TRÁFEGO REPARTIÇÃO INTERMODAL DO TRÁFEGO 1.Introdução A divisão modal pode ser definida como a divisão proporcional de total de viagens realizadas pelas pessoas e cargas, entre diferentes modos de viagem. Se refere

Leia mais

Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis Plamus. Guilherme Medeiros SC Participações e Parcerias S.A. Governo de Santa Catarina

Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis Plamus. Guilherme Medeiros SC Participações e Parcerias S.A. Governo de Santa Catarina Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis Plamus Guilherme Medeiros SC Participações e Parcerias S.A. Governo de Santa Catarina Introdução PLAMUS e status do projeto Diagnóstico: qual

Leia mais

Políticas de integração para mobilidade urbana em cidades coordenadas por diferente modais Wagner Colombini Martins 20/09/2013

Políticas de integração para mobilidade urbana em cidades coordenadas por diferente modais Wagner Colombini Martins 20/09/2013 Políticas de integração para mobilidade urbana em cidades coordenadas por diferente modais Wagner Colombini Martins 20/09/2013 A gestão pública brasileira é marcada pela atuação setorial, com graves dificuldades

Leia mais

CONVERSÃO DE VEÍCULOS EQUIPADOS COM MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS HÍBRIDOS PLUG IN

CONVERSÃO DE VEÍCULOS EQUIPADOS COM MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS HÍBRIDOS PLUG IN CONVERSÃO DE VEÍCULOS EQUIPADOS COM MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS HÍBRIDOS PLUG IN Aluno: Pedro Nieckele Azevedo Orientador: Sergio Leal Braga Introdução A preservação do meio ambiente

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA DAS QUESTÕES DISCURSIVAS

PADRÃO DE RESPOSTA DAS QUESTÕES DISCURSIVAS DAS QUESTÕES DISCURSIVAS CIÊNCIAS SOCIAIS LICENCIATURA PADRÃO DE RESPOSTA O estudante deve redigir um texto dissertativo, em que: a) aborde pelo menos duas das seguintes consequências: aumento da emissão

Leia mais

DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DE ALAGOAS - DETRAN/AL QUESTÕES SOBRE MEIO AMBIENTE

DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DE ALAGOAS - DETRAN/AL QUESTÕES SOBRE MEIO AMBIENTE A falta de conservação e a desregulagem dos veículos: 1 apenas contribuem para a poluição do solo. 2 não agridem o meio ambiente. 3 acarretam, única e exclusivamente, o desgaste do veículo. 4 contribuem,

Leia mais

PRESERVAR O MEIO AMBIENTE UMA MISSÃO DE TODOS NÓS

PRESERVAR O MEIO AMBIENTE UMA MISSÃO DE TODOS NÓS PRESERVAR O MEIO AMBIENTE UMA MISSÃO DE TODOS NÓS Meio Ambiente Tudo que está a nossa volta: todas as formas de vida e todos os elementos da natureza. Ecologia Ciência que estuda a relação dos seres vivos

Leia mais

Dia Mundial sem Carro Faça sua parte, o planeta agradece!!

Dia Mundial sem Carro Faça sua parte, o planeta agradece!! Dia Mundial sem Carro Faça sua parte, o planeta agradece!! Prefira o transporte público. Além de ser menos poluente, você evitará parte do estresse do dia-a-dia; Use bicicleta ou caminhe sempre que possível.

Leia mais

Transporte e Planejamento Urbano

Transporte e Planejamento Urbano Transporte e Planejamento Urbano para o Desenvolvimento da RMRJ Julho/2014 Cidades a maior invenção humana As cidades induzem a produção conjunta de conhecimentos que é a criação mais importante da raça

Leia mais

DEFINIÇÃO DAS BOAS PRÁTICAS E DOS DESAFIOS DO TRANSPORTE URBANO DE CARGA.

