Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS

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1 PAPÉIS E COMPETÊNCIAS

2 O SERVIÇO PSICOSSOCIAL NO CREAS... O atendimento psicossocial no serviço é efetuar e garantir o atendimento especializado (brasil,2006). Os profissionais envolvidos no atendimento psicossocial devem, portanto, estar aptos a lidar permanentemente com o novo, podendo ser capaz de observar e compreender as situações que se apresentam (devem se instrumentar também de material teórico) que permita leituras e interpretação da realidade apresentada) e das estratégias que podem ser utilizadas como referências de suas ações.

3 O acompanhamento psicossocial tem como objetivos, ainda proporcionar uma reflexão e avaliação permanente acerca das metas, objetivos e compromissos pactuados no plano de atendimento. Nessa etapa, a partir de uma intervenção ativa, cria-se uma possibilidade de construir um conhecimento mais aprofundado sobre a demanda: seus recursos, seus vínculos, suas redes sociais de apoio, e seu contexto sócio-histórico e cultural no qual está inserida e sua relação com o mesmo, etc. Documento editado pelo MDS (capacitação de gestores)

4 O SERVIÇO DEVE OFERECER... O acolhimento, a escuta, o atendimento especializado em rede, de forma interdisciplinar, realizar o encaminhamento e acompanhamento.

5 Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos O CREAS OPORTUNIZA... Espaços de escuta, diálogos e trocas que favoreçam: o protagonismo das famílias/e ou do atendido, sua participação social; a reflexão crítica e criativa da realidade de cada um. Inclusive, o compartilhamento de experiências de violação de direitos com vistas a ampliar as possibilidades de expressão do sujeito; a construção de novos caminhos de enfrentamento e fortalecimento de seus vínculos afetivos, familiares e comunitários.

6 Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos PLANEJAMENTO E INTERVENÇÃO... Diante da complexidade pressupõe a inserção de outras práticas e outros campos de envolvimentos, de outros profissionais. Isso, significa que cada caso é visto como único, com Isso, significa que cada caso é visto como único, com suas especificidades, mas atuam com vistas a um objetivo comum, que é oferecer atendimento especializado que compreenda esse sujeito em suas diversas dimensões..

7 ALGUMAS INTERVENÇÕES... Identificação da demanda/fenômeno (às vezes é necessário uma intervenção imediata) aprofundada mediante diagnóstico multiprofissional); Considerar o envolvimento dos parceiros, Profissionais/instituições, pela complexidade da demanda, necessitando de olhares e intervenções em vários níveis. Adotar a prática do atendimento de forma articulada e integrada (profissionais) e ou serviços (saúde,educação, justiça) para que os encaminhamentos ajudem na resolução do problema. É fundamental reconhecer-se como parte de uma rede de proteção que deve ser reconhecida por quem faz o atendimento.

8 PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS... Sejam eles: Assistentes sociais, Psicólogos/a, Advogados/a, Educadores/as não devem atuar de maneira isolada. Toda equipe pode ter acesso aos procedimentos adotados por seus membros, conforme sigilo (sigilo verbal e o sigilo do registro/a construção da história) e a conduta ética de suas profissões. Contudo, deve-se buscar identificar necessidades individuais elaborando planos de intervenção singulares.

9 DESTAQUE NA ATUAÇÃO... Nessa complexidade, com esse público, muitas vezes torna-se necessário a mudança do settings (espaços, contextos) terapêuticos clássicos. Temos que levar o atendimento até onde se encontra o sujeito. O encontro ele deve ser terapêutico, e isso pode acontecer em ambiente diverso. É importante pensar em momentos terapêuticos. O que é relevante nessa perspectiva é a construção de vínculos, a possibilidade de interagir com o sujeito, acessar sua subjetividade (estabelecer uma relação).

10 As competências específicas dos(as) Assistentes Sociais abrangem... Abordagens individuais, familiares ou grupais na perspectiva de atendimento às necessidades básicas e acesso aos direitos, bens e equipamentos públicos. Essa dimensão não deve se orientar pelo atendimento psicoterapêutico a indivíduos e famílias (próprio da Psicologia), mas sim à potencialização da orientação social com vistas à ampliação do acesso dos indivíduos e da coletividade aos direitos sociais; Realização de estudos e pesquisas para identificação das demandas e reconhecimento das situações de vida dos usuários e seus familiares que subsidiem a garantia de diretos socioassistenciais;

11 As competências específicas dos(as) Assistentes Sociais abrangem... Estimular estudos sistemáticos com a equipe, na perspectiva de análise conjunta da realidade e planejamento coletivo das ações, o que supõe assegurar espaços de reunião e reflexão no âmbito das equipes multiprofissionais; Contribuir para viabilizar a participação dos(as) usuários(as) no processo de elaboração e avaliação do plano de intervenção; Instituir espaços coletivos de socialização de informação sobre os direitos sócio-assistenciais e sobre o dever do Estado de garantir sua implementação;

