Cibelle do Carmo Rodrigues 1 Elaine Aparecida de Souza 2 Luciana Pavowski Franco Silvestre 3 Tailana Lia Sebastião 4

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1 ENCONTRO DOS TRABALHADORES DO SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DA REGIONAL DE PONTA GROSSA 2014 COMO RESULTADO DO PROCESSO DE ASSESSORIA E MONITORAMENTO Cibelle do Carmo Rodrigues 1 Elaine Aparecida de Souza 2 Luciana Pavowski Franco Silvestre 3 Tailana Lia Sebastião 4 RESUMO: O presente artigo tem por objetivo relatar as experiências do I Encontro dos Trabalhadores do SUAS da Regional de Ponta Grossa 2014, que aconteceu de forma descentralizada em dois municípios: Telêmaco Borba (participação de oito municípios), e Ponta Grossa (participação de dez municípios). A motivação para a elaboração do projeto surgiu a partir do monitoramento do Diagnóstico Municipal da Gestão e Serviços do SUAS ( ) realizado pelo Escritório Regional de Ponta Grossa da Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social/PR, com os dezoito municípios assessorados pelo mesmo. Através deste, identificamos que alguns profissionais enfrentavam e enfrentam dificuldades para efetivar a Política Nacional de Assistência Social (PNAS, 2004) em alinhamento com o Sistema Único de Assistência Social; a gestão da Assistência Social e um trabalho efetivo nos CRAS e CREAS, conforme prevê a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais. Portanto, este projeto traz como proposta o processo de formação continuada aos trabalhadores do SUAS alinhada ao Plano Estadual de Capacitação e com as proposições da Coordenação da Gestão do SUAS, na garantia da efetivação dos serviços ofertados aos usuários da PNAS, partindo das demandas regionais apresentadas por gestores, técnicos e conselheiros dos municípios que compõem a Regional de Ponta Grossa. PALAVRAS-CHAVES: Assistência Social; Monitoramento; Formação Continuada. INTRODUÇÃO A SEDS - Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social é o órgão responsável pela execução da Política Pública de Assistência Social no Estado do Paraná e Coordenação da Política Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, para isto, conta com 4 (quatro) coordenações, sendo: Gestão do SUAS, Proteção Social Básica, Assistente Social/Residente Técnica do Escritório Regional de Ponta Grossa da Secretaria da Família e Desenvolvimento Social/PR. Pós-graduanda em Gestão Pública com Ênfase no Sistema Único de Assistência Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. Assistente Social/Residente Técnica do Escritório Regional de Ponta Grossa da Secretaria da Família e Desenvolvimento Social/PR. Pós-graduanda em Gestão Pública com Ênfase no Sistema Único de Assistência Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. Chefe do Escritório Regional de Ponta Grossa da Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social/PR. Doutoranda em Ciências Sociais Aplicadas pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. Assistente Social/Residente Técnica do Escritório Regional de Ponta Grossa da Secretaria da Família e Desenvolvimento Social/PR. Pós-graduanda em Gestão Pública com Ênfase no Sistema Único de Assistência Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. 1

2 Proteção Social Especial, Renda de Cidadania e a Unidade Técnica de Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente. Além disto, a SEDS constituiu 23 (vinte e três) Escritórios Regionais, unidades descentralizadas no Estado do Paraná, que têm como atribuições o assessoramento aos municípios, prestando-lhes apoio e orientações às situações que demandarem acompanhamento, bem como, o monitoramento dos serviços, programas, projetos e fiscalização de convênios, no intuito de fortalecer a política pública de Assistência Social de maneira integrada entre Estado e municípios. Neste contexto, o presente artigo traz a experiência do I Encontro dos Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social da Regional de Ponta Grossa 2014, organizado a partir do processo de trabalho do Escritório Regional junto aos municípios, que dentre as questões já mencionadas instituiu um processo de monitoramento nos anos de 2011 e , a partir do instrumento Diagnóstico Municipal da Gestão e Serviços do SUAS elaborado pela coordenação da Gestão do SUAS da SEDS. Este foi dividido em quatro blocos de perguntas: Gestão do SUAS; Renda de Cidadania; Proteção Social Básica e Proteção Social Especial. O monitoramento foi realizado in loco nos 18 (dezoito) municípios, e contou com a participação dos conselheiros municipais de assistência social, gestores, técnicos e representantes de entidades da rede socioassistencial. O objetivo deste processo de monitoramento é revelar uma leitura estratégica e integralizada do SUAS na região, subsidiando os processos técnicos e de planejamento, identificando as demandas regionais, assessorando e acompanhando a Política de Assistência Social. A análise dos resultados dos monitoramentos realizados em 2011 e 2012 possibilitou a identificação de vulnerabilidades presentes no processo de gestão da Política de Assistência Social nos municípios da região, bem como, de algumas das demandas apresentadas, como: alta rotatividade de profissionais, falta de equipamentos e estrutura adequada para o desenvolvimento dos serviços, escassez de planejamento orçamentário do município para a área de Assistência Social, falta de equipes de proteção social especial em alguns municípios, equipes de referência incompletas desrespeitando o estabelecido na NOB-RH/SUAS, gestões 5 O monitoramento está sendo realizado novamente em

