Boletim. Contabilidade Internacional. Manual de Procedimentos

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1 Boletim Manual de Procedimentos Contabilidade Internacional Custos de transação e prêmios na emissão de títulos e valores mobiliários - Tratamento em face do Pronunciamento Técnico CPC 08 - Exemplos SUMÁRIO 1. Introdução 2. Exemplo 1 - Custos de transação (sem prêmio ou desconto) 3. Exemplo 2 - Custos de transação e prêmio na emissão de títulos de dívida 4. Exemplo 3 - Gastos com emissão de ações 5. Exemplo 4 - Custo de transação e ajuste ao valor justo de títulos de dívida 6. Exemplo 5 - Custos de transação na emissão de títulos de dívida com juros variáveis e pagamento do principal ao final da transação 1. INTRODUÇÃO Neste texto, abordaremos o que dispõem os anexos do Pronunciamento Técnico CPC 08 - Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários, lembrando que, segundo o próprio Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os exemplos não fazem parte do referido pronunciamento, mas têm o objetivo de auxiliar no entendimento dos procedimentos contábeis. 2. EXEMPLO 1 - CUSTOS DE TRANSAÇÃO (SEM PRÊMIO OU DESCONTO) Consideramos que no fim do ano zero tenha havido captação de R$ ,00, com taxa de juros anual contratada de 6%, com prazo de 8 anos, e pagamentos anuais iguais consecutivos de R$ ,94. Também suponhamos que a empresa que obteve o empréstimo incorreu em custos de transação no montante de R$ ,18. A TIR é a taxa que iguala o valor presente dos pagamentos futuros ao valor da captação líquida. Essa é a taxa que reflete o verdadeiro custo do empréstimo captado Considerando-se os custos de transação, o fluxo de caixa líquido desses custos é o seguinte, e dos R$ ,00 recebidos são deduzidos R$ ,18 de custos de transação: Fluxo Líquido de Caixa (161) 2 (161) 3 (161) 4 (161) 5 (161) 6 (161) 7 (161) 8 (161) No ano zero, o fluxo de caixa disponível para uso é o líquido dos custos de transação. Na essência, esse é o valor líquido captado. Com base nesse fluxo, a Taxa Interna de Retorno (TIR) anual, que nominalmente era de 6% a.a., passa para 9% a.a. Esse é efetivamente o custo da captação efetuada. Considerando-se essa taxa efetiva de juros, o controle da captação é o seguinte: Efeitos na Pagamentos Inicial Final (80) (161) (73) (161) (65) (161) (56) (161) (47) (161) (37) (161) (25) (161) (13) (161) (0) Total = (397) Juros = (288) Custos = (109) Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jun/ Fascículo 24 TC 1

2 A TIR é a taxa que iguala o valor presente dos pagamentos futuros ao valor da captação líquida. Essa é a taxa que reflete o verdadeiro custo do empréstimo captado. Matematicamente, a taxa interna de retorno é: = Σ 161 n = 1 (1 + TIR) n O saldo inicial de reconhecimento da captação leva em consideração os custos da transação. Logo, esses custos diminuem o saldo do empréstimo tomado, que inicia o ano 1 com R$ ,82. Os efeitos anuais na Demonstração do Resultado do Exercício () referem-se à taxa de juros efetiva de 9% sobre o saldo inicial. Os pagamentos são sempre os mesmos, pois são os contratados. O total dos encargos financeiros que afetam a ao longo dos 8 anos é de R$ ,00, valor desdobrado da seguinte forma: R$ ,00 de juros e R$ ,00 de amortização dos custos de transação. a ano, essas despesas são assim desdobradas: Despesa com Juros Despesa com dos Custos de Transação Encargo Financeiro Total na 1 (60) (20) (80) 2 (54) (19) (73) 3 (48) (18) (65) 4 (41) (16) (56) 5 (33) (13) (47) 6 (26) (11) (37) 7 (18) (8) (25) 8 (9) (4) (13) Total (288) (109) (397) Os lançamentos contábeis para exemplificar, em dois períodos, são os seguintes: 1) Pela captação no momento zero D - Caixa R$ ,82 D - Custos a Amortizar R$ ,18 C - Empréstimos e Financiamentos R$ ,00 Apresentação no Balanço Patrimonial, no Passivo, no momento zero - Empréstimos e Financiamentos = R$ ,82. Analiticamente: R$ ,00 (Empréstimos e Financiamentos) - R$ ,18 (Custos a Amortizar) = R$ ,82. 