UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS UNISINOS CIÊNCIAS ECONÔMICAS CURSO DE MBA EM GESTÃO DO AGRONEGÓCIO SANDRA MARIA DALMINA

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1 UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS UNISINOS CIÊNCIAS ECONÔMICAS CURSO DE MBA EM GESTÃO DO AGRONEGÓCIO SANDRA MARIA DALMINA ANÁLISE DA APLICAÇÃO DOS RECURSOS DE CRÉDITO RURAL NO MUNICÍPIO DE NOVA PÁDUA (RS) VIABILIZADOS PELO ESCRITÓRIO MUNICIPAL DA EMATER NO PERÍODO DE São Leopoldo 2010

2 SANDRA MARIA DALMINA ANÁLISE DA APLICAÇÃO DOS RECURSOS DE CRÉDITO RURAL NO MUNICÍPIO DE NOVA PÁDUA (RS) VIABILIZADOS PELO ESCRITÓRIO MUNICIPAL DA EMATER NO PERÍODO DE Trabalho de conclusão de curso apresentado à Universidade do Vale do Rio dos Sinos UNISINOS, como requisito parcial para a obtenção do título de Pós- Graduação Em Gestão do Agronegócio. Orientador: Prof. Ms. Gisele Spricigo São Leopoldo 2010

3 São Leopoldo, 03 de novembro de Considerando que o Trabalho de Conclusão de Curso da aluna Sandra Maria Dalmina encontra-se em condições de ser avaliado, recomendo sua apresentação escrita para avaliação da Banca Examinadora, a ser constituída pela coordenação do Curso de MBA em Gestão do Agronegócio. Gisele Spricigo Professora Orientadora

4 Dedico À Eduarda, ao Mateus e ao André, meus filhos e esposo, respectivamente, pela compreensão, apoio e, principalmente, por despertar diariamente o sentimento de que viver vale à pena.

5 Agradeço A Deus, pela oportunidade de aprendizado e crescimento diário; A EMATER/RS- ASCAR, em especial a atual diretoria, pela oportunidade ímpar de viver esta experiência; Aos colegas de curso, que proporcionaram troca de experiências que serão inesquecíveis; Aos colegas de trabalho pela compreensão e ajuda que tornou este trabalho possível; A minha orientadora professora Gisele Spricigo, pela motivação desafiadora que resultou neste trabalho; A toda minha família, pela colaboração incondicional.

6 4 Isso nós sabemos. Todas as coisas estão conectadas como o sangue que une uma família... Tudo o que acontece com a Terra acontece com os filhos e filhas da Terra. O Homem não teceu a teia da vida; ele é dela apenas um fio. Tudo o que faz à teia, ele faz si mesmo. Ted Perry, inspirado no Chefe Seattle

7 RESUMO O trabalho tem como objetivo analisar o Pronaf como instrumento de desenvolvimento no município de Nova Pádua (RS) no período de 1997 até 2009, elencando resultados positivos e negativos, tanto quantitativamente, através de dados coletados junto ao escritório municipal da Emater/RS, como qualitativamente, através de pesquisa de campo realizada com lideranças locais e produtores beneficiários do Pronaf, bem como dados fornecidos pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Secretarias Municipais de Educação e Saúde. Também utilizamos como método de pesquisa a revisão bibliográfica. O principal resultado identificado no período é que houve um incremento gradual e constante de investimentos viabilizados pelas linhas de crédito do Pronaf, tornando as propriedades mais estruturadas, humanizando as atividades, colaborando no crescimento e diversificação da matriz produtiva, crescimento econômico e social de bens e serviços, gerando o desenvolvimento local. Palavras-chave: Pronaf. Crédito Rural. Política Pública de Crédito Rural. Agricultura familiar. Agronegócio.