DEFINIÇÃO DAS BOAS PRÁTICAS E DOS DESAFIOS DO TRANSPORTE URBANO DE CARGA. DEFINIÇÃO DAS BOAS PRÁTICAS E DOS DESAFIOS DO TRANSPORTE URBANO DE CARGA. Caro participante, Agradecemos a sua presença no III Megacity Logistics Workshop. Você é parte importante para o aprimoramento

Leia mais

Os efeitos positivos em saúde do transporte urbano sobre trilhos

Os efeitos positivos em saúde do transporte urbano sobre trilhos Workshop A Economia Subterrânea: Impactos Socioeconômicos do Metrô de São Paulo - NEREUS Os efeitos positivos em saúde do transporte urbano sobre trilhos Profa. Dra. Simone Georges El Khouri Miraglia Universidade

Leia mais

TRANSPORTE COLETIVO SISTEMAS INTEGRADOS DE TRANSPORTE URBANO

TRANSPORTE COLETIVO SISTEMAS INTEGRADOS DE TRANSPORTE URBANO SISTEMAS INTEGRADOS DE TRANSPORTE URBANO TRANSPORTE COLETIVO M. Eng. André Cademartori Jacobsen Especialista em Benchmarking Associação Latino-americana de Sistemas Integrados e BRT (SIBRT) 28/Nov/2012

Leia mais

SEMINÁRIO MOBILIDADE URBANA NO PLANO

SEMINÁRIO MOBILIDADE URBANA NO PLANO SEMINÁRIO MOBILIDADE URBANA NO PLANO ESTRATÉGICO- SP2040 Tema: Política de Estacionamento dos automóveis 09 DE FEVEREIRO DE 2011- AUDITÓRIO DO SEESP-SP PROGRAMAÇÃO Realização: SEESP-SP Quadro geral da

Leia mais

TÉCNICA DE LEVANTAMENTO DE DADOS: Entrevistas pessoais com questionário estruturado.

TÉCNICA DE LEVANTAMENTO DE DADOS: Entrevistas pessoais com questionário estruturado. Job 1566/10 Setembro/ Metodologia TÉCNICA DE LEVANTAMENTO DE DADOS: Entrevistas pessoais com questionário estruturado. LOCAL DA PESQUISA: Município de São Paulo. UNIVERSO: Moradores de 16 anos ou mais

Leia mais

Imagem Global e Reputação da Indústria Automobilística

Imagem Global e Reputação da Indústria Automobilística Imagem Global e Reputação da Indústria Automobilística Contexto Durante a história recente, as percepções públicas a respeito da indústria automobilística tem reagido de acordo com eventos e marcos globais

Leia mais

Mobilidade Urbana Sustentável

Mobilidade Urbana Sustentável Mobilidade Urbana Sustentável A Green Mobility Negócios é uma organização Inovadores ECOGERMA 2010 especializada no desenvolvimento de projetos sustentáveis com o objetivo de melhorar a mobilidade das

Leia mais

SUSTENTÁVEL. Unidade Senac: Santa Cecília. Data: 24/08/2015. Daniela Ades, Guilherme Checco e Juliana Cibim

SUSTENTÁVEL. Unidade Senac: Santa Cecília. Data: 24/08/2015. Daniela Ades, Guilherme Checco e Juliana Cibim SUSTENTÁVEL Unidade Senac: Santa Cecília Data: 24/08/2015 Daniela Ades, Guilherme Checco e Juliana Cibim Imagem retirada de Debate de Bolso, em http://debatedebolso.com. Creative Commons BY-NC-ND 3.0 Plataforma

Leia mais

Estado da motorização individual no Brasil Relatório 2015. Coordenação: Juciano Martins Rodrigues. Observatório das Metrópoles

Estado da motorização individual no Brasil Relatório 2015. Coordenação: Juciano Martins Rodrigues. Observatório das Metrópoles Estado da motorização individual no Brasil Relatório 2015 Estado da motorização individual no Brasil Relatório 2015 Coordenação: Juciano Martins Rodrigues Observatório das Metrópoles Luiz Cesar de Queiroz

Leia mais

País predominantemente urbano: cerca de 80% da população brasileira mora em cidades.

