O EXAME CRIMINOLÓGICO COMO UM INSTRUMENTO DE VIABILIZAÇÃO DE DIREITOS: UMA EXPERIÊNCIA NA PENITENCIÁRIA INDUSTRIAL DE CASCAVEL/PR

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O EXAME CRIMINOLÓGICO COMO UM INSTRUMENTO DE VIABILIZAÇÃO DE DIREITOS: UMA EXPERIÊNCIA NA PENITENCIÁRIA INDUSTRIAL DE CASCAVEL/PR"

Transcrição

1 1 O EXAME CRIMINOLÓGICO COMO UM INSTRUMENTO DE VIABILIZAÇÃO DE DIREITOS: UMA EXPERIÊNCIA NA PENITENCIÁRIA INDUSTRIAL DE CASCAVEL/PR Francielle Toscan Bogado* Thais Franzine Medina** Eixo Temático: O Serviço social e o Judiciário RESUMO: O presente trabalho tem por objetivo realizar reflexões a respeito dos instrumentais técnicos realizados pelas Assistentes Sociais da Penitenciária Industrial de Cascavel (PIC). Para tanto, a metodologia aplicada para a realização do presente trabalho foi com abordagem qualitativa, baseado aos tipos de pesquisa documental, de campo e bibliográficas. A partir da experiência prática nos anos de 2012 a 2014 foi possível constatar que o exame criminológico é um instrumental de competência do Assistente Social que exerce sua função na área de Execução Penal e que precisa adaptar a realidade de seu processo de trabalho respeitando seus deveres contidos no código de ética. PALAVRAS-CHAVE: Exame criminológico, elementos de avaliação, especificação profissional INTRODUÇÃO O presente trabalho tem por objetivo realizar reflexões a respeito dos instrumentais técnicos realizados pelas Assistentes Sociais da Penitenciária Industrial de Cascavel (PIC). É sabido que a prática profissional do Assistente Social deve ser pensada como trabalho e o exercício profissional deve ser visto como processo de trabalho, que tem como matéria prima a questão social, como meios de trabalho e conhecimento, as habilidades adquiridas pelo Assistente Social e o atendimento social na viabilização dos direitos. Levando em consideração todos os aspectos referentes ao objeto de trabalho profissional, respeitando o código de ética profissional, as Assistentes Sociais da PIC encontravam grande dificuldade em desenvolver suas atividades sem romper com o posicionamento ético e profissional que delineavam sua prática, uma vez que tinham que elaborar pareceres, exames criminológicos de sentenciados, os quais atendiam e deveriam viabilizar seu retorno a sociedade. Um processo que julgam contraditório e antagônico. Deste modo, a partir de inúmeros estudos, decidiram por criar um instrumental próprio para a realização do tão mal afamado exame criminológico.

2 UMA EXPERIÊNCIA NA PENITENCIÁRIA INDUSTRIAL DE CASCAVEL/PR: O EXAME CRIMINOLÓGICO COMO UM INSTRUMENTO DE VIABILIZAÇÃO DE DIREITOS Estabelecido pela Lei de Execução Penal (LEP), de 1984, o exame criminológico é um instrumento que pesquisa os antecedentes pessoais, familiares, sociais, psíquicos, psicológicos do condenado, para a obtenção de dados que possam revelar a sua personalidade. BITENCOURT (2004, p.488) Reiterando essa visão, os autores Valter Fernandes e Newton Fernandes (2010, p.218) enfatizam que o exame criminológico tem a missão de estudar a personalidade do criminoso, sua capacidade para o delito, a medida de sua perigosidade e, ainda, sua sensibilidade à pena e sua respectiva probabilidade de correção. Geralmente este exame é realizado por psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais do Sistema Prisional, Sendo sua principal função, demandado pelo judiciário, avaliar se o preso tem possibilidades ou não de receber a progressão de regime. Em outras palavras, parte do princípio de que esses profissionais deveriam ter a capacidade de prever se os indivíduos irão cometer outros crimes caso recebam o benefício da liberdade condicional ou regime aberto. O que é possível constatar é que a solicitação deste instrumental serve ao juízo como determinante para a tomada de decisão em referência ao pleito solicitado. Os autores Valter Fernandes e Newton Fernandes (2010, p.234) ainda explicam que é importante que no fim, o exame criminológico dê um diagnóstico, um prognóstico e a recomendação da terapia adequada em caso de situações que os profissionais entendam a necessidade de sugerir a continuidade de desenvolver um tratamento em liberdade. Na diagnose, ou seja, no diagnóstico, é necessário ter em vista o estado físico, o intelectual, psíquico, moral e social do criminoso, além disso, o histórico de sua situação econômica, profissional, familiar e comunitária, deverá ser realizada com os rigores científicos recomendáveis, para que seja possível proporcionar condições de avaliar o indivíduo que cometeu o crime. (FERNANDES & FERNANDES, 2010, p ). Em referência à prognose, tem-se no campo criminológico que é o prognóstico que abrangerá um diagnóstico inicial e a um tratamento adequado para o criminoso. A prognose criminológica compreenderá a previsão da possibilidade de recuperação àquele que cometeu um crime, necessitando da informação da

3 recuperação que poderá acontecer de uma ou de outra maneira, conforme for feito o tratamento. (FERNANDES & FERNANDES, 2010). Na junção dos mecanismos de indagação criminológica será possível retirar algumas elucidações a respeito da conduta do acusado, ajudando então na emissão do diagnóstico e do prognóstico.(fernandes & FERNANDES, 2010). Fernandes & Fernandes (2010) concluíram que o exame criminológico terá como objetivo fornecer o conhecimento sobre o homem, por meio de investigações pertinentes. O artigo 112, da LEP, foi alterado pela Lei n.º /03, antes o dispositivo dispunha que: Art A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva, com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo Juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos 1/6 (um sexto) da pena no regime anterior e seu mérito indicar a progressão. Parágrafo único. A decisão será motivada e precedida de parecer da Comissão Técnica de Classificação e do exame criminológico, quando necessário. Agora o dispositivo do artigo 112, da LEP, prevê: Art A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos um sexto da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão. 1º A decisão será sempre motivada e precedida de manifestação do Ministério Público e do defensor. 2º Idêntico procedimento será adotado na concessão de livramento condicional, indulto e comutação de penas, respeitados os prazos previstos nas normas vigentes. MARCÃO (2011) explica que, antes, para a progressão de regime, o art. 112 previa a obrigatoriedade da comprovação do mérito do condenado, sendo motivado através do parecer da Comissão Técnica e do exame criminológico quando fosse indispensável. A partir da alteração da Lei n.º /03, segundo ensinamento de Renato Marcão (2011), o mérito, como requisito subjetivo, deixou de ser exigido, bastando agora o atestado de comportamento carcerário que será firmado e confeccionado pelo diretor do presídio, não tendo mais que se discutir sobre exame criminológico obrigatório uma vez que este não é mais requisito para progressão de regime.

