Importação I. Prof. Richard Allen de Alvarenga. Faculdade Católica Salesiana do Espírito Santo Comércio Exterior Prof. Me. Richard Allen de Alvarenga.

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1 Importação I Prof. Richard Allen de Alvarenga

2 Histórico Destaque no início dos anos 1990 (Era Collor) Normas específicas de controle da inflação; Criação de instrumentos de importação; Abastecimento e modernização do parque industrial; Obtenção de tecnologia do exterior; Desregulamentação de produtos que estavam suspensos; Redução da alíquota média de 35% para 20%; Alíquota de 0% nos bens de capital que não fossem produzidos no Brasil.

3 Razões para Importar Em relação às mercadorias Acesso a novas tecnologias; Escassez no mercado; Inexistência no mercado; Qualidade; Vaidade; Calamidade pública.

4 Razões para Importar Em relação às finanças Aprimoramento, conhecimento e prática de mecanismos e fontes de pagamentos internacionais; Obtenção de recursos e financiamento externos; Resultado financeiro; Instrumentos de garantia.

5 Razões para Importar Em relação ao mercado Acesso a preços de outros mercados ou concorrentes; Acesso às tendências de mercado; Contato com outras culturas e costumes; Fusões, aquisições, participações; Acesso a técnicas de vendas do exterior; Informações e participações em feiras, simpósios e eventos do segmento do mercado.

6 Razões para Importar Em relação aos serviços diretos e indiretos Ampliação e diversificação dos serviços atrelados; Surgimento de novas empresas, aumentando a oferta; Novas tecnologias de serviços à disposição de importadores; Empresas para capacitar e inserir no mercado novos importadores e profissionais qualificados.

7 Razões para Importar Em relação a governos e organismos representativos Diálogo e aproximação com empresas de produção, comércio e serviços; Defesa de interesses de empresas e da política de importação do país; Participação em eventos comerciais, técnicos e de negociações internacionais; Manifestação de idéias, críticas e sugestões sobre as diretrizes e normas de importação.

8 Estudos Prévios para Importações Custos Quanto custa o produto aqui no Brasil? A essência do custo gira em torno do preço da mercadoria ofertada, que, inclusive, poderá ser objetos de investigação antes ou mesmo depois da importação pelas autoridades brasileiras, com o intuito de coibir preços irrisórios ou fictícios que podem prejudicar a concorrência interna de fabricação no país. A carga tributaria corresponde ao maior índice de custo na importação de mercadorias, com aplicação de impostos no sistema CASCATA: Imposto de importação, IPI, ICMS, Cofins-importação e PIS-importação. Em alguns produtos temos como fruto de acordos internacionais, aplicação de sobretaxas ao valor do produto importado, denominados Direitos anti-dumping, medidas compensatórias e salvaguardas. Além dos impostos, temos as despesas operacionais derivadas da utilização e contratação de serviços conexos à importação.

9 Acordos Internacionais Mercosul, Alca, Nafta, Comunidade Européia Trazem padronizações, simplificações, redução de custos, entre outras contribuições para o comércio mundial. Os mecanismos são de benefícios uniformes para exportadores e importadores, e em nossa missão de importação destaca-se a redução de impostos na importação, portanto, menor custo na aquisição de produto estrangeiro. Cada acordo internacional traz suas regras para efetivo uso, e termos essencialmente como beneficiado o produto de origem (fabricação) e a procedência (local de saída) do país exportador para o país importador. Em termos de documento, o importador deverá receber do exportador um Certificado de Origem como instrumento comprobatório para usufruir do benefício.

10 Pagamentos Internacionais De que forma devo efetuar o pagamento? Qual a minha garantia em receber o produto? Pagamento Antecipado Remessa sem saque Cobrança documentária Carta de crédito

11 Pagamento Antecipado Antes de receber a mercadoria, o importador realiza o pagamento através de banco e, assim que o exportador recebê-lo, promove a entrega da mercadoria ao importador. Uso: geralmente nas primeiras operações, mas a performance comercial tende, com o tempo, a suprimira esse sistema. Risco: Não recebimento da mercadoria do exportador.