País predominantemente urbano: cerca de 80% da população brasileira mora em cidades. A Política de Mobilidade Urbana no desenvolvimento das cidades! AS CIDADES País predominantemente urbano: cerca de 80% da população brasileira mora em cidades. Processo de urbanização caracterizado pelo

Leia mais

CARRO COMPARTILHADO CARRO COMPARTILHADO

CARRO COMPARTILHADO CARRO COMPARTILHADO CARRO COMPARTILHADO Projeção de crescimento populacional Demanda de energia mundial Impacto ao meio ambiente projeções indicam que os empregos vão CONTINUAR no centro EMPREGOS concentrados no CENTRO

Leia mais

Planejamento da Mobilidade Urbana em Belo Horizonte

Planejamento da Mobilidade Urbana em Belo Horizonte Seminário de Mobilidade Urbana Planejamento da Mobilidade Urbana em Belo Horizonte Celio Bouzada 23 de Setembro de 2015 Belo Horizonte População de Belo Horizonte: 2,4 milhões de habitantes População da

Leia mais

CONTROLE DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

CONTROLE DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA CONTROLE DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA Rita Freire 56 O ar que São Paulo respira é impregnado por milhões de toneladas de poluentes. O maior vetor da poluição atmosférica são os veículos automotores, responsáveis

Leia mais

GÁS NATURAL UMA ALTERNATIVA ENERGÉTICA À REDUÇÃO DE POLUENTES VEICULARES

GÁS NATURAL UMA ALTERNATIVA ENERGÉTICA À REDUÇÃO DE POLUENTES VEICULARES GÁS NATURAL UMA ALTERNATIVA ENERGÉTICA À REDUÇÃO DE POLUENTES VEICULARES Jorge Luiz Fernandes de Oliveira Universidade Federal Fluminense/Universidade Federal do Rio de Janeiro ABSTRACT The aim of this

Leia mais

Efeitos da poluição do ar

Efeitos da poluição do ar Efeitos da poluição do ar Por: Vânia Palmeira Campos UFBA IQ -Dpto Química Analítica - LAQUAM (Laboratório de Química Analítica Ambiental) Campus Universitário de Ondina, s/n, CEP:40-170-290, Salvador-BA

Leia mais

Estimativa de emissões de poluentes e GEE em frotas: Aplicação Prática.

Estimativa de emissões de poluentes e GEE em frotas: Aplicação Prática. Estimativa de emissões de poluentes e GEE em frotas: Aplicação Prática. Marcelo Pereira Bales (1) ; Cristiane Dias (1) ; Silmara Regina da Silva (1) (1) CETESB Companhia Ambiental do Estado de São Paulo

Leia mais

Congresso Nacional Comissão Especial Carro Diesel

Congresso Nacional Comissão Especial Carro Diesel Congresso Nacional Comissão Especial Carro Diesel Brasília, 28 de Outubro de 2015 O que é a APROVE DIESEL Associados: Apoio Institucional: Contexto econômico e tecnológico brasileiro atual difere muito

Leia mais

SP 06/93 NT 165/93. Emissão de gases poluentes / curvas tipo. Engº José Tadeu Braz (GPC/SPR) 1. Introdução

SP 06/93 NT 165/93. Emissão de gases poluentes / curvas tipo. Engº José Tadeu Braz (GPC/SPR) 1. Introdução SP 06/93 NT 165/93 Emissão de gases poluentes / curvas tipo Engº José Tadeu Braz (GPC/SPR) 1. Introdução As questões ambientais requisitam de maneira crescente mais espaço dentro da engenharia de tráfego,

Leia mais

As cidades para os pedestres

As cidades para os pedestres As cidades para os pedestres Foto: Márcio Brigatto Poder público estimula aquisição de veículos, mas investimentos não acompanham esse crescimento. O resultado são congestionamentos, aumento do tempo gasto

Leia mais

CONSTRUINDO A MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL EM REGIÕES METROPOLITANAS DO LESTE ASIÁTICO, OU VOCÊ PENSA QUE TEM PROBLEMAS DE TRÁFEGO NO BRASIL!

CONSTRUINDO A MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL EM REGIÕES METROPOLITANAS DO LESTE ASIÁTICO, OU VOCÊ PENSA QUE TEM PROBLEMAS DE TRÁFEGO NO BRASIL! CONSTRUINDO A MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL EM REGIÕES METROPOLITANAS DO LESTE ASIÁTICO, OU VOCÊ PENSA QUE TEM PROBLEMAS DE TRÁFEGO NO BRASIL! TERRY MC GEE PROFESSOR EMÉRITO UNIVERSIDADE DE BRITISH COLUMBIA

Leia mais

TÉCNICA DE LEVANTAMENTO DE DADOS: Entrevistas pessoais com questionário estruturado.