4 Apesar da Lei /2003, ter suprimido a obrigatoriedade do exame, muitos juízes continuaram exigindo-o como condição para a concessão de benefícios. Por essa razão, essa continuou sendo a principal prática dos profissionais que trabalham no sistema penitenciário. Deste modo, embora da Lei n.º /2003 ter retirado a obrigatoriedade do Exame Criminológico para fins de progressão de regime, como requisito subjetivo, o Supremo Tribunal Federal vem determinando de forma adversa: Entendeu-se que o aludido art.112 da LEP, em sua nova redação, admite a realização facultativa do exame criminológico, desde que fundamentada e quando necessária à avaliação do condenado e de seu mérito para a promoção a regime mais brando. (MARCÃO, 2011, p ). Tendo em vista o mesmo entendimento, tido pelo STJ, houve a criação da Súmula n.º 439 pelo Superior Tribunal de Justiça, a qual prevê que: Admite-se o exame criminológico pelas periculosidades do caso, desde que em decisão motivada (MARCÃO, 2011, p.169). Sendo assim, a Súmula n.º 439 do STJ trouxe uma inovação ao exame criminológico que antes tinha deixado de ser obrigatório com o advento da Lei n.º /03, conforme explicado acima, passando por meio desta Súmula a ser facultativo conforme as periculosidades do caso, desde que seja por decisão motivada. Já na realização do exame criminológico visando aferir o mérito para a progressão de regime em crime hediondo ou assemelhado, tem-se a Súmula Vinculante n.º 26, com a seguinte redação: Para efeito de progressão de regime no cumprimento de pena por crime hediondo, ou equiparado, o juízo da execução observará a inconstitucionalidade do art.2º da Lei n.8.072, de 25 de julho de 1990, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, ou não, os requisitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo determinar, para tal fim, de modo fundamentado, a realização de exame criminológico. (MARCÃO, 2011, p.169) Assim, nos casos de crimes hediondos também se permite que seja feita a realização de exame criminológico para fins de progressão de regime, conforme Súmula Vinculante acima exposta. Deste modo, pode-se perceber que após as inovações legislativas trazidas pela Lei n.º /03, o exame criminológico, até então obrigatório para aferir mérito do condenado, nas progressões de regime, passou a não ser mais necessário, bastando atestado de bom comportamento carcerário exarado pelo diretor do estabelecimento penal.

5 Desta feita, formou-se discussão doutrinária e jurisprudencial a respeito da realização ou não do exame criminológico, sendo entendimento, tanto do STJ quanto do STF, de que caso o magistrado esteja diante das peculiaridades inerentes a tais casos, pode requerer o exame criminológico, através de decisão motivada. Seguindo a discussão doutrinária pode-se perceber que é inquestionável que uma das competências do Assistente Social inserido no Sistema Penitenciário é a realização do exame criminológico quando solicitado pelo juiz. Importante salientar que existem diferenças em referência a atividade enquanto atribuição e competência em uma profissão. Atribuição é entendida como a atividade específica da profissão, enquanto que competência como a atividade desenvolvida em matéria de prestação dentro do órgão em que desenvolve a função e que não é especificamente da profissão. O exame criminológico é exemplo claro desta diferença pois os profissionais de Psicologia, Psiquiatria e Serviço Social são intimados a fazê-los. Assim, compete a estes profissionais realizarem o exame, porém não é atribuição específica de suas funções profissionais. Diniz (2005, p. 59) apresenta explicação sistemática acerca desses vocábulos. No que interessa a este estudo, assim ela define atribuição: Ato de conferir, ao titular de um cargo ou função pública, competência para exercer suas atividades ou poder específico para tomar conhecimento ou não de algum assunto administrativo. [...]. Poder conferido a um magistrado para presidir uma causa e decidi-la, designando os limites da jurisdição. E deste modo define competência: [...] Aptidão de uma autoridade pública para a efetivação de certos atos; b) poder conferido a um órgão ou funcionário público para o exercício de determinados atos ou para apreciar e resolver certos assuntos. É a medida da jurisdição; poder conferido ao magistrado para o exercício da jurisdição outorgada em razão da matéria, do lugar ou das pessoas. [...]. (DINIZ, 2005, p. 125) Desta forma, é de competência do Assistente Social realizar o exame criminológico quando intimado, até porque consta na Lei de Execução Penal que um dos profissionais competentes na execução deste documento é o Assistente Social. Todavia, não é encontrado com facilidade na literatura profissional modelos ou ainda direcionamentos de como elaborá-lo, o como fazer. Para Da Costa (2010) no campo da execução penal, o Serviço Social é visto como um serviço auxiliar, uma vez que compete ao assistente social apresentar informações que irão dar subsídios às decisões da autoridade judiciária criminal

6 (Juiz da VEP). Deste modo, o referencial teórico- prático da profissão teve que se adaptar à própria estrutura do sistema prisional, que é uma estrutura hierarquizada e permeada por diversas relações de poder, e que por consequência, a estrutura formada em cada unidade prisional, assim como as particularidades da realidade social em que cada uma delas está inserida, colabora para que sejam encontradas diferentes formas de atuação do Serviço Social. Desta maneira, a atuação do Assistente Social, levando-se em conta as particularidades desse campo, tem sua visão focada para o alicerce teórico do método profissional em diversas abordagens. No entanto, ponto convergente entre todos é que na prática profissional são utilizados métodos peculiares que tornam aceitável a realização do estudo social. Este representa o principal instrumental do trabalho do assistente social do sistema prisional. Deste modo, o estudo social é considerado elemento principal para a realização do exame criminológico. O estudo social pode ser definido como "o conhecimento científico das condições que concorrem cansativamente para o processo vivido pelo preso e pela família e que demonstra a particularidade de uma situação atual (SILVA, 1995 p.30) No estudo social são observados determinantes objetivos e subjetivos de uma referida situação. Assim, as condições objetivas dizem respeitos à inserção na vida prisional e relação com o delito; que análise faz das relações que estabelece entre os companheiros e o corpo funcional; quais as formas que encontrou de inserção na prisão e ocupação do tempo: religião, trabalho, estudos, atividades culturais; a reação às arbitrariedades e violência institucional; e subjetivas em como percebe o ato delituoso no seu contexto de vida e no contexto da criminalidade, como percebe as relações sociais construídas na vida, como desenvolve suas habilidades sociais. Da Costa (2010) ressalta que o estudo social passa pela investigação desvendamento da história e da privacidade das pessoas e abarca pareceres e sugestões sobre a medida social ou legal a ser adotada em cada situação. Após vários estudos e pesquisas, as Assistentes Sociais da Penitenciária Industrial de Cascavel (PIC) criou um modelo de Estudo Social embasado em instrumentais metodológicos da pesquisa qualitativa para coletar os dados a fim de realizar o exame criminológico. Para o desenvolvimento do Estudo Social são utilizadas entrevistas, observação de linguagem corporal, pesquisa documental e bibliográfica.

7 A investigação é feita para que se tenham elementos para aferição dos fatores de proteção de fatores de risco que um sentenciado apresenta. Lalonde (1974) afirma que o termo risco é, por essência, neutro e significa, simplesmente, maior chance ou maior probabilidade de um evento ocorrer. É importante, no entanto, destacarmos que um fator de risco nunca determina um comportamento nem é sua causa; aponta, apenas, que há maior chance de que o comportamento ocorra em um grupo. É, por conseguinte, uma operação matemática de comparação de probabilidades. O risco sugere, no entanto, mais uma vulnerabilidade do que a certeza de que um prejuízo ou dano vá ocorrer. Todavia, os fatores de proteção são, por sua vez, aqueles que reduzem o risco das situações ocorrerem novamente. Assim, os fatores que são avaliados pelas Assistentes Sociais da PIC e que são colhidos através dos instrumentais já referenciados são: Quadro 1 Fatores de Proteção Avaliados AVALIAÇÃO INDICADORES HISTORICO FAMILIAR GARANTIA DOS DIREITOS NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA VINCULOS AFETIVOS CONSTRUÍDOS HISTORICO ESCOLAR HISTORICO LABORAL AUSÊNCIA HISTORICO DE DEPENDENCIA QUIMICA AUSÊNCIA HISTORICO FAMILIAR CRIMINAL AUSÊNCIA ENVOLVIMENTO COM PARES DESVIANTES (CÇ/ADOL.) AUSÊNCIA ENVOLVIMENTO COM PARES DESVIANTES (ADULTO) AUSÊNCIA REINCIDENCIA CRIMINAL AUSÊNCIA EVOLUÇÃO CRIMINAL COMPORTAMENTO PRISIONAL POSTURA DE AUTO-REFLEXAO PLANOS PARA O FUTURO FONTE: BOGADO, Francielle Toscan, MEDINA, Thais Franzine FATORES DE PROTEÇÃO OTIMO BOM Quadro 2 Fatores de Risco Avaliados AVALIAÇÃO INDICADORES HISTORICO FAMILIAR DIREITOS NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA VIOLADOS AUSÊNCIA DE VINCULOS AFETIVOS DURADOUROS HISTORICO ESCOLAR REBAIXADO HISTORICO LABORAL REBAIXADO FATORES DE RISCO REGULAR RUIM

