SISTEMA TRIBUTÁRIO. Conceitos importantes para entender a relevância da Reforma Tributária

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "SISTEMA TRIBUTÁRIO. Conceitos importantes para entender a relevância da Reforma Tributária"

Transcrição

1 SISTEMA TRIBUTÁRIO O tema sobre a Tributação, é de grande importância para nós cidadãos porque todo o aparato do Estado Brasileiro isto é, o salário de milhões de funcionários públicos (professores, médicos, policiais, burocratas e outros) sejam municipais, estaduais ou federais, as obras públicas todos esses gastos são realizados a partir dos tributos que pagamos. O mais recente projeto de reforma tributária permanece na Câmara dos Deputados e, aliás, como ocorreu com todos os outros elaborados nos últimos anos no Brasil é muito pouco discutido entre os verdadeiros interessados, que é a maioria do povo brasileiro. O debate em torno desse assunto no país acaba centrado em grande parte no aspecto da diminuição dos impostos porque a carga tributária é alta em relação aos serviços que o Estado oferece. Os que mais defendem a diminuição dessa carga são os empresários, baseados no argumento de que pagando muitos impostos seus negócios são dificultados. Fica praticamente excluída do debate a maioria da população brasileira e, principalmente, sua camada mais pobre proporcionalmente a que paga mais que não tem a menor idéia de quanto eles pesam no seu bolso. Conceitos importantes para entender a relevância da Reforma Tributária Nação - Agrupamento de pessoas geralmente fixas num território, ligados por origem tradições e lembranças, costumes, cultura, interesses e aspirações e por uma língua. Estado - Organismo político administrativo, ocupa um território determinado, é dirigido por governo próprio e se constitui pessoa jurídica de direito público, internacionalmente reconhecida. Nação politicamente organizada. A República Federativa do Brasil é composta de 26 Estados, um Distrito Federal e mais de 5 mil municípios. È organizada através dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

2 Governo - Sistema político pelo qual o Estado é dirigido.. É transitório. Luta histórica A questão tributária tem sido causa ou pretexto de inúmeras revoluções e transformações sociais na história da humanidade. Em 1215, ano em que foi criada a constituição inglesa, um dos pontos centrais definidos entre o Conselho de Nobres e João Sem Terra, baseava-se no fato de que, dali para diante, não poderia ser criado nenhum tributo pelo rei sem que o Conselho fosse consultado. Havia algumas exceções pontuais: quando fosse feito o primeiro casamento de sua filha mais velha, ou quando seu primogênito se tornasse cavaleiro, por exemplo. Na mesma Inglaterra, a revolução burguesa que eclodiu na primeira metade do século XVII teve como um dos motivos a cobrança de tributos. O rei Carlos I, para reforçar o absolutismo, começou a cobrar impostos que já haviam caído em desuso, como o ship money. Criado para proteger as cidades portuárias de ataques piratas, o imposto acabou sendo cobrado até mesmo nas cidades de interior, onde dificilmente haveria esse tipo de ataque. O fim do rei foi a sua decapitação. A data nacional da independência norte-americana, 4 de julho, faz lembrar que uma das razões que foram amadurecendo para o início da guerra de libertação foi a cobrança de impostos como o Sugar Act (1764), que taxava produtos que não viessem das Antilhas Britânicas; do Stamp Act (1765), que exigia selagem até de baralhos e dados (posteriormente revogado); e o Tea Act (Lei do Chá, 1773) que concedia o monopólio desse comércio à Companhia das Índias Orientais. Este último fato causou grande revolta, com os colonos americanos se vestindo de índios e jogando ao mar o chá dos navios da Companhia que estavam ancorados no porto de Boston. A Revolução Francesa, como se sabe, teve como um dos estopins o aumento de impostos decretado pelo rei para enfrentar a grave crise que o país enfrentava após a derrota para a Inglaterra na Guerra dos Sete Anos.

3 No Brasil, a questão da cobrança de impostos marcou profundamente algumas rebeliões ao longo da história. A primeira delas foi a Inconfidência Mineira, tentativa de libertar o Brasil de Portugal, que resultou no enforcamento do herói Tiradentes e no desterro das lideranças envolvidas no movimento. O motivo principal dessa revolta foi a derrama, isto é, a cobrança de impostos atrasados feita pelos colonizadores portugueses aos moradores de Minas Gerais. Entre as décadas de 1830 e 1840 o Brasil foi palco do mais longo conflito armado em seu território, a Guerra dos Farrapos, na então província do Rio Grande do Sul. A causa central desse conflito foi a taxação do charque (carne-seca) rio-grandense pelo governo imperial, enquanto os produtos que vinham do Uruguai e da Argentina estavam isentos desse imposto. A elite gaúcha estava sendo profundamente prejudicada em seus interesses porque perdia competitividade no mercado interno. No fim do século XIX um dos pretextos para o exército brasileiro cercar e destruir a comunidade de Canudos (interior da Bahia) foi o fato de seu líder, Antonio Conselheiro, pregar aos habitantes de vários municípios do interior do Nordeste brasileiro o não pagamento dos impostos instituídos pelo recente regime republicano. BREVE HISTÓRICO DO SISTEMA TRIBUTÁRIO BRASILEIRO Século XIX Economia agrícola com alto grau de abertura ao exterior. Fonte de recursos públicos comércio exterior principalmente imposto sobre importação Proclamação da República Primeira grande mudança a partir da Constituição de 1891, com a separação de fontes tributárias discriminando impostos de competência da União e dos Estados Constituição. Os impostos internos passaram a predominar sobre os produtos. Municípios passam a ter poder de decretar impostos.

4 1946 Constituição Institucionalizou-se o sistema de transferência de impostos para os municípios. Aumento das receitas dos municípios. 1946/1965 Aumento da importância dos impostos internos sobre os produtos. Início de um processo de desenvolvimento industrial sustentado. 1965/1967 Ditadura militar - Grande reforma Redução do número de impostos Maior centralização dos recursos Prioridade impostos sobre valor agregado Criação do IPI (Imposto sobre produtos industrializados) federal e ICM (Imposto sobre circulação de mercadorias) estadual. Criação do Fundo de Participação dos Estados e Municípios Criação do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço) poupança compulsória Criação do PIS/PASEP Final da década de 70 - Década de 80 Início do processo de descentralização aumento nas alíquotas do FPE e FPM Constituição Descentralização dos recursos tributários Aumento da autonomia fiscal de estados e municípios Final da década de 80 Década de 90. Criação do CSLL Criação do COFINS 1991 Criação do IPMF 1994 e CPMF Criação do FSE 1994 (ajuste emergencial) 2000 Aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal Aprovação da reforma da previdência.

5 SISTEMA TRIBUTÁRIO O sistema tributário é baseado em impostos, contribuições e taxas. Impostos: tributo cobrado pelo governo sem um fim específico como contrapartida. Contribuição: figura legal que concede ao ente tributado o direito de alguma contrapartida, mesmo que difusa. Taxa: tributo cobrado pelo governo com contrapartida específica. Classificação dos tributos:. Diretos: incidência sobre o indivíduo, a propriedade, a riqueza; Exemplo, IR.. Indiretos: incidência sobre atividades ou objetos; consumo, venda. Base de incidência: renda, patrimônio, consumo. Renda: IR Patrimônio: IPTU, ITR, IPVA Consumo: IPI, ICMS Contribuições: CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira): saúde, combate a pobreza, previdência social. CSLL ( Contribuição Sobre Lucro Líquido): seguridade social. Taxas: Taxa do lixo. Os Tributos podem ser federais, estaduais e municipais. Federais:

