Contabilidade Geral e Avançada Correção da Prova AFRFB 2009 Gabarito 1 Parte 1 Prof. Moraes Junior CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

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1 CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA 1. O Conselho Federal de Contabilidade, considerando que a evolução ocorrida na área da Ciência Contábil reclamava a atualização substantiva e adjetiva de seus princípios, editou, em 29 de dezembro de 1993, a 750, dispondo sobre eles. Sobre o assunto, abaixo estão escritas cinco frases. Assinale a opção que indica uma afirmativa falsa. a) A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC). b) Os Princípios Fundamentais de Contabilidade, por representarem a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade, a ela dizem respeito no seu sentido mais amplo de ciência social, cujo objeto é o patrimônio das Entidades. c) O Princípio da entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial e a desnecessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes. d) O patrimônio pertence à entidade, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova entidade, mas numa unidade de natureza econômico-contábil. e) São Princípios Fundamentais de Contabilidade: o da entidade; o da continuidade; o da oportunidade; o do registro pelo valor original; o da atualização monetária; o da competência e o da prudência. Análise das alternativas: a) A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC). De acordo com o 1 o, art. 1 o, da n o 750/93, do CFC: 1º A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC). A alternativa está CORRETA. b) Os Princípios Fundamentais de Contabilidade, por representarem a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade, a ela dizem respeito no seu sentido mais amplo de ciência social, cujo objeto é o patrimônio das Entidades. De acordo com o art. 2 o, da n o 750/93, do CFC: Art. 2º Os Princípios Fundamentais de Contabilidade representam a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade, Prof. José Jayme Moraes Junior 1

2 consoante o entendimento predominante nos universos científico e profissional de nosso País. Concernem, pois, à Contabilidade no seu sentido mais amplo de ciência social, cujo objeto é o patrimônio das entidades. A alternativa está CORRETA. c) O Princípio da entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial e a desnecessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes. De acordo com o art. 4 o, da n o 750/93, do CFC: Art. 4º O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por conseqüência, nesta acepção, o Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição. A alternativa está INCORRETA. d) O patrimônio pertence à entidade, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova entidade, mas numa unidade de natureza econômico-contábil. De acordo com o parágrafo único, art. 4 o, da n o 750/93, do CFC: Parágrafo único O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova ENTIDADE, mas numa unidade de natureza econômico-contábil. A alternativa está CORRETA. e) São Princípios Fundamentais de Contabilidade: o da entidade; o da continuidade; o da oportunidade; o do registro pelo valor original; o da atualização monetária; o da competência e o da prudência. De acordo com o art. 3 o, da n o 750/93, do CFC: Art. 3º São Princípios Fundamentais de Contabilidade: I) o da ENTIDADE; II) o da CONTINUIDADE; III) o da OPORTUNIDADE; IV) o do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL; V) o da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA; VI) o da COMPETÊNCIA; e VII) o da PRUDÊNCIA. A alternativa está CORRETA. GABARITO: C Prof. José Jayme Moraes Junior 2

3 2 - Observando o patrimônio da empresa Constituída S.A. e as transações realizadas, encontramos, em primeiro lugar, os seguintes dados contabilizados: Capital registrado na Junta Comercial R$ ,00 Dinheiro guardado em espécie R$ 5.500,00 Um débito, em duplicatas, com a GM R$ 7.500,00 Um crédito, em duplicatas, com as lojas Sá R$ ,00 Um Vectra GM do próprio uso R$ ,00 Lucros de períodos anteriores R$ 3.500,00 Em seguida, constatamos o pagamento de R$ 3.000,00 da dívida existente, com descontos de 10%; e a contratação de empréstimo bancário de R$ 6.500,00, incidindo encargos de 4%, com a emissão de notas promissórias. Classificando contabilmente os componentes desse patrimônio e considerando as variações provocadas pelas duas transações do exemplo, pode-se dizer que os saldos daí decorrentes, no fim do período, serão devedores e credores de: a) R$ ,00. b) R$ ,00. c) R$ ,00. d) R$ ,00. e) R$ ,00. I Saldos iniciais: Conta Saldo Saldo Característica Devedor Credor Capital Social Patrimônio Líquido Dinheiro Ativo Circulante Duplicatas a Pagar (um débito) Passivo Circulante Duplicatas a Receber (um crédito) Ativo Circulante Veículos ANC Imobilizado Lucros Acumulados Patrimônio Líquido Total II Fatos: 1. Pagamento de R$ 3.000,00 da dívida existente, com descontos de 10%: Descontos Obtidos = 10% x = 300 Duplicatas a Pagar (Passivo Circulante) a Dinheiro (Ativo Circulante) a Descontos Obtidos (Receita) Duplicatas a Pagar (1) Dinheiro (1) Descontos Obtidos 300 (1) 300 Prof. José Jayme Moraes Junior 3