TÉCNICA DE LEVANTAMENTO DE DADOS: Entrevistas pessoais com questionário estruturado. Job 44/4 Setembro/04 Metodologia TÉCNICA DE LEVANTAMENTO DE DADOS: Entrevistas pessoais com questionário estruturado. LOCAL DA PESQUISA: Município de São Paulo. UNIVERSO: Moradores de 6 anos ou mais de

Leia mais

MOBILIDADE X ACESSIBILIDADE CARRO X ÔNIBUS FLEXIBILIDADE E CAPACIDADE. A mecânica funcional" da problemática ambiental urbana

MOBILIDADE X ACESSIBILIDADE CARRO X ÔNIBUS FLEXIBILIDADE E CAPACIDADE. A mecânica funcional da problemática ambiental urbana MOBILIDADE X ACESSIBILIDADE A Mobilidade Urbana como fator de qualidade de vida nas cidades Arq. Simone Costa I-ce, Interface for Cycling Expertise (www.cycling.nl) Mini-curso IFF, Outubro 2009 Lentino,

Leia mais

Mobilidade Urbana e Competidores do Motor de Combustão Interna: o desafio da eficiência versus o custo. Paulo R. Feldmann- FEA USP

Mobilidade Urbana e Competidores do Motor de Combustão Interna: o desafio da eficiência versus o custo. Paulo R. Feldmann- FEA USP Mobilidade Urbana e Competidores do Motor de Combustão Interna: o desafio da eficiência versus o custo Paulo R. Feldmann- FEA USP Nossa experiência no IEE A recarga da bateria de 1 V.E. requer 24 kwh equivalente

Leia mais

Flávio Ahmed CAU-RJ 15.05.2014

Flávio Ahmed CAU-RJ 15.05.2014 Flávio Ahmed CAU-RJ 15.05.2014 O espaço urbano como bem ambiental. Aspectos ambientais do Estatuto da cidade garantia da qualidade de vida. Meio ambiente natural; Meio ambiente cultural; Meio ambiente

Leia mais

Vinícius Ladeira Gerente de Projetos Ambientais da CNT Junho de 2010

Vinícius Ladeira Gerente de Projetos Ambientais da CNT Junho de 2010 Combustíveis Alternativos e a Redução das Emissões de Poluentes 12ª Transpo-Sul Vinícius Ladeira Gerente de Projetos Ambientais da CNT Junho de 2010 Tecnologias, Combustíveis mais limpos e Redução das

Leia mais

GERAÇÃO DE ENERGIA LIMPA ATRAVÉS DA REFORMA DE GÁS METANO DE ATERROS SANITÁRIOS

GERAÇÃO DE ENERGIA LIMPA ATRAVÉS DA REFORMA DE GÁS METANO DE ATERROS SANITÁRIOS GERAÇÃO DE ENERGIA LIMPA ATRAVÉS DA REFORMA DE GÁS METANO DE ATERROS SANITÁRIOS Luiz Felipe de Camargo Kastrup Faculdade de Saúde Pública USP Paulo Bernardi Junior Instituto de Pesquisas Energéticas e

Leia mais

SIPS Sistema de Indicadores de Percepção Social

SIPS Sistema de Indicadores de Percepção Social SIPS Sistema de Indicadores de Percepção Social Mobilidade Urbana IPEA 24 de janeiro de 2011 Sumário 1. Introdução 2. Mobilidade e meios de transporte 3. Meios de transporte e questões de infraestrutura

Leia mais

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL PARA O CONTROLE DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL PARA O CONTROLE DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS UNIFALMG ANDREA NATAN CARLA COSTA JOÃO CARLOS VIEIRA JULIANNE CARAVITA GRISOLIA KARINA NUNES SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL PARA O CONTROLE DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA DA UNIVERSIDADE

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA DAS QUESTÕES DISCURSIVAS

PADRÃO DE RESPOSTA DAS QUESTÕES DISCURSIVAS PADRÃO DE RESPOSTA DAS QUESTÕES DISCURSIVAS Tecnologia em Redes de Computadores PADRÃO DE RESPOSTA O estudante deve redigir um texto dissertativo, em que: a) aborde pelo menos duas das seguintes consequências:

Leia mais

Desafios para Melhoria da Mobilidade Urbana

Desafios para Melhoria da Mobilidade Urbana Desafios para Melhoria da Mobilidade Urbana O Desafio da CET 7,2 milhões de veículos registrados 12 milhões de habitantes 7,3 milhões de viagens a pé 156 mil viagens de bicicleta 15 milhões de viagens