6 Impostos: Imposto de Renda: IRPF e IRPJ Incidência: remunerações em geral; capital e trabalho. Imposto sobre o Patrimônio: ITR - Imposto Territorial Rural Incidência; sobre a propriedade rural Imposto sobre Exportação: Incidência: venda de produto ao exterior Imposto sobre Importação: Incidência: compra de produto importado. Imposto sobre Operações Financeira IOF Incidência: operações de crédito, câmbio, seguro e negociação de título. Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Incidência: saída de produto de estabelecimento industrial ou desembaraço aduaneiro de produto importado. Contribuições. Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico CIDE Incidência: comercialização e importação de combustíveis em geral ( gasolina, óleo diesel, querosene de aviação, óleos combustíveis e GLP) Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público PIS/PASEP. Incidência: faturamento de empresas privadas, utilização de mão de obra e uso de recursos provenientes da administração pública. Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira CPMF Incidência: fluxos de valores efetuados por instituições financeiras. (Extinto)

7 Contribuição Social para Financiamento da Seguridade Social COFINS Incidência: venda de mercadorias e serviços, faturamento mensal. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das Empresas CSSL Incidência: apuração do lucro por parte da pessoa jurídica, lucro líquido. Estaduais Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores IPVA Imposto sobre a Herança Municipais Imposto Predial e Territorial Urbano IPTU Imposto sobre Serviços - ISS Imposto sobre Transmissão de Bens Intervivos ITBI Taxas Lixo Poder de Polícia A chamada política fiscal é um instrumento de política econômica que o governo utiliza, através de sua arrecadação e dos seus gastos. Interfere na política econômica, aumentando ou diminuindo o emprego, distribuindo ou não a renda, investindo ou não em educação, infra-estrutura etc. Os pobres pagam mais A questão da injustiça tributária no Brasil é gravíssima e podemos dizer com toda a segurança que as camadas mais pobres da

8 população pagam proporcionalmente mais impostos no país. Vários estudos feitos pelo Unafisco (órgão de representação dos auditores fiscais da Receita Federal) e pela Universidade de São Paulo (USP) comprovam claramente tal situação. Esses estudos mostram que as pessoas cuja renda familiar alcança até dois salários mínimos comprometem 48,9% de seus recursos com o pagamento de tributos. Enquanto famílias que têm uma renda superior a 30 salários mínimos comprometem apenas 26,3%. Esse brutal descompasso ocorre porque mais de 50% da carga tributária no país é indireta, isto é, incide sobre o consumo. Na maioria dos países capitalistas desenvolvidos a carga tributária direta é muito mais acentuada que a nossa, recaindo sobre a renda, a riqueza, a propriedade e a herança. Regressividade Os dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) ilustram a regressividade na cobrança de tributos em nosso país. Por exemplo, do total que se paga da conta de luz, 45,8% são compostos por tributos. Assim, se um cidadão gastar R$ 100,00 de energia, R$ 45,80 vão para os cofres públicos, independentemente do fato de ele ganhar um salário mínimo ou R$ 50 mil por mês. Em relação aos tributos diretos sobre a renda, a riqueza, a propriedade e a herança, a taxação de impostos é muito baixa, especialmente quando comparada a de outros países. Imposto de renda No Brasil existem quatro faixas de cobrança. Para salários até R$ 1.787,77 há isenção. Para os salários entre R$ 1.787,78 até R$ 2.679,29 a alíquota é de 7,5%; para salários de R$ 2.679,30 até R$ 3.572,43 alíquota é de 15%; de R$ 3.572,44 até R$ 4.463,81 alíquota é de 22,5% e acima de R$ 4.463,81 alíquota é de 27,5%. Nesse contexto é importante lembrar que, entre 1983 e 1985 havia 13 faixas com variação de 0% a 60% nas alíquotas, com intervalo de 5%. Para efeito comparativo, nos EUA existem cinco faixas variando as alíquotas de 15% a 39,6%; na França existem 12 faixas com

9 variação das alíquotas entre 5% e 57%; na Holanda há quatro faixas com variação de 6,2% a 60% das alíquotas. Por outro lado, nos países denominados em desenvolvimento como o Brasil, alguns exemplos mostram a seguinte situação: no Chile existem seis faixas, variando as alíquotas entre 5% e 45%; na Argentina são sete faixas, variando as alíquotas entre 9% e 35% e na Bolívia há cinco faixas, variando a alíquota de 15% a 30%. (Fonte: Waterhouse & Coopers/Unafisco Sindical). Imposto sobre herança O imposto sobre herança no Brasil é definido pelo artigo 155, Inciso I da Constituição Federal no qual consta que a responsabilidade pelo estabelecimento das alíquotas é dos Estados. Em São Paulo, essa alíquota é de 4%. Estabelecendo uma comparação com outros países, constata-se que, na Inglaterra esse imposto é cobrado há mais de 300 anos. Após a morte da princesa Diana, os jornais ingleses noticiaram que o fisco cobrou U$ 15 milhões dos U$ 30 milhões deixados para seus filhos. Segundo matéria da revista Veja (21/11/2007) Churchill, o conservador primeiro ministro inglês que conduziu a Inglaterra na Segunda Guerra mundial, dizia que o imposto sobre a herança era infalível para evitar a proliferação de ricos indolentes. Nos EUA o imposto sobre a herança tem uma alíquota de 47% para fortunas acima de US$ 1,5 milhão e no Japão a alíquota chega até 70%. (Fonte: www. legiscenter.com.br) Os dados acima demonstram como esse imposto é extremamente baixo no Brasil. Há, portanto, uma ampla margem para aumentar sua cobrança tendo em vista ainda o alto índice de concentração de riqueza no país. Imposto sobre a propriedade Outra distorção flagrante pode ser notada na arrecadação dos impostos sobre a propriedade existentes no Brasil: o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana, o IPTU, de âmbito municipal e o Imposto Territorial Rural, o ITR, de âmbito federal. Em relação a este último, a situação beira a incredulidade. Para

10 exemplificar, nos doze meses de 2007 foram arrecadados, em todo o território nacional, cerca de R$ 379 milhões, segundo dados da Receita Federal. Um montante cujo valor é menor do que dois únicos meses de contribuições recolhidas do IPTU da cidade de São Paulo. Diante desses números, nunca é demais lembrar que, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário, em um universo de cinco milhões de propriedades, 26 mil, ou menos de 1% do total, detêm 46% das terras. Além disso, 55 mil imóveis classificados como grandes propriedades improdutivas detêm 120 milhões de hectares. Paralelamente, o chamado agronegócio, que movimenta bilhões de reais em suas transações, utiliza cada vez mais terras para plantio de cana-de-açúcar e o capital internacional avança na compra de terras na Amazônia e em todo território nacional. Pode-se então concluir que, na prática, os grandes latifundiários e proprietários rurais na prática, não pagam esse tipo de imposto no país. Imposto sobre grandes fortunas Como todos sabem, o Brasil está classificado como o 7º PIB do planeta e o 85º IDH. O grande problema é a extrema concentração dessa riqueza. Dados publicados pelo economista Márcio Pochmann mostram que há no país cinco mil famílias que detêm um patrimônio da ordem de US$ 250 bilhões. Por outro lado, estudos do IPEA demonstram que 80% da dívida pública bruta do Brasil, hoje na casa dos R$ 3,0 trilhões(*), encontram-se nas mãos de 20 mil famílias, clãs formado por cerca de 50 pessoas cada uma, o que daria um milhão de pessoas. Em 2013, o pagamento dos juros dessa dívida foi cerca de R$ 250 bilhões e, logicamente, 80% desse valor ficaram em posse daquelas 20 mil famílias. (*) Segundo estudos da Auditoria Cidadã da Dívida denuncia que, diferente do divulgado por vários veículos da imprensa brasileira, o montante da dívida pública já ultrapassou R$ 3 trilhões de reais. A entidade baseia a afirmação na soma da dívida pública federal interna R$ 2,823 trilhões no final do ano passado e da dívida externa bruta US$ 441,757 bilhões no mesmo período, conforme dados divulgados pelo Banco Central. Segundo ainda a Auditoria Cidadã, a informação divulgada pela imprensa de que a dívida teria ultrapassado os R$ 2 trilhões no final do ano passado não reflete o montante da dívida bruta brasileira, uma vez que a mesma mostra apenas parte da dívida a que se encontra em poder do público, excluindo os mais de R$ 900 bilhões de títulos que foram repassados ao Banco Central, dos quais grande parte é entregue ao mercado.