4 2. Contratação de empréstimo bancário de R$ 6.500,00, incidindo encargos de 4%, com a emissão de notas promissórias. Juros Passivos = 4% x = 260 a Notas Promissórias a Pagar (Passivo Circulante) Bancos (Ativo Circulante) Juros Passivos (Despesa) Notas Promissórias a Pagar (2) Bancos (2) Juros Passivos 260 (2) 3. Apuração do Resultado do Exercício (ARE): Descontos Obtidos (Receita) 300 (-) Juros Passivos (Despesa) 260 Lucro Líquido do Exercício 40 ARE 260 (3) 300 (3) 40 Descontos Obtidos 300 (3) 300 (3) Juros Passivos (3) 4. Transferência do Lucro Líquido do Exercício para o PL: Lucros Líquido do Exercício a Lucros Acumulados (PL) 40 ARE 260 (3) 300 (3) 40 (4) 40 Lucros Acumulados (4) II Saldos no fim do período: Conta Saldo Saldo Característica Devedor Credor Capital Social Patrimônio Líquido Dinheiro Ativo Circulante Duplicatas a Pagar (um débito) Passivo Circulante Duplicatas a Receber (um crédito) Ativo Circulante Veículos ANC Imobilizado Lucros Acumulados Patrimônio Líquido Notas Promissórias a Pagar Passivo Circulante Bancos Ativo Circulante Total GABARITO: B Prof. José Jayme Moraes Junior 4

5 3 - Considere o exemplo da Chácara Caçula. Ela possui frangos de corte para revender. Quatrocentos deles foram comprados de João Batista e ainda não foram pagos. Trezentos desses frangos já foram entregues ao José Maria, mediante uma transação de venda realizada a prazo, em que o preço unitário foi nove reais e o imposto foi de 10%. A atividade empresarial é exercida em instalações próprias, mas o equipamento é alugado de terceiros. Na avaliação monetária dessa chácara temos que: 1. as instalações físicas valem R$ ,00; 2. os equipamentos valem R$ 5.000,00; 3. o aluguel mensal dos equipamentos é de R$ 300,00; 4. o salário mensal do caseiro é de dois salários-mínimos; 5. os frangos custaram R$ 8,00 por unidade, isentos de impostos. Calculando-se o patrimônio final dessa entidade, com base nas informações prestadas, certamente, no início do ano se encontrará um: a) patrimônio líquido de R$ ,00. b) patrimônio líquido de R$ ,00. c) passivo exigível de R$ 3.200,00. d) patrimônio bruto de R$ ,00. e) patrimônio bruto de R$ ,00. Questão extremamente confusa da Esaf: você não sabe o que é do início do ano, o que não é, se alguns itens foram pagos no ano ou no ano anterior, etc. Enfim, vou resolver de acordo com o que eu acredito que a banca tenha pensado e, mesmo assim, chegaremos a duas alternativas corretas. I Estoque de Frangos: Chácara Caçula => frangos de corte para revender 400 frangos do estoque => ainda não pagos Valor Total da Compra = x 8 = Estoque de Frangos (Ativo Circulante) = Duplicatas a Pagar (Passivo Circulante) = 400 x 8 = frangos vendidos e entregues => preço unit. = R$ 9,00 (Imposto = 10%) CMV = 8 x 300 = II Vendas: Caixa (Ativo Circulante) a Receita de Vendas (Receita) Impostos sobre Vendas (Despesa) a Impostos a Pagar (Passivo Circulante) 270 Prof. José Jayme Moraes Junior 5