12 Remessa sem Saque O exportador entrega a mercadoria e envia um saque (documento do compromisso de pagamento) ao importador, para que esse se dirija ao banco e efetue o pagamento da operação. Uso: Quando há relativa ou total confiança do exportador no importador. Risco: Para o importador praticamente nulo.

13 Cobrança Documentária Semelhante à sistemática convencional de cobrança porque surge com a participação de bancos, nos locais onde o exportador entrega a mercadoria e envia uma cobrança através do seu banco para o banco no país do importador; este efetua a cobrança do importador se for à vista, ou aceitação de cobrança se for a prazo para pagamento no dia do vencimento. Uso: Quando há relativa ou total confiança do exportador no importador. Risco: Falta de recurso para o pagamento pode acarretar protesto do importador ou mesmo impedimento de receber a mercadoria.

14 Carta de Crédito O exportador só entrega a mercadoria se antes existir garantia através de crédito no banco no país do importador (ou mesmo outro país). O banco opera como fiador da operação. Após confirmado esse crédito, o exportador entrega a mercadoria e o banco efetua o pagamento e cobra do importador (pode ser à vista ou a prazo). Uso: Muito aplicado, pois o banco figura como garantidor e, portanto, é menos constrangedor que um pagamento antecipado. Risco: Não receber a mercadoria em boas condições ou fora de prazo de entrega, entre outros descumprimentos.

15 Harmonização de Mercadorias Linguagem padrão de mercadorias de uso internacional. Simplifica, mas não elimina a discriminação de mercadorias comercializadas, trazendo, portanto, dificuldades relevantes para se ter o conhecimento aprimorado do produto, o que facilita o intercâmbio comercial, bem como controles governamentais de impostos, estatísticas e documentos, entre outros. Sistema Harmonizado Códigos e designações técnicas Seção I Subposição composta Subposição Posição Capítulo SH Designação comercial Seção I animais vivos e produtores do reino animal Reprodutores de raça pura Cavalos Esp. Cavalar, asinina e muar Animais vivos

16 Termos de Comércio Internacional Estes termos têm sua origem na Câmara de Comércio Internacional; como nos pagamentos internacionais, é conhecido no mercado pelo uso dos International Commerce Terms (Incoterms), traduzida como Termos Internacionais de Comércio. Com larga aplicação, permitem suprir litígios e desavenças entre as partes, facilitando o bom fluxo de comércio internacional.

17 Transportes A modalidade de transporte a ser aplicada leva em consideração vários aspectos, tais como geográficos, características das mercadorias, manuseio, tempo de viagem, combinações de modais de transporte, custos envolvidos, entre outros. As informações e formatos, portanto formatos e conteúdos, são padronizadas mundialmente, ressaltando-se principalmente: Modelo conforme modalidade de transporte; identificação da empresa transportadora ou seu agente; exportador e importador; identificação dos volumes em quantidades e espécies objeto do transporte; valor do frete e forma de pagamento; e local de origem e destino.

18 Seguros Ressalta-se que não há obrigatoriedade da contratação de seguro na operação. Na opção do seguro é importante observar qual das partes assume a contratação deste serviço; ora poderá ser de responsabilidade do exportador, ora do importador, assumida pela definição do Incoterms. É importante destacar que o governo brasileiro possui restrições quanto ao seguro internacional faturado pelo exportador contra as importações brasileiras, ou seja, remessa ao exterior deste serviço apenas com autorização do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). Ao importador cabe o conhecimento, no mínimo básico, em relação à sistemática nacional e internacional de seguros.

19 Unitização de Cargas Esse tema diz respeito às variedades quanto a forma e material aplicados na embalagem, com o objetivo de simplificar, ajustar, reduzir, segurar, facilitar, diminuir custos, preparar, conservar produtos na cadeia logística de escoamento de mercadorias até o seu destino final.

20 Normas Administrativas Estudo e conhecimentos das regras para importação estabelecidas pelo governo através de seus organismos responsáveis pelo setor. Essas regras são ditadas respeitando-se as diretrizes, os ajustes e os compromissos internacionais assumidos pelo país junto à comunidade internacional. Leva-se em consideração: Como ser um efetivamente importador? Quais produtos podem ser ou não importados? Quais as exigências a serem cumpridas? Existem cotas para controle de entrada no país dos produtores? Quais os prazos para realização das importações? Quais exigências e procedimentos em função da origem (fabricação) e procedência (saída) dos produtos? Como se inteirar sobre a existência de custos administrativos para autorização das importação?