2) Pela apropriação dos encargos financeiros no fim do período 1 D - Encargos Financeiros R$ ,43 C - Empréstimos e Financiamentos R$ ,00 C - Custos a Amortizar R$ ,43 Encargos Financeiros = Financeiras (juros) no valor de R$ ,00 + de Custos no valor de R$ ,43. 3) Pela parcela de pagamento do empréstimo no fim do período 1 D - Empréstimos e Financiamentos C - Caixa R$ ,94 Empréstimos e Financiamentos = Pagamento de Juros no valor de R$ ,00 + do Principal no valor de R$ ,94. Apresentação no Balanço Patrimonial, no Passivo, no fim do período 1 - Empréstimos e Financiamentos = R$ ,31. Analiticamente: R$ ,06 (Empréstimos e Financiamentos) - R$ ,75 (Custos a Amortizar) = R$ , EXEMPLO 2 - CUSTOS DE TRANSAÇÃO E PRÊMIO NA EMISSÃO DE TÍTULOS DE DÍVIDA Consideramos que no fim do ano zero tenha havido captação, via debêntures, de R$ ,00, com taxa de juros anual contratada de 6%, com prazo de 8 anos, e pagamentos iguais consecutivos de R$ ,00. Também consideremos que a empresa incorreu em custos de transação no montante de R$ ,00. Como esse empréstimo possui taxa fixa, e a projeção futura dos juros durante a duração do empréstimo é inferior a 6% (5,02%, suponhamos), houve mais demanda pela compra do que a oferta de títulos oferecidos ao mercado. Dessa forma, o valor captado foi superior ao valor de R$ ,00, configurando emissão de título de dívida com prêmio. O valor captado com a emissão dos títulos (sem os custos de transação) foi de R$ ,00, o que, livre dos custos de captação, produz o valor líquido disponível de R$ ,00. 2 TC Manual de Procedimentos - Jun/ Fascículo 24 - Boletim IOB

3 O fluxo de pagamento desse empréstimo é o mesmo que o do exemplo anterior. Estando o fluxo de caixa disponível para uso após a captação, temse que a TIR é de 5,02%: Fluxo Líquido de Caixa (161) 2 (161) 3 (161) 4 (161) 5 (161) 6 (161) 7 (161) 8 (161) Considerando-se essa taxa efetiva de juros, o controle do empréstimo é o seguinte: Inicial Efeitos na Pagamentos Final (52) (161) (47) (161) (41) (161) (35) (161) (29) (161) (22) (161) (15) (161) (8) (161) 0 Total = (248) O saldo inicial de reconhecimento do empréstimo leva em consideração os custos de transação e o prêmio de R$ ,00 recebido. Logo, esses custos diminuem o saldo do empréstimo, e o prêmio o aumenta, iniciando o ano 1 com saldo de R$ ,00. Os efeitos anuais na referem-se à taxa de juros efetiva de 5,02% sobre o saldo inicial. Os pagamentos são sempre os mesmos, pois são os contratados. O total das despesas financeiras que afetam a ao longo dos 8 anos é de R$ ,00, desdobrado da seguinte forma: R$ ,00 de juros e R$ ,00 (positivo) de amortização dos custos de transação e do prêmio na emissão dos títulos. a ano, essas despesas são assim desdobradas: Despesa com Efeito Total na dos com Juros Custos e Prêmio 1 (60) 8 (52) 2 (54) 7 (47) 3 (48) 7 (41) 4 (41) 6 (35) 5 (33) 5 (29) 6 (26) 4 (22) 7 (18) 3 (15) 8 (9) 1 (8) Total (288) 40 (248) a ano, as amortizações dos custos de transação e do prêmio são assim desdobradas: do Prêmio dos Custos Transação Efeito Total na 1 19 (12) (11) (10) (9) (7) (6) (4) (2) 1 Total 100 (60) 40 Os lançamentos contábeis para exemplificar, em dois períodos, são os seguintes: 1) Pela captação no momento zero D - Caixa R$ ,00 D - Custos a Amortizar R$ ,00 C - Empréstimos e Financiamentos R$ ,00 C - Prêmios a Amortizar R$ ,00 Apresentação no Balanço Patrimonial, no Passivo, no momento zero - Empréstimos e Financiamentos = R$ ,00. Analiticamente: R$ ,00 (Empréstimos e Financiamentos) + R$ ,00 (Prêmios a Amortizar) - R$ ,00 (Custos a Amortizar) = R$ ,00. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jun/ Fascículo 24 TC 3

4 2) Pela apropriação dos encargos financeiros no fim do período 1 D - Encargos Financeiros R$ ,23 D - Prêmios a Amortizar R$ ,42 C - Empréstimos e Financiamentos R$ ,00 C - Custos a Amortizar R$ ,65 Encargos Financeiros = Financeiras (juros) no valor de R$ ,00 + de Custos no valor de R$ ,65 - do Prêmio no valor de R$ ,42. 3) Pela parcela de pagamento do empréstimo no fim do período 1 D - Empréstimos e Financiamentos C - Caixa R$ ,94 Empréstimos e Financiamentos = Pagamento de Juros no valor de R$ ,00 + do Principal no valor de R$ ,94. Apresentação no Balanço Patrimonial, no Passivo, no fim do período 1 - Empréstimos e Financiamentos = R$ ,29. Analiticamente: R$ ,06 (Empréstimos e Financiamentos) + R$ ,58 (Prêmios a Amortizar) - R$ ,35 (Custos a Amortizar) = R$ , EXEMPLO 3 - GASTOS COM EMISSÃO DE AÇÕES Suponha-se que sejam emitidas 10 mil ações novas, e que também sejam vendidas mais 20 mil ações do controlador, todas pelo preço unitário de R$ 1,70. Nesse caso, a empresa paga todos os gastos com a emissão das ações, no total de R$ ,00, mas apenas parte é seu efetivo encargo. Supõe-se que não haja diferença de esforços entre a emissão primária e a secundária. Antes da emissão das ações, assim se representa o Patrimônio Líquido, cujo Capital Social é composto por 100 mil ações, todas ordinárias. Patrimônio Líquido R$ Capital Social R$ Reservas de Lucros R$ As informações relevantes da emissão são: Informações Quantidade R$ / ação Emissão primária Emissão secundária Captação Bruta Custos da Emissão Captação Líquida , , Pelo quadro anterior, nota-se que o total de recursos líquidos que ingressou no caixa da empresa foi de R$ ,00. Os lançamentos contábeis são: D - Caixa R$ ,00 D - Gastos com a Emissão de Ações R$ ,00 D - Obrigações para com o Controlador R$ ,00 C - Capital Social R$ ,00 C - Obrigações para com o Controlador R$ ,00 Os custos proporcionais da emissão primária são debitados em conta redutora do capital. Já os custos proporcionais da emissão secundária são debitados em contas a receber dos acionistas controladores, pois a companhia não pode, nessa circunstância, debitar como suas as despesas de lançamento das ações do controlador. No Passivo, acaba ficando o saldo líquido de R$ ,00 a lhe ser repassado. A apresentação do Patrimônio Líquido no Balanço Patrimonial ficará: Patrimônio Líquido Capital Social Reservas de Lucros Mais analiticamente: Patrimônio Líquido Capital Social (-) Gastos com Emissão de Ações (850) Reservas de Lucros TC Manual de Procedimentos - Jun/ Fascículo 24 - Boletim IOB