8 HISTORICO DE DEPENDENCIA QUIMICA HISTORICO FAMILIAR CRIMINAL ENVOLVIMENTO COM PARES DESVIANTES (CÇ/ADOL.) ENVOLVIMENTO COM PARES DESVIANTES (ADULTO) REINCIDENCIA CRIMINAL EVOLUÇÃO CRIMINAL COMPORTAMENTO PRISIONAL AUSÊNCIA DE POSTURA DE AUTO-REFLEXAO PLANOS PARA O FUTURO REBAIXADO FONTE: BOGADO, Francielle Toscan, MEDINA, Thais Franzine Estes fatores elencados pelo Serviço Social são avaliados levando em consideração de que não existe, evidentemente, uma regra que defina quem irá se tornar criminoso, mas há fatores de ordem psicológica e social que aumentam ou diminuem a chance de que isso venha acontecer. Nesse contexto, as escolhas feitas pela pessoa estarão sujeitas a inúmeros fatores externos e internos que, no balanço final, irão gerar uma atitude diante da decisão de cometer um crime ou não. Seguindo esta linha de raciocínio, o exame criminológico realizado irá apresentar ao juiz um relatório social com informações referentes à sua trajetória social de vida, histórico do envolvimento criminal do indivíduo, perspectivas futuras e os fatores de proteção e fatores de risco que o apenado apresenta. Vale destacar que o relatório, torna-se um documento dentro do exame criminológico e este será uma peça dentro do processo judicial, irá servir como subsidio para o benefício de livramento condicional ou de progressão de regime. (DA COSTA, 2010, (s.p)) É importante salientar que no exame criminológico não é função do Assistente Social informar se o indivíduo está apto ou não a sua progressão de regime, mas sim apresentar informações que deem ao juiz instrumentos para a sua decisão. Ao Assistente Social cabe dar o seu parecer a respeito do sentenciado, inclusive apontando sugestões de tratamento, acompanhamento, encaminhamentos caso sejam necessários. Da Costa (2010, (s.p)) No relatório, o assistente social expõe de maneira formal os dados significativos para o esclarecimento da situação e apresenta um parecer. A apresentação formal de um relatório inclui: identificação do preso história de vida, história do cárcere, descrição das informações obtidas no estudo social, perspectivas futuras e parecer técnico. À guisa de considerações finais, entendemos que ao elaborar o relatório, o assistente social precisa fazer emprego de linguagem clara e objetiva, evitando a

9 utilização de palavras com construções preconceituosas ou que possam dar margem a interpretações dúbias e ainda ter o cuidado com a banalização ou repúdio a uma prática instituída, em função das críticas que ela acaso faça jus, notadamente quando se está diretamente ligado a essas práticas enquanto trabalhadores no sistema prisional, sob o risco de ter a sensação de impotência e acabar não imprimindo ao trabalho o rumo no qual acredita. REFERÊNCIAS BITTENCOURT, Cesar. Tratado de Direito Penal: parte geral. 11. ed. São Paulo: Saraiva, DA COSTA, Newvone Ferreira. O Instrumental Técnico e a prática do Assistente Social na Penitenciaria Lemos Brito/Rj: Uma Reflexão Crítica Disponível em <http://www.webartigos.com/artigos/o-instrumental-tecnico-e-a-pratica-doassistente-social-na-penitenciaria-lemos-brito-rj-uma-reflexaocritica/50832/#ixzz3elw2ipxx>. Acesso em DINIZ, Maria Helena. Dicionário jurídico. 2. ed. São Paulo: Saraiva, CONSELHO FEDERAL DO SERVIÇOSOCIAL- CEFESS- O estudo Social em Perícias Laudos e pareceres Técnicos: Contribuição ao debate no Judiciário, Penitenciário e na Previdência Social. Cortez CÓDIGO DE ÉTICA DO SERVIÇO SOCIAL,1993.Publicado em Coletânea de Leis e Resoluções- CRESS 7ª Região. Rio de Janeiro. FÁVERO, Eunice Terezinha. Serviço Social, práticas judiciárias, poder. 2. Ed. SP:PUC/NCA, FERNANDES, Valter; FERNANDES, Newton. Criminologia Integrada. 3ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, LALONDE, M. A new perspective on the health of Canadians: a working document. Ottawa (CAN): Government of Canada, MARCÃO, Renato. Curso de Execução Penal. 9. ed. São Paulo: Saraiva, NUCCI, Guilherme de Souza. Individualização da Pena. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2005.

10 SILVA, Maria Lúcia L. da. Um novo fazer profissional. In: Programa de capacitação em Serviço Social e Política Social? módulo 4.Brasília:UNB-CEAD,2000.

PARECER DO CRESS/SP SOBRE A RESOLUÇÃO SAP 88, de 28/04/2010.

PARECER DO CRESS/SP SOBRE A RESOLUÇÃO SAP 88, de 28/04/2010. 1/7 CONSIDERANDO a Lei de Execução Penal 7.210/1984, a partir da redação em vigor dada pela Lei 10.792/2003, especificamente no que diz respeito ao Exame Criminológico; CONSIDERANDO a Súmula Vinculante

Leia mais

O instrumental técnico e a prática do assistente social na penitenciaria lemos brito/rj: uma reflexão crítica Newvone Ferreira da Costa

O instrumental técnico e a prática do assistente social na penitenciaria lemos brito/rj: uma reflexão crítica Newvone Ferreira da Costa Introduccíon O instrumental técnico e a prática do assistente social na penitenciaria lemos brito/rj: uma reflexão crítica Newvone Ferreira da Costa El trabajo social y lãs manisfestaciones de La cuestión

Leia mais

REGULALMENTO DO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA DO CURSO DE DIREITO DA FACULDADE DE PRESIDENTE PRUDENTE

REGULALMENTO DO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA DO CURSO DE DIREITO DA FACULDADE DE PRESIDENTE PRUDENTE 1 REGULALMENTO DO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA DO CURSO DE DIREITO DA FACULDADE DE PRESIDENTE PRUDENTE CAPÍTULO I DA FINALIDADE Artigo 1º O Núcleo de Prática Jurídica é órgão destinado a coordenar, executar

Leia mais

I CONGRESSO BRASILEIRO DE EXECUÇÃO DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS

I CONGRESSO BRASILEIRO DE EXECUÇÃO DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS I CONGRESSO BRASILEIRO DE EXECUÇÃO DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS CARTA DE CURITIBA Os participantes do I CONGRESSO BRASILEIRO DE EXECUÇÃO DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS, realizado em Curitiba PR, de