11 O Atlas da Exclusão Social Os Ricos no Brasil (Cortez, 2004) é outra referência importante onde se demonstra a enorme concentração da renda e riqueza em nosso país. É, portanto, mais do que urgente a aprovação do imposto sobre as grandes fortunas. Características da reforma que o Brasil precisa Diante desse quadro totalmente desequilibrado e injusto, pode-se refletir sobre o tipo de reforma tributária de que a população brasileira precisa. Logicamente, não se deve ignorar que são importantes as definições sobre a cobrança do ICMS no Estado que produz uma mercadoria ou onde ela é consumida, sobre o número de alíquotas desse imposto e do IPI ou as discussões referentes à criação do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA). Mas essas questões precisam estar submetidas a decisões sobre as características básicas da reforma pretendia. Muitas dessas características vêm sendo propostas por vários especialistas da área tributária. Eles se preocupam com os problemas sociais do Brasil e percebem claramente a necessidade de se fazer justiça social utilizando como um dos instrumentos importantes a cobrança de tributos. Adam Smith já afirmava, quando escreveu História da Riqueza das Nações, que os súditos de todo Estado deveriam contribuir para sustentar o governo, tanto quanto possível em proporção às suas respectivas capacidades (Smith, 1986, p. 366). Uma questão preliminar a ser destacada e definida antes de se discutir as propostas é autorizar a progressividade dos impostos como determina a Constituição Federal, no parágrafo 1º do artigo 145. Isto porque a progressividade é um instrumento de importância fundamental para se fazer justiça tributária. - Redução de tributos sobre o consumo e isenção sobre a cesta básica Uma das vertentes que a reforma a ser votada deve considerar, é a redução da carga tributária sobre o consumo sendo esta medida extremamente positiva porque diminui a regressividade na cobrança de impostos e beneficia a classe média e principalmente a população de baixa renda com a melhoria do seu poder aquisitivo.

12 Por outro lado, a isenção de cobrança de impostos indiretos na cesta básica também é de grande importância porque tem o efeito de diminuir o custo de vários produtos de consumo popular, o que permite indiretamente a elevação da renda desse setor da população e possibilita uma melhoria em sua qualidade de vida. - Aumento da taxação sobre a renda, a riqueza, a propriedade e a herança A outra vertente deve se apoiar na taxação de forma mais acentuada e progressiva da renda, da riqueza, da propriedade e da herança proporcionando a abertura de um amplo espaço para se fazer justiça social. A adoção de tal medida compensará a perda dos impostos em decorrência da diminuição dos tributos sobre o consumo e da isenção da cesta básica. Além disso abrirá a possibilidade da diminuição da carga tributária incidente sobre pequenos e médios produtores e também sobre ramos industriais que atendam aos interesses da sociedade brasileira. Em relação ao imposto de renda a proposta que defendemos é aumentar o número de faixas e a amplitude de sua cobrança. Podese estipular a cobrança a partir de um patamar de R$ 2.329,35 que é o salário mínimo definido pelo Dieese para abril de 2012 e criar 12 faixas, com variação de 5% a 60% nas alíquotas, com intervalo de 5%, semelhante ao que ocorria em nosso país entre 1983 e Ainda em relação ao imposto de renda, é necessário destacar que há outras questões a serem discutidas e que precisam ser alteradas como por exemplo a atual isenção sobre a distribuição de lucros para sócios das empresas, tanto no Brasil como no exterior; a isenção para remessa de lucros etc. Em relação a propriedade, definir que a cobrança desse tipo de imposto tanto o IPTU quanto ao ITR seja feita de forma progressiva em todo o país. Em relação ao ITR, deixar público porque a arrecadação desse imposto é irrisória e avançar do ponto de vista de que os grandes proprietários rurais e o agronegócio definitivamente passem a pagar impostos sobre suas propriedades. Quanto ao imposto sobre herança, nossa proposta é elevar sua alíquota de forma progressiva pois, como vimos, ela é baixíssima no Brasil. Em razão da alta concentração de riqueza que há em nosso

13 país, deveríamos ter como referência a tributação estabelecida na Inglaterra e nos EUA (cerca de 50%), o que possibilitaria progredir na ampliação da arrecadação, diminuir a regressividade da carga tributária e avançar do ponto de vista da justiça social. O imposto sobre grandes fortunas (IGF), que se encontra previsto na Constituição Federal de 1988, segundo proposta do economista Amir Khair, poderia ser cobrado de forma progressiva, arbitrando-se um nível mínimo de isenção, incidindo através de alíquota reduzida sobre o valor do patrimônio declarado no imposto de renda do final do exercício de pessoas físicas e jurídicas, que exceder o valor da isenção. A proposta que estva tramitando na Câmara dos Deputados prevê que 51,6% do IGF sejam direcionados para Estados e Municípios. Apesar de a Constituição Federal de 1988 haver delegado à União competência para instituir impostos sobre grandes fortunas (art. 153, inciso VII), a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) decidiu rejeitar, projeto de lei (PLS 128/08 - Complementar) do senador Paulo Paim (PT-RS) propondo a criação do tributo. Em síntese, alinhamos as questões que, em nosso entender, são vitais na elaboração de uma autêntica reforma tributária no Brasil, verdadeiramente capaz de promover maior justiça e igualdade de direitos. Odilon Guedes, economista, mestre em economia pela PUC/SP, é professor das Faculdades Oswaldo Cruz e do Curso de Pós Graduação Gerente de Cidades - FAAP. Professor convidado do curso Gestão de Políticas Públicas da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da universidade de São Paulo USP. Foi presidente do Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo e vereador e sub prefeito na cidade de São Paulo.

Direitos Humanos - Direitos Econômicos e Sociais -

Direitos Humanos - Direitos Econômicos e Sociais - Direitos Humanos - Direitos Econômicos e Sociais - Apresentação Direitos sociais e econômicos Desafios Dados Distribuição renda Exemplo mundo Situação Brasil Conceituação a) condição de pessoa como requisito

Leia mais

Direitos Humanos - Direitos Econômicos e Sociais -

Direitos Humanos - Direitos Econômicos e Sociais - Direitos Humanos - Direitos Econômicos e Sociais - 1. Conceituação a) condição de pessoa como requisito único para ser titular de direitos humanos. b) dignidade humana. 2. Histórico Declaração americana

Leia mais

Reforma Tributária com Transparência das Contas Públicas: a sociedade e o Estado

Reforma Tributária com Transparência das Contas Públicas: a sociedade e o Estado PROPOSTA PARA DEBATE Reforma Tributária com Transparência das Contas Públicas: a sociedade e o Estado Brasileiro merecem essa conquista Introdução O Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo e as

Leia mais

ANEXO PROPOSTA DE REFORMA TRIBUTÁRIA

ANEXO PROPOSTA DE REFORMA TRIBUTÁRIA ANEXO PROPOSTA DE REFORMA TRIBUTÁRIA QUADROS RESUMO DAS COMPETÊNCIAS TRIBUTÁRIAS, PARTILHAS E TRANSFERÊNCIAS INTERGOVERNAMENTAIS VIGENTES E PROPOSTAS RESUMO DAS COMPETÊNCIAS TRIBUTÁRIAS UNIÃO, ESTADOS

Leia mais

Tributos em orçamentos

Tributos em orçamentos Tributos em orçamentos Autores: Camila de Carvalho Roldão Natália Garcia Figueiredo Resumo O orçamento é um dos serviços mais importantes a serem realizados antes de se iniciar um projeto. É através dele

