O Processo de Exportação e Suas Etapas (até Contrato de Câmbio)

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1 O Processo de Exportação e Suas Etapas (até Contrato de CURSO: Administração DISCIPLINA: Comércio Exterior FONTES: DIAS, Reinaldo; RODRIGUES, Waldemar. Comércio Exterior Teoria e Gestão. São Paulo, Atlas, SILVA, Luiz Augusto Tagliacollo. Logística no Comércio Exterior. São Paulo: Aduaneiras, SOUZA, José Meireles de Sousa. Gestão do Comércio Exterior Exportação/Importação. São Paulo: Saraiva, LUDOVICO, Nelson. Logística Internacional. São Paulo: Saraiva, SEGRE, German. Manual Prático de Comércio Exterior. São Paulo: Atlas, SOSA, Roosevelt Baldomir. Glossário de Aduana e Comércio Exterior. São Paulo: Aduanas, BLOG: O Processo de Exportação e Suas Etapas (até Contrato de 1

2 TIPOS DE EXPORTAÇÃO 1 Exportação DIRETA: realizada diretamente pela própria produtora da mercadoria. Produtora Exportadora Importadora no exterior 2 Exportação INDIRETA: realizada por outra empresa não-produtora. Produtora Intermediária Exportadora Importadora no exterior BLOG: O Processo de Exportação e Suas Etapas (até Contrato de 2

3 Exportação DIRETA (definição) A exportação DIRETA consiste na operação em que a mercadoria exportada é faturada pelo próprio COMERCIANTE ao IMPORTADOR. A exportação DIRETA ocorre quando a própria empresa faz a exportação, sem a utilização de intermediários no processo de introdução do produto no mercado-alvo. Esse tipo de operação exige da empresa exportadora o conhecimento do processo de exportação em toda a sua extensão. 3

4 Exportação DIRETA: isenção de impostos A utilização de um agente comercial pela empresa produtora/exportadora não deixa de caracterizar a operação como exportação direta. Nessa modalidade, a mercadoria exportada é isenta de IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços Impostos fiscais incidentes sobre os insumos utilizados no processo produtivo. PIS e COFINS BLOG: O Processo de Exportação e Suas Etapas (até Contrato de 4

5 Exportação INDIRETA (definição) Exportação INDIRETA trata-se de uma alternativa disponível para empresas que desejam iniciar seu processo de internacionalização, porém não possuem experiência suficiente para fazê-lo de forma independente. Esta forma de provimento do mercado internacional é adotada normalmente por companhias de pequeno ou médio porte. BLOG: O Processo de Exportação e Suas Etapas (até Contrato de 5

6 Incentivo à exportação: REDUÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA a) IPI - os produtos exportados não sofrem a incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); b) ICMS - o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) tampouco incide sobre operações de exportação de produtos industrializados, produtos semi-elaborados, produtos primários ou prestação de serviço; c) COFINS - na determinação da base de cálculo da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS), são excluídas as receitas decorrentes da exportação; d) PIS/PASEP - as receitas decorrentes da exportação são também isentas da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP); e e) IOF - o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aplicado às operações de câmbio vinculadas à exportação de bens e serviços tem alíquota zero. 6

7 Modalidades especiais de exportação Exportações temporárias As empresas poderão enviar para o exterior mercadorias para exibição em exposições ou em feiras. O exportador é obrigado a comprovar o retorno da mercadoria no prazo máximo de 180 dias, contados a partir da data de embarque ou, no caso de venda, do ingresso da moeda estrangeira. Exportações em consignação As empresas poderão realizar vendas com prazo máximo de 180 dias, a contar da data do embarque, prorrogável por até 180 dias. Até o vencimento, as empresas deverão providenciar a liquidação das cambiais. Caso não ocorra a venda, a empresa deverá comprovar o retorno da mercadoria, contado a partir do término do prazo estipulado. 7

8 Registro de Exportadores e Importadores (REI) Para se realizar operações de exportação ou importação, a pessoa deve registrar-se no Registro de Exportadores e Importadores (REI), efetuado em qualquer repartição da Secretaria da Receita Federal, diretamente no Siscomex. Para que sejam efetuados tais registros, são necessários os seguintes documentos: Contrato social Alteração do contrato social (última) Procurações, nomeando as pessoas autorizadas. 8

9 Buscar parceiros no exterior CONTATOS PRELIMINARES A partir disso, inicia-se a busca de contatos preliminares com os futuros parceiros no exterior. Esses contatos são feitos para que o cliente conheça a empresa e o produto. CONTATO COMERCIAL Feito isso e havendo interesse mútuo, inicia-se verdadeiramente o contato comercial, onde serão realizadas a cotação de preços e posteriormente a remessa da fatura proforma, que deverá conter todas as condições e particularidades que o exportador precisa cumprir para a venda de um produto no exterior. 9