8 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1: Principais marcos institucionais do sistema de crédito agrícola do Brasil...35 Gráfico 2: Valores de crédito (R$) viabilizados pela EMATER Nova Pádua entre 1997 e Gráfico 3: Crédito (R$) por modalidade/ano Gráfico 4:Crédito (R$) somatório por modalidade Gráfico 5: Crédito aplicado na aquisição de tratores (R$) Gráfico 6: Crédito aplicado em construções/benfeitorias (R$) Gráfico 7: Crédito aplicado em pomares (R$) Gráfico 8: Crédito aplicado em equipamentos e implementos (R$) Gráfico 9: Crédito aplicado em utilitários (R$) Gráfico 10: Grau de escolaridade das lideranças...69 Gráfico 11: Qual a importância da agricultura familiar para o Município, Estado e País...69 Gráfico 12: Avaliação pelas lideranças do Pronaf em relação ao município de Nova Pádua..70 Gráfico 13: Idade...72 Gráfico 14: Grau de instrução...73 Gráfico 15: Dados do imóvel...73 Gráfico 16: Em caso de permanecer na propriedade, aponte três principais justificativas...74 Gráfico 17: Dados da propriedade...75 Gráfico 18: Fontes de renda...76 Gráfico 19: Frequência da utilização dos recursos nos últimos 13 anos...77 Gráfico 20: Principais vantagens da utilização do Pronaf...78 Gráfico 21: Aumento da renda da propriedade após o acesso ao Pronaf...79 Gráfico 22: Quanto percentualmente aumentou a renda da propriedade...80 Gráfico 23: Depois do acesso ao Pronaf sua vida e de sua família melhorou...81

9 7 Gráfico 24: Quanto percentualmente melhorou sua vida e de sua família...81 Gráfico 25: Se não tivesse o crédito do Pronaf, você teria condições de fazer os investimentos que foram financiados...82 Gráfico 26: Você acessaria o Pronaf novamente...83 Gráfico 27: Grau de satisfação dos entrevistados em relação ao Pronaf...84

10 LISTA DE TABELAS Tabela 1: PIB do Município de Nova Pádua (RS) Tabela 2: Produção das principais culturas (em toneladas) em Nova Pádua (RS) ,,...19 Tabela 3: Produção das principais culturas (em toneladas) em Nov, Pádua (RS) ,,,,...19 Tabela 4: Produção das principais culturas (em toneladas) em Nova Pádua (S) Tabela 5: Produção de aves no sistema de integração em Nova Pádua (RS) Tabela 6: Evolução dos recursos valores constantes do crédito rural no Brasil no período de 1969 a Tabela 7: Principais características do Pronaf, análise comparativa de três períodos , e Tabela 8: Projetos elaborados pela Emater de Nova Pádua (RS) de 1997 a Tabela 9: Dados do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Nova Pádua (RS)...85 Tabela 10: Dados da Educação no município de Nova Pádua (RS) em 1999, 2003 e Tabela 11: Dados da Saúde no município de Nova Pádua (RS) em 1999, 2003 e Tabela 12: Valores de Crédito (R$) viabilizados pela Emater Nova Pádua entre Tabela 13: Crédito aplicado na aquisição de tratores (R$) Tabela 14: Crédito aplicado na aquisição de equipamentos e implementos (R$) Tabela 15: Crédito aplicado na implantação de pomares (R$) Tabela 16: Crédito aplicado na construção de benfeitorias (R$) Tabela 17: Crédito aplicado na aquisição de veículos utilitários (R$)

11 9 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Mapa de localização de Nova Pádua...17

12 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO DEFINIÇÃO DO PROBLEMA OBJETIVOS Objetivo geral Objetivo específico JUSTIFICATIVA CONTEXTUALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE NOVA PÁDUA FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DESENVOLVIMENTO RURAL O PAPEL DO CRÉDITO PARA O DESENVOLVIMENTO RURAL E DA AGRICULTURA FAMILIAR O papel da extensão rural como instrumento de acesso ao crédito CRÉDITO RURAL BRASILEIRO O PRONAF O PRONAF EM NOVA PÁDUA MÉTODOS E PROCEDIMENTOS ANÁLISES QUANTITATIVAS DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM OS GRUPOS Aquisição de tratores Aquisição de equipamentos/implementos Implantação de pomares Construção de benfeitorias Aquisição de veículos utilitários ANÁLISES QUALITATIVAS A APLICAÇÃO DO PRONAF EM NOVA PÁDUA APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS Dados quatitativos Detalhamento do crédito Dados qualitativos CONCLUSÃO REFERÊNCIAS ANEXO A TABELAS DE CRÉDITO VALORES NOMINAIS ANEXO B MAPA DO MUNICÍPIO DE NOVA PÁDUA