6 CMV (Despesa) a Estoque de Frangos (Ativo Circulante) Estoque de Frangos (Saldo Final) = = III - as instalações físicas (próprias) valem R$ ,00: Instalações (ANC Imobilizado ) = IV - os equipamentos (alugados) valem R$ 5.000,00 e o aluguel mensal dos equipamentos é de R$ 300,00: Apropriação Mensal: Despesa de Aluguéis (Despesa) a Aluguel a Pagar (Passivo Circulante) 300 V - o salário mensal do caseiro é de dois salários-mínimos Salário-mínimo nacional = 465 (sim, precisava saber para a prova!) Dois Salários-mínimos = 2 x 465 = 930 Apropriação Mensal: Despesa de Salários (Despesa) a Salários a Pagar (Passivo Circulante) 930 VI Balanço Patrimonial Ativo Ativo Circulante Caixa Estoque de Frangos Ativo Não Circulante Imobilizado Instalações Passivo Passivo Circulante Duplicatas a Pagar Salários a Pagar 930 Aluguéis a Pagar 300 Impostos a Pagar 270 Patrimônio Líquido PL Ativo Total Passivo Total PL Ativo Total = Patrimônio Bruto = (alternativa d ) Equação Fundamental do Patrimônio: Ativo Total = Passivo Total + PL => => = PL => PL = (alternativa a ) A questão deveria ser anulada, pois há duas alternativas corretas. GABARITO: A Prof. José Jayme Moraes Junior 6

7 4 - A firma comercial Alvorada Mineira Ltda. adquiriu um bem de uso por R$ 6.000,00, pagando uma entrada de 25% em dinheiro e financiando o restante em três parcelas mensais e iguais. A operação foi tributada com ICMS de 12%. Ao ser contabilizada a operação acima, o patrimônio da firma Alvorada evidenciará um aumento no ativo no valor de: a) R$ 6.720,00. b) R$ 4.500,00. c) R$ 5.220,00. d) R$ 5.280,00. e) R$ 3.780,00. Bem de uso = Entrada = 25% x = Financiamento = (três parcelas mensais e iguais) ICMS = 12% (imposto por dentro => já está embutido no preço) Como é bem de uso, o ICMS não será recuperado: Lançamento: Bem de Uso (ANC) a Caixa (Ativo Circulante) a Financiamento a Pagar (Passivo Circulante) Aumento no Ativo Bem de Uso => débito na conta Bem de Uso (-) Pagamento à vista (1.500) => crédito na conta Caixa Aumento do Ativo GABARITO: B 5 - Exemplificamos, abaixo, os dados contábeis colhidos no fim do período de gestão de determinada entidade econômico-administrativa: dinheiro existente 200,00 máquinas 400,00 dívidas diversas 730,00 contas a receber 540,00 rendas obtidas 680,00 empréstimos bancários 500,00 mobília 600,00 contas a pagar 700,00 consumo efetuado 240,00 automóveis 800,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 7

8 capital registrado 650,00 casa construída 480,00 Segundo a Teoria Personalística das Contas e com base nas informações contábeis acima, pode-se dizer que, neste patrimônio, está sob responsabilidade dos agentes consignatários o valor de: a) R$ 1.930,00. b) R$ 3.130,00. c) R$ 2.330,00. d) R$ 3.020,00. e) R$ 2.480,00. Contas dos Agentes Consignatários: os agentes consignatários são as pessoas a quem o proprietário confia a guarda dos bens da empresa (são contas de natureza devedora). As contas dos agentes consignatários representam os bens, no ativo, como por exemplo, a Caixa, Estoque, Bancos Conta Movimento, entre outras. dinheiro existente máquinas dívidas diversas contas a receber rendas obtidas empréstimos bancários mobília contas a pagar consumo efetuado automóveis capital registrado casa construída 200,00 Agentes consignatários 400,00 Agentes consignatários 730,00 Agentes correspondentes 540,00 Agentes correspondentes 680,00 Proprietários 500,00 Agentes correspondentes 600,00 Agentes consignatários 700,00 Agentes correspondentes 240,00 Proprietários 800,00 Agentes consignatários 650,00 Proprietários 480,00 Agentes consignatários Agentes Consignatários dinheiro existente 200,00 máquinas 400,00 mobília 600,00 automóveis 800,00 casa construída 480,00 Total 2.480,00 GABARITO: E Prof. José Jayme Moraes Junior 8