Leia mais

A progressão de regime e o exame criminológico à luz da Súmula Vinculante 26 e Súmula 439 do STJ

A progressão de regime e o exame criminológico à luz da Súmula Vinculante 26 e Súmula 439 do STJ A progressão de regime e o exame criminológico à luz da Súmula Vinculante 26 e Súmula 439 do STJ Irving Marc Shikasho Nagima Bacharel em Direito. Especialista em Direito Criminal. Advogado Criminalista

Leia mais

TRABALHO CARTILHA DO REEDUCANDO

TRABALHO CARTILHA DO REEDUCANDO TRABALHO VOLTA AO CRIME CARTILHA DO REEDUCANDO CARTILHA DO REEDUCANDO ÍNDICE Introdução...5 Deveres...6 Direitos...7 Disciplina...10 Sanções...11 Formulário para Habeas Corpus...12 Petição Simplificada...13

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ AULA IX DIREITO PENAL II TEMA: MEDIDA DE SEGURANÇA E REABILITAÇÃO PROFª: PAOLA JULIEN O. SANTOS MEDIDA DE SEGURANÇA 1. Conceito: sanção penal imposta pelo Estado, na execução de uma sentença, cuja finalidade

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 6.858, DE 2010 (Do Sr. Marcelo Itagiba)

PROJETO DE LEI N.º 6.858, DE 2010 (Do Sr. Marcelo Itagiba) CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI N.º 6.858, DE 2010 (Do Sr. Marcelo Itagiba) Altera a Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984, Lei de Execução Penal, para criar comissão técnica independente da administração

Leia mais

ENUNCIADOS. Suspensão Condicional do Processo. Lei Maria da Penha e Contravenções Penais

ENUNCIADOS. Suspensão Condicional do Processo. Lei Maria da Penha e Contravenções Penais ENUNCIADOS Suspensão Condicional do Processo Enunciado nº 01 (001/2011): Nos casos de crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher não se aplica a suspensão condicional do processo. (Aprovado

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010.

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. Dispõe sobre a divulgação de dados processuais eletrônicos na rede mundial de computadores, expedição de certidões judiciais e dá outras providências. O PRESIDENTE DO CONSELHO

Leia mais

Princípios norteadores

Princípios norteadores Princípios norteadores A Associação pela Reforma Prisional, Conectas Direitos Humanos, Instituto dos Defensores de Direitos Humanos, Instituto Sou da Paz, Instituto Terra, Trabalho e Cidadania, Instituto

Leia mais

A Lei 605/49, no artigo12, parágrafos 1º e 2º, dispõe sobre as formas de. Constituem motivos justificados:

A Lei 605/49, no artigo12, parágrafos 1º e 2º, dispõe sobre as formas de. Constituem motivos justificados: Abono de faltas e a acreditação na avaliação médica. A Lei 605/49, no artigo12, parágrafos 1º e 2º, dispõe sobre as formas de abono de faltas mediante atestado médico: Constituem motivos justificados:

Leia mais

Re s p o n s a b i l i z a ç ã o e

Re s p o n s a b i l i z a ç ã o e Anexo II Di r e t r i z e s Ge r a i s d o s Se rv i ç o s d e Re s p o n s a b i l i z a ç ã o e Educação do Agressor SERVIÇO DE RESPONSABILIZAÇÃO E EDUCAÇÃO DO AGRESSOR Ap r e s e n ta ç ã o A presente

Leia mais

A PRISÃO DO DIREITO PENAL. Aurélio Wander Bastos

A PRISÃO DO DIREITO PENAL. Aurélio Wander Bastos A PRISÃO DO DIREITO PENAL Aurélio Wander Bastos O moderno Direito Penal Brasileiro tem evoluído em três grandes linhas teóricas: a do Direito Penal Comum, que trata principalmente da criminalidade comum;

Leia mais

Audit Medel Portugal. Questionário. Magistratura Judicial: 1- Os juízes são independentes?

Audit Medel Portugal. Questionário. Magistratura Judicial: 1- Os juízes são independentes? Audit Medel Portugal Tendo em vista adoptar procedimentos de trabalho que viabilizem a obtenção, no tempo disponível e necessariamente limitado em que vai decorrer a visita dos auditores internacionais,

Leia mais

Súmulas em matéria penal e processual penal.

Súmulas em matéria penal e processual penal. Vinculantes (penal e processual penal): Súmula Vinculante 5 A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. Súmula Vinculante 9 O disposto no artigo

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL PEÇA PROFISSIONAL Petição inicial: Queixa-crime. Endereçamento: Vara Criminal da Comarca de São Paulo SP. Vara criminal comum, visto que as penas máximas abstratas, somadas, ultrapassam dois anos. Como

Leia mais

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS ALESSANDRO CABRAL E SILVA COELHO - alessandrocoelho@jcbranco.adv.br JOSÉ CARLOS BRANCO JUNIOR - jcbrancoj@jcbranco.adv.br Palavras-chave: crime único Resumo O presente

Leia mais

Gestão Ampliações Das lutas Coletivas à Emancipação

Gestão Ampliações Das lutas Coletivas à Emancipação NOTA sobre atribuições do cargo de Analista de Assistência e Desenvolvimento Social/Serviço Social contido no PL 312/2014 da Prefeitura Municipal de São Paulo. O CRESS/SP - 9º Região vem a público informar

Leia mais

CURSO DE MONITOR DA SOCIAL CARCERÁRIA FASE 01/04

CURSO DE MONITOR DA SOCIAL CARCERÁRIA FASE 01/04 CURSO DE MONITOR DA SOCIAL CARCERÁRIA FASE 01/04 PROGREESSÃO DE REGIME PRISIONAL www.socialcarceraria.org.br lealdade profissionalismo justiça e liberdade ORIENTAÇÃO PEDIDO DE A TESTADO DE PERMANÊNCIA

Leia mais

A EMPRESA PODE EXIGIR CID NO ATESTADO? Factor9.com.br

A EMPRESA PODE EXIGIR CID NO ATESTADO? Factor9.com.br 2014 A EMPRESA PODE EXIGIR CID NO ATESTADO? Factor9.com.br 1 A EMPRESA PODE EXIGIR CID NO ATESTADO? Pergunta: A EMPRESA PODE EXIGIR CID NO ATESTADO? Por Eduardo Varela Consultor da Factor9.com.br Março

Leia mais

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL 1 PROCESSO PENAL PROCESSO PENAL PONTO 1: Princípios dos Juizados Especiais Criminais PONTO 2: Objetivos PONTO 3: Competência PONTO 4: Fase Policial PONTO 5: Fase Judicial PONTO 6: Recursos PONTO 7: Atos

Leia mais

DIREITOS HUMANOS, FEMINISMO E POLÍTICAS PÚBLICAS DE GÊNERO: APLICABILIDADE DA LEI Nº 11.340/06 EM CAMPINA GRANDE/PB

DIREITOS HUMANOS, FEMINISMO E POLÍTICAS PÚBLICAS DE GÊNERO: APLICABILIDADE DA LEI Nº 11.340/06 EM CAMPINA GRANDE/PB DIREITOS HUMANOS, FEMINISMO E POLÍTICAS PÚBLICAS DE GÊNERO: APLICABILIDADE DA LEI Nº 11.340/06 EM CAMPINA GRANDE/PB (ASFORA, R. V. S.) - Raphaella Viana Silva Asfora/Autora ¹ Escola Superior da Magistratura