5 5. EXEMPLO 4 - CUSTO DE TRANSAÇÃO E AJUSTE AO VALOR JUSTO DE TÍTULOS DE DÍVIDA Suponhamos que o fluxo original de um título de dívida e correspondente controle pelo custo amortizado, caso não haja custos de transação (CT), seja o seguinte: Data/ Período Custo Amortizado (TIR anual de 12%) - Inicial Financeiras Fluxo de Caixa Final Final A taxa interna de retorno do título é de 12% ao ano, antes dos efeitos dos custos de transação. Os valores justos desse título de dívida são os seguintes: Data/Período Fair Value Consideremos que a entidade emissora desse título de dívida tenha incorrido em custos de transação de R$ ,00 (3% do valor de face do título); o montante inicial a se registrar da dívida é de R$ ,00 (R$ ,00 - R$ ,00). O fluxo dessa dívida e o respectivo controle pelo custo amortizado passam a ser os seguintes, contemplando a TIR efetiva da dívida, que agora passa a ser de 13,143% ao ano: Custo Amortizado (TIR anual de 13,143%) - Data/Período Inicial Encargos da Dívida Caixa Final antes pgto , após pgto Total de encargos = O encargo da dívida é assim desmembrado: Custo Amortizado (TIR anual de 13,143%) - Data/ Período 0 Despesa Financeira CT Encargos da Dívida Total Se a dívida fosse classificada como mantida até o vencimento, os registros dos encargos da dívida e da amortização dos custos de transação seriam os seguintes: Data/ Período Fluxo da Dívida Dívida ( Inicial) Dívida ( Final) Financeiras CT Efeito Total na antes pgto após pgto , Totais na = Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jun/ Fascículo 24 TC 5

6 No caso da dívida ser avaliada pelo seu valor justo, com contrapartida no resultado, no final de cada período de reporte, resta a contabilização desses ajustes na. Os custos de transação são amortizados integralmente no resultado quando da primeira avaliação ao valor justo. Neste exemplo, o valor justo da dívida é dado como igual a R$ ,00, e não R$ ,00, pois se considerou que os custos de transação não foram considerados pelo mercado. Assim, esses custos de transação são amortizados integralmente quando da primeira avaliação ao valor justo, gerando a despesa de R$ ,00, e não há outra receita ou despesa porque o valor justo passa a ser o passivo após essa baixa. Nos períodos subsequentes, a é afetada somente pelos ajustes ao valor justo em cada data de reporte. Logo, os controles da entidade apontarão o seguinte: Data/Período Caixa Dívida PL (Acumulado) (Ajuste FV) , antes pgto , , após pgto Totais na = (CT) Total A coluna Dívida demonstra o valor justo da dívida ao final de cada período. A coluna PL Acumulado demonstra o efeito acumulado das alterações de valor da dívida em cada data de reporte. Na, a coluna CT demonstra a baixa dos custos da transação. A coluna da Ajuste FV informa as somas necessárias para se demonstrarem os montantes da dívida aos seus valores justos. Já no caso de a dívida ser avaliada aos seus valores justos em contrapartida à conta Ajuste de Avaliação Patrimonial, outros controles são necessários. A diferença é que os custos de transação não são imediatamente descarregados no período em que houver a primeira avaliação ao valor justo; eles são amortizados ao longo do tempo em que a dívida permanecer na empresa, como no caso dos mantidos até o vencimento, para depois, em cada data, serem ajustados ao seu valor justo. Em outras palavras, o controle do custo amortizado da dívida leva em consideração os efeitos dos custos de transação na taxa interna de retorno da dívida, que nesse exemplo é de 13,143% ao ano. Após essa apropriação é que se ajustam os valores da dívida ao seu valor de mercado, mas esses ajustes vão diretamente ao Patrimônio Líquido. Assim, os controles da entidade apontarão o seguinte: Período Caixa Dívida PL (Acumulado) PL (Ajuste FV) Financeiras CT Total antes pgto após pgto Totais na = A coluna PL Ajuste FV representa o ajuste ao valor justo da dívida lançado na conta de ajuste de avaliação patrimonial; é a diferença entre o custo amortizado da dívida e seu valor justo. Na, o encargo da dívida é compreendido pelas despesas financeiras efetivas e amortização dos custos de transação (TIR anual de 13,143%). 6 TC Manual de Procedimentos - Jun/ Fascículo 24 - Boletim IOB