13 11 1. INTRODUÇÃO Nova Pádua, município localizado na Serra do Rio Grande do Sul, Encosta Superior do Nordeste, com uma população de habitantes, é constituída basicamente por descendentes de imigrantes italianos e tem sua economia fundamentada na agropecuária. Do total da receita arrecadada em 2009, 87,77% são provenientes do setor primário, por meio do desenvolvimento de atividades como fruticultura, olericultura, criação de aves e bovinos de leite, desenvolvidas exclusivamente pela agricultura familiar. Neste trabalho se busca analisar a aplicação dos recursos do crédito rural no município de Nova Pádua, especialmente os projetos de investimento nas linhas de Pronaf, elaborados pelo escritório da Emater, no período de 1997 até 2009 e sua influência no desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida dos munícipes. No Brasil, são cerca de 4,5 milhões de estabelecimentos ligados à agricultura familiar (80% do número de estabelecimentos agrícolas). O segmento detém 20% das terras e fornece alguns produtos básicos da dieta do brasileiro. Por ser diversificada, a agricultura familiar traz benefícios agrosocioeconômicos e ambientais (EMBRAPA, 2010). O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estima que em torno de 60% dos alimentos consumidos pela população brasileira têm origem na produção da agricultura familiar (KLEIN, 2008). O segmento da agricultura familiar tem um papel crucial na economia das pequenas cidades, pois municípios têm menos de 50 mil habitantes. Mais de 4 mil tem menos de 20 mil habitantes. Estes produtores e seus familiares são responsáveis por inúmeros empregos no comércio e nos serviços prestados nas pequenas cidades. Assim, não há dúvida quanto à importância da agricultura familiar e à necessidade de garantir condições dignas a este segmento da população (ALEIXO et al, 2006) Para que a agricultura familiar possa manter-se, inúmeras ações são necessárias, entre elas, o crédito rural, que ao longo dos anos proporcionou aos produtores melhoria nas condições produtivas e aumento de renda. Segundo Almeida & Zylbersztajn (2008), podemos categorizar em três fases a institucionalização do crédito agrícola no Brasil a partir de A primeira fase perdurou a década de 1970 e meados da década de 1980, e caracteriza-se pela intervenção do Estado na

14 12 política agrícola brasileira, criação do Sistema Nacional de Crédito Rural, juros subsidiados por taxas negativas e criação da conta movimento. Porém, este modelo apresentou entraves já no final da década de 1970, o que levou, na década de 1980, a elevação dos juros e a adoção de limites de crédito. A segunda fase é marcada pela retirada gradual da intervenção estatal e a maior integração entre diferentes elos da cadeia agroindustrial. Esta fase estende-se do início da década de 1980 a meados da década de As principais características deste período são a extinção da conta movimento, a criação da poupança rural, o aumento da participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a criação da Cédula do Produtor Rural (CPR). É também nessa fase que ocorre a criação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e, finalmente, o Programa de Securitização das Dívidas. A terceira fase, iniciada no final da década de 1990 e início da década de 2000, é marcada pela adoção de critérios mais rígidos na concessão dos empréstimos pelos agentes financeiros, a maior pulverização do crédito subsidiado por meio da participação das cooperativas de produção e cooperativas de crédito no repasse dos recursos aos produtores e a maior participação de formas alternativas de financiamento. Essa fase caracteriza-se também pela renegociação das dívidas. Diversas foram as formas de crédito rural, porém, nenhum conseguiu atender adequadamente a demanda da agricultura familiar até a criação do Pronaf. No início da década de 1990, o desenvolvimento rural parecia estagnado, pois o país encontrava-se sem recursos para investimento em subsídios, além disso, os juros eram elevados e havia o congelamento de preços. Ao mesmo tempo em que o produtor tinha dificuldade de manter a produção, o mercado exigia dele uma modernização para poder competir num cenário que estava se tornando globalizado. Com a entrada do Plano Real (início de 1994) as dificuldades aumentaram. Todos os setores, principalmente a agricultura a chamada âncora verde (Arfelli da Silva, 2007) foram convidados a entrar com sua cota de sacrifício para sustentar a nova moeda. Em 1995 assumiu a presidência da República o presidente Fernando Henrique Cardoso, que encontrou um cenário agrícola preocupante, pois com a dificuldade de obtenção de crédito, os agricultores endividados encontravam-se sem alternativa, senão diminuírem as áreas plantadas. As pressões sociais aumentaram as importações também. Assim, o governo viu-se forçado a criar medidas para viabilizar o setor.