Leia mais

CARTA DE BRASÍLIA I ENCONTRO NACIONAL DOS CONSELHOS DA COMUNIDADE Brasília 6 e 7 dezembro de 2012

CARTA DE BRASÍLIA I ENCONTRO NACIONAL DOS CONSELHOS DA COMUNIDADE Brasília 6 e 7 dezembro de 2012 CARTA DE BRASÍLIA I ENCONTRO NACIONAL DOS CONSELHOS DA COMUNIDADE Brasília 6 e 7 dezembro de 2012 Os participantes do I ENCONTRO NACIONAL DOS CONSELHOS DA COMUNIDADE, representantes de Conselhos da Comunidade

Leia mais

CONFEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL CONDSEF

CONFEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL CONDSEF Nota Técnica AJN/CONDSEF n. 07/2011 CONDSEF. Possibilidade de conversão de tempo de serviço prestado em condições especiais em tempo de serviço comum após o advento da Medida Provisória n. 1.663, posteriormente

Leia mais

Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990

Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990 Sumário Prefácio... 11 Apresentação dos autores... 13 Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990 1. Para entender a lei... 26 2. Aspectos gerais... 28 2.1 Fundamento constitucional... 28 2.2 A Lei dos

Leia mais

II FONACRIM ENUNCIADOS

II FONACRIM ENUNCIADOS II FONACRIM ENUNCIADOS 1. Nos crimes tributários, o parâmetro objetivo para aplicação da insignificância penal excluídas as condutas fraudulentas é o valor do credito tributário (principal e acessório)

Leia mais

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR ELBERT DA CRUZ HEUSELER Mestre em Direito da Administração Pública Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais Pós Graduado em Estratégia e Relações Internacionais Especialista em Globalização e Brasil

Leia mais

Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores

Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE POLÍTICAS PARA MULHERES SECRETRIA DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores

Leia mais

Associação de Proteção e Assistência aos condenados. Criação e Implantação nos Municípios

Associação de Proteção e Assistência aos condenados. Criação e Implantação nos Municípios Associação de Proteção e Assistência aos condenados Criação e Implantação nos Municípios O Método APAC O que é? A APAC é uma entidade civil de Direito Privado, com personalidade jurídica própria, destinada

Leia mais

No dia 29 de março de 2007, entrou em vigor a lei nº 11.464/07 que alterou a redação do artigo 2º, da lei nº 8.072, de 28 de julho de 1990.

No dia 29 de março de 2007, entrou em vigor a lei nº 11.464/07 que alterou a redação do artigo 2º, da lei nº 8.072, de 28 de julho de 1990. A NOVA DISCIPLINA DA PROGRESSÃO DE REGIME TRAZIDA PELA LEI Nº 11.464/07. MAURICIO MAGNUS FERREIRA JUIZ DE DIREITO DO TJ/RJ No dia 29 de março de 2007, entrou em vigor a lei nº 11.464/07 que alterou a redação

Leia mais

VALTER KENJI ISHIDA ... PRATICA ]URIDICA DE EXECUÇAO PENAL INCLUINDO (RERMISSÃO

VALTER KENJI ISHIDA ... PRATICA ]URIDICA DE EXECUÇAO PENAL INCLUINDO (RERMISSÃO VALTER KENJI ISHIDA ~...... PRATICA ]URIDICA DE - EXECUÇAO PENAL INCLUINDO (RERMISSÃO Sumário Abreviaturas, xiii Abreviaturas típicas da execução penal, xv Prefácio, xvii Nota do autor à 1 ~ edição, xix

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO N.º 13, DE 02 DE OUTUBRO DE 2006. (Alterada pela Res. 111/2014) Regulamenta o art. 8º da Lei Complementar 75/93 e o art. 26 da Lei n.º 8.625/93, disciplinando, no âmbito do Ministério Público,

Leia mais

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador WALDEMIR MOKA I RELATÓRIO

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador WALDEMIR MOKA I RELATÓRIO PARECER Nº, DE 2015 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS, em decisão terminativa, sobre o Projeto de Lei da Câmara nº 44, de 2012 (Projeto de Lei nº 4.097, de 2004, na Casa de origem), do Deputado Zenaldo Coutinho,

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL ENUNCIADO Gilberto, quando primário, apesar de portador de maus antecedentes, praticou um crime de roubo simples, pois, quando tinha 20 anos de idade, subtraiu de

Leia mais

O suspeito, o acusado e o condenado frente aos direitos humanos fundamentais

O suspeito, o acusado e o condenado frente aos direitos humanos fundamentais Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Departamento VI Direitos Difusos e Coletivos Programa de Ensino - Núcleo de Prática Jurídica - 2016 Professor: Plínio Antônio Britto Gentil O suspeito, o acusado

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE PSICOLOGIA Ementário/abordagem temática/bibliografia básica (3) e complementar (5) Morfofisiologia e Comportamento Humano Ementa: Estudo anátomo funcional

Leia mais

A indicação de afastamento do trabalho e de aposentadoria tornou-se

A indicação de afastamento do trabalho e de aposentadoria tornou-se EDITORIAL DO CFM Sex, 08 de Maio de 2009 Ato Médico Pericial: Implicações Éticas e Legais A indicação de afastamento do trabalho e de aposentadoria tornou-se tarefa de peritos e de juntas médico-periciais

Leia mais

O Novo Regime das Medidas Cautelares no Processo Penal

O Novo Regime das Medidas Cautelares no Processo Penal 202 O Novo Regime das Medidas Cautelares no Processo Penal Juliana Andrade Barichello 1 O objetivo deste trabalho é discorrer sobre os principais pontos das palestras, enfatizando a importância das alterações

Leia mais

A Gerência do Projeto

A Gerência do Projeto A Gerência do Projeto O projeto é coordenado pela Comissão de Tecnologia da Informação e Infraestrutura do Conselho Nacional de Justiça, presidida pelo Ministro Cezar Peluso e integrada também pelos conselheiros

Leia mais

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS PAPÉIS E COMPETÊNCIAS O SERVIÇO PSICOSSOCIAL NO CREAS... O atendimento psicossocial no serviço é efetuar e garantir o atendimento especializado (brasil,2006). Os profissionais envolvidos no atendimento

Leia mais

LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990

LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990 LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: LEI DOS CRIMES HEDIONDOS Dispõe sobre os crimes hediondos, nos termos do art. 5º, inciso XLIII, da Constituição Federal, e determina outras

Leia mais

MUTIRÃO CARCERÁRIO Plano do Projeto

MUTIRÃO CARCERÁRIO Plano do Projeto 1. Introdução O projeto do Mutirão Carcerário, iniciado pelo Conselho Nacional de Justiça em agosto de 2008 a partir da vigência da Resolução Conjunta nº 01/2009 do CNJ/CNMP e Resolução nº 89/2009 do CNJ,

Leia mais

CRESS / 7ª Região Conselho Regional de Serviço Social RJ

CRESS / 7ª Região Conselho Regional de Serviço Social RJ OFÍCIO /CRESS/SEC/Nº 0535/2013 Rio de Janeiro, 20 de setembro de 2013 De: Conselho Regional de Serviço Social 7ª Região À Comissão de Juristas com a finalidade de realizar estudos e propor atualização

Leia mais

LEI Nº 3.612, DE 13/09/2012.