3 centralizadoras, falta de compartilhamento de informações entre as gestão e os profissionais dos demais serviços, entre outros. Desta forma, constatamos a dificuldade que muitos profissionais enfrentavam e enfrentam para efetivar a Política Nacional de Assistência Social (2014) em alinhamento com o Sistema Único de Assistência Social. Verificamos então, a necessidade de promover uma proposta de formação continuada aos trabalhadores do SUAS, alinhada ao Plano Estadual de Capacitação e com as proposições da Coordenação da Gestão do SUAS da Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social, dando ênfase aos aspectos regionais. Partimos do princípio que a Assistência Social deve ser efetivada enquanto política pública de direito. Segundo Jaccoud; Hadjab; Chauib (2008, p. 175) a partir da Constituição Federal de 1988, a Assistência Social é instituída como parte da Seguridade Social, reconhecendo-a como política pública e trazendo importantes mudanças na estrutura desta política. Este fato desencadeou na consolidação de uma nova fase de desenvolvimento da mesma, normatizando e consolidando a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS, 1993), a Política Nacional de Assistência Social (PNAS, 2004) e a Norma Operacional Básica (NOB/SUAS, 2005) que regulamenta o Sistema de Único de Assistência Social (SUAS, 2003). Bidarra (2004, p. 265) complementa que [...] no Brasil a CF/88 instituiu um novo marco de regulamentação para a política de Seguridade Social no qual está pressuposto o reconhecimento e a universalização de direitos e ampliação da cidadania. Ainda segundo a autora, a CF/88 passa a indicar a necessidade de se colocar em funcionamento instrumentos políticos que contribuam para aprofundar o processo da construção democrática da sociedade brasileira, criados a partir da premissa da democracia participativa. No que se refere à Política Nacional de Assistência Social, Silveira e Colin (2006) destacam que a referida política define a implementação do Sistema Único de Assistência Social, que [...] permite, dentre outros aspectos, a articulação de ações socioassistenciais, a universalização de acessos e a hierarquização de serviços por nível de complexidade e porte de município. (SILVEIRA; COLIN, 2006, p. 29). Sua regulamentação, por meio de base legal como a nova Norma Operacional Básica (NOB, 2012) e outros instrumentos jurídicos normativos, deve impulsionar reordenamentos das redes socioassistenciais para o atendimento da população 3

4 usuária, na direção da superação de ações segmentadas, fragmentadas, pontuais, sobrepostas e assistencialistas, por um modelo de gestão unificado, continuado e afiançador de direitos. Assim, abordar esta temática trata-se de fortalecer o entendimento e formação continuada sobre a Política Nacional de Assistência Social, bem como a busca pela qualidade dos serviços prestados aos usuários, partindo das demandas regionais apresentadas por gestores, técnicos e conselheiros dos municípios que compõem a Regional de Ponta Grossa. PERCURSO METODOLÓGICO Esta proposta de trabalho teve por objetivo geral promover a formação continuada aos trabalhadores do SUAS na garantia da efetivação dos serviços ofertados aos usuários da Política Pública de Assistência Social. Para tal, foram elencados os seguintes objetivos específicos: abordar a lógica dos serviços socioassistenciais, enquanto direito do usuário e conforme previsto na Tipificação Nacional de Serviços Socioassistencias (2009); expor a importância do Sistema Único de Assistência Social no que se refere a qualidade dos serviços prestados aos usuários; reafirmar aos profissionais do SUAS sobre a Assistência Social enquanto garantia de direitos; e discorrer sobre os Serviços da Proteção Social Básica e Especial. Desta maneira, o evento I Encontro dos Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social da Regional de Ponta Grossa 2014 ocorreu de forma descentralizada, sendo que em Telêmaco Borba participaram oito municípios: Arapoti; Imbaú; Jaguariaíva; Ortigueira; Reserva; Sengés; Ventania e Telêmaco Borba. E em Ponta Grossa participaram dez municípios: Ponta Grossa; Carambeí; Castro; Ipiranga; Ivaí; Palmeira; Piraí do Sul; Porto Amazonas; São João do Triunfo e Tibagi. Neste primeiro momento, o evento destinou-se aos profissionais da Proteção Social Básica, e foram ofertadas dez vagas por município. O público envolvido foi de aproximadamente 180 (cento e oitenta) pessoas. O evento iniciou com a Palestra Concepção Histórica da Assistência Social e a Política Nacional de Assistência Social em alinhamento com o SUAS, onde foi discorrido acerca do histórico da Assistência Social. Na sequência, teve uma segunda palestra Proteção Social Básica. E por fim, foram realizadas as Oficinas Temáticas sobre: CRAS Centro de 4