Leia mais

PROPOSTA PARA DEBATE. Reforma Tributária com Transparência das Contas Públicas: a sociedade e o Estado Brasileiro merecem essa conquista

PROPOSTA PARA DEBATE. Reforma Tributária com Transparência das Contas Públicas: a sociedade e o Estado Brasileiro merecem essa conquista 1 PROPOSTA PARA DEBATE Reforma Tributária com Transparência das Contas Públicas: a sociedade e o Estado Brasileiro merecem essa conquista Introdução O Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo e

Leia mais

ECONOMIA E GESTÃO DO SETOR PÚBLICO MÓDULO 7 O SISTEMA TRIBUTÁRIO BRASILEIRO

ECONOMIA E GESTÃO DO SETOR PÚBLICO MÓDULO 7 O SISTEMA TRIBUTÁRIO BRASILEIRO ECONOMIA E GESTÃO DO SETOR PÚBLICO MÓDULO 7 O SISTEMA TRIBUTÁRIO BRASILEIRO Índice 1. O Sistema Tributário Brasileiro...3 1.1. Breve histórico do sistema tributário brasileiro... 3 1.1.1. A reforma dos

Leia mais

ASPECTOS GERAIS DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL

ASPECTOS GERAIS DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL 01452-002 SP ASPECTOS GERAIS DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL Fábio Tadeu Ramos Fernandes ftramos@almeidalaw.com.br I) INTRODUÇÃO Para a compreensão do Sistema Tributário Nacional, é preciso recorrer à Constituição

Leia mais

ENTENDA OS IMPOSTOS. Impostos Diretos ou Indiretos, Progressivos ou Regressivos

ENTENDA OS IMPOSTOS. Impostos Diretos ou Indiretos, Progressivos ou Regressivos Página 1 de 10 ENTENDA OS IMPOSTOS As pessoas nem imaginam quão antiga é a origem dos tributos, estudos supõem que as primeiras manifestações tributárias foram voluntárias e feitas em forma de presentes

Leia mais

DIREITO TRIBUTÁRIO Parte II. Manaus, abril de 2013 Jorge de Souza Bispo, Dr. 1

DIREITO TRIBUTÁRIO Parte II. Manaus, abril de 2013 Jorge de Souza Bispo, Dr. 1 DIREITO TRIBUTÁRIO Parte II Manaus, abril de 2013 Jorge de Souza Bispo, Dr. 1 TRIBUTO Definido no artigo 3º do CTN como sendo toda prestação pecuniária compulsória (obrigatória), em moeda ou cujo valor

Leia mais

Administração Pública. Prof. Joaquim Mario de Paula Pinto Junior 1

Administração Pública. Prof. Joaquim Mario de Paula Pinto Junior 1 Administração Pública Prof. Joaquim Mario de Paula Pinto Junior 1 Planejamento da Gestão Pública Planejar é essencial, é o ponto de partida para a administração eficiente e eficaz da máquina pública, pois

Leia mais

REPARTIÇÃO DE RECEITA TRIBUTÁRIA

REPARTIÇÃO DE RECEITA TRIBUTÁRIA A forma de Estado adotada pela Constituição Federal é a Federação, e esta só estará legitimada se cada ente da Federação gozar de autonomia administrativa e fiscal. A CF estabelece percentuais a serem

Leia mais

Educação Fiscal e Financiamento. 10º Encontro Estadual da UNCME/ES 14 de maio de 2015

Educação Fiscal e Financiamento. 10º Encontro Estadual da UNCME/ES 14 de maio de 2015 Educação Fiscal e Financiamento 10º Encontro Estadual da UNCME/ES 14 de maio de 2015 Vinculação Constitucional de Recursos CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 Art. 212. A União aplicará,

Leia mais

Módulo Contábil e Fiscal

Módulo Contábil e Fiscal Módulo Contábil e Fiscal Escrita Fiscal Objetivo O objetivo deste artigo é dar uma visão geral sobre o Módulo Contábil e Fiscal Escrita Fiscal. Todas informações aqui disponibilizadas foram retiradas no

Leia mais

PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA RIA DIREITO TRIBUTÁRIO. RIO 2ª parte. Prof. JOSÉ HABLE www.josehable.adv.br johable@gmail.

PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA RIA DIREITO TRIBUTÁRIO. RIO 2ª parte. Prof. JOSÉ HABLE www.josehable.adv.br johable@gmail. PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB DIREITO TRIBUTÁRIO RIO 2ª parte COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA RIA Prof. JOSÉ HABLE www.josehable.adv.br johable@gmail.com SISTEMA TRIBUTÁRIO RIO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL 2. Competência

Leia mais

Unidade I. Direito Tributário. Profª. Joseane Cauduro

Unidade I. Direito Tributário. Profª. Joseane Cauduro Unidade I Direito Tributário Profª. Joseane Cauduro Introdução Importância do Direito Tributário Definição: Conjunto de normas hierarquizadas, formado por princípios e normas, que tem por fim cuidar direta

Leia mais

Sumário. Coleção Sinopses para Concursos... 13 Guia de leitura da Coleção... 15 Apresentação... 17 Prefácio... 19. Parte I TRIBUTOS EM ESPÉCIE

Sumário. Coleção Sinopses para Concursos... 13 Guia de leitura da Coleção... 15 Apresentação... 17 Prefácio... 19. Parte I TRIBUTOS EM ESPÉCIE Sumário Coleção Sinopses para Concursos... 13 Guia de leitura da Coleção... 15 Apresentação... 17 Prefácio... 19 Parte I TRIBUTOS EM ESPÉCIE Capítulo I IMPOSTO... 25 1. Imposto... 27 1.1. Sínteses das

Leia mais

Aula 04 IMPOSTOS FEDERAIS

Aula 04 IMPOSTOS FEDERAIS IMPOSTOS FEDERAIS 1- IMPOSTO SOBRE IMPORTAÇÃO (II) É um tributo extrafiscal, pois sua finalidade principal não é arrecadar, mas sim controlar o comércio internacional (intervenção no domínio econômico)

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS CÃMPUS JATAÍ PLANO DE ENSINO

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS CÃMPUS JATAÍ PLANO DE ENSINO PLANO DE ENSINO I. IDENTIFICAÇÃO Unidade Acadêmica: Câmpus Jataí Curso: Direito Disciplina: Direito Tributário II Carga horária semestral: 64 horas Semestre/ano: 2º semestre de 2013 Turma/Turno: 2798/A

Leia mais

Investimento Direto Estrangeiro e Tributação de Bens e Serviços no Brasil. Setembro 2015

Investimento Direto Estrangeiro e Tributação de Bens e Serviços no Brasil. Setembro 2015 Investimento Direto Estrangeiro e Tributação de Bens e Serviços no Brasil Setembro 2015 Investimento Direto Estrangeiro e Tributação de bens e serviços 1. Investimento Direto Estrangeiro Constituição de

Leia mais

RESENHA TRIBUTÁRIA ATUALIZADA

RESENHA TRIBUTÁRIA ATUALIZADA RESENHA TRIBUTÁRIA ATUALIZADA! As mudanças no PIS e no Cofins! Lucro real e presumido! IR e CSLL! Simples Francisco Cavalcante (francisco@fcavalcante.com.br) Sócio-Diretor da Cavalcante & Associados, empresa

Leia mais

DICIONÁRIO DE TRIBUTOS

DICIONÁRIO DE TRIBUTOS DICIONÁRIO DE TRIBUTOS CGC/MF - Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda. Substituído pelo CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), da Receita Federal, identifica cada pessoa jurídica

Leia mais

IMPOSTOS SOBRE VENDAS! ICMS, PIS/COFINS, ISS e IPI! O que fazer com a CPMF?! As alterações da legislação tributária no cálculo da COFINS ASSOCIADOS