21 Normas Fiscais e Aduaneiras Correspondem aos estudos restritos aos impostos e procedimentos alfandegários. No Brasil, a etapa relativa a essas normas é uma das mais sofisticadas e complexas. O estudo e conhecimentos dessas normas pode ser sintetizado em: Quais impostos? Cálculos, taxas, alíquotas, formas de pagamento, incidências, isenções, etc. Quais as nomenclaturas de produtos, consultas, estatísticas, benefícios? Quais as despesas? Regras aduaneiras: representação legal, prazos, declarações, comprovações, diversidade de operações aduaneiras (convencionais, especiais e atípicas), revisões fiscais, simplificações, entre outras.

22 Normas Cambiais Correspondem às regras financeiras para pagamento das importações brasileiras Diz respeito à troca de moeda nacional pela estrangeira, que na prática é procedida através de contrato. O estudo e conhecimentos dessas normas pode ser sintetizado em: Mercado cambial brasileiro. Moedas conversíveis Taxas de câmbio e suas fases Momentos de contratações Penalidades Documentos envolvidos Transferências ao exterior

23 Contratos Internacionais Identificação das partes Exportador, importador e representante Produto descrição detalhada (pesos: líquido e bruto, por unidades e totalidade; quantidade: unidade, metro, pares, etc; embalagem: plástico, papel, etc; fabricante; origem. Da forma de entrega Incoterm; país de procedência; local de destino; volumes; transporte. Do pagamento preços; moeda de pagamento; condições de pagamento; país de aquisição. Validade da oferta prazo para aceitação ou recusa do importador da oferta com suas condições; assinatura do responsável pela oferta.

24 Administração das Importações Brasileiras OMC Organização Mundial do Comércio, organismo que atua na intermediação de compromissos entre os países membros, influenciando nas negociações e nos procedimentos das artes operantes. Lista de Concessões São listas de produtos, com concessões tarifárias para beneficiar as importações quando originadas de um país membro do Acordo. Defesa e Ataque Comercial (Importações e Exportações) O acordo internacional estabelece mecanismos para ampliação do mercado mundial, bem como punições aqueles que pratiquem concorrência desleal em âmbito internacional.

25 Mecanismos de Defesa Internacional Código anti-dumping trata-se da venda de um produto no mercado estrangeiro, quando, após se reduzirem os custos de transferência (frete, seguro, comissões e outras despesas correlatas), ficar constatado que o preço de venda externo está abaixo do preço vigente no mercado doméstico. Este mecanismo, assim como outros, diz respeito a um processo instaurado contra um fornecedor externo isoladamente (exportador/fabricante/ produtor) ou mesmo a todos os fornecedores de determinado país. Uma vez constatado dano a indústria doméstica do país importador, esta poderá determinar sobretaxas nas operações.

26 Mecanismos de Defesa Internacional Subsídios e medidas compensatórias São utilizados pelos governos para promover objetivos de políticas sociais e econômicas. Essa prática pode causar efeitos nocivos aos demais países. Nestes casos o processo terá como réu todo o segmento exportador beneficiado por uma política governamental que permita uma prática de preço internacional com efeito danoso em relação a produtores internos do país que recebe estes produtos. Constatado o dano à indústria doméstica do país importador, este poderá determinar sobretaxas nas operações, entre outras hipóteses, sobre as operações oriundas deste(s) país(es).

27 Mecanismos de Defesa Internacional Salvaguarda O termo salvaguarda significa proteção, segurança, resguardo. Se, através de uma investigação, for constatado que as importações de determinado produto aumentarem em quantidades tais, em termos absolutos ou em relação à produção nacional e em condições tais que causem ou ameacem causar prejuízo grave à indústria doméstica de bens similares ou diretamente concorrentes, será então aplicada a Medida de Salvaguarda sob a forma de restrições quantitativas (quota) no geral.

28 Referência LUDOVICO, Nelson. Logística Internacional. São Paulo: Saraiva, 2007.

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