15 13 No final de 1995, por meio da Resolução do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central do Brasil (CMN/Bacen) nº 2.191, foi criado o Pronaf para apoiar o desenvolvimento rural a partir do fortalecimento da agricultura familiar, que tinha como objetivo aumentar a produção agropecuária, melhorar a renda e, consequentemente, a qualidade de vida dos produtores rurais. Inicialmente o Pronaf compreendia quatro linhas básicas, capacitação, melhoria na infraestrutura, definição de políticas públicas para a agricultura familiar e financiamento de produção. Desde sua criação até hoje o Pronaf sofreu diversas alterações e adequações para atender cada vez mais os interesses da agricultura familiar, viabilizando suas atividades e propriedades na busca da sustentabilidade e produção de mais alimentos. Dentro deste contexto, o município de Nova Pádua também enfrentava dificuldades no setor produtivo as propriedades com pequenas áreas, em média dois módulos fiscais (módulo fiscal de 12 hectares), restrição de mão de obra e a necessidade de diversificação. Para solucionar estas questões as propriedades necessitavam uma série de mudanças, como modernização da produção, melhoria nos índices produtivos, redução de tempo gasto nas tarefas, investimentos na implantação de outras culturas, estruturas de armazenagem, beneficiamento e condições para escoamento dos produtos, bem como melhoria nas condições de produção, tornado-as mais humanizadas e, consequentemente, melhorando a qualidade de vida dos produtores. Com a criação do Pronaf, em 1996, a possibilidade de crescimento e investimento passa a ser possível. Então, desde 1997 os agricultores familiares paduenses, incentivados pela Associação Riograndense de Emprendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS) passam a se beneficiar deste recurso, que ao longo dos anos foi crescendo e tornando as atividades locais desenvolvidas e competitivas, gerando um crescimento e desenvolvimento. Este trabalho, em linhas gerais, pretende analisar a aplicação dos recursos do Pronaf no município de Nova Pádua e sua relação com os fatores que geram o desenvolvimento local como melhoria dos índices produtivos, o incrementando da renda e a melhoria da qualidade de vida. A análise dos dados do Pronaf será através de relatórios fornecidos pelo escritório local da Emater/RS e através de entrevistas com os produtores beneficiários do crédito e de levantamento de dados econômicos, de educação e de saúde, entre outros, junto a órgãos e entidades oficiais.

16 14 Como forma de contextualizar e ampliar o entendimento sobre o objeto de estudo, também se fará uma fundamentação teórica a respeito do crédito rural e seu papel como agente de desenvolvimento, a evolução do Pronaf e suas normas de enquadramento, bem como o papel da extensão rural como instrumento de acesso ao crédito DEFINIÇÃO DO PROBLEMA No início da década de 1990, o desenvolvimento rural estava estagnado, pois o país encontrava-se sem recursos para investimento em subsídios. Além disso, os juros eram elevados e ocorreu o congelamento de preços. Ao mesmo tempo em que o produtor tinha dificuldade de manter a produção o mercado exigia dele uma modernização para poder competir num mercado que estava se tornando globalizado. Com a entrada do Plano Real (início de 1994) as dificuldades aumentaram, pois altos juros, inadimplência e a descapitalização impediam que os agricultores custeassem as lavouras, diminuindo a produção. Em 1995 o cenário agrícola era preocupante, pois com a dificuldade de obtenção de crédito, os agricultores endividados ficam sem alternativas, as pressões sociais aumentaram, e o governo precisou importar mais. Então, o governo viu-se forçado a criar medidas para viabilizar o setor. No final de 1995, por meio da Resolução CMN/Bacen nº foi criado o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para apoiar o desenvolvimento rural, que tem como objetivo viabilizar o setor, através de linhas de crédito de custeio e investimento com juros subsidiados. Os problemas econômicos do país foram somados à insatisfação dos moradores do então distrito de Nova Pádua com o município mãe, Flores da Cunha, que na época tinha sua política de desenvolvimento voltada para o setor industrial, deixando de lado os investimentos no setor primário. Os fatos culminaram com o desmembramento do distrito de Nova Pádua. Em 1º de janeiro de 1993, Dorvalino Pan, prefeito municipal, iniciou a primeira administração política em meio à euforia da emancipação e à crise financeira nacional, pois o