IMPOSTOS SOBRE VENDAS! ICMS, PIS/COFINS, ISS e IPI! O que fazer com a CPMF?! As alterações da legislação tributária no cálculo da COFINS ASSOCIADOS UP-TO-DATE. ANO I. NÚMERO 46 IMPOSTOS SOBRE VENDAS! ICMS, PIS/COFINS, ISS e IPI! O que fazer com a CPMF?! As alterações da legislação tributária no cálculo da COFINS Dr. João Inácio Correia (advcor@mandic.com.br)

Leia mais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, DE 2012

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, DE 2012 PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, DE 2012 (Do Sr. Vaz de Lima) Altera os Anexos da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, para permitir o abatimento de parcela dedutível do valor devido mensalmente

Leia mais

Quadro-Resumo da Competência Privativa

Quadro-Resumo da Competência Privativa Quadro-Resumo da Competência Privativa DA UNIÃO SIGLA NOME FATO GERADOR BASE DE CÁLCULO CONTRIBUINTE II importação de produtos estrangeiros Entrada no território nacional A unidade de medida adotada pela

Leia mais

Sistema Tributário Brasileiro Breve Diagnóstico e Propostas de Mudanças

Sistema Tributário Brasileiro Breve Diagnóstico e Propostas de Mudanças Sistema Tributário Brasileiro Breve Diagnóstico e Propostas de Mudanças Carlos Roberto Teixeira Diretor de Assuntos Jurídicos Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal A INJUSTA DISTRIBUIÇÃO

Leia mais

A SEGURIDADE SOCIAL NA REFORMA TRIBUTÁRIA

A SEGURIDADE SOCIAL NA REFORMA TRIBUTÁRIA A SEGURIDADE SOCIAL NA REFORMA TRIBUTÁRIA Pepe Vargas* Dep. Federal PT-RS Este texto reforça o alerta dos movimentos sociais sobre os riscos que a seguridade social corre caso aprovada sem modificações

Leia mais

GLOSSÁRIO DE TERMOS TRIBUTÁRIOS OU FISCAIS

GLOSSÁRIO DE TERMOS TRIBUTÁRIOS OU FISCAIS GLOSSÁRIO DE TERMOS TRIBUTÁRIOS OU FISCAIS CGC/MF Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda. Substituído pelo CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), da Receita Federal, identifica

Leia mais

PRINCIPAIS TRIBUTOS PÁTRIOS E SEUS FUNDAMENTOS

PRINCIPAIS TRIBUTOS PÁTRIOS E SEUS FUNDAMENTOS PRINCIPAIS TRIBUTOS PÁTRIOS E SEUS FUNDAMENTOS Thiago Figueiredo de Lima Cursando o 9º Semestre do Curso de Direito A Constituição Federal, como lei fundamental de organização do Estado, determina a competência

Leia mais

SIEEESP - SEMINÁRIO JURIDICO EDUCACIONAL. Tributação das Instituições de Ensino Particulares Perspectivas e Medidas. Wagner Eduardo Bigardi 27/05/2014

SIEEESP - SEMINÁRIO JURIDICO EDUCACIONAL. Tributação das Instituições de Ensino Particulares Perspectivas e Medidas. Wagner Eduardo Bigardi 27/05/2014 SIEEESP - SEMINÁRIO JURIDICO EDUCACIONAL Tributação das Instituições de Ensino Particulares Perspectivas e Medidas Wagner Eduardo Bigardi 27/05/2014 Sistema Tributário Nacional Conjunto de regras jurídicas

Leia mais

1. As Propostas da UGT para a Reforma Fiscal (tanto do lado da despesa quando do lado da receita)

1. As Propostas da UGT para a Reforma Fiscal (tanto do lado da despesa quando do lado da receita) 1. As Propostas da UGT para a Reforma Fiscal (tanto do lado da despesa quando do lado da receita) CORTE DE DESPESA 1. Redução do Número de Ministérios, que hoje são 39 (os Estados Unidos possuem 15 ministérios

Leia mais

ENTENDENDO A PREFEITURA

ENTENDENDO A PREFEITURA EDUCAÇÃO FISCAL Sensibilizar o cidadão para a função socioeconômica do Tributo; Facilitar e estimular o cumprimento da obrigação tributária pelo cidadão; Incentivar a sociedade a acompanhar e fiscalizar

Leia mais

Unidade I DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES. Prof. Luís Fernando Xavier Soares de Mello

Unidade I DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES. Prof. Luís Fernando Xavier Soares de Mello Unidade I DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES Prof. Luís Fernando Xavier Soares de Mello Direito nas organizações Promover uma visão jurídica global do Sistema Tributário Nacional, contribuindo para a formação do

Leia mais

Imposto. Como esse assunto foi cobrado em concurso? A ESAF/AFTE/PA considerou correto: Tem por fato gerador uma situação

Imposto. Como esse assunto foi cobrado em concurso? A ESAF/AFTE/PA considerou correto: Tem por fato gerador uma situação Imposto 1. IMPOSTO O imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte (art. 16, do CTN). Como esse assunto

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2011 (Complementar)

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2011 (Complementar) PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2011 (Complementar) Regulamenta o inciso VII do art. 153 da Constituição Federal, para dispor sobre a tributação de grandes fortunas O CONGRESSSO NACIONAL decreta: Art.

Leia mais

- Imposto com função regulatória, também chamado de imposto aduaneiro de importação.

- Imposto com função regulatória, também chamado de imposto aduaneiro de importação. 1. DIREITO TRIBUTÁRIO 1.5. Imunidade Tributária - Nenhum ente federativo pode criar impostos sobre: a) Patrimônio, renda ou serviços uns dos outros; b) Templos de qualquer culto; c) Partidos políticos,

Leia mais

Sistema tributário brasileiro: Distorções e necessidade de mudança

Sistema tributário brasileiro: Distorções e necessidade de mudança Sistema tributário brasileiro: Distorções e necessidade de mudança Bernard Appy maio de 2015 Sistema tributário brasileiro Características desejáveis Características desejáveis de um sistema tributário

Leia mais

PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB

PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB DIREITO TRIBUTÁRIO RIO 4ª PARTE CARACTERÍSTICAS CONSTITUCIONAIS DOS IMPOSTOS Prof. JOSÉ HABLE www.josehable.adv.br johable@gmail.com DOS IMPOSTOS DA UNIÃO Art. 153. Compete

Leia mais

XII Seminário Internacional de Países Latinos Europa América.

XII Seminário Internacional de Países Latinos Europa América. XII Seminário Internacional de Países Latinos Europa América. La Gestión Contable, Administrativa y Tributaria en las PYMES e Integración Europa-América 23 24 de junio 2006 Santa Cruz de la Sierra (Bolívia)

Leia mais

Prestação de serviço de assessoria em importação. Regime tributário Lucro Presumido Lucro Presumido Serviços 32,00% 0,65%

Prestação de serviço de assessoria em importação. Regime tributário Lucro Presumido Lucro Presumido Serviços 32,00% 0,65% Prestação de serviço de assessoria em importação Regime tributário Lucro Presumido Lucro Presumido Serviços 32,00% Faturamento (Receita Bruta) R$ 20.000,00 Alíquota PIS 0,65% Valor da propriedade imobiliária

Leia mais

A Evolução Recente da Arrecadação Federal

A Evolução Recente da Arrecadação Federal Carta PR 1164 /2015 Brasília, 28 de agosto de 2015 Exmo(a). Senhor(a) Senador(a), O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil SINDIFISCO NACIONAL oferece a Vossa Excelência um breve

Leia mais

Sabe or que? Porque você sempre o persegue. O Homem abre o caminho da vida com o poder da mente

Sabe or que? Porque você sempre o persegue. O Homem abre o caminho da vida com o poder da mente Alegre esperança, atrai futuro feliz. Sabe or que? Porque você sempre o persegue. O Homem abre o caminho da vida com o poder da mente Do mesmo modo que o escritor elabora o enredo de um romance. E constrói