9 6 - A quitação de títulos com incidência de juros ou outros encargos deve ser contabilizada em lançamentos de segunda ou de terceira fórmulas, conforme o caso, pois envolve, ao mesmo tempo, contas patrimoniais e de resultado. Especificamente, o recebimento de duplicatas, com incidência de juros, deve ter o seguinte lançamento contábil: a) débito de duplicatas e de juros e crédito de caixa. b) débito de duplicatas e crédito de caixa e de juros. c) débito de caixa e crédito de duplicatas e de juros. d) débito de caixa e de duplicatas e crédito de juros. e) débito de juros e de caixa e crédito de duplicatas. Recebimento de duplicatas com juros: Caixa (Ativo Circulante) => débito a Duplicatas a Receber (Ativo Circulante) => crédito a Juros Ativos (Receita) => crédito GABARITO: C 7 - A firma Comercial de Produtos Frutíferos Ltda., que encerra seu exercício social no último dia do ano civil, contabilizou por duas vezes o mesmo fato contábil em 31/10/2008, caracterizando o erro de escrituração conhecido como duplicidade de lançamento. Esse erro só foi constatado no exercício seguinte. Os lançamentos foram feitos a débito de conta do resultado e a crédito de conta do passivo circulante. Em face dessa ocorrência, pode-se dizer que, no balanço patrimonial de 31/12/2008: a) a situação líquida da empresa foi superavaliada. b) o ativo circulante da empresa foi subavaliado. c) o passivo circulante da empresa apresentou uma redução indevida. d) o patrimônio líquido da empresa apresentou uma redução indevida. e) a situação líquida da empresa não foi afetada. Duplicidade de lançamento: Débito: conta de resultado => Despesa Crédito: conta do passivo circulante => Obrigação Logo, como houve lançamento em duplicidade em conta de Despesa, houve uma redução indevida do lucro líquido do exercício, e, conseqüentemente, uma redução do patrimônio líquido (situação líquida subavaliada). Além disso, houve um aumento indevido do passivo circulante. GABARITO: D Prof. José Jayme Moraes Junior 9

10 8 - A empresa Revendedora S.A. alienou dois veículos de sua frota de uso, por R$ ,00, a vista. O primeiro desses carros já era da empresa desde 2005, tendo entrado no balanço de 2007 com saldo de R$ ,00 e depreciação acumulada de 55%. O segundo veículo foi comprado em primeiro de abril de 2008 por R$ ,00, não tendo participado do balanço do referido ano de A empresa atualiza o desgaste de seus bens de uso em períodos mensais. Em 30 de setembro de 2008, quando esses veículos foram vendidos, a empresa registrou seus ganhos ou perdas de capital com o seguinte lançamento de fórmula complexa: a) Caixa ,00 Perdas de Capital 6.000, ,00 a Veículo A ,00 a Veículo B , ,00 b) Caixa ,00 Depreciação Acumulada , ,00 a Veículos ,00 a Ganhos de Capital , ,00 c) Caixa ,00 Depreciação Acumulada , ,00 a Veículos ,00 a Ganhos de Capital , ,00 d) Caixa ,00 Depreciação Acumulada , ,00 a Veículos ,00 a Ganhos de Capital 7.750, ,00 e) Caixa ,00 Depreciação Acumulada , ,00 a Veículos ,00 a Ganhos de Capital , ,00 Prof. José Jayme Moraes Junior 10

11 Contabilidade Geral e Avançada 30/09/2008 Alienação de Dois Veículos = ,00 Sabe-se que a vida útil de um veículo é igual a 5 anos Taxa de Depreciação = 1/5 = 20% ao ano I Cálculo do Valor Contábil do Veículo 1: Veículo 1 (registrado no balanço em 2007) = Período = anterior a meses/12 meses => Período = anterior a /4 ano = anterior a ,75 ano Depreciação Acumulada (Veículo 1 até 31/12/2007) = 55% Depreciação Acumulada = (55% (até 2007) + 20% x 0,75) x => Depreciação Acumulada (Veículo 1) = 70% x = Valor Contábil (Veículo 1) = Custo de Aquisição Dep. Acumulada => Valor Contábil (Veículo 1) = = II Cálculo do Valor Contábil do Veículo 2: Veículo 2 (comprado em 01/04/2008) = Período = de abril a setembro = 6 meses/12 meses = 0,5 ano Depreciação Acumulada = 20% x 0,5 x => Depreciação Acumulada (Veículo 2) = 10% x = Valor Contábil (Veículo 2) = Custo de Aquisição Dep. Acumulada => Valor Contábil (Veículo 2) = = III Apuração do ganho ou perda de capital: Valor da Alienação dos dois Veículos (-) Valor Contábil do Veículo 1 (7.500) (-) Valor Contábil do Veículo 2 (9.000) Ganho de Capital Lançamentos: Venda a vista: Caixa (Ativo Circulante) a Outras Receitas (Receita) Depreciação Acumulada (ANC Imobilizado Retificadora) a Veículos (ANC Imobilizado) Depreciação Acumulada (ANC Imobilizado Retificadora) a Veículos (ANC Imobilizado) Prof. José Jayme Moraes Junior 11