17 15 então formado município passou a ter como base de sua economia a produção primária, fato que perdura até os dias atuais. Para desenvolver o recém criado município fazem-se necessários investimentos nas propriedades, que almejam uma série de mudanças para a modernização, diversificação, adequação da matriz produtiva, melhoria nos índices produtivos, redução de tempo gasto nas tarefas, estruturas de armazenagem, beneficiamento e condições para escoamento dos produtos. Com a criação do Pronaf, em 1996, este passa a ser um dos principais instrumentos a viabilizar investimentos no setor primário. Sendo assim, o presente trabalho tem como pergunta de pesquisa: Qual a análise que se faz da influência da aplicação dos recursos do Pronaf Investimento no desenvolvimento de Nova Pádua, no período de 1997 a 2009? 1.2. OBJETIVOS Objetivo Geral Analisar a influência da aplicação dos recursos do Pronaf Investimento no desenvolvimento de Nova Pádua, no período de 1997 a Objetivos Específicos Conceituar e explorar as possibilidades de desenvolvimento rural; Entender o papel do crédito e da extensão rural no desenvolvimento rural; Fazer um levantamento da história do crédito rural no Brasil; Analisar o Pronaf e sua evolução; Elencar os recursos do Pronaf aplicados em Nova Pádua entre 1997 e 2009; Analisar os recursos do Pronaf aplicados por modalidade;

18 16 Analisar o Pronaf como instrumento de desenvolvimento no município de Nova Pádua, elencando resultados positivos e negativos, tanto quantitativamente como qualitativamente. 1.3 JUSTIFICATIVA Com a criação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) em 1996, os agricultores familiares conquistaram uma maior atenção do governo federal e ações específicas destinadas a promover a melhoria das suas vidas (Damasceno & Khan, 2009). A partir de então, o Pronaf passa a ser considerado um importante instrumento de Estado ao possibilitar a captação de capital financeiro e humano, o que pode viabilizar a obtenção da sustentabilidade dos agricultores e de suas famílias (Lima Neto, 1999). As rendas do município de Nova Pádua são oriundas basicamente do setor primário (87,77% - dados de 2009), por meio da produção de alimentos realizada quase que exclusivamente por agricultores familiares, que neste momento passam a beneficiar-se diretamente desta política agrícola. No período de 1997 até 2009, foram investidos, conforme dados fornecidos pela Emater/RS, R$ ,40 (valores nominais) de recursos provenientes das linhas de Pronaf. Estes investimentos geraram um incremento direto na produção, pois por meio deles foi possível investir na diversificação da matriz produtiva, com a implantação de novas culturas e incremento das já existentes, em maquinários, infraestrutura de armazenagem, beneficiamento e veículos para o escoamento da produção. Os dados podem ser comprovados nas tabelas 02, 03, 04 e 05, que demonstram a evolução da produção agrícola, e na tabela 08, que se refere a tomada de crédito, bem como na tabela 01, que mostra a evolução do PIB local. O desenvolvimento econômico de Nova Pádua, nos últimos anos, está bastante claro, considerando em linhas gerais. Então, nos cabe ao longo deste trabalho relacionar a aplicação do crédito ao desenvolvimento através da apresentação de dados levantados e sua análise. Também pretendemos demonstrar que o crédito é importante não só no incremento da renda, mas principalmente na humanização das tarefas e na melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares.