Leia mais

ESTUDOS FISCAIS: ESTIMATIVAS DA PARTICIPAÇÃO DOS ENTES DA FEDERAÇÃO NO BOLO TRIBUTÁRIO

ESTUDOS FISCAIS: ESTIMATIVAS DA PARTICIPAÇÃO DOS ENTES DA FEDERAÇÃO NO BOLO TRIBUTÁRIO ESTUDOS FISCAIS: ESTIMATIVAS DA PARTICIPAÇÃO DOS ENTES DA FEDERAÇÃO NO BOLO TRIBUTÁRIO Estimativas preliminares realizadas pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que ainda podem ser alteradas

Leia mais

REPARTIÇÃO DE RECEITAS

REPARTIÇÃO DE RECEITAS PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB 5ª PARTE REPARTIÇÃO DE RECEITAS Prof. JOSÉ HABLE www.josehable.adv.br johable@gmail.com A CF/88, ainda, define a repartição de receitas tributárias rias e a sua vinculação

Leia mais

PAULO HENRIQUE PÊGAS Contador. Mestre em Ciências Contábeis pela UERJ - Professor de Contabilidade Tributária cursos de graduação e pós-graduação.

PAULO HENRIQUE PÊGAS Contador. Mestre em Ciências Contábeis pela UERJ - Professor de Contabilidade Tributária cursos de graduação e pós-graduação. PAULO HENRIQUE PÊGAS Contador. Mestre em Ciências Contábeis pela UERJ - Professor de Contabilidade Tributária cursos de graduação e pós-graduação. MANUAL DE CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Freitas Bastos Editora

Leia mais

I SEMANA DE ATUALIZAÇÃO FISCAL Direito Tributário e Legislação Tributária - Aula 01 Alan Martins. Posicionamento Clássico do STF

I SEMANA DE ATUALIZAÇÃO FISCAL Direito Tributário e Legislação Tributária - Aula 01 Alan Martins. Posicionamento Clássico do STF Tema 1: Quentinho do forno!!! MP 670/2015 PLV 7/2015 Nova tabela do IRPF Isenção de PIS/PASEP e de COFINS sobre óleo diesel Dedução para professores de gastos com livros para si e seus dependentes. Princípio

Leia mais

Super Simples Indícios da Reforma Tributária Brasileira

Super Simples Indícios da Reforma Tributária Brasileira Super Simples Indícios da Reforma Tributária Brasileira 1. Introdução O dia 7 de agosto do corrente ano entrou para a história como uma das mais importantes datas para a possível concretização da reforma

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA PRIMEIRA REGIÃO SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA PRIMEIRA REGIÃO SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL Decisão: / 2015 RCB_GAC 20ª Vara Federal Processo nº 54133-84.2015.4.01.3400 Classe: 1100 Ação Ordinária / Tributária Autor : Fauvel e Moraes Sociedade de Advogados Rés : União (Fazenda Nacional) Juiz

Leia mais

Cadeia tributária nacional Exemplo prático. Autor: Ader Fernando Alves de Pádua

Cadeia tributária nacional Exemplo prático. Autor: Ader Fernando Alves de Pádua Cadeia tributária nacional Exemplo prático Autor: Ader Fernando Alves de Pádua RESUMO O presente artigo demonstra de forma clara e objetiva as varias fases da cadeia tributária nacional, criando um exemplo

Leia mais

Controle da Gestão Orçamentária e Financeira na Educação

Controle da Gestão Orçamentária e Financeira na Educação Controle da Gestão Orçamentária e Financeira na Educação PROFESSORA: Iza Angélica Carvalho da Silva CONTROLE DO GASTO PÚBLICO Controle é a fiscalização e o acompanhamento de todos os atos e fatos da execução

Leia mais

Fiscal - quando seu principal objetivo é a arrecadação de recursos financeiros para o Estado.

Fiscal - quando seu principal objetivo é a arrecadação de recursos financeiros para o Estado. TRIBUTO Conceito: É toda prestação pecuniária, compulsória, em moeda ou cujo valor nela possa se exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa

Leia mais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N.º 420-A, DE 2014 (Do Sr. Pedro Eugênio)

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N.º 420-A, DE 2014 (Do Sr. Pedro Eugênio) AVULSO NÃO PUBLICADO. PROPOSIÇÃO DE PLENÁRIO. CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N.º 420-A, DE 2014 (Do Sr. Pedro Eugênio) Altera a Lei Complementar nº 123 de 14 de dezembro de 2006, de forma

Leia mais

A CARGA TRIBUTÁRIA DE 2013 E O PACOTE DE ELEVAÇÃO DE TRIBUTOS: A PROFUNDA INJUSTIÇA FISCAL BRASILEIRA PERSISTE

A CARGA TRIBUTÁRIA DE 2013 E O PACOTE DE ELEVAÇÃO DE TRIBUTOS: A PROFUNDA INJUSTIÇA FISCAL BRASILEIRA PERSISTE A CARGA TRIBUTÁRIA DE 2013 E O PACOTE DE ELEVAÇÃO DE TRIBUTOS: A PROFUNDA INJUSTIÇA FISCAL BRASILEIRA PERSISTE Aldemario Araujo Castro Mestre em Direito Procurador da Fazenda Nacional Professor da Universidade

Leia mais

Comentários da prova ISS-SJC/SP Disciplina: Direito Tributário Professora: Aline Martins

Comentários da prova ISS-SJC/SP Disciplina: Direito Tributário Professora: Aline Martins Comentários da prova ISS-SJC/SP Prof. Aline Martins 1 de 7 ANÁLISE DAS QUESTÕES DE DIREITO TRIBUTÁRIO ISS-SJC/SP Oi pessoal! Vou comentar abaixo as quatro questões de Direito Tributário da prova do concurso

Leia mais

Art. 1 Fica instituído o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), previsto no art. 153, VII, da Constituição Federal.

Art. 1 Fica instituído o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), previsto no art. 153, VII, da Constituição Federal. 1 PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N, DE 2012 (Dos Senhores Paulo Teixeira, Jilmar Tatto, Amauri Teixeira, Assis Carvalho, Cláudio Puty, José Guimarães, Pedro Eugênio, Pepe Vargas e Ricardo Berzoini) Institui

Leia mais

Planejamento Tributário Empresarial

Planejamento Tributário Empresarial Planejamento Tributário Empresarial Aula 03 Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho Este material é parte integrante da disciplina, oferecida pela UNINOVE. O acesso às atividades,

Leia mais

98,3% 90,3% 64,2% 38% 63,3% 3º trimestre/2014. das empresas avaliaram o sistema 80,7% tributário brasileiro qualitativamente como ruim ou muito ruim.

98,3% 90,3% 64,2% 38% 63,3% 3º trimestre/2014. das empresas avaliaram o sistema 80,7% tributário brasileiro qualitativamente como ruim ou muito ruim. 3º trimestre/2014 das empresas avaliaram o sistema 80,7% tributário brasileiro qualitativamente como ruim ou muito ruim. 98,3% 90,3% 64,2% 38% 63,3% das indústrias gaúchas avaliam que o número de tributos

Leia mais

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2015. As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal promulgam a seguinte emenda constitucional:

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2015. As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal promulgam a seguinte emenda constitucional: PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2015 Dispõe sobre o Imposto Sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos. As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal promulgam

Leia mais

Tributos em espécie. Impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais

Tributos em espécie. Impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais Tributos em espécie Impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais 1 Espécies tributárias Impostos Taxas De polícia De serviço Contribuição de melhoria Empréstimo

Leia mais

CAPÍTULO 1 - TRIBUTOS 1.1 CONCEITO DE TRIBUTO...16 1.2 ESPÉCIES DE TRIBUTOS...20 1.3 COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA...22