LEI Nº 3.612, DE 13/09/2012. LEI Nº 3.612, DE 13/09/2012. DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DO PROGRAMA FAMÍLIA ACOLHEDORA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. O PREFEITO MUNICIPAL DE ARACRUZ, ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES LEGAIS,

Leia mais

GERÊNCIA EXECUTIVA DO INSS EM MACEIÓ CONSELHO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RECOMENDAÇÃO Nº 02, DE 02 DE MARÇO DE 2005

GERÊNCIA EXECUTIVA DO INSS EM MACEIÓ CONSELHO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RECOMENDAÇÃO Nº 02, DE 02 DE MARÇO DE 2005 GERÊNCIA EXECUTIVA DO INSS EM MACEIÓ CONSELHO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RECOMENDAÇÃO Nº 02, DE 02 DE MARÇO DE 2005 O Plenário do Conselho de Previdência Social em sua 6ª Reunião Ordinária, realizada em 02/03/2005,

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO DESEMBARGADOR COORDENADOR DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE

EXCELENTÍSSIMO DESEMBARGADOR COORDENADOR DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE EXCELENTÍSSIMO DESEMBARGADOR COORDENADOR DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE ATENDIMENTO A CRIANÇAS E ADOLESCENTES USUÁRIOS DE DROGAS ENCAMINHAMENTOS DECORRENTES DE SEMINÁRIO ORGANIZADO PELA COORDENADORIA DA INFÂNCIA

Leia mais

CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013

CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013 CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013 Dispõe sobre as atribuições da Coordenação de Atendimento ao Preso Provisório da Defensoria Pública da Capital e dá outras providências.

Leia mais

PRÁTICA DA ADVOCACIA EM DISTRITO POLICIAL (04/05/2013-1. O

PRÁTICA DA ADVOCACIA EM DISTRITO POLICIAL (04/05/2013-1. O PRÁTICA DA ADVOCACIA EM DISTRITO POLICIAL (04/05/2013 - Dr. Reynaldo Fransozo Cardoso) 8h30m às 13h30m 1. O Inquérito Policial. (arts. 4º ao 23º do Código de Processo Penal) 1.1. Formalidades para instauração

Leia mais

LEI Nº. 1917 LEI. Art. 2º. O Programa será vinculado ao Departamento Municipal de Ação Social e tem por objetivos:

LEI Nº. 1917 LEI. Art. 2º. O Programa será vinculado ao Departamento Municipal de Ação Social e tem por objetivos: LEI Nº. 1917 SÚMULA: Institui o Programa de Guarda Subsidiada de Crianças e Adolescentes, denominado "Programa Família Acolhedora e dá outras providências. A Câmara Municipal de Palmas, Estado do Paraná,

Leia mais

AS VANTAGENS DA APLICAÇÃO DE PENAS ALTERNATIVAS

AS VANTAGENS DA APLICAÇÃO DE PENAS ALTERNATIVAS AS VANTAGENS DA APLICAÇÃO DE PENAS ALTERNATIVAS Camila Silvia Martinez Perbone 30* As penalidades, desde os primórdios da civilização, sempre tiveram a finalidade de punir de modo severo, apenas para restabelecer

Leia mais

LEI N.º 10/91 ESTATUTO DOS MAGISTRADOS CAPÍTULO I ESTATUTO. Artigo l.º

LEI N.º 10/91 ESTATUTO DOS MAGISTRADOS CAPÍTULO I ESTATUTO. Artigo l.º LEI N.º 10/91 A Assembleia Nacional no uso das atribuições que lhe são conferidas ao abrigo da alínea d) do artigo 87º. Da Constituição, aprova a seguinte Lei: ESTATUTO DOS MAGISTRADOS CAPÍTULO I ESTATUTO

Leia mais

CDJA: UM NOVO CAMPO DE ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL NO TJDFT Thaís Botelho Corrêa 1

CDJA: UM NOVO CAMPO DE ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL NO TJDFT Thaís Botelho Corrêa 1 CDJA: UM NOVO CAMPO DE ESTÁGIO EM SERVIÇO SOCIAL NO TJDFT Thaís Botelho Corrêa 1 O estágio supervisionado é o momento reservado para o aluno de graduação experimentar e exercitar a prática profissional

Leia mais

Carta de Serviços aos Cidadãos

Carta de Serviços aos Cidadãos Carta de Serviços aos Cidadãos Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul: a cada dia mais próximo da comunidade www.tre-jus.br O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul é um órgão do Poder

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br O Estatuto do idoso em Benefício do Réu. Roberto Dantes Schuman de Paula * DA NOVATIO LEGIS IN PEJUS Em outubro de 2003 a ordem jurídica foi inovada com o advento da lei 10741/03,

Leia mais

A PERÍCIA INDIRETA. Uma alternativa na regulação de benefícios em seguros de pessoas?

A PERÍCIA INDIRETA. Uma alternativa na regulação de benefícios em seguros de pessoas? A PERÍCIA INDIRETA. Uma alternativa na regulação de benefícios em seguros de pessoas? A consultoria médico-legal e as perícias em seguros de pessoas revestem-se de grande importância na regulação dos benefícios

Leia mais

Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes

Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes INTRODUÇÃO O direito à protecção da saúde está consagrado na Constituição da República Portuguesa, e assenta num conjunto de valores fundamentais como a dignidade

Leia mais

APRESENTAÇÃO erapêutica

APRESENTAÇÃO erapêutica erapêutica Justiça APRESENTAÇÃO No Brasil, a proposta de cumprimento da legislação penal de forma harmônica, com medidas sociais e de tratamento às pessoas que praticam crimes, nos quais o elemento droga

Leia mais

PORTARIA TRT 18ª GP/DG/SGPe Nº 066/2011 Dispõe sobre a estrutura da Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região e dá outras

PORTARIA TRT 18ª GP/DG/SGPe Nº 066/2011 Dispõe sobre a estrutura da Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região e dá outras PORTARIA TRT 18ª GP/DG/SGPe Nº 066/2011 Dispõe sobre a estrutura da Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região e dá outras providências. O DESEMBARGADOR-PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL

Leia mais

CRIME CONTINUADO EM HOMICÍDIOS. César Dario Mariano da Silva 8º PJ do II Tribunal do Júri de São Paulo

CRIME CONTINUADO EM HOMICÍDIOS. César Dario Mariano da Silva 8º PJ do II Tribunal do Júri de São Paulo CRIME CONTINUADO EM HOMICÍDIOS César Dario Mariano da Silva 8º PJ do II Tribunal do Júri de São Paulo A figura do crime continuado surgiu na antigüidade por razões humanitárias, a fim de que fosse evitada

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE MATO GROSSO

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE MATO GROSSO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 PARECER CONSULTA CRM-MT Nº 33/2011 INTERESSADA: Dra V. da C. R. F. Perita Médica Precidenciária/SST/MOB

Leia mais

COMUNICADO SINDICÂNCIA DE VIDA PREGRESSA ESCLARECIMENTOS DA BANCA EXAMINADORA.

COMUNICADO SINDICÂNCIA DE VIDA PREGRESSA ESCLARECIMENTOS DA BANCA EXAMINADORA. COMUNICADO SINDICÂNCIA DE VIDA PREGRESSA ESCLARECIMENTOS DA BANCA EXAMINADORA. Referências: Edital Bacen Analista n o 1 e Edital Bacen Técnico n o 1, ambos de 18 de novembro de 2009 Itens 14 e 12, respectivamente.

Leia mais

PARTE EXPOSITIVA. SGAS 915 Lote 72 CEP: 70390-150 Brasília-DF FONE: (61) 3445 5900 FAX: (61) 3346 0231 http://www.portalmedico.org.

