SEMINÁRIO INTERMINISTERIAL SOBRE A NOVA LEI DE CERTIFICAÇÃO DAS ENTIDADES BENEFICENTES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. Campo Grande-MS

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1 SEMINÁRIO INTERMINISTERIAL SOBRE A NOVA LEI DE CERTIFICAÇÃO DAS ENTIDADES BENEFICENTES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Campo Grande-MS

2 Mudanças na Certificação das Entidades Beneficentes de Assistência Social e na Inscrição junto aos CMAS e CAS/DF

3 Resolução CNAS n.º16, de 15 de maio de 2010 Define os parâmetrosnacionais para a inscrição das entidades e organizações de assistência social, bem como os serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais. 3

4 Quais entidades podem se inscrever? As Entidades de Assistência Social (que desenvolvam isolada ou cumulativamente: Atendimento Defesa e Garantias de Direitos Assessoramento 4

5 Entidades de atendimento Prestam serviços, executam programas ou projetos e concedem benefícios de proteção social básica ou especial, dirigidos às famílias e indivíduos em situações de vulnerabilidades ou risco social e pessoal, conforme a Lei n.º8.742, de 1993, e respeitadas a PNAS, a NOB/SUAS e a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais, estabelecida na Resolução CNAS n.º 109/

6 Proteção Social Básica (Resolução CNAS n.º 109/2009) Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família - PAIF; Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (para crianças de até 6 anos; crianças e adolescentes de 6 a 15 anos; adolescentes e jovens de 15 a 17 anos; e idosos com idade igual ou superior a 60 anos); Serviço de Proteção Social Básica no domicílio para pessoas com deficiência e idosas; 6

7 Proteção Social Especial de Média Complexidade (Resolução CNAS n.º 109/2009) Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos - PAEFI; Serviço Especializado em Abordagem Social (para crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos e famílias que utilizam espaços públicos como forma de moradia e/ou sobrevivência); Serviço de Proteção Social Especial para Pessoas com Deficiência, Idosos(As) e suas Famílias; Serviço de Proteção Social a Adolescentes em Cumprimento de Medida Socioeducativa de Liberdade Assistida LA, e de Prestação de Serviços à Comunidade - PSC; Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua. 7

8 Proteção Social Especial de Alta Complexidade (Resolução CNAS n.º 109/2009) Serviço de Acolhimento Institucional (para crianças e adolescentes: casa-lar ou abrigo institucional; para adultos e famílias: abrigo institucional ou casa de passagem; para mulheres em situação de violência: abrigo institucional; para jovens e adultos com deficiência: residências inclusivas; para idosos: casa-lar ou abrigo institucional - instituição de longa permanência para idosos ILPI); Serviço de Acolhimento em República (para jovens entre 18 e 21 anos, adultos em processo de saída das ruas e idosos); Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (para crianças e adolescentes, inclusive aqueles com deficiência); Serviço de proteção em situações de calamidades públicas e de emergências. 8

9 Entidades de assessoramento Prestam serviços e executam programas ou projetos voltados prioritariamente para o fortalecimento dos movimentos sociais e das organizações de usuários, formação, capacitação de lideranças, dirigidos ao público da política de assistência social, conforme a Lei nº , de 1993, e respeitadas a PNAS e a NOB/SUAS. 9

10 Entidades de assessoramento (Resolução CNAS n.º 16/2010) a)assessoria política, técnica, administrativa e financeira a movimentos sociais, organizações, grupo populares e de usuários, no fortalecimento de seu protagonismo e na capacitação para a intervenção nas esferas políticas, em particular na Política de Assistência Social; Sistematização e difusão de projetos inovadores de inclusão cidadã que possam apresentar soluções alternativas a serem incorporadas nas políticas públicas; b)estímulo ao desenvolvimento integral sustentável das comunidades e à geração de renda; c)produção e socialização de estudos e pesquisas que ampliem o conhecimento da sociedade e dos cidadãos/ãs sobre os seus direitos de cidadania, bem como dos gestores públicos, subsidiando os na formulação e avaliação de impactos da Política de Assistência Social. 10

11 Entidades de defesa e garantias de direitos (Resolução CNAS n.º 16/2010) a)promoção da defesa de direitos já estabelecidos através de distintas formas de ação e reivindicação na esfera política e no contexto da sociedade; b)formação política-cidadã de grupos populares, nela incluindo capacitação de conselheiros/as e lideranças populares; c)reivindicação da construção de novos direitos fundados em novos conhecimentos e padrões de atuação reconhecidos nacional e internacionalmente. 11

12 Critérios para a inscrição das entidades I Executar ações de caráter continuado, permanente e planejado; II Assegurar que os serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais sejam ofertados na perspectiva da autonomia e garantia de direitos dos usuários; III Garantir a gratuidade em todos os serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais; IV Garantir a existência de processos participativos dos usuários na busca do cumprimento da missão da entidade ou organização, bem como da efetividade na execução de seus serviços, programas, projetos e benefícios socioassistencias. 12