5 Referência de Assistência Social; Órgão Gestor; Equipe Volante; e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Vale ressaltar, que os encontros terão continuidade no decorrer de 2014, sendo um sobre a Proteção Social Especial, e posteriormente serão realizados encontros para troca de experiências entre os 18 (dezoito) municípios atendidos pela Regional de Ponta Grossa, onde estes poderão apresentar a forma/maneira como vêm executando os serviços, programas e projetos socioassistencias, destacando as possibilidades, desafios, avanços e perspectivas. RESULTADOS A partir dos formulários de avaliação aplicados com os participantes do encontro, observamos que a proposta foi bastante receptiva pela maioria dos profissionais do SUAS, sendo que no município de Telêmaco Borba 88% dos participantes indicariam o evento para outros profissionais, e no município de Ponta Grossa 78,2%. Os profissionais mais indicados para estarem participando dos próximos encontros foram: Secretários Municipais de Assistência Social e Prefeitos Municipais, a fim destes adquirirem maior conhecimento sobre a Política Pública de Assistência Social. Também evidenciamos que o evento proporcionou a troca de informações e experiências entre os municípios; oportunizou a ampliação de conhecimentos relacionados à Proteção Social Básica; esclareceu dúvidas e motivou a atuação profissional, visto que 93,3% dos profissionais de Telêmaco Borba, e 84% dos profissionais de Ponta Grossa assimilaram os conhecimentos repassados. Tanto as palestras, como as oficinas possibilitaram a reflexão da prática profissional, tendo em vista que 75,3% dos profissionais de Ponta Grossa, e 90,6% dos profissionais de Telêmaco Borba, expuseram que o conhecimento adquirido terá aplicação prática no seu ambiente de trabalho. Como elencado anteriormente, o evento contou com quatro oficinas temáticas, sendo: CRAS, Equipe Volante, Órgão Gestor e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. As mais requisitadas e com maior número de inscritos foram as oficinas de CRAS e SCFV (aproximadamente 40 pessoas em cada), sendo que estas foram as duas oficinas melhores avaliadas. Pois, ao mesmo tempo em que deram enfoque teórico relacionaram à 5

6 prática (práxis), o uso de recursos audiovisuais foi estimulante (slides, vídeos, músicas, imagens), bem como o desenvolvimento de dinâmicas, que proporcionaram a interação entre os participantes; debate sobre o tema; e a exposição das possibilidades e dificuldades encontradas nos municípios para desenvolver os serviços. Através dos relatórios de avaliação, também foi possível identificarmos os pontos positivos e negativos dos eventos, para que assim pudéssemos estar refletindo e realizando mudanças para os próximos encontros, levando em consideração as sugestões e demandas propostas, dentre as quais destacaram-se: medidas socioeducativas; recursos orçamentários; proteção social especial; reordenamento dos serviços de acolhimento; CREAS; vigilância socioassistencial; Controle Social; atualização e mudanças de leis, decretos e serviços; interdisciplinaridade; licitações; capacitações para o órgão gestor, setor financeiro e para contabilidade da Prefeitura relacionada à gestão da Política de Assistência Social; ética profissional; dificuldades para desenvolver o trabalho com o órgão gestor; e articulação da rede socioassistencial. Várias das demandas expostas acima são serviços ou estão relacionadas com a rede de Proteção Social Especial, e a maioria delas serão trabalhadas no II Encontro dos Trabalhadores do SUAS da Regional de Ponta Grossa 2014, que acontecerá no dia 18 de julho de 2014, no município de Ponta Grossa, com uma palestra sobre a Articulação dos serviços no atendimento aos usuários e ao longo do evento a possibilidade dos profissionais estarem participando de 07 (sete) oficinas temáticas: PAEFI (Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos); Reordenamento dos Serviços de Acolhimento de Crianças e Adolescentes; Medidas Socioeducativas; Trabalho com crianças e adolescentes vítimas de violência; Trabalho com Agressores; Trabalho Infantil; e Acolhimento Institucional. CONCLUSÃO Embasando-se na análise dos formulários de avaliação, aplicado com os participantes do I Encontro, concluímos que o evento foi positivo, visto que os profissionais ressaltaram a importância das formações continuadas; expuseram as dificuldades, potencialidades e desafios que os municípios vêm enfrentando; pelo encontro possibilitar a troca de experiências, bem como o fortalecimento da atuação dos trabalhadores do SUAS para a 6