12 As competências específicas dos(as) Assistentes Sociais abrangem... Realizar visitas, perícias técnicas, laudos, informações e pareceres em conformidade com os casos em análise na perspectiva de fornecer elementos necessárias para garantia de direitos; Realizar estudos sócio-econômicos para identificação de demandas e necessidades sociais dos usuários e seus familiares; Organizar os procedimentos e realizar atendimentos individuais e/ou coletivos de acordo com as necessidades da intervenção;

13 As competências específicas dos(as) Assistentes Sociais abrangem... Realizar estudo e estabelecer cadastro atualizado de entidades da rede; Organizar e coordenar seminários, campanhas educativas e eventos para debater e formular estratégias coletivas de combate a violação de direitos; Elaborar projetos coletivos e individuais de fortalecimento do protagonismo dos(as) usuários(as); Acionar os sistemas de garantia de direitos, com vistas a mediar seu acesso pelos(as) usuários(as); Assegurar os direitos socioassistenciais dos usuários dentro do CREAS.

14 É IMPORTANTE SALIENTAR... A definição das estratégias e o uso dos instrumentais técnicos devem ser estabelecidos pelo(a) próprio(a) profissional, que tem o direito de organizar seu trabalho com autonomia e criatividade, em consonância com as demandas específicas da realidade em que atua. A realização dessas competências e atribuições requer a utilização de instrumentais e adequados a cada situação social a ser enfrentada profissionalmente.

15 CONHEÇA... Seu código de ética profissional; Resolução CFESS Nº 554/2009 de 15 de setembro de 2009 Ementa: Dispõe sobre o não reconhecimento da inquirição das vítimas crianças e adolescentes no processo judicial, sob a Metodologia do Depoimento Sem Dano/DSD, como sendo atribuição ou competência do profissional assistente social. Resolução CFESS Nº 569, de 25 de março de 2010 Ementa: Dispõe sobre a VEDAÇÃO da realização de terapias associadas ao título e/ou ao exercício profissional do assistente social. Marcos conceituais, lógicos e legais para subsidiar suas ações; Realize estudos de casos juntamente com a equipe.

16 O PAPEL DO PSICÓLOGO... Proporcionar atendimento ao demandante e suas famílias que apresentam sofrimento emocional e psíquico decorrente da violência sofrida. Propiciar uma escuta atenta, qualificada, favorecendo a empatia e oportunizando a emergência de significados ocultos ou inconscientes. Criar um ambiente favorável ao resgate da autoestima, à reconstrução de reações afetivas, à reconstrução de significados acerca da violência, da compreensão, da vivência familiar, Etc.

17 É importante destacar que a necessidade de psicoterapia pode surgir em alguns casos. E esse trabalho é atribuição da política de saúde, uma vez que os agravos da violência sexual (por ex.) também devem ser atendidos pelo campo da saúde mental. Portanto, devem ser encaminhados para as unidades de saúde. O atendimento psicológico realizado pelo CREAS não constitui um processo psicoterápico. O psicólogo deve avaliar adequadamente a demanda e indicar a psicoterapia. Assim, o caminho é priorizar o atendimento psicossocial em grupo, sendo o atendimento individual considerado apenas em casos excepcionais.

18 NO ATENDIMENTO PSICOSSOCIAL... Objetiva-se o trabalho em grupo, proporcionar o espaço de convivência e o compartilhamento de experiências com vistas a ampliar as possibilidades do sujeito no mundo. Como todo trabalho em grupo também deve considerar a Como todo trabalho em grupo também deve considerar a história do sujeito e seus recursos pessoais, os aspectos conflituosos e subjetivos para desenvolver de forma coletiva, estratégias e projetos de vida.

19 ATIVIDADES POSSÍVEIS... Desenvolver atividades psicossociais individuais e em grupo; As atividades no âmbito grupal, sugere-se as oficinas temáticas como um dos recursos para trabalhar temas específicos, como direitos humanos, direitos sexuais e reprodutivos, violação de direitos, relações familiares, vínculos afetivos, retorno ao lar e políticas públicas, entre outros.

20 Importante destacar... O psicólogo do CREAS não deve se tornar um investigador, aquele que produz prova nas situações de violência, encaminhados pela justiça, conselho tutelar etc. Seu papel fundamental é trabalhar na reconstrução de relações e no fortalecimento das possibilidades de continuidade de um desenvolvimento saudável, apesar da violência vivida. O psicólogo do CREAS não deve ocupar o lugar do psicólogo ausente nas demais instâncias (saúde,educação, equipe de outros atores do sistema de garantias).

21 CONHEÇA... Seu código de ética profissional; Resoluções que amparem sua prática; Resolução CFP:007/2003- Manual de elaboração de documentos escritos e produzidos pelos psicólogos; Resolução CFP:10/2010- Escuta psicológica de crianças e adolescentes envolvidos em situação de violência, na rede de proteção; Marcos conceituais, lógicos e legais para subsidiar suas ações; Realize estudos de casos juntamente com a equipe.

22 Referências Consultadas Códigos de Ética Resoluções para a prática profissional Parâmetros para atuação de assistentes sociais e psicólogos na Política de Assistência social Serviço de Proteção a crianças e adolescentes vítimas de violência, abuso e exploração sexual: referências para psicólogos.

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