19 CONTEXTUALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE NOVA PÁDUA Nova Pádua, município localizado na Serra Gaúcha, na Encosta Superior do Nordeste, está a 165 quilômetros da capital do Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Emancipada politicamente em 1992, está em sua quinta administração, com uma área de 102,51 km², sendo estes divididos, em sua maioria, em pequenas propriedades. Em média, os estabelecimentos possuem até dois módulos fiscais (módulo fiscal é igual a 12 hectares). A população de Figura 1: Mapa de localização de Nova Pádua Fonte: site da prefeitura de Nova Pádua (www.npadua.com.br), habitantes é constituída basicamente por descendentes de imigrantes italianos, nos quais é muito evidente a manutenção de suas tradições. No meio urbano são 830 moradores e, na zona rural, habitantes, que ocupam 393 unidades familiares (IBGE, 2010). Os imigrantes italianos quando chegaram à Serra Gaúcha nos Séculos XIX e XX receberam pequenos lotes para viver e cultivar suas terras, dando origem na região a um tipo de agricultura bastante conhecida na Europa, a agricultura familiar. Ao contrário da agricultura extensiva, a agricultura familiar favorece o desenvolvimento social de maneira mais homogênea. A base econômica é fundamentada na agropecuária, pois segundo dados de 2009, 87,77% da arrecadação eram provenientes do setor primário, por meio do desenvolvimento de atividades como fruticultura, olericultura, criação de aves e bovinos de leite, desenvolvidas exclusivamente pela agricultura familiar. A uva foi desde o início o carro-chefe da produção, pois até início da década de 1990 a produção era baseada na monocultura da parreira e subsistência. O monocultivo normalmente antagônico ao desenvolvimento foi, neste caso, uma das causas que moveram o progresso, pois nos locais onde era produzido em grande quantidade é evidente até hoje a supremacia na qualidade das instalações físicas e construções (GALIOTO, 1992).

20 18 Com o passar dos anos o monocultivo da parreira tornou-se insuficiente para atender as necessidades crescentes de melhoria de vida dos munícipes, ocorrendo assim à diversificação na produção, fato evidente, conforme as tabelas 02, 03, 04 e 05. O desenvolvimento gerado pelo trabalho e a pujança dos munícipes é algo que merece atenção, pois se verifica inúmeras melhorias nas propriedades, seja na utilização de equipamentos para realização dos tratos culturais, armazenagem, beneficiamento e comercialização dos produtos agrícolas, ou nas condições de moradia e a qualidade de vida dos agricultores. Outro fato que comprova o desenvolvimento do município de Nova Pádua é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), pois o mesmo aparece na 3ª posição do ranking estadual e na 8ª do nacional, apresentando um Índice de 0,832 e uma expectativa de vida de 75,4 anos, segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil calculado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Tabela 01: PIB do Município de Nova Pádua (RS) entre 1996 e 2009 Ano PIB (R$ mil) Fonte: FEE/Núcleo de Contabilidade Social (2010).

21 19 Tabela 02: Produção das principais culturas (em toneladas) em Nova Pádua (RS) Cultura/Ano Uva Pêssego Ameixa Pêra Caqui Alho Cebola Tomate Pimentão Chuchu Totais Fonte: Emater Nova Pádua (2010). Tabela 03: Produção das principais culturas (em toneladas) em Nova Pádua (RS) Cultura/Ano Uva Pêssego Ameixa Pêra Caqui Alho Cebola Tomate Pimentão Chuchu Totais Fonte: Emater Nova Pádua (2010). Em 2009 surgiu a necessidade de uma amostragem detalhada da matriz produtiva, pois a busca de alternativas mais rentáveis fez com que a diversificação se intensificasse. Então, o escritório municipal da Emater e a Secretaria Municipal da Agricultura realizaram uma pesquisa em todas as propriedades para levantar os dados de produção chegando à tabela 04, conforme segue.

22 20 Tabela 04: Produção das principais culturas (em toneladas) em Nova Pádua (RS) 2009 Cultura/Ano 2009 Uva Pêssego Ameixa/Nectarina 86 Pêra 791 Caqui 232 Maçã 658 Citros 85 Kiwi 18 Alho Cebola Tomate 990 Pimentão 532 Chuchu Beterraba 247 Cenoura 450 Repolho 33 Moranga/Abóbora 258 Totais Fonte: Emater Nova Pádua (2010). A análise da produção total anual nas tabelas 02, 03 e 04 demonstram que, com o passar do tempo, ocorreu um incremento na produção. Em alguns anos observa-se a queda da produção, que em seguida é recuperada. Isso se deve a problemas climáticos que interferem na produtividade; já na olericultura a variação ocorre devido às oportunidades de mercado, safras com preços elevados tendem a aumentar a área e vice-versa. A renovação dos pomares também interfere na produção total, pois na maioria dos casos necessita cerca de quatro anos para chegar à plena produção. Comparando-se as tabelas fica evidente a crescente diversificação, pois em alguns casos a produção diminuiu, porém, verificamos a introdução de outras culturas que, com o levantamento de 2009, passam a ter expressão. Outro fator que deve ser levado em consideração em relação ao aumento e diminuição da produção é que com o passar do tempo os produtores foram apropriando-se de