12 Baixa dos Veículos (pelo valor contábil): Outras Despesas (Despesa) a Veículos (ANC Imobilizado) Outras Despesas (Despesa) a Veículos (ANC Imobilizado) Lançamento consolidado: Caixa (Ativo Circulante) Depreciação Acumulada (ANC) ( ) a Ganho de Capital (Receita) ( ) a Veículos (ANC Imobilizado) ( ) Caixa (Ativo Circulante) Depreciação Acumulada (ANC) a Ganho de Capital (Receita) a Veículos (ANC Imobilizado) GABARITO: B 9- No balanço patrimonial encerrado em 31/12/2007, a empresa Previdente S.A. apresentava a conta Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa com saldo de R$ ,00. Durante o ano de 2008 a empresa baixou créditos incobráveis no valor de R$ 7.000,00 e teve comprovada a experiência de perdas no recebimento de créditos, ocorrida nos últimos três anos, em média de 4%. Em 31/12/2008, data de encerramento do exercício social, a empresa tinha créditos a receber no valor de R$ ,00, dos quais R$ ,00 eram devidos por uma firma que abriu concordata, conseguindo um acordo judicial à base de 68%. Ao contabilizar uma nova provisão no exercício de 2008, o contador deverá constituir para o balanço um saldo de a) R$ ,00. b) R$ 5.800,00. c) R$ 7.200,00. d) R$ 6.000,00. e) R$ ,00. Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD) = Baixa de Créditos incobráveis = Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Ativo Circulante - Retificadora) a Duplicatas a Receber (Ativo Circulante) Prof. José Jayme Moraes Junior 12

13 PCLD Média de Perdas = 4% 31/12/2008 => Créditos a Receber = (R$ ,00 eram devidos por uma firma que abriu concordata (?), conseguindo um acordo judicial à base de 68%. Ou seja, 32% de R$ ,00 ficarão sem previsão de recebimento). (?) Em 2008, não havia mais concordata e sim recuperação judicial. De qualquer maneira, tentando seguir a solução que a banca imaginou: Cálculo da PCLD (geral) = 4% x ( ) = 4% x = Cálculo da PCLD (concordata) = (1 68%) x = 32% x = PCLD (total) = = Constituição da PCLD por complementação: PCLD = = Despesas com Provisões (Despesa) a PCLD (Ativo Circulante Retificadora) A questão deveria ser anulada, pois não há resposta correta. GABARITO: D 10- A diminuição do valor dos elementos do ativo será registrada periodicamente nas contas de: a) provisão para perdas prováveis, quando corresponder à perda por ajuste ao valor provável de realização, quando este for inferior. b) depreciação, quando corresponder à perda do valor de capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial. c) exaustão, quando corresponder à perda de valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência. d) provisão para ajuste ao valor de mercado, quando corresponder à perda pelo ajuste do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for superior. e) amortização, quando corresponder à perda de valor, decorrente da exploração de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. Prof. José Jayme Moraes Junior 13

14 Análise das alternativas: a) provisão para perdas prováveis, quando corresponder à perda por ajuste ao valor provável de realização, quando este for inferior. De acordo com os incisos III e IV, do art. 183, da Lei n o 6.404/76: Art No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: III - os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado o disposto nos artigos 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas; IV - os demais investimentos, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para atender às perdas prováveis na realização do seu valor, ou para redução do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for inferior; A alternativa está CORRETA. Para as alternativas b, c e e : De acordo com o 2 o, do art. 183, da Lei n o 6.404/76: 2 o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei nº , de 2009) a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência; b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado; c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. b) depreciação, quando corresponder à perda do valor de capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial. => é amortização. A alternativa está INCORRETA. c) exaustão, quando corresponder à perda de valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da Prof. José Jayme Moraes Junior 14

15 natureza ou obsolescência. => é depreciação. A alternativa está INCORRETA. e) amortização, quando corresponder à perda de valor, decorrente da exploração de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. => é exaustão. A alternativa está INCORRETA. d) provisão para ajuste ao valor de mercado, quando corresponder à perda pelo ajuste do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for superior. De acordo com os incisos III e IV, do art. 183, da Lei n o 6.404/76: II - os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia, assim como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado, pelo custo de aquisição ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado, quando este for inferior; A alternativa está INCORRETA. GABARITO: A Moraes Junior Prof. José Jayme Moraes Junior 15

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