CAPÍTULO 1 - TRIBUTOS 1.1 CONCEITO DE TRIBUTO...16 1.2 ESPÉCIES DE TRIBUTOS...20 1.3 COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA...22 CAPÍTULO 1 - TRIBUTOS 1.1 CONCEITO DE TRIBUTO...16 1.2 ESPÉCIES DE TRIBUTOS...20 1.3 COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA...22 1.3.1 CARACTERÍSTICAS DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA...25 1.3.1.1 INDELEGABILIDADE...25 1.3.1.2

Leia mais

CARGA TRIBUTÁRIA PARA AS EMPRESA OPTANTES PELO SIMPLES NACIONA

CARGA TRIBUTÁRIA PARA AS EMPRESA OPTANTES PELO SIMPLES NACIONA 49 CARGA TRIBUTÁRIA S NÃO PARA AS EMPRESA OPTANTES PELO L SIMPLES NACIONA A série SAIBA MAIS esclarece as dúvidas mais frequentes dos empresários atendidos pelo SEBRAE nas mais diversas áreas: organização

Leia mais

Regime Fiscal Brasileiro. Guido Vinci Veirano & Advogados Associados Março 2002

Regime Fiscal Brasileiro. Guido Vinci Veirano & Advogados Associados Março 2002 Regime Fiscal Brasileiro Guido Vinci Veirano & Advogados Associados Março 2002 Introdução - Base Legal Constituição Federal de 1988 Código Tributário Nacional de 1966 ("CTN") Constituição: estabelece os

Leia mais

Contmatic - Escrita Fiscal

Contmatic - Escrita Fiscal Lucro Presumido: É uma forma simplificada de tributação onde os impostos são calculados com base num percentual estabelecido sobre o valor das vendas realizadas, independentemente da apuração do lucro,

Leia mais

PLANO DE ENSINO 1- IDENTIFICAÇÃO

PLANO DE ENSINO 1- IDENTIFICAÇÃO PLANO DE ENSINO 1- IDENTIFICAÇÃO 1.1 Curso: Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial 1.2 Disciplina: Legislação e Tributação Comercial 1.3 Carga Horária: 36 1.3.1 Encontros: 1.4 Período: 3º 1.5

Leia mais

Agenda de Obrigações Dezembro/2014

Agenda de Obrigações Dezembro/2014 Agenda de Obrigações Dezembro/204 Federal IOF IOF IR/FONTE IR/FONTE CAGED - CADASTRO GERAL DE EMPREGADOS E DESEMPREGADOS CAGED - CADASTRO GERAL DE EMPREGADOS E DESEMPREGADOS CBE - DECLARAÇÃO DE CAPITAL

Leia mais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 171, DE 2000

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 171, DE 2000 COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 171, DE 2000 Dispõe sobre a aplicação do 5º do art. 150 da Constituição Federal, para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos

Leia mais

CONTABILIDADE E PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

CONTABILIDADE E PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO Prof. Cássio Marques da Silva 2015 TRIBUTOS Modalidades 1 MODALIDADES DE TRIBUTOS Como vimos tributo seria a receita do Estado, que pode estar ou não vinculada a uma contra-prestação. Entretanto existem

Leia mais

Direito Tributário Revisão Final

Direito Tributário Revisão Final Direito Tributário Revisão Final Sergio Karkache http://sergiokarkache.blogspot.com Tributo (Conceito): Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que

Leia mais

Dicionário de Termos Fiscais

Dicionário de Termos Fiscais Rua Ingo Hering 20 8º andar Neumarkt Trade & financial Center 89.010-909 Blumenau SC Fone 47 3326 1230 osblu@acib.net www.acib.net/osblu Dicionário de Termos Fiscais Entenda a linguagem dos órgãos públicos

Leia mais

PROJETO DE LEI N o 4.970, DE 2013.

PROJETO DE LEI N o 4.970, DE 2013. COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR PROJETO DE LEI N o 4.970, DE 2013. Adota medidas para informar os consumidores acerca dos tributos indiretos que incidem sobre bens e serviços, conforme o disposto no 5º,

Leia mais

DIREITO TRIBUTÁRIO I

DIREITO TRIBUTÁRIO I EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO E CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS Questões de múltipla escolha 01) Sobre as contribuições parafiscais, assinale a alternativa correta: A. As contribuições de intervenção no domínio econômico

Leia mais

CÂMARA DOS DEPUTADOS Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira

CÂMARA DOS DEPUTADOS Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira Estudo Técnico n.º 17/2013 CÂMARA DOS DEPUTADOS OBRIGATORIEDADE DE APLICAÇÃO DO EXCESSO DE ARRECADAÇÃO DOS RECURSOS QUE COMPÕEM O FUNDEB E DAQUELES DESTINADOS À MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO.

Leia mais

Professor Alex Sandro.

Professor Alex Sandro. 1 (OAB 2009-3 CESPE Q. 58) Considere que João e Marcos tenham deliberado pela constituição de sociedade limitada, com atuação no segmento de transporte de cargas e passageiros na América do Sul. Nessa

Leia mais

FORMAÇÃO DE PREÇO DE VENDA MÓDULO 9

FORMAÇÃO DE PREÇO DE VENDA MÓDULO 9 FORMAÇÃO DE PREÇO DE VENDA MÓDULO 9 Índice 1. Lucro presumido...3 2. Lucro real...4 2 Dentre os regimes tributários, os mais adotados são os seguintes: 1. LUCRO PRESUMIDO Regime de tributação colocado

Leia mais

Documento gerado em 28/04/2015 13:31:35 Página 1 de 42

Documento gerado em 28/04/2015 13:31:35 Página 1 de 42 DCA-Anexo I-AB Balanço Patrimonial - Ativo e Passivo Padrao Balanço Patrimonial Ativo - Ativo - 1.0.0.0.0.00.00 - Ativo 96.744.139,42 1.1.0.0.0.00.00 - Ativo Circulante 24.681.244,01 1.1.1.0.0.00.00 -

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DE 1988 ART. 156. COMPETE AOS MUNICÍPIOS INSTITUIR IMPOSTO SOBRE: I- PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA

CONSTITUIÇÃO DE 1988 ART. 156. COMPETE AOS MUNICÍPIOS INSTITUIR IMPOSTO SOBRE: I- PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA ART. 32. O IMPOSTO, DE COMPETÊNCIA DOS MUNICÍPIOS, SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA TEM COMO FATO GERADOR A PROPRIEDADE, O DOMÍNIO

Leia mais

2.1.3. CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA. Cuida, primeiramente, destacar que não há um consenso, entre os autores, para essa

2.1.3. CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA. Cuida, primeiramente, destacar que não há um consenso, entre os autores, para essa 2.1.3. CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA Cuida, primeiramente, destacar que não há um consenso, entre os autores, para essa classificação, entretanto, apresentaremos a seguir aquela que

Leia mais

Este Procedimento Operacional Padrão define as etapas necessárias de como fazer o Cadastro de Tributos no Sistema TOTVS RM. Índice

Este Procedimento Operacional Padrão define as etapas necessárias de como fazer o Cadastro de Tributos no Sistema TOTVS RM. Índice Este Procedimento Operacional Padrão define as etapas necessárias de como fazer o Cadastro de Tributos no Sistema TOTVS RM. Índice I. Acesso ao Cadastro... 2 II. Seleção de Filtros... 3 III. Cadastro...

