Secretaria de Trabalho, Emprego e Promoção Social Piraí do Sul/PR: Órgão Gestor

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1 Secretaria de Trabalho, Emprego e Promoção Social Piraí do Sul/PR: Órgão Gestor RODRIGUES, Camila Moreira (estágio II), KUSDRA, Rosiele Guimarães (supervisora), OLIVEIRA, Maria Iolanda (orientadora), Palavras-chave: Campo de estágio, prática profissional, política de assistência social. Resumo O presente artigo tem por finalidade apresentar o campo de estágio, sendo este a Secretaria Municipal de Trabalho, Emprego e Promoção Social, SETEP, situado no Município de Piraí do Sul, PR. A finalidade do órgão gestor é planejar, organizar, coordenar, monitorar, financiar e avaliar a execução da política de assistência social no município, dando ainda subsídios às unidades de atendimento aos usuários, bem como, assessoramento aos mesmos no que se refere a atribuições de seus serviços, em projetos e execução de programas ofertados à população usuária. Desse modo, buscam-se apontar as principais ações desenvolvidas pelo Assistente Social do órgão gestor, dentre as atividades estão: assessoria e suporte técnico para a gestão, apoio as redes socioassistencial e implementar a política de assistência social no município, dando subsídios para a execução e avaliação das mesmas. Ainda, são apontados os instrumentais técnico-operativos utilizados no cotidiano da prática e os fundamentos teórico-metodológicos que embasam as ações do mesmo, os quais darão subsídios para desenvolver ações pautadas na crítica e propositividade, tendo em vista as diversas demandas impostas no agir profissional.

2 Introdução O presente artigo tem como objetivo apresentar o campo de estágio, Secretaria de Trabalho, Emprego e Promoção Social, SETEP, do Município de Piraí do Sul no estado do Paraná. Para a realização deste, utilizou-se de observação, pesquisa documental em relatórios da Unidade, referenciais bibliográficos, bem como informações contidas na caracterização do campo de estágio realizada no primeiro semestre do ano de dois mil e treze. Sabe-se que a Assistência Social desde a aprovação da Constituição Federal de 1988 é garantida como direito a toda população que dela necessitar, bem como de responsabilidade do Estado, sendo subsidiadas pelo fundo da assistência nas três esferas do governo. A Assistência deve ser organizada em um sistema descentralizado e participativo, tendo como principal objetivo promover o bem-estar e a proteção social das famílias, crianças, adolescentes e jovens, pessoas com deficiência e idosos. Os programas, projetos, serviços e benefícios socioassistenciais devem ser projetados a partir da universalização do acesso com base ao enfrentamento da pobreza e da desigualdade social. Nesse sentido, a SETEP é o órgão gestor que coordena, formula e executa exclusivamente a política de assistência social municipal, sendo responsável pela garantia da proteção social a quem dela necessitar, pela promoção da cidadania, e pela garantia da efetivação do Sistema Único de Assistência Social - SUAS no Município. Compete ainda à Secretaria o controle social e financeiro da política de assistência social, a assessoria técnica à rede pública socioassistencial, bem como a elaboração e implantação de programas, projetos, serviços socioassistenciais. São finalidades do órgão gestor: planejar, organizar, coordenar, monitorar, financiar e avaliar a execução da política no Município. Dando ainda subsídios às unidades de atendimento aos usuários, bem como, assessoramento aos mesmos no que se refere a atribuições de seus serviços, execução de programas ofertados à população usuária e em projetos. Busca-se desse modo, apresentar a prática profissional do Assistente Social Supervisor de Estágio no presente campo, bem como, suas demandas e requisições

3 no seu agir profissional, embasados nos fundamentos teórico-metodológicos e técnicooperativos do Serviço Social. 1- Prática Profissional do Assistente Social A inserção do profissional de Serviço Social exclusivo para o órgão gestor ocorreu apenas no ano de 2011, tendo em vista que anteriormente, o mesmo profissional executava atendimentos aos usuários e ações privativas do órgão gestor, havendo apenas duas Assistentes Sociais na composição no quadro funcional da Secretaria. Em maio de 2011 o número de Assistentes Sociais amplia-se, tendo em vista o aumento de serviços prestados no Município, o qual necessitava de mais profissionais para executar as atividades. Desse modo, admitem-se cinco novos Assistentes Sociais através de concurso público, inseridos em seus respectivos campos sócio-ocupacionais a partir de setembro do mesmo ano para compor a equipe técnica da SETEP. Especificamente no órgão gestor, a finalidade do profissional de Serviço Social é prestar assessoria e suporte técnico para a gestão, ainda, dar apoio as redes socioassistencial, bem como, implementar a política de assistência social no município, dando subsídios para a execução e avaliação das mesmas. O objetivo do Assistente Social no órgão gestor é suprir e minimizar as expressões da questão social impostas nas unidades da proteção social através de planejamento de projetos e avaliações dos mesmos. As ações desenvolvidas estão em parceria com os profissionais técnicos, tanto da rede socioassistencial como de outras políticas públicas, buscando a universalização dos direitos sociais garantidos por lei e a emancipação do usuário como é colocado na Constituição Federal, bem como a oferta de programas, projetos e serviços que possam atender as famílias em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para a inclusão e a equidade, objetivos estes previstos na Política Nacional de Assistência Social. Cabe ao profissional de Serviço Social executar as seguintes ações no presente campo socio-ocupacional: prestar assessoria técnica à gestão e aos demais órgãos que integram a rede pública municipal de atendimento socioassistencial; formular e planejar programas, projetos e benefícios que dizem respeito à política de Assistência Social; elaborar, executar e avaliar os planos municipais de Assistência Social; elaborar