Leia mais

Foto: Por gelinh. Flickr Creative Commons. Programa Cidades Sustentáveis

Foto: Por gelinh. Flickr Creative Commons. Programa Cidades Sustentáveis Foto: Por gelinh. Flickr Creative Commons Programa Cidades Sustentáveis CONTEXTO No Mundo Atualmente: mais da metade da humanidade já vive em cidades 2030: 60% e 2050: 70% (ONU) Emissões de gases de efeito

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA DAS QUESTÕES DISCURSIVAS

PADRÃO DE RESPOSTA DAS QUESTÕES DISCURSIVAS DAS QUESTÕES DISCURSIVAS ENGENHARIA FLORESTAL PADRÃO DE RESPOSTA O estudante deve redigir um texto dissertativo, em que: a) aborde pelo menos duas das seguintes consequências: aumento da emissão de poluentes

Leia mais

CAPÍTULO 13 VULNERABILIDADE URBANA

CAPÍTULO 13 VULNERABILIDADE URBANA CAPÍTULO 13 VULNERABILIDADE URBANA. É possível homem e natureza estarem ocupando o mesmo lugar, apesar de atravancar o progresso? A comodidade da vida nas cidades urbanas é mais vantajosa do que a própria

Leia mais

MOBILIDADE URBANA: INTERVENÇÃO E REESTRUTURAÇÃO DE CICLOVIAS NA AVENIDA MANDACARU

MOBILIDADE URBANA: INTERVENÇÃO E REESTRUTURAÇÃO DE CICLOVIAS NA AVENIDA MANDACARU MOBILIDADE URBANA: INTERVENÇÃO E REESTRUTURAÇÃO DE CICLOVIAS NA AVENIDA MANDACARU Adriele Borges da Silva¹; Tatiana Romani Moura²; RESUMO: O presente trabalho tem por finalidade apresentar um estudo e

Leia mais

Mobilidade Urbana: Esse Problema tem Solução? Ronaldo Balassiano Programa de Engenharia de Transportes PET/COPPE/UFRJ

Mobilidade Urbana: Esse Problema tem Solução? Ronaldo Balassiano Programa de Engenharia de Transportes PET/COPPE/UFRJ Mobilidade Urbana: Esse Problema tem Solução? Ronaldo Balassiano Programa de Engenharia de Transportes PET/COPPE/UFRJ 1 1 Introdução Sustentabilidade Mudança nos atuais modelos de produção e consumo Alternativas

Leia mais

Estratégias Regionais (PMP) no âmbito dos Transportes Terrestres vs Linhas de Orientação do Plano Nacional de Reformas (PNR)

Estratégias Regionais (PMP) no âmbito dos Transportes Terrestres vs Linhas de Orientação do Plano Nacional de Reformas (PNR) Estratégias Regionais (PMP) no âmbito dos Transportes Terrestres vs Linhas de Orientação do Plano Nacional de Reformas (PNR) Estratégias Regionais (PMP) no âmbito dos Transportes Terrestres Objectivos

Leia mais

Administração. O estudante deve redigir texto dissertativo, abordando os seguintes tópicos:

Administração. O estudante deve redigir texto dissertativo, abordando os seguintes tópicos: Administração Padrão de Resposta O estudante deve redigir texto dissertativo, abordando os seguintes tópicos: A A ideia de que desenvolvimento sustentável pode ser entendido como proposta ou processo que

Leia mais

Problemas Ambientais Urbanos

Problemas Ambientais Urbanos Problemas Ambientais Urbanos INVERSÃO TÉRMICA É comum nos invernos, principalmente no final da madrugada e início da manhã; O ar frio, mais denso, é responsável por impedir a dispersão de poluentes (CO,

Leia mais

Anexo III da Resolução n 1 da CIMGC

Anexo III da Resolução n 1 da CIMGC Anexo III da Resolução n 1 da CIMGC Projeto Nobrecel de Troca de Combustível na Caldeira de Licor Negro (Nobrecel fuel switch in black liquor boiler Project) Introdução: O objetivo deste relatório é o

Leia mais

O AR QUE RESPIRAMOS Professor Romulo Bolivar. www.proenem.com.br

O AR QUE RESPIRAMOS Professor Romulo Bolivar. www.proenem.com.br O AR QUE RESPIRAMOS Professor Romulo Bolivar www.proenem.com.br INSTRUÇÃO A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija

Leia mais

CST Gestão Financeira

CST Gestão Financeira CST Gestão Financeira Padrão de Resposta O estudante deve redigir texto dissertativo, abordando os seguintes tópicos: A A ideia de que desenvolvimento sustentável pode ser entendido como proposta ou processo

Leia mais

Plano Nacional de Mudanças Climáticas

Plano Nacional de Mudanças Climáticas Plano Nacional de Mudanças Climáticas Metas de Redução de Emissões e Avaliação de Impacto no Setor de Transporte e Logística Ricardo Vieira - ABRALOG CENÁRIO ATUAL Política Nacional sobre a Mudança do

Leia mais

A GEOGRAFIA DAS MOTOCICLETAS NO PARANÁ: APONTAMENTOS PRELIMINARES 1

A GEOGRAFIA DAS MOTOCICLETAS NO PARANÁ: APONTAMENTOS PRELIMINARES 1 A GEOGRAFIA DAS MOTOCICLETAS NO PARANÁ: APONTAMENTOS PRELIMINARES 1 Priscila Aparecida Olivette Licencianda do Curso de Geografia pela Unicentro e Bolsista Fundação Araucária (PR) pri_xd93@hotmail.com

Leia mais

CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ TÍTULO: A MOBILIDADE URBANA E SEUS IMPACTOS EM MEIO À SOCIEDADE ACADÊMICA E ANÁLISE DO PERFIL DOS ALUNOS DE COMÉRCIO EXTERIOR DA UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS

Leia mais

Síntese. Diretrizes da OCDE para um Transporte Ambientalmente Sustentável

Síntese. Diretrizes da OCDE para um Transporte Ambientalmente Sustentável Síntese Diretrizes da OCDE para um Transporte Ambientalmente Sustentável Overview OECD Guidelines towards Environmentally Sustainable Transport As Sínteses constituem-se em excertos de publicações da OCDE.

Leia mais

Meios de Transporte. Valorizar combustíveis que poluam menos;

Meios de Transporte. Valorizar combustíveis que poluam menos; Meios de Transporte 1) Objetivo Geral Fazer uma correlação a evolução dos meios de transporte, o aumento da poluição atmosférica e a necessidade de preservação do meio ambiente. 2) Objetivo Específico

Leia mais

Nome: n o : Geografia. Exercícios de recuperação

Nome: n o : Geografia. Exercícios de recuperação Nome: n o : Ensino: Fundamental Ano: 7 o Turma: Data: Professor(a): Maria Silvia Geografia Exercícios de recuperação 1) Para a geografia, qual é o conceito de região? 2) Entre os aspectos utilizados para

Leia mais

A importância da eficiência energética para redução de consumo de combustíveis e emissões no transporte de cargas e passageiros

A importância da eficiência energética para redução de consumo de combustíveis e emissões no transporte de cargas e passageiros A importância da eficiência energética para redução de consumo de combustíveis e emissões no transporte de cargas e passageiros Brasíli, 05 de junho de 2013 1 Consumo Final Energético por Queima de Combustíveis

Leia mais

Células de combustível

Células de combustível Células de combustível A procura de energia no Mundo está a aumentar a um ritmo alarmante. A organização WETO (World Energy Technology and Climate Policy Outlook) prevê um crescimento anual de 1,8 % do

Leia mais

Motivos e insatisfações dos usuários dos modos de transporte.

Motivos e insatisfações dos usuários dos modos de transporte. Motivos e insatisfações dos usuários dos modos de transporte. Anna Carolina Côrrea Pereira 1 ; Ana Gabriela Furbino Ferreira 2 ; Igor Jackson Arthur Costa e Souza 3 ; José Irley Ferreira Júnior 4 ; Antônio

Leia mais

XVII Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva SIMEA 2009 VEÍCULOS ELÉTRICOS HÍBRIDOS E A EMISSÃO DE POLUENTES

XVII Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva SIMEA 2009 VEÍCULOS ELÉTRICOS HÍBRIDOS E A EMISSÃO DE POLUENTES XVII Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva SIMEA 2009 VEÍCULOS ELÉTRICOS HÍBRIDOS E A EMISSÃO DE POLUENTES Sílvia Velázquez São Paulo, 17 de setembro de 2009. Resíduos Urbanos e Agrícolas Briquetes