PARTE EXPOSITIVA. SGAS 915 Lote 72 CEP: 70390-150 Brasília-DF FONE: (61) 3445 5900 FAX: (61) 3346 0231 http://www.portalmedico.org. PROCESSO-CONSULTA CFM nº 9.936/10 PARECER CFM nº 15/12 INTERESSADO: INSS Instituto Nacional do Seguro Social ASSUNTO: Registro e comunicação de afastamento e/ou substituição de diretor técnico e clínico

Leia mais

Médicos Peritos e Médicos do Trabalho tem dificuldade para se entenderem. Como fazer para resolver o problema?

Médicos Peritos e Médicos do Trabalho tem dificuldade para se entenderem. Como fazer para resolver o problema? Médicos Peritos e Médicos do Trabalho tem dificuldade para se entenderem. Como fazer para resolver o problema? Saber é poder definir. Quando duas pessoas discutem, devem saber primeiro sobre o que discutem.

Leia mais

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CRÉDITO: 03

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CRÉDITO: 03 1. IDENTIFICAÇÃO PERÍODO: 4 CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CRÉDITO: 03 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 45 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO PENAL I I (2ª PARTE TEORIA DA PENA) NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA Das Penas:

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Gilberto, quando primário, apesar de portador de maus antecedentes, praticou um crime de roubo simples, pois, quando tinha 20 anos de idade, subtraiu de Renata, mediante

Leia mais

PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA

PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA 1. Criar o Fórum Metropolitano de Segurança Pública Reunir periodicamente os prefeitos dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo para discutir, propor,

Leia mais

DIREITO PENAL APLICAÇÃO DA LEI PENAL

DIREITO PENAL APLICAÇÃO DA LEI PENAL DIREITO PENAL APLICAÇÃO DA LEI PENAL Súmula 711: A Lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência.

Leia mais

XX JORNADA JURÍDICA ACADÊMICA DO CURSO DE DIREITO

XX JORNADA JURÍDICA ACADÊMICA DO CURSO DE DIREITO Estado, Direito Penal e Segurança Pública: perspectivas para o controle social São Luís/MA, 29 a 31 de outubro de 2013 Hotel Luzeiros. CAPITULO I - Das disposições gerais REGULAMENTO DA II MOSTRA CIENTÍFICA

Leia mais

Síntese da Cooperação Bilateral com São Tomé e Príncipe na área da Justiça

Síntese da Cooperação Bilateral com São Tomé e Príncipe na área da Justiça Síntese da Cooperação Bilateral com São Tomé e Príncipe na área da Justiça Fevereiro 2015 SÍNTESE DA COOPERAÇÃO BILATERAL COM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE NA ÁREA DA JUSTIÇA O Ministério da Justiça tem apoiado,

Leia mais

Regulamento Estágio Curricular Obrigatório

Regulamento Estágio Curricular Obrigatório Regulamento Estágio Curricular Obrigatório CST em Fabricação Mecânica CST em Gestão de Recursos Humanos CST em Mecatrônica Industrial 1 CAPÍTULO I DA JUSTIFICATIVA E FINALIDADES Art. 1º - O programa de

Leia mais

Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Direito PLANO DE ENSINO

Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Direito PLANO DE ENSINO Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Direito PLANO DE ENSINO 1) Identificação Disciplina Direito Penal II - NOTURNO Carga horária

Leia mais

Encontro das Instituições: Potencializando Parcerias

Encontro das Instituições: Potencializando Parcerias ÁREA TEMÁTICA: DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA Encontro das Instituições: Potencializando Parcerias Gisele Alves de Sá Quimelli Rosiane Henneberg Roseni Marconato Pinto Thalita Arnaud de Souza Camila Silva

Leia mais

MANUAL PRÁTICO DE ROTINAS DAS VARAS CRIMINAIS PROCESSO DE EXECUÇÃO PENAL

MANUAL PRÁTICO DE ROTINAS DAS VARAS CRIMINAIS PROCESSO DE EXECUÇÃO PENAL MANUAL PRÁTICO DE ROTINAS DAS VARAS CRIMINAIS PROCESSO DE EXECUÇÃO PENAL Autores: Henrique Baltazar Vilar dos Santos Fábio José Guedes de Sousa Sumário: 1. Início do processo:... 2 a. Recebimento de Processo

Leia mais

ORIENTAÇÃO TÉCNICA Nº 01/2013

ORIENTAÇÃO TÉCNICA Nº 01/2013 ORIENTAÇÃO TÉCNICA Nº 01/2013 Ementa: Realização de estudo socioeconômico para a concessão de benefícios eventuais e outros benefícios sociais. A presente Orientação Técnica tem por objetivo responder

Leia mais

PARECER CREMEC Nº 26/2010 10/09/2010

PARECER CREMEC Nº 26/2010 10/09/2010 PARECER CREMEC Nº 26/2010 10/09/2010 PROCESSO-CONSULTA Protocolo CREMEC nº 2041/10 INTERESSADO: Dr. Kleiber Marciano Lima Bomfim CRM 7084 ASSUNTO: Competência para a emissão do relatório de alta definitiva

Leia mais

Escrito por Administrator Ter, 13 de Setembro de 2011 13:23 - Última atualização Ter, 13 de Setembro de 2011 16:22

Escrito por Administrator Ter, 13 de Setembro de 2011 13:23 - Última atualização Ter, 13 de Setembro de 2011 16:22 Proteção Internacional de Direitos Humanos Coordenação: Profa. Dra. Cristina Figueiredo Terezo Resumo O pioneiro projeto de extensão visa capacitar os discentes para acionar a jurisdição do Sistema Interamericano

Leia mais

REGIME PRISIONAL FECHADO NO DELITO DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. Autor: Fábio Soares Valera. Promotor de Justiça. Comarca de Araxá.

REGIME PRISIONAL FECHADO NO DELITO DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. Autor: Fábio Soares Valera. Promotor de Justiça. Comarca de Araxá. REGIME PRISIONAL FECHADO NO DELITO DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. Autor: Fábio Soares Valera. Promotor de Justiça. Comarca de Araxá. Em sede do julgamento do habeas corpus n. 97.256/RS, o Supremo Tribunal

Leia mais

1. IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DA DISCIPLINA: D-52 PERÍODO: 9 CRÉDITO: 04 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO CIVIL VII NOME DO CURSO: DIREITO 2.

1. IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DA DISCIPLINA: D-52 PERÍODO: 9 CRÉDITO: 04 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO CIVIL VII NOME DO CURSO: DIREITO 2. 1. IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DA DISCIPLINA: D-52 PERÍODO: 9 CRÉDITO: 04 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO CIVIL VII NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 Responsabilidade

Leia mais

COMISSÃO DE ORIENTAÇÃO E FISCALIZAÇÃO ORIENTAÇÂO Nº 4

COMISSÃO DE ORIENTAÇÃO E FISCALIZAÇÃO ORIENTAÇÂO Nº 4 COMISSÃO DE ORIENTAÇÃO E FISCALIZAÇÃO ORIENTAÇÂO Nº 4 Dispõe sobre a Nomeação de Assistentes Sociais na qualidade de Peritos Judiciais Reportamo-nos aos Encontros realizados pela Justiça Federal subsecção

Leia mais

A Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, em sessão extraordinária,

A Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, em sessão extraordinária, DELIBERAÇÃO N. 01/2013 SEÇÃO CRIMINAL Disciplina e informa o procedimento a ser adotado no âmbito das Câmaras Criminais e Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, e orienta a

Leia mais

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CRÉDITO: 04 NOME DA DISCIPLINA: TEORIA GERAL DO PROCESSO NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CRÉDITO: 04 NOME DA DISCIPLINA: TEORIA GERAL DO PROCESSO NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA 1. IDENTIFICAÇÃO PERÍODO: 3 CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CRÉDITO: 04 NOME DA DISCIPLINA: TEORIA GERAL DO PROCESSO NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 Noções introdutórias e históricas.