7 Com essa forma de contabilização, a movimentação da dívida é assim representada: Controle da Dívida (FV no PL) - Período Inicial Encargos Financeiros Caixa Ajuste FV (PL) Final (FV) antes pgto após pgto Totais na = Totais na AAP = 0 AAP = Ajuste de Avaliação Patrimonial. 6. EXEMPLO 5 - CUSTOS DE TRANSAÇÃO NA EMISSÃO DE TÍTULOS DE DÍVIDA COM JUROS VARIÁVEIS E PAGAMENTO DO PRINCIPAL AO FINAL DA TRANSAÇÃO Considere-se que no fim do ano zero tenha havido captação de R$ ,00 com taxa de juros anual contratada equivalente ao CDI + 2%, com prazo de 3 anos, pagamentos de juros anuais e amortização do principal ao final do terceiro ano. Considere-se, também, que a entidade emissora do título de dívida (debêntures) tenha incorrido em custos de transação no montante de R$ ,00. Nesse caso, temos que considerar que os juros são variáveis, em função das taxas do CDI, e que os juros determináveis com base na taxa do CDI + 2% são determináveis a partir do valor nominal das debêntures e pagos a cada 12 meses. Assim, nessa situação, é necessário que o controle da parcela da amortização do custo da transação seja feito separadamente, uma vez que não se conhecem as taxas do CDI aplicáveis à transação na data de sua ocorrência, uma vez que a taxa pós-fixada e variável será conhecida somente com a fluência do prazo da transação. Ao longo da transação, as taxas do CDI foram as seguintes: a) ano 1: 12,0% (14,0% o custo total: ); b) ano 2: 9,5% (11,5% o custo total: 9,5 + 2); c) ano 3: 10,5% (12,5% o custo total: 10,5 + 2). De acordo com o fluxo de amortização do principal, a taxa efetiva do custo de transação foi de 3,1936% a.a. [taxa efetiva do custo de transação = (CT/caixa disponível) = R$ ,00/(R$ ,00 - R$ ,00) = 9,8901% em 3 anos, representando taxa equivalente anual de 3,1936%]. O efeito anual dos juros e da amortização do custo de transação é o seguinte, conforme o controle da dívida: Inicial Controle da Dívida - Financeiras CT Caixa Final Cálculo das despesas financeiras A taxa de juros não pode ser determinada a priori em cada período. Os juros (pagáveis anualmente) são calculados com base no principal da dívida (R$ ,00). O procedimento dos cálculos é o seguinte: CDI Custo Total 1 12,00% 14,00% 2 9,50% 11,50% 3 10,50% 12,50% Controle da Dívida (sem CT) - Inicial Juros Caixa Final Esse é o controle da dívida sem levar em consideração os custos de transação. A coluna Juros refere-se às despesas financeiras anuais a serem contabilizadas na entidade. Restam os cálculos das amortizações dos custos de transação. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jun/ Fascículo 24 TC 7

8 6.2 Cálculo dos custos de transação Deve-se ter em mente que os custos de transação representam custos adicionais de 3,1936% sobre o valor líquido da dívida. O controle da dívida efetiva a seguir demonstra esses cálculos: Controle da Dívida - Inicial Financeiras CT Caixa Final A coluna Financeiras demonstra os mesmos valores dos juros da dívida quando os custos de transação não são considerados. A coluna CT representa a amortização dos custos de transação, cujos valores são sempre iguais a 3,1936% do saldo inicial da dívida, conforme demonstrado a seguir. Inicial Custo dos CT CT ,1936% ,1936% ,1936% Dessa forma, os efeitos totais na de cada período são os seguintes: Efeitos totais