Leia mais

ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA /COR

ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA /COR 8 ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA /COR Secretaria de Vigilância em Saúde/MS 435 ANÁLISE DA MORTE VIOLENTA SEGUNDO RAÇA/COR MORTALIDADE POR CAUSAS EXTERNAS Evolução da mortalidade por causas externas

Leia mais

1. MOBILIDADE 1.1 INTRODUÇÃO

1. MOBILIDADE 1.1 INTRODUÇÃO 1. MOBILIDADE 1.1 INTRODUÇÃO O Estatuto da Cidade determina que todas as cidades brasileiras com mais de 500 mil habitantes elaborem um plano de transportes e trânsito, rebatizado pela SeMob (Secretaria

Leia mais

O BRASILEIRO E AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

O BRASILEIRO E AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA NACIONAL O BRASILEIRO E AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS Novembro/2009 2 O brasileiro e as mudanças climáticas O DataSenado realizou pesquisa de opinião pública de abrangência nacional

Leia mais

URBANIZAÇÃO LUGAR É A BASE

URBANIZAÇÃO LUGAR É A BASE URBANIZAÇÃO LUGAR É A BASE. DA REPRODUÇÃO DA VIDA E PODE SER ANALISADO PELA TRÍADE HABITANTE- IDENTIDADE-LUGAR. OBJETIVOS ESPECÍFICOS A. Caracterizar o fenômeno da urbanização como maior intervenção humana

Leia mais

GRUPO DE TRABALHO DE INFRAESTRUTURA E MOBILIDADE URBANA

GRUPO DE TRABALHO DE INFRAESTRUTURA E MOBILIDADE URBANA DESENVOLVIMENTO DE LAY-OUT DE PROPOSTA ALTERNATIVA PARA O SISTEMA G DE TRANSPORTE PÚBLICO MULTIMODAL PARA A REGIÃO METROPOLITANA DA GRANDE VITÓRIA GRUPO DE TRABALHO DE INFRAESTRUTURA E MOBILIDADE URBANA

Leia mais

Relatório para os participantes da Pesquisa Delphi. O desenvolvimento de veículos elétricos no Brasil.

Relatório para os participantes da Pesquisa Delphi. O desenvolvimento de veículos elétricos no Brasil. Relatório para os participantes da Pesquisa Delphi O desenvolvimento de veículos elétricos no Brasil. Caro colaborador, A partir da sua participação e de outros 496 especialistas em áreas relacionadas

Leia mais

Boa Noite! Mobilidade Urbana Sustentável e As Lições do Modelo Japonês

Boa Noite! Mobilidade Urbana Sustentável e As Lições do Modelo Japonês Boa Noite! Mobilidade Urbana Sustentável e As Lições do Modelo Japonês Geraldo Freire Garcia Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana Ministério das Cidades Maio de 2015 Contextualização

Leia mais

PROCONVE: PROGRAMA DE CONTROLE DE POLUIÇÃO DO AR POR VEÍCULOS AUTOMOTORES

PROCONVE: PROGRAMA DE CONTROLE DE POLUIÇÃO DO AR POR VEÍCULOS AUTOMOTORES PROCONVE: PROGRAMA DE CONTROLE DE POLUIÇÃO DO AR POR VEÍCULOS AUTOMOTORES Em um momento em que os cenários de crescimento trazem projeções otimistas para a maior parte dos segmentos da economia brasileira,

Leia mais

Desafios para enfrentar. o papel dos edifícios verdes. Secretaria do Verde e Meio Ambiente

Desafios para enfrentar. o papel dos edifícios verdes. Secretaria do Verde e Meio Ambiente Desafios para enfrentar mudanças as climáticas e o papel dos edifícios verdes Secretaria do Verde e Meio Ambiente DESAFIOS PARA AS CIDADES Redução da emissão global dos gases que causam efeito estufa 50%

Leia mais

XII Semana CIESP/FIESP de Meio Ambiente

XII Semana CIESP/FIESP de Meio Ambiente XII Semana CIESP/FIESP de Meio Ambiente Tema: As questões ambientais da Região Metropolitana de São Paulo Palestra: Estratégias de Proteção da Qualidade do Ar na RMSP Debatedor: Nelson Nefussi Consultor

Leia mais