10 Cálculo do PREÇO da mercadoria. 10

11 Documentos exigidos na EXPORTAÇÃO Documentos referentes ao exportador Inscrição no Registro de Exportadores e Importadores (REI) da SECEX/MDIC Documentos referentes ao Contrato de Exportação Fatura Pro Forma Carta de Crédito Letra de Câmbio Contrato de Câmbio Documentos referentes a mercadoria Registro de Exportação no SISCOMEX Registro de Operação de Crédito (RC) Registro de Venda (RV) Nota Fiscal Conhecimento de Embarque (Bill of Lading) Fatura Comercial (Commercial Invoice) Romaneio (Packing List) Outros documentos: Certificado de Origem, Legalização Consular, Certificado ou Apólice de Seguro, Borderô ou Carta de Entrega BLOG: O Processo de Exportação e Suas Etapas (até Contrato de 11

12 Doc. 1: Pro Forma Invoice (FATURA PROFORMA) É o primeiro documento oficial do processo de exportação. Esse documento é enviado ao importador quando existir uma manifestação de interesse por parte deste importador pelo produto que o vendedor está oferecendo. Portanto, esse documento é a base do contrato preliminar, quando houver interesse de ambas as partes. (invoice = fatura) 12

13 FATURA PROFORMA (modelo) Denominação: FATURA PROFORMA Caracterização adequada do possível comprador ou destinatário Descrição do produto Modalidade de venda (Incoterms) Condições de pagamento Quantidade do produto Preço do produto Embalagem de apresent. e de transporte Volumes, caixas Transporte internacional Seguro internacional Prazo de entrega Prazo ou validade da cotação BLOG: O Processo de Exportação e Suas Etapas (até Contrato de 13

14 Doc. 2: CONTRATO Para que o produto seja bem aceito pelos consumidores e/ou empresas no exterior, será preciso que o parceiro escolhido conheça bem e saiba tudo sobre ele, caso contrário, só conseguirá fazer uma única exportação. Após tudo isso feito e o importador estar ciente do produto a ser adquirido, devemos fazer um contrato bem claro para que não haja surpresas futuras. Tudo isso porque as Leis de Defesa do Consumidor em alguns países são muito rígidas, principalmente quando for o caso de um produto importado, que necessita de assistência técnica. 14

15 Doc. 3: Pedido de Compras ou PEDIDO DE CARTA DE CRÉDITO Outra fase para a exportação de bens e serviços é o recebimento do pedido e sua análise. A análise do Pedido e/ou da Carta de Crédito (L/C), quando solicitada, requer outras providências a serem tomadas tanto pelo importador quanto pelo exportador, com vistas ao total respeito às condições gerais de compra/aquisição. A primeira análise a ser feita é a comparação entre a Fatura Proforma e o Pedido de Compras ou a Carta de Crédito (L/C). 15

16 PREPARAÇÃO da mercadoria e documentação Após verificação e análise documental, inicia-se a fase dos ATOS e FATOS administrativos, ou seja, a preparação da mercadoria e documentação necessária à execução da encomenda, tanto para fins de transporte da mercadoria, como da negociação junto aos bancos. As fases de preparação das mercadorias e documentos de maneira geral (dependendo da empresa) desenvolvem-se como no slide seguinte: 16

17 CONFERÊNCIA de documentos Após o envio da fatura proforma ao importador, o exportador receberá do importador, caso se confirme seu interesse, um Pedido de Compra ou uma Carta de Crédito de um banco de primeira linha (geralmente um banco que tenha atuação internacional). Tais documentos confirmam a aquisição da mercadoria. Por sua vez, o exportador deve conferir os dados contidos na Carta de Crédito ou no Pedido de Compra enviado pelo importador, confrontando-os com as informações contidas na Fatura Proforma ou contrato de compra e venda. 17

18 ATOS e FATOS administrativos Após verificação e análise documental, inicia-se a fase dos ATOS e FATOS administrativos, ou seja, a preparação da mercadoria e documentação necessária à execução da encomenda, tanto para fins de transporte da mercadoria, como da negociação junto aos bancos. As fases de preparação das mercadorias e documentos de maneira geral (dependendo da empresa) desenvolvem-se como no slide seguinte: 18

19 CONFERÊNCIA de documentos Após o envio da fatura proforma ao importador, o exportador receberá do importador, caso se confirme seu interesse, um PEDIDO DE COMPRA ou uma CARTA DE CRÉDITO de um banco de primeira linha (geralmente um banco que tenha atuação internacional). Tais documentos confirmam a aquisição da mercadoria. Por sua vez, o exportador deve conferir os dados contidos na Carta de Crédito ou no Pedido de Compra enviado pelo importador, confrontando-os com as informações contidas na Fatura Proforma ou contrato de compra e venda. 19

20 Doc. 4: LETRA DE CÂMBIO A LETRA DE CÂMBIO é semelhante à duplicata emitida nas vendas internas, representa um título de crédito, emitido pelo exportador e sacado contra o importador. O valor da letra de câmbio deve ser igual ao total de divisas registradas na fatura comercial. Contém os seguintes elementos: número, praça e datas de emissão e de vencimento; beneficiário; nome e endereço do emitente e sua assinatura; instrumento que gerou o saque Carta de crédito, Fatura comercial, etc. 20

21 Doc. 5: CONTRATO DE CÂMBIO É um instrumento firmado para troca de moedas, entre o exportador (vendedor de divisas) e um banco, autorizado pelo Banco Central do Brasil a operar com câmbio. 21

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