na - Financeiras CT Efeito Total Princípios Contábeis Princípio da Continuidade 1. SIGNIFICADO A Continuidade é uma hipótese, ou melhor, um postulado ou um axioma fundamental sobre o qual se assenta a Contabilidade. É extremamente simples, às vezes até banal, e significa que a Contabilidade efetua a avaliação do patrimônio e o registro das suas mutações, considerando que a entidade, até evidências em contrário, terá sua vida continuada ao longo do tempo; ou seja, é a hipótese básica de que a entidade cujo patrimônio está sendo contabilizado não está destinada à liquidação ou a qualquer forma de extinção, mas, sim, a continuar operando por tempo indeterminado. É claro que isso serve para fundamentar outros princípios, principalmente o relativo ao custo histórico. Essa hipótese fundamental não significa que em nenhuma situação se abandona a ideia da continuidade. É claro que, quando existirem evidências de que a empresa irá se descontinuar em decorrência de dificuldade financeira ou de mercado, de deliberação dos próprios sócios ou de qualquer outra causa, esse fato terá então de ser necessariamente considerado. Só que, a partir do momento em que se trabalhar com a hipótese de descontinuidade da empresa, os demais princípios contábeis, na maioria, passarão a não ser mais utilizados, e os princípios de avaliação e de classificação das demonstrações contábeis serão alterados completamente. Imagine o caso, por exemplo, de uma empresa que mande fabricar um equipamento sob especificação que custe R$ ,00. Se não se admitir a hipótese da continuidade, não será possível deixá-lo ativado por esse valor. Seria então necessário avaliar 8 TC Manual de Procedimentos - Jun/ Fascículo 24 - Boletim IOB

9 esse equipamento pelo seu valor de mercado, e, se ele houver sido construído sob especificação para a empresa, pode ser que valha apenas o seu peso em sucata, mesmo estando novíssimo. Veja-se, assim, como o Princípio da Continuidade é fantasticamente importante. Ele inclusive permite o efetivo confronto entre as receitas e as despesas para apuração do lucro mais próximo da realidade em cada período contábil (Princípio da Competência). Note-se que, na ausência dessa Continuidade, não poderia haver esse confronto, porque muitos valores estocados no Ativo, para serem transformados em despesas, posteriormente teriam de ser descarregados para o resultado no ano de sua própria aquisição. Note-se também como é de fundamental importância um princípio tão simples como o da continuidade. 2. DISPOSIÇÕES DO CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC) A Resolução CFC n o 750/1993, em seu art. 5 o, dispõe sobre o Princípio da Continuidade, nos seguintes termos: A Continuidade ou não da Entidade, bem como sua vida definida ou provável, devem ser consideradas quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais, quantitativas e qualitativas. 1 o - A Continuidade influencia o valor econômico dos ativos e, em muitos casos, o valor ou o vencimento dos passivos, especialmente quando a extinção da Entidade tem prazo determinado, previsto ou previsível. 2 o - A observância do Princípio da Continuidade é indispensável à correta aplicação do Princípio da Competência, por efeito de se relacionar diretamente à quantificação dos componentes patrimoniais e à formação do resultado, e de constituir dado importante para aferir a capacidade futura de geração de resultado. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jun/ Fascículo 24 TC 9

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