Leia mais

IMPOSTOS SOBRE O LUCRO! Imposto de Renda e Contribuição Social! As alterações mais recentes da legislação da Contribuição Social

IMPOSTOS SOBRE O LUCRO! Imposto de Renda e Contribuição Social! As alterações mais recentes da legislação da Contribuição Social UP-TO-DATE. ANO I. NÚMERO 43 IMPOSTOS SOBRE O LUCRO! Imposto de Renda e Contribuição Social! As alterações mais recentes da legislação da Contribuição Social João Inácio Correia (advcor@mandic.com.br)

Leia mais

Negócios legais crescem mais rápido

Negócios legais crescem mais rápido Negócios legais crescem mais rápido Como fazer o planejamento tributário da sua empresa Produzido em parceria com o BM&A Tax SUmário 1 INTRODUÇÃO 2 O que é o planejamento tributário? 3 Planejamento fiscal:

Leia mais

O IMPACTO DOS TRIBUTOS NA FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA

O IMPACTO DOS TRIBUTOS NA FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA TRIBUTOS CARGA TRIBUTÁRIA FLS. Nº 1 O IMPACTO DOS TRIBUTOS NA FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA 1. - INTRODUÇÃO A fixação do preço de venda das mercadorias ou produtos é uma tarefa complexa, onde diversos fatores

Leia mais

Financiamento e gasto da Política Social brasileira Brasil

Financiamento e gasto da Política Social brasileira Brasil Financiamento e gasto da Política Social brasileira Brasil Jorge Abrahão de Castro Diretor da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do IPEA Brasília, 21 de outubro de 2011 POLÍTICAS SETORIAIS

Leia mais

LEGISLAÇÃO COOPERATIVISTA E TRIBUTÁRIA Curso: Administração em Agronegócios 4º. Período Carga Horária 36 h Créditos: 02 Faculdade Uniessa

LEGISLAÇÃO COOPERATIVISTA E TRIBUTÁRIA Curso: Administração em Agronegócios 4º. Período Carga Horária 36 h Créditos: 02 Faculdade Uniessa LEGISLAÇÃO COOPERATIVISTA E TRIBUTÁRIA Curso: Administração em Agronegócios 4º. Período Carga Horária 36 h Créditos: 02 Faculdade Uniessa Direito Tributário: desenvolvimento nacional Objetivo CF art. 3º

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 409, DE 2015 (Do Sr. Luis Carlos Heinze)

PROJETO DE LEI N.º 409, DE 2015 (Do Sr. Luis Carlos Heinze) *C0051416A* C0051416A CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI N.º 409, DE 2015 (Do Sr. Luis Carlos Heinze) Institui isenção da contribuição para o PIS/PASEP, COFINS e CIDE- Combustíveis incidente sobre o óleo

Leia mais

Perspectivas da Economia Brasileira em 2013 e Reforma do ICMS Interestadual

Perspectivas da Economia Brasileira em 2013 e Reforma do ICMS Interestadual Perspectivas da Economia Brasileira em 2013 e Reforma do ICMS Interestadual Guido Mantega Ministro da Fazenda Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal Brasília, 21 de março de 2013 1 A economia

Leia mais

ASPECTOS IMPORTANTES SOBRE OS IMPOSTOS NA ELABORAÇÃO DE UM PROJETO

ASPECTOS IMPORTANTES SOBRE OS IMPOSTOS NA ELABORAÇÃO DE UM PROJETO ASPECTOS IMPORTANTES SOBRE OS IMPOSTOS NA! O que é Lucro Real?! O que é Lucro Presumido?! Como é calculada a tributação pelo SIMPLES?! Qual o regime tributável mais vantajoso para a elaboração de um projeto?!

Leia mais

1 Ver Castelo (2005). 2 GVconsult (2005).

1 Ver Castelo (2005). 2 GVconsult (2005). A Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas na Construção Civil Relatório de Pesquisa Equipe Técnica Prof. Dr. Fernando Garcia Profa. Ms. Ana Maria Castelo Profa.Dra. Maria Antonieta Del Tedesco Lins Avenida

Leia mais

A Sombra do Imposto. Propostas para um sistema de impostos mais simples e justo Simplifica Já

A Sombra do Imposto. Propostas para um sistema de impostos mais simples e justo Simplifica Já A Sombra do Imposto Propostas para um sistema de impostos mais simples e justo Simplifica Já Expediente A Sombra do Imposto Cartilha produzida pelo Sistema Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná).

Leia mais

Cenário financeiro dos Municípios brasileiros em final de mandato

Cenário financeiro dos Municípios brasileiros em final de mandato 1 Cenário financeiro dos Municípios brasileiros em final de mandato Estudos Técnicos CNM Introdução Em decorrência da surpresa dos dirigentes municipais com a atual dificuldade financeira vivida pelos

Leia mais

A Reforma Tributária e o Desenvolvimento

A Reforma Tributária e o Desenvolvimento A Reforma Tributária e o Desenvolvimento Por que a Reforma Tributária é Fundamental? Acelera o crescimento econômico Torna o crescimento mais sustentável É a reforma econômica mais importante Reforma Tributária

Leia mais

Direito Tributário Espécies de Tributos Contribuições de Melhoria, Empréstimos Compulsórios e Contribuições Especiais

Direito Tributário Espécies de Tributos Contribuições de Melhoria, Empréstimos Compulsórios e Contribuições Especiais Direito Tributário Espécies de Tributos Contribuições de Melhoria, Empréstimos Compulsórios e Contribuições Especiais Sergio Karkache http://sergiokarkache.blogspot.com Contribuições de Melhoria A contribuição

Leia mais

Aspectos Tributários

Aspectos Tributários Aspectos Tributários Principais Tributos IMPOSTOS Imposto sobre a Renda de Pessoas Jurídicas (IRPJ); Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); Imposto sobre serviços de qualquer natureza

Leia mais

ESTUDOS TRIBUTÁRIOS 13

ESTUDOS TRIBUTÁRIOS 13 RECEITA FEDERAL Coordenação-Geral de Política Tributária ESTUDOS TRIBUTÁRIOS 13 Carga Tributária no Brasil 2003 BRASÍLIA DEZEMBRO 2004 SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL Jorge Antônio Deher Rachid COORDENADORA-GERAL

Leia mais

Falta integrar as leis do Mercosul

Falta integrar as leis do Mercosul Publicado em: Gazeta Mercantil, no dia 04-06-1998, pág. 1 e A8 Autores: Marta Watanabe, Juiiano Basile e Adriana Aguilar Falta integrar as leis do Mercosul Apesar do crescimento de 300% em quatro anos

Leia mais

CONCURSO PÚBLICO FICHA DE RESPOSTA AO RECURSO CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL

CONCURSO PÚBLICO FICHA DE RESPOSTA AO RECURSO CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL QUESTÃO Nº 13 Gabarito divulgado: D Mantemos o gabarito apresentado na alternativa D. A candidata indicou a alternativa correta, ou seja a alternativa D. Recurso improcedente.

Leia mais

LEI Nº 13.043, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2014 LEI DE CONVERSÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 651 ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA

LEI Nº 13.043, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2014 LEI DE CONVERSÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 651 ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA LEI Nº 13.043, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2014 LEI DE CONVERSÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 651 ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA A Medida Provisória (MP) nº 651/14 promoveu diversas alterações na legislação tributária

Leia mais

Cartilha. Perguntas e respostas Decreto regulamentando a Lei n 12.741

Cartilha. Perguntas e respostas Decreto regulamentando a Lei n 12.741 Cartilha A SMPE preparou uma cartilha para esclarecer as principais dúvidas referentes ao Decreto nº 8264/14. Ela pode também ser acessada no site da secretaria (www.smpe.gov.br). Perguntas e respostas

Leia mais

IRPJ. Lucro Presumido

IRPJ. Lucro Presumido IRPJ Lucro Presumido 1 Características Forma simplificada; Antecipação de Receita; PJ não está obrigada ao lucro real; Opção: pagamento da primeira cota ou cota única trimestral; Trimestral; Nada impede

Leia mais

Ponto 1. Ponto 2. Ponto 3

Ponto 1. Ponto 2. Ponto 3 DIREITO TRIBUTÁRIO PEÇA PROFISSIONAL Ponto 1 Em Agosto de 2008, o município de São Paulo promoveu, contra o Partido do Triunfo Nacional (PTN), regularmente registrado no Tribunal Superior Eleitoral, execução

Leia mais