13 O que deve compor o Plano de Ação a)finalidades estatutárias; b)objetivos; c)origem dos recursos; d)infraestrutura; e)identificação de cada serviço, projeto, programa ou benefício socioassistencial, informando o público alvo, capacidade de atendimento, recurso financeiro, recurso humano, abrangência territorial e a demonstração da forma de participação dos usuários e/ou estratégias. 13

14 Quais procedimentos devem ser adotados pelos CMAS e CAS/DF I Receber a analisar os pedidos; II Providenciar visita à entidade; III Pautar, discutir e deliberar; IV Encaminhar a documentação ao órgão gestor para inclusão no Cadastro Nacional de Entidades e Organizações de Assistência Social; V Obedecer a ordem cronológica dos pedidos; VI Estabelecer plano de acompanhamento e fiscalização das entidades; VII Publicizar por meio de resolução do Conselho de Assistência Social; VIII Realizar audiência pública anual com as entidades com objetivo de apresentação/ troca de experiências e atuação em rede/ fortalecimento do SUAS. 14

15 Validade da Inscrição / Acompanhamento A validade é por prazo indeterminado; Cancelamento a qualquer tempo quando descumprido requisitos; Até 30 de abril de cada ano a entidade deverá apresentar ao CMAS ou CAS/DF: Plano de Ação e Relatório de Atividades; A Resolução CNAS n.º 16/2009 estabelece no artigo 20 das Disposições Transitórias o prazo de 12 meses para as entidades requeiram inscrição de conformidade com procedimentos e critérios contidos na citada resolução (até18 de maio de 2011). 15

16 Da Assistência Social Lei n /

17 Principais aspectos (Inovações) Competência reorganizada conforme a área de atuação (assistência social, educação e saúde): MDS, MEC e MS; As entidades são reconhecidas como rede complementar e parceiras na prestação de serviços; Dispõe sobre transparência do processo de certificação (publicização na internet das informações quanto àtramitação do processo, controle da ordem cronológica dos pedidos e cadastros); Entidades usufruem de imediato da isenção das contribuições para a seguridade (art. 22 e 23 da Lei n.º 8.212) a partir da certificação, não necessitando solicitar às Delegacias Regionais da Receita Federal do Brasil. Reorganiza as competências do CNAS 17

18 Entidades de Assistência Social As entidades de assistência social são aquelas que prestam serviços socioassistenciais, isolada ou cumulativamente: de atendimento, assessoramento ou defesa e garantia de direitos, na forma do Decreto n.º 6.308/2007. Ofertam seus serviços socioassistenciais de forma continuada, planejada e gratuita. 18

19 Decreto n /2010 (Organização do Decreto / Capítulos) 19

20 DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Competências para a Certificação (MDS, MEC e MS); Requisitos gerais; Prazo de validade do CEBAS de 3 anos; Como se daráa Certificação de Entidades com atuação em mais de uma área: - certificação pelo Ministério onde a entidade desenvolva a atividade preponderante; - comprovação dos requisitos exigidos em cada área; - as entidades que prestam serviços com objetivo de habilitação e reabilitação, desde que não sejam exclusivas de educação ou de saúde, poderão requerer a certificação no MDS. 20

21 DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Trata dos Recursos, da Reconsideração e da Manifestação da Sociedade Civil na fase do recurso; Determina o acompanhamento e supervisão pelos Ministérios quanto a manutenção das condições que ensejaram a certificação; Prevê o cancelamento da Certificação, no caso de descumprir os requisitos. 21

22 DA TRANSPARÊNCIA Tramitação dos processos disponível na internet; Cadastro das Entidades nas três áreas e disponível na internet; Comunicação entre Ministérios e a SRFB e os Conselhos Setoriais (deferimentos e indeferimentos). 22

23 DA ISENÇÃO Requisitos necessários à imunidade/isenção; Possibilita a fruição imediata, a partir da certificação. 23

24 Ministérios certificadores; Secretaria da Receita Federal; Conselhos de acompanhamento e controle social (Conselhos de Assistência Social e Saúde); Gestores municipais, estaduais e DF do SUAS e SUAS; e da educação; TCU. DA SUPERVISÃO, FISCALIZAÇÃO E REPRESENTAÇÃO 24

25 DA CERTIFICAÇÃO POR ÁREA DE ATUAÇÃO Estabelece critérios e requisitos para a Certificação nas áreas de Saúde, Educação e Assistência Social, respectivamente nos Capítulos II, III e IV do Decreto n.º7.237/

26 ASSISTÊNCIA SOCIAL CERTIFICAÇÃO (Capítulo IV) Reafirma o conceito de entidade de Assistência Social (Decreto nº 6.308/2007); Reafirma a oferta dos serviços de forma gratuita, continuada e planejada, sem qualquer discriminação; Prevê que, além dos demais requisitos as entidades que desenvolvam executam serviços com o objetivo de habilitação e reabilitação ou que ofertam serviços de acolhimento para idosos (Estatuto do Idoso), deverão ofertar 60% de sua capacidade ao SUAS (aferida a partir do 26 número de profissionais, instalações físicas, atendimentos e serviços