Leia mais

Disciplina: PERÍCIA CONTÁBIL

Disciplina: PERÍCIA CONTÁBIL Disciplina: PERÍCIA CONTÁBIL 1 Prof. Fábio Ibanhez Bertuchi PROF. FÁBIO IBANHEZ BERTUCHI E-MAIL: FABIOBERTUCHI@UNITOLEDO.BR FORMAÇÃO ACADÊMICA: - Pós Graduado em Perícia Contábil e Auditoria (UEL-PR) -

Leia mais

ESCOLA NACIONAL DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE MAGISTRADOS ENFAM FUNDAMENTAÇÃO CONSTITUCIONAL

ESCOLA NACIONAL DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE MAGISTRADOS ENFAM FUNDAMENTAÇÃO CONSTITUCIONAL 1 ESCOLA NACIONAL DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE MAGISTRADOS ENFAM FUNDAMENTAÇÃO CONSTITUCIONAL No tocante à composição e gestão da Enfam (art. 105, parágrafo único, I): Funcionarão junto ao Superior

Leia mais

REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO DE PRÁTICA JURÍDICA DO CURSO DE DIREITO DO CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON PAIVA

REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO DE PRÁTICA JURÍDICA DO CURSO DE DIREITO DO CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON PAIVA REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO DE PRÁTICA JURÍDICA DO CURSO DE DIREITO DO CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON PAIVA Art. 1º - O Estágio Supervisionado obrigatório tem por finalidade ministrar a prática

Leia mais

Roteiro de Teses Defensivas OAB 2ª Fase Penal Vega Cursos Jurídicos

Roteiro de Teses Defensivas OAB 2ª Fase Penal Vega Cursos Jurídicos Roteiro de Teses Defensivas OAB 2ª Fase Penal Vega Cursos Jurídicos Prof. Sandro Caldeira Prezado(a) aluno(a), Na nossa primeira aula abordamos um roteiro de teses defensivas que iremos treinar durante

Leia mais

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA RESOLUÇÃO CFM nº 1.488/1998 (Publicada no D.O.U.,de 06 março 1998, Seção I, pg.150 ) Modificada pela Resolução CFM n. 1.810/2006 Modificada pela Resolução CFM nº 1.940/2010

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM NOME DO ALUNO A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA DENTRO DO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO

FACULDADE DE DIREITO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM NOME DO ALUNO A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA DENTRO DO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO FACULDADE DE DIREITO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM NOME DO ALUNO A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA DENTRO DO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM 2010 NOME DO ALUNO A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA

Leia mais

SUSPENSÃO DO PROCESSO NO DIREITO PENAL TRIBUTÁRIO PORTUGUÊS

SUSPENSÃO DO PROCESSO NO DIREITO PENAL TRIBUTÁRIO PORTUGUÊS SUSPENSÃO DO PROCESSO NO DIREITO PENAL TRIBUTÁRIO PORTUGUÊS No Processo Penal Português está plasmado o princípio da suficiência daquele, o qual, nos termos do disposto no artigo 7.º, n.º 1, CPP, prevê

Leia mais

RONY VAINZOF rony@opiceblum.com.br

RONY VAINZOF rony@opiceblum.com.br RONY VAINZOF rony@opiceblum.com.br 1 A INTERNET NÃO É UM MUNDO SEM LEIS!!! 11/7/2014 2 INVASÃO FÍSICA OU ELETRÔNICA? X X 11/7/2014 3 Lei 12.737/12 CRIME DE INVASÃO Violação de domicílio Pena - detenção,

Leia mais

ARTIGO 14 da Lei nº 6368/76: CRIME HEDIONDO!

ARTIGO 14 da Lei nº 6368/76: CRIME HEDIONDO! ARTIGO 14 da Lei nº 6368/76: CRIME HEDIONDO! ELIANE ALFRADIQUE O artigo 14 da Lei nº 6.368/76 tem causado certa dificuldade em sua aplicação prática. O enunciado do artigo em questão, tipifica a associação

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO Nº 25, DE 03 DE DEZEMBRO DE 2007.

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO Nº 25, DE 03 DE DEZEMBRO DE 2007. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO Nº 25, DE 03 DE DEZEMBRO DE 2007. Cria o Núcleo de Ação Estratégica NAE, altera dispositivos da Resolução n. 12, de 2006, e dá outras providências. O CONSELHO

Leia mais

PARECER APROVADO PELO PLENO DO CFESS EM 09/09/2010

PARECER APROVADO PELO PLENO DO CFESS EM 09/09/2010 ASSUNTO: Relação do Assistente Social com autoridades do Sistema Judiciário/ Determinações ou exigências emanadas, que não se coadunam com o Código de Ética do Assistente Social e com as normas previstas

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DIRETORIA GERAL DE ADMINISTRAÇÃO

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DIRETORIA GERAL DE ADMINISTRAÇÃO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DIRETORIA GERAL DE ADMINISTRAÇÃO Divisão de Apoio Técnico Interdisciplinar Serviço de Apoio aos Psicólogos A) PROJETOS SÍNTESE

Leia mais

RESOLUÇÃO CFP Nº 010/2010

RESOLUÇÃO CFP Nº 010/2010 RESOLUÇÃO CFP Nº 010/2010 Institui a regulamentação da Escuta Psicológica de Crianças e Adolescentes envolvidos em situação de violência, na Rede de Proteção O CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, no uso de

Leia mais

As penas. Efeitos da condenação. Reabilitação. Medidas de segurança. Ação penal. Extinção da punibilidade.

As penas. Efeitos da condenação. Reabilitação. Medidas de segurança. Ação penal. Extinção da punibilidade. Programa de DIREITO PENAL II 3º período: 80h/a Aula: Teórica EMENTA As penas. Efeitos da condenação. Reabilitação. Medidas de segurança. Ação penal. Extinção da punibilidade. OBJETIVOS Habilitar o futuro

Leia mais

Resolução nº 126 do Conselho Nacional de Justiça, de 22 de fevereiro de 2011

Resolução nº 126 do Conselho Nacional de Justiça, de 22 de fevereiro de 2011 Resolução nº 126 do Conselho Nacional de Justiça, de 22 de fevereiro de 2011 Dispõe sobre o Plano Nacional de Capacitação Judicial de magistrados e servidores do Poder Judiciário (Publicada no DJ-e nº

Leia mais

NOTA TÉCNICA Nº276/2011/CGNOR/DENOP/SRH/MP. ASSUNTO: Exercícios anteriores - revisão de aposentadoria SUMÁRIO EXECUTIVO

NOTA TÉCNICA Nº276/2011/CGNOR/DENOP/SRH/MP. ASSUNTO: Exercícios anteriores - revisão de aposentadoria SUMÁRIO EXECUTIVO Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Secretaria de Recursos Humanos Departamento de Normas e Procedimentos Judiciais Coordenação-Geral de Elaboração, Sistematização e Aplicação das Normas NOTA

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 128, DE 2014

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 128, DE 2014 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 128, DE 2014 Altera a Lei de Execução Penal e o Código Penal para criminalizar o diretor do estabelecimento penal ou o agente público competente pela não atribuição de trabalho

Leia mais