4 juntamente com o gestor e equipe de apoio o Plano de Ação e o Demonstrativo Sintético Anual da Execução Físico-Financeiro requeridos pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome MDS; elaborar juntamente com o gestor e equipe de apoio o Plano Municipal de Assistência Social e Relatório de Gestão requeridos pela Secretaria da Família e Desenvolvimento Social SEDS; elaborar juntamente com as equipes técnicas do CRAS e CREAS o Censo SUAS Anual requerido pelo MDS; Administrar o Sistema Suas Web; Alimentar o sistema do MDS no que se refere aos relatórios mensais de atividades do CRAS e CREAS; assessoria e controle do orçamento no que se refere aos recursos do Coofinanciamento do MDS via pisos; realizar cadastro atualizado de entidades e rede de atendimento públicos privados. Além destas atribuições elencadas acima, o assistente social responsável pelo órgão gestor atua no Conselho de Assistência Social, Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente e no Conselho Municipal de Direitos do Idoso, na condição de secretária executiva onde possui a atribuição de prestar assessoria aos conselhos, na perspectiva de fortalecimento do controle democrático e ampliação da participação de usuários/as e trabalhadores/as. Vale ressaltar que esta não é uma atribuição específica do profissional que atua no órgão gestor, entretanto, dada as demandas existentes, e a falta de recursos humanos disponíveis, a função de assistente social do órgão gestor é acumulada com o de secretária executiva junto aos conselhos que atuam nas áreas referentes à política de assistência social. Para atender as demandas advindas da expressão da questão social no Município de Piraí do Sul, a Assistente Social elabora e planeja projetos e programas específicos para cada nível de proteção, objetivando capacitação e promoção social dos mesmos, sendo estes executados e desenvolvidos pelas equipes do CRAS e CREAS, de acordo com a proteção social a que se referem. Além disso, cabe ao profissional do órgão gestor avaliar os serviços realizados nos referidos equipamentos, visando os resultados e impactos esperados dos projetos e programas executados. Tais ações exigem do profissional conhecimentos sobre a Constituição Federal de 1988; Lei Orgânica de Assistência Social, LOAS; Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social, NOBSUAS; Norma Operacional Básica de recursos Humanos do Sistema Único de Assistência Social NOBSUAS RH; Estatuto da Criança e do Adolescente; Estatuto do Idoso; Estatuto da Cidade; Tipificação Nacional

5 de Serviços Socioassistenciais; Política Nacional de Assistência Social, PNAS; e legislações e normativas referentes ao CRAS E CREAS. Para tanto, o profissional utiliza diversos instrumentais para operacionalizar suas atividades no campo, dentre eles: reuniões; documentações; diário de campo; atas de reuniões; entre outros. 2 - Resultados Os resultados advindos das ações do Assistente Social no órgão gestor juntamente com a equipe técnica da mesma são percebidos em longo prazo, porém constatou-se alguns resultados já obtidos no Município através das ações desenvolvidas pelos respectivos profissionais, sendo elas: a instalação do Centro de Referência de Assistência Social CRAS e o Centro de Referencia Especializada de Assistência Social CREAS, conforme previsto no Sistema Único de Assistência Social SUAS; qualidade nos serviços prestados uma vez que este profissional hoje pode atuar exclusivamente no planejamento da política de assistência social e não mais dividir-se entre planejamento e atendimento direto á população usuária e reconhecimento da necessidade de se ter um Assistente Social no órgão gestor. 3 Considerações As ações do Assistente Social no órgão gestor faz com que o profissional realize novas e diferentes ações voltadas principalmente em formulações de projetos e programas que minimizem a problemática da região, objetivando a efetivação dos direitos. No entanto, alguns desafios devem ser superados no espaço sócio-ocupacional, como práticas históricas de assistencialismo realizado por vezes por outros profissionais da própria Secretaria, incluindo a desmistificação da idéia de que os trabalhos oferecidos não são favores, benesse e assistência. A SETEP deve compartilhar suas ações e funções aos demais órgãos que compõem a rede pública e privada de atendimento socioassistencial, bem como as demais políticas setoriais, devendo haver a publicização das ações desenvolvidas na unidade, procedimento este que possibilita que os usuários tenham conhecimentos dos serviços prestados e suas atribuições.

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