7 efetivação da Política Pública de Assistência Social. Por estes e outros motivos, a grande maioria dos participantes solicitaram que estas capacitações ocorram com maior frequência. Através desta experiência, o Escritório Regional pôde avaliar a sua atuação e necessidade de adequações em relação ao seu processo de trabalho, principalmente no que tange a assessoria e monitoramento aos municípios; permitindo e instigando os mesmos a analisarem e refletirem sobre a complexidade de suas atuações diante das demandas apresentadas pelos usuários em situação de vulnerabilidade e risco social, considerando que estas não são estanques, portanto para que possam ser acolhidas pelos serviços, necessariamente precisam ser compreendidas e incluídas nos processos de gestão, financiamento e de tomada de decisões dos gestores municipais. Este processo dinâmico da realidade e também da gestão da política de assistência social, nos impulsiona e nos permite a avaliação continua dos processos de trabalho, e também nos leva a refletir sobre a forma de organização dos encontros para os diferentes níveis de complexidade do SUAS, que a princípio ocorreriam em momentos distintos, no entanto, considerando que a própria Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistencias (2009) estabelece para cada serviço itens específicos relacionados a articulação em rede, sinalizando a completude da atenção hierarquizada em serviços de vigilância social, defesa de direitos e proteção básica e especial de assistência social e dos serviços de outras políticas públicas e de organizações privadas. (TIPIFICAÇÃO NACIONAL DOS SERVIÇOS SOCIOASSISTENCIAIS, 2009, p. 5). Neste sentido, reformulamos o planejamento inicialmente elaborado, com o objetivo de articular a Gestão e Proteção Social Básica com a Proteção Social Especial nos demais encontros dos trabalhadores do SUAS da Regional de Ponta Grossa que serão realizados em 2014, buscando assim contribuições para reverter os processos de fragmentação, divisão e segmentação da Política Pública de Assistência Social, fortalecendo a proposta de um Sistema Único de Assistência Social. REFERÊNCIAS BIDARRA, Z. S. Trajetórias Inconclusas na Construção da Política de Assistência Social no Brasil. São Paulo: Unicamp,

8 BRASIL. Lei n.º 8.742, de 07 de dezembro de Dispõe sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm>. Acesso em 19 de maio de Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Conselho Nacional de Assistência Social. Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do Sistema Único de Assistência Social. Resolução n.º 269, de 13 de dezembro de Brasília: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Conselho Nacional de Assistência Social. Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social. Resolução n.º 130, de 15 de julho de Brasília: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Conselho Nacional de Assistência Social. Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social. Resolução n.º 33, de 12 de dezembro de Brasília: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social. Política Nacional de Assistência Social PNAS. Brasília: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social. Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. Resolução do CNAS n.º 109, de 11 de novembro de Brasília: JACCOUD, L.; HADJAB, P. CHAUIB, J. Assistência Social e Segurança Alimentar: entre novas trajetórias, velhas agendas e recentes desafios ( ). In: Políticas Sociais: acompanhamento e análise. Brasília: IPEA, SILVEIRA, J. I.; COLIN, A. D. Centro de Referência de Assistência Social: Gestão Local na Garantia de Direitos. In: SETP - SUAS/PR: Sistema Único de Assistência Social. Caderno I. Sistema Municipal e Gestão Local do CRAS. Curitiba: SETP, 2006, p

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