SBE-01-B- SERVIÇO DE PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, IDOSAS E SUAS FAMÍLIAS

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1 INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº SBE-01-B/2014 Data: 20/09/2014 Versão: Original 01 SISTEMA ADMINISTRATIVO SBE SISTEMA DE BEM ESTAR SOCIAL 02 ASSUNTO SBE-01-B- SERVIÇO DE PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, IDOSAS E SUAS FAMÍLIAS 03 SETORES ENVOLVIDOS POR SE TRATAR DE SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL OCASIONADA POR VIOLAÇÃO DE DIREITOS, SE TORNA NECESSÁRIO O ENVOLVIMENTO DE TODOS OS SETORES DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA GARANTIR A TOTALIDADE DAS AÇÕES E INTERVENÇÕES. 04 UNIDADE RESPONSÁVEL INÍCIO DA VIGÊNCIA SEMAS/CREAS 20/09/ FINALIDADE 05.1-Promover a autonomia e a melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência e idosas com dependência, seus cuidadores e suas famílias; 05.2-Desenvolver ações especializadas para a superação das situações violadoras de direitos que contribuem para a intensificação da dependência; 05.3-Prevenir o abrigamento e a segregação dos usuários do serviço, assegurando o direito à convivência familiar e comunitária; Página 1 de 6

2 05.4-Promover acessos a benefícios, programas de transferência de renda e outros serviços socioassistenciais, das demais políticas públicas setoriais e do Sistema de Garantia de Direitos; 05.5-Promover apoio às famílias na tarefa de cuidar, diminuindo a sua sobrecarga de trabalho e utilizando meios de comunicar e cuidar que visem à autonomia dos envolvidos e não somente cuidados de manutenção; 05.6-Acompanhar o deslocamento, viabilizar o desenvolvimento do usuário e o acesso a serviços básicos, tais como: bancos, mercados, farmácias, etc., conforme necessidades; 05.7-Prevenir situações de sobrecarga e desgaste de vínculos provenientes da relação de prestação/demanda de cuidados permanentes/prolongados. 06 ABRANGÊNCIA / ÂMBITO DE APLICAÇÃO CREAS Itacibá Regiões dos Conselhos Tutelares I e II; CREAS de Campo Grande Regiões dos Conselhos Tutelares III e IV. 07 BASE LEGAL E REGULAMENTAR Lei Orgânica de Assistência Social LOAS, 1993; Lei nº /2011; Política Nacional de Assistência Social PNAS, 2004; Norma Operacional Básica NOB/SUAS, 2012; Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do Sistema Único de Assistência Social NOB-RH/SUAS, 2006; Protocolo de Gestão Integrada de Serviços, Benefícios e Transferência de Renda no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), 2009; Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, 2009; Portaria nº 843, de 28 de dezembro de 2010; Lei nº 8069/90 Estatuto da Criança e do Adolescente; Página 2 de 6

3 Lei nº /03 Estatuto do Idoso; PREFEITURA MUNICIPAL DE CARIACICA Lei nº7853/89 Estatuto da Pessoa com Deficiência. 08 CONCEITOS 08.1 O Serviço oferece atendimento especializado as famílias com pessoas deficientes e ou idosa com algum grau de dependência, que tiveram suas limitações agravadas por violações de direitos, tais como: exploração da imagem, isolamento, confinamento, atitudes discriminatórias e preconceituosas no seio da família, falta de cuidados adequados por parte do cuidador, alto grau de estresse do cuidador, desvalorização da potencialidade/capacidade da pessoa, dentre outras que agravam a dependência e comprometem o desenvolvimento da autonomia O serviço tem a finalidade de promover a autonomia, a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida das pessoas participantes. Deve contar com equipe específica e habilitada para a prestação de serviços especializados a pessoas em situação de dependência que requeiram cuidados permanentes ou temporários. A ação da equipe será sempre pautada no reconhecimento do potencial da família e do cuidador, na aceitação e valorização da diversidade e na redução da sobrecarga do cuidador, decorrente da prestação de cuidados diários prolongados As ações devem possibilitar a ampliação da rede de pessoas com quem a família do dependente convive e compartilha cultura, troca vivências e experiências. A partir da identificação das necessidades, deverá ser viabilizado o acesso a benefícios, programas de transferência de renda, serviços de políticas públicas setoriais, atividades culturais e de lazer, sempre priorizando o incentivo à autonomia da dupla cuidador e dependente. Soma-se a isso o fato de que os profissionais da equipe poderão identificar demandas do dependente e/ou do cuidador e situações de violência e/ou violação de direitos e acionar os mecanismos necessários para resposta a tais condições A intervenção será sempre voltada a diminuir a exclusão social tanto do dependente quanto do cuidador, a sobrecarga decorrente da situação de dependência/prestação de cuidados prolongados, bem como a interrupção e superação das violações de direitos que fragilizam a autonomia e intensificam o grau de dependência da pessoa com deficiência ou pessoa idosa. Página 3 de 6

4 09 PROCEDIMENTOS 09.1-Para que a família seja acompanhada pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social CREAS é necessário que haja a investigação e confirmação da violação de direito por parte das Delegacias Especializadas e demais órgãos responsáveis Posteriormente, a família é acompanhada pelo CREAS/PAEFI a fim de se trabalhar o fortalecimento familiar e comunitário para que ocorra o rompimento do ciclo de violação de direito que tenha ocasionado a violência de fato Os encaminhamentos podem ocorrer por identificação e encaminhamento dos serviços de proteção e vigilância social, por encaminhamento de outros serviços socioassistencial, das demais politicas públicas setoriais, dos demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos e do Sistema de Segurança pública, demanda espontânea ou disque o desligamento ocorre quando, após analise e avaliação da equipe com ou sem o usuário chegase a decisão que não cabe mais acompanhamento a esta família ou individuo pelo CREAS por vários fatores como: Encaminhamento para Instituição de Longa Permanência para Idosos, deslocamento para outro município, contra referencia para a PSB e óbito. Vide Anexo I 10 CONSIDERAÇÕES FINAIS Devemos ressaltar que este documento deve considerar os compromissos a serem cumpridos pelos gestores em todos os níveis, para que os serviços prestados no âmbito do SUAS produzam seguranças sociais aos seus usuários, conforme suas necessidades e a situação de vulnerabilidade e risco em que se encontram Para que tenham realmente utilidade, deve resultar em medidas da resolutividade e efetividade dos serviços, a serem aferidas pelos níveis de participação e satisfação dos usuários e pelas mudanças efetivas e duradouras em sua condição de vida, na perspectiva do fortalecimento de sua autonomia e cidadania. Página 4 de 6

5 10.3- As aquisições específicas de cada serviço estão organizadas segundo as seguranças sociais que devem garantir 11 ANEXOS FLUXOGRAMA SBE-01 B- SERVIÇO DE PROTEÇÃO SOCIAL, ESPECIAL PARA PESSOAS COM DEFECIÊNCIA, IDOSAS E SUAS FAMILIAS. 12 APROVAÇÃO E AUTORIZAÇÃO Aprovamos esta INSTRUÇÃO NORMATIVA SBE-01/2014 em 20/09/2014, divulgue-se: Douglas Lopes Gomes Secretária Municipal de Ação Social Eliezer Soares Rocha Junior Secretário Municipal de Controle e Transparência Geraldo Luzia de Oliveira Junior Prefeito Municipal de Cariacica Página 5 de 6

6 ANEXO I FLUXOGRAMA DE PROCEDIMENTOS SBE-01 B- SERVIÇO DE PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, IDOSAS E SUAS FAMÍLIAS Página 6 de 6

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