Estudo comemorativo 10 anos do Impostômetro. Veja o que mudou no Brasil ao longo desses anos. #CadêoRetorno ( )

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1 Veja o que mudou no Brasil ao longo desses anos. #CadêoRetorno Estudo comemorativo 10 anos do Impostômetro ( ) 1

2 Súmario anos de Impostômetro trabalhados para pagar tributos Evolução da carga tributária e da arrecadação brasileira 2

3 10 anos de Impostômetro Criado em 2005 pela parceria entre Associação Comercial de São Paulo ACSP e Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação IBPT, o Impostômetro é responsável por registrar os tributos pagos pelos contribuintes brasileiros nas três esferas do governo: federal, estadual e municipal, com a intenção de conscientizar a população sobre o quanto é arrecadado de tributos no Brasil. Ao longo destes 10 anos, o Impostômetro atingiu com sucesso a sua função primordial, que é promover a conscientização a partir da disponibilização de dados públicos, aparecendo constantemente na mídia nacional e internacional. Em comemoração aos seus 10 anos, lançamos a campanha #CadêoRetorno, que tem por objetivo instigar a população a solicitar aos governantes o retorno dos tributos pagos em benefícios à sociedade. A reivindicação será feita, inicialmente, por meio das redes sociais, nas quais ocorrerão diversas ações incentivando a participação dos cidadãos na busca por seus direitos. O Impostômetro já é uma ferramenta de cidadania ao prestar informações. Nosso objetivo agora é de que ele seja um instrumento que permita à população exigir serviços públicos de qualidade e um Estado eficiente. O Impostômetro incentiva a participação da sociedade, orientando que o dinheiro arrecadado com os tributos seja bem aplicado e promova bem-estar e desenvolvimento ao país. 3

4 trabalhados para pagar tributos No ano de 2015 o brasileiro trabalhará até o dia 31 de maio só para pagar tributos O contribuinte brasileiro trabalha até o dia 31 de maio, somente para pagar os tributos (impostos, taxas e contribuições) exigidos pelos governos federal, estadual e municipal. A tributação incidente sobre os rendimentos (salários, honorários, etc.) é formada, principalmente, pelo Imposto de Renda Pessoa Física, pela contribuição previdenciária (INSS, previdências oficiais) e pelas contribuições sindicais. Além disso, o cidadão paga a tributação sobre o consumo já inclusa no preço dos produtos e serviços (PIS, COFINS, ICMS, IPI, ISS, etc) e também a tributação sobre o patrimônio (IPTU, IPVA, ITCMD, ITBI, ITR). Arca, ainda, com outras tributações, como taxas (limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos) e contribuições (iluminação pública...). Em 2003, do seu rendimento bruto, o contribuinte brasileiro teve que destinar em média 36,98% para pagar a tributação sobre os rendimentos, consumo, patrimônio e outros. Em 2004 comprometeu 37,81%, em 2005 destinou 38,35%, em 2006 destinou 39,72%, em 2007 comprometeu 40,01%, em 2008 destinou 40,51%, em 2009 comprometeu 40,15%, em 2010 comprometeu 40,54%, em 2011 comprometeu 40,82% do seu rendimento bruto, em ,98%, em 2012 comprometeu 40,98% do seu rendimento bruto, em 2013 o total de 41,10%, passando para 41,37% no ano de 2014 e permanecendo neste índice também em Assim, no ano em curso, dos 12 meses do ano, o cidadão tem que trabalhar 5 (cinco) meses somente para pagar toda esta carga tributária. Veja o quadro ao lado: médios trabalhados somente para pagar tributos: Década de 70 = 76 dias ou 2 meses e 16 dias Década de 80 = 77 dias ou 2 meses e 17 dias Década de 90 = 102 dias ou 3 meses e 12 dias ANO DIAS MESES meses e 22 dias meses e 14 dias meses e 13 dias meses e 21 dias meses e 19 dias meses meses e 3 dias meses e 2 dias meses e 14 dias meses e 16 dias meses e 10 dias meses e 10 dias meses e 17 dias meses e 25 dias meses e 1 dia meses e 10 dias meses e 13 dias meses e 15 dias meses e 18 dias meses e 20 dias meses e 25 dias meses e 26 dias meses e 28 dias meses e 27 dias meses e 28 dias meses e 29 dias meses e 30 dias meses e 30 dias meses meses 4