23 21 conhecimentos, e a partir destes adequaram as propriedades conforme a disponibilidade de área, mão de obra e principalmente a relação custo benefício, ou seja, adaptaram a matriz produtiva. Este fenômeno é muito comum, pois as novidades são introduzidas e, a partir do conhecimento aprofundado da cadeia produtiva, o agricultor pode optar em permanecer na atividade ou abandoná-la. Um exemplo bem característico pode ser evidenciado na produção do alho que apresenta variação constante. A tabela 05 demonstra a produção de aves no sistema integrado, onde se verifica a importância deste setor para a economia municipal. Este sempre foi motivo de interesse para os governantes, pois devido a forma como é comercializado (obrigatório a extração de nota fiscal do valor total de cada lote de frango enviado para agroindústrias) é uma das principais fontes de receita do município. Tabela 05: Produção de aves no sistema integração em Nova Pádua (RS) Ano Quantidade em (Kg) , , , , , , , , , , , ,06 Fonte: Elaborada pela autora a partir de dados da tributação municipal (2010). A redução observada em 2001, na tabela 05, é devida à baixa remuneração recebida pelos produtores que desestimulou a criação, ocorreu uma parada temporária, retomando em 2002 e mantendo-se até A partir de 2006 observa-se novamente queda também por insatisfação por parte dos produtores que migram desta atividade para outras consideradas mais rentáveis no momento. Em 2007, após identificar uma redução no setor, a administração municipal criou o Programa de Incentivo da Avicultura (PIDA), para incentivar os produtores a

24 22 permanecerem na atividade. A essência do PIDA é financiar reformas nos aviários já existentes para adequá-los às novas exigências do mercado, bem como a ampliação e implantação de novas áreas por meio do subsídio de terraplanagem, cobertura, telas, areia e brita. Com a criação da lei de incentivo, e também através de financiamentos do Pronaf, os produtores apostaram novamente na atividade. A principal mudança é a redução do número de criadores e o aumento do número de aves por criador. Esse novo modelo traz mais lucros devido à escala. A estrutura moderna tornou o trabalho humanizado e trouxe mais lucro, sendo que o resultado dessa reestruturação será observado nos anos vindouros. Segundo Bianchini (2006), diferentemente da monocultura da agricultura de escala altamente dependente de insumos externo, como as grandes lavouras de soja, cana de açúcar, arroz ou as grandes fazendas de gado de corte, a agricultura familiar apresenta sistema diversificado mais próximo dos ecossistemas em que estão inseridos. A maior diversidade de cultivos na agricultura familiar se deve a busca de diferentes rendas distribuídas ao longo dos anos, a busca do autoconsumo alimentar, a redução de possíveis riscos e a busca de uma menor dependência de insumos externos. A diversidade de cultivos é possível em função de que o agricultor familiar é ao mesmo tempo empreendedor e trabalhador. Trabalho e gestão estão juntos na unidade familiar. Esse fenômeno descrito por Bianchini retrata a matriz produtiva de Nova Pádua, pois a diversificação surgiu justamente para minimizar os efeitos climáticos e a dependência da agroindústria vinícola e otimizar os locais aptos à produção, pois desta forma é possível cultivar duas safras por ano em uma mesma gleba de terra. Outro fator que contribui para fortalecer a matriz produtiva e a agricultura familiar de Nova Pádua é o fácil acesso dos produtores aos canais de comercialização, como a Central de Abastecimento do Rio Grande do Sul S/A (Ceasa) de Caxias do Sul e de Porto Alegre, bem como mercados regionais e até nacionais, através de distribuidores estabelecidos no município. Nova Pádua, conforme mapas da figura 01 e anexo B, fica a 32 km de Caxias do Sul e a 165 km de Porto Alegre. O acesso principal é pela RS-122, asfaltada, bem como as principais estradas municipais, facilitando o transporte e escoamento da produção. Segundo fonte da Emater (2010), são 83 agricultores paduenses que comercializam na Ceasa. Depois de conhecer os objetivos, justificativa e o município de Nova Pádua, o capitulo seguinte dedica-se a fundamentação teórica, através da conceituação de desenvolvimento rural,

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