27 ASSISTÊNCIA SOCIAL CERTIFICAÇÃO (Capítulo IV) A entidade a ser Certificada pelo MDS deverá: - prever em seus atos constitutivos a sua natureza, objetivos e público alvo compatível com a LOAS e o Decreto n.º 6.309/2007; - estar inscrita no CMAS ou CAS/DF; -quando atuar e mais de um município deverá inscrever seus serviços(no caso de entidades de atendimento); - integrar o Cadastro Nacional de Entidades ou Organizações de Assistência Social. Entidades com atuação preponderante na área da educação ou saúde e também serviços socioassistencias deverão ofertá-los de 27 forma gratuita, continuada e planejada e inscrever estas ações no

28 ASSISTÊNCIA SOCIAL CERTIFICAÇÃO (Capítulo IV) Requisitos para o Vínculo SUAS: - atender o Decreto n.º 6.308/2007 (entidades de Assistência Social); - demonstrar potencial para integrar a rede socioassistencial (ofertar no mínimo de 60% de sua capacidade ao SUAS); - disponibilizar os serviços no território de abrangência dos CRAS e CREAS; - o MDS também poderá definir outros requisitos. 28

29 ASSISTÊNCIA SOCIAL CERTIFICAÇÃO (Capítulo IV) Regras de transição para pedidos formulados em 2010 Os documentos necessários para a concessão ou renovação do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social estão disponibilizados no site: link: certificação de entidades Obs.: o Decreto n.º de 14 de setembro de 2010 (DOU 15/9/2010) prorroga até o dia 20 de janeiro de 2011, para as entidades encaminharem/complementarem os documentos referentes aos processos protocolados entre 29 os dias 30/11/2009 e 27/07/2010.

30 -FASE 1 - Conselhos municipais e do DF Inscrição da entidade e dos serviços ENTIDADE INSCRIÇÃO CADASTRO CERTIFICAÇÃO -FASE 2 - Gestor Municipal, Estadual e do DF VÍNCULO SUAS -FASE 3 - MDS Departamento da Rede Socioassistencial Privada do SUAS 30

31 Conceitos importantes para compreendermos o papel das Entidades de Assistência Social no SUAS 31

32 Inscrição nos CMAS ou CAS/DF É o ato de reconhecimento e autorização de funcionamento previsto no art. 9º da LOAS e regulamentado pela Resolução CNAS n.º 16/

33 CADASTRO NACIONAL DE ENTIDADES E ORGANIZAÇÕES DE ASSSISTÊNCIA SOCIAL banco de dados nacional das entidades de assistência social; instrumento de gestão que subsidiará a realização do diagnóstico das necessidades sociais e o planejamento com vistas às respostas das tais necessidades (Possibilita conhecer as potencialidades das entidades em regular funcionamento no país). 33

34 CONCEITO E CARACTERÍSTICAS DA REDE SOCIOASSISTENCIAL conjunto integrado de ações de iniciativas estatais e da sociedade, que ofertam e operam serviços, benefícios, programas e projetos. seu caráter público é reafirmado pela integração e articulação entre os serviços eminentemente estatais e aqueles complementares prestados pelas entidades e organizações de assistência social. 34

35 VÍNCULO SUAS é o reconhecimento do gestor de que a entidade compõe a rede socioassistencial no âmbito do SUAS, na perspectiva da prestação complementar de serviços socioassistenciais; é o elemento ratificador da existência da entidade como componente da rede socioassistencial para fins de gestão. 35

36 CERTIFICAÇÃO é o reconhecimento pelo órgão gestor federal do caráter beneficente de assistência social na forma da Lei n.º /2009 e do Regulamento; tem por objetivo a isenção das contribuições sociais previstas no art. 195 da CF/1998 e na Lei n.º 8.212/

37 ACOMPANHAMENTO FINALÍSTICO CMAS: anualmente mediante apresentação do plano de ação e relatório (até 30 de abril) e plano de acompanhamento e fiscalização; Gestor Municipal: relação de parceria (Vínculo SUAS); Gestor Federal: acompanhará os dados relativos ao CMAS, Gestor Municipal, Monitoramento do Cadastro, além de outras formas a serem estabelecidas, inclusive auditorias. 37

38 Departamento da Rede Socioassistencial Privada do SUAS (DRSP/SNAS) ESTRUTURA Coordenação Geral do Cadastro Nacional de Entidades de Assistência Social e Vínculo SUAS Coordenação Geral de Certificação de Entidade Beneficente de Assistência Social 38

39 39

40 40

41 41

42 42

43 Obrigada, CLÁUDIA SABOIA Diretora do Departamento da Rede Socioassistencial Privada do SUAS DRSP (link: certificação de entidades) 43

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