5 DIAS TRABALHADOS PARA PAGAR NO BRASIL Ou seja, hoje se trabalha o dobro do que se trabalhava na década de 70, para pagar a tributação. O levantamento também foi feito por faixa de renda, e considera o período de maio de 2014 a abril de Utilizou-se, para fins tributários, a faixa mensal de rendimento de até R$ 3.000,00 (classe baixa), de R$ 3.000,00 a R$ ,00 (classe média) e acima de R$ ,00 (classe alta) Veja os resultados: Tributos sobre a Renda Tributos sobre o Patrimônio Tributos sobre o Consumo TOTAL RENDIMENTO MÉDIO BRASILEIRO RENDIMENTO MENSAL DE ATÉ R$ 3.000,00 RENDIMENTO MENSAL ENTRE R$ 3.000,00 A R$ ,00 RENDIMENTO MENSAL ACIMA DE R$ ,00 15,06% 55 12,61% 46 19,73% 72 21,10% 77 3,03% 11 3,03% 11 3,56% 13 3,84% 14 23,28% 85 23,54% 85 20,82% 76 17,25% 63 41,37% ,18% ,11% ,19% 154 ATÉ 31 DE MAIO ATÉ 23 DE MAIO *Diferença na somatória dos dias é devido ao arredondamento dos resultados. ATÉ 10 DE JUNHO ATÉ 03 DE JUNHO Comparação dos dias trabalhados com outros países Utilizando-se a mesma metodologia, os cidadãos de outros países trabalham os seguintes dias para pagar tributos: - DINAMARCA 176 dias - FRANÇA 171 dias - SUÉCIA 163 dias - ITÁLIA 163 dias - FINLANDIA 161 dias - ÁUSTRIA 158 dias - NORUEGA 157 dias - BRASIL 151 dias - HUNGRIA 142 dias - ARGENTINA 141 dias - BÉLGICA 140 dias - ALEMANHA 139 dias - ESPANHA 138 dias - ISLÂNDIA 135 dias - REINO UNIDO 132 dias - ESPANHA 131 dias - CANADÁ 130 dias - NOVA ZELÂNDIA 129 dias - ISRAEL 125 dias - JAPÃO 124 dias - IRLANDA 122 dias - SUIÇA 122 dias - COREIA DO SUL 109 dias - EUA 98 dias - URUGUAI 96 dias - CHILE 94 dias - MÉXICO 91 dias 5

6 Evolução da carga tributária e da arrecadação brasileira Nos 10 anos de existência do Impostômetro, a carga tributária brasileira cresceu 2,23 pontos percentuais, subindo de 33,19% em 2004 para 35,42% em Isto representa mais de R$ 200 bilhões de arrecadação extra, proveniente dos sucessivos aumentos de carga tributária. Somente em 2009 e 2012 houve redução da carga tributária em relação ao ano anterior, sendo que nos outros 8 anos houve crescimento da carga tributária. Em média, o peso dos tributos se eleva em 0,22 ponto percentual ao ano. Os tributos federais tiveram queda em 4 anos (2008, 2009, 2012 e 2014) e crescimento nos demais anos. Apesar de em 2014 ter havido decréscimo, a média anual de aumento dos tributos é de 0,02 ponto percentual. Os tributos estaduais apresentaram redução em 3 anos (2007, 2009 e 2012) e crescimento nos demais anos. Em média houve aumento de 0,16 ponto percentual ao ano. Já os tributos municipais cresceram em todos os anos, apresentando um aumento médio anual de 0,04 ponto percentual. Em valores, a arrecadação tributária passou de R$ 650,13 bilhões no ano de 2004 para R$ 1.955,80 bilhões (R$ 1 trilhão, novecentos e cinquenta e cinco bilhões e 800 milhões), com crescimento nominal de 201% e crescimento real de 78%, excluindo a inflação medida pelo IPCA. ANO PIB FEDERAIS % SOBRE O PIB ESTADUAIS % SOBRE O PIB MUNICIPAIS % SOBRE O PIB ARRECADAÇÃO % SOBRE O PIB ,19% CRESCIMENTO DA CARGA TRIBUTÁRIA EM RELAÇÃO AO ANO ANTERIOR ,74 514,42 23,69% 186,68 8,60% 33,02 1,52% 734,11 33,80% 0,61 P.P ,80 570,79 23,69% 208,31 8,64% 37,96 1,58% 817,05 33,91% 0,10 P.P ,03 651,00 23,95% 229,57 8,45% 43,02 1,58% 923,59 33,98% 0,07 P.P ,53 739,68 23,80% 270,09 8,69% 49,96 1,61% 1.059,73 34,10% 0,12 P.P ,17 759,88 22,83% 287,85 8,65% 55,22 1,66% 1.102,95 33,14% -0,96 P.P ,84 895,11 23,03% 352,46 9,07% 64,69 1,66% 1.312,26 33,76% 0,62 P.P , ,83 24,04% 400,57 9,16% 74,75 1,71% 1.527,16 34,91% 1,15 P.P , ,21 23,70% 429,12 9,10% 85,10 1,81% 1.631,43 34,61% -0,30 P.P , ,74 23,90% 479,35 9,29% 94,97 1,84% 1.807,05 35,04% 0,42 P.P , ,69 23,41% 557,72 10,10% 105,40 1,91% 1.955,80 35,42% 0,39 P.P. Valores em R$ bilhões 36,00% CARGA TRIBUTÁRIA SOBRE O PIB 35,50% 35,00% 34,50% 34,00% 33,50% 33,00%

7 Responsabilidade técnica IBPT Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação: Entidade criada em 12/12/92, cujo objetivo é a realização de estudos e pesquisas em matéria tributária e de mercado; desenvolvimento de ferramentas tecnológicas de transparência fiscal; estudo de informações técnicas para a apuração e comparação da carga tributária individual e dos diversos setores da economia; análise dos dados oficiais sobre os tributos cobrados no Brasil. Coordenação Dr. GILBERTO LUIZ DO AMARAL, advogado tributarista, auditor, consultor de empresas, professor de pós-graduação em direito, governança e planejamento tributário. Prof. JOÃO ELOI OLENIKE, tributarista, contador, auditor, professor de contabilidade e planejamento tributário. Dra. LETÍCIA MARY FERNANDES DO AMARAL, advogada tributarista, mestra em Direito Internacional pela Universidade de Toulouse, França, professora de governança tributária. Dr. CRISTIANO LISBOA YAZBEK, Advogado especialista em Legislação e Planejamento Tributário, Mestre em Direito Econômico e Socioambiental pela PUC-PR, professor de governança tributária. IBPT - São Paulo Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1600, cj 102 CEP: , São Paulo/